terça-feira, 7 de outubro de 2014

FALAR DOS OUTROS É REVELAR-SE A SI MESMO

Em geral, não são as pessoas de bem que mais fazem notar a desonestidade, a injustiça ou a maldade dos outros e que se mostram mais desconfiadas. Pelo contrário, muitas vezes são aqueles que têm esses defeitos que estão sempre a assinalá-los por toda a parte. 

Por quê? Porque uma natureza viciosa tem sempre tendência para projetar o seu olhar particularmente sobre o que é mau e vicioso como ela. Aqueles que têm grandes qualidades morais não se interessam assim tanto pelos defeitos de quem os rodeia, por vezes até nem lhes dão atenção e, se os notam de passagem, não se detêm neles, pois têm tendência a ver os outros através das qualidades que eles próprios possuem.

Cada ser humano só pode ver através dos seus próprios olhos e é ele que molda os seus olhos por intermédio dos seus pensamentos e dos seus sentimentos. 

Se encontrardes pessoas que só vos falam das lacunas e dos maus comportamentos dos outros, ficai a saber que, de uma forma ou de outra, é sobre elas próprias, em primeiro lugar, que elas vos fazem revelações. Se elas tivessem nobreza, bondade, honestidade, descobririam também essas qualidades nos outros e seria dessas qualidades que elas vos falariam em primeiro lugar.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

TODOS SOMOS PARTE INTEGRANTE DO MESMO PRINCÍPIO DIVINO

Quando você oferece saudações a alguém, entenda que está saudando seu próprio eu. Esse "alguém" não é outro senão o seu próprio reflexo. 

Veja os outros assim como você vê seu próprio reflexo no espelho. Quando está cercado por muitos espelhos, você vê uma série de reflexos. Reflexos são muitos, mas a pessoa é uma só. 

Reações, reflexões e ressonâncias são muitas, mas a realidade é uma só. Nomes e formas podem ser diferentes, mas todos os seres são parte integrante do mesmo Princípio Divino. 

A Divindade é o princípio subjacente na multiplicidade aparente deste mundo. 

Quando estou falando aqui, minha voz é ouvida através de cada alto-falante neste salão. Da mesma forma, existe o princípio da unidade em nossos corações que nós temos de reconhecer.




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

QUANDO APRENDER É POSSÍVEL?

A palavra “aprender” tem grande significado. Existem dois tipos de aprendizagem. Para a maioria de nós aprender significa o acúmulo de conhecimento, de experiência, de tecnologia, de uma habilidade, de uma língua. Existe também aprendizagem psicológica, aprender pela experiência, ou as experiências imediatas de vida, que deixam certo resíduo, de tradição, de raça, de sociedade. Existem estes dois tipos de aprendizagem de como encontrar a vida: psicológico e fisiológico; habilidade externa e habilidade interna. Não existe realmente linha de demarcação entre os dois; eles se sobrepõem. Nós não estamos considerando, no momento, a habilidade que aprendemos pela prática, o conhecimento tecnológico que adquirimos pelo estudo. Estamos interessados na aprendizagem psicológica que adquirimos através dos séculos ou herdamos como tradição, como conhecimento, como experiência. Isto nós chamamos de aprender, mas eu questiono se é de fato aprender. Não estou falando de aprender uma habilidade, uma língua, uma técnica, mas estou perguntando se a mente aprende psicologicamente. Ela aprendeu, e com o que aprendeu encontra os desafios da vida. Ela está sempre traduzindo a vida ou o novo desafio com o que aprendeu. É isso que estamos fazendo. Isso é aprender? Aprender não implica uma coisa nova, uma coisa que eu não sei e estou aprendendo? Se eu fico apenas adicionando ao que já aprendi, não é mais aprender.

Inquirir e aprender é a função da mente. Por aprender não estou querendo dizer o simples cultivo da memória ou a acumulação de conhecimento, mas a capacidade de pensar claramente e sensatamente sem ilusões, começar com fatos e não com crenças e ideais. Não há aprendizagem se o pensamento se origina de conclusões. Meramente adquirir informação e conhecimento não é aprender. Aprender implica o amor de compreender e o amor de fazer uma coisa por ela mesma. Aprender só é possível quando não há coerção de nenhum tipo. E a coerção assume muitas formas, não é? Existe coerção pela influência, pelo apego ou ameaça, pelo encorajamento persuasivo, ou formas sutis de recompensa. Muitas pessoas consideram que a aprendizagem é encorajada pela comparação, ao passo que o contrário é o fato. Comparação gera frustração e simplesmente encoraja a inveja, o que é chamado de competição. Como outras formas de persuasão, a comparação impede a aprendizagem e gera medo.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal