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terça-feira, 29 de setembro de 2026

LIBRA - O SIGNO DA ESCOLHA


Libra escolhe o Caminho que conduz entre as duas grandes linhas de força: personalidade ou Alma. 

Libra nos proporciona um momento de tranquilidade para refletir sobre essas duas linhas de força e, então, como um dos signos de crise, nos obriga a escolher.

Como na história de Krishna e Arjuna, este despertou certa manhã em meio ao fragor da batalha. Krishna, o Mestre, informou ao estudante — o aspirante — que ele teria de escolher um lado pelo qual lutar. Sempre pacifista, Arjuna recusou-se a escolher, pois viu que, em ambos os lados da batalha, havia membros de sua família. Krishna reiterou a Arjuna que ele precisava escolher.

A própria escolha, bem como o ato de fazê-la, constitui o teste espiritual de discernimento: ser capaz de distinguir entre as forças da luz e as forças das trevas. Assim, durante o mês de Libra, deparamo-nos com uma situação semelhante. São-nos apresentadas duas polaridades, a partir das quais devemos escolher. De que lado nos posicionaremos? Esse é o nosso ponto crítico. Se escolhermos o caminho da personalidade e da matéria, o trajeto estará menos iluminado. Retornamos a Virgem, talvez porque ainda tenhamos lições a aprender no âmbito da forma e da matéria. Seguimos tropeçando até que nos seja dada a oportunidade de escolher novamente. Ao escolhermos a Alma — tal como ao escolhermos o discipulado em Escorpião —, o Caminho se enche de Luz e de pequenos faróis que nos guiam ao longo da jornada.


Risa D’Angeles


Fonte: Carta Circular de Vaisakh - Libra 2026
Carta N°6, Ciclo 40 
The World Teacher Trust - Argentina
Argett@wttargentina.com.ar
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/ai-gerado-libra-signo-do-zod%C3%ADaco-8666957/

segunda-feira, 27 de abril de 2026

ALIVIANDO OS FARDOS


Certa vez, uma gopika, jovem pastora devota do Senhor Krishna, foi até um poço para encher dois jarros de água. Após equilibrar um deles sobre a cabeça, viu que necessitava de alguém para colocar sobre ele o outro jarro cheio d’água. Nesse momento, Krishna apareceu e a gopika Lhe pediu que fizesse isso, porém Ele Se recusou. Logo outra gopika surgiu e auxiliou a jovem, que foi para casa carregando os dois jarros. Krishna a seguiu até lá e, sem que ela pedisse, tirou da sua cabeça o jarro de cima e o colocou no chão. Intrigada com o comportamento inusitado de Krishna, ela perguntou: “Krishna, lá perto do poço, quando eu Te pedi ajuda, Tu Te recusaste a colocar o jarro sobre a minha cabeça. Agora o retiras sem que eu Te peça. Qual é o significado dessa atitude?” Krishna respondeu: “Ó gopika! Eu desejo remover os fardos que as pessoas carregam, jamais aumentá-los”. Isso mostra que o Divino age somente para aliviar os fardos das pessoas, não para torná-los mais pesados. (Discurso Divino, 20 de fevereiro de 1992)


Sri Sathya Sai Baba


Fonte do texto e gravura: www.sathyasai.org.br

terça-feira, 31 de março de 2026

VERDADEIRO DESTINO HUMANO


A vida é uma breve peça de teatro encenada em um palco e este corpo é como uma bolha. A mente é sempre instável. Na Bhagavad Gita, o príncipe Arjuna confessa a Krishna o quanto é difícil controlar a mente, que está constantemente oscilando. Ainda assim, o ser humano precisa se concentrar no seu verdadeiro destino. E qual é esse destino, a meta e o propósito da vida? Textos sagrados, como o Bhagavata e a Bhagavad Gita, deixaram isso bem claro: o nosso destino é a fonte de onde viemos. Enquanto o indivíduo estiver preso no mundo fenomênico, a sua mente será instável e oscilante. A afirmação védica “Soham”, que significa “Eu sou Ele”, “Eu sou Deus”, é demonstrada durante a respiração. Ao inalar, vocês dizem “So”, que representa o Divino; ao exalar, dizendo “aham”, estão renunciando ao “eu”, ao ego. Assim, “Soham” proclama a identidade entre o indivíduo e o Divino (“Eu sou Ele”). Essa identidade não será compreendida enquanto a pessoa estiver presa nos tentáculos do mundo material. (Discurso Divino, 11 de fevereiro de 1983)


Sri Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/ai-gerado-fam%c3%adlia-caminho-destino-8639145/

terça-feira, 18 de abril de 2023

SIMBOLISMO DE DEIDADES HINDUÍSTAS









Paramahansa Yogananda Devotos do Brasil
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https://www.instagram.com/yoganandabrasil/
https://yogananda.org/pt/

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

SEGUINDO AS PEGADAS DIVINAS


Exteriormente, os versos que descrevem as travessuras de Krishna quando criança parecem retratar fatos objetivos, mas eles têm um profundo valor subjetivo. Vocês devem usar a imagem objetiva como uma chama para acender a emoção subjetiva da devoção. Por exemplo, há uma descrição do menino Krishna virando um pote de coalhada e fugindo com uma bola de manteiga; conta-se que a Mãe Yashodha descobriu o seu esconderijo seguindo as pegadas impressas no chão pelas solas dos seus pés lambuzados de coalhada. 

A manteiga que o Senhor Krishna cobiça é o fruto da ioga, o produto final da batedura da mente por meio do discernimento (viveka). Ele adora se deleitar com essa manteiga e se afasta com ela para a solitude da autorrealização. Vocês também podem descobrir o Senhor por meio das suas pegadas, que podem ser achadas em todos os lugares, desde que se empreenda uma busca sincera com olhos treinados. Vocês as encontrarão onde quer que haja beleza, virtude, humildade, justiça, verdade, amor e paz. Os olhos têm que ser treinados para descobrir as pegadas de Deus; é assim que se deve dominar a mente.



Sathya Sai Baba
Divino Discurso, 25 de outubro de 1966)



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/a-arte-de-pouca-senhor-krishna-5407580/

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

FESTIVAL DE SANKRANTI - A VISÃO PARA DEUS

O festival de Sankranti deve ser considerado como o dia em que você direciona sua visão para Deus. Sua vida pode ser comparada a um talo de cana-de-açúcar. Como a cana-de-açúcar, que é dura e tem muitos nós, a vida está cheia de dificuldades. Nunca se permita ser oprimido por dificuldades. Supere as vicissitudes da vida com paciência e desfrute a bem-aventurança doce do Divino. Assim como a cana é esmagada e seu suco convertido em açúcar mascavo para se desfrutar da doçura permanente desse açúcar, a bem-aventurança duradoura só pode ser obtida pela superação de dificuldades e tribulações. Eu me dirijo aos devotos como Bangaru (Dourados), porque os considero muito preciosos. O ouro não pode ser transformado em uma joia atraente sem a sua transformação através do processo de fusão em um cadinho e de ser golpeado na forma necessária. Desenvolva autoconfiança. Tenha fé firme em Deus. Com fé inabalável, dedique-se ao serviço a seus semelhantes e leve uma vida exemplar. (Discurso Divino, 15 de janeiro de 1992)

No Sankranti, o Deus-Sol começa a sua viagem para o norte, o Uttarayana. Ele viaja para o Himalaia no Norte, a bela morada do Senhor Shiva. O coração deve ser considerado como a morada do Senhor e a visão deve ser transformada para experimentar o Divino. O próprio coração humano simboliza o Himalaia como a morada da pureza e da paz. A viagem do Sol para o norte é um apontador para o caminho que você deve tomar para realizar Deus. Além disso, o Sol é um exemplo supremo de serviço altruísta e incansável. O mundo não pode sobreviver sem o Sol. A vida na Terra só é possível por causa do Sol. Assim, o Deus Sol ensina a cada ser a lição da humilde devoção ao dever com dedicação, sem qualquer presunção. Fazer seu dever é o maior Yoga, diz o Senhor Krishna na Gita. (Discurso Divino, 15 de janeiro de 1992)




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Tumblr.com

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O VERDADEIRO DILEMA DE ARJUNA (no Bhagavad Gita)

O “famoso” problema do conflito do ego, foi dissecado há 5 mil anos por Krishna, mas com o tempo o sentido da sua análise se perdeu, e se pretendeu insuflar metafísica demasiada naquilo que tinha mais a ver com simples psicologia humana (como também aconteceu, em parte, com os conceitos de “maya” e de “vazio”).

Krishna criticou a inação de Arjuna, demonstrando que Arjuna não queria agir porque, através disto, se projetava o seu “eu”. Arjuna julgava então que na inação, estaria mais garantida a sua isenção pessoal. “Ledo engano, meu caro Arjuna!”, disse-lhe Krishna.

“(...) o homem, enganado pela ilusão do ‘Eu’, pensa: ‘Eu sou aquele que faz.’ Mas aquele que conhece a verdade, sorri, porque por detrás da personalidade, enxerga a fonte real da ação, a causa e o efeito.” (Bhagavad Gita, 27-8)

A resposta não está na inação, afirma Krishna, mas no desapego. Através da ação virtuosa, o homem dá um exemplo multiplicador, e sabemos o quão poderoso pode ser o efeito do bom exemplo, até por ser raro, despertando o bem latente em cada um. O inativo (socialmente falando) pode não projetar a sua ação mais ostensivamente, dentro de um campo de conflitos potenciais, mas mantém todos estes conflitos latentes, dentro e fora de si. Assim, a inação apenas aumenta a confusão e a ignorância das pessoas:

“O sábio não deve confundir a mente dos ignorantes que atuam apegados ao resultado de suas ações; porém, deve executar suas ações com desapego e devoção e assim estimulá-los a que façam o mesmo.” (Bhagavad Gita, III, 27-8)

A inação apenas escamoteia as coisas, evita os conflitos potenciais, mas também posterga as soluções. Traz para o plano pessoal aquilo que deveria ser resolvido no coletivo, e deixa este sem solução, resultando não em inação, mas na omissão.

Tudo isto reflete a “velha” confusão entre ter um objetivo, e trilhar o caminho até ele, demonstrando claramente a necessidade de um auxiliar exterior para enxergar com clareza a situação. Afinal, somente quem trilhou o caminho, pode saber realmente onde é necessário chegar.

A importação de uma doutrina espiritual, é tão problemática quanto a tradução de um texto profundo de filosofia. Toda a pregação oriental contra o ego, se reduz hoje quase a um clichê zen de pacifismo improvisado que não passa de simples omissão. Por mais que Krishna insista na inconveniência da inação, os Arjunas que andam por aí estão decididos a permanecer na sua atitude individualista e manter a espada embainhada, a menos que alguém ameace o seu conforto pessoal. Pois o único objetivo deste discurso cético, é erigir a própria torre-de-marfim, que é um dos lugares prediletos do ego.

Porém, é preciso ir além do quietismo, porque estamos numa era – que é a de Maitreya - muito mais parecida com a de Krishna que com a de Buda. Insistir hoje no quietismo místico ou no individualismo, é tão errado quanto pretender militar na política na época de Jesus. O mundo está entrando em convulsão, e é preciso encontrar caminhos tão poderosos quanto esta crise que se aproxima.




Luís A. W. Salvi 





Fonte: http://escolaagartha.blogspot.com
Fonte da Gravura: https://www.pinterest.com/pin/470766967271522840/

sábado, 11 de abril de 2015

MOKSHA - A LIBERTAÇÃO DA ILUSÃO

Tornando-se uma presa da inquietação, você procura o Divino por diversos meios. Qual é a causa de sua tristeza? É devido ao desejo não realizado ou ao fracasso de seus esforços? Você está infeliz porque não tem várias posses ou porque deixou de ganhar na loteria? Lamentando por ninharias, você está se esquecendo de sua divindade. Estes não são, de forma alguma, verdadeiros problemas. A verdadeira causa do sofrimento é o apego ao corpo, identificar-se com o corpo. Toda tristeza surge a partir dos sentimentos de "eu" e "meu". É extremamente essencial reduzir o deha-abhimaanam (apego ao corpo). Os desejos são uma fonte de prazer, mas também são a causa de sua dor. Você deve manter sua mente sob controle. Mesmo milhares de homens não podem parar um trem em movimento rápido. Mas o trem chega a uma parada completa no momento em que o freio é acionado. Os caprichos da sua mente são exatamente assim. Quando você controlar a sua mente, todas as dores cessarão.

Arjuna entrou no campo de batalha totalmente equipado e fanaticamente determinado a destruir seus inimigos. Mas, quando ele assumiu sua posição no campo de batalha, viu 'meus professores', 'meu avô', 'meus parentes', 'meus primos' etc., e foi movido tanto por esse senso de 'eu' e 'meu' que descartou o arco e desejou voltar para a floresta e implorar pelo resto de sua vida, do que lutar a guerra. O "eu", que realmente não tem nada a ver com posses terrenas, o cegou. O Senhor Krishna ensinou a Bhagavad Gita e removeu essa ilusão (moha). A lição para você é: "Seja indiferente à dualidade". Não permita que derrota ou sucesso afetem a sua calma e alegria interiores. Veja-se como o seu Eu não relacionado com os outros ou o mundo objetivo. Quando conhece seu verdadeiro Eu, você está liberado! Isso é Moksha. Libertação (Moksha) não é um hotel cinco estrelas ou um resort de luxo. É apenas a consciência de sua realidade e a rejeição de todas as concepções contrárias.





Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

EGO, APEGO E OSTENTAÇÃO SÃO ATRIBUTOS RAJÁSTICOS

Vocês devem renunciar a apego, ódio e ego. São esses atributos de apego e ego que realizam estragos a uma pessoa e a lançam no atoleiro da ilusão. Ego leva à ostentação e ostentação fortalece o ego. Uma pessoa nunca pode experimentar a bem-aventurança divina enquanto for influenciada pelo ego. O Senhor Krishna revela a Arjuna na Gita: "Ego, apego e ostentação são atributos rajásicos (de natureza apaixonada). Estes três são muito perigosos e trazem o desastre! Se alguém cultiva esses hábitos, consciente ou inconscientemente, não está traindo os outros, mas está enganando a si mesmo! Decida e alcance a vitória sobre o ego. Com fé firme, faça um esforço intenso para se livrar das más qualidades. Eu os abençoo a realizarem suas convicções com sucesso e conseguirem esta vitória com maior facilidade!"



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: www.morguefile.com


sábado, 25 de maio de 2013

O REGENTE ESOTÉRICO DE GÊMEOS

Astrologia esotérica

Em cada signo nos é mostrado um tipo de energia determinada e através dos seus planetas regentes a consciência do Homem deve manejar e dirigir referido “poder” para experimentar e evoluir.

A consciência em uma determinada vida pode estar polarizada nas emoções ou talvez na mente, ou talvez em uma personalidade, mas integrada onde a mente e as emoções expressam certa unidade. Nestes casos o signo solar e seu regente exotérico são os “donos” da carta, acompanhados sempre das características lunares, posto que estas oferecem a forma expressiva para a consciência solar, a lua é um reflexo do sol.

No entanto, quando as experiências mundanas não dão plenitude ao Coração de um ser humano, este volta o olhar para o seu interior e procura percorrer o Caminho para seu princípio original ou realidade vital.

Quando este passo é dado, devemos pensar que o signo do Ascendente nos mostra a qualidade energética que nos ajudará a percorrer referido Caminho. Aqui a constelação solar passa a ser um reflexo do signo ascendente.

Gêmeos

Gêmeos é o signo da inter-relação de dualidades e neste sentido é a energia Crística por excelência, já que a Alma ou princípio Crístico, com sua qualidade de Amor e Sabedoria, mostra, em todos os níveis da criação, como devem ser relacionadas e fusionadas a dualidade Matéria e Espírito.

Este princípio, chamado também de 2º Raio, se relaciona com o Espírito através do Amor e com a Matéria através da Sabedoria.

No padrão psicológico de um ser humano, a energia geminiana bem dirigida ajuda a relacionar e unir as dualidades, (egoísmo-generosidade, sentimento-pensamento, Personalidade-Espírito ...), através da fluidez mental oferecida por Mercúrio – Vênus unidos ao poder do 2º Raio que o signo transmite.

Se falamos de um ser humano não muito evoluído, esta fluidez é regida por Mercúrio, “a estrela do conflito”, que lhe oferece a referida consciência: fluidez mental, relação, versatilidade, vitalidade e intuição em seu ir e vir entre as distintas dualidades.

A energia de Gêmeos aqui nos é mostrada, e não quer ser negativa, como uma personalidade, comunicativa, valente, ingênua, apaixonada, travessa, interessada, muito falante, dinâmica, criativa, conflitiva, inconstante, simpática... muitas vezes precipitada e sem intenção construtora, mas sempre vital. Todas elas são qualidades do 4º Raio quando são expressas através de uma consciência mais ou menos egoísta.

Vênus

Quando em tal consciência aparece a necessidade de olhar para o interior e percorrer o Caminho de retorno, então a energia de Gêmeos pode ser utilizada através do seu regente esotérico: Vênus. Aqui Gêmeos deve estar no ascendente e a posição de Vênus no horóscopo deve ser levada muito em conta.

Neste Caminho de retorno Vênus utiliza a energia de Gêmeos para mostrar todas as capacidades fluidas e comunicativas de Mercúrio, (não nos esqueçamos que a consciência maior inclui a menor), mas além disso oferece a possibilidade de analisar, unir e concretizar.

Vênus, através de Gêmeos e graças ao inestimável trabalho de Mercúrio, é capaz de compreender as causas subjacentes nas circunstâncias através da análise das dualidades envolvidas e, sem perder a fluidez comunicativa, permite obter uma agilidade mental mas estável, dirigida e funcional. Aqui o 2º Raio de Amor-Sabedoria trabalha conjuntamente com a Luz do conhecimento concreto do 5º Raio.

Para o homem comum, a frase-chave seria: “que a instabilidade cumpra o seu trabalho”; mas para o homem evoluído é: “Reconheço o meu outro eu e, a minguar aquele, eu cresço e brilho”.

Curiosamente, trata-se de reconhecer o eu inferior, o problema sempre está em reconhecer o nosso eu egoísta (“a culpa sempre é do outro”), por outro lado é um problema lógico, já que o eu inferior não se vê a si mesmo como um problema, pois a sua ligação “cármica” com a matéria não lhe permite ter uma visão imparcial. A parte “escura” deve ser reconhecida como tal para que possa exercer sua função como criadora de oportunidade. Crescer é reconhecer-nos na experiência vivida, (dolorosa ou prazerosa), e através desta percepção conquistar a autoconsciência desapegada. Os “dois irmãos” se necessitam e interatuam para adquirir experiência e assim aceitar e reconhecer a hierarquia que existe entre eles.

Arjuna, (a personalidade) em plena crise, reconhece seu sincero e confiado amor por Krishna (a Alma), e Este como resposta espontânea lhe mostra Seus sábios conselhos. Segundo o ditado, não existe o bom Guru, apenas o bom aluno. A decadência da personalidade não implica na sua total destruição, mas antes em seu aperfeiçoamento para uma maior capacidade de serviço. A personalidade faz perguntas, a Alma ilumina as respostas.

Os Três regentes de Gêmeos nos mostram o Caminho através deste grande signo: Mercúrio, o mensageiro dos Deuses, oferece a vitalidade e curiosidade intuitiva, relacionando todo tipo de dualidades com sua versátil mente abstrata; Vênus, o regente esotérico, é capaz de analisar e compreender referida vitalidade Mercurial e lhe dá assim maior estabilidade à interação, quando isto ocorre, aparece o regente Hierárquico, a Terra, o “campo” ou “a matéria forma” onde referida fluidez mental amorosa deve ser experimentada como serviço pratico.

Sagitário - Gêmeos

A astrologia é a ciência da relações, e a primeira das relações que ela nos oferece é a que cada signo tem com seu oposto, convertendo os 12 em 6 ou os 6 em 12.

“Quando as forças duais dos irmãos cósmicos (Gêmeos) se convertem na energia do Uno, o qual cavalga para a luz (Sagitário), então a quarta se transforma na quinta. A humanidade, o vínculo, se converte na Hierarquia doadora de todo bem. Então se regozijam os Filhos de Deus.” (“Antigo Comentário”)



David C.M.


Fonte do Texto e da Gravura: 
LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
http://logosastrologiaesoterica.blogspot.com.br/2013/05/el-regente-esoterico-de-geminis.html