sábado, 31 de dezembro de 2016

AS DOZE NOITES SANTAS (8ª NOITE - 31 dezembro / 01 janeiro)

Nasce um novo Sol, atravessamos mais um dia e vem o cair da noite. Uma nova estrela brilha no céu, emanando luz da Constelação de Leão, portal do qual emanam as forças dos Tronos, os Seres da Vontade.

Alcançamos a primeira hierarquia, de seres espirituais muito evoluídos que manifestam as intenções divinas atuando da esfera macrocósmica para dentro do nosso sistema solar.

Na evolução, os Tronos eram seres tão completamente conscientes de si que seu querer era sua própria substância, e este querer é tão exaltado que estes seres produziam calor e doaram sua própria substância.

As forças de Leão configuraram o coração humano e os dirigentes da Antiguidade e os reis da Idade Média associavam sua realeza com este signo, que era relacionado com a coragem e a prontidão de realizar no exterior o que é determinado a partir de dentro: da voz do coração.

Na oitava Noite Santa, a partir do portal do Leão, recebemos os impulsos de entusiasmo e coragem para enfrentar as provas que o destino nos traz.

Nesta noite, abandone o medo dos desafios que você tem pela frente. Da região de Leão, os Tronos, Espíritos da Vontade, lhe trazem poderosas forças para vencer as provas que as suas escolhas lhe trazem.





Texto de Rudolf Steiner e Serguei Prokoffief
Pesquisa Edna de Andrade






Fonte do Texto e da Gravura: www.noitessantas.com.br
Via Biblioteca Virtual da Antroposofia
http://www.antroposofy.com.br/

A MAGIA DO FINAL DE ANO

Como o Ciclo Solar Traz Iniciações, Grandes e Pequenas


O tempo é circular. Tudo o que ocorre ao longo dele é cíclico. Cada final traz um novo começo, e o modo como terminamos um ano das nossas vidas ajuda a definir como será, para nós, o ano seguinte.

Um breve momento é resultado, e semente, de processos imensamente longos. Segundo a filosofia esotérica, também cada ano que passa é um resumo de toda a nossa vida. O final de cada ciclo é oportuno para refletir sobre nossas vitórias e dificuldades, fazer um balanço – e renovar a decisão de viver de maneira sábia.

As quatro estações do ano correspondem às quatro grandes etapas de uma vida humana. A segunda metade do inverno é a infância, que prepara a primavera da juventude. Por enquanto, tudo parece ajudar o nosso desenvolvimento pessoal: somos protegidos e educados, e as tendências da natureza conspiram a nosso favor. Na primavera e no verão, que correspondem ao período que vai da juventude à meia-idade, ocorrem os grandes desafios e as principais realizações. Depois vem o outono, a primeira parte da velhice, quando é hora de recolher-se ao fundamental e de substituir com a sabedoria acumulada a força que falha cada dia mais.

O ciclo termina com a primeira metade do inverno, a parte final da velhice. Esta é a época da grande renúncia, da travessia de volta para o todo universal de onde um dia viemos, e de onde no futuro poderemos emergir novamente para outra forma de existência, sem nada lembrar da encarnação anterior.

O que permite distinguir cada uma das quatro estações é o ciclo anual da distribuição da energia solar. O sol é a grande fonte de vida material e espiritual em nosso planeta. O futuro de cada força vital depende diretamente da sua relação com ele. Muito mais que uma estrela física, o sol é na verdade o logos solar, a fonte espiritual de tudo o que ocorre em cada um dos seus planetas. Assim, o ciclo da luz solar em nosso planeta constitui um mapa da longa jornada de cada alma humana, com seus períodos de expansão e retração, crescimento e decadência, morte e ressurreição.


A Viagem Anual do Sol

A palavra solstício, de origem latina, significa “sol imóvel”.

No momento máximo do verão, o solstício é o momento em que a luz do sol pára de crescer, para voltar a diminuir, abrindo espaço para o outono. E no auge do inverno, o solstício indica o momento em que a luz do sol pára de diminuir, para voltar a crescer, preparando a primavera.

O solstício do inverno é o momento da noite mais longa do ano, a partir do qual o sol passa a recuperar forças. Daí a ideia de nascimento, ou renascimento. No hemisfério norte, este evento astronômico corresponde ao período do Natal, porque os cristãos adotaram para si a antiga Festa do Sol da tradição pagã.

No hemisfério sul, o solstício de inverno corresponde às festas juninas realizadas no Brasil. Em junho o fogo noturno simboliza a luz do sol vencendo a escuridão da noite. A imagem corresponde à primeira grande iniciação. Há um nascimento espiritual depois de um longo período probatório em que o buscador da verdade foi duramente testado pela vida. Desperta o Cristo interior, a intuição espiritual, a luz de Buddhi. No Novo Testamento, Jesus fala da primeira iniciação ao ensinar:

“Em verdade lhes digo que, se não mudarem, e não se tornarem como as crianças, de modo algum entrarão no Reino dos Céus” (Mateus 18: 3-4).

A imagem é clara: o iniciado do primeiro grau é puro como uma criança. O foco da sua consciência nasceu no nível do eu imortal. Sua consciência pode ser ainda como uma criança indefesa, vivendo precariamente e ameaçada por Herodes (o egoísmo circundante). Mesmo assim, já nasceu e está colocada no centro da vida concreta, iluminando todas as coisas.

O segundo grande momento da jornada evolutiva da alma avançada é simbolizado astronomicamente pelo equinócio da primavera, em que o dia e a noite têm forças e dimensões iguais, durante a fase crescente da luz. A palavra “equinócio” também tem origem latina e significa “noite igual”.

A terceira etapa se abre com o solstício do verão, que corresponde no hemisfério sul ao Natal, e, no hemisfério Norte, ao mês de junho. Agora a duração do dia chegou ao seu ponto máximo e começa a abrir caminho para o outono.

O último grande evento do ciclo é o equinócio do outono, quando a noite alcança o mesmo tamanho do dia, a caminho do inverno que simboliza a morte. Cada inverno dará lugar a um novo renascimento.

A visão da jornada da alma humana imortal através de quatro grandes iniciações, até atingir a perfeição, é tão velha quanto a filosofia esotérica. Comparado com ela, o cristianismo é um fenômeno de curto  prazo.  


As Grandes Iniciações

Muitos séculos antes da era cristã, a filosofia oriental já tinha nomes sânscritos para os estágios superiores do caminho espiritual.

Uma quinta etapa, a “ressurreição de Cristo” é, na verdade, o despertar já no reino divino do grande adepto, mahatma, rishi ou sábio, que teve sua condição humana “crucificada”, isto é, se libertou da roda do renascimento obrigatório. Esta é a quinta grande iniciação.


Vejamos o que ensina a tradição esotérica

A primeira grande iniciação, srotapatti, é marcada pela total ausência de egoísmo no coração do ser humano. A humildade, simbolizada na linguagem cristã pela pobre manjedoura, assinala a ausência de orgulho ou egoísmo. A presença de vários animais em torno do menino Jesus simboliza a comunhão essencial do iniciado com todos os seres.

As estrelas no céu mostram que esta unidade fundamental inclui o universo inteiro. As forças poderosas mobilizadas para a tentativa de frustrar o seu nascimento simbolizam as provações e testes que a alma deve vencer. Refletem também o fato de que uma grande iniciação é um momento de fragilidade e vulnerabilidade, do ponto de vista do mundo externo.

A segunda iniciação, sakridagamin, corresponde ao surgimento de um forte intelecto a serviço do coração. É o equinócio da primavera, que traz o predomínio crescente da luz. Na vida de Cristo, corresponde ao momento em que o menino Jesus prega aos doutores no templo (Lucas, 2: 46-49). Neste ponto ocorre o despertar da mente superior, manas, a inteligência livre das aparências, ágil, eclética, capaz de ver com clareza a mesma verdade essencial em todas as boas religiões, ciências e filosofias.

Para o iniciado do segundo grau, o pensamento positivo e a ação solidária surgem naturalmente do fato de que ele percebe sem esforço o domínio da  Lei do Equilíbrio sobre a realidade aparente, cujas numerosas armadilhas só enganam o ingênuo e o “astucioso”. Se a primeira iniciação faz enxergar a vida do ponto de vista da bondade, a segunda coloca uma inteligência de grande poder a serviço do amor altruísta. É a primavera iluminando o mundo.

A terceira iniciação, anagamin, corresponde, como vimos, ao solstício de verão.

O sol chegou ao auge e avança na direção da renúncia. Na vida de Jesus, é a Transfiguração (Mateus, l7). Num alto monte, o rosto de Jesus “resplandece como o sol”. Em seguida, ele percebe todo o sofrimento que o futuro lhe reserva, sua própria morte, e a ressurreição (Mt l7: 22-23).

Ao assumir a iniciação anagamin, a alma toma a firme decisão de ir até o final no sacrifício da sua condição humana, sabendo que o processo culminará na crucificação da sua personalidade, ou aniquilação do eu inferior, para que possa renascer no mundo divino.

A quarta iniciação, de arhat, corresponde astronomicamente ao equinócio de outono, e, na vida de Jesus, à crucificação. Ocorre agora a chegada da morte, ou inverno, o que possibilitará o renascimento além dos limites do universo conhecido. Nesta etapa a alma morre definitivamente para as experiências do reino humano.

A quinta iniciação, aseka, corresponde à ressurreição. O adepto, o mahatma, o rishi, o Imortal – simbolizado por Jesus no Novo Testamento – ressurge em um reino superior ao humano e está livre do sofrimento tal como o conhecemos, mas ainda permanecerá guiando a humanidade no caminho da sabedoria.

Há pelo menos duas conclusões práticas a serem tiradas da jornada mágica da alma humana.

A primeira delas é que todos podem buscar desde já metas divinas, mesmo que elas estejam distantes. Esta opção terá efeitos positivos imediatos na vida do aprendiz. No estágio atual da evolução, os cidadãos capazes de aproveitar o que há de melhor em diferentes  religiões e filosofias podem preparar-se ativamente para a primeira grande iniciação. Mas não convém ter pressa. A ignorância espiritual só desaparece aos poucos, e o processo preliminar requer várias vidas.

A alma humana não interrompe seu aprendizado espiritual ao final de uma única existência. Ela renasce repetidamente para ganhar mais experiência e avançar em direção à luz, até  alcançar  a proficiência – o “adeptado” –  e completar o ciclo evolutivo do reino humano.

A cada nova encarnação, o aprendizado espiritual é retomado no ponto em que se interrompeu na vida anterior, embora  as circunstâncias externas possam ser completamente diversas. Depois haverá outra vida, e outra, até as várias iniciações. Finalmente virá a libertação definitiva  das limitações humanas.

Na visão transcendente proposta pela filosofia esotérica, a vida no planeta Terra constitui uma única onda evolucionária e faz parte da  vida mais ampla do cosmo. Em nosso jardim planetário, as vidas vegetais estão a caminho do reino animal. As almas dos animais avançam para o reino humano. As almas humanas progridem lentamente em direção ao mundo divino. A luz da sabedoria eterna circula pelo universo inteiro, constantemente reciclando espírito e matéria.

Preparar-se para a primeira grande iniciação, srotapatti, é abrir terreno para o Natal Interior, isto é, o nascimento de Cristo na consciência do aprendiz.

Se o peregrino não encontra o Mestre dentro de si, é inútil procurar em outra parte. Este é o caminho da purificação. Cabe ao estudante desenvolver a humildade necessária para, primeiro, observar serenamente o movimento do egoísmo dentro si, e depois libertar-se passo a passo do emaranhado de interesses e preocupações egocêntricos, colocando-se a serviço da verdade e da justiça nas diferentes dimensões da vida. Assim ele aprende a identificar-se com a vida maior e não com a vida pequena ou os impulsos animais de busca de segurança e fuga das expectativas de dor.

A segunda conclusão prática é que a história do Novo Testamento simboliza a vida de todos os seres humanos que buscam a sabedoria. De certa forma, é possível viver hoje na vida diária amostras pequenas mas inspiradoras do significado das cinco grandes iniciações. Os mistérios eternos estão sempre ao nosso lado, prontos para a eventualidade de despertarmos, e inspirando-nos em tudo o que é possível.


Talvez agora seja o momento

Ao final de cada ano ou de cada etapa em nossas vidas, seja ela grande ou pequena, nada nos proíbe de fazer um inventário e avaliar nossa capacidade de nascer e renascer a cada dia livres do passado e dos processos de  rancor, ódio, cobiça e outros sentimentos negativos.

É possível antecipar algo da segunda iniciação e observar periodicamente como anda nossa coragem de buscar a verdade, de olhar a realidade além das nossas opiniões e ideias fixas prediletas, de estudar coisas novas e abrir rumos renovadores à nossa vida intelectual. É oportuno optar pela inteligência do coração e não pela astúcia da mente egoísta. Nos aspectos da vida em que já vemos o anúncio do outono e do inverno, podemos tomar a firme decisão de renunciar a tudo o que não é de fato nosso. O peregrino sensato coopera com a vida mesmo quando ela não lhe oferece coisas agradáveis, e opta pelo caminho do desapego. Assim o aprendiz leigo vive uma pequena parcela antecipada da terceira iniciação.

Podemos avaliar também as várias “crucificações” que já vivemos nesta vida. Quantos desesperos e derrotas? E quantas lições aprendidas? Qual nossa atitude quando experimentamos crucificações, traições e injustiças?

Permanecemos no território da verdade, da ética e do amor altruísta? E quantas vezes, depois da tempestade e da cruz, veio a bonança da ressurreição? Quantas vezes uma nova etapa da vida, primaveril, cheia de promessas e potencialidades, abriu-se inesperadamente diante de nós, apenas porque havíamos sabido sofrer sem ódio ou desespero? A ressurreição é um Natal em um nível mais elevado, assim como o Natal é a promessa da ressurreição total a que nossa alma terá direito um dia, ao final de uma aprendizagem de várias encarnações.


O Natal ocorre pouco antes do Ano Novo

Essa proximidade simboliza o fato de que o nascimento de uma nova consciência, mais sábia, abre a porta do tempo para um novo começo prático da vida. Assim, o melhor presépio está em nossos corações e mentes: é ali que acontece a cada dia o milagre do nascimento e da iniciação.




Carlos Cardoso Aveline





Fonte do Texto e da Gravura: do Blog "Filosofia Esotérica"
http://www.filosofiaesoterica.com/a-magia-do-final-de-ano/

O UNIVERSO VIBRANTE

Nossa milenária filosofia sempre afirmou que tudo é vibração. Escarneceram os incrédulos que sem dar-se ao trabalho de investigar, acharam sempre fácil fazer a crítica construtiva cimentada na ignorância e na lei do pouco esforço. O tempo, juiz inexorável, nos deu a razão, pois com a era eletrônica que estamos vivendo, foi comprovado que o que a Ordem Rosacruz afirma é real.

Tudo é vibração, inclusive a matéria. Naturalmente que esta última afirmação admite muitas controvérsias, como por exemplo, cabe perguntar: se toda a matéria é igual, por que o ferro é diferente do cobre?

O homem materialista de todos os tempos, especialmente o de hoje, quis, por meios científicos, transformar o chumbo em ouro. Um negócio espetacular! O chumbo, muito abundante na Natureza e de baixo custo, transformado em ouro, metal precioso e de muito valor, regente do sistema monetário internacional, sem dúvidas, seria um negócio fantástico. O homem, impelido por sua ambição, submeteu a tantos tratamentos físico-químicos o pobre chumbo, que finalmente conseguiu o cobiçado ouro, estabelecendo uma fórmula empírica, vale dizer sem dar-se conta cientificamente da razão da dita troca. Simplesmente com tanto tratamento que se fez ao chumbo, se conseguiu trocar suas vibrações e igualá-las as do ouro. Tenho aqui minhas razões para acreditar, sem rodeios, que a técnica ainda não é bem compreendida. Acontece que, depois de tanto esforço para chegar a esta transformação, concluiu-se que o ouro fabricado por este procedimento é mais caro que o ouro vendido na joalheria da esquina.

De qualquer forma, este trabalho ainda não restou exitoso, no sentido econômico. A comprovação da ciência de que os metais podem ser transmutados é uma contribuição à química moderna, que estuda a transformação e composição da matéria. Comprova ainda que não há esforço sem recompensa.


O que são vibrações?

Os movimentos vibratórios que dão lugar ou transmitem o som, são vibrações assim como as alterações do campo elétrico ou magnético que constituem a emissão, absorção, dispersão e propagação da energia, como no caso particular da luz.

No campo esotérico, as vibrações tem um grande valor. Todos os conhecimentos habituais chegam à percepção do indivíduo por meio dos sentidos objetivos. Existe, porém um outro modo de adquirir tais conhecimentos. O Rosacruz treinado o utiliza com grande vantagem sobre os sentidos clássicos. Estes conhecimentos chegam do Cosmos e manifestam-se através do sexto sentido. É algo separado da intuição, difícil de explicar com palavras, especialmente para o profano.

A realidade rodeia o ser humano por todas as partes. Algumas vezes revela-se por vibrações, outras por sensações materiais através do gosto, do olfato e do  tato.

A atração, potência soberana, força universal que mantém todos os seres presos à superfície do planeta, passa absolutamente despercebida para a consciência. A força magnética que impulsiona o ferro para o imã e dirige a agulha da bússola constantemente para o Norte, as ondas hertezianas, estendidas em uma rede imensa, conduzindo os sons de um ponto ao outro da Terra, rodeando-a, não causam nenhuma sensação. Os raios ultravioletas, manifestados por uma ação sobre as emulsões sensíveis das placas fotográficas, não atuam sobre a retina. Os raios X e as emanações de rádio, de ação tão destruidora sobre os tecidos, que chegam a produzir neoplasias malignas nos mesmos, também não são percebidos conscientemente. Os ultra sons não impressionam os órgãos auditivos.

Os seres humanos estão rodeados por múltiplas vibrações, nem todas percebidas pelos sentidos. Consequentemente podemos afirmar que os sentidos normais põem o homem em relação com o mundo exterior de uma maneira tão imperfeita como rudimentar, demonstrando que existem duas classes de vibrações: as percebidas por nossos sentidos e as que passam inadvertidas.


Aplicando os conceitos em nós

O homem não é uma exceção dentro do conglomerado de leis que regem o universo, é por isso que nossa amada Ordem Rosacruz insiste na prática de um dos maiores e efetivos exercícios chamados “A Massagem Psíquica” que produz um efeito grandioso aliado à harmonização.

A ciência médica, em certos casos, aplica eletricidade galvânica com eletrodos de cobre no pacientes, obtendo resultados muito variáveis, não é uma curva normal, mas com altos e baixos. Algumas vezes obtém bons resultados, porém a maioria negativos.

A razão de ditos resultados é que aplicam apenas uma vibração, determinada pela corrente e os órgãos de nosso corpo. Este, no entanto, assim como tem diferentes funções, tem diferentes níveis vibratórios e esta é sua característica especial.

Praticando “A Massagem Psíquica”, concentrando-se em todas as partes do corpo, mentalmente e de forma automática, estaremos dando a vibração que corresponde ao órgão visualizado. Ao passar para outro órgão, troca a vibração e assim sucessivamente, dando-nos um banho de saúde, magnetismo e vitalidade.

É recomendado que o homem se alimente com os produtos que produz na área terrestre onde habita, num raio de 300 quilômetros, porque ditos alimentos tem as vibrações específicas que ele precisa.

Todos conhecem uma frase tão conhecida como certa que diz: “somos o que pensamos”, frase muito bonita, mas, quem a pratica? Efetivamente os pensamentos se materializam, produzem “coisas”, é por isso que nossa Ordem insiste no pensar correto, porque pensamentos são vibrações que podem nos levar para uma vida harmoniosa ou o contrário. Quando formos assaltados por vibrações-pensamentos negativos, rechacemo-los como se fossem ladrões que violam nosso lar.

Os antigos alquimistas devotados, valentes e estudiosos, eram perseguidos pela ignorância que imperava nos primórdios da química. Isso acontecia porque acreditava-se que a alquimia não era uma ciência nem uma arte. Ela era tida como um conjunto de teorias incoerentes, sem base científica, muito filosóficas e impregnadas de misticismo ocultista, quase sempre apoiadas em experimentos e fenômenos naturais que constituíam, sem base experimental, um conjunto de regras  envoltas em símbolos cabalísticos.

A alquimia, segundo a definição fantasiada, e que desgraçadamente ainda não se corrigiu nas enciclopédias, pretendia enriquecer a seus adeptos, ensinando-lhes a fabricar o ouro e a prata por meio da pedra filosofal, e colocá-los na posse de um remédio que curasse todas a enfermidades.

Os antigos alquimistas, precursores de um dos maiores ramos da ciência, a química, foram fervorosos estudantes da Natureza e suas leis. Muitos foram membros da nossa Ordem, e pretendiam transmutar o pensamento do ser humano, para que ele só pensasse de forma correta e assim pudesse construir um mundo melhor. Conheciam a tremenda vibração do pensamento e seus grandes efeitos.

Por não terem sido perseguidos pelo fanatismo interesseiro, que predominava naquela época de obscurantismo, haviam florescido como a flor de lótus que, enraizada na lama, atravessa as águas sujas mostrando sua corola harmoniosa, como um canto à vida.

Possivelmente se esses estudiosos não houvessem sido julgados, não estaríamos vivendo esta ânsia desenfreada pela ambição e ego que obscurecem a paz da humanidade de hoje.

Mas nunca é tarde, cada um é o alquimista de sua própria vida, usemos os reagentes de nossos pensamentos puros e tornaremos realidade o que eles, os alquimistas, não puderam realizar. Assim nos aproximaremos do propósito de nossa amada Ordem, obter a Paz Profunda em nossos corações, dando, afinal, alegria a esses alquimistas valentes, pioneiros do espírito, que seguramente nos observam de outras dimensões mais além das vibrações que agora podemos captar.





Mário Salas, FRC
Ordem Rosacruz (AMORC)





Fonte da Gravura: Tumblr.com

DECISÕES PARA O ANO NOVO

O Modo Certo de Reiniciar um Ciclo da Vida


“… A nossa vontade opera na verdade em todas as partes da nossa vida física, embora talvez não possamos perceber e compreender o processo.”


Todos indubitavelmente já tomaram decisões alguma vez na época do Ano Novo, e todos, sem dúvida, já falharam ao tentar cumpri-las. Deve haver alguma razão para as nossas falhas, assim como para o fato de que em certa época do ano temos uma inclinação a tomar decisões.

Estas razões estão ocultas nas profundezas do nosso próprio ser.

Talvez, sem que saibamos, nós tenhamos uma percepção natural da lei oculta ao olharmos para este período específico do ano. Os antigos celebravam o chamado “nascimento do Sol”, ou o retorno do Sol, que começa – no hemisfério norte do planeta – dia 21 de dezembro. [1] Eles sabiam que todas as forças ocultas da natureza têm uma tendência a crescer e a elevar-se a partir do retorno do Sol. Quando os raios solares ficam mais quentes e mais fortes, todas as outras forças que acompanham o Sol e que estão presentes em nós se fortalecem em nosso interior. [2] Na onda crescente de renovação psíquica e espiritual, tudo o que desejamos fazer ganha  um impulso maior do que nas outras épocas do ano.

A razão para o fracasso em nossas decisões pessoais está no fato de que não entendemos nossa própria natureza. Consequentemente, não somos capazes de usar a força e a influência que há em nosso interior, do ponto de vista físico, e nos parece difícil cumprir decisões de qualquer tipo. Nosso primeiro erro é tomar decisões negativas. Nós dizemos: “não vou mais ingerir bebidas alcoólicas”, “não vou mais mentir”, “não vou mais fazer isso ou aquilo”. Mas a decisão certa a tomar é – “eu vou fazer isso ou aquilo” – indo além da situação atual.

Neste caso fazemos uma afirmação direta da vontade, enquanto na outra forma adotamos uma posição apenas negativa. Talvez tenhamos pensado, em relação aos outros ou a nós mesmos, que não fazer uma série de ações questionáveis é suficiente para ser “bons”. Nesta situação, na verdade, apenas não seremos maus. É uma posição negativa. Mas a verdadeira bondade é uma posição positiva.

Para colocar em prática nossas decisões em relação ao novo ano, devemos evocar a vontade do ser humano, porque a vontade não pode ser bloqueada por qualquer forma de obstáculo. No entanto, aqui não estamos usando a palavra “vontade” no sentido convencional. Temos a tendência a pensar que uma pessoa muito determinada na busca dos seus próprios objetivos possui “uma vontade forte” e é muito definida em seu caráter, mas este tipo de pessoa mostra apenas uma forma de vontade.  Este tipo de indivíduo tem desejos muito fortes, e é guiado por eles, mas não possui Vontade.

Há muitos aspectos da Vontade. Alguns deles são difíceis de reconhecer. O próprio desejo de viver é um aspecto sutil da Vontade. Se o desejo de viver não estivesse presente, não viveríamos. Não é o corpo físico que nos mantém aqui, mas o desejo de viver. Atrás da Vontade, há sempre o Desejo. De algum modo, cada um dos órgãos e processos corporais do ser humano tomou forma através de um esforço consciente. Até o processo de digerir,  o processo de assimilar, o esforço das batidas do coração e as várias qualidades e funções de todos os órgãos foram produzidos como resultado de esforços conscientes. Hoje temos órgãos que trabalham automaticamente, enquanto focamos nossa consciência, nossa percepção e atenção em outras direções. Deste modo, a nossa vontade opera na verdade em todas as partes da nossa vida física, embora talvez não possamos perceber e compreender o processo. Há também uma fase mental da vontade que deve ser cultivada através da prática: a atenção fixa, ou concentração em determinada direção, de modo a produzir certos resultados desejados.

A real e verdadeira Vontade é conhecida como Vontade Espiritual. Ela voa como a luz e corta todos os obstáculos tal como uma espada afiada. É esta Vontade, surgindo da mais elevada parte espiritual da nossa natureza, que faz com que o ser humano seja um processo de evolução. A evolução avança de dentro para fora, através de todos os tipos de substâncias, e continua a produzir instrumentos neste estado material. Todos os poderes que existem ou que podem existir – ainda que expressos precariamente – estão presentes, em potencial, no plano espiritual da natureza. Nós aproveitamos nossa natureza espiritual em uma pequena medida porque a maior parte de nós tem suas ideias tão presas à existência material que enxerga a vida como se ela fosse apenas a existência material. 

Houve um tempo em que tínhamos consciência da nossa natureza espiritual. À medida que fomos descendo através dos planos da matéria até a condição de hoje, fizemos um progresso intelectual às custas da  percepção espiritual. Com nosso intelecto, sempre raciocinamos desde as premissas até as conclusões, enquanto que a natureza espiritual tem o poder de conhecer diretamente a natureza de qualquer coisa que seja observada. Assim, nosso ganho intelectual ocorreu ao lado da perda da percepção espiritual, e é inútil que a teologia, a ciência e a psicologia tentem avançar desde as percepções físicas e pessoais para obter uma compreensão do que o ser humano é na realidade: segundo tais campos de conhecimento, as causas psicológicas são apenas reflexos das ideias físicas. Na realidade, para compreender a nós mesmos, devemos começar desde o ponto mais alto da nossa natureza, reconhecendo em primeiro lugar que tal ponto existe, e em seguida mantendo a força de tal reconhecimento. Começamos a ver a luz através da própria afirmação da natureza espiritual.

Tal como estamos hoje, sempre usamos nossa vontade ao longo da linha dos nossos desejos e daquilo que gostamos e não gostamos, pensando erradamente que esta é uma base adequada para o pensamento e a ação. O realmente necessário é um alicerce verdadeiro para o nosso pensamento.

Devemos eliminar a falsa ideia de que se somos criaturas fracas, que tendem ao erro e possuem todas as falhas dos nossos pais e avós, isso ocorre porque nascemos assim.

É necessário destruir a ilusão mental de um criador externo. Devemos entender o propósito da vida e compreender que somos o produto de muitas das nossas próprias vidas anteriores.

Devemos reconhecer que a evolução ocorre de acordo com a lei. A lei reúne em si verdade e compaixão, e opera por toda parte. É porque esta lei funciona em um ciclo sempre renovado que nós tomamos decisões para o Ano Novo. Podemos colocar na prática estas decisões, se compreendermos e usarmos a lei da repetição cíclica. (….)


Algumas Decisões a Tomar

Devemos, portanto, tomar uma grande decisão. Devemos decidir que buscaremos o conhecimento, e que pensaremos e agiremos corretamente.

Devemos decidir que obteremos algo daquele conhecimento que sempre existiu; o conhecimento de que o ser humano permanece sendo um ser espiritual através de todas as flutuações do reino da matéria.

À medida que confiamos cada vez mais no Eu superior, começamos a expressar e usar o poder que nós já temos; e este poder é muito maior do que imaginamos.

Podemos ajudar a nós mesmos colocando em prática as sugestões contidas nos ensinamentos teosóficos. Elas são sugestões dos Mestres. Assim, à medida que o poder estabilizador da vontade é mantido ao longo da linha em que desejamos agir, surge uma ajuda mais direta dos Irmãos Mais Velhos da nossa humanidade. A cada momento do dia e do ano, eles estão dispostos a encontrar aqueles que tiverem uma visão suficientemente clara para ver o seu verdadeiro destino, e que tiverem um coração suficientemente nobre para trabalhar pela grande órfã, a humanidade.




Robert Crosbie



Fonte do Texto e da Gravura: do Blog "Filosofia Esotérica"
http://www.filosofiaesoterica.com/




Nota Editorial:

O artigo foi traduzido do volume “The Friendly Philosopher”, de Robert Crosbie, Theosophy Company, Los Angeles, 1945, 415 pp., pp. 310-314. O texto conclui mencionando o fato de que, segundo os Mestres de Sabedoria, a humanidade em seu conjunto é a grande órfã, já que poucos indivíduos pensam no bem dela como um todo. Muitos sofrem de grave ignorância espiritual e pensam apenas em si mesmos isoladamente. Acrescentamos duas notas explicativas. (Carlos Cardoso Aveline)




NOTAS:

[1] No hemisfério norte, a época do Natal marca a retomada de força por parte do Sol, após o período mais forte do inverno. No hemisfério sul, por outro lado, o período de 21 a 25 de dezembro corresponde ao momento em que a luz do sol, depois de chegar ao seu auge, passa lentamente a perder força, preparando o outono e o inverno. Há uma simetria entre os hemisférios norte e sul do planeta. Com o decréscimo cíclico da luz física, que começa na época de Natal no hemisfério Sul, a vida passa a se recolher. Este recolhimento abre espaço para a luz sutil da alma imortal – o sol interior. 

[2] Além do ciclo solar, há o fator numerológico. Segundo a teosofia, os números têm poder oculto. Os primeiros dias do primeiro mês do ano possuem o dom de inaugurar tendências que abrirão caminho e durarão, potencialmente, por todo o ciclo de doze meses.

A PAZ É DESTRUÍDA PELO EGO

De que serve uma montanha de conhecimento livresco se você não pode assegurar a verdadeira felicidade como um ser humano? Não cuidará Deus de alguém que coloca fé no Divino? O que se consegue com preocupação incessante em ganhar a vida, esquecendo-se do Senhor que permeia tudo? Todo mundo clama por paz dizendo: "Eu quero paz". Mas a paz pode ser encontrada no mundo externo, que só é preenchido com pedaços? A paz deve ser encontrada dentro de si mesmo ao se livrar do "eu" e do desejo. A paz está sendo destruída pelo ego e pelos desejos insaciáveis. Restrinja seus desejos. Você deve reduzir desejos e cultivar vairagya (desapego) para que você possa ter verdadeira paz de espírito. O homem é assombrado por intermináveis preocupações de muitos tipos. Somente voltando a mente para Deus, alguém pode se livrar das preocupações. Enquanto o Senhor está sempre ao lado do homem, ele está procurando por Deus em todo o mundo. Ao explorar o externo, você nunca pode purificar o interno. (Discurso Divino, 25 de dezembro de 1989)




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Tumblr.com

SOMOS LEGATÁRIOS DAS NOSSAS OBRAS

Pesquisando aqui e ali esbarrei com histórias curiosas. Uma delas foi o recente reencontro entre dois amigos (ex-jogadores de futebol) que se uniram deslumbrados pela bola e após abandonarem os gramados seguiram rumos opostos. Seus nomes? Ronaldo Souza e Carlos Eduardo se conheceram na década de 1990 no pequeno time da Portuguesa da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Contudo a vida dos dois tomaria caminhos diferentes: Carlos virou magistrado e Ronaldo traficante de drogas. Decorridos quase 20 anos, o caminho dos dois se cruzou outra vez e, graças à intervenção de Carlos (o magistrado), Ronaldo (o criminoso) ganhou o benefício de trabalhar fora da cadeia. [1]

A história dos dois começou na juventude. Além da Portuguesa, a dupla atuou junto em outros times pequenos do Rio. Carlos jogava mais pela ala esquerda e Ronaldo era centroavante. Posteriormente, separados, eles passaram por vários clubes do Brasil. Carlos jogou no Vila Nova, Aracruz e União Barbarense, mas percebeu que o futebol não lhe daria equilíbrio financeiro. Estudou muito e se formou em direito e em seguida passou no concurso de juiz. Hoje, é o titular da vara de Execuções Penais e cuida dos cerca de 25 mil presos do Estado do Rio.

Ronaldo, porém, nos últimos anos de carreira, já desmotivado, começou a se envolver no submundo do crime. Foi preso em 2003. O processo criminal de Ronaldo caiu na mesa de Carlos em dezembro de 2014. Com um atestado de bom comportamento na prisão, Ronaldo solicitava o benefício de trabalhar fora da cadeia. Carlos, impedido de decidir por ter laços de amizade com Ronaldo, deixou o processo nas mãos de outro juiz. Mas, como titular da vara, foi ele quem assinou o documento que oficializou o benefício.

No dia do reencontro no fórum, Ronaldo parecia tenso, constrangido, mas a gratidão no rosto e nas palavras prevaleceram. Pronunciou ao amigo e então meritíssimo juiz que “na lei da semeadura colhemos o que semeamos, então temos que procurar plantar coisa boa, pra colher coisa boa, sei que infelizmente não plantei o melhor”. Após agradecer a oportunidade e relembrar os momentos de jogador, o tão esperado momento de sair do carceragem enfim aconteceu. 

Outro episódio singular ocorreu na corte de justiça de Miami nos EUA, quando dois ex-colegas do “ginasial” se reencontraram em situações de vida bastante adversas. Em uma sessão, a juíza Mindy Glazer reconheceu Andy Booth (acusado de assalto e distúrbios na ordem de trânsito) – como seu ex-colega de turma. O acontecimento (difundido pelo You Tube) e citado pela imprensa internacional foi ainda mais impactante quando a juíza pronunciou, em palavras francas, que Booth era “o cara mais legal da escola”. Entretanto, diferente do desfecho entre o juiz Carlos e o traficante Ronaldo, ocorrido no Rio de Janeiro, lá nos EUA o assaltante Booth chorou muito diante da ex-colega de ginásio quando a reconheceu. A juíza Glazer lastimou a situação do ex-colega de escola e aplicou-lhe a penalidade cabível, emitindo sinceros votos para que Andy conseguisse mudar o próprio futuro. [2]

Tais fatos incomuns e inesperados foram amplamente divulgados, e valem como uma sentença para reflexões: a todo momento devemos fazer opções na vida e as alternativas cotidianas edificam nossa história. Gradativamente vamos bancando nossa caminhada e cada dia em que preenchemos os espaços da experiência com boas decisões precisa ser celebrado. A conquista de uma situação social digna e segura é erigida palmo a palmo, dia após dia, insistindo no caminho do esforço e do bem.

Na Lei de Causa e Efeito estão compendiadas as dinâmicas que harmonizam as demandas ético-morais. Compreendemos que a justiça humana está apoiada na legislação terrestre, sob códigos judiciais instituídos pelos juristas. Quando há uma demanda qualquer, os conhecedores desses códigos analisam o processo, julgam e decidem os corretivos aplicáveis ao réu. A justiça dos homens se alicerça no arbítrio e segundo a visão dos meritíssimos.

Contudo, considerando a justiça divina a apreciação das infrações tem outra conotação. Os efeitos dos atos se dão de forma direta e natural, sem intercessores. Numa falta, a punição se situa de modo adequado e interrompe espontaneamente, com os mecanismos do arrependimento eficaz, da expiação e da reparação do erro. 

Nos códigos da justiça divina não há dois pesos e duas medidas. Inexiste espaço para injustiças e as leis são inabaláveis e não podem ser burladas. As leis divinas não admitem exceções, nem concessões. Todavia, como reconhecer essas leis? Ora, auscultando a consciência, que é onde está escrito o código divino. 

Se sabemos que as consequências dos nossos atos ocorrerão, que somos herdeiros das nossas obras, podemos suscitar, se quisermos, efeitos suaves para o futuro. Se hoje padecemos as sequelas de atos equivocados já cometidos, basta enfrentar os efeitos, sem nos queixar dos sofrimento, e agir com um comportamento ético-moral harmônico com o resultado que aspiramos conseguir amanhã. 

No campo moral a justiça divina rege a vida humana, distribuindo a cada um segundo as próprias obras, sem intermediários. Destarte, se desejamos um futuro próspero, procuremos acertar nossos passos em consonância com a consciência, que é sempre um guia infalível onde estão grafadas as leis do Criador. 

E, se não tivermos certeza de como agir corretamente, recordemos aquela regra de ouro: “façamos aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem” [3], e não há como errar.




Jorge Hessen





Fonte: do Blog "Artigos Espíritas"
https://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br/
Fonte da Gravura: 
http://4.bp.blogspot.com/-pyRsBuDQV8U/VbulN7jnVeI/AAAAAAAADNE/ottKrXrJnQU/s1600/aaa.jpg





Referências:

[1] Disponível em http://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/2013/08/o-traficante-e-o-juiz-um-reencontro-anos-apos-abandonarem-o-futebol.html acesso 28/07/15

[2] Disponível em http://revistamarieclaire.globo.com/Web/noticia/2015/07/suspeito-de-roubo-chora-em-julgamento-ao-reconhecer-que-juiza-era-sua-amiga-de-escola-assista.html acesso em 28/07/15

[3] Mateus 7:12

O CAMINHO DAQUELE QUE ENTRA NA VIDA ESPIRITUAL

Longo e difícil é o caminho daquele que entra na vida espiritual. Mas o seu trabalho pode resumir-se em algumas palavras: em vez de deixar a sua natureza inferior, instintiva, animal, assumir preponderância, para o dominar e o afastar continuamente do Paraíso, ele esforça-se por dar sempre a última palavra ao espírito, por se submeter às leis do espírito, para que as forças da eternidade venham reinar nele. O espiritualista trabalha, assim, para introduzir na sua existência quotidiana elementos sutis, quintessências que ele possui na parte mais elevada do seu ser. Por intermédio dos seus pensamentos, dos seus sentimentos, da sua fé, dos seus esforços, ele alimenta a centelha que existe no seu interior; ele acrescenta, ao desenrolar comum dos acontecimentos, algo que jorra, que irradia, e no qual se manifesta a presença do mundo divino.




Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Tumblr.com

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

AS DOZE NOITES SANTAS (7ª NOITE - 30/31 dezembro)

De novo temos o nascer do sol que anuncia o novo dia, e no final deste o cair da noite. Uma nova estrela brilha no céu emanando luz da Constelação da Virgem, o portal do qual emanam as forças dos Kyriotetes, os Seres da Sabedoria, também chamados Domínios.

Na evolução, eles acordaram ao perceber a existência de outros Seres, para os quais criaram então o espaço do acolhimento. Estamos ainda no âmbito da segunda hierarquia, os Seres que acolhem e realizam os planos divinos. As forças do Signo da Virgem configuraram o ventre, que é um aspecto físico do feminino que pode receber e gerar outro ser. A alma, a nossa vida interna também tem esta qualidade do feminino, de levar para dentro, de acolher no íntimo e de guardar a nossa essência, o nosso Eu.

A Virgem é a imagem terrestre da Alma cósmica, a Sofia, e ela é considerada virgem porque corresponde a um aspecto de nossa alma que permanece intocada pelas necessidades terrestres, e pode então acolher e gerar o Espírito individualizado em nós. Isto significa um estado de entrega e doação constantes, de cortesia e polidez.

Na sétima Noite Santa através do portal da Virgem recebemos os impulsos espirituais dos Kyriotetes, que são capacidades de criar o espaço para algo novo Ser gestado no íntimo, e de encontrar forças a partir do seu próprio interior, para fazer desabrochar a sua vida.

Nesta noite concentre-se, como faz a semente, na essência do que você quer realizar. Da região da Virgem, os Kyriotetes, Espíritos de Sabedoria, trazem a você a capacidade de encontrar forças a partir do seu próprio interior, para fazer desabrochar a sua vida.





Texto de Rudolf Steiner e Serguei Prokoffief
Pesquisa Edna de Andrade






Fonte do Texto e da Gravura: www.noitessantas.com.br
Via Biblioteca Virtual da Antroposofia
http://www.antroposofy.com.br/

ACESSAR A CERTEZA

O que é ter certeza?

Ter certeza é saber que, seja o que for que encontremos em nossas vidas, independente de quanto desagradável ou difícil, é para trazer benefícios ao nosso crescimento espiritual.

Essa certeza não acontece quando as coisas vão muito bem. Afinal, se tudo estiver correndo bem em nossas vidas, se tivermos tudo que precisamos, para que precisaríamos dessa certeza?

Cada um de nós vem a esse mundo com seu próprio pacote: sua própria energia, seu próprio trabalho, sua própria posição no Jogo da Vida. Para a maioria de nós, o caminho para alcançar o que nascemos para fazer está repleto de desafios.

O valor de ter Certeza na Luz reside em entendermos que, quanto maior o desafio, mais esforço é necessário para alcançar o lugar de nosso crescimento, e mais energia existe guardada para nós dento do processo.

Esperamos que, por meio das lições que aprendemos em nossas jornadas, obtenhamos a capacidade de dar um passo atrás e olhar para a situação e dizer: ”Embora esta situação pareça ser difícil, eu sei que de alguma maneira é uma oportunidade para eu crescer.”

É essa certeza que nos permite dizer: “Não sei como aquela porta vai abrir, mas eu sei que abrirá.”




Karen Berg





Fonte: Centro de Kabbalah
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Tumblr.com

O SONO E OS SONHOS (A Consciência Superior do Ser Humano)


Há alguma coisa em nós que entra no estado chamado de sonho, no estado chamado de sono, e no estado chamado de morte. Nenhuma compreensão pode ser obtida dos estados a que passamos, e dos quais emergimos, exceto com base na ideia de que existe um Ego, um pensador, um observador, um conhecedor, um experienciador, que ingressa nos estados e emerge deles, e de que este Ego, o verdadeiro ser humano, preserva a sua integridade em todos eles.

Nós somos mais do que qualquer um dos estados em que ingressamos, por mais admiração que possamos ter por algum destes estados. Mesmo se imaginarmos que já alcançamos, ou que podemos alcançar o estado mais elevado de inteligência e ação – aquele que chamamos de  divino – somos nós que ingressamos nele. Assim, uma compreensão dos estados nos quais ingressamos só pode ser obtida quando reconhecermos que existe um Algo em nós que atravessa todos aqueles estados; devemos, portanto, tentar entender o que é este algo, e começar o esforço exatamente onde nós estamos agora. Não podemos começar de qualquer outro lugar ou posição que não seja aquele em que estivermos no momento.

O que descobrimos, então? Que somos uma identidade continuada. Já passamos por muitas mudanças desde o nascimento até agora, mas nossa identidade não mudou, sejam quais foram as mudanças pelas quais ela necessitou passar. Quando temos este fato claramente fixado em nossas mentes, alcançamos o ponto da percepção de que há uma natureza imortal em cada um de nós; de que ela é divina em sua essência, e de que não é sujeita a mudanças, mas imutável.

Entramos no estado de sonho logo que saímos do corpo, antes de passar para o estado de sono sem sonhos; e, antes de acordar, ele é novamente o estado de transição, ao qual nós retornamos antes de reassumir o estado de vigília no corpo. Sabemos que temos todos os sentidos durante os sonhos, embora o corpo esteja quieto, e os órgãos dos sentidos não estejam sendo usados. Podemos ver e sentir; nós escutamos, falamos e agimos, assim como fazemos no estado de vigília, mas sem usar os órgãos físicos associados com estas sensações e ações. Isto mostra que estamos conscientes, vivos, que existimos, embora o corpo não perceba coisa alguma. Sabemos, além disso, que a nossa identidade não é perturbada pelo ingresso no estado de sonho; somos nós mesmos, e mais ninguém, que está vivenciando aquele estado.

Sabe-se que o estado de sonho dura muito pouco, se comparado com o estado de vigília. É sabido que podemos vivenciar no sonho o que parece um período muito longo de tempo, embora a experiência não dure mais do que alguns segundos de acordo com o relógio. Há uma parte do descanso de uma noite, de longe aquela parte que é a maior, que só é conhecida por nós, durante o estado de vigília, como “o sono sem sonhos”. Este é apenas o sono do corpo. O corpo fica então quase como se tivesse sido inteiramente abandonado. No entanto, o ser deve estar em algum lugar, porque ele existe o tempo todo, e é consciente, tendo a mesma identidade. Se isso não fosse verdade, nós não acordaríamos, ou então, ao acordar, haveria outro ser completamente diferente.

Os psicólogos ocidentais não foram além destas ideias, em  relação a sono e sonho. [1] Eles não sabem o que já era sabido eras atrás e ainda é conhecido hoje por alguns; que o Ego, o homem, o pensador, está mais completamente ocupado, e está mais em seu verdadeiro ser, durante o sono sem sonhos do corpo, do que em qualquer outro momento. Por isso já se disse que o dia claro do corpo é a noite da alma, e a noite do corpo é o dia claro da alma. Quando o corpo adormece, o verdadeiro homem fica ativo ao máximo, com o grau maior de inteligência, mas pensando e agindo em um plano diferente dos planos que conhecemos durante a existência comum em estado de vigília.

Nada sabemos sobre o sono, embora digamos que passamos por esta experiência. O que sabemos é que estamos ficando sonolentos – isto é, que o corpo está ficando exausto – mas o sono nunca vem a nós. Estamos acordados durante o dia; estamos conscientes; pensamos. Mas, quando acordados, a nossa capacidade de ver e saber se aplica quase exclusivamente a coisas externas de tipo material, de modo que aquilo que chamamos conhecimento – conhecimento do estado de vigília – é, praticamente, uma aplicação de todas as nossas forças à existência física, e só a ela. Quando dormimos, o que ocorre?

Durante aquele intervalo, sabemos que o corpo está absolutamente sem responder a qualquer coisa externa. Não sabemos nem sentimos qualquer coisa que aconteça a nossos amigos. Podem ocorrer as piores calamidades ao nosso redor, mas nada saberemos sobre elas até que retomemos o controle do corpo. No entanto, devemos estar vivos, conscientes, e com a mesma identidade. Isto coloca as nossas mentes diante da questão de por que, ou como, ao acordar, nada sabemos daquela atividade em planos mais elevados e completamente diferentes, durante o sono profundo do corpo.

Temos dentro de nós, em estado suspenso, mas não esquecido nem inacessível, todo este conhecimento. Ele está registrado e inscrito em nossa natureza imperecível tão verdadeiramente quanto qualquer outro registro pode ser feito – qualquer coisa pela qual tenhamos passado, cada aspecto da experiência, do conhecimento que tenhamos alguma vez  adquirido. Quando dormimos – isto é, quando o corpo dorme – nós voltamos àquela fonte de conhecimento que está dentro de nós; mas não “despertamos” pela manhã nem um pouco mais sábios. Como pode ocorrer que, possuindo um tal conhecimento, possuindo os poderes que pertencem ao Espírito imortal, à Inteligência divina, nós não possamos usá-los, e não sejamos sequer conscientes da sua presença em nós?

Há uma lei conhecida como Carma, a lei da ação e da  reação, que tem sido enunciada da seguinte maneira: “O que se planta, se colhe.” Nós pensamos e atuamos, enquanto estamos no corpo, de um modo a produzir um instrumento que contradiz a nossa verdadeira natureza. Empregamos o poder da nossa inteligência para avaliar e usar coisas materiais – coisas que pertencem a um nível de existência inferior ao nosso próprio – e assim ficamos envolvidos com tais objetos. O cérebro que usamos responde quase inteiramente a estas ideias inferiores, de modo que, quando retornamos a ele, ao acordar, não há nada no cérebro que possa receber a mais leve impressão ou registro daqueles níveis de consciência pelos quais passamos.

Se somos seres que passam por altos níveis de consciência durante o sono, como poderemos, em algum momento, recuperar o conhecimento deste nosso patrimônio? Se nos dizem que somos naturalmente divinos e não terrestres; que temos um passado imenso; que temos planos de consciência mais altos do que este e capacidade de agir naqueles planos – qual é o efeito disso sobre nós? O que isso nos transmite? O que isso desperta em nós? Isso não nos faz olhar a vida de um ponto de vista diferente daquele que estamos, até agora, acostumados a adotar?

Tudo o que fazemos na vida e cada resultado que colhemos é governado por alguma atitude mental que adotamos diante da vida. Se alguém é ateu, digamos, ou materialista, e pensa que a vida começou com este corpo e vai terminar com ele, todos os seus pensamentos e ações estarão sobre esta base. Mas se o indivíduo troca esta ideia pela premissa de que ele é imortal em sua natureza essencial, então este fato começa, por si mesmo, a provocar uma transformação.

O importante não é o que vivemos, mas o que aprendemos com a vida. O que devemos desejar é conhecimento, e não conforto ou posição social. Nós desejamos conhecer porque, ao ter conhecimento, percebemos a coisa certa a fazer e os pensamentos corretos a alimentar. Já que pensamos o tempo todo, estamos tendo sempre pensamentos bons, maus ou indiferentes; e nossas ações são boas, más ou indiferentes – conforme nossos pensamentos. Se começamos a pensar corretamente, damos uma direção àquela Força Espiritual que é a própria essência da nossa natureza. Se um homem pensar corretamente, se pensar e agir sem egoísmo, ele seguramente abrirá circuitos em seu cérebro que levarão a uma percepção e uma compreensão cada vez maiores da sua própria natureza. Quando alcançar determinado ponto, ele será capaz de perceber que, seja qual for o estado da sua consciência – em vigília, sonhando ou em sono sem sonhos, e ainda que o corpo tenha passado para o estado chamado de morte – não há cessação para ele.

Supondo que sejamos capazes de passar do estado de vigília para o sonho; do sonho para o sono; do sono para a morte; e da morte para o renascimento em outro corpo – e que passemos por todos estes estágios e mudanças sem uma só perda de memória, de modo que possamos não só manter uma memória intacta ao ir de estados inferiores para superiores, mas também trazê-la conosco ao vir de estados superiores para inferiores, ao longo de cada plano, e trazendo o conhecimento neste ou em outro corpo – o que seríamos nós? Seríamos, neste caso, exatamente o que somos. Saberíamos a relação que existe entre este plano e todos os outros. Poderíamos ler os corações das pessoas. Poderíamos ajudá-las a adotar um ponto de apoio mais elevado. Não seríamos mais iludidos pelas ideias que motivam a maior parte das pessoas. Não lutaríamos mais por destaque ou posições sociais. Lutaríamos apenas por conhecimento, e por todo tipo de condições que nos permitissem ser mais capazes de ajudar e ensinar aos outros. Quer estivéssemos em um corpo ou fora dele, nós estaríamos junto à Divindade o tempo todo.

É para despertar os seres humanos para uma compreensão da sua própria natureza e para o uso correto dos seus poderes que a Teosofia foi trazida novamente até eles, como foi feito em uma época após a outra, por Aqueles que são maiores do que nós – Aqueles que passaram pelos mesmos estágios em que estamos agora – nossos Irmãos Mais Velhos, os Cristos de todos os tempos, as Encarnações Divinas. São eles que vêm para lembrar-nos das nossas próprias naturezas; e para despertar-nos para a ação, de modo que o que realmente somos possa ser conhecido e expressado por nós aqui, neste plano físico mais inferior, no qual estamos realizando nosso destino – um destino feito por nós mesmos, um destino que só pode ser mudado por nós, pelo próprio poder daquele Espírito que nós somos.

Ninguém pode saber coisa alguma através de outra pessoa. Cada um tem que saber por si mesmo. Cada um deve fazer o seu próprio aprendizado. O objetivo da Teosofia é ensinar e mostrar ao ser humano o que ele é, e apresentar a ele a necessidade de que conheça a si mesmo. Nenhuma salvação vicária, nenhuma transmissão indireta de conhecimento é possível. Mas pode ser indicado o rumo em que se encontra o conhecimento; os passos que nos levarão naquela direção podem ser mostrados; e isso só pode ser feito por quem já trilhou o caminho antes. É exatamente essa tarefa que está sendo feita. Este tem sido o procedimento de todos os salvadores da humanidade. É a doutrina de Krishna, de Buddha, de Jesus, e também a doutrina de H. P. Blavatsky. Os dois ensinamentos que o Ocidente necessita mais urgentemente são os do Carma e da Reencarnação, isto é, as doutrinas da esperança e da responsabilidade. Carma, a doutrina da responsabilidade, significa que tudo o que o homem plantar, colherá. Reencarnação, a doutrina da esperança, significa que, seja o que for que ele esteja colhendo agora, nunca haverá um tempo em que ele não possa plantar as sementes de algo melhor. O próprio fato de sofrer é uma bênção. O Carma e a Reencarnação nos mostram que o sofrimento é provocado por pensamentos e ações errados. Através da dor, podemos chegar a uma compreensão de que estávamos em um rumo equivocado. Aprendemos através do nosso sofrimento.

A vida é uma grande escola que ensina a Ser, e já chegamos a aquele estágio em que  é a hora de compreender o propósito da existência; de assumir firmemente o comando do nosso ser. É hora de usar todos os meios que estão à nossa disposição, nas diferentes dimensões – vigília, sonho, sono sem sonhos ou qualquer outro estado – para colocar toda a nossa vida em harmonia, de modo que o nosso instrumento inferior possa estar “alinhado”, e assim seja, cada vez mais, um reflexo da nossa natureza interiormente divina.




Robert Crosbie





Fonte: do Blog "Filosofia Esotérica"
http://www.filosofiaesoterica.com/sono-os-sonhos/
Fonte da Gravura: www.papoderespeito.com.br/saude/sono-durma-rapido-e-acorde-renovado/



O texto foi traduzido do livro “The Friendly Philosopher”, de Robert Crosbie, Theosophy Co., 1945, 416 pp., pp. 258-263, e publicado pela primeira vez na edição de fevereiro de 2008 de “O Teosofista”. Seu título original é “Sleep and Dreams”. (Carlos C. Aveline)



NOTA:

[1] Este texto foi escrito por Robert Crosbie entre 1909 e 1919.  (C. C. Aveline)

O DHARMA DO CORAÇÃO É O DHARMA SUPREMO

Um verdadeiro ser humano é aquele que segue e pratica o princípio da retidão (dharma). Queimar é a natureza (dharma) do fogo. Frio é o dharma do gelo. O fogo não é fogo sem queimar. O gelo não é gelo sem esfriar. Da mesma forma, o dharma de um ser humano reside em realizar ações com o corpo e seguir os comandos do coração. Todo ato realizado com pensamento, palavra e ação em harmonia é um ato de retidão (dharma). Uma vida reta (dhármica) é uma vida divina. Dizemos a palavra dharma sem conhecer sua verdadeira natureza e majestade. Dharma é de vários tipos: dharma de um chefe de família, de um celibatário, de um recluso e de um renunciante. Mas o dharma do coração é o dharma supremo. Este dharma do coração é, na verdade, o dharma da vida também. O Ramayana consagra em si mesmo a própria essência do dharma do indivíduo, da família e da sociedade. Na verdade, todo ser humano que encarna os ideais de Rama, de certa forma, é o próprio Rama. Por isso, é imperativo por parte de cada indivíduo cultivar os ideais de Rama. (Chuvas de Verão, 1996, Capítulo 2)




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Tumblr.com

A MULHER ATLANTE

A Evolução pela qual as mulheres passaram no período Lemuriano, levou ao exercício de um importante papel dado ao sexo feminino na próxima raça raiz, a Atlante. Essa próxima raça apareceu sob a influência de entidades altamente desenvolvidas, familiarizados com as leis da formação de raças e capazes de orientar as forças existentes da natureza humana para  dar à luz uma nova raça. Desses seres falamos mais tarde; para o momento é suficiente dizer que tinham um poder e sabedoria sobre humanos. O que eles fizeram foi deixar de lado um pequeno grupo de seres humanos da humanidade lêmure e os destinaram a se tornar os ancestrais da seguinte raça Atlante. Eles foram isolados nos trópicos. Sob a sua orientação, os membros deste grupo foram instruídos para o controle das forças naturais.

Eles eram muito vigorosos e sabiam como obter os mais diversos tesouros da Terra. Eles podiam cultivar os campos e usar seus frutos para subsistir e adquiriram uma forte Vontade (força de vontade) por meio da disciplina a que haviam sido submetidos. A alma e o coração eram subdesenvolvidos, o que não acontecia com as mulheres que tinham um grande desenvolvimento da memória e fantasia e de tudo o que se relaciona a elas.

Os guias acima mencionados, fizeram que o grupo fosse dividido em grupos menores. Eles fizeram que as mulheres se encarregassem de ordenar e estabelecer essas comunidades. Graças à memória que possuíam, elas tinha adquirido a capacidade de fazer úteis as experiências e aventuras do passado. O que foi útil ontem levou a percepção que seria útil amanhã. Portanto, delas emanaram as iniciativas da vida em comunidade, e também os conceitos de “bem” e “mal”, já que sua vida reflexiva lhes tinham dado uma compreensão da natureza.

Observando a natureza, elas desenvolveram idéias em seu interior com as quais dirigiam as ações dos homens. Os guias tinham organizado tudo para que, através da alma feminina, é enobrecida e refinada a natureza volitiva e força vigorosa do homem. É evidente que temos de imaginar este começo como quase infantil. As palavras de nossa língua podem evocar muito facilmente representações da vida moderna.

Através da alma desperta das mulheres, os guias começaram a desenvolver a vida anímica dos homens. Na colônia que descrevemos, a influência das mulheres era, por conseguinte, enorme.

Tinham que recorrer a elas quando queriam ler os sinais da natureza. Todo o caráter da vida da alma feminina, estava, no entanto, ainda dominado pelas forças anímicas “ocultas” do ser humano. Nós não podemos descrever com precisão esse estado, apenas aproximadamente, como um estado de contemplação sonhadora naquelas mulheres. Em alguns sonhos elevados foram transmitidos os segredos da natureza e recebiam deles o impulso para a ação. Para elas, tudo tinha uma alma e lhe apareciam em poderes e aparições psíquicas. Elas se entregaram à teia misteriosa de forças psíquicas e o que as impelia a agir eram “vozes interiores” do que diziam as plantas, os animais, as pedras, as rochas, as nuvens, o sussurro das árvores etc.

Deste estado de espírito que surgiu o que chamamos de “religião”. Gradualmente começou-se a venerar e adorar o espiritual na natureza e na vida humana. Algumas mulheres conseguiram uma certa supremacia, porque elas podiam interpretar o que estava no mundo, com base em profundidades especiais misteriosas.

O que vivia dentro dessas mulheres poderia tornar-se uma espécie de linguagem natural. Porque o início da linguagem é um elemento semelhante ao cantar. O poder do pensamento foi transformado em som audível e o ritmo interior da natureza soou dos lábios das mulheres “sábias”. As pessoas costumavam se reunir em torno destas mulheres e suas frases, semelhantes a música, manifestavam expressões de poderes superiores. Com essas coisas começou a adoração dos deuses.

Nesse período, não se pode falar sobre o “significado” do que era falado. O que se percebia era som, tom e ritmo, e não se pensava em relacionar coisas a isso; simplesmente se absorvia na alma o poder do que foi ouvido. Todo o processo estava sob a direção dos guias superiores que inspirou as sábias sacerdotisas com tons e ritmos de uma forma que não podemos continuar a explicar aqui. Isto teve um efeito enobrecedor sobre as almas dos homens. Indiscutivelmente, assim, o homem começou a despertar a verdadeira vida anímica.

Com este cenário pode se ver belas cenas da Crônica do Akasha. Imaginemos uma delas: Estamos em uma floresta perto de uma árvore gigante, o sol nascendo no leste. A árvore, semelhante a uma palmeira, se eleva solitária e projeta longas sombras. A sacerdotisa voltada para o oriente, em êxtase, e está sentada em um assento feito de objetos estranhos e plantas. Gradualmente, em sequência rítmica, sons repetidos vêm de seus lábios. Um certo número de homens e mulheres estão sentados em um círculo em torno dela, seus rostos imersos em sonhos, absorvendo a vida interior do que estão ouvindo.

Pode-se ver outras cenas: Em um lugar, disposto da mesma forma, uma sacerdotisa “canta” em uma maneira similar, mas seus tons têm algo mais poderoso, mais potente. Aqueles a sua volta se movem em danças rítmicas. Porque essa era outra maneira pela qual a “alma” penetrou na humanidade. Os misteriosos ritmos da natureza que se podiam ouvir eram imitados pelos movimentos dos membros. Assim sentiam-se conectados com a natureza e os poderes que atuavam na mesma.





Rudolf Steiner






Fonte: Biblioteca Virtual da Antroposofia
http://www.antroposofy.com.br/forum/rudolf-steiner-a-mulher-atlante/
Tradução: Leonardo Maia
Fonte da Gravura:
http://www.antroposofy.com.br/forum/wp-content/uploads/2015/08/mulher-atlante.jpg