quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

TOTAL PLENITUDE DA VIDA


O místico alemão Silesius, ao refletir sobre a festa do Natal, disse que embora Jesus tenha nascido em Belém, de nada adiantaria se Ele não nascesse em nossos corações. Este é o propósito da meditação cristã (*), que aceitemos a liberdade que foi alcançada através da Encarnação para cada um de nós. Para aceitá-lo, devemos seguir o caminho de Jesus. Devemos reduzir-nos à simples atividade de ser; ser a pessoa que fomos chamados a ser e ser essa pessoa plenamente. Ser quem somos significa aceitar o dom da criação de Deus, aceitar o dom da redenção através de Jesus e aceitar plenamente o dom do Espírito, o Espírito Santo que vive em nossos corações.

Esta aceitação trinitária deve conduzir-nos à total plenitude divina. Devemos nos concentrar e devemos estar focados. Devemos ser reduzidos ao nada para podermos passar e alcançar a plenitude. A festa do Natal é a festa da redução de Deus ao homem, para que possamos entrar na sua divindade.

Nunca perca de vista a praticidade da meditação. A praticidade é que cada um de nós tem uma tarefa precisa e pessoal. Cada um de nós deve aceitar esta prioridade definitiva das nossas vidas e colocá-la em primeiro lugar. Meditar todas as manhãs e todas as noites é fazer isso, é buscar a paz, pelo Amor, pela plenitude da vida, pela plenitude da consciência – a nossa primeira prioridade. Poderíamos ser tentados pela poesia de tudo isso, pela sublime teologia, a admirar à distância. Mas o convite é entrar, é experimentar e poder ver a maravilha do Senhor. A Encarnação tornou o absoluto absolutamente claro e universalmente simples:

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus fez propiciação pela fé no seu sangue, para manifestar a sua justiça, porque na sua paciência ele havia ignorado os pecados passados, a fim de manifestar a sua justiça neste tempo, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus." (Romanos 3:23-4)

Esta é a fé na qual se baseia a nossa meditação; entre nessa liberdade, aceite este ato de libertação e seja totalmente livre. Supere as limitações, fique quieto e seja um com Deus em sua total harmonia. Este é o propósito da meditação. Este é o caminho, e a hora é agora.


Fr. John Main, OSB



Fonte: do livro "O Coração da Criação", Canterbury Press, 2007
Traduzido para o espanhol por Lucía Gayón, e para o português por este blog.
PERMANECER EN SU AMOR - Coordenadora: Lucía Gayón - Ixtapa, México
www.permanecerensuamor.com - permanecerensuamor@gmail.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal



Nota:
Para mais detalhes ver:

(*) JOHN MAIN E A MEDITAÇÃO CRISTÃ: https://coletaneas-espirituais.blogspot.com/2020/05/john-main-e-meditacao-crista.html

GRANDES RESULTADOS DEPENDEM DO ESFORÇO E DE TEMPO


Nenhum dos vossos esforços se perde; mesmo que, de momento, não sejais bem-sucedidos, tudo o que fizerdes ficará adquirido para mais tarde. Um dia, todos os esforços que efetuastes pedirão ao Céu que lhes conceda a realização, e o Céu concedê-la-á, porque assim o dita a lei.

Os que não compreendem nada destas coisas dizem: «Aquele não fez nada e recebe tudo, enquanto eu, que trabalho, não tenho nada, estou na miséria», e a inveja corrói-os. Na realidade, essa pessoa que lhes parece tão privilegiada já tinha feito esforços no passado. Um gênio como Mozart, por exemplo, já estudara música nas encarnações precedentes, por isso, ainda muito jovem já manifestava dons excecionais.

Não existem grandes resultados se anteriormente não se tiver aprendido e trabalhado. É tudo uma questão de esforço e de tempo. Vendo que sois sinceros e perseverantes, as próprias forças da Natureza virão ajudar-vos, pois elas são fiéis e verídicas.



Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

MEDITAÇÃO E ENERGIA


Uma vez que a meditação tem a ver com receptividade mental, é essencialmente um meio de canalizar energia. Hoje, os cientistas tendem a concordar com o fato de que "tudo é energia" – um aforismo oculto fundamental. A força da vida que mantém em vida toda manifestação é energia; a consciência é a resposta para a energia que infunde o coração e a mente dos homens.

O pensamento claramente direcionado na meditação, com a mente permanecendo firmemente na luz da alma, é um método científico de entrar em contato com esses aspectos superiores da força de vida a que chamamos luz, amor e poder, de interpretá-los corretamente e de direcioná-los, em forma de ideias e planos, em uma atividade específica.

Meditação é uma técnica científica que pode ser confiada para obter resultados, se seguida com cuidado e precisão. Embora as técnicas de meditação possam ser aprendidas, a maneira como as aplicam varia de indivíduo para indivíduo. Cada um deve encontrar o seu próprio caminho, pois a experiência é aquela que permite se tornar especialista no uso correto da mente, alinhar a consciência na energia da alma e aprender a dar uma expressão correta na meditação aos abundantes recursos espirituais disponíveis no serviço.



Alice A. Bailey




Fonte: Lucis Trust
Organização sem fins lucrativos
Promove princípios e valores espirituais
Filosofia esotérica como forma de vida.
Atividades educativas
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NASCIMENTO DO SOL INVENCÍVEL - NATALIS SOLIS INVICTI (A MÍSTICA DO NATAL)


Esta tradição esotérica é confirmada pelos antigos rituais dos Mistérios pagãos, que os Novos Mistérios Cristãos vieram substituir e elevar de grau vibratório. Os historiadores costumam invocar um velho almanaque romano chamado Cronógrafo, do ano 354 d. C., da autoria de Philocalus (autor incerto), também conhecido como Calendário Philocaliano, e que cita o ano 336 como o primeiro em que a Igreja festejou a celebração do Natal em 25 de Dezembro.

Na Igreja armênia o dia 25 de Dezembro nunca foi aceito para data do Natal, mantendo-se a antiga tradição Iniciática de celebrar o dia 6 de Janeiro (Dia de Reis), considerado o «12º Dia sagrado» da tradição mistérica cristã.

De acordo com a autora rosacruciana Corinne Heline, o período de 12 dias que decorre após a festividade solsticial do Natal, entre o dia 26 de Dezembro e o dia 6 de Janeiro é um período de profundo significado esotérico e constitui o «coração espiritual» do ano que vai seguir-se: é o lugar-tempo mais sagrado de cada ano que entra e designa-se por «Os Doze Dias Sagrados» e está sob a influência direta das Doze Hierarquias Zodiacais, que projetam sobre o planeta Terra, sucessivamente e durante cada um desses 12 dias, um modelo de perfeição tal como o mundo será quando a obra conjugada das Doze Hierarquias por fim se completar (Corinne Heline, New Age Bible Interpretation, vol. VII: «Mystery of the Christos», 6h printing., New Age Press, 1988,. pp. 8-19).

Segundo alguns historiadores, estaria na associação de Cristo com o «Sol de Justiça» a escolha do Solstício de Inverno (no hemisfério norte) para celebrar o «nascimento do Sol invencível», Natalis Solis Invicti, um ritual pagão (Saturnália) que festejava, com ritos de alegria e troca de prendas, desde o dia 17 de Dezembro e até ao dia 25, o momento em que o Sol «cresce», ou renasce (no hemisfério norte), após o dia ter atingido a sua duração mais curta (21-22 de Dezembro). Com efeito, nessa data o Sol atinge a sua declinação-Sul máxima, cerca de 23º 26’, estacionando nela durante três dias e retomando o «caminho do Norte» a partir do dia 24 ou 25.

A data de 25 de Dezembro era igualmente o data do nascimento do deus Mithra, dos Mistérios Iranianos. Mithra era designado por «Sol de Justiça» — ou melhor, «Sol de Justeza» —, provavelmente por alguma influência do antigo Egito.

Reza uma antiga lenda que Moisés foi instruído e iniciado na grande Escola de Mistérios de Heliópolis, a cidade sagrada perto de Mênfis a que os Egípcios chamavam On ou Annu. Não surpreende, portanto, que o símbolo solar de Ra, o Esplendor Alado, se tenha mantido na tradição hebraica e nas áreas afins do Médio Oriente, como nos testemunha o profeta Malaquias, ao afirmar que «o Sol de Justeza se erguerá com a salvação nas suas asas (ou nos seus raios)» (Malaquias 3, 20).

Assim, o percurso solar ao longo do ano marca os «passos iniciáticos» do percurso de Cristo e, ao mesmo tempo, marca os pontos fulcrais da liturgia ao longo do ano, em referência às «provas» cíclicas por que tem de passar todo o ser humano na sua via evolutiva:

Quando o Sol em 21 de Dezembro entra em Capricórnio (signo regido por Saturno, daí os Saturnália ), os poderes das trevas de certo modo tomam conta do «Dador da Vida», mas dá-se o renascimento após os três dias de «paragem» (solstício = sol-stitium = sol + sistere, suster, parar), ou seja, o dia 25 marca o término do «ciclo solsticial». A partir do dia 26 de Dezembro inicia-se um segundo ciclo de especial significado iniciático: entre o dia 26 de Dezembro (1º Dia Sagrado) e o dia 6 de Janeiro (12º Dia Sagrado) ocorria a preparação ritual dos catecúmenos que eram batizados no Dia de Reis (Primeira Iniciação). Estes «Doze Dias Sagrados», que acompanham a fase inicial do renascimento do «Sol Invencível», eram como que um resumo do ano zodiacal seguinte, e, tal como já se referiu, estavam sob a proteção das Hierarquias Celestes que tradicionalmente regem os 12 Signos do Zodíaco.



Antônio de Macedo



Fonte: E-Book "A Alquimia Espiritual dos Rosacruzes", pp.59-61
Fraternidade Rosacruz Max Heindel
www.fraternidaderosacruz.org
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/natal-decora%C3%A7%C3%A3o-de-natal-4646421/