quarta-feira, 19 de março de 2014

TRANSMITINDO COMPAIXÃO

Se estou interessado em compaixão, amor, com o sentimento verdadeiro de algo sagrado, então como esse sentimento é transmitido? Por favor, acompanhem isto. Se eu o transmito através do microfone, através do mecanismo da propaganda, e assim convenço o outro, o coração dele estará ainda vazio. A chama da ideologia irá operar, e ele simplesmente repetirá. Como vocês todos estão repetindo, que nós devemos ser gentis, bons, livres – toda a tolice que os políticos, os socialistas, e o resto deles falam. Então, vendo que nenhuma forma de compulsão, mesmo sutil, não traz beleza, este florescer da bondade, da compaixão, o que faz o indivíduo? Qual é a relação entre o homem que tem esse sentido de compaixão, e o homem cuja mente está enredada no coletivo, no tradicional? Como vamos descobrir a relação entre estes dois, não teoricamente, mas de fato? Aquilo que se conforma nunca pode florescer em bondade. Deve haver liberdade, e a liberdade só chega quando você compreende a totalidade do problema da inveja, ambição, ganância, e o desejo de poder. É a liberdade dessas coisas que permite a extraordinária coisa chamada qualidade de florescer. Tal homem tem compaixão, ele sabe o que é amar – não meramente o homem que repete uma porção de palavras sobre moralidade. Então o florescimento da bondade não está dentro da sociedade, porque a sociedade em si é corrupta. Só o homem que compreende toda a estrutura e processo da sociedade, e está se libertando disto, tem qualidade, e só ele pode florescer em bondade.





J. Krishnamurti





Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

ALMA - UMA EMANAÇÃO DE DEUS

Tudo o que existe no universo está contido no princípio que todos possuímos: a Alma superior. Esta Alma superior que contacta o Céu, que habita no Céu, é uma emanação do próprio Deus. Ao encarnarmos na matéria, nós perdemos a consciência da existência dessa Alma em nós, mas, se procurarmos conhecê-la, se nos identificarmos com ela, aproximar-nos-hemos do nosso ser verdadeiro: a nossa consciência eleva-se, as suas vibrações tornam-se mais intensas e, um dia, ela funde-se na consciência da Alma Universal, nós passamos a ser um com Deus e toda a criação. Esta verdade – de que possuímos em nós uma quinta-essência de tudo o que existe no universo – não deve permanecer como uma ideia abstrata, nós devemos vivê-la, e, portanto, cabe-nos procurar, ir cada vez mais fundo... Devemos explorar e trazer à nossa consciência este saber, estes tesouros contidos em nós.





Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A MENTE PRESA

Nós seguimos como máquinas nossa enfadonha rotina diária. Como a mente aceita avidamente um padrão de existência, e tenazmente se agarra a ele! Como por um prego encravado, a mente é mantida junta pela ideia, e em torno da ideia ela vive e tem seu ser. A mente nunca está livre, flexível, pois está sempre presa; ela se move dentro do raio, estreito ou amplo, de seu próprio centro. Desse centro ela não ousa sair; e quando o faz, fica perdida no medo. O medo não é do desconhecido, mas da perda do conhecido. O desconhecido não incita o medo, mas a dependência do conhecido o faz. O medo está sempre com o desejo, o desejo de mais ou de menos. A mente, com seu incessante tecer de padrões, é que faz o tempo; e com o tempo há medo, esperança e morte.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/