sábado, 16 de março de 2024

DESCONTENTAMENTO: INGENUIDADE OU INTELIGÊNCIA ?


Ainda não foi suficientemente sublinhado quão importante é nos sentir contentes, satisfeitos, e a maioria das pessoas não veem a gravidade do seu hábito de estarem sempre descontentes com tudo e com todos. Mas o mais grave é que existe uma tendência crescente para se considerar o contentamento como um sinal de ingenuidade, de estupidez, e, inversamente, o descontentamento e a crítica como um sinal de inteligência. Um descontentamento prolongado, mantido consciente ou inconscientemente, estraga sempre alguma coisa em nós. O descontentamento só é aceitável se estivermos descontentes conosco mesmos. Mas as pessoas estão descontentes com o Senhor (Ele não fez bem as coisas!), com a existência, com toda a humanidade. Pois bem, esta atitude perniciosa dar-nos-á, interiormente, muito maus conselhos. Estejamos, pois, vigilantes! Como não podemos impedir que um sentimento se manifeste, teremos cada vez mais um rosto sem brilho, um olhar sombrio, gestos bruscos, uma voz áspera, e tudo isso nos tornará antipáticos aos olhos daqueles que nos rodeiam.


Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/fam%C3%ADlia-p%C3%B4r-do-sol-praia-felicidade-2611748/

O VERDADEIRO CAMINHO DA MEDITAÇÃO


No caminho da meditação, vemos cada vez mais claramente que é um caminho de amor, nada mais e nada menos que o caminho do Amor. Apreciamos o quão valioso é o guia que a meditação nos fornece para compreender a dinâmica do amor: amor a si mesmo, amor ao próximo e amor a Deus. Quando meditamos vivenciamos o retorno para casa, onde realmente nos sentimos – talvez pela primeira vez – à vontade e unidos conosco mesmos.

A meditação não é uma competição. Não estamos competindo com o nosso desempenho passado; não competimos com mais ninguém; nem com São João da Cruz, nem com o resto dos meditadores do nosso grupo.

Isto é algo que devemos lembrar frequentemente porque o ego é competitivo e individualista por natureza. Quando há separação do outro, há competitividade. Podemos até ter divisões dentro de nós e, assim, tentaremos competir conosco próprios no nosso próprio caminho espiritual.

A meditação também não é ambiciosa. Não tentamos adquirir nada, porque não há nada para adquirir. É precisamente o oposto. O que pretendemos na meditação é perder, deixar ir. E é nesta perda, neste desapego, que encontraremos tudo o que temos, tudo o que nos foi dado.

Às vezes, esse “deixar ir” ocorre de forma drástica se for forçado por alguma experiência que irrompe de forma dramática e repentina em nossas vidas. Pode ser devido a uma doença que ocorra, a uma nova visão da vida ou, simplesmente, como resultado do desenvolvimento das etapas da nossa própria vida.

De alguma forma, devemos aprender a “deixar ir” se quisermos viver livremente. Na meditação temos o dom precioso de aprender a “deixar ir” do nosso centro todas as posses e competitividade que acumulamos. O que parecia uma prisão vira escola; o que parecia uma alienação nos mostra como conexão.


Seleção de “Aspects of Love” de Laurence Freeman OSB


Transcrição de Carla Cooper


Fonte: WCCM Espanha - Comunidad Mundial para la Meditación Cristiana
http://wccm.es/
Traduzido por WCCM España e para o português por este blog.
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/religi%C3%A3o-medita%C3%A7%C3%A3o-f%C3%A9-luz-nuvens-3491357/

Para mais detalhes ver:
JOHN MAIN E A MEDITAÇÃO CRISTÃ: https://coletaneas-espirituais.blogspot.com/2020/05/john-main-e-meditacao-crista.html