quinta-feira, 2 de outubro de 2014

POSICIONAMENTOS - SIGNIFICADOS - JULGAMENTOS

Perante os destinos de certos seres humanos, somos tentados a dizer que tais existências não têm sentido. Seres que tinham possibilidades de aprender, de compreender, de fazer qualquer coisa de útil, mas que, aparentemente, não aprenderam nada, não compreenderam nada, não fizeram nada a não ser asneiras! Será que valeu a pena eles viverem?...

Pois bem, esse é um raciocínio muito mau. A existência atual de um ser é apenas um elo de uma longa cadeia. Para se compreender o que um homem ou uma mulher vive numa das suas encarnações não se deve considerar essa encarnação isoladamente, mas sim ligá-la a todas as suas encarnações passadas, ao longo de séculos e milênios, e, ao mesmo tempo, saber que essa existência prosseguirá no futuro.

As pessoas enganam-se sempre acerca do significado a dar ao presente, se não o posicionarem nessa continuidade que vai de um passado longínquo a um futuro ainda mais longínquo. Quando não se sabe que sentido dar à vida das pessoas, não se deve dizer que ela não tem sentido algum, e, sejam quem forem os seres, é um assunto sobre o qual não se tem o direito de emitir juízos.

Todas as vidas têm um sentido e, mais do que pronunciar-se sobre a vida dos outros, cada um deve procurar dar cada vez mais sentido à sua própria vida para preparar o seu futuro.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NÃO TENTE FORÇAR DEUS SOBRE NINGUÉM

Pergunta a Osho: Osho, para seguir Jesus, é preciso uma profunda confiança, entrega e amor, mas atualmente um profundo ceticismo prevalece por todo o mundo. Qual é a saída?

Isso vem de Swami Yoga Chinmaya. Pense sobre você mesmo. Há um profundo ceticismo dentro de você? Esta é a pergunta a ser feita. “Um profundo ceticismo prevalece por todo o mundo.” Quem é você para ficar preocupado com todo o mundo? Este é o modo de escapar do verdadeiro problema. O ceticismo está profundamente dentro, o bichinho da dúvida existe no seu coração, mas você o projeta; você o vê na tela do mundo todo.

Humm? “O mundo é cético... qual é o jeito de sair disso?” Ora, você está transferindo o problema. Olhe para dentro de você mesmo. Se há dúvida, então descubra-a. Então, algo pode ser feito. O mundo não o ouvirá, e não há nenhuma necessidade, porque, se eles estão felizes no ceticismo deles, eles têm esse direito. Quem é você?

Nunca pense em termos missionários; estas são as pessoas mais perigosas. Elas estão sempre salvando o mundo e, se o mundo não quer ser salvo, ainda assim elas continuam tentando. Elas dizem: “Mesmo que você não queira, nós o salvaremos”. Mas por que o incômodo? Se alguém está feliz — comendo, bebendo, desfrutando a vida — e não está de modo algum interessado em Deus... e daí? Qual é o mérito de forçá-lo? Quem é você? Deixe-o chegar a sua própria compreensão. Um dia ele chegará. Mas as pessoas ficam muito preocupadas: como salvar os outros? Salve a si mesmo! Se você puder, salve-se - porque isso também é muito difícil, um trabalho quase impossível.

Este é um truque da mente: o problema está dentro - a mente o projeta do lado de fora. Então, você não fica preocupado com ele; então, você não fica preocupado com a sua própria angústia. Então, você se torna interessado no mundo todo e neste caminho você adia sua própria transformação.

Eu insisto sempre e novamente, que você deve se interessar por si mesmo. Eu não estou aqui para fazer missionários. Os missionários são as pessoas mais daninhas. Nunca seja um missionário; esse é um trabalho muito sujo. Não tente mudar ninguém. Basta você mudar a si mesmo.

E acontece... quando você muda, muitos vêm compartilhar da sua luz. Compartilhe - mas não tente salvar. Muitos serão salvos daquele modo. Se você tentar salvá-los, poderá afogá-los antes que eles mesmos se afoguem.

Não tente forçar Deus sobre ninguém. Se eles duvidam, está perfeitamente bem. Se Deus permite-lhes duvidar, deve haver alguma razão nisto. Eles precisam disso, esse é o treinamento deles: e todo mundo tem que passar por isso.

O mundo tem sido sempre cético. Quantas pessoas se juntaram ao redor de Buda? Não foi o mundo todo. Quantas pessoas se juntaram ao redor de Jesus? Não foi o mundo todo, só uma minoria muito pequena — as pessoas podem ser contadas nos dedos. O mundo todo jamais se preocupou com essas coisas?

E ninguém tem a autoridade para forçar algo sobre qualquer pessoa. Nem mesmo sobre seu próprio filho! Nem mesmo sobre sua própria esposa! Guarde para si mesmo o que quer que você sinta ser a meta para sua vida. Nunca force isso sobre ninguém mais. Isto é violência, pura violência.

Se você quer meditar, medite. Mas isto é um problema: se o marido quer meditar, tenta obrigar a esposa a meditar também; se a esposa não quer meditar, ela obriga o marido a não meditar também. Vocês não podem permitir às pessoas suas próprias almas? Não podem deixá-las ter seu próprio modo?

A isto eu chamo de atitude religiosa: permitir liberdade. Um homem religioso sempre permitirá liberdade a todo mundo. Mesmo que você queira ser ateu. Este é o seu modo, perfeitamente bom para você. Você se move através dele, porque cada um que chegou a Deus veio através do ateísmo. O deserto do ateísmo tem de ser cruzado: faz parte do crescimento.

O mundo sempre permanecerá cético, na dúvida. Somente alguns atingem a confiança. Apresse-se, para que você possa atingi-la.




Osho





Fonte: "Palavras de Fogo: Reflexões Sobre Jesus de Nazaré"
http://www.palavrasdeosho.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SIMBOLOGIA ESOTÉRICA (como entendida pela ROSACRUZ - MAÇONARIA - MARTINISMO e outras)

O símbolo é a representação visível de uma coisa oculta.

A primeira função do símbolo é a de oportunizar uma aventura do espírito, inclinando-o, à exploração, à busca, à pesquisa. Uma segunda função é pedagógica e terapêutica, pois o símbolo comunica ao homem que ele não está isolado, nem perdido na vastidão do mundo. A terceira e última função do símbolo, para mim, é a de unificação, pois ele condensa a experiência total do homem (religiosa, cósmica, social, psíquica) nos níveis da inconsciência e da consciência.

O homem vive num mundo de símbolos e esses vivem nele. O homem se cerca de símbolos no afã de atender a sua necessidade de busca de uma explicação para pontos ignorados.

A maçonaria elegeu os símbolos como objetos de estudo do maçom que, com projetos pessoais de aperfeiçoamento moral e espiritual, com vontade e consciência, quer aproximar-se da verdade plena, espiritualizando a vida.

Assim foi a origem dos três pontos maçônicos (.'.), os quais surgiram na Espanha por volta de 1509 para fim de que ninguém viesse a compreender as trocas de cartas, bilhetes ou mensagens escritas entre os antigos maçons. Eles criaram uma simbologia própria onde substituindo a parte suprimida, cortavam vocábulos entre uma consoante e uma vogal e acresciam a elas três pontos na forma de um triângulo equilátero. Foi utilizada pela primeira vez, segundo Nicola Aslan, em 12 de agosto de 1774 na França, em uma correspondência do Grande Oriente da França comunicando a mudança de endereço. Também os três pontos possuem um significado que pode ser descrito dentre vários outras maneiras, como sendo Sabedoria, Força e Beleza, atributos de Deus.

O simbologismo é exigência do método iniciático maçônico, método que não propõe a verdade, mas sugere estudo, busca pesquisa, como dever individual dos homens. Nada, em maçonaria, em decorrência do método, favorece as verdades fechadas, dogmáticas, discriminatórias, intolerantes.

Então o simbolismo maçônico não é, pois, o conhecimento passivo da quantidade, da forma e das interpretações alheias dos símbolos. O simbolismo maçônico é o obreiro já convertido no significado que ele conseguiu atribuir ao símbolo, a busca do sentido do símbolo e a correspondente mudança da vida. E se o obreiro conseguir sentir a sua infinitude, em elevado grau de espiritualidade da vida, viverá um simbolismo tão espontâneo e pessoal, que todas as palavras do mundo não poderão descrever a experiência.

O simbolismo é como livros que nos fazem viajar em um espaço sem tempo.

Cumpre, então, ao maçom reinterpretar os símbolos sem o sentimento de traição ao passado, pois, se seu dever é vivenciar o simbolismo, todo momento presente solicita uma intensidade diferente, uma revisita, com interesses distintos, numa outra atualidade.

É com isso que a cada sessão por mais igual que ele possa ser, sempre somará ao nosso conteúdo, por mais estudados que sejamos, novos conhecimentos. Isso é como uma grande árvore centenária que sempre está no mesmo lugar, num mesmo solo, mas consegue que cada momento seja diferente, consegue retirar nutrientes onde antes não conseguia e os transfere para novas folhas em galhos velhos.




Marcus Rodrigo Lawder





Fonte:
- Revista "O Prumo"
- "História da Maçonaria", de Nicola Aslan

Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

APEGO AO EGO

Suponha que sonhe que esteja sendo mordido por uma cobra, e esteja sofrendo de dor, gritando e desesperadamente procurando remédio. Nessas circunstâncias, mesmo que fosse mordido por uma cobra, você tomaria um remédio para remover o veneno? Não, não tomaria porque isso aconteceu em seu sonho. Talvez você até se esqueça da dor assim que acordar, não é? 

Da mesma forma, hoje você está dormindo o sono profundo da ignorância e dos apegos mundanos e, portanto, submete-se a um enorme sofrimento. O mundo é efêmero e cheio de miséria. Você sofre apenas por causa da ignorância e do apego ao corpo. No momento em que for despertado do sono, seus problemas serão resolvidos. 

Toda e qualquer pessoa que aspira a levar uma vida feliz deve reduzir o apego ao corpo. Você desenvolve ego por causa de sua posição, associações, força física ou riqueza. 

Se você quiser desfrutar de felicidade, não dê qualquer espaço ao ego.




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SUGESTÕES DA PAZ

Aceita, na Terra, a existência que a Divina Sabedoria te confiou, mantendo-te na atitude do cultivador que se consagra sinceramente ao trato de solo que lhe cabe lavrar.

Quando e quanto se te faça possível, auxilia aos companheiros de experiência, sem absorver-lhes as responsabilidades.

Se alguns daqueles que te compartilham a paisagem se mostrarem desinteressados, quanto as obrigações que lhes competem ou se desorganizarem as tarefas que lhes dizem respeito, ajuda-os no reajuste desejável, sem tisnar-lhes o livre arbítrio, mas não te lamentes se não conseguires fazer isso, de vez que todos responderemos pelos nossos próprios encargos.

Ama aos familiares e aos entes queridos sem vinculá-los a qualquer exigência e sejamos agradecidos aos que nos estendam compreensão e bondade.

Não aspires a retificar apressadamente os outros, quando os consideres errados, segundo os teus pontos de vista, porque também nós, quando em erro, nem sempre admitimos corrigendas imediatas.

Quando ofensas te espancarem o coração, esquece todo mal, recordando quantas vezes teremos ferido impensadamente aos outros e não conserves mágoas que te envenenariam a vida.

Não imponhas o teu ideal de felicidade àqueles que estimas, de vez que a felicidade das criaturas varia sempre conforme o degrau evolutivo em que se encontrem.

Diante de opiniões alheias, respeita no próximo o direito de emiti-las conquanto nem sempre te sintas no dever de adotá-las, reconhecendo que os pensamentos de nossos vizinhos podem ser diferentes dos nossos.

Em matéria de fé, procura acatar o modo pelo qual esse ou aquele irmão se coloca à busca de Deus, porque, se para cada cidade terrestre dispomos de trilhas numerosas, imagina quantas vias de acesso existirão para o acesso aos Lugares Divinos.

Administra com equilíbrio e abnegação os bens materiais e espirituais que a Eterna Bondade te situou nas mãos, entretanto, não olvides que a tua permanência na Terra guarda por objetivo essencial, acima de tudo, ensinar-te a ser um Espírito Sublimado para a Verdadeira Vida, além da morte, e que, um dia, partirás do mundo, carregando contigo unicamente os valores que houverdes entesourado dentro de ti.

Quanto puderes, como puderes e onde puderes, guardando a consciência tranquila, trabalha servindo sempre. Assim agindo, ainda que não percebas, desde agora, estarás, imperturbavelmente, nos domínios da paz.




Emmanuel / Francisco Cândido Xavier





Fonte: do livro "BUSCA E ACHARÁS"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ACENDENDO A CHAMA DA AUTOCONSCIÊNCIA

Se você acha difícil estar consciente, então experimente anotar cada pensamento e sentimento que surge ao longo do dia; anote suas reações de inveja, ciúme, vaidade, sensualidade, as intenções por trás de suas palavras, e assim por diante. Se você anotar estas coisas quando puder, e a noite antes de dormir examinar tudo que escreveu durante o dia, estudar e examinar sem julgamento, sem condenação, começará a descobrir as causas ocultas de seus pensamentos e sentimentos, desejos e palavras. Ora, o importante nisto é estudar com livre inteligência o que você anotou, e ao estudar você ficará consciente de seu próprio estado. Na chama da autoconsciência, do autoconhecimento, as causas do conflito são descobertas e consumidas. Você deveria continuar anotando seus pensamentos e sentimentos, intenções e reações, não uma vez ou duas, mas durante um considerável número de dias até ser capaz de estar consciente deles instantaneamente. Meditação não é apenas constante autoconsciência, mas constante abandono do ego. A partir do pensamento correto há meditação, da qual vem a tranquilidade da sabedoria; e nessa serenidade o mais elevado se realiza. Anotar o que se pensa e sente, os desejos e reações, gera uma consciência interna, a cooperação do inconsciente com o consciente, e isto leva à integração e compreensão.




J. Krishnamurti





Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte: Acervo de autoria pessoal