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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

LIBERDADE OU DESTINO?

O homem é livre ou está submetido ao destino? Esta questão é discutida há milênios. O erro está em acreditar que todos os indivíduos estão sujeitos às mesmas leis. Aqueles que, como os animais, só obedecem aos seus impulsos puramente instintivos, estão inevitavelmente submetidos às leis da fatalidade; é a sua própria natureza que cria para eles essa fatalidade. Ao passo que aqueles que adquiriram o domínio dos seus instintos, das suas paixões, escapam à fatalidade para ficarem sujeitos à lei da Providência, da graça, onde conhecem a luz e a liberdade. Não se deve pensar que toda a gente pode ser livre ou que toda a gente tem de se sujeitar a um destino inexorável. Não, a liberdade depende do grau de evolução. Segundo a sua maneira de pensar, de sentir e de agir, o ser humano fica sujeito à fatalidade ou atrai as bênçãos da Providência. Portanto, em certos domínios, ele fica amarrado, fica submetido ao destino, e noutros escapa-lhe, é livre… Até ao dia em que, depois de muito trabalho e muito esforço, ele disporá plenamente da sua liberdade.




Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Tumblr.com

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O DHARMA E A VERDADEIRA LIBERDADE

Sacrifique ignorância (ajnana) e ego (ahamkara) no altar da sabedoria (Jnana), e instale a retidão (Dharma) em seu interior" - esta é a mensagem das escrituras. Cada ato altruísta, que prepara o terreno para a fusão da alma com a Super Alma, que amplia a visão para a Divindade imanente em todos os lugares, é um ato de retidão. Cada ato desses é um pequeno córrego que engrossa o rio da santidade correndo em direção ao mar de conhecimento da Divindade. Seus atos e atividades são todos rituais de culto ao Paramatma que permeia o Universo. Tudo que é feito em uma atitude de dedicação e entrega é um componente do Dharma, que leva à Realização. A estratégia do modo de vida da antiga Bharathiya (India) era dirigida para a santificação de cada momento e cada palavra, pensamento e ação como um passo no sentido da realização do Divino. (Dharma Vahini, Capítulo 1)

Alguns de vocês podem pensar: "Como pode o Dharma, que impõe limites sobre pensamentos e palavras, e regula e controla, tornar uma pessoa livre?" A liberdade é o nome que você dá a um certo tipo de escravidão. A verdadeira liberdade é obtida somente quando a ilusão está ausente, quando não há nenhuma identificação com o corpo e os sentidos, e não há servidão ao mundo objetivo. Pessoas que escaparam dessa servidão e alcançaram a liberdade, no sentido genuíno, são muito poucas em número. Servidão reside em cada ato feito com a percepção de que o corpo é o Eu Superior, pois a pessoa é um joguete dos sentidos. Somente aqueles que escaparam desse destino é que são livres; essa "liberdade" é o estágio ideal para o qual o Dharma conduz. Com esse estágio constantemente em mente, se você estiver envolvido nos afazeres de sua vida, então você se tornará uma pessoa liberada (mukta-purusha) ainda nesta vida. (Dharma Vahini, capítulo 2)




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal