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terça-feira, 29 de setembro de 2026

LIBRA - O SIGNO DA ESCOLHA


Libra escolhe o Caminho que conduz entre as duas grandes linhas de força: personalidade ou Alma. 

Libra nos proporciona um momento de tranquilidade para refletir sobre essas duas linhas de força e, então, como um dos signos de crise, nos obriga a escolher.

Como na história de Krishna e Arjuna, este despertou certa manhã em meio ao fragor da batalha. Krishna, o Mestre, informou ao estudante — o aspirante — que ele teria de escolher um lado pelo qual lutar. Sempre pacifista, Arjuna recusou-se a escolher, pois viu que, em ambos os lados da batalha, havia membros de sua família. Krishna reiterou a Arjuna que ele precisava escolher.

A própria escolha, bem como o ato de fazê-la, constitui o teste espiritual de discernimento: ser capaz de distinguir entre as forças da luz e as forças das trevas. Assim, durante o mês de Libra, deparamo-nos com uma situação semelhante. São-nos apresentadas duas polaridades, a partir das quais devemos escolher. De que lado nos posicionaremos? Esse é o nosso ponto crítico. Se escolhermos o caminho da personalidade e da matéria, o trajeto estará menos iluminado. Retornamos a Virgem, talvez porque ainda tenhamos lições a aprender no âmbito da forma e da matéria. Seguimos tropeçando até que nos seja dada a oportunidade de escolher novamente. Ao escolhermos a Alma — tal como ao escolhermos o discipulado em Escorpião —, o Caminho se enche de Luz e de pequenos faróis que nos guiam ao longo da jornada.


Risa D’Angeles


Fonte: Carta Circular de Vaisakh - Libra 2026
Carta N°6, Ciclo 40 
The World Teacher Trust - Argentina
Argett@wttargentina.com.ar
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/ai-gerado-libra-signo-do-zod%C3%ADaco-8666957/

terça-feira, 20 de setembro de 2022

CONTROLE E ESCOLHA


A principal tarefa na vida é simplesmente esta: identificar e separar as questões de modo que eu possa dizer claramente para mim mesmo quais são externas, fora de meu controle, e quais têm a ver com as escolhas que realmente controlo. Para onde então devo olhar à procura do bem e do mal? Não para coisas externas incontroláveis, mas dentro de mim, para as escolhas que são minhas...

EPICTETO, DISCURSOS, 2.5.4-5


A prática mais importante na filosofia estoica é a distinção entre o que podemos mudar e o que não podemos. Aquilo sobre o que temos influência e aquilo sobre o que não temos. Se um voo é adiado por causa das condições do clima, você pode gritar o quanto quiser com o representante da companhia aérea; isso não vai fazer a tempestade parar. Não importa o quanto você deseje, isso não o tornará mais alto ou mais baixo ou fará com que tenha nascido em outro país. Por mais que tente, você não pode fazer alguém gostar de você. Além disso, o tempo que gastamos arremessando-nos contra esses objetos inamovíveis é tempo que não empregamos em coisas que podemos mudar. As instituições de reabilitação social praticam algo chamado Prece da Serenidade: “Deus, concedei-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem para mudar as coisas que posso e a sabedoria para distingui-las.” Dependentes não podem mudar o abuso que sofreram na infância. Não podem desfazer as escolhas do passado ou o dano que causaram. Mas podem mudar o futuro — através do poder que possuem no presente momento. Como disse Epicteto, eles podem controlar as escolhas que fazem neste momento. O mesmo se aplica a nós, hoje. Se pudermos nos concentrar em esclarecer quais partes de nosso dia podemos controlar e que partes não podemos, seremos mais felizes e também teremos uma nítida vantagem sobre as pessoas incapazes de perceber que travaram uma batalha impossível de ser vencida.



Ryan Holiday & Stephen Hanselman




Fonte: "Diário Estoico - The Daily Stoic: 366 meditations on wisdom, perseverance, and the art of living
Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges
Edição digital: 2022, 1ª edição
Ed. Intrínseca Ltda., Rio de Janeiro — RJ
www.intrinseca.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

POR QUE EU DEVERIA ESCOLHER ? É POSSÍVEL SER LIVRE ?

Pode sua mente que foi condicionada pela sociedade, a cultura em que você viveu, ser transformada pela educação de modo que sob nenhuma circunstância você entrará na corrente da sociedade? É possível educá-lo diferentemente? “Educar” no sentido verdadeiro dessa palavra; não transmitir dos professores para os alunos alguma informação sobre matemática ou história ou geografia, mas no próprio ensino destas matérias produzir uma mudança em sua mente. O que significa que você deve ser extremamente crítico. Você tem que aprender a nunca aceitar alguma coisa que você mesmo não vê claramente, nunca repetir o que o outro diz. (On Education)

A pessoa pergunta, é possível ser livre? É possível para nós como somos, condicionados, modelados, moldados por toda influência, pela propaganda, pelos livros que lemos, os filmes, as rádios, as revistas, todos impostos sobre a mente, modelando-a para viver neste mundo completamente livres, não só conscientemente, mas em todas as origens de nosso ser? Esse me parece ser o desafio, é a única questão. Porque se a pessoa não é livre, não existe amor; existe ciúme, angústia, medo, dominação, a busca de prazer, sexualmente ou outro. Se a pessoa não é livre, não pode ver claramente e não existe sentido de beleza. (Talks and Dialogues Saanen 1968)

Sua tendência, suas propensões, sua inclinação, seu substrato social, religião – tudo isso empurra você em certa direção, e você diz que está escolhendo. Veja senhor, eu questiono todo este modo de escolher. Por que eu deveria escolher? Se um homem é livre, ele não tem escolha. Não existe a questão da escolha. Fim. Por isso eu disse no início que para estabelecer uma discussão séria, deve haver este exame de liberdade e paz. De outro modo você não pode prosseguir. (On Conflict, First Dialogue Rome 1966)




J. Krishnamurti





Fonte: J. Krishnamurti Online
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: http://orihinaleskrima.com/krishnamurti-imagenes-eskrima-views/

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A MENTE CONDICIONADA NÃO É LIVRE

A mente condicionada não pode escutar; não é livre para escutar. Mas se fordes capazes de escutar de maneira total, creio se verificará então uma revolução fundamental, não produzida por nenhuma ação do “eu”, a qual por conseguinte será uma verdadeira transformação. Este é o nosso único problema: como operar uma completa transformação em nós mesmos, e não mero ajustamento a uma determinada sociedade, o que é infantil. É falta de madureza desejarmos ajustar-nos a uma determinada sociedade, porque a sociedade é criada por influências ambientes e o simples ajustar-se a um determinado modelo de sociedade não é liberdade. O que é necessário, assim me parece, é a transformação fundamental, não resultante de volição nem da ação de qualquer autoridade, mas que só vem quando compreendemos o processo total do nosso ser. Conhecer a nós mesmos, tal como somos, ver-nos tão claramente como vemos os nossos rostos num espelho, sem desfiguração, tal é o começo da Verdade. Requer isso muito percebimento, um percebimento sem escolha nenhuma. No momento em que começamos a escolher, já estamos agindo de acordo com o nosso condicionamento. Mas o saberdes que estais agindo de acordo com o vosso condicionamento e o perceberdes a verdade a esse respeito, isso já é o começo daquele percebimento em que não há escolha.





J. Krishnamurti






Fonte: do livro "Viver Sem Temor"
Editado pela Instituição Cultural Krishnamurti, Rio de Janeiro/RJ, 1959
Tradução de Hugo Veloso
Fonte da Gravura:
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

sábado, 17 de dezembro de 2016

VIVER COM CONSCIÊNCIA

Embora venhamos a este mundo com um determinado destino, não estamos indefinidamente presos a ele. Na verdade, à medida que caminhamos na jornada de nossas vidas, nos são apresentadas escolhas e, através dessas escolhas, temos a possibilidade de experimentarmos diferentes rumos, por assim dizer. Se tomarmos uma determinada estrada, receberemos um rumo. Se pegarmos outra direção, receberemos outro rumo.

Não precisamos ser um tzadik (uma pessoa justa) para mudar o rumo de nossas vidas. O que precisamos, entretanto, é uma consciência do nosso poder e da nossa responsabilidade – estarmos conscientes de que nossa consciência é matéria viva e cada pensamento dará energia a ela, cada palavra que dizemos e cada ação que praticamos é um fator determinante do que vivenciaremos e para onde iremos em seguida.

Esse entendimento nos leva a perceber algo tão simples, mas muito profundo: uma das maneiras mais poderosas de mudar nossas vidas é fazer a diferença na vida de outra pessoa. A gentileza é transformadora, tanto para a pessoa que a oferece como para a pessoa que a recebe.

Estarmos dispostos a sair de nosso caminho para ajudar outra pessoa pode ajudar muito nossa própria realidade.




Karen Berg





Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Tumblr.com

quarta-feira, 1 de julho de 2015

PENSAMENTO - UM PROCESSO DE ESCOLHA

Se me permitem desviar por um momento, acho que é importante compreender o que significa ouvir para que então, talvez, o que é dito tenha um significado além das palavras. Parece-me que muito poucos de nós ouvem. Nós não sabemos como ouvir. Será que você já ouviu realmente seu filho, sua esposa ou marido, ou um pássaro? Será que já escutou sua mente quando ela vê o pôr do sol, ou se você leu um poema com atitude de ouvir? Se você souber como ouvir, esse próprio ouvir é uma ação onde o milagre da compreensão acontece. Se soubermos como ouvir o que está sendo dito, descobriremos se é falso ou verdadeiro. E o que é verdadeiro, não tem que ser aceito: é assim. Apenas quando há controvérsia entre o falso e o falso existe aceitação e rejeição, concordância e discordância. (Collected Works, Vol. XI, 352, Action)

Você compreende o que quero dizer com reação? Você me insulta, diz alguma coisa de que eu não gosto, e eu reajo; ou gosto do que você diz e, novamente, reajo. Mas não é possível ouvir o que o outro diz sem reagir? Certamente, se eu ouço para descobrir a verdade ou a falsidade do que você está dizendo, então desse ouvir, dessa percepção, há uma ação que não é reação. (Collected Works, Vol. XIII, 233, Action)

Então, o que estamos tentando fazer é perceber a totalidade da ação. Não existe ação sem a base do pensamento, existe? E pensamento é sempre escolha. Não aceitem isto simplesmente. Por favor, examinem, percebam. O pensamento é um processo de escolha. Sem pensamento você não pode escolher. No momento em que você escolhe, há uma decisão, e essa decisão cria seu próprio oposto – bom e mau, violência e não-violência. O homem que busca a não-violência por uma decisão cria uma contradição nele mesmo. O pensamento nasce, essencialmente, da escolha; eu escolho pensar de certo modo. Eu examino comunismo, socialismo, budismo; raciocino logicamente e decido pensar isto ou aquilo. Tal pensamento é baseado na memória, em meu condicionamento, em meu prazer, em meu gostar ou desgostar, e qualquer ação nascida de tal pensamento, inevitavelmente, criará contradição em mim mesmo e, consequentemente, no mundo; ela produzirá sofrimento, miséria, não apenas para mim, mas também para os outros. (Collected Works, Vol. XI, 164, Action)

O computador vai assumir todo o trabalho enfadonho do homem, no escritório e, também, politicamente; ele vai fazer todo o trabalho dos seres humanos nas fábricas. E, assim, o homem vai ter muito lazer. Esse é um fato. Você pode não vê-lo de imediato, mas está aí, chegando. Há uma tremenda onda, e você terá uma escolha a fazer: o que fará com seu tempo? Nós dissemos “escolha” – escolher entre várias formas de distração, entretenimento; em que estão incluídos todos os fenômenos religiosos – templos, missa, leitura de escrituras. Todas estas são formas de entretenimento! Por favor, não riam; o que estamos dizendo é muito sério. Você não tem tempo para rir quando a casa está pegando fogo. Nós apenas nos recusamos a pensar no que está, de fato, acontecendo. E você vai ter a escolha, isto ou aquilo? E quando a escolha está envolvida, há sempre conflito. Mas se você visse muito claramente dentro de si mesmo, como um ser humano pertencente à totalidade do mundo, não apenas a um pequeno país insignificante em alguma pequena divisão geográfica, ou divisão de classe, ou brâmane, ou não-brâmane, e todo o resto – se você visse esta questão claramente, então não haveria escolha. Assim, uma ação sem escolha não gera conflito. (Collected Works, Vol. XVI, 9, Action)





J. Krishnamurti







Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura:
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

ESCOLHA



A.M.O.R.C - GLP 
Programa "Presença & Harmonia" (14/10/13)
Tema: "ESCOLHA"

Fonte do Vídeo: http://youtu.be/D2N5yPqmvv8

sábado, 21 de setembro de 2013

LIBRA - A BUSCA DO EQUILÍBRIO


O mantra espiritual de Libra é: “Eu escolho o caminho que conduz entre as duas grandes linhas de força.”

Essas “duas grandes linhas de força” são aquilo que chamamos de espírito e matéria. Essa é a grande dualidade fundamental no universo. Espírito e matéria são forças complementares, e é a interação entre os dois que cria todas as coisas existentes. Em cada coisa, tanto espírito como matéria estão presentes, em variadas proporções. A perfeição consiste no equilíbrio entre essas duas forças, ou seja: as duas se relacionarão de maneira que cada uma desempenhe o seu devido papel, em harmonia com a outra.

O equilíbrio entre espírito e matéria é alcançado através do grande processo evolutivo que está acontecendo em nosso universo — um processo do qual somos parte. Esse processo envolve primeiro a experiência e o conhecimento da matéria, depois a experiência e o conhecimento do espírito, e finalmente o equilíbrio entre ambos. Numa analogia talvez excessivamente simples, é como se fossemos medir quanto é a metade de um objeto: para isso pegamos a ponta de uma fita métrica e encostamos numa extremidade do objeto, depois estendemos a fita até a outra extremidade do objeto, assim conhecemos o seu tamanho total e só então podemos encontrar o seu meio. Portanto, ir de um extremo ao outro faz parte do processo de conhecer o todo, para então poder equilibrar corretamente.

A consciência humana está focalizada principalmente no lado material das coisas e simplesmente desconhece o lado espiritual. Assim, mesmo que não perceba, o ser humano leva uma vida desequilibrada e parcial, uma vida na qual predomina a materialidade. O que para nós parece equilíbrio ainda não é o verdadeiro meio-termo, pois ignoramos muita coisa. Como vemos só uma parte, achamos que o equilíbrio está ali em seu meio. Se víssemos o todo, perceberíamos que o ponto médio ainda está distante.

A espiritualidade é um convite a descobrir o outro lado, para assim descobrir o todo. Uma parte já conhecemos: a material; está faltando conhecermos a outra. A espiritualidade é um convite ao equilíbrio, mas um equilíbrio cada vez mais abrangente e completo. A descoberta do outro lado é um processo gradual. Cada novo pedacinho que vemos e incluímos nos leva a reposicionar o que consideramos como o meio. Por isso, em nossa busca por equilíbrio, devemos estar atentos para não estagnarmos numa concepção fixa de como o equilíbrio é. O que consideramos como equilíbrio vai mudando à medida que a consciência se expande.

A grande dualidade universal de espírito e matéria reflete-se no plano emocional como o que é chamado de pares de opostos — prazer e dor, felicidade e sofrimento, afeto e raiva, atração e repulsão etc. Esses pares de opostos apresentam a cada ser humano o primeiro campo de treinamento em equilíbrio. Normalmente, o ser humano vive ocupado com esses opostos emocionais, lutando com eles, distraído com eles, e não percebe a dualidade principal de espírito e matéria. Quando o indivíduo compreende que esses dois opostos emocionais são ambos parte da vida, quando pode aceitar ambos e ficar indiferente diante eles, então, tendo alcançado o equilíbrio emocional, torna-se possível confrontar a dualidade principal e avançar em direção a um equilíbrio maior.




Ricardo Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br





Fonte do Texto e da Gravura: Grupo Logos
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2012/10/7-libra.html

LIBRA - A ENTRADA NO EQUILÍBRIO


A primeira ideia que vem à mente quando pensamos em Libra é o equilíbrio. Em uma etapa definida do Caminho, o equilíbrio diz respeito à estabilização do eu na esfera mental, a fim de não flutuar tanto emocionalmente e ser capaz de tomar uma decisão correta. É interessante apontar que uma decisão, como bem disse Ricardo Georgini, procede da liberdade e, esta, do contato interno.

Esse contacto interno é cultivado durante o período regido por Virgem, e se revela como estabilidade durante Libra, como resultado de um processo subjetivo muito enlaçado com o silêncio. É que o silêncio é o pai dessa luz que garante a liberdade, e Libra tem muito a ver com sua construção e com a transmissão da luz.

O silêncio denota inatividade, um intervalo de transição e inclusive de passividade, da perspectiva do eu inferior. Mas visto de outro ângulo, o silêncio é a base vivente que demonstra com sua presença a existência de um processo interno latente, que necessita da estabilidade para se desenvolver.

O silêncio pode ser entendido como um efeito, um estado de supremo equilíbrio, de dinâmico recolhimento e de percepção do que se encontra mais além da mente. Por esta razão Libra é um signo muitas vezes associado ao plano búdico ou intuitivo; sua energia leva às portas do plano etérico cósmico, de onde se filtram fragmentos da Vida Una e se conhece a unidade em que se fundamenta o manifestado.

Em nível hierárquico, Libra é regido por Saturno, o planeta do carma, que também se encontra em exaltação ali, reforçando seu poder. O Sol, por sua vez, está em queda. Aqui temos algumas reflexões interessantes para fazer: antes de tudo, podemos considerar o carma que nos rege como a atração da Terra em relação às vidas que formam nossos distintos corpos, cuja “queda” nos arrasta (fruto de nossa identificação com o Sol, ou eu) e gera sofrimento.

Se examinamos o exposto acima em nível de consciência, veremos que o equilíbrio dinâmico que emana do coração se “corta” quando a mente emerge, o que nos submerge em planos inferiores de percepção; perde-se a unidade intrínseca até que eventualmente seja novamente encontrada, e essa busca da entrada na corrente de vida se torna um desafio permanente em uma etapa do Caminho.

Em troca, a consciência fragmentada é por natureza separatista e gera a percepção e a interação com “o outro”, tão próprias do signo e de sua influência geral. Saturno opera como o grande cristalizador que castiga nosso pouco contato interno. Uma forma de buscar a união perdida é, nos três mundos, o sexo, e é por isso que na Astrologia Esotérica é regido por Libra e não por Escorpião, que é a sua versão astral e um reflexo da queda anterior. A busca do equilíbrio na matéria procura compensar o que não ocorre tão intensamente do plano interno.

Visto de outro ângulo, é possível fazer maior reflexão sobre o processo de queda, e entendê-lo não somente como a aplicação da “gravidade” ou atração terrestre, mas como a ausência de energia solar, base oculta de todo carma humano. O sofrimento nos leva a pôr em equilíbrio e a transmitir a luz que iluminará o nosso caminho futuro; daí também que o progresso seja aparente na matéria, já que se avança para depois retroceder, mas, em troca, há uma grande ampliação da expressão espiritual. A chave passaria a estar, então, não na luta, mas em “esgotar a taça” e se situar dentro do ponto dinâmico de equilíbrio solar, onde por direito próprio se supera a atração terrestre e oportunamente a dobra com a pura força do espírito.

É por isso mesmo que a vitória a se alcançar sobre a personalidade em Escorpião está pré-condicionada pelo que se faça em Libra, pelo grau de compromisso interno que se tenha desenvolvido e as porções de silêncio que tenhamos conquistado com o coração. Essa mesma condição explica porque o êxito do trabalho da alma e do serviço do eu depende do acionar subjetivo e não do objetivo, que é o efeito.

Explorando um pouco mais essa dimensão do ser, é interessante observar que somente se alcança o equilíbrio quando nos abrimos a ele, em que pese as consequências, com a virginidade conhecida em Virgem, o frescor emanante da mente ante o vazio eletricamente imbuído. Este estado de incerteza equipara a nossa percepção material com a dinâmica do espírito, e nesse ponto médio permanecemos por um fugaz instante até volver a sofrer a “lei”.

O período regido por Libra é propício, então, para o cultivo do equilíbrio interior, algo que desde a personalidade pode ser visto como passividade, e somente em um sentido sutil pode ser aproveitado ativamente. Uma etapa para ir saindo das profundezas da matéria e estabelecer um ponto de tensão no espaço de onde as energias da alma possam se manifestar em todo seu poder, com um desgaste mínimo de forças. E, desse modo, dar cumprimento aos processos cármicos em curso, já conhecendo seu final como geradores de equilíbrio.

Mas esse luminoso ponto de tensão oportunamente vai se esgotando e se revelando insuficiente. É o momento para aquele que, tendo subido por méritos próprios acima da forma e “estendido o olhar ante o vasto espaço”, surge entre o meio do equilíbrio e se chama ao silêncio, afasta a luz e se descobre como o Uno. Para isso Libra também oferece um caminho muito interessante durante este mês, para quem quiser (e puder) percorrê-lo.

É importante recordar que o lema corrente do signo é “que se faça uma escolha”, mas que como discípulos devemos já ter escolhido se aceleraremos a evolução e o carma, e assim resta simplesmente seguir “o caminho que conduz entre duas linhas de força” e consolidar a consciência no plano onde estejamos chamados a consolidar o equilíbrio. 

Sejamos o exemplo, para que a humanidade possa, neste período, dar um passo mais na direção deste ponto central.



Martín Dieser



Fonte do Texto e da Gravura: Grupo Logos
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2010/10/libra-entrada-no-equilibrio.html

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

UMA ESCOLHA - PROPÓSITO


Embora todos nós tenhamos nascido neste mundo com um propósito individual único, os cabalistas ensinam que também existe um propósito geral que todos compartilham – o da correção espiritual (tikun, em hebraico). Estamos aqui para nos transformarmos e nos "livrarmos" da nossa “bagagem” de vidas passadas para que possamos alcançar nossa correção e finalmente a perfeição.

Todos nós estamos destinados a realizar essa correção. Gostemos ou não, todos nós vamos mudar. Não depende de nós. O que depende de nós é como vamos mudar.

No final das contas, recebemos apenas uma escolha na vida. Podemos escolher mudar de forma proativa ou podemos ser forçados a mudar reativamente. O caminho proativo de mudança começa quando olhamos para nós e dizemos: “Essa não é a pessoa que quero ser”. Só o fato de tomar a decisão de mudar já é um grande passo, porque nossa natureza é dominada pelo Desejo de Receber Somente para Si Mesmo – a parte da nossa natureza que é egoísta, raivosa, limitada, que quer permanecer em estado de conforto; a parte em nós que está no controle; a parte de nós que se sente vítima. Sair dessa mentalidade e se comprometer com a espiritualidade é realmente fantástico – e nem todo mundo exerce essa opção. 

O caminho reativo de mudança é forçado através de acontecimentos externos e de seus efeitos. Pode se manifestar como a perda do nosso emprego, dos amigos ou pior, de nossa saúde ou nosso cônjuge. Se não enxergarmos voluntariamente a necessidade de mudar, o caos ativado por nosso comportamento negativo eventualmente nos despertará para a transformação.

No sentido espiritual, esses dois caminhos não têm o mesmo valor. Uma pessoa que escolhe conscientemente mudar para realizar o trabalho espiritual de transformação revela mais Luz que a pessoa que meramente reage às forças externas. E por estarmos todos conectados, o que revelamos também se reflete no mundo. 

De uma forma ou de outra, chegaremos individual ou coletivamente à plenitude e perfeição que nos são destinadas. Se não nesta vida, então em uma vida futura. 

Nosso livre arbítrio está no caminho que escolhemos: o caminho da responsabilidade pessoal e da transformação ou o caminho do sofrimento. 

Qualquer que seja esse caminho, precisamos saber que nossas ações podem servir ao mundo, bem como a nós, ou ferir o mundo e também a nós mesmos. 


Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/degraus-escadas-arquitetura-3614468/

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A GRANDE FIGURA - PECADO ORIGINAL

Enquanto a religião convencional diz que o pecado original de Adão foi um erro do homem, a Kabbalah ensina que na verdade ele era parte do pensamento inicial da criação. Estávamos destinados a “cair”.

Por quê? Porque mesmo antes de o mundo ser criado, antes do sol e da lua, da terra e do mar, da noite e da escuridão, nós éramos um com a Luz. Estávamos plenos – plenos demais – e por isto “pedimos um playground” onde pudéssemos desempenhar o papel de Criador. E então o mundo foi criado. Este é o resumo da história.

Uma oração cabalística diz: “a manifestação de qualquer ação já está incluída na começo do primeiro pensamento.” Os cabalistas ensinam que o pecado estava codificado no ato da criação porque era parte do “pacote”. Precisávamos “cair” para podermos nos “reerguer”.

Posso lhe dizer como pai de filhos pequenos, que não há nada mais difícil do que ver seu filho cair e machucar o joelho. Mas apesar de doer no coração, você sabe lá no fundo da alma que este é o único jeito de eles aprenderem a andar.

A Luz é como um pai para todos nós e, assim sendo, se debate todos os dias nos vendo cair e nos levantarmos de novo, cair e nos levantarmos de novo, e cair e nos levantarmos de novo. Mas um erro é uma coisa boa, desde que você aprenda algo com ele.

Pode ser que uma lição ainda mais dolorosa seja que quanto mais fundo o buraco onde você cai, mais alto você pode subir.

Obstáculos são necessários. É nossa escolha se eles se tornarão caos ou oportunidades para a revelação de Luz.


Rav Yehuda Berg 



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

PENSAMENTOS - PALAVRAS - ATOS (FORÇAS POSITIVAS X FORÇAS NEGATIVAS)



Todos os nossos pensamentos, palavras, atitudes e atos, bons ou maus, são criações energéticas que se tornam eternas. Chegou o momento de tomar conhecimento e entender que nossos pensamentos e nossas falas se transformam em registros indeléveis. No momento em que emitimos uma crítica negativa de qualquer espécie, ela fica registrada, no nível sutil, no chamado Registro Akáshico ou Livro da Vida. É desta forma que criamos nossos débitos cármicos, nos tornamos vítimas de nós mesmos, devido à Lei Universal do Retorno. Não sabemos, mas somos nossos próprios algozes: atraímos as doenças físicas ou mentais, como também atraímos as desgraças (porque perdemos o Dom da Graça). Deus não tem nada a ver com nossos infortúnios. Nós, somente nós, é que atraímos tudo o que nos acontece de bom ou de ruim.

Usamos mal as energias de que dispomos para nosso desenvolvimento. Nossa más criações sonoras, mentais e emocionais nos distanciam da perfeição, desorganizam nossa vida. A humanidade não percebeu ainda que a causa de nossos infortúnios somos nós mesmos. Vivemos nos perguntando: por que tudo dá errado em nossas vidas? Por que as coisas não andam? Por que a doença? Geralmente culpamos alguém. Passamos a achar que é por inveja, mau olhado, etc. O melhor que temos a fazer neste caso, quando enredados nesta situação desesperadora auto criada e da qual não conseguimos achar uma saída, é realizar um honesto exame de consciência, observarmos nossas ações, palavras, intenções, pensamentos e atitudes com relação a nós mesmos e aos outros, e ver se são construtivas (fraternas) ou negativas (egoístas).

A Lei do carma é uma lei universal, também chamada de Lei do Retorno. É através desta Lei que a humanidade vem se desenvolvendo e evoluindo. O livre-arbítrio é a tônica máxima no processo de evolução de nosso planeta. O livre arbítrio nos dá o poder de decisão da escolha: escolha da qualidade energética do som que emitimos através da fala, da qualidade energética de nossos pensamentos, de nossas atitudes e ações. Neste caso o livre-arbítrio nos oferece duas opções: a opção pelo belo, pela harmonia, pelo construtivo ou a opção pelo feio, pelo desarmônico e pelo destrutivo. Estas duas opções implicam em suas devidas consequências e interferências energéticas, positivas ou negativas, com relação a nós mesmos, aos outros e aos ambientes em que vivemos.

A humanidade, de um modo em geral, a meio caminho da jornada evolutiva, esqueceu que sua existência na Terra tem, como propósito, o aprendizado das boas qualidades. Em sua maioria as pessoas se deixaram, e ainda se deixam, levar pela ânsia do poder, da ganância, do domínio, da calunia, da mentira e dos desejos descontrolados da materialidade. Esqueceram-se de que, em essência, somos seres espirituais. Esqueceram-se de que o corpo físico é apenas um instrumento que utilizamos para experimentar a vida neste mundo mais denso. Esqueceram-se de que vieram para este plano de materialidade para aprender a vencer e suplantar as ilusões criadas pela materialidade, aprender a dominar e subjugar o ego (personalidade) cheio de vontades, para poder acessar o Eu Divino (Eu superior).

A humanidade está aprisionada em um padrão vicioso e não vê saída; enredou-se no negativo e no destrutivo. As pessoas criaram a sua própria prisão cármica e, conseqüentemente, suas doenças, seus sofrimentos, suas desgraças. Agora, está em suas mãos o caminho que vão seguir... suas escolhas, seus pensamentos...

Você está vivendo em um novo tempo onde novas curas, terapias e crenças estão à sua disposição... é você quem decide! Basta escolher um caminho... de amor, cura e transformação!




Deborah Bergman



Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=05375
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A MEMÓRIA E OS ANTIGOS PADRÕES DE COMPORTAMENTO


"A teoria não substitui a prática, a prática é fundamental para as experiências direta e indireta. Somente discípulos realmente envolvidos com o processo de evolução espiritual podem atingir graus mais elevados de consciência iluminando a si mesmos e aos demais."

O processo de desenvolvimento não depende somente do Guru, mas principalmente do discípulo que busca em seu Guru e com seu Guru os caminhos para sua superação!


"A memória é o incompleto desaparecimento de um objeto percebido", segundo descreve o antigo sábio Maharishi Pátañjali em seu tratado denominado "Yoga Sutra", capítulo I, versículo II. A memória é conhecida no Sânscrito como "Smriti", ou seja, a faculdade de adquirir, conservar e readquirir ideias, imagens, fatos, acontecimentos, reminiscências, cujos apontamentos serão usados pelo indivíduo a todo instante ou em algum momento da sua vida para sua aprendizagem e autoconhecimento. O Smriti é uma lembrança do passado ou do presente e que serve de lembrança e vestígio para o atual momento. Você deve utilizar-se da memória para aprendizagem e autoconhecimento no presente. Não utilize a memória para o amanhã. O amanhã não existe, o futuro não existe. Somente o aqui e o agora. Vivencie o aqui e o agora, vivencie o momento, mas tenha a memória dos fatos passados para não repetir os mesmos erros neste momento. Esteja alerta para o momento agora, neste instante. Mas normalmente o que acontece com pessoas que repetem os mesmos erros? 

Estas pessoas estão ligadas a antigos padrões de comportamento. Estes padrões de comportamento estão diretamente vinculados a ideias, imagens, fatos, acontecimentos e reminiscências do passado que nutrem a consciência constantemente. Eliminar estes bloqueios psicoemocionais significa libertar-se destas amarras. E isto só é conseguido com a mudança de hábitos. Assim, o crescimento pessoal pode ser acelerado simplesmente pela quebra de hábitos. É a condição de dependência inerente aos hábitos que deve ser quebrada. Quando você se encontra dizendo "não posso mudar isto", "sempre fiz assim", ou "eu sou assim mesmo você tem que me aceitar", então é exatamente isto que deve ser quebrado. 


Vamos analisar. A liberdade de escolha resulta no domínio do hábito. Qualquer ato intencional da vontade tem uma força mágica e é muito mais eficaz do que um ato habitual. Parece que há uma força e você está preso a ela. Isto é a memória (Smriti). O potencial para a mudança sempre está lá, mas é melhor não esperar por um momento de crise para nos livrar dos hábitos. Nossa própria sobrevivência como espécie se deve à nossa capacidade de mudar e de nos adaptar. Os hábitos mentais são mais difíceis de lidar do que os físicos, porque são menos óbvios. E em geral, são herdados dos pais (genética) ou então adquirimos por condicionamento social (meio em que nos encontramos). Estes restringem todo o nosso medo de viver, trazendo traiçoeiramente uma falsa imagem ou sensação de insegurança. Frequentemente a falta de consciência de hábitos desagradáveis é uma fonte de brigas entre as pessoas. Entretanto, muitas vezes, tudo o que é preciso para superar estes Vikshepas (obstáculos) é, em primeiro, à vontade de mudar, e depois a ação de mudança, de crescimento e de evolução. Sim, porque simplesmente ter a vontade de mudar não implica em mudança, mas em adiamento. Entretanto, a ação de mudar força à mudança. Quando o medo inicial de mudança é superado podemos realmente começar a desfrutar de novas experiências e do próprio amor.


Shri Vyaghra Yogi


Presidente da Ordem Filosófica Vidya Yoga Ashram
Doutor em Filosofia Sagrada pela World University (EUA)

Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

DESEJOS

Desejo é realização antecipada.


Querendo, mentalizamos; mentalizando, agimos; agindo, atraímos; e atraindo, realizamos.



Como você pensa, você crê, e como você crê, será.



Cada um tem hoje o que desejou ontem e terá amanhã o que deseja hoje.



Campo de desejo, no terreno do espírito, é semelhante ao campo de cultura na gleba do mundo, na qual cada lavrador é livre na sementeira e responsável na colheita.



O tempo que o malfeitor gastou para agir em oposição à Lei, é igual ao tempo que o santo despendeu para trabalhar sublimando a vida.



Todo desejo, na essência, é uma entidade tomando a forma correspondente.



A vida é sempre o resultado de nossa própria escolha.



O pensamento é vivo e depois de agir sobre o objeto a que se endereça, reage sobre a criatura que o emitiu, tanto em relação ao bem quanto ao mal.

A sentença de Jesus: "procura e achará" equivale a dizer: "encontrarás o que desejas".






Francisco Cândido Xavier / André Luiz







Fonte: do livro "Sinal Verde"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal