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quarta-feira, 6 de maio de 2026

A ESTRELA QUE NOS GUIA (MÊS DE TAURO 2026)


Quando contemplamos um céu estrelado, longe das luzes da cidade, ficamos maravilhados com a quantidade de estrelas cintilando contra o fundo negro do espaço. A imensidão do Cosmos sempre comoveu o coração humano. Nos tempos antigos, as noites eram repletas de estrelas, mas hoje, de nossas cidades, elas são quase invisíveis. No entanto, existe uma, a mais brilhante do céu, que pode ser vista por todos. É a estrela Sírius. Ela é a estrela mais brilhante da constelação de Cão Maior (o Grande Cão). Você pode localizá-la usando a constelação de Órion, que é tão claramente visível em nosso céu de dezembro. Se você traçar uma linha imaginária para sudeste, estendendo a linha formada pelas três estrelas de Órion, comumente conhecidas como os Três Reis Magos, você a encontrará.

A estrela Sírius exerce uma influência direta em nosso mundo. O Mestre D.K. (Djwhal Khul, o Tibetano) diz em seus maravilhosos livros azuis que as grandes Consciências de Sírius dirigem e guiam a Loja Branca de nosso planeta, nossa Hierarquia Espiritual. Elas são a força da sabedoria e da verdade que a sustenta.

Acredito que, nestes tempos em que parece que uma corrente subumana está traçando nosso rumo, a humanidade faria bem em buscar inspiração, força e orientação em Sírius, assim como a Hierarquia do nosso planeta faz. Nossa consciência é solar; somos almas solares. Portanto, seguindo essa linha de pensamento, estamos conectados a Sírius através de nossa alma. Buscamos o Mestre Cósmico. E quando nos alinhamos com Ele, a vida se torna equilibrada e repleta de harmonia.

Sírius é o Mestre dos Mestres. A Loja Azul de Sírius é a Hierarquia da nossa Hierarquia.

Alinharmo-nos com Sírius nestes tempos em que precisamos desesperadamente de inspiração é uma ajuda extra que pode fazer uma grande diferença no curso da vida na Terra.

Inspirado pela serenidade do Rio Nilo e pela majestade de Luxor, senti em meu coração que podemos nos conectar com essa estrela misteriosa que tem uma influência tão profunda em nosso planeta. E vi três sóis alinhados, um dentro do outro. É um símbolo que você pode usar para conexão. Deixe-me desenhar para você:

O círculo interno representa o sol interior da Terra, o do meio é o sol do nosso sistema solar e o que contém ambos é Sírius. Três sóis, um dentro do outro. No corpo, também existem três sóis: o plexo solar, que neste contexto representa o sol da Terra; o coração, que representa o sol do nosso sistema solar; e o coração da cabeça — o lótus de 12 pétalas no chakra da coroa — que representa Sírius.

Você pode fazer o alinhamento durante sua meditação diária, ao amanhecer ou ao entardecer, mas o horário mais auspicioso é ao meio-dia, quando o sol está no zênite, quando não projeta sombra, marcando o ponto máximo de iluminação.

Visualize-se conectando esses três sóis em seu corpo. Eleve a energia do plexo solar ao coração e do coração ao coração do chakra da coroa. Então, imagine-se conectando-se com o coração da Terra; sinta-a como a Mãe que o sustenta. Você busca em seu coração a conexão com o sol através de sua alma solar, seu anjo solar. E então, a partir do sol, você se conecta com Sírius, seu Mestre cósmico, através do chakra da coroa. Visualize-se abrindo portas. Do centro do planeta, a porta se abre para o sol, e do sol para Sírius. E você decreta:

Ó Amado Sírius, que seu código de profunda harmonia seja estabelecido na Terra. Que a Consciência da Unidade da Vida emerja na humanidade. Que os caminhos da integração sejam ativados. Que sua barca dourada navegue pelos rios da Terra, dissipando guerras. Que as fronteiras do Reino de Deus se expandam sobre a Terra. Assim seja, e que cumpramos nossa parte.

O céu é tão imenso, mas agora você sabe o que procurar, agora você sabe que sua realidade cósmica começa no caminho da Luz marcado pela estrela mais brilhante do céu, a Grande Estrela do Cão, Sírius.

Com profundo amor,


Carmen Santiago



Fonte: World Teacher Trust - Argentina
https://worldteachertrust.org/es/web/wtt
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/s%c3%adrius-estrela-cachorro-grande-2080966/

sábado, 11 de abril de 2026

AUXILIARES VISÍVEIS E INVISÍVEIS


Um princípio básico da natureza é proteger e preservar aqueles que são justos e vivem segundo a Lei. A Hierarquia Espiritual está por trás dos nossos esforços, se pretendemos voltar-nos para a Luz e integrar-nos com o Divino. A mera intenção já nos dá força. No início, provavelmente não seremos capazes de reconhecer a ajuda que recebemos dos Irmãos Maiores da humanidade. Apenas em fases mais avançadas, podemos olhar para trás como se estivéssemos sob uma luz forte e ver em que situações a Hierarquia nos ajudou. Diz-se que são necessárias doze vidas para sermos capazes de reconhecer plenamente sua ajuda. Podemos aceitar a sua ajuda com gratidão e sempre nos realinharmos com o Divino.

Podemos nos abrir a isso e sentir como o Divino está agindo e permeia tudo. Essa abertura é como a abertura de uma Flor de lótus pela manhã. Podemos sugerir isso mentalmente e preparar nossa mente com uma atitude de receber. Nesta prática, voltamo-nos para o nosso interior todos os dias, pela manhã e noite, olhamos para o Mestre e dizemos: “Mestre, Namaskaram”. "Namaskaram" é uma expressão de gratidão pela visita da energia do Mestre dentro de nós. Então ele nos guia a partir de nosso íntimo. Isso acontece com quem já passou por essa experiência. Como um ato de gratidão, também invocamos os Mestres que são responsáveis ​​pelas energias que nos chegam. Assim, nos conectamos com a Hierarquia dos Mestres.

Gratidão a todos aqueles que nos guiam visivelmente e invisivelmente é muito importante e fortalece o vínculo com eles. Por meio da nossa conexão, desenvolvem-se dentro de nós a aspiração e a vontade de nos transformarmos. A energia psíquica do Mestre é inesgotável; pode levantar nosso espírito cansado. O Mestre ou o Divino inspira nossa vontade; mas depende de nós aplicar a inspiração que vem de dentro. Se dependermos demais dos Grandes Seres e esperamos que eles façam as coisas por nós, estamos sujeitos ao engano. Krishna não lutou por Arjuna; Arjuna teve que fazer isso sozinho. Krishna instruiu quando ele pediu sua ajuda. O Divino só nos guia quando solicitamos. Cabe a nós trabalhar e executar nossas tarefas. Gratidão e sentimento de conexão não criam dependência. À medida que avançamos pelo caminho, a ligação com os Mestres se transforma em gratidão por meio do aumento de suas bênçãos.

Se sentirmos que estamos sendo guiados, não devemos permitir que haja dúvida em nossos pensamentos. Devemos ser gratos e não dizer uma só palavra sobre isso. À medida que nossas capacidades aumentam, a atitude deve ser a de encarar isso não como mérito nosso, mas como graça que flui através de nós. Normalmente, quando temos sucesso, nos sentimos bem. Mas devemos lembrar que isso nos foi dado pelo Divino. Geralmente nos esquecemos disso e reclamamos do que nos falta. Nossas queixas, porém, impedem o Divino de nos ajudar. Mestre Morya disse: "Seja grato pelo que você tem; isso lhe foi dado." Não nos importamos com aquilo que nos foi dado e buscamos sempre o que não nos foi dado. Por essa razão, o Mestre disse: "Não reclamem da vida. Vocês são filhos amados de Deus. Tudo lhes foi dado e sempre reclamam."


K. Parvathi Kumar


Fonte: "Mensageiro Lunar do Círculo da Boa Vontade", Áries,2017
www.worldteachertrust.org/
www.edicionesdhanishtha.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/vectors/meditar-medita%c3%a7%c3%a3o-asi%c3%a1tica-mestre-2026706/

domingo, 9 de abril de 2023

RESSURREIÇÃO: UM NOVO TEMPO PRENUNCIA-SE


A trajetória percorrida pela humanidade da superfície da Terra levou-a a identificar-se tão acentuadamente com o lado externo da vida que o seu contato com mundos sutis e com a simbologia oculta na própria existência material foi praticamente desaparecendo.

Os símbolos contêm em si a síntese de realidades intemporais; transcendem, portanto, a cronologia do mundo material e, sob véus, guardam indicações que podem ser compreendidas com diferentes chaves.

Segundo HPB (Helena Petrovna Blavatsky) todo símbolo apresenta-se sob sete chaves, e cada uma delas deve ser girada sete vezes. Portanto, por ter direta relação com os níveis de consciência, um símbolo pode ser compreendido sob a luz de sete vezes sete energias. HPB disse também que no século XIX, época em que escreveu "A Doutrina Secreta", apenas três dessas chaves estavam disponíveis ao homem. Ao longo dessa obra são dadas indicações que podem conduzir o estudante ao descobrimento dessas chaves, que estão coligadas às seguintes abordagens: antropológica, astrológica, astronômica, física ou fisiológica, geométrica, metafísica, mística, numérica, psicológica.

Na atual transição planetária, muitos setores dos arquivos akáshicos (1) que no passado permaneciam velados, exceto aos Iniciados de graus mais avançados (de Quinta Iniciação em diante), agora estão se tornando acessíveis a partir da Terceira Iniciação. Em raros casos, quando sob a égide de uma Hierarquia (6), alguns contatos com esses registros podem ser estabelecidos mesmo por Iniciados de segundo grau.

Essa ampliação da possibilidade de acesso aos arquivos akáshicos repercute em toda a esfera planetária, permitindo ao homem perceber mais claramente certos assuntos, antes para ele abstratos, e penetrar regiões da consciência até então inatingíveis. Isso é válido principalmente para o ser resgatável, por ter ele de alguma maneira acolhido o impulso da Luz interior. Em outras palavras, esse processo faz o Céu aproximar-se da Terra, e a Terra elevar-se ao Céu.

Certas passagens da vida de Jesus representam etapas iniciáticas. Todavia, o que se deu com o Cristo, em Jesus, desde a sua prisão até a ressurreição (2), corresponde, também, a fases específicas da atual transição planetária. Para se compreender isso deve-se fazer, portanto, leituras diferentes dos mesmos acontecimentos simbólicos.

Esta transição é um processo tão amplo e de repercussões tão profundas na evolução de todo o planeta — e também do sistema solar — que seu verdadeiro significado não foi ainda apreendido pelos seres resgatáveis (3). Quando reconhecida como uma realidade já em ato, na maioria dos casos sua essência é deturpada pelo egoísmo ainda presente nesses seres, o que os leva a se focalizarem em sua própria salvação e na dos seus entes coligados. Todavia, muito maiores são as dimensões da oportunidade que foi, está e será colocada diante dos homens da superfície da Terra nesta época.

"Bem-aventurados os que não viram e creram." (João 21,23)

Mesmo considerando-se que no decorrer dos tempos alterou-se em vários pontos o sentido original dos textos dos Evangelhos — seja pela própria limitação de alguns tradutores, que não sendo Iniciados não podiam penetrar corretamente o seu significado; seja pela limitação das línguas modernas, que não têm vocábulos adequados para exprimir certas realidades interiores; seja pela intenção de alguns indivíduos de preservarem seus dogmas e dominarem a maioria ignorante — ainda assim podemos encontrar, na versão atual desses textos, certas passagens simbólicas que nos permitem aproximar-nos um pouco mais da Verdade oculta na manifestação do Cristo. É importante ressaltar que a energia imbuída nessas passagens não está nas palavras escritas, mas emerge do contato com a Fonte de onde foram gerados os fatos ali descritos. Portanto, a meta de um estudo revelador não é o conhecimento dos fatos em si, mas a construção de uma ponte com a Vida que sustém toda a Árvore da Criação.

O processo vivido por Cristo, em Jesus, desde a sua prisão até a ressurreição, processo que espelha os dias atuais, pode ser sintetizado em sete etapas (4):

1 - A prisão: a traição da humanidade.

2 - O julgamento: a escolha dos homens.

3 - O caminho da cruz: o gradual despertar do ser.

4 - A crucificação: o sacrifício como meio de transmutação.

5 - Os momentos finais no Gólgota: a reação inevitável.

6 - O sepultamento: uma nova oportunidade para os que se calaram.

7 - A ressurreição: o novo tempo prenuncia-se.


A Ressurreição: o novo tempo prenuncia-se

Passados três dias do sepultamento, Maria Madalena e algumas outras mulheres dirigem-se ao túmulo de Jesus e encontram-no aberto; um anjo avisa-lhes que Jesus ressuscitara.

A renúncia realizada por Cristo-Jesus, no horto de Getsêmani, dois mil anos atrás, não dizia respeito a uma Iniciação comum: o que se passou naquela ocasião abrangeu não apenas uma Consciência individual, mas toda a Hierarquia planetária. Por esse meio ficou selado o compromisso silencioso e invisível de redenção da vida material da superfície da Terra, compromisso vivido plenamente pelo atual Instrutor do Mundo, o Cristo, e assumido por toda a Hierarquia do planeta. Assim, a condução da matéria à renúncia, levando-a a render-se à vontade do Espírito, teve o seu princípio ativado de maneira especial por uma consciência cósmica, o Cristo, que imprimiu sua energia no íntimo de cada átomo físico numa voltagem até então desconhecida, e introduziu na vida terrestre de superfície a possibilidade de um dia ser receptáculo adequado para a chama divina. Essa "crucificação", que teve início há dois mil anos, prossegue até os dias de hoje, por ter sido a abertura de um processo ainda não consumado; este, porém, aproxima-se de um desfecho.

É visível o processo de "crucificação" pelo qual o planeta está passando, mas quem sabe ler nas entrelinhas da crônica fatalista e caótica dos dias de hoje percebe o fluir de uma seiva que é a essência da nova vida. Ao compreender mais profundamente tal realidade, o homem começa a compartilhar dessa energia que move a grande e iminente transformação planetária, e, agindo em prol dessa transformação, a ela dedica-se por inteiro.


Trigueirinho



Fonte: do livro "O Mistério da Cruz na Atual Transição Planetária"
Ed. Irdin, Carmo da Cachoeira/MG, 2018
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/jesus-cristo-deus-sagrado-esp%c3%adrito-4779543/



Notas:

1 - Arquivos akáshicos. Níveis de consciência onde estão gravadas as informações sobre todo o Universo, desde o princípio de sua manifestação até o seu retorno aos mundos incriados.

2 - Ressurreição. Um dos mais ocultos processos interiores para o homem de superfície da Terra. Na atual transição planetária, a completa experiência desse processo ocorre quando o ser alcança a Sétima Iniciação, integrando-se à Hierarquia Solar.

3 - Seres resgatáveis. Seres, dos vários reinos existentes na Terra, capazes de responder aos estímulos evolutivos e de integrarem-se à parcela da vida planetária que permanecerá incólume durante os conflitos mais agudos da atual transição.

4 - Os episódios citados nos itens a seguir constam nos Evangelhos de Mateus (26,36 a 28,15), de Marcos (14,32 a 16,11), de Lucas (22,39 a 24,12) e de João (18,1 a 20,18).

5 - Energia feminina. A energia em si é neutra, porém quando se manifesta na vida física cósmica ela pode assumir qualidade receptiva (feminina) ou criativa (masculina). A Terra atualmente ingressa em uma fase na qual a energia feminina caracterizará seus processos evolutivos.

6 - Hierarquia planetária. Consciências que, a partir de níveis profundos, conduzem a vida planetária à consecução do seu propósito espiritual.

sábado, 24 de dezembro de 2016

OS DOIS CAMINHOS (VIAS) PARA A AUTORREALIZAÇÃO

Existem, em tese, dois caminhos para a plena auto-realização do homem. Eles se chamam via crucis e via discipular. A via crucis é, de longe, a mais árdua, e corresponde, a rigor, sobretudo ao trabalho dos avatares dentro de suas Ordens eternas, mas também vem a ser em algum grau o caminho dos santos. Já a via discipular é o caminho regular das Ordens milenares e dos sábios.

Uma das grandes diferenças é que, desde o ponto de vista da plena realização, jamais existe uma expressão massiva na primeira via, de tal modo seletiva e árdua que é, não se prestando portanto a uma expressão realmente social, mas diretamente hierárquica. Destina-se a purificar uma raça e dar mostras da mudança de tempos através da geração de um novo consenso espiritual e da preparação para o surgimento um Avatar que o coroe. Está também por isto na base da via discipular.

Explicamos. Enquanto não existe uma ordem real no mundo, a via discipular tampouco pode ser tomada com sucesso, naquilo que diz respeito à plena realização do homem. Então a tendência é pelo aspecto menor da via crucis, que é o caminho da santidade. Mas, chegada a hora, este caminho é coroado pela iluminação de um Mestre, dando lugar com isto a uma Ordem organizada, à partir da autorrealização do próprio Mestre enquanto modelo e arquétipo divino-humano.

De fato, a própria chegada de um Mestre – no caso, um Avatar – deixa implícito que está praticamente terminado o tempo para a via crucis em qualquer grau que seja, sendo agora desejável a reorganização do mundo, porquanto uma síntese já foi realizada e necessita ser agora difundida para o Bem geral. Daí que absolutamente tudo se acha sempre centrado na presença da Hierarquia e sobretudo na figura do Avatar.

Dito de outra forma, a Busca do Graal interno deu já seus frutos maiores, transformando-se num Graal externo que deve ser igualmente procurado, encontrado e entronizado. Este último corresponde também à Via da Espada (o discipulado coroado), simbolizada por Excalibur, onde o portador da espada sagrada tinha alcançado a autorrealização pela via discipular.

Um dos sinais da existência deste Graal manifestado está precisamente na existência das Escolas Iniciáticas, as quais representam o serviço natural e necessário de um Mestre. Tais Escolas existem para servir de receptáculo à realização superior, com fins de preservar no mundo uma Ordem perfeita que sirva de sementeira para a geração de homens superiores. Quanto mais o mundo necessita de organização superior, mais importantes são estas Ordens e mais devem se difundir.

Em nossos dias a Busca pelo Graal se encontra já encerrada, para júbilo de todos, porque isto significa que uma Nova Ordem começa a ser implantada no mundo a partir da Hierarquia manifestada, com o que a verdadeira realização pode ser oferecida no caminho natural, que é o do discipulado, onde pode-se contar com a benéfica e poderosa influência dos Mestres, assim como a sua ciência e a sua sabedoria.

Vale lembrar que o termo "nova ordem" não sugere apenas a troca de uma ordem por outra, mas a restituição de uma Ordem real onde a rigor não existia nenhuma. As coisas podem ser organizadas mais ou menos aleatoriamente numa "certa ordem", mas isto não significa que obedeçam ao sentido exato do termo, que é o de organizar tudo de uma forma perfeita e segundo a posição ou a função real de cada coisa em cada lugar e momento. O estabelecimento de uma Ordem real dá lugar à realeza, que é a forma de organização que adquire a Hierarquia de Luz em período de manifestação e atuação ativa no mundo, dando lugar às Idades de Ouro da Civilização.

Todo aquele que empreende uma relação de cooperação com a Hierarquia nestes termos e momentos, está participando já de uma esfera de irradiação solar e integra em princípio uma nobreza, no sentido lato do termo, que é o de realizar uma existência a mais nobre possível, em função de se estar empreendendo a tarefa histórica mais exaltada e significativa de todas, através da construção ativa de um mundo superior. Apenas isto já dispõe carmicamente uma alma na própria esfera da Iniciação solar (3° grau), tamanhos são os méritos trazidos por esta espécie de trabalho. Quanto mais próximo ao centro (leia-se: ao Mestre) maiores serão as conquistas, quanto mais consciente o trabalho, melhores os resultados. (...) A conscientização da função histórica de uma Escola de Mistérios e da realidade histórica da Hierarquia está na base da Iniciação.





Luís A. Weber Salvi






Fonte: do livro "Alquimia Espiritual"
Fonte da Gravura: Tumblr.com