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sexta-feira, 3 de abril de 2015

PÊSSACH – DA ESCRAVIDÃO À LIBERTAÇÃO

A lua cheia de Áries abre uma importante fenda no calendário cabalista – Pêssach. Trata-se de uma celebração de oito dias.


Pêssach está associada ao fato histórico que marca a saída dos hebreus do Egito. Entretanto, para Cabalá, NÃO SE TRATA DA SAÍDA DE UM LUGAR, MAS SIM DE UM ESTADO DE CONSCIÊNCIA DE ESCRAVIDÃO PARA UM ESTADO DE LIBERTAÇÃO.


A escravidão é aquela ideia limitada que você tem de si mesmo. Trata-se de uma percepção reduzida programada pelo ego. Corresponde à força que diz que você é incapaz, impotente, não consegue, não pode, não vai, não é suficientemente capaz de superar seus medos, preconceitos, intolerância... Libertar a “alma Divina” das restrições do ambiente físico é nosso grande desafio.


Por que todos os anos precisamos nos conectar com a energia “guerreira” de Marte para superarmos as limitações internas que nos mantêm como escravos?


A liberdade não é conseguida de uma só vez. Todos os dias contêm seu próprio “Egito” – uma ameaça que vem de dentro do próprio indivíduo. Temos que sair do estado de escravidão todos os dias, mas na lua cheia de Áries adquirimos a energia necessária para nos mantermos nesta consciência durante todo o ano. Sem a força de Marte nos tornamos passivos e acomodados.


Pêssach é um processo contínuo de autolibertação. Este é um momento propício para refletirmos sobre os padrões repetitivos em nossas vidas. Devemos perceber que a liberdade só é possível quando atingimos a verdade sobre as questões pertinentes ao que nos prende. A conexão de Pêssach pode nos trazer o entendimento de nossas limitações e injetar coragem e a determinação necessárias para rompermos com os condicionamentos (muitos deles inconscientes) que limitam o nosso crescimento. A liberdade sem entendimento pode resultar na troca de uma prisão por outra.


Pêssach é uma celebração de oito dias. Na 1ª noite a conexão se estabelece através de um Sêder (ordem em hebraico), um rito que cria um canal de conexão com uma força espiritual de libertação. Durante os oito dias desta celebração, eliminamos o fermento da nossa alimentação e comemos o pão ázimo (matzá) nas refeições. Diferente do pão tradicional, a matzá é feita de modo que não venha a fermentar. O fermento, que causa um efeito de crescimento, representa o desejo de receber egoísta, a principal limitação do mundo material. O controle do desejo de receber para si mesmo nos permite remover o caos (colocar ordem) na nossa vida para assumirmos o controle do nosso destino.


Saímos da escravidão quando enxergamos que há outra realidade, além desta, finita e ilusória. A liberdade não ocorre por espontânea Vontade da Força Criadora, mas por uma ação iniciada no mundo físico. Ação não significa apenas o movimento do corpo, mas de consciência e vontade. Marte permite a concentração do pensamento e da força de vontade para moldarmos a nossa realidade.



Cristina Torres





Fonte do Texto e da Gravura: Os Caminhos da Cabalá
http://cabalasp.blogspot.com/

sexta-feira, 18 de abril de 2014

3400 ANOS DE ESCRAVIDÃO (OS CÓDIGOS CABALÍSTICOS DE PESSACH/PÁSCOA)

A história tradicional de Pêssach fala de escravidão, exílio e liberdade para os Israelitas que saíram da terra do Egito. Tradicionalmente, essa escravidão tem sido descrita como tendo sido brutalmente difícil e com trabalho duro e chicotadas com muito sangue, suor e lágrimas. Os antigos kabalistas, entretanto, trouxeram LUZ à história, revelando alguns fatos interessantes que foram desconsiderados igualmente por muitos rabinos, sacerdotes, ministros, papas e acadêmicos.

Em um nível literal, a história de Pêssach nos conta que os Israelitas estavam na prisão no Egito por 400 anos. Eles eram escravos e filhos de escravos aprisionados pelo cruel e sem coração Faraó, rei do Egito.

Veio então um grande líder chamado Moisés. Numa missão enviado por Deus, Moisés ganhou a liberdade para o seu povo. Ele então liderou-os numa longa e árdua jornada, incluindo o famoso episódio da travessia do Mar Vermelho. No final, eles chegaram no Monte Sinai onde tiveram um compromisso com o destino.

Mas aqui está a parte interessante: os Israelitas estavam experimentando a liberdade pela primeira vez em séculos e mesmo assim, começaram a reclamar, a se lamentar, sendo ingratos assim que o calor e a temperatura esquentava um pouco no deserto.

Eles até chegaram a implorar a Moisés que os levasse de volta para o Egito! Eles até acusavam Moisés de tentar matá-los.

Será que devemos acreditar que os Israelitas estavam mesmo numa boa no Egito? A vida no deserto era muito pior do que a escravidão no Egito?

Parece que algo aqui não está muito certo. A história literal não faz sentido. Por que então ano após ano nós temos que recontar essa história tão questionável no feriado de Pêssach?

E a escravidão de outros povos através da história? Devemos partir do pressuposto que somente os Israelitas tiveram um período de dureza enquanto a vida era um piquenique, um passeio de lazer no parque e um prazeroso tempo livre na praia para os outros povos?

O grande kabalista conhecido como o Ari (Rav Isaac Luria) viu essas mesmas discrepâncias; ele fez as mesmas perguntas verificando no Zohar Sagrado, um livro que traz Luz para todas as nações e todos os povos. O que se segue são algumas respostas iluminadas do Ari e do Zohar.


REVELANDO O CÓDIGO

O Ari revelou que a história bíblica completa é um código. Egito é uma palavra código para o ego humano. Egito é uma metáfora para a incessante natureza humana de reatividade e autossatisfação. Qualquer aspecto de nossa natureza que nos controla é Egito.

Portanto pare de culpar os antigos Egípcios, Árabes ou Mulçumanos hoje em dia pelos nossos problemas.

Ninguém ou nenhuma outra pessoa é o nosso problema ou o nosso mestre malvado.

É o nosso ego, simples e puramente, que a Bíblia e o Zohar estão se referindo quando estão discutindo sobre “Egito”.

O controle e a influência do ego humano sobre nós é a mais antiga relação de senhor e escravo em toda a Criação. Todos os seres humanos – não apenas os Israelitas – estão escravizados a esta força negativa chamada ego.

O ego é alimentado de duas formas:

1 - Nós o alimentamos. Como? Nossas ações egocêntricas buscam satisfação imediata. Todas as vezes que escutamos e cedemos às tentações do ego, nós recebemos uma gratificação momentânea que nos dá um flash de energia e o ego captura a Luz que nos foi destinada pelo Criador caso tivéssemos resistido ao ego. É assim que funciona o jogo da vida. Portanto, toda vez que reagimos ao ego, nós o fortalecemos e perdemos a energia e a Luz do Criador.

2 - Existe uma força global de escuridão que incita nosso comportamento reativo. Nossos egos individuais também nutrem a força escura global. Essa força global causa terremotos, tsunamis, vírus ebola, pandemia, tufões, e outros desastres “naturais”. O ego individual é o que causa problemas nos negócios, no casamento, na saúde pessoal, no nosso bem estar emocional, e os nossos medos, preocupações e ansiedades. E mais importante, o nosso ego individual é o que causa nossas dúvidas e ceticismo sobre tudo que acabei de escrever. Especialmente a ideia de uma força global de escuridão. É assim que ela existe e continua a existir. A dúvida em nossas mentes é a sua estratégia de sobrevivência.

Ego e a escravidão tomam muitas formas diferentes:

Somos aprisionados pelos aspectos baseados no ego de nossa existência material.

Somos mantidos na escravidão por nossos desejos egocêntricos e reativos.

Somos escravizados pelos nossos incansáveis impulsos.

Somos prisioneiros das percepções que os outros tem de nós.

Somos mantidos presos dos nossos empregos, carreiras, e relacionamentos superficiais.

Somos encarcerados pela necessidade do nosso ego de sermos aceitos pelos outros.

Somos reféns da nossa constante necessidade de sermos melhores do que os nossos amigos.

Nosso ego é o nosso verdadeiro algoz e o ego faz o seu trabalho tão bem que a maioria de nós não percebe que está escravizado.

Nós queremos começar uma dieta mas deixamos para depois. É o ego.

Nós queremos fazer exercícios mas adiamos e continuamos a engordar. É o ego.

Nós queremos parar de fumar, de gritar com os outros, de falar de maneira grosseira e abusiva. Mas não temos força de vontade. É o ego.

Ele nos controla.

A única maneira de ganhar a liberdade de sua superpoderosa influência é no período de Pêssach.

Você  pode negar tudo isso e o seu ego vai amá-lo por isso.

Você pode não acreditar nisso que escrevemos e o ego vai te agradecer e fazer você se sentir mais inteligente do que os demais.

A força global da escuridão fez com que Pêssach se tornasse um feriado tradicional e um período para reunião com a família (onde geralmente nos desentendemos ou brigamos com os nossos familiares), ao invés de ser o mais poderoso instrumento de tecnologia e ferramenta para nos libertar da força da morte. Você consegue imaginar? Estamos cegos em relação ao poder de Pêssach e falamos de negócios ou mantemos a tradição ou ignoramos tudo e ficamos sofrendo, e estamos morrendo por causa disso. Pêssach, quando feito incorretamente sem uma compreensão e sem a tecnologia e as ferramentas da Kabbalah para ativá-lo, se torna uma experiência vazia espiritualmente trazendo zero resultados. Os últimos 2.000 anos de sofrimento global é uma prova disso.

Pêssach não tem feito nada para mudar o mundo.

E esse tempo todo, os segredos do Zohar e de Pêssach estavam escondidos no Zohar.


RESPONSABILIDADE

Enquanto eram escravos no Egito, os Israelitas não eram responsáveis por suas próprias vidas. Eles permaneciam como vítimas. Se o caos acontecia com eles, não tinham que aceitar a culpa. É muito mais fácil ser vítima – um escravo – do que aceitar a responsabilidade pelos problemas da vida.

E nós amamos muito estar como vítimas. É uma delícia e um prazer. Nós conseguimos receber muita energia reclamando e mal dizendo a sorte, nos sentindo péssimos, e sugamos a energia daqueles que nos escutam e simpatizam com a nossa situação. O problema é que a energia que recebemos é temporária. É um passo para frente e dois passos pra trás. Fazemos com que nossa situação piore ainda mais quando reclamamos.

A consciência de vítima foi a verdadeira escravidão no Egito. O êxodo dos Israelitas os levou a uma liberdade genuína e controle de seu próprio destino. Mas quando a liberdade chega, temos que assumir a responsabilidade e isso é muito desconfortável.

Nós detestamos assumir a responsabilidade. Eu sei que detesto. Pressupõe um grande esforço se tornar responsável. A vitimização é como uma cola super bonder. É difícil de tirar quando ela seca e gruda em você.

Esse é o significado espiritual por trás das repentinas reclamações dos Israelitas e seus desejos de retornarem ao Egito. Era muito mais fácil para os Israelitas serem escravos e vítimas e botar a culpa de tudo nos egípcios. Dessa forma os eventos negativos eram simplesmente “além do nosso controle”.

Mas a realidade é esta: nenhum evento está além do nosso controle. Entretanto, nossa natureza reativa nos cega para essa oportunidade de liberdade e do segredo da responsabilidade. Repentinamente somos desafiados a olhar no espelho e assumir a culpa pelo caos e dificuldades que caem sobre nós. E de alguma forma, temos que assumir a responsabilidade pelo resto da dor que existe no mundo também.

Se nós aceitarmos esta responsabilidade (e isso não é fácil), nós podemos então atingir o poder da liberdade genuína e obter o controle sobre o cosmos e colocá-lo na palma da nossa mão.

Quando nos tornamos a causa absoluta dos nossos problemas, nós então somos capazes de nos tornarmos a causa absoluta das nossas soluções.


MAIS CÓDIGOS

Os rituais conectados com Pêssach são cabos, a tecnologia pela qual o cabo de fibra ótica espiritual alcança a nossa vida. É a banda larga da tecnologia para o download da energia intensa de liberdade nas nossas vidas. Vamos examinar o significado interno espiritual por trás dos conceitos mais comuns de Pêssach.


ABSTINÊNCIA DE PÃO

Durante oito dias de Pêssach, o pão é substituído por Matzá.

Provavelmente 95% das pessoas que vemos observar a tradição de Pêssach não tem a mínima ideia sobre a tecnologia genial e o poder que essa simples comida pode trazer. A maioria das pessoas faz gozação com a Matzá e existem piadas incontáveis sobre todo esse período de Pêssach.

Mais uma vez, o ego é o sabotador e mantém a morte, a dor e o sofrimento vivos para o mundo todo e para nós.

Os kabalistas ensinam que o pão é uma ferramenta poderosa, como uma antena que transmite energia espiritual, é por isso que pão é incorporado em todos os rituais de muitas religiões.

A Kabbalah ensina que pão também está relacionado metafisicamente ao ego humano. Assim como o pão tem o poder de expandir e crescer, nosso ego tem a habilidade de crescer e expandir.


PÃO SEM EGO

Matzá é pão sem a consciência do ego. É pão no qual a natureza egoísta foi desligada e erradicada. Ao comer Matzá com a consciência e as meditações kabalísticas apropriadas e a intenção correta, recebemos o poder de desligar e erradicar nosso próprio ego. Dessa maneira podemos nos libertar da escravidão e nos elevarmos para alturas espirituais enormes. Se comermos Matzá porque nossos pais ou avós comeram Matzá e queremos preservar a tradição, tudo que iremos captar são as calorias. Se torna sem sentido e sem valor nutritivo.

Se compreendermos o que ela realmente é, se nos defendermos do nosso ceticismo e nosso cinismo, e captarmos um pedacinho dos mecanismos geniais e os desígnios que embasam a manufatura dessa comida tecnológica, iremos obter o poder de cura, o poder de liberdade e o poder de uma existência absoluta e imortal destruindo a fonte do anjo da morte – o ego global e individual.


VELOCIDADE DA LUZ 

Pão também atrai uma energia imensa para dentro de casa. Por essa razão, nem mesmo uma migalha de pão é permitida durante Pêssach, quando essa infusão de energia atinge intensidades ultra altas. Considere esse exemplo: Você está dirigindo um carro a 30 milhas por hora. Se você abre a janela do carro a mudança na pressão do ar dentro do carro é mínima. Você ainda pode controlar o automóvel sem problema nenhum. Suponha agora que você está num jato 747 voando numa linha aérea. Quer saber? Mesmo a abertura mínima ou uma rachadura minúscula na janela pode colocar o avião em risco e o piloto pode perder o controle e provocar um desastre. Durante Pêssach, nós estamos voando na velocidade da Luz – isso é a intensidade da energia da Luz de liberdade para nós. O ego é tão forte e tão magnânimo em seu poder de influência crua que requer uma infusão de Luz para nos libertar de suas garras, especialmente o ceticismo.

Até mesmo o mínimo pedaço de pão em nosso sistema mandará você e seu sistema reativo de comportamento numa rota de colisão com o caos no ano todo.


AS DEZ PRAGAS

Os cientistas e os kabalistas concordam que a realidade consiste em dez dimensões, cada uma das quais é expressa em sua própria forma espiritual. Em outras palavras, nosso ego e nossos impulsos reativos englobam dez graus de negatividade.

A história bíblica fala das Dez Pragas que aconteceram no Egito. Os antigos kabalistas explicam que isso na verdade significa que dez injeções de energia foram necessárias para apagar os dez níveis de negatividade que se mantinham dentro da nossa natureza humana. Quando os dez níveis foram erradicados, nós alcançamos a liberdade genuína do nosso ego.

Todos os segredos e mistérios por trás dos rituais de Pêssach foram revelados completamente na Hagadá de Pêssach da Kabbalah.


CÓDIGO DO TEMPO   

De acordo com o calendário hebraico, a noite de Pêssach abre uma janela de oportunidade única no Universo. Os portões da prisão são abertos subitamente. Temos a chance de escapar dos nossos medos e de nossas inseguranças.

Esta abertura foi criada há 3.400 anos atrás quando os Israelitas foram libertados da escravidão nessa mesma data.

A liberdade que apareceu no Egito foi com um único propósito – criar um reservatório de energia para as futuras gerações, de forma que nós pudéssemos acessar o poder da liberdade em nossas vidas.

A física moderna nos fala que a energia não se dissipa ou desaparece. A mesma energia espiritual de liberdade retorna todos os anos na noite de Pêssach.

O tempo é como uma roda girando. A liberdade que se tornou disponível há 3.000 anos atrás no Egito volta de novo exatamente nessa data. Os eventos não passam por nós como um trem numa linha de mão única. Nós nos movemos através da roda do tempo enquanto ela gira, revisitando os mesmos momentos a cada ano. A única coisa que muda são as “decorações externas” que nos dá a ilusão de um novo ano e de uma vida diferente.

Que possamos acordar e enxergar como o nosso ego colocou a cortina sobre os olhos do mundo, um mundo preso ao materialismo que nos dá gratificação imediata juntamente com dor e sofrimento no longo prazo. Nós simplesmente falhamos em ligar os pontos. Não nos damos conta de que todo caos, qualquer que seja ele, pode ser conectado ao passado em alguma ação que praticamos que estava enraizada no nosso ego.

Por que não ligamos os pontos? Por que não enxergamos a ordem subjacente e a conexão com a consciência humana?

Porque nossa escravidão nos cega.

Que possamos todos atingir a liberdade verdadeira esse ano e que todas as pessoas de todas as nações possam experimentar a Luz curadora do Criador de tal forma que a paz venha para nós eternamente.





Billy Phillips 




Fonte: Estudantes de Kabbalah
http://wp.me/p32BQd-gB
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 1 de abril de 2014

MÊS DE NISSAN - ENERGIA DE ÁRIES - PESSACH - PÁSCOA

Nissan (Áries) é o primeiro mês da roda astrológica. Este mês também é chamado de Chodesh Aviv. Permutando as letras de aviv podemos construir a frase “pai de doze”, uma referência às 12 Tribos de Israel e aos 12 meses do ano. Tudo o que for feito em Nissan irá influenciar os próximos 12 meses, pois trata-se da semente do ano. A semente requer proteção especial para não ser corrompida. Os 12 primeiros dias nos traz a capacidade de controlarmos cada mês. Na ocasião da saída dos hebreus do Egito, o Eterno determina uma nova contagem do tempo: "Este mês seja para vós princípio dos meses; seja ele (Nissan) para vós o primeiro dos meses do ano.“ (Shemot 12:2)

A lua cheia do mês nos conecta com a totalidade da Luz revelada no período. A lua cheia de Áries abre uma importante fenda no calendário cabalista – Pêssach. Esta celebração está associada ao fato histórico que marca a saída dos hebreus do Egito. Para Cabalá, NÃO SE TRATA DA SAÍDA DE UM LUGAR, MAS SIM DE UM ESTADO DE CONSCIÊNCIA DE ESCRAVIDÃO PARA UM ESTADO DE LIBERTAÇÃO.

A liberdade sem entendimento pode resultar na troca de uma prisão por outra. Este é um momento propício para refletirmos sobre os padrões repetitivos em nossas vidas. Devemos perceber que a liberdade só é possível quando atingimos a verdade sobre as questões pertinentes ao que nos prende. A conexão de Pêssach pode nos trazer o entendimento de nossas limitações e injetar coragem e a determinação necessárias para rompermos com os condicionamentos (muitos deles inconscientes) que limitam o nosso crescimento.

Viver no Egito (Mundo das limitações) é valorizar a forma ao invés do conteúdo, é estar preso a uma realidade ilusória e subjetiva. É achar que “algo” fora determina quem somos ao invés de acreditar que é a nossa natureza interior que molda a realidade ao redor.

Pêssach é uma celebração de oito dias. Na 1ª noite a conexão se estabelece através de um Sêder, um rito onde comemos vários alimentos com significados diferentes. Durante os oito dias desta celebração, eliminamos o fermento (que simboliza o desejo de receber para si mesmo) da nossa alimentação.


LETRAS REGENTES

Áries é o mês do impulso e da liderança. Devemos ficar atentos aos dois aspectos desta energia impulsionadora: o aspecto positivo diz respeito a nossa capacidade de realização e concretização de projetos. O aspecto negativo em Nissan está relacionado à impulsividade, o comportamento reativo e ao desejo de receber para si mesmo que está no seu auge. Controlar estes aspectos negativos na semente da roda astrológica, significa uma grande possibilidade de manter este controle ao longo do ano.

As letras que nos conectam com os aspectos positivos do mês são: Hei e Dalet - ד, ה    

A letra Hei representa Tale, a constelação de Áries. É a quinta letra do alfabeto hebraico, também relacionada ao Tetragrama, onde aparece duas vezes. Hei é uma janela, simbolizando as diversas formas de comunicação. É a janela de comunicação entre os diferentes níveis de consciência, representando as três vestimentas da alma (pensamento, fala, ação) através das quais nos expressamos. Hei é uma letra ligada ao mundo da Criação e ao nível de consciência superior (neshamá), mas encontra-se também no mundo da Ação. É através das nossas ações no Mundo físico que conseguimos despertar este nível de consciência mais elevado.

Dalet representa o planeta Marte e segundo o Sêfer Ietsirá esta letra cria a semente e a desolação. O significado de Dalet é uma porta. Todo portal é um canal de receber. A porta deve estar aberta para aquilo que o Universo quer nos entregar. Marte nos conecta com uma energia guerreira que necessitamos para transformação de coisas essenciais na nossa existência e na nossa vida cotidiana. Desperta a inclinação para superarmos qualquer obstáculo. Os confrontos e desafios são estimulantes, mas temos que tomar cuidado com a impulsividade.

A grande reflexão de Nissan é essa: O QUE ME MANTÉM COMO ESCRAVO? DE QUE QUERO ME LIBERTAR?





Cristina Torres





Fonte do Texto e das Gravuras:
Os Caminhos da Cabala

http://cabalasp.blogspot.com/

terça-feira, 26 de março de 2013

FESTA-CONEXÃO DE PESSACH (PÁSCOA)


A Bíblia conta que nessa época Moisés libertou o povo de Israel do Faraó, através das 10 pragas.

A Cabala ensina que há muitos códigos nessa passagem. 

O Egito é um código para nosso ego, e o povo de Israel é um código para a humanidade.

As 10 pragas é um código que diz que foi preciso 10 golpes da Luz em nosso ego para que nos tornássemos livres. 

Este acontecimento, essa vitória da Luz sobre a escuridão (nosso ego) no acontecimento de Pessach aconteceu no passado mas abriu um canal de energia que está disponível a cada ano, desde os tempos bíblicos, para o benefício das gerações futuras. 

O tempo é uma roda. De ano em ano, as energias estão no mesmo lugar, na mesma data. Então, que aproveitemos a energia de liberdade disponível para anular nosso ego e assim criar espaço para a Luz. 

Como disse Rabi Baal Shem Tov: "Não há espaço para a Luz num homem cheio de si mesmo." 

Somos um recipiente: com o que queremos estar preenchidos? De Luz ou de escuridão (ego)?




Rav Yehuda Berg




Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: http://dicashoje.com.br/wp-content/uploads/2013/03/pascoa-2013-brasil.jpg

quinta-feira, 21 de março de 2013

PÁSCOA - ÁRIES - "EU ME MANIFESTO E, DO PLANO MENTAL, EU GOVERNO"


Nota Chave para Áries: "Eu me manifesto e, do plano mental, eu governo".

Áries transmite a energia do primeiro Raio de Vontade ou Poder, um poder que pode ser destrutivo ou criativo e purificador, dependendo do veículo que contata. É um signo do fogo e o provedor do puro fogo elétrico ao nosso sistema solar, que fomenta e nutre o calor, bem como queima e destrói todas as limitações individuais e no mundo em geral. É dito que em Áries "as selvas da experiência são incendiadas e dissolvidas pelas chamas e ... o Caminho aparece claro e a visão desobstruída é alcançada." O fogo é o grande libertador, retirando obstáculos e trazendo a verdade. E através da ação do fogo, se diz que Áries "funde o início e o fim, mistura os opostos e dissipa tempo e espaço".

Como mencionado, Áries coincide com o Festival de Páscoa, a grande festa Cristã da ressurreição. A experiência da crucificação era demonstrar a realidade da "vida mais abundante", e não o foco sobre a morte que tem caracterizado a interpretação da Igreja sobre o evento. A nota chave do entendimento da nova era deste festival estará na ressurreição, simbolizando a precipitação na Terra de um novo reino no qual tudo estará livre da morte e da cruz da matéria. Cristo veio para nos mostrar a natureza da "vida remida", para demonstrar a qualidade do eu eterno que está em todos. E a lição da Crucificação e da Ressurreição é que a natureza inferior deve morrer para que a mais elevada possa manifestar-se, e a alma eterna e imortal deve elevar-se da tumba da matéria.

Cada ano, neste festival surge a restauração e a renovação de toda a vida em todos os corações humanos. "Eu me manifesto e, do plano mental, eu governo". Vamos refletir sobre a aplicação desta nota chave para a vida diária e assim permitir que os pensamentos que nossas almas criam alcancem e encorajem toda a humanidade.

O signo de Áries é o primeiro signo do zodíaco, e como tal, está fortemente associado com os começos. Além disso, o Mestre Tibetano diz-nos que é um dos signos que é responsável por receber e transmitir o primeiro raio, que também está intimamente associado com os começos. Estamos todos familiarizados com a famosa passagem do Evangelho de São João: "No princípio era o Verbo...". Na verdade, quando lemos os livros de Alice A. Bailey, descobrimos que há um estágio anterior, portanto, esse trecho poderia ser reformulado, "No Princípio era o Alento (ou seja, Espírito), então o Som ou Palavra (ou seja, Alma)...".

Quando consideramos maneiras em que se pode marcar a distinção entre a humanidade e o reino animal, um indicador óbvio é o uso da linguagem. Note que isso não sugere que alguns animais não tenham linguagem - mas se a tiverem, a humanidade ainda não foi capaz de reconhecê-la definitivamente como tal. Os animais certamente parecem ser capazes de compreender conceitos, como experimentos no ensino da linguagem de sinais para macacos e outros animais sugerem, mas se a sua capacidade de emitir sons limita as formas em que podem transmitir e compartilhar esses conceitos, então, seus agrupamentos encontrarão mais dificuldade para construir o que poderíamos chamar de cultura, um léxico comum de categorias conceituais que pode ser constantemente revisto e adicionado, que é como uma escada para a subida acelerada da consciência.

Toda linguagem humana tem seu próprio mundo sonoro característico, que é formado por muitos fatores diferentes. Por exemplo, há uma maneira em que a língua é entoada - a característica crescente e decrescente do tom em diferentes partes de uma frase que muitas vezes pode ser usada para identificar um idioma, mesmo sem conhecer as palavras proferidas - um dos mais óbvios é o Sueco. Isso também ajuda a identificar um sotaque regional dentro de um idioma.

Falando do poder mágico do som, o grande círculo de pedra pré-histórico Stonehenge é feito de pedras enormes que alguns têm especulado terem sido transportadas por druidas usando o poder do som. Lembro-me vagamente ter lido em algum lugar sobre uma testemunha ocular de lamas tibetanos fazendo algo similar. Talvez todos nós teremos esse poder um dia. Mas provavelmente ainda não estejamos prontos para tal poder - pensemos no potencial de abuso - e por isso está sendo preservado. Em relação a isto, o Tibetano observa, "Palavras de Poder, antigos mantras (como a Oração do Senhor) e A Grande Invocação só são eficazes se utilizadas no plano mental e com o poder de uma mente controlada - centrada na sua intenção e significado - por trás do esforço falado. Elas, então, tornar-se-ão poderosas. Quando pronunciadas com o poder da alma, bem como com a atenção dirigida da mente, elas tornam-se, de forma automática, dinamicamente eficazes." (Exteriorização da Hierarquia, p. 144) 

Assim, parece provável que ainda estamos na infância da compreensão do poder do som para curar e criar. Há uma observação interessante em O Tratado do Fogo Cósmico, onde o Mestre Tibetano indica que a humanidade no futuro "Reduzirá as fórmulas dos próximos químicos e cientistas ao SOM, e não simplesmente formularão através de experimentos no papel." (p. 486)

Estas manifestações possíveis do poder do som no reino humano são os precursores fracos do verdadeiro poder criativo do som. Como lemos em Iniciação Humana e Solar: "A base de todos os fenômenos manifestados é o som emitido ou a Palavra falada com poder, isto é, com todo o propósito da vontade por trás dela. Nisto, como é sabido, está o valor da meditação, pois a meditação produz, finalmente, aquele propósito e a memória interna dinâmica, ou a ideação interna que deve preceder invariavelmente a emissão de qualquer som criador. Quando se diz que o Logos produziu os mundos por meio da meditação, isto significa que, dentro de Seu próprio centro de consciência, houve um período no qual Ele refletiu e meditou sobre os propósitos e planos que tinha em vista; quando Ele visualizou para Si mesmo todo o processo mundial, como um todo perfeito, vendo o fim desde o começo e estando ciente do pormenor da esfera consumada. Então, quando esta meditação se concluiu e o todo se completou como um quadro perante a Sua visão interna, Ele pôs em uso uma certa Palavra de Poder que Lhe tinha sido confiada pelo Uno do Qual nada pode ser dito, o Logos do esquema cósmico do qual nosso sistema é apenas uma parte...

Não podemos aqui acompanhar a expansão das palavras básicas, desde sua enunciação pelas entidades cósmicas, até as diferenciações infinitesimais produzidas na fala do homem, a expressão vocal dos animais e a canção dos pássaros. Cada uma é uma manifestação de consciência de algum grau e cada uma tem um efeito. O que o iniciado está aprendendo a fazer é produzir sons conscientemente e assim conseguir um resultado estudado e desejado; a proferir palavras e estar plenamente ciente da consequência em todos os planos e a criar formas e dirigir energia por meio de sons sagrados e assim favorecer os fins da evolução." (pp.150-155)

Em Os Raios e as Iniciações, mais informação é dada, particularmente com relação à Palavra Sagrada, o OM. "O A.U.M. e o Amém são, ambos, uma expressão sonora do principio da inteligência ativa da substância na manifestação divina, o terceiro aspecto, e serviram à necessidade humana naquela fase de desenvolvimento da matéria e da forma - incluindo o desenvolvimento da mente ou da forma mental. A personalidade, como um todo, quando aperfeiçoada e já sob o controle da alma, é a "Palavra feita carne".

A grande maioria dos aspirantes e discípulos está, hoje aprendendo o significado do O.M., que não é a Palavra feita carne, mas sim, a Palavra liberta da forma, e expressando-se como alma-espírito, e não como corpo-alma-espírito. 

Podemos então dizer:

1. O A.U.M. (observe que eu separo cada aspecto deste som tríplice) faz o aspecto alma-espírito descer ao plano físico, onde ele é fixado pela força expansiva de sua vibração. Usando um símbolo para tornar claro o que quero dizer, "é como um forte vento que prende um homem contra uma parede e dificulta seu esforço por libertar-se". O AU.M. vivifica a forma; intensifica o domínio da matéria sobre a alma; constrói uma prisão ao redor da alma - a prisão dos sentidos. É o "som do encantamento, do feitiço", o som que é a fonte da miragem e de maya; é a grande energia enganadora e ilusória, a nota do arco involutivo. Nele estão ocultos o segredo do mal, ou matéria, os usos da forma, primeiro como uma prisão; depois, como um terreno de treinamento e como um campo de experiência, e finalmente, como a expressão para a manifestação de um Filho de Deus.

2. Corretamente emitido, o O.M. libera a alma do reino da miragem e do encantamento. É o som da liberação, a grande nota da ressurreição e da elevação da humanidade para o Lugar Secreto do Altíssimo quando todas as outras Palavras e sons falharam. Não é um som triplo como o A.U.M., mas sim um som dual, significativo da relação de espírito e alma, e de vida e consciência. Esta Palavra Perdida, simbólica da perda nos três mundos (representados pelos graus das Lojas Azuis, na Maçonaria) precisa ser recuperada, e hoje, está em processo de ser descoberta. Os místicos a têm buscado; os maçons têm preservado a tradição de sua existência; os discípulos e iniciados do mundo precisam demonstrar a sua possessão.

3. O SOM é a única expressão do Inefável Nome a designação secreta Daquele em Quem vivemos, nos movemos e temos a nossa existência, e que é conhecido, na Grande Loja Branca, por este nome. Lembrem-se sempre que "nome" e "forma" são termos sinônimos, e estes dois guardam o segredo da manifestação. A meta do iniciado é a identificação com todas as formas da vida divina, de modo que ele possa conhecer-se como parte integral daquele todo e possa sintonizar-se com todos os estados de conscientização divina, sabendo, por si mesmo, e não teoricamente, que eles são também seus próprios estados de conscientização. Ele pode então, penetrar nos divinos arcanos do conhecimento, partilhar da onipresença divina e - quando quiser - expressar a divina onisciência e preparar-se para manifestar em plena consciência - a divina onipotência.

Estou usando palavras inúteis para transmitir o significado subjacente da Palavra. Só é possível chegar a entende-lo, quando um homem vive a Palavra, ouvindo seu Som inaudível e exalando-o, em um sopro doador de vida, para os demais.

As massas estão ouvindo o som do A.U.M. e, em suas camadas superiores, estão descobrindo no A.U.M. a expressão de algo do qual procuram libertar-se. Os aspirantes e discípulos do Mundo estão ouvindo o O.M. e, em suas vidas pessoais, o A.U.M. e o O.M. estão em conflito. Para vocês, isto pode representar uma ideia nova, porém, expressa a ideia de um fato eterno. Ajudará a entender esta fase se eu lhes disser que, para este primeiro grupo, o O.M. pode ser representado pelo símbolo M, expressando a natureza material, enquanto que o segundo grupo pode ser retratado pelo símbolo m, expressando a alma envolvida na matéria. Notarão, portanto, como o ensinamento conduz o homem a avançar progressivamente, e como a ciência oculta põe o homem em contato com grandes reversões mentais e paradoxos divinos. Há eons, a Palavra da alma e o Som da realidade espiritual têm estado perdidos. Hoje, a Palavra da alma está sendo novamente encontrada, e com esse achado, o pequeno se perde na glória e radiância do divino Eu. Esta descoberta é consumada na terceira iniciação. O iniciado e o Mestre, juntamente com aqueles de graduação superior que se estão aproximando da identificação com Shamballa, estão paulatinamente ouvindo com maior clareza o Som que emana do Sol Espiritual Central e penetra todas as formas de vida divina no nosso planeta - por intermédio do nosso Logos Planetário, Que ouve o Som com clareza e entendimento - o Som da sílaba mais baixa do Nome do Inefável Ser em Quem todos os Logos Planetários vivem, movem-se e têm a Sua Existência, pois Eles são centros na VIDA que se está expressando por meio de um sistema solar.

Já mencionei anteriormente que o som do A.U.M., o Som O.M. e o SOM propriamente dito estão todos relacionados com a vibração e seus variados e diferentes efeitos. O segredo da Lei de Vibração é progressivamente revelado à medida que as pessoas aprendem a entoar a Palavra em seus três aspectos. Aconselho os estudantes a refletirem sobre a distinção entre a exalação e o Som, entre o processo de respiração e o da criação direcionada da atividade vibratória. Uma está relacionada ao Tempo, a outra, ao Espaço e são distintas uma da outra; e, como se encontra no Velho Comentário, "o Som, o final e não obstante, o iniciador Som, diz respeito àquilo que não é Tempo nem Espaço; ele está fora do Tudo manifestado, a Fonte de tudo que é e, não obstante, não é." (Coisa alguma, A.A.Bailey)

Há, portanto, três grandes pontes de tensão dos quais emana a Palavra Sagrada em seus três grandes aspectos:

1. O ponto de tensão criativo - uma tensão que é alcançada por um Logos planetário quando Ele responde ao Som do Nome Inefável e, por Sua vez, o emite em três grandes Sons, os quais formam um Som, em Seu próprio plano de expressão, criando assim o mundo manifestado, o impulso para o desdobramento da consciência, e a influência da própria vida. Este é o Som. 

2. Sete pontos de tensão no arco descendente ou involutivo, os quais produzem os sete planetas, os sete estados de consciência, e a expressão dos impulsos dos sete raios. Isto constitui o sétuplo A.U.M. de que fala a Sabedoria Eterna, e está relacionado ao efeito do espírito ou vida sobre a substância, assim dando origem à forma e criando a prisão da vida divina. 

3. O próprio A.U.M. ou a Palavra feita carne; isto cria, finalmente, um ponto de tensão no quarto reino da natureza, quando então, o ciclo evolutivo se torna possível e a primeira nota do O.M. pode ser levemente ouvida. No homem, este ponto é alcançado quando a personalidade funciona como um todo integrado e a alma está começando a controlá-lo. É uma tensão acumulativa que se atinge através de muitas vidas. 

4. A seguir, vem um ponto de tensão, a partir do qual, o homem atinge a liberação dos três mundos e passa a ser uma alma liberta. Ele é, então, um ponto dentro do círculo - o ponto indicando o ponto de tensão a partir do qual ele trabalha, agora; e o círculo, a esfera de sua autoiniciada atividade.

Não preciso alongar-me mais; o iniciado - assim como todos os seres humanos, aspirantes, discípulos e iniciados de grau inferior avança de uma tensão para outra; todos eles passam de uma expansão de consciência para outra até que a terceira iniciação e pontos de tensão, qualificados pela intenção e propósito, suplantam todos os esforços anteriores, e o aspecto vontade começa a controlar." (pp. 52-56)

À medida que entramos neste período dos três Festivais Espirituais, aprendemos que as forças de Restauração, que estão ativas na Páscoa, liberam para a humanidade uma energia portadora da "vida que produz o nascimento de formas". Tenhamos também em mente a cerimônia de Wesak, com seus poderosos rituais mântricos, e o Festival do Cristo, durante o qual nos é dito:

"O resultado destes solenes três dias de invocação será seguido por um dia culminante no qual a Hierarquia de forma unida, conduzida pelo Cristo, pronunciará a Invocação completa, prefaciando cada estrofe com sua nota chave apropriada, ecoada em uníssono. Vocês não podem conhecer estas notas, mas por exemplo, se um número muito grande de membros do Novo Grupo de Servidores do Mundo reunisse, o OM em uníssono pronunciado poderia se aproximar da tônica apropriada." (Ext., p.556) Então, mais uma vez, o poder criativo do som é destacado. Vamos agora entrar em nossa meditação, procurando produzir esse som grupal interno que pode chegar à Hierarquia e Shamballa, e transmitir o som evocado das esferas superiores para a consciência da humanidade. Nosso pensamento semente é, "Que a vontade de amar incendeie o mundo todo com o ‘espírito de relacionamento’."



Dominic Dibble



Fonte: Festival da Páscoa (palestra em Londres)
http://www.encontroespiritual.org/festivais/1-aries.html
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal