terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

A percepção de ser uma alma, livre da influência limitada do corpo, afeta nosso pensar. Quando vejo a mim e os outros como almas, eu sentirei uma afinidade espiritual em relação a eles, mesmo quando sou consciente de que eles são diferentes de mim em muitos aspectos. Conexões entre almas são coloridas pelas qualidades inatas da alma: amor, paz, verdade e pureza. Quando vejo os outros como meus irmãos espirituais, filhos de um Deus, eu verei com compaixão e entendimento, além de seus papéis e erros. Por outro lado, se eu me prendo na consciência física e me identifico com os rótulos como, raça, nacionalidade, religião, gênero, eu julgarei os outros pelos mesmos rótulos. Eu sentirei afinidade pelas pessoas que vestem os mesmos rótulos que eu e tratarei as que vestem outros rótulos com indiferença, desconfiança e mesmo hostilidade.

Ao esquecer a verdade da minha identidade eu limito minha consciência e me torno pequeno, não confiável e preconceituoso. É esse estado da mente que faz com que as pessoas pensem em termos de “nós” e “eles”, que leva à divisão e conflito social. Muitos dos problemas enfrentados pelas sociedades humanas podem ser marcados pelo egoísmo, maus votos e outras negatividades que surgem ao identificar o “eu” com o corpo e ao ver os outros com a estreita perspectiva que isso cria. Em outras palavras, quando interagimos com base em identidades falsas, acabamos criando tristeza e machucando um ao outro. A percepção do eu verdadeiro me liberta do medo e apego. E também me capacita a expressar minhas virtudes, naturalmente. Além de trazer alegria, cria relacionamentos felizes.

Onde há desapego existe a habilidade para soltar. Há também amor e a capacidade de dar aos outros a oportunidade de serem eles mesmos. Minha própria atitude não exerce influencia. Assim os outros têm a chance de se expressar facilmente e naturalmente. Quando sou desapegado também sou amoroso. Com felicidade interior assisto tudo que a vida traz para a vida de cada um. Eu consigo ver as possibilidades internas que cada um tem para se tornar autoconfiante. O verdadeiro desapego dá uma chance aos outros de crescer.

Espalhe boas vibrações ao mundo através dos pensamentos. Assim como há grande variedade de fragrâncias, como de rosas e sândalos, espalhe fragrâncias de felicidade, paz, amor e bem-aventurança. Seja fonte de uma variedade de pensamentos elevados que espalha essas vibrações para todos. Borrife essas qualidades da mesma forma que perfume é borrifado. Preencha o mundo com fragrância.





Brahma Kumaris






Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Tumblr.com

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

PROBLEMAS COMO TRAMPOLINS PARA ALTAS REALIZAÇÕES


Em qualquer campo, em qualquer momento, em qualquer lugar, para uma pessoa dotada com as seis qualidades preciosas de zelo, coragem, firmeza, inteligência, capacidade e valor (Utsaham, Sahasam, Dhairyam, Buddhi, Shakti, Parakramam), o sucesso está garantido. Estas qualidades contribuirão para o bem-estar geral. No entanto, estas qualidades irão desafiá-lo com várias dificuldades que você deve enfrentar, de vez em quando. Assim como um estudante deve superar testes e exames para receber um título, essas qualidades também estão sujeitas a julgamentos na forma de perdas, problemas, dor, sofrimento e até mesmo calúnia. Tais julgamentos devem ser considerados como trampolins para suas altas realizações. Deve-se superar esses problemas com coragem e autoconfiança, e avançar. Quando você enfrenta dificuldades com coragem, você é obrigado a ter sucesso. (Divino Discurso, 14 de janeiro de 1997)





Sathya Sai Baba





Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Tumblr.com

domingo, 26 de fevereiro de 2017

O QUE É A AURA HUMANA ?

A vida me levou a perceber pelo menos um fato central: o ser humano é uma aura que possui um corpo físico, e não o contrário.

No entanto, no dia-a-dia, a aura está colocada sob nossa influência direta e a verdade é que, como usuários, nem sempre estamos à altura da nossa responsabilidade.

Nosso corpo é dado pela natureza como um empréstimo. Dentro de determinadas condições, podemos usá-lo durante cerca de um século, antes de devolvê-lo; mas isso vai depender do que fica registrado a cada dia no campo eletromagnético sutil que nos rodeia. Tudo o que fazemos alcança e transforma a nossa aura. Se administrarmos melhor o potencial de vida que foi dado a nós, isso se traduzirá em um melhor campo energético ao nosso redor.

Para repor diariamente a vitalidade da aura magnética que rodeia nosso corpo físico, é útil, por exemplo, manter o hábito de caminhar no final da tarde durante cerca de 40 minutos. Faz bem subir e descer pelos caminhos de um parque natural, assim como respirar vigorosamente o ar puro no meio das árvores de uma paisagem natural, sentindo no rosto a força do vento. É recomendável, nestes passeios, atravessar um riacho para sentar-se sob uma árvore no meio do mato, e meditar por cinco ou dez minutos. O bom uso das forças vitais, mentais e espirituais é uma fonte de felicidade. Quando voltamos para casa, tudo ao nosso redor parece mais agradável.

Cada ser ou objeto tem um campo eletromagnético e espiritual que o rodeia. No caso humano, esta aura constitui um halo de luz invisível. É verdade que não há motivo para tentar “ver” as auras. Fotografias Kirlian captam apenas os seus aspectos mais externos e são interessantes como curiosidade. Em pouco mais de 99 por cento dos casos, os “clarividentes” são levados por suas fantasias e apenas desinformam o público. Os seus livros são úteis para as oficinas de reciclagem de papel e para as usinas de lixo. É aconselhável, portanto, optar pelo bom senso e deixar de lado a curiosidade por fenômenos enganosos que não dizem respeito à alma imortal, mas apenas distraem os ingênuos, afastando-os do verdadeiro caminho do autoconhecimento.

Há, no entanto, algumas indicações seguras sobre o aspecto geral da aura humana média. Segundo Helena Blavatsky, as cores da parte mortal da aura humana, começando dos níveis densos para os sutis, têm as cores violeta, laranja, vermelho e verde. Já na parte imortal da alma, o azul anil corresponde à mente superior. O amarelo é a cor da intuição espiritual, do sol e da sabedoria eterna. O nível mais elevado, átmico, resume toda a escala das cores anteriores, e o ovo áurico, ou limite externo da aura, é azul. [1] Mas não se deve visualizar esta descrição mecanicamente. Na dinâmica da vida, a forma da aura e os seus jogos de cores são altamente sensíveis e mutáveis e se alteram a todo instante. Além disso, cada princípio ou nível da consciência contém em si sete subníveis de diferentes cores e formas, de modo que a dinâmica de luzes da aura é extremamente complexa, variada e mutável.

A aura de um ser ou objeto não está apenas em torno dele. Está também no seu interior. Ela envolve, contém e anima os nossos vários eus. Assim como os bebês navegam no líquido amniótico da placenta materna, nós vivemos imersos em nossa aura, invisível e vital.

Cada vez que uma criança vai nascer, a sua alma imortal projeta, sobre a tela básica de vitalidade física dada por seus pais, o seu próprio material acumulado de vidas anteriores e suas perspectivas futuras. Desde o momento da concepção, a alma que renascerá se aproxima gradualmente do processo e passa a lançar sobre ele, de modo ativo e predominante, os conteúdos depositados no seu ovo áurico ou aura imortal.

Durante a vida física, nosso cérebro trabalha selecionando lembranças, fazendo associações e processando conhecimentos que estão registrados na luz astral da nossa aura. O cérebro físico é apenas um instrumento da consciência. Ele é um processador de dados através do qual a alma opera em diferentes mundos geometricamente concêntricos, cujas densidades são bem diferentes.

Qual é o ponto mais importante da aura? A essência espiritual de um ser, ensina Helena Blavatsky, é a mônada.

A mônada evolui desde a condição de um cristal ou pedra, no reino mineral, passando pelos reinos vegetal e animal ao longo de extensões incalculavelmente longas de tempo, até chegar ao reino humano. E depois do reino humano a mônada alcança o mundo divino, onde ainda continuará progredindo. Há setecentos anos, Jalaluddin Rumi escreveu uma passagem que poderia ser chamada de “autobiografia de uma mônada”:

“Morri como mineral e me transformei em uma planta; morri como animal e vi que era homem. Por que teria algo a temer? Nunca perdi nada por morrer. Mais uma vez irei morrer como homem para elevar-me à altura dos anjos abençoados; mas avançarei um dia até além do nível dos anjos. Tudo o que não é Deus, morre”. [2]

E o poeta brasileiro Múcio Teixeira disse a mesma ideia com outras palavras:

Morri no mineral,
para nascer na planta.
Fui pedra e fui semente,
brilhei no diamante e no cristal luzente.
Fez em mim o seu ninho
o pássaro que canta.
Passei às formas do animal,
Vendo indistintamente uma luz na outra banda.
Do animal passei à forma do homem,
faísca que desceu às cinzas e às brasas.
Mais tarde acenderei a luz eterna que é Deus. [3]

A mônada humana é a fonte superior da vida da aura. É o ponto no centro do círculo de uma vida, ou de uma aura, humana. A aura é a circunferência, a atmosfera que rodeia a mônada e registra tudo o que ela faz através dos seus instrumentos mentais, emocionais e físicos, e todos os seus avanços e progressos.

O principal elemento estruturador da aura é a vontade humana central, a sua prioridade como ser. Uma vontade elevada purifica a aura. O desejo inferior a contamina. Para a filosofia esotérica, a Bíblia está certa quando afirma:

“O que se planta, se colhe”.

Cada desejo e cada fato, grande ou pequeno, fica registrado na luz astral da aura do indivíduo – e produz os seus efeitos. Os desejos e ações mais centrais e intensos, em torno dos quais se estrutura a nossa vida cotidiana, são os mais importantes na formação da substância da aura.

Mas como funciona, na aura, o registro cármico das nossas ações físicas, emocionais e mentais?

Quando duas ou mais pessoas estão fisicamente próximas, suas auras ocupam o mesmo espaço físico e há vários tipos de interação e influências recíprocas. A aura registra a cada momento as trocas energéticas e os pensamentos, sentimentos, ações e intenções do ser humano que ela anima. A aura não separa o cidadão do mundo; mas, ao contrário, faz a sua ligação com ele. É através dela que cada ser humano influencia os outros e é influenciado. Ela fornece a sensibilidade e o ponto de vista a partir do qual ele dá significado às coisas que lhe acontecem, reage diante dos fatos externos, emite energias e deixa sua marca no mundo.

Carlos Castaneda escreveu que, para os guerreiros de sabedoria, os seres humanos são conglomerados de campos energéticos que têm a aparência de bolas luminosas. “Eles notam que cada uma destas bolas luminosas está individualmente conectada com uma massa energética de proporções inconcebíveis que existe no universo: uma massa que eles chamam de mar escuro de consciência. Eles perceberam que cada bola individual está conectada ao mar escuro de consciência em um ponto que é mais brilhante que a bola em si mesma. Os xamãs lhe dão o nome de ponto de união ou ponto de aglutinação (…)”. Castaneda escreveu também: “A verdadeira luta do homem não é com seus semelhantes, mas com a infinitude; e nem se trata de uma luta, mas, essencialmente, de uma aceitação. Devemos aceitar voluntariamente a infinitude. Nossas vidas surgiram da infinitude, e devem terminar onde começaram: na infinitude.” [4] Você pode e deve conhecer o infinito enquanto tem saúde e lucidez. Na verdade, esta é a grande oportunidade para obter tal conhecimento; e esse aprendizado ocorre através da comunhão interior.

Cada nível da nossa atmosfera psíquica pessoal habita um mundo diferente.

A aura vital, por exemplo, determina o jeito como a vitalidade é usada e como ela se renova. Esta camada tem dois aspectos. De um lado, o prana, a vitalidade propriamente dita. De outro, o linga-sharira, o conjunto de formas abstratas e arquetípicas que conduzem concretamente a vitalidade na tarefa de construir e manter o corpo físico. Esta aura vital é fortalecida pela homeopatia, pela acupuntura, pela ginástica meditativa, ioga, taichi-chuan. Também é purificada por práticas como natação, alimentação correta, exercícios de respiração e passeios na natureza. A boa saúde do sangue é especialmente importante. A aura vital é tão viva quanto o nosso corpo físico, mas muito mais sensível que ele. O que fazemos, pensamos e sentimos tem influência sobre ela.

Depois vem a camada emocional da aura, com suas subcamadas. Ela corresponde ao princípio kama, em sânscrito, e é o conjunto de sentimentos e emoções que povoam o nosso mundo interior. Se você cultivar sentimentos corretos, eles influenciarão as pessoas com quem convive. Quando purificada, a aura emocional se abre para os sentimentos superiores e nos conecta com o mundo divino. É verdade que “o reino dos céus está dentro de nós”. Mas isso não significa que ele está dentro do nosso corpo físico. Está em nosso eu superior, nossa alma imortal, que flutua em torno do nosso corpo, e não fica presa exatamente “dentro” dele.

Nem sempre é fácil purificar o nível emocional.

Um dos principais obstáculos surge de um fenômeno que poderíamos chamar de “pressão atmosférica oculta”.

A aura densa de um local, ou de certas pessoas, tem um poder de pressão sobre aquele que tenta erguer-se.

As novas emoções, mais puras, não conseguem impressionar, no início, pessoas cujas emoções são materiais ou egoístas. Ao contrário, aquele que pretende erguer-se em direção ao mundo divino é, normalmente, atacado por quem se identifica com o mundo inferior.

O mero processo de autoaperfeiçoamento de um cidadão pode ofender outra pessoa que considere “impossível” trilhar o caminho espiritual. Além disso, os velhos padrões vibratórios, agora suprimidos, tentam voltar à atividade e recuperar seu lugar na aura do aprendiz, enquanto os novos padrões ainda têm pouca força de hábito.

Durante uma longa etapa, o praticante tem de avançar no caminho do crescimento emocional enquanto corre o risco de mergulhar na aparente solidão, por um lado, ou de ser arrastado novamente para baixo pelas emoções dos outros e pelo clima psicológico desafiador que o rodeia, por outro lado. Cair e levantar é normal neste estágio da luta. “É errando que se aprende”, diz o ditado popular.

Quando o guerreiro da sabedoria alcança o reservatório ilimitado de energias em seu mundo interior, sua força passa a ser maior que todas as pressões ocultas externas.

Para diminuir os riscos da caminhada, ele deve ter cautela, buscando rodear-se de influências benignas e inspiradoras. É essencial desenvolver o poder da vontade, e apontar este poder para o alto. Ele deve simplificar a vida. É preciso cortar as metas supérfluas e morrer, psicologicamente, para o mundo egoísta. Quanto aos seus relacionamentos, o guerreiro não pode aceitar em sua aura nenhum rancor profundo ou duradouro. O seu desapego será testado. Se quiser alcançar a sabedoria, terá de abrir mão gradualmente de mais e mais coisas que ama.

Mas, depois da camada emocional, temos a aura mental.

A sua natureza é dupla. Uma parte dela olha para baixo e responde aos interesses do corpo físico e das emoções animais. Outra parte olha para a alma imortal e busca o mundo divino.

No plano coletivo, esta mente superior vive na primeira parte do século 21 um gradual despertar, enquanto a parte inferior da mente humana socialmente estruturada provoca uma crise após a outra. O mesmo contraste existe na aura individual de cada cidadão. O círculo vicioso do egoísmo não é mais capaz de resolver os problemas que ele mesmo provoca.

As crises que a vida coloca diante de nós devem ser respondidas com novas estratégias, mais altruístas. Os próximos passos só podem ser dados pela mente superior, criativa e solidária. Mas ainda estamos aprendendo a colocá-la em funcionamento na vida concreta. Este é o grande enigma que deve ser resolvido, na primeira metade do século 21, pelas pessoas do bem.

A aura mental registra nossas possibilidades intelectuais, nossas opiniões, nossa capacidade de aprender, e todo o carma dos nossos pensamentos.

As ideias e sentimentos que alimentamos são habitantes da nossa aura. Estes seres, semi-inteligentes, são chamados de “elementais” pela filosofia esotérica. Eles nos influenciam de vários modos sutis, e nos induzem a realimentá-los. Atuam principalmente através dos nossos hábitos, tendências, desejos, opiniões, objetivos, medos e esperanças. Por isso devem ser disciplinados. Os sábios ensinam que a melhor e a mais eficaz de todas as defesas psíquicas é a pureza e a força do pensamento. Se os elementais moradores da nossa aura forem adequados, teremos um escudo invejável. Não precisaremos de talismãs e rituais, nem de promessas feitas a algum santo em troca de proteção.

Os sentimentos inferiores e impuros são as toxinas da alma animal que faz parte do ser humano. A aura pode ter uma inflamação ou adoecer. É nela que se determina, de fato, o nosso estado de saúde física e emocional. A boa saúde exige, entre outras coisas, grandeza interior e capacidade de renunciar. Porém, a purificação não consiste em desistir de ter uma vontade forte. Ao contrário. Para trilhar o caminho espiritual é necessário ter muito mais coragem e firmeza do que os seres desinformados que atuam como egoístas ambiciosos.

De um lado, há cinco boas ferramentas para melhorar e preservar a qualidade de vida da nossa aura:

1) Renunciar ao que é supérfluo;

2) Não preocupar-se com o que está fora do nosso alcance;

3) Abandonar desejos inúteis ou pensamentos ociosos;

4) Definir metas pessoais elevadas; e

5) Concentrar-se construtivamente no que de fato depende de nós.

Mas, de outro lado, estes cinco pontos dependem de uma determinação inalterável, temperada com respeito e amabilidade para com todos.

A preguiça e outros sentimentos negativos acumulam vários tipos de lixo na aura. A coragem, a autoconfiança e a confiança nos outros seres reforçam o poder e a vitalidade da mônada espiritual, a essência da alma imortal. A mônada vive eternamente em unidade com toda a vida e por isso confia no universo. É a atividade da mônada espiritual que mantém a luminosa a aura humana.

De acordo com o temperamento e o grau de evolução individual da alma, diferentes setores da sua aura são maiores e mais desenvolvidos. Para alguns, a vitalidade pode vir primeiro. Para outros, é a intelectualidade, a intuição, ou a emoção, que vem antes. Não há duas auras humanas exatamente iguais.

As várias dimensões da aura individual são inseparáveis entre si e influenciam umas às outras o tempo todo. Vale para elas o lema “um por todos, e todos por um”.

Um pensamento positivo desperta uma emoção elevada, que aumenta a vitalidade e faz bem ao corpo físico. Um sentimento solidário expande o magnetismo pessoal, que expulsa os medos, que despertam pensamentos amplos e filosóficos, que nos conectam mais diretamente com a parte imortal da nossa aura.

O “anjo da guarda” é, na verdade, a parte imortal da nossa aura. É nosso eu superior.

Acima da camada mental, existe o nível da mônada, atma-buddhi em sânscrito. Segundo um raja-iogue dos Himalaias, a mônada fica situada pouco acima da cabeça humana, e constitui a fonte de inspiração para a auréola pintada pelos artistas de obras religiosas no alto da cabeça de Buda, Jesus e outros grandes instrutores. É pela mônada que você faz contato com o cosmo e com a massa infinita de consciência, citada por Carlos Castaneda. Ela é o seu ponto de conexão com a infinitude.

Finalmente, na parte mais externa da atmosfera pessoal, o ovo áurico é o “manto” que envolve nosso verdadeiro eu, estabelecendo sua marca e sua presença no oceano da vida.

O ser humano é um microcosmo. O que existe em pequena escala é como o que existe em grande escala. Quando a aura pessoal é luminosa e imune aos impulsos animais cegos, ela passa a ser transparente. Então há um pleno contato entre corpo, cérebro e emoções. O sentir, o pensar e o atuar estão em harmonia. Esta condição microcósmica permite um alinhamento entre alma mortal e alma imortal, que são a terra e o céu em nosso interior. Na mesma medida, a nossa alma imortal obtém um alinhamento consciente com o cosmo e a infinitude, no âmbito do nosso sistema solar. Assim ocorrem as verdadeiras experiências iniciáticas.

Seja qual for nosso estágio de desenvolvimento, tudo o que nos diz respeito está sendo processado em nossa aura o tempo todo. As pequenas preocupações do dia-a-dia, com suas esperanças e contratempos, produzem seus efeitos, assim como a presença da sabedoria eterna.

Na aura de cada indivíduo está o portal de acesso para a luz que ilumina as almas, e a força que sustenta o cosmo. O caminho do autoconhecimento é, na verdade, o caminho da percepção direta desse fato.





Carlos Cardoso Aveline





Fonte do Texto e da Gravura: do Blog "Filosofia Esotérica"
http://www.filosofiaesoterica.com/o-que-e-a-aura-humana/




NOTAS:

[1] Veja o volume XII dos “Collected Writings” de H. P. Blavatsky, TPH, Wheaton, EUA, “Esoteric Instructions”, pp. 487 a 713.

[2] “O Poder da Sabedoria”, Carlos Cardoso Aveline, terceira edição, Editora Teosófica, Brasília, 191 pp. Ver p. 84.

[3] “O Poder da Sabedoria”, obra citada, p. 30.

[4] “Teachings of Don Juan, With a New Commentary by the Author”, de Carlos Castaneda, Editora Washington Square Press, Nova Iorque, 1998, 213 pp., ver pp. XIV a XVII.

ANJO DE GUARDA SEM FANTASIA


Outro dia assistimos um vídeo onde se ensinava como "firmar" o anjo de guarda. Ainda se dizia neste vídeo que os Anjos perdem sua luz, será?

Quando falamos em anjos, logo imaginamos uma figura jovial, de beleza singular, dotada de um par de asas e uma auréola reluzente sobre a cabeça. Esta é a imagem que temos dos seres angelicais que são representados em estatuetas e pinturas, desde a época do renascimento.

A palavra anjo, deriva do latim ângelus e do grego ángelos (ἄγγελος) e que dizer mensageiro. A tradição cristã ensina portanto, que os anjos são espíritos mensageiros, prepostos de Deus e a eles são confiadas as mais honrosas missões. As anotações bíblicas registram algumas passagens protagonizadas por estas criaturas, já no Antigo Testamento: "Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei". (Êxodo 23, 20)

Estes seres são referenciados pela maioria das religiões, com variação de nomes e classificações. Mas independente da crença, se tornaram figuras populares e vinculam de alguma forma, o homem a Deus.

Os anjos teriam, dentre outras funções, a de proteger os homens. Há quem diga que eles são capazes de nos livrar de certas situações de perigo e nos acompanham nos momentos difíceis. Os anjos protetores são classificados pela crença popular como anjos da guarda. E aqui chegamos à questão em discussão. O que são os anjos da guarda segundo o espiritismo?

Definições Espíritas

Anjos - Para a Doutrina espírita, os anjos são espíritos que atingiram um adiantado grau de evolução, desta forma são espíritos puros ou perfeitos. A diferença da definição espírita para outras religiões é que estes espíritos não são seres santificados ou inatingíveis. Como todos nós fomos criados simples e ignorantes, temos a mesma oportunidade de evoluir e atingir a perfeição, logo seremos "anjos" quando chegarmos ao topo do desenvolvimento moral e intelectual.

Anjos da Guarda -  Os anjos protetores diferem dos anjos propriamente ditos. Estes são espíritos em diferentes graus de evolução, que recebem a missão de acompanhar o homem e ajudá-lo a progredir durante sua reencarnação e até mesmo após o desencarne. O espírito protetor é sempre de natureza superior a de seu protegido, entretanto não são espíritos perfeitos. Eles recebem a missão no plano espiritual e podem escolher a que espírito reencarnante proteger, de acordo com a sua afinidade. Não raro, nossos protetores são espíritos que conviveram conosco em outras existências.

Que influência os espíritos protetores exercem em nossa vida?

É importante salientar que apesar de nos protegerem, os espíritos guardiões não determinam o rumo de nossas vidas, pois a cada um é dado o direito de escolha, o livre-arbítrio. A função destes espíritos é a de nos inspirar com boas ideias, fortalecer-nos diante das dificuldades, não nos deixar esmorecer frente aos obstáculos, nos guiar na senda do bem. Todavia, o resultado final da influência de qualquer espírito em nossa vida, está subordinado diretamente às nossas vontades, seja de maneira positiva ou negativa.

[...] Cada anjo da guarda tem o seu protegido e vela por ele como um pai vela pelo filho. Sente-se feliz quando o vê no bom caminho; chora quando os seus conselhos são desprezados.

O espírito protetor pode nos abandonar?

Nunca seremos desamparados pela espiritualidade, mas para que a proteção seja efetiva devemos estreitar os laços de relação com os nossos protetores através dos nossos pensamentos e ações, os quais são determinantes para definir a nossa companhia espiritual.

O espírito guardião não nos abandona, mas pode se afastar quando nossas atitudes são opostas aos seus conselhos. Muitas vezes, somos tão teimosos que acabamos dificultando a ajuda oriunda do plano espiritual.

Caso o protetor espiritual necessite desempenhar outra missão ou até mesmo reencarnar, outro espírito o substituirá na tarefa de nos proteger.

Como ouvir o espírito protetor?

Não é necessário ser dotado de faculdade mediúnica apurada para se comunicar com o espírito protetor. Qualquer pessoa é capaz de ouvi-lo, basta elevar o pensamento através de uma oração sincera. Sempre que nos colocamos em sintonia com o plano espiritual através da concentração mental e da oração, obteremos respostas para o que procuramos. Pode ser que não ouviremos vozes ou vejamos espíritos, mas eles sempre nos falam através da consciência, da intuição e das boas ideias. Se queres portanto, estabelecer uma comunicação direta com teu protetor, cultive os bons pensamentos, mantenha atitudes idôneas e habitue-se a oração. Desta maneira, serás assistido efetivamente pela espiritualidade.





Fonte do Texto e da Gravura: do site "Sociedade dos Espíritos"
http://www.sociedadedosespiritos.com/





Referências:

KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo: com explicações das máximas morais do Cristo em concordância com o espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida. 131. ed. 1. imp. (Edição Histórica) – Brasília: FEB, 2013.

KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos - FEB, Rio de Janeiro, 1994.

PRAZER E DOR - A MENTE É RESPONSÁVEL POR AMBOS


Por que é que a mente pensa em sexo? Por quê? Por que isso se tornou um assunto central em sua vida? Quando existem muitas coisas chamando, exigindo sua atenção, você dá total atenção ao pensamento no sexo... O que acontece? Por que suas mentes estão tão ocupadas com isso? Porque esta é a última escapatória, não é? Essa é uma maneira de completo auto esquecimento. Por enquanto, pelo menos nesse momento, vocês podem esquecer de vocês mesmos – e não existe outro jeito de esquecer de si. Todas as outras coisas que vocês fazem na vida dão ênfase ao “eu”, a si mesmo. Seu negócio, sua religião, seus deuses, seus líderes, suas ações políticas e econômicas, suas fugas, suas atividades sociais, ir a uma festa e rejeitar outra – tudo isso está enfatizando e dando força ao “eu”. Isto é, existe somente este ato específico (sexo) no qual não há ênfase no “eu”, então ele se torna um problema, não é? (The First and Last Freedom, pp. 228-229)

A questão é: Por que o pensamento sempre evita o que é medo e se atém ao prazer? Essa é uma questão. Por que o pensamento interfere quando há uma experiência? Compreende? Tenho uma experiência de pôr do sol e, nesse momento, não há nada em que pensar; estou apenas olhando para a beleza daquela luz. Então o pensamento vem e diz: “Quero repetir isso amanhã”; noutras palavras, o conhecimento como experiência, que é prazer, quer que isso se repita. Tive dor, que é a lembrança daquela dor, que é conhecimento, e, de acordo com aquele conhecimento ou dependendo daquele conhecimento, o pensamento diz: “Não quero isso.” Está me acompanhando? O pensamento faz isso o tempo todo, funcionando entre o prazer e a dor. E o pensamento é responsável por ambos. (Talks in India 1970-71, pp. 164-65)

Você obtém prazer do velho, nunca do novo. Não existe tempo no novo. Portanto, se você puder olhar para todas as coisas sem permitir a intrusão do prazer – para um rosto, um pássaro, a cor de um sari, a beleza de uma lâmina de água cintilando ao sol, ou qualquer coisa que proporcione deleite – se você puder olhar para isso sem desejar a repetição da experiência, então não haverá dor, nem medo, e, portanto, haverá imensa alegria. É a luta para repetir e perpetuar o prazer que o transforma em dor. Observe isso em si mesmo. A própria exigência da repetição do prazer traz consigo a dor, pois ele não é o mesmo que era ontem. (Freedom from the Known, p. 37)

Pensando no prazer que tive ontem, o prazer que está morto, que é só memória, estou dando vida nova a essa lembrança morta. Por favor, observe isso em si mesmo. O pensamento revive o passado morto, o prazer morto, a lembrança morta, e, a partir dessa própria ideia morta, o pensamento começou a existir. É isso o que acontece durante toda a nossa vida. Por conseguinte, o pensamento não só cria essa contradição em nossas vidas – como prazer e medo – mas também acumula a memória de inúmeros prazeres que temos tido e, a partir dessas memórias, o pensamento renasce. (Talks & Dialogues Saanen 1967, p. 220)




J. Krishnamurti






Fonte: J. Krishnamurti Online
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: http://orihinaleskrima.com/krishnamurti-imagenes-eskrima-views/

VERDADEIRA SENSIBILIDADE


A maior parte dos humanos têm bom coração e são sensíveis, mas têm também uma maneira curiosa de manifestar essa sensibilidade. Se veem, no cinema ou no teatro, uma criança abandonada ou maltratada, pessoas pobres a morrer de fome ou a ser perseguidas, facilmente vertem algumas lágrimas. Mas se, à saída do espetáculo, passarem diante de um mendigo cuja fisionomia miserável deveria reter o seu olhar e suscitar a sua piedade, nem sequer o notam. E, quando chegam a casa, afastam os filhos com um empurrão, não os escutam, quando eles precisam de atenção e de ternura. Sim, é extraordinário! No cinema ou no teatro, as pessoas são sensíveis, ficam enternecidas, choram. Mas na vida, perante o mesmo espetáculo, muitas vezes fecham os seus olhos e o seu coração. Os humanos têm ainda muito a aprender sobre a verdadeira sensibilidade e como a manifestar. Quantos há que são sensíveis à beleza do mundo divino e, ao contemplá-la, sentem emoções tais, que todo o seu ser estremece e renasce purificado, regenerado?




Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Tumblr.com

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

AS 7 GRANDES REGRAS DE PARACELSO PARA O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL


Se durante alguns meses se observarem rigorosamente as prescrições que se dão a seguir, verás operar na tua vida uma MUDANÇA TÃO FAVORÁVEL, que jamais as abandonarás. Mas para que obtenhas o êxito desejado, é necessário, isso sim que adaptes a tua vida à estrita observação destas regras. São simples e fáceis de seguir, mas é preciso segui-las com perseverança muito firme. Não achas que a felicidade vale bem algum esforço? Se não és capaz de seguir estas regras tão fáceis, com que direito te podes queixar dos teus fracassos? Que custaria fazer uma experiência? São regras ensinadas pelas mais Antigas Sabedorias e existe nelas mais TRANSCENDÊNCIA do que a sua simplicidade te leva a supor.




I) A primeira é melhorar a saúde. Para isso deve-se respirar, com a maior frequência possível profunda e ritmicamente, enchendo bem os pulmões; ar livre ou assomando-se a uma janela. Beber diariamente, em pequenos sorvos, dois litros de água, comer muitas frutas; mastigar os alimentos do modo mais perfeito possível, evitar álcool, o tabaco e os medicamentos, exceto se por um motivo grave esteja submetido a algum tratamento.

II) Afastar absolutamente do teu ânimo, por mais razões que existam, toda a ideia de pessimismo, rancor, ódio, tédio ou tristeza. Fugir como da peste de todas as ocasiões de lidar com pessoas maldizentes, viciadas, ruins, bisbilhoteiras, indolentes, mexeriqueiras, vaidosas, ordinárias e inferiores por natural baixeza intelectual ou pelos tópicos sensualistas que constituem a base dos seus discursos ou ocupações. A observância desta regra é de importância decisiva: trata-se de mudar a contextura espiritual da tua ALMA. É o único meio de mudar o teu destino, pois isto depende dos nossos atos e pensamentos… O AZAR NÃO EXISTE.

III) Faz todo o bem possível. Auxilia todos os desgraçados sempre que possas, mas jamais tenhas debilidades por nenhuma pessoa. Deves cuidar das tuas próprias energias e fugir de todo o sentimentalismo.

IV) É necessário esquecer todas as ofensas: mais ainda, esforça-te por pensar bem do teu maior inimigo: a tua alma é um templo que não deve ser profanado pelo ódio.

V) Deves recolher-te todos os dias aonde ninguém possa perturbar-te, nem que seja por meia hora, sentar-te o mais comodamente possível e NÃO PENSAR EM NADA. Isto fortifica energicamente o cérebro e o espirito por-te-ás em contacto com boas influências. Nesse estado de recolhimento e silêncio costumam ocorrer-nos ideias luminosas, suscetíveis de mudar toda uma existência. Com o tempo todos os problemas que se apresentam serão resolvidos vitoriosamente pois uma voz interior te guiará em tais instantes de silêncio, a sós com a tua consciência. Esse é o DAIMON de que falava Sócrates. Todos os grandes espíritos deixaram-se guiar por essa suave voz interior. Mas não a encontrarás assim de imediato, tens que preparar-te durante algum tempo, destruir as sobrepostas capas dos velhos hábitos, pensamentos e erros que pesam sobre o teu espirito, que é divino e perfeito em si, mas impotente por causa do imperfeito do veiculo que lhe ofereces hoje para se manifestar. A carne é fraca.

VI) Deves guardar silêncio absoluto de todos os assuntos pessoais; abster-te como se tivesses feito juramento solene, de referir aos outros, por mais íntimos que sejam, tudo quanto pensas, ouças, saibas, suspeitas, aprendas ou descubras. Durante muito tempo pelo menos, deve ser como CASA MURADA ou JARDIM FECHADO: é regra de suma importância.

VII) Nunca temas aos homens nem te inspire sobressalto o dia de amanhã. Mantém a tua alma forte e limpa e tudo te correrá bem. Nunca te julgues só, nem débil, porque há atrás de ti poderosos exércitos, que não concebes nem em sonhos. Se elevas o teu espírito, não existirá mal que te possa tocar. O único inimigo a quem deves temer é a TI MESMO. O medo e a desconfiança do futuro são mãe funesta de todos os fracassos, atraem as más influências e com elas o desastre. Se estudares atentamente as pessoas de “boa sorte”, verás que instintivamente observam grande parte das regras antecedentes; muitas das que obtêm riquezas, o mais certo é que não são de todo boas pessoas, no sentido justo, mas possuem muitas das virtudes que acima se mencionam. Por outro lado, a riqueza não é sinônimo de felicidade: pode ser um dos fatores que a ela conduz, pelo poder que nos dá para exercer grandes obras nobres, mas a felicidade mais duradoura só se consegue por outros caminhos, lá onde não impera o antigo SATAN da lenda, cujo verdadeiro nome é o EGOÍSMO. Nunca te queixes de nada. Domina os teus sentidos e foge tanto da modéstia como da vaidade, porque são funestas para o êxito. A modéstia retirar-te-á forças e a vaidade é tão nociva, que é como se disséssemos pecado mortal contra o Espírito Santo. Muitos grandes espíritos caíram despenhados dos mais elevados cumes por causa da vaidade, devendo a ela a sua queda muito possivelmente Júlio César, aquele homem extraordinário que se chamou Napoleão e outros.





Fonte: Blog "Gnosis Brasil"
http://gnosisbrasil.com/artigos/as-7-grandes-regras-de-paracelso-para-o-desenvolvimento-espiritual/
Via Biblioteca Virtual da Antroposofia (Texto e Gravura do corpo do Texto)
http://www.antroposofy.com.br

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

MEDO - UM PROCESSO PSICOLÓGICO

Assim, a pessoa tem que compreender o medo. Você sabe, a pessoa tem medo: medo de seus parentes, medo de não passar nos exames, medo dos professores, medo do cachorro, medo da cobra. Você tem que compreender o medo e ficar livre do medo. Quando você está livre do medo, há o forte sentimento de ser bom, de pensar muito claramente, de olhar as estrelas, olhar as nuvens, olhar os rostos com um sorriso. E quando não existe medo, você pode ir muito mais longe. Então pode descobrir por si mesmo aquilo que o homem vem buscando geração após geração. (Krishnamurti On Education)

O medo não é só uma resposta das glândulas supra-renais, mas também um processo psicológico. Para compreender o medo, não intelectualmente, mas de fato estar livre dele, a pessoa precisa de observação muito aguda, tem que olhar para ele bem de perto. Quando a mente – que foi treinada numa cultura que aceita o medo como parte da vida com toda sua violência – compreende o medo então, talvez possamos ficar completamente livres não só conscientemente, mas também inconscientemente. Para entrar nesta questão do medo, a pessoa tem que estar consciente que deve olhar seu próprio medo, não o medo que lhe foi contado ou o medo do desconhecido, mas o medo real que a pessoa tem. (Talks in Saanen, 1968)





J. Krishnamurti






Fonte: J. Krishnamurti Online
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: http://orihinaleskrima.com/krishnamurti-imagenes-eskrima-views/

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

CARL JUNG: O PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO

O processo de individuação começa com um choque de realidade para o ego. Ele (o ego) começa a perceber que não é o “dono de sua própria casa”. Existem outras forças que até então permaneciam ocultas no inconsciente e que são mais fortes do que, os chamados complexos. É nesse momento, no confronto com essas forças, que a máscara da ilusão cai. O ego precisa aceitar sua parte sombria e aceitar que não é o centro da psique.

O objetivo de tudo isso é fazer com que o indivíduo se torne a pessoa que realmente é. É o momento de busca de si mesmo do autoconhecimento.

E nesse instante começa um relacionamento entre o inconsciente e consciente, que se concretiza por meio de um símbolo, que os une. Mas esse não é um processo de aceitação de si mesmo apenas. O indivíduo, além de se conhecer, deve se colocar no mundo. Ele deve buscar o equilíbrio entre as demandas do mundo interno e externo. Sua individualidade deve estar a serviço de um bem maior. Uma vez que, individuação não é individualismo.

Em Tipos Psicológicos Jung diz:

“A individuação é um processo de diferenciação que tem por meta o desenvolvimento da personalidade individual. Assim como o indivíduo não é um ser isolado, mas supõe uma relação coletiva com sua existência, do mesmo modo o processo de individuação não leva ao isolamento, mas a um relacionamento coletivo mais intenso do que o geral.”

Tornar-se si mesmo não significa tornar-se perfeito, mas pleno, completo, com as dores e delicias de ser quem se é. Aceitando-se e corrigindo-se.

A humildade é primordial nesse processo. Ela nos faz lembrar que o importante não é não errar, mas procurar não cometer o mesmo erro. É sempre buscar erros novos, para uma ampliação de consciência. Não esquecendo que a mudança é sempre provisória.

O processo de individuação é constante, não tem fim e seu objetivo máximo é nos tornar mais humanos.

A individuação é inevitável e seu resultado é incerto. É mais fácil idealizá-la do que realizá-la. Porém, mesmo sentindo-se pequeno para empreender essa árdua tarefa, lembre-se que cada indivíduo possui recursos suficientes para tanto e que seu esforço gerará frutos para uma transformação tanto pessoal quanto coletiva.




Hellen Reis Mourão





Fonte: do Blog "Café com Jung"
http://cafecomjung.blogspot.com.br/2013/06/o-processo-de-individuacao.html

Via Biblioteca Virtual da Antroposofia (texto e gravura)
http://www.antroposofy.com.br

O TRABALHO DOS SÁBIOS


O tipo de trabalho que os sábios fazem, pode parecer ser o mesmo que o realizado por uma pessoa comum. Embora na aparência isso possa ser o mesmo, o resultado será diferente para ambos. O trabalho feito por uma pessoa imprudente é sempre acompanhado por um sentimento, por sua parte, de que ele ou ela está fazendo o trabalho para seu próprio benefício. Este tipo de trabalho é misturado com o ego; o sentimento de benefício egoísta também levará a problemas e tristeza. O tipo de trabalho que um homem sábio faz sempre carrega um sentimento que o torna idêntico ao aspecto divino; ele está ciente de que está fazendo em nome e para o bem de Deus. Ele pensa que Deus está realmente fazendo o trabalho, e que ele é apenas um instrumento. Isso sempre dará um bom resultado e concederá satisfação a todos. (Chuvas de Verão em Brindavan, 1977, Capítulo 10)




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: https://www.sathyasai.org.br/vedas

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

RESOLUÇÕES SÃO RESTRIÇÕES DO FUTURO

(...) Eu resolvo nunca fazer quaisquer resoluções porque todas as resoluções são restrições do futuro. Todas as resoluções são prisões. Você decide hoje pelo amanhã? Você destruiu o amanhã. Deixe o amanhã ter seu próprio ser. Deixe ele entrar de sua própria maneira! Deixe-o a trazer seus próprios presentes. Resolução significa que você permitirá que apenas isto e não permitirá aquilo. Resolução significa que você gostaria que o sol se levantasse no ocidente e não no oriente. Se o sol nasce no oriente, você não abrirá suas janelas; você manterá suas janelas abertas para o ocidente. O que é resolução? Resolução é luta. Resolução é ego. Resolução é dizer, 'Eu não posso viver espontaneamente'. E se você não pode viver espontaneamente, você não vive de jeito nenhum – você só finge. Então deixe apenas uma resolução estar lá: ela é que você nunca fará qualquer resolução. Largue todas as resoluções! Deixe a vida ser uma espontaneidade natural. A única regra dourada é que não existe nenhuma regra dourada.




OSHO

(Walk without Feet, Fly without Wings, and Think without Mind, Talk #5)




Fonte: OSHO Digital Newsletter, Janeiro, 2017
Fonte da Gravura: http://www.iosho.co.in/index.php/category/photos/

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

Mantenha na mente a lista de todas as suas especialidades. Elas são as suas aquisições imperecíveis. Torne-se a personificação dessa consciência e facilmente você alcançará o destino da felicidade. A felicidade das aquisições torna você estável mesmo diante do tumulto. Isto é plenitude!

Humildade é o sinal especial de quem se torna sem ego. Há humildade na atitude, humildade no olhar, humildade nas palavras e humildade nas conexões e relacionamentos. Seja qual for sua atitude, seu olhar será de acordo. Seja qual for seu olhar, suas palavras estarão de acordo com isso. Conforme suas palavras, também serão suas conexões e relacionamentos. Precisa haver humildade em todos os quatro aspectos. Isto é conhecido como ser um anjo.

Prosperidade no sentido mais completo engloba saúde, riqueza e felicidade. Tal prosperidade vem da pureza, que também é a fundação da paz. Pureza aqui significa liberdade de qualquer tipo de corrupção, seja ela moral, financeira ou outra. No sentido individual, pureza é ter intenções puras, ser honesto e verdadeiro. Numa sociedade que mantem esses valores há menos possibilidade de haver pessoas enganando outras e empresas cometendo fraudes. Isso alimenta confiança mútua e fortalece vínculos sociais saudáveis. (Brahma Kumaris, Genesis of prosperity, Purity, July 2014)

Vá para o alto em direção ao Sol e absorva os raios das virtudes divinas completamente. Pratique ir com seus pensamentos elevados e você receberá poder espiritual. Deus é o Oceano de Paz, Amor e Bênçãos, então mergulhe neste Oceano. A prática de ir para o alto permitirá que Deus atraia você como um ímã. Permita-se ficar em silêncio e Ele ficará perto de você. Esta é a misericórdia do Oceano. (Dadi Janki)





Brahma Kumaris






Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Tumblr.com

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

HÁBITOS E LIBERDADE

Com consciência os hábitos caem. Sem consciência, se você tentar largar o hábito será quase impossível. A única maneira de largar um hábito com a inconsciência é criar outro hábito, um hábito substituto. Isso pode acontecer – você pode abandonar os cigarros, se começar a mascar chicletes. Você pode largar os chicletes, aí começa a mascar outra coisa. Você vai fazer algo estúpido. Não faz diferença se você fuma, ou se você masca chicletes; você tem que fazer algo estúpido – porque você não pode permitir que sua boca fique relaxada. Lá no fundo na boca e nos lábios há uma tensão e essa tensão é que cria o hábito. Você pode mudar um hábito pelo outro, mas o mesmo padrão vai estar lá; goma de mascar ou fumar cigarros não faz diferença. (Osho, Journey to the Heart, Talk #6)

Viva conscientemente, sem nenhuma estrutura, então, você nunca será pego em um sistema contraproducente. Caso contrário, isso também acontece: você aprende uma coisa, é lindo, mas só por alguns dias vai ficar bonito; em breve se tornará um hábito e novamente você vai se encontrar rodeado por um hábito, engaiolado. A vida real tem que ser vivida sem hábitos. Você ouviu, uma e outra vez foi dito a você, 'Abandone maus hábitos'. Eu digo: largue os hábitos como tal! Não há bons e maus hábitos: todos os hábitos são ruins. Permaneça sem hábitos, viva sem hábitos, então você vive momento a momento em liberdade – e isto é a vida de um revolucionário. (Osho, The Secret of Secrets, Talk #22)

Qualquer hábito pode ser descartado. Não há nenhum hábito que não possa ser descartado. Se houver algum hábito que não possa ser descartado, então não é um hábito de jeito nenhum. Deve ser mais profundo do que um hábito: é sua natureza. E esta atitude negativa não é natural, porque toda criança nasce como uma atitude positiva. Atitude negativa é aprendida com a sociedade. (Osho, Dance Your Way to God, Talk #8)



OSHO




Fonte: OSHO Digital Newsletter, Janeiro, 2017
Fonte da Gravura: http://www.iosho.co.in/index.php/category/photos/

TRABALHANDO AS DIFICULDADES (A LIÇÃO DA PÉROLA)


Observai a natureza e descobrireis que ela está sempre a apresentar-nos métodos para resolvermos os nossos problemas. Por exemplo: como é que a ostra faz para fabricar uma pérola? Um grão de areia entrou na sua concha e tornou-se uma dificuldade para ela, irrita-a. «Ah, diz ela, como é que eu vou livrar-me deste grão de areia? Ele incomoda-me, arranha-me. O que hei de fazer?» A ostra põe-se a refletir, concentra-se… medita! Um dia, começa a segregar uma matéria especial com a qual envolve aquele grão de areia tão desagradável e ele torna-se liso, polido, aveludado. Quando o conseguiu, ela fica contente e diz para si própria: «Não só este grão já não me incomoda, como eu fiz dele uma pérola magnífica!» É esta a lição da ostra perlífera: ela mostra-nos que, se conseguirmos, pelo pensamento, envolver os nossos aborrecimentos, as nossas contrariedades, com uma matéria luminosa, irisada, acumularemos grandes riquezas. O verdadeiro espiritualista sabe trabalhar sobre as suas dificuldades para fazer delas pérolas muito preciosas.





Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: http://imgur.com/gallery/sDkjd

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

PRINCÍPIOS ESSENCIAIS DA FILOSOFIA ESPÍRITA

- Uma inteligência divina rege os mundos. Nela identifica-se a Lei, lei imanente, eterna, reguladora, à qual seres e coisas estão submetidos.

- Assim como o homem, sob seu invólucro material, continuamente renovado, conserva sua identidade espiritual, esse eu indestrutível, essa consciência em que se reconhece e se possui, assim também o Universo, sob suas aparências mutáveis, se possui e se reflete numa unidade central que é o seu Eu. O Eu do Universo é Deus, lei viva, unidade suprema onde confinam e se harmonizam todas as relações, foco imenso de luz e de perfeição donde irradiam e se expandem, por todas as humanidades, Justiça, Sabedoria, Amor!

- No Universo tudo evolve e tende para um estado superior. Tudo se transforma e se aperfeiçoa. Do seio dos abismos a vida eleva-se, a princípio confusa, indecisa, animando formas inumeráveis cada vez mais perfeitas, depois desabrocha no ser humano, adquire então consciência, razão e vontade, e constitui a alma ou Espírito.

- A alma é imortal. Coroamento e síntese das potências inferiores da Natureza, ela contém em germe todas as faculdades superiores, está destinada a desenvolvê-las pelos seus trabalhos e esforços, encarnando em mundos materiais, e tende a elevar-se, através de vidas sucessivas, de degrau em degrau, para a perfeição. A alma tem dois invólucros: um, temporário, o corpo terrestre, instrumento de luta e de prova, que se desagrega no momento da morte; o outro, permanente, corpo fluídico, que lhe é inseparável e que progride e se depura com ela.

- A vida terrestre é uma escola, um meio de educação e de aperfeiçoamento pelo trabalho, pelo estudo e pelo sofrimento. Não há nem felicidade nem mal eternos. A recompensa ou o castigo consistem na extensão ou no encurtamento das nossas faculdades, do nosso campo de percepção, resultante do bom ou mau uso que houvermos feito do nosso livre-arbítrio e das aspirações ou tendências que houvermos em nós desenvolvido. Livre e responsável, a alma traz em si a lei dos seus destinos; prepara, no presente, as alegrias ou as dores do futuro. A vida atual é a consequência, a herança das nossas vidas precedentes e a condição das que se lhe devem seguir. O Espírito se esclarece, se engrandece em potência intelectual e moral, à medida do trajeto efetuado e da impulsão dada a seus atos para o bem e para a verdade.

- Uma estreita solidariedade une todos os Espíritos, idênticos na sua origem e nos seus fins, diferentes somente por sua situação transitória, uns no estado livre, no espaço; outros, revestidos de um invólucro perecível, mas passando alternadamente de um estado a outro, não sendo a morte mais que uma fase de repouso entre duas existências terrestres. Gerados por Deus, seu Pai comum, todos os Espíritos são irmãos e formam uma imensa família. Uma comunhão perpétua e de constantes relações liga os mortos aos vivos.

- Os Espíritos classificam-se no espaço em virtude da densidade do seu corpo fluídico, correlativa ao seu grau de adiantamento e de depuração. Sua situação é determinada por leis exatas; essas leis exercem no domínio moral uma ação análoga à que as leis de atração e de gravidade executam na ordem material. Os Espíritos culpados e maus são envolvidos em espessa atmosfera fluídica, que os arrasta para mundos inferiores, onde devem encarnar para se despojarem das suas imperfeições. A alma virtuosa, revestida de um corpo sutil, etéreo, participa das sensações da vida espiritual e eleva-se para mundos felizes onde a matéria tem menos império; onde reinam a harmonia e a bem-aventurança. A alma, na sua vida superior e perfeita, colabora com Deus, coopera na formação dos mundos, dirige-lhes a evolução, vela pelo progresso das humanidades, pela execução das leis eternas.

- O bem é a lei suprema do Universo e o alvo da elevação dos seres. O mal não tem vida própria; é apenas um efeito de contraste. O mal é o estado de inferioridade, a situação transitória por onde passam todos os seres na sua missão para um estado melhor.

- Como a educação da alma é o objetivo da vida, importa resumir os seus preceitos em palavras:

                         

----------- comprimir necessidades grosseiras, os apetites materiais;

----------- aumentar tudo quanto for intelectual e elevado;

----------- lutar, combater, sofrer pelo bem dos homens e dos mundos;

----------- iniciar seus semelhantes nos esplendores do Verdadeiro e do Belo;

----------- amar a verdade, a benevolência, tal é o segredo da felicidade no futuro, tal é o Dever!






Léon Denis





Fonte: do livro "Depois da Morte"
Edição da Federação Espírita Brasileira - FEB
Via Ebook Espírita (www.ebookespirita.org)
Fonte da Gravura: Peregrino da Cidade Radiante - Pintura de Nicholas Roerich
http://www.roerich.org/

QUEM É CABALISTA ?


O Cabalista é um pesquisador que estuda sua própria natureza utilizando um método preciso, comprovado e que resistiu à prova do tempo. O Cabalista estuda a essência de sua existência utilizando ferramentas simples que todos podem empregar - sentimentos, intelecto e coração.

Um Cabalista é uma pessoa comum como outra qualquer. Não precisa ter nenhuma habilidade, talento ou ocupação especial. Não precisa ser um sábio ou ter a expressão facial de um santo. Em algum momento de sua vida, tomou a decisão de procurar um caminho que lhe oferecesse respostas confiáveis às perguntas que o perturbavam. Mediante um método preciso de estudo, pode adquirir um sentido adicional, um sexto sentido, o sentido espiritual.

Com a ajuda deste sentido, o Cabalista percebe as esferas espirituais tão claramente como nós percebemos nossa realidade aqui e agora; ele recebe conhecimento a respeito das esferas espirituais, dos mundos superiores e da manifestação das forças superiores. Estes mundos denominam-se "superiores" porque se encontram mais além, mais acima do que o nosso.

O Cabalista eleva-se do seu nível espiritual atual para o nível espiritual seguinte, ou mundo superior. Este movimento o leva de um mundo superior ao seguinte. Ele percebe as raízes a partir das quais se desenvolveu tudo o que existe aqui, tudo o que preenche o nosso mundo, incluindo nós mesmos. O Cabalista encontra-se ao mesmo tempo em nosso mundo e nos mundos superiores. Esta qualidade é comum a todos os Cabalistas.

O Cabalista recebe a informação real que nos circunda e percebe esta realidade. Por isso pode estudá-la, familiarizar-se com ela e transmiti-la para nós. Propõe-nos um método novo para conhecer a fonte de nossas vidas e conduzir-nos para a espiritualidade. Oferece-nos esse conhecimento em livros escritos em uma linguagem especial. Lidos de forma especial, esses livros converter-se-ão em naves que nos permitirão descobrir também a verdade por nossos próprios meios.

Nos livros que escreveram, os Cabalistas nos transmitem técnicas baseadas em experiências pessoais. A partir de sua vastíssima perspectiva, encontraram a maneira de ajudar aqueles que viriam depois, para que subam a mesma escada que eles. Este método denomina-se "a Sabedoria da Cabala".





Rabi Dr. Michael Laitman, PhD






Fonte: do livro "A Sabedoria Oculta da Cabala"
Com Dez Lições Completas da Cabala - compilado por Benzion Giertz
Publicado por Laitman Kabbalah Editora,
299 Mullen Drive #35 Thornhill ONT. L4J 3W3, Canada.
Fonte da Gravura: Tumblr.com

REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

É mais difícil gerar interesse pela busca de novos conhecimentos e mais luz, naquele que não é estudante e nem é propenso ao estudo. A mente inativa, que não pensa, não encontra inspiração nem qualquer prazer pessoal no estudo do misticismo e na análise dos poderes físicos e espirituais.

Infelizmente para o mundo, existem inúmeras pessoas que adotam uma atitude de que a vida é um mistério que não pode ser desvendado. Que existem fatos a respeito do homem e de suas capacidades, que Deus não desejava que compreendesse. Muitas dessas pessoas estão satisfeitas com sua posição na vida; no entanto essa não é a verdadeira razão para a sua indiferença. Essas pessoas estão ansiosas por adquirir qualquer coisa na vida que possa ser obtido sem esforço; mas não têm entusiasmo para aquilo que não oferece benefícios materiais imediatos para sua existência mundana.

O homem preocupado com um problema insuperável encontra alivio paz e capacidade para prosseguir no momento que compreende o seu problema. Não é o problema que causa tormento mas, a falta de entendimento dos elementos que o compõem. Na tentativa de explicar a natureza de seus problemas, muitas pessoas descobrem a solução. O homem nunca teme aquilo que conhece; é o desconhecido que lhe causa pavor.

O místico encontra felicidade no fato de que pode transmitir felicidade, pelo conhecimento e serviço, a outros. Encontra forças no fato de que pode atrair aquilo que lhe dará fortaleza física, mental e espiritual. Encontra prosperidade crescente nas coisas mundanas, porque aprende a valorizar todas as coisas por um padrão mais elevado.





Dr. Harvey Spencer Lewis, FRC
Ordem Rosacruz - AMORC





Fonte do Texto: excertos de diversas obras de Dr. H. S. Lewis
Fonte da Gravura: Tabula Smaragdima Hermetis - VITRIOL
Do livro "Símbolos Secretos dos Rosacruzes dos Séculos XVI e XVII
Ordem Rosacruz - AMORC - GLP