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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

A AUTOANÁLISE E COMPREENSÃO DE OUTREM


Quando algo em seu semelhante lhes desagrada, procurem lembrar que a alma dele, assim como a sua, aspira às Alturas, ao serviço, à paz e ao amor.

A personalidade manifestada do seu semelhante está apenas desempenhando um determinado papel no palco do mundo. Não fiquem enganados pela aparência; procurem compreender a alma, perceber o Divino em cada um; então, talvez, descobrirão a união que existe entre todos.

Quando chegarem à compreensão de serem unos com Deus e seus semelhantes, devem abandonar toda a crítica. Esta deve ser dirigida a si mesmos, para se darem conta de suas próprias fraquezas. Condenando a outros, condenam a si próprios. Cada palavra de condenação proferida por vocês provoca uma reação no invisível e atrai-lhes "elementais" que verificam que tipo de ser humano é aquele que condena outros e constatam que não merecem ser servi-dos. O hábito de achar falta em outros é um dos maiores obstáculos na vida de um espiritualista. Os que possuem amor por seus semelhantes não percebem suas faltas. Se guardarem bem na mente as minhas palavras e conseguirem vencer, até o nosso próximo encontro, a tentação de achar faltas em outros, perceberão que progrediram consideravelmente. Superar este costume, resulta rapidamente em trazer à superfície as suas próprias faltas que, assim, podem ser eliminadas. A autoanálise ajuda a tirar o véu que cobre o aspecto divino em cada um.

Sei que, apesar de tudo que aprenderam e apesar de suas aspirações, a influência da matéria na qual estão imersos, sendo encarnados, é muito forte; entretanto, não se deixem absorver inteiramente por ela, não deixem que ela oculte sua Luz interna.

A personalidade que usam durará pouco tempo. Seu Ser verdadeiro é uma emanação do Pai-Mãe, Deus. Encarnando, identificaram-se com o papel que escolheram; mas, no fundo do seu coração, sabem que sua personalidade não é seu Ser real. Precisam saber que no seu semelhante arde a Chama Divina como em você; é apenas a personalidade que manifesta diversas fraquezas.

Se julgarem os outros, mais cedo ou mais tarde, a mesma maneira de julgar será aplicada a vocês. Cada palavra que deprecie os outros, que é maldosa, com o tempo voltará a vocês. Voltará talvez em condições diferentes, talvez no momento em que estejam enfrentando outras dificuldades. Rebelar-se-ão, então, contra Deus, achando-O injusto, pensando que os trata mal. Não é assim. Deus é sempre Amor, Sabedoria e Justiça. Nada lhes poderia acontecer, sofrimento ou felicidade, dor ou alegria, paz, simpatia ou hostilidade se vocês mesmos não o tivessem criado no passado.

Compreendendo-o, serão, talvez, mais tolerantes, mais amigáveis um para com o outro e, sendo assim, plantarão sementes que, com o tempo, produzirão frutos.

São vocês mesmos que, pelo seu egoísmo, diminuem sua Luz interna, a sua capacidade de ver e de ouvir. Se cultivarem em si essa Luz, ela se expandirá em todos os planos de consciência e vocês tornar-se-ão capazes de serem arautos da manifestação da Força Divina na Terra.


K. Barkel / I-Em-Hotep



Fonte: do opúsculo "Fragmentos do Ensinamento de I-Em-Hotep"
FEEU - Fundação Educacional e Editorial Universalista
Porto Alegre/RS
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/ai-gerado-homem-indisposto-8641870/

quarta-feira, 6 de março de 2013

SEJA VERDADEIRO



Ser verdadeiro para com os outros não é fácil em uma sociedade que honra manter as aparências, contudo, é uma parte importante no caminho espiritual.

Por meio da publicidade, da mídia e de muitos outros meios, somos ensinados a nos preocupar mais com o como somos vistos do que com quem realmente somos. Quantas vezes as pessoas lhe perguntam “Como vai você?” sem estarem interessadas em escutar a resposta? Quantas vezes você responde “Tudo ótimo!”, com um sorriso radiante e não autêntico, quando na verdade teve um dia, uma semana ou até mesmo um mês difícil?

Mesmo aqueles de nós envolvidos com a espiritualidade caem nessa armadilha. Achamos que deveríamos ser de uma determinada forma, e assim fingimos ser aquilo para o mundo externo. Achamos que precisamos ser perfeitos, escondendo nossos defeitos. 

Viver espiritualmente é estar em um processo constante de transformação; e para fazer isso, precisamos ser honestos quanto à nossa negatividade, com os outros e com nós mesmos.

Se tentarmos ser só sorrisos e gentilezas por fora, mas tivermos pensamentos negativos e de julgamento por dentro, estaremos apenas escondendo a sujeira, varrendo-a para baixo do tapete. Não existe transformação nessa atitude. Além disso, a verdade sobre o nosso caráter sempre pode ser percebida. 

Todos nós temos defeitos. Todos nós cometemos erros.

Quando escolhemos nos expor – nosso lixo e todo o resto – as pessoas entendem melhor como agimos com elas e apreciam a coragem que temos de nos abrir. Nesse momento, elas podem se identificar conosco, confiar em nós, serem uma conosco.

Ser verdadeiro é uma grande qualidade espiritual. Indica alguém com quem as pessoas podem se conectar.

Se escondermos nossa negatividade nas sombras, ela nunca verá a Luz. Quando somos verdadeiros quanto às nossas falhas e as expomos para os outros, estamos expondo-as para a Luz.



Rav Yehuda Berg




Fonte: Centro de Cabala
www.kabalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal