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domingo, 25 de janeiro de 2026

COMO A NOSSA MENTE NOS FAZ REPETIR OS ERROS


Como nossa mente nos faz repetir os erros e o que fazer para evitar isso. É preciso muito esforço cognitivo para mudar os atalhos mentais que já construímos.


É errando que se aprende. Pelo menos, a maioria de nós já ouviu isso.

Mas a ciência mostra que, muitas vezes, deixamos de aprender com os erros do passado. E, em vez disso, costumamos repetir os mesmos erros.

O que quero dizer com erros aqui?

Acho que todos nós concordamos que aprendemos rapidamente que, se colocarmos a mão em um fogão quente, nos queimamos. E, por isso, provavelmente não iremos repetir este erro.

Isso acontece porque o nosso cérebro cria uma resposta à ameaça de estímulos fisicamente dolorosos com base em experiências prévias.

Mas, quando a questão é o pensamento, os padrões de comportamento e a tomada de decisões, nós repetimos nossos erros com frequência – como ocorre quando chegamos atrasados para os nossos compromissos, deixamos tarefas para a última hora ou julgamos as pessoas com base na primeira impressão.

O motivo pode estar na forma em que o nosso cérebro processa as informações e cria os modelos que consultamos repetidamente. Esses modelos são, essencialmente, atalhos que nos ajudam a tomar decisões no mundo real.

Mas esses atalhos mentais, chamados de heurísticas*, também podem nos ajudar a repetir os nossos erros.

No meu livro "Sway: Unravelling Unconscious Bias" (Oscilações: desvendando o viés inconsciente, em tradução livre), comento que os seres humanos não são naturalmente racionais, como nós gostaríamos de acreditar. A sobrecarga de informações é confusa e cansativa; por isso, nós filtramos o ruído.

Nós observamos apenas partes do mundo. Temos a tendência de observar o que é repetitivo, haja ou não algum padrão, e costumamos preservar a memória generalizando e recorrendo à tipificação.

Nós também tiramos conclusões a partir de dados esparsos e usamos atalhos cognitivos para criar uma versão da realidade na qual queremos implicitamente acreditar. Isso cria um fluxo reduzido de recebimento de informações, o que nos ajuda a ligar os pontos e preencher as lacunas com aquilo que já conhecemos.

E, por fim, o nosso cérebro é preguiçoso. É preciso muito esforço cognitivo para mudar os roteiros e atalhos que já construímos.

Por tudo isso, somos mais propensos a cair sempre nos mesmos padrões de ação e comportamento, mesmo quando sabemos que estamos repetindo nossos erros.

Este comportamento é chamado de viés de confirmação – nossa tendência de confirmar aquilo em que já acreditamos, em vez de alterar nossa mentalidade para incorporar novas ideias e informações.

Também fazemos uso com frequência dos instintos – uma espécie automática e subconsciente de pensamento, baseada no acúmulo de experiências passadas – para tomar decisões e fazer julgamentos em situações novas.

Às vezes, nós insistimos em certos padrões de comportamento e repetimos nossos erros devido a um "efeito do ego" que nos induz a manter nossas crenças pré-existentes. Temos a tendência de escolher seletivamente as estruturas de informação e feedback que nos ajudem a proteger nosso ego.

Um estudo mostrou que, quando as pessoas são relembradas dos sucessos do passado, elas costumam repetir mais esses comportamentos bem-sucedidos. Mas, quando elas estão cientes ou são ativamente relembradas dos seus fracassos, a probabilidade de alterar o padrão de comportamento que gerou aquela frustração é menor.

Ou seja, as pessoas, na verdade, costumam repetir os mesmos comportamentos.

Isso acontece porque, quando pensamos nos nossos fracassos do passado, provavelmente ficamos tristes. E, nesses momentos, somos mais dispostos a perdoar aquele comportamento que nos é confortável e familiar.

Mesmo quando pensamos de forma lenta e cuidadosa, o nosso cérebro tem um viés voltado para as informações e modelos que havíamos usado no passado, mesmo que eles tenham resultado em erros. Este é o chamado viés da familiaridade.

Mas também é possível aprender com nossos erros. Em outro experimento, por exemplo, macacos e seres humanos precisaram assistir a pontos barulhentos que se moviam sobre uma tela e analisar sua direção final de movimento.

Os pesquisadores concluíram que as duas espécies reduziam a velocidade depois de um erro. E, quanto maior o erro, maior seria a desaceleração posterior ao erro, o que demonstra que mais informações estavam sendo acumuladas.

Mas a qualidade dessa informação era baixa. Nossos atalhos cognitivos podem nos forçar a descartar qualquer informação nova que possa nos ajudar a evitar a repetição dos erros.

E, de fato, quando cometemos erros na realização de uma determinada tarefa, o "viés da frequência" nos torna propensos a repeti-los, sempre que fizermos a mesma tarefa outra vez.

Resumidamente, o nosso cérebro começa a considerar que os erros que cometemos anteriormente são a forma correta de realizar uma tarefa, criando o "caminho do erro" habitual.

Por isso, quanto mais repetirmos as mesmas tarefas, maior será a nossa chance de percorrer o caminho que levou ao erro, até que ele fique profundamente enraizado e se torne um conjunto de atalhos cognitivos permanentes no nosso cérebro.


Controle cognitivo

O panorama parece desanimador. Mas será que há algo que podemos fazer?

Nós temos uma habilidade mental que pode se sobrepor às heurísticas, conhecida como "controle cognitivo". E há estudos neurocientíficos recentes com camundongos que estão nos dando uma ideia melhor de que partes do cérebro estão envolvidas nessa habilidade.

Os pesquisadores também identificaram duas regiões do cérebro que abrigam "neurônios monitoradores dos próprios erros" – células cerebrais que monitoram erros. Estas áreas estão no córtex frontal e, aparentemente, são parte de uma sequência de etapas de processamento, que inclui desde retomar a concentração até aprender com nossos erros.

Os pesquisadores estão estudando se uma melhor compreensão deste mecanismo pode ajudar a desenvolver melhores tratamentos para pacientes com Alzheimer, já que a preservação do controle cognitivo é fundamental para o bem-estar na idade avançada.

Mas, mesmo se não tivermos a compreensão exata dos processos cerebrais envolvidos no controle cognitivo e na autocorreção, há medidas mais simples que podemos tomar. Uma delas é nos sentirmos mais confortáveis quando cometermos erros.

Talvez imaginemos que esta seja uma atitude errada em relação aos fracassos – mas, na verdade, é um caminho mais positivo para o progresso.

Nossa sociedade rejeita as falhas e os erros e, por isso, costumamos sentir vergonha dos nossos erros e tentamos escondê-los.

Quanto mais culpa e vergonha nós sentirmos e quanto mais tentarmos esconder os nossos erros dos outros, maior a nossa probabilidade de repeti-los. E, quando não nos sentimos tão desapontados com nós mesmos, maior a chance de absorvermos novas informações que podem nos ajudar a corrigir os nossos erros.

Também pode ser uma boa ideia fazer um intervalo na realização de uma tarefa que queremos aprender a fazer melhor.

Reconhecer as nossas falhas e fazer uma pausa para analisá-las pode nos ajudar a reduzir o viés de frequência, nos tornando menos propensos a repetir nossos erros e a reforçar os caminhos que nos levam a eles.


* Heurística: significa “descobrir”, "inventar". Em sua acepção moderna, refere-se a métodos informais, intuitivos ou baseados em regras práticas usados para resolver problemas, tomar decisões ou fazer julgamentos de forma rápida.


Pragya Agarwal
Professora de desigualdade e justiça social da Universidade de Loughborough, no Reino Unido.
Visiting Professor of Social Inequities and Injustice, Loughborough University


Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation:
https://theconversation.com/global
Republicado sob licença Creative Commons.
Versão original em inglês:
https://theconversation.com/how-the-brain-stops-us-learning-from-our-mistakes-and-what-to-do-about-it-203436
Este texto foi primeiro publicado em língua portuguesa pela BBC NEWS: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nw80547plo

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/05/como-nossa-mente-nos-faz-repetir-os-erros-e-o-que-fazer-para-evitar-isso.shtml
Via: Espiritualidade e Sociedade
https://www.espiritualidades.com.br
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/c%c3%a9rebro-ativa%c3%a7%c3%a3o-cerebral-tecnologia-8789957/

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

MÚSICA, NEUROCIÊNCIA E DESENVOLVIMENTO HUMANO

Na última década, houve uma grande expansão nos conhecimentos das bases neurobiológicas do processamento da música devido, em parte, às novas tecnologias de neuroimagem. Tais técnicas permitem revelar em tempo real como o cérebro processa, dá sentido e emoção à impalpabilidade de sons organizados e silêncios articulados.

O processamento musical envolve uma ampla gama de áreas cerebrais relacionadas à percepção de alturas, timbres, ritmos, à decodificação métrica, melódico-harmônica, à gestualidade implícita e modulação do sistema de prazer e recompensa que acompanham nossas reações psíquicas e corporais à música. De que maneira o cérebro sincroniza durações, agrupa e cria distinções entre sons e timbres, reconhece consonância e dissonâncias, programa movimentos precisos na execução instrumental e leitura, armazena e evoca melodias familiares e ritmos?

Como tais processos modulares integram percepções múltiplas em uma experiência singular, essencialmente emocional que seduz e direciona ao mesmo tempo nossos sentidos, nosso corpo e cognição. Entender o cérebro musical pode elucidar aspectos fundamentais da mente humana, da emergência da consciência a partir da emoção, da percepção implícita à consciência autorreflexiva. Se por um lado, a neurociência tradicionalmente lida com a objetividade dos dados e sinais que cartografam o funcionamento cerebral, por outro, a música não pode ser entendida sem levarmos em conta a subjetividade, o envolvimento lúdico e a transitividade que caracterizam a arte.

Ciência e arte compartilham o dinamismo do desenvolvimento, que não é um estado, mas um processo permanente de aprendizagem e busca de equilíbrio e abrange a capacidade de conhecer, conviver, crescer e humanizar-se com as várias dimensões da vida.


Processamento Musical

A atividade musical mobiliza amplas áreas cerebrais, tanto as filogeneticamente mais novas (neocórtex) como os sistemas mais antigos e primitivos como o chamado cérebro reptiliano que envolve o cerebelo, áreas do tronco cerebral e a amígdala cerebral. As vibrações sonoras, resultantes do deslocamento de moléculas de ar, provocam distintos movimentos nas células ciliares (receptoras) localizadas no ouvido interno e são transmitidas para centros do tronco cerebral.

A frequência de vibração dos sons tem uma correspondência com a localização das células ciliadas do ouvido interno e a intensidade dos sons está diretamente relacionada ao número de fibras que entram em ação. Quanto mais intenso o som, mais fibras entram em ação.

Existe uma relação entre a localização da célula sensorial na cóclea e a frequência de vibração dos sons. A frequência que mais excita uma célula sensorial muda sistematicamente de alta (sons agudos) para baixa frequência (sons graves). Assim, os estímulos sonoros nas chamadas células ciliares são levados pelo nervo auditivo de maneira organizada ao córtex auditivo (lobo temporal).

O primeiro estágio, a senso-percepção musical, se dá nas áreas de projeção localizadas no lobo temporal no chamado córtex auditivo ou área auditiva primária responsável pela decodificação da altura, timbre, contorno e ritmo. Tal área conecta-se com o restante do cérebro em circuitos de ida e volta, com áreas da memória como o hipocampo que reconhece a familiaridade dos elementos temáticos e rítmicos, bem como com as áreas de regulação motora e emocional como o cerebelo e a amígdala (que atribuem um valor emocional à experiência sonora) e um pequeno núcleo de substância cinzenta (núcleo acumbens) relacionado ao sentido de prazer e recompensa. Enquanto as áreas temporais do cérebro são aquelas que recebem e processam os sons, algumas áreas específicas do lobo frontal são responsáveis pela decodificação da estrutura e ordem temporal, isto é, do comportamento musical mais planejado.

Há uma especialização hemisférica para a música no sentido do predomínio do lado direito para a discriminação da direção das alturas (contorno melódico), do conteúdo emocional da música e dos timbres (nas áreas temporais e frontais) enquanto o ritmo e duração e a métrica, a discriminação da tonalidade se dá predominantemente no lado esquerdo do cérebro. O hemisfério cerebral esquerdo também analisa os parâmetros de ritmo e altura interagindo diretamente com as áreas da linguagem, que identificam a sintaxe musical.

A música não apenas é processada no cérebro, mas afeta seu funcionamento. As alterações fisiológicas com a exposição à música são múltiplas e vão desde a modulação neurovegetativa dos padrões de variabilidade dos ritmos endógenos da frequência cardíaca, dos ritmos respiratórios, dos ritmos elétricos cerebrais, dos ciclos circadianos de sono-vigília, até a produção de vários neurotransmissores ligados à recompensa e ao prazer e ao sistema de neuromodulação da dor.

Treinamento musical e exposição prolongada à música considerada prazerosa aumentam a produção de neurotrofinas produzidas em nosso cérebro em situações de desafio, podendo determinar não só aumento da sobrevivência de neurônios como mudanças de padrões de conectividade na chamada plasticidade cerebral.


Música e Plasticidade Cerebral

A experiência musical modifica estruturalmente o cérebro. Pessoas sem treino musical processam melodias preferencialmente no hemisfério cerebral direito, enquanto nos músicos, há uma transferência para o hemisfério cerebral esquerdo.

O treino musical também aumenta o tamanho, a conectividade (maior número de sinapses-contatos entre os neurônios) de várias áreas cerebrais como o corpo caloso (que une um lado a outro do cérebro), o cerebelo e o córtex motor (envolvido com a execução de instrumentos). Ativação maior de áreas do hemisfério cerebral esquerdo pode potencializar não só as funções musicais, mas também as funções linguísticas, que são sediadas neste mesmo lado do cérebro.

Vários circuitos neuronais são ativados pela música, uma vez que o aprendizado musical requer habilidades multimodais que envolvem a percepção de estímulos simultâneos e a integração de varias funções cognitivas como a atenção, a memória e das áreas de associação sensorial e corporal, envolvidas tanto na linguagem corporal quanto simbólica.

As crianças, de maneira geral, expressam as emoções mais facilmente pela música do que pelas palavras. Neste sentido, o estudo da música pode ser uma ferramenta única para ampliação do desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, incluindo aquelas com transtornos ou disfunções do neurodesenvolvimento como o déficit de atenção e a dislexia.


Estimulando o Cérebro Musical

O uso da música para fins terapêuticos data de tempos ancestrais e apoia-se na capacidade da música de evocar e estimular uma série de reações fisiológicas que fazem a ligação direta entre o cérebro emocional e o cérebro executivo.

A música estimula a flexibilidade mental, a coesão social fortalecendo vínculos e compartilhamento de emoções que nos fazem perceber que o outro faz parte do nosso sistema de referência.

Vários estudos revelam efeitos clínicos da música na precisão dos movimentos da marcha, no controle postural, facilitando a expressão de estados afetivos e comportamentais em indivíduos com depressão e ansiedade. Tais efeitos positivos da música têm sido observados em transtornos do desenvolvimento como o déficit de atenção, a dislexia, na doença de Parkinson, na doença de Alzheimer ou em doentes com espasticidade, nos quais a reabilitação com música ou estímulos a ela relacionados como dança, ritmos ou jogos musicais potencializam as técnicas de reabilitação física e cognitiva.

A inteligência musical é um traço compartilhado e mutável que pode estar presente em grau até acentuado mesmo em crianças com deficiência intelectual. Crianças com síndrome de Willians, um tipo de doença genética, apresentam deficiência intelectual e habilidades de percepção, de identificação, classificação de diferentes sons e de nuances de andamento, mudança de tonalidade, muitas vezes, extraordinárias.

O período do neurodesenvolvimento mais sensível para o desenvolvimento de habilidades musicais se dá nos primeiros 8 anos de vida. Estudos com potenciais evocados mostram que bebês já nos primeiros 3 meses de vida apresentam várias competências musicais para reconhecer o contorno melódico, diferenciam consonâncias e dissonâncias e mudanças rítmicas. A exposição precoce à música além de facilitar a emergência de talentos ocultos, contribui para a construção de um cérebro biologicamente mais conectado, fluido, emocionalmente competente e criativo.

Crianças em ambientes sensorialmente enriquecedores apresentam respostas fisiológicas mais amplas, maior atividade das áreas associativas cerebrais, maior grau de neurogênese (formação de novos neurônios em área importante para a memória como o hipocampo) e diminuição da perda neuronal (apoptose funcional).

A educação musical favorece a ativação dos chamados neurônios em espelho, localizados em áreas frontais e parietais do cérebro, e essenciais para a chamada cognição social humana, um conjunto de processos cognitivos e emocionais responsáveis pelas funções de empatia, ressonância afetiva e compreensão de ambiguidades na linguagem verbal e não verbal.

O avanço das correlações da música com a função cerebral exige cada vez mais, um trabalho multidisciplinar (músicos, neurologistas, educadores musicais) que dê acesso à multiplicidade de experiências musicais, lúdicas, criativas, prazerosas, na análise do impacto da música no neurodesenvolvimento. Este alcance poderá significar um resgate do sentido integrado da arte, educação e ciência e um novo status para invenção e criatividade, pois nas palavras de Drummond, o problema não é inventar, é ser inventado, hora após hora e nunca ficar pronta nossa edição convincente.






Mauro Muszkat





Fonte: A Música na Escola
http://www.amusicanaescola.com.br

Via Biblioteca Virtual da Antroposofia (Texto e Gravura)
http://www.antroposofy.com.br

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O VELHO CÉREBRO, NOSSO CÉREBRO ANIMALESCO

Penso que é importante compreender a operação, o funcionamento, a atividade do velho cérebro. Quando o novo cérebro opera, o velho cérebro não pode compreender o novo cérebro. Apenas quando o velho cérebro, que é nosso cérebro condicionado, nosso cérebro animalesco, o cérebro cultivado através de séculos de tempo, que fica eternamente buscando sua própria segurança, seu próprio conforto – apenas quando o velho cérebro estiver quieto, você verá que existe um tipo de movimento completamente diferente, e é este movimento que trará clareza. Este movimento é a clareza em si mesmo. Compreender, você deve compreender o velho cérebro, estar cônscio dele, conhecer todos os seus movimentos, suas atividades, suas demandas, suas buscas, e por isso a meditação é muito importante. Não quero dizer o absurdo, sistematizado cultivo de certo hábito de pensamento e todo o resto; isso é tudo muito infantil e imaturo. Por meditação quero dizer compreender as operações do velho cérebro, olhá-lo, saber como ele reage, quais são suas respostas, suas tendências, suas demandas, sua busca agressiva para conhecer tudo isso, a parte consciente bem como a inconsciente dele. Quando você o conhece, quando há consciência dele, sem controle, sem direção, sem dizer: “Isto é bom; isto é mau; manterei isto; não manterei aquilo”, quando você vê a totalidade do movimento do velho cérebro, quando você vê totalmente, então ele fica quieto.





J. Krishnamurti





Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal