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segunda-feira, 8 de junho de 2020

CELEBRANDO UM NOVO DIA


Tomar decisões simples e conscientes sobre a sua vida do dia-a-dia pode influenciar o bem estar físico e mental. Seguir resoluções corretas com relação à sua saúde e estilo de vida não é tão difícil, especialmente se você tiver uma ideia clara das áreas que deseja melhorar, compreendendo que passos pequenos e graduais normalmente produzem melhores resultados do que medidas do tipo “tudo ou nada”.

Tire um tempo no dia de hoje para analisar as áreas da vida que deseja melhorar. Você pode estar querendo se tornar mais saudável, mais generoso, menos estressado ou simplesmente mais otimista. Quando determinar um objetivo, crie um ritmo e siga alguns passos simples. Pense em seus pontos fortes e o quanto podem ajudar em seu caminho, assim como nas suas fraquezas e a melhor forma de lidar com elas. Caso você tenha uma recaída durante o processo, continue a olhar para frente. Muitos objetivos são alcançados apesar dos dias bons e ruins.

A transformação é um processo misterioso que inclui em si muitas mudanças: a lagarta que se transforma em borboleta, o creme em manteiga, o chumbo em ouro. De um nível para o outro uma alquimia interior se processa e, num instante inesperado, somos borboleta, manteiga ou ouro transformados numa nova dimensão. A transformação acontece naturalmente à medida que nos entregamos ao fluxo da energia divina que tudo permeia e vivifica.


Fonte: Sociedade das Ciências Antigas
https://sca.org.br/
Fonte da Gravura: Grev Kafi (the pseudonym of two symbolist painters, Evdokia Fidel'skaya and Grigoriy Kabachnyi, a married couple, that work in co-authorship)
http://www.grevkafi.org

sábado, 21 de setembro de 2013

EDUCAÇÃO VERDADEIRA

A mente cria através da experiência, tradição, memória. Pode a mente ficar livre do armazenado, embora ele seja experiência? Você compreende a diferença? O que é preciso não é o cultivo da memória, mas a liberdade do processo acumulativo da mente. Você me fere, o que é uma experiência; eu armazeno essa ferida, isso se torna minha tradição e, a partir dessa tradição, eu olho para você; eu reajo a partir dessa tradição. Esse é o processo cotidiano de minha mente e de sua mente. Ora, é possível que, embora você me fira, o processo acumulativo não ocorra? Os dois processos são inteiramente diferentes. Se você me diz palavras ásperas, isto me fere; mas se não é dada a isto uma importância, isto não se torna a base de onde eu ajo; então é possível que eu encontre você de novo. Isso é verdadeira educação, no sentido profundo da palavra. Porque, então, embora eu veja os efeitos condicionados da experiência, a mente não está condicionada.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 14 de setembro de 2013

FELICIDADE QUE NÃO ESTÁ NA MENTE

Podemos sair de um refinamento para outro, de uma sutileza para outra, de uma satisfação para outra, mas no centro de tudo isto está o “eu”; o “eu” que está se satisfazendo, que quer mais felicidade; o “eu” que procura, busca, deseja felicidade; o “eu” que luta; o “eu” que se torna mais e mais refinado, mas não gosta de chegar a um fim. 

Só quando o “eu”, em todas as suas formas sutis, chega a um fim, há um estado de alegria que não pode ser buscado; um êxtase, um contentamento real sem dor, sem corrupção. Quando a mente vai além do pensamento do “eu”, do experimentador, do observador, do pensador, então existe a possibilidade de uma felicidade não corruptível. 

Essa felicidade não pode ser permanente, no sentido em que usamos essa palavra. Mas nossa mente busca felicidade permanente, alguma coisa que vá durar, que continuará. Esse próprio desejo de continuidade é corrupção. Se pudermos compreender o processo da vida sem condenar, sem dizer que está certo ou errado, então acho que surge uma felicidade criativa que não é “sua” ou “minha”. Essa felicidade criativa é como o brilho do sol. Se você quiser manter o brilho de sol para você mesmo, não é mais o sol claro e quente que dá vida. Do mesmo modo, se você quer felicidade porque está sofrendo, ou porque perdeu alguém, ou porque não teve sucesso, então isso é meramente uma reação. Mas quando a mente pode ir além, então existe a felicidade que não está na mente.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

MEDITAÇÃO - ATENTOS E DESAPEGADOS

De acordo com numerosos filósofos, só há um método de criatividade interna - a meditação (que é aprender a dar atenção, a ser desapegado e agir como testemunha do melodrama contínuo dos padrões de pensamento).

Para romper com a existência no nível do ego, precisamos identificar com certa precisão o que está acontecendo em nossa vida diária, reconhecer, talvez dolorosamente, como nosso apego aos hábitos nos manobra. Ou, para abrir-se para o amor, podemos focalizar a atenção em nossos relacionamentos com o mundo. Ou, quem sabe, poderemos querer contemplar a realidade. Todas essas técnicas requerem prática básica em sermos atentos e desapegados. A meditação nos ensinar isso.

Entre as muitas formas de meditação, a mais comum é praticada sentado. Se mantemos a atenção na respiração (com os olhos fechados ou abertos), na chama de uma vela ou no som de um mantra (em geral cantado com os olhos cerrados), ou em qualquer objeto, estaremos praticando MEDITAÇÃO COM CONCENTRAÇÃO. Nessa prática, em todas as ocasiões em que a atenção vagueia e surgem pensamentos, como invariavelmente acontece, gentil e persistentemente trazemos a atenção de volta ao foco, mantendo unidirecionalidade para transcender o pensamento, para mudá-lo do primeiro para o segundo plano da percepção.

Em outra forma, denominada MEDITAÇÃO DE PERCEPÇÃO, o próprio pensamento - na verdade, todo o campo da percepção - torna-se o objeto. O princípio em jogo aqui é que se permitimos que a atenção observe livremente o fluxo de pensamentos, sem fixar-se em qualquer pensamento particular, ele permanecerá em estado de repouso, no tocante ao desfile dos pensamentos. Esta forma de meditação pode nos permitir uma visão desapegada, objetiva, de nossos padrões de pensamento que, eventualmente, nos permitirá transcendê-los.

A DIFERENÇA entre concentração e meditação de percepção pode ser compreendida invocando para o pensamento o princípio da incerteza. Quando pensamos em nossa maneira de pensar, o pensamento individual (a posição) ou fluxo de pensamento (o momentum) torna-se vago ou incerto. À medida que a incerteza sobre o pensamento individual torna-se progressivamente cada vez menor, a incerteza no fluxo do pensamento tende a tornar-se infinita. Desaparecida a associação, tornamo-nos centralizados com o aqui-agora.

Na meditação com percepção, a incerteza na associação é que se torna progressivamente cada vez menor, levando-nos a perder o aspecto ou conteúdo do pensamento. Uma vez que o apego resulta do conteúdo do pensamento, se o conteúdo desaparece, o mesmo acontece com o apego. Tornamo-nos observadores desligados, ou testemunhas, de nossos padrões de pensamentos.



Amit Goswami



Fonte: "O Universo Autoconsciente", Ed. Rosa dos Tempos
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 7 de setembro de 2013

ABORDAGEM ESPÍRITA DAS PSICOSES

O Dr. Jorge Andréa lembra-nos que: "As psicoses representariam os mais severos quadros de doenças mentais, com multiplicidade sintomática, quase sempre associadas em complicações psicológicas, de modo a traduzir graves e profundas lesões psíquicas."

"Consideremos as psicoses como autênticas doenças da alma ou espírito, em severas respostas cármicas, quase sempre demarcando toda a jornada carnal, apesar da terapêutica ao nosso alcance. Algumas vezes o tratamento pode alcançar êxito, banindo definitivamente os sintomas, mas quase sempre ficarão marcas psicológicas de maior ou menor evidências; outras vezes, consegue-se, apenas, ampliar as fases intercríticas, mas não afastar a doença. O indivíduo passa a vida envolvido em sintomas, alguns dos quais, por não terem o devido esgotamento no campo do exaustor físico (personalidade) perduram e refletem-se em outra jornada reencarnatória." (Dr. Jorge Andrea - "Visão Espírita das Distonias Mentais")

O Espírito Carneiro Campos traz novos conhecimentos quando afirma que: "O psicótico maníaco-depressivo, por exemplo, traz gravados nas paisagens do inconsciente os hediondos desvios morais pregressos que escaparam à justiça estabelecida nos códigos da humana legislação e que ora expungem, como tendência à fuga ao dever e à responsabilidade, pelo suicídio."

Ele mesmo afirma que: "O esquizofrênico, na sua múltipla classificação, é igualmente um espírito revel, enredado nas malhas dos abusos que praticou noutra vida e que, sem embargo, passaram desconsiderados quanto ignorados pelos compares da existência anterior."

E continua dizendo: "Não nos desejando fixar, apenas nessas, constatamos que, mesmo as psicoses de climatério, cujas causas são óbvias, fazem-se escoadouro purificador, recurso de que se utilizam as Leis Divinas para alcançar os infratores e relapsos que pretenderam ludibriar o código de ética universal, inviolável."

"Em todo problema de psicoses, seja ele de natureza neurótica ou psiconeurótica" (o termo neurótica é usado aqui como sinônimo de neurológica e a expressão psiconeurótica semelhante a psicogênica), "tenha o gravame da psicopatia ou não, o ser espiritual é sempre o responsável pela conjuntura que padece." (Divaldo Pereira Franco - "Sementes da Vida Eterna")

O Espírito Manoel P. Miranda relata em "Loucura e Obsessão" as orientações do Dr. Bezerra de Menezes, quando este conclui: "Sem dúvida - respondeu-me, solícito - como sabemos, a esquizofrenia é enfermidade muito complexa, nos estudos da saúde mental. As pesquisas psiquiátricas, psicanalíticas e neurológicas tem projetado grande luz às terapêuticas de melhores resultados nas vítimas dessa terrível alienação. No entanto, há ainda muito campo a desbravar, em razão de as suas próprias origens profundas se encontrarem ínsitas no Espírito que delingue. A consciência individual, representando, de algum modo, a Cósmica, não se poupa, quando se descobre um delito, após a liberação da forma física, engendrando mecanismos de auto-reparação ou que lhe são impostos pelos sofrimentos advindos da estância do além-túmulo." (Divaldo P. Franco - “Loucura e Obsessão")



Dr. Roberto Lúcio Vieira de Souza



Fonte: do livro "Por que Adoecemos?"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

FIXAÇÃO NO PRESENTE

Não poucas criaturas, malbaratando o presente e não investindo no futuro, gastam-se e desgastam-se na posocupação. A posocupação é ocupação vã, porque retém a mente fixada em algo já ocorrido no pretérito e que poderia estar superado. É uma atitude típica do depressivo que se compraz, de maneira enfermiça, em fixar-se nas experiências negativas transatas, desperdiçando tempo, energia e oportunidade.

De outras vezes, o ser desgasta-se numa atitude de preocupação. Preocupar-se, como o indica a própria palavra, é o ocupar-se antes com a ocorrência que imagina ocorrerá mais tarde. Com isso a pessoa ocupa-se pelo menos duas vezes, antes da ocorrência e enquanto ela se dá. Na hipótese de posocupar-se com o problema, a criatura terá se ocupado três vezes, isto é, antes durante e depois.

Pensar e refletir com serenidade e confiança na problemática, é positivo e necessário. Preocupar-se em excesso é inútil e nada de bom acrescenta.

O ideal, para a existência humana, é a criatura procurar viver sem tristeza pelo passado e sem ansiedade negativa pelo futuro, num interminável e abençoado presente, vivendo cada instante, totalmente, não se preocupando de maneira estéril com o que virá, e também não se posocupando com o que de negativo sucedeu.

A hora é agora.

Como ensina velha canção, "quem sabe faz a hora, não espera acontecer..."

Emmanuel, pelas mãos queridas de Francisco Cândido Xavier, assevera que hoje é o dia mais importante de nossas vidas; nem o ontem, que já vivemos com suas experiências, nem o amanhã que poderá surgir modificado...




Izaias Claro



Fonte: do livro "DEPRESSÃO - Causas, Consequências e Tratamento"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 27 de agosto de 2013

ERROS E DEFEITOS DA MENTE

(...) O primeiro defeito mental é a tendência à CRISTALIZAÇÃO, ou seja, a falta de elasticidade, e por causa dele o homem se apega às suas próprias ideias, às suas próprias convicções, e se fecha no limitado círculo formado por elas, sem ser capaz de superá-lo e ampliá-lo toda vez que entra em contato com novas verdades. 

Uma mente realmente madura deve estar aberta para todas as ideias novas, deve ser capaz de um aprofundamento contínuo, deve mostrar-se sedenta de novos conhecimentos e desejosa de ampliar cada vez mais o seu campo de pesquisa. Deve ser capaz de examinar objetivamente e de entender as opiniões e as convicções dos outros, as ideias novas em qualquer campo (...) Em vez disso, porém, frequentemente acontece que se formam, na mente, preconceitos, as ideias cristalizadas, aquelas que Bacon chama de "ídolos", que são um obstáculo para a atividade livre do pensamento e impedem a pesquisa e o aprofundamento no campo do conhecimento. 

Um outro defeito da mente é a PRESUNÇÃO (ou senso de superioridade) que nasce do fato, quase inevitável, de que com o desenvolvimento do intelecto vem acentuar-se o senso do eu pessoal e a auto-afirmação. O senso de superioridade também gera o criticismo e a separatividade, defeitos estes também dos tipos mentais. 

(...) Mesmo que o homem não tenha percepção disso, à medida que ele evolui e procura superar os obstáculos internos, no seu caminho para o amadurecimento intelectual, o aspecto inferior e o aspecto superior da mente se aproximam, por assim dizer, começam a comunicar-se um com o outro e esta comunicação produz uma mudança no modo de pensar e de raciocinar do indivíduo. Antes de mais nada ele começa a sentir maior clareza e limpidez de pensamento, depois começa a sentir uma renovada sede de conhecimento, uma ânsia de pesquisa e de aprofundamento, e se dá conta, com inesperada intuição, dos seus erros e das suas limitações. 

Além disso, em sua mente surge um poder novo, uma clareza de julgamento e de raciocínio que o torna capaz de distinguir e de escolher quase que instantaneamente, entre duas coisas opostas, aquela que é a certa. (...) Este poder novo é chamado discernimento. Contudo, a manifestação do discernimento é gradual, pois tal qualidade é potencialmente ínsita na mente do homem, por isso já existe, em embrião, desde o início do processo evolutivo. 

(...) O discernimento, portanto, é uma qualidade mental importantíssima e essencial porque, na realidade, é aquela que ajuda o homem a alcançar a verdadeira maturidade intelectual e o uso sábio e reto do intelecto. 

(...) A maturidade mental se manifesta com a capacidade de "pensar" realmente, com a mente liberta dos obstáculos emocionais e instintivos e das influências provenientes do exterior e, além disso, com a faculdade de usar corretamente o pensamento, de maneira aberta, elástica, objetiva, compreensiva e sábia, como instrumento de conhecimento tanto voltado para o mundo objetivo quanto para o mundo subjetivo. 

(...) O indivíduo é um conjunto de qualidades interdependentes e a maturidade de uma função psíquica ajuda e favorece a maturidade das outras funções. 

Se não se está efetivamente amadurecido não se pode alcançar a maturidade mental, e também não se pode conquistar a maturidade afetiva se a nossa mente não estiver realmente amadurecida. Pois que o próprio amor é conexo com o conhecimento, e o conhecimento com o amor. 



Dra. Angela Maria La Sala Bata



Fonte: do livro "Maturidade Psicológica"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A VIDA FAZ A ANÁLISE TODOS OS DIAS

Não é necessário que a morte abra as portas de tribunais supremos para que o homem seja julgado em definitivo.

A vida faz a análise todos os dias e a luta é o grande movimento seletivo, através do qual observamos diversas sentenças a se evidenciarem nos variados setores da atividade humana.

A moléstia julga os excessos;
A exaustão corrige o abuso;
A dúvida retifica a leviandade;
A aflição reajusta os desvios;
O tédio pune a licença;
O remorso castiga as culpas;
A sombra domina os que fogem à luz;
O isolamento fere o orgulho;
A desilusão golpeia o egoísmo;
As chagas selecionam as células do corpo.

Cada sofrimento humano é aresto do Juízo Divino em função na vida contingente da Terra.

Cada criatura padece determinadas sanções em seu campo de experiência.

Compreendendo, a justiça imanente do Senhor, em todas as circunstâncias e em todas as coisas, atendamos à sementeira do bem, aqui e agora, na certeza de que, segundo a palavra do Mestre, cada Espírito receberá os bens e os males do Patrimônio Infinito da Vida, de conformidade com as próprias obras.



Emmanuel / Francisco Cândido Xavier



Fonte: do livro "Taça de Luz"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal