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terça-feira, 28 de novembro de 2023

TUDO DEPENDE DA MANEIRA DE COMO REALIZAR O TRABALHO


Fazei o vosso trabalho espiritual e deixai que esse trabalho abone a vosso favor junto das outras pessoas. O vosso trabalho é que falará por vós. É preciso continuar até ao fim, morrer de pé, mas nunca renunciar ao trabalho. Não é desonroso cair, a única honra consiste em morrer fiel ao seu posto, tal como um comandante no seu navio. Já que se terá de morrer um dia, é preferível morrer como deve ser! É necessário sacrificar tudo ao trabalho, e o trabalho dar-vos-á o resto; se ele for bem feito, até a glória poderá vir. Eis algo que ainda não foi compreendido. Todos os que procuram unicamente o lucro ou a glória, sem se preocuparem com a maneira como realizarão o seu trabalho, encontrarão decepções. Só tereis a verdadeira riqueza e a verdadeira glória se fizerdes honestamente o vosso trabalho com a luz.


Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 24 de maio de 2019

A AUTORRESPONSABILIDADE E SEU PROGRESSO ESPIRITUAL


Você não supera o sofrimento se não for honesto, a cura e transformação só são possíveis quando você desenvolve a vontade sincera de se comprometer com a verdade. E sem auto-responsabilidade não pode haver progresso espiritual, você culpa o outro pela sua incapacidade de ser gentil, pela sua incapacidade de amar, pela sua infelicidade, pela sua perturbação, ou seja, pela sua incapacidade de viver pacificamente. O que é que te impede de ser verdadeiro consigo mesmo e com o outro?

Tenho dito que alguns valores humanos precisam ser acordados para que você seja bem-sucedido em sua missão maior que é iluminar o amor, deixando para trás os jogos do sofrimento. Estes valores são como os ingredientes alquímicos que possibilitam que o amor desperte, ou seja, que você amplie a sua consciência, libertando-se de crenças e percepções equivocadas que te impedem de ver a realidade de forma objetiva.

São essas crenças as bases do julgamento, da separação e do desejo, responsáveis por alimentar a fogueira do pensamento compulsivo, que faz você viajar no túnel do tempo; ficar preso no tempo psicológico, nos labirintos da mente. Assim, dissolvê-las é o único caminho para a expansão da percepção que por sua vez, permite o amor fluir. Perceber a realidade de forma objetiva é sinônimo de liberdade, de espontaneidade. Você só pode realmente ter a liberdade de ser você mesmo, bem como experienciar o prazer positivamente orientado, quando puder se libertar das crenças que te habitam. Dessa forma, se faz necessário ter inclinação para ir além do sofrimento e para desenvolver alguns dos valores humanos nos quais tenho colocado minha energia.

O primeiro deles é a honestidade, porque você não supera o sofrimento se não for honesto; não poderá expandir nem uma vírgula de consciência se não for honesto, em primeiro lugar, consigo mesmo, para assim poder também ser com a vida.  Há que se ter a disposição sincera de se ver diante do espelho.

Eu tenho dito e repetido que a honestidade é a forma de amor mais urgente e necessária neste momento. Quando você pode ser honesto consigo mesmo, pode ser honesto com o outro, pode realmente estar afinado com os códigos divinos da verdade.

Eu estou sempre lhe convidando a tomar consciência daquilo que te impede de ser honesto. O que é que te impede de ser verdadeiro consigo mesmo e com o outro? Muitas vezes, você não é verdadeiro porque acredita que vai machucar o outro, e assim, você se esconde atrás dessa crença e não encara o medo que te habita – o medo que esconde sentimentos, feridas que precisam ser tratadas e curadas.

Honestidade significa um compromisso com a verdade. Só quando você desenvolve esse valor é que pode responder a grande pergunta: “Quem sou eu? Quem habita esse corpo?” A inconsciência a respeito de sua identidade pode gerar muitos acidentes. Identificado com essas crenças, você pode ficar eternamente caindo no mesmo buraco. A cura e transformação só são possíveis quando você desenvolve a vontade sincera de se comprometer com a verdade.

Outro valor que precisamos desenvolver para expandir a consciência é a autorresponsabilidade. Há que se ir além do egoísmo e dos jogos de acusações; há que se ter disposição para renunciar a vítima que te habita. Sem essa disposição, você inevitavelmente continuará circulando no mesmo lugar. A autorresponsabilidade é a pedra fundamental em que se edifica a consciência. Sem autorresponsabilidade não pode haver progresso espiritual.

Sem autorresponsabilidade não pode haver evolução da consciência. Você vai ficar eternamente andando em círculos, porque o jogo de acusações é um círculo vicioso – você culpa o outro pela sua incapacidade de ser gentil, pela sua incapacidade de amar. Acusa o outro pela sua infelicidade, pela sua perturbação, ou seja, pela sua incapacidade de viver pacificamente.

Portanto, a expansão da consciência só é possível se houver honestidade e autorresponsabilidade. Por mais evidente que seja o erro do outro em qualquer circunstância, se você ficou perturbado, deve olhar o grão de defeito que está em você. Essa é a base. Essa é a fase zero do processo. Sem essa base não adianta fazer malabarismos com a vida porque nenhuma austeridade vai surtir efeito.

Eu já procurei outro caminho porque sei que este é difícil. Poderia haver um caminho mais fácil, ter uma pílula que dissolvesse condicionamentos e crenças, mas até hoje, ninguém inventou isso. Até hoje você dissolve os condicionamentos através do caminho da autorresponsabilidade.

Assim, quando as coisas ficam difíceis em qualquer situação ou relação que você mantém, se faz necessário encontrar a autorresponsabilidade para olhar objetivamente o que fez a energia cair. Se puder fazer isso junto com a outra pessoa envolvida, melhor ainda, mas não se engane achando que sua liberdade depende da percepção do outro assumindo a parte que lhe cabe no conflito.

Vá atrás da sua parte porque te garanto que, quando você assumir sua responsabilidade no episódio, naturalmente a energia começará a subir de novo. É instantâneo. Coloque em prática que você vai compreender o que eu estou falando.



Sri Prem Baba


Fonte: www.sriprembaba.org
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A ÉTICA DE ANTÔNIO VIEIRA - O Princípio da Honestidade na Civilização do Século 21

Acusado de “heresia”, Antônio Vieira viveu diversos anos preso em cárcere mantido por cardeais que torturavam e matavam em nome de Jesus.


A visão interior da meta antecede a ação. Saber o que é correto é mais fácil do que colocá-lo em prática eficientemente.

Assim, a chave ética para a transformação política da sociedade não terá de ser descoberta em algum momento do futuro, porque já vem sendo descrita e mostrada há milênios.

“Não há nada de novo debaixo do Sol”, diz a Bíblia. E um exemplo claro disso é que a questão da existência ou não de ética na política – decisiva para o século 21 – já foi esclarecida corajosa e magistralmente pelo padre Antônio Vieira em um sermão feito em Lisboa em 1655, por coincidência, alguns poucos anos antes de ele ser recolhido às prisões da Santa Inquisição portuguesa.

Polêmico como todos os profetas, Vieira contou uma história para mostrar a diferença entre um assalto comum e o roubo em grande escala. Disse ele que, certo dia, o imperador Alexandre, da Macedônia, navegava em direção às Índias com sua poderosa frota de guerra quando foi trazido à sua presença um pirata que andava roubando os pescadores do mar Eritreu. Alexandre repreendeu o homem por suas atividades desonestas. Mas aquele pirata do século quatro antes de Cristo não era medroso nem tímido, e respondeu:

“Então, senhor, eu, que roubo em uma barca, sou ladrão, e vossa excelência, que rouba com uma frota inteira, é um imperador?”

Vieira citou a seguir o comentário do filósofo Sêneca: “Se qualquer rei fizer o que fazem o ladrão e o pirata, merece o mesmo nome que eles”. Para aquele padre português, que serviu Brasil e Portugal como poucos, o que mais causava assombro e vergonha era ver que os pregadores religiosos do seu tempo não defendiam a mesma doutrina. O silêncio deles, dizia Vieira, era uma grave acusação contra os príncipes.

“Não são ladrões apenas os que cortam as bolsas”, disse o padre, citando São Basílio. “Os ladrões que mais merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e as legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais, pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam correndo risco, estes furtam sem temor nem perigo. Os outros, se furtam, são enforcados; mas estes furtam e enforcam.” [1]

Depois de mencionar a responsabilidade dos líderes religiosos, Vieira comenta o papel dos reis (e chefes de Estado) no processo da corrupção generalizada: “Aquele que tem a obrigação de impedir que se furte, se não o impediu, fica obrigado a restituir o que se furtou…”

Pouco mais de trezentos anos depois da morte de Vieira, ocorrida em 1697, as palavras dele continuam proféticas. Ao descrever a atuação dos administradores públicos no vasto reino português do século 17, ele parecia falar também do Brasil e outros países no início do século 21:

“Furtam de modo permissivo, porque permitem que outros furtem, e estes compram as permissões. Conjugam de todos os modos o verbo roubar…”

A desonestidade nas relações políticas e a corrupção dos administradores públicos não são, portanto, um fenômeno recente. Mas só um pessimista muito afastado da realidade dos fatos pode ignorar que a transparência e a informação plena são a marca do século 21, e que elas dificultam a corrupção.

Ao mesmo tempo, é impossível instalar a ética na política de modo estável e permanente enquanto não houver ética nas relações econômicas e na estrutura social. Os avanços tecnológicos das últimas décadas eliminaram grande parte dos obstáculos materiais para uma vida melhor. Há muitas soluções simples que ainda não foram adotadas pelos nossos líderes políticos apenas porque necessitam de uma dose maior de honestidade e decência por parte de todos, e um pouco menos de egoísmo.

Por exemplo: a produtividade da economia cresceu de modo extraordinário nos últimos 50 anos do século vinte, mas o poder aquisitivo dos trabalhadores não aumentou na mesma proporção, e o desemprego continua uma ameaça. Ora, há duas maneiras principais de repassar o aumento de produtividade para o trabalhador. Uma é aumentar o salário. A outra é diminuir a jornada de trabalho. Se esta ideia for colocada em prática, o trabalhador terá mais tempo para o lazer e a cultura. Terá mais qualidade de vida e chances de ser um cidadão melhor. O desemprego diminuirá e, consequentemente, haverá menos crimes nas ruas.

Uma outra questão social decisiva para a vida política do País é, sem dúvida, a reforma agrária. Não pode haver ética duradoura na política enquanto não houver justiça social no campo, porque, afinal, todas as questões estão integradas.

As igrejas cristãs e demais lideranças espirituais têm atuado pouco no campo da ética política, e isto aumenta as dificuldades. No futuro próximo, porém, os espiritualistas sintonizados com a energia do futuro assumirão com força crescente o seu dever de irradiar, o mais rápido possível, honestidade e decência para os diferentes níveis do país em que vivem. Este será ao mesmo tempo um teste para a coerência das lideranças espirituais, porque a pregação ética não tem valor se não nasce de uma prática concreta.

Os gestos práticos são, de fato, o discurso mais eloquente. E não se trata tanto de combater o mal quanto de fazer e estimular o bem. Todo ser humano tem qualidades positivas e negativas. A grande tarefa política é criar uma espécie de reação química coletiva que faça crescer os sentimentos positivos entre as pessoas e os setores da sociedade, de modo que as qualidades positivas entrem em movimento e a negatividade perca espaço e acabe sendo transcendida. O desafio do líder político da nova era é criar no cidadão um sentimento de confiança vigilante em si mesmo, nos outros e no nosso futuro comum. Neste contexto, a oposição entre esquerda e direita pode ficar reduzida em grande parte a um mero jogo de palavras.

Até algum tempo atrás, os movimentos políticos de esquerda pareciam quase donos da bandeira da ética; mas atualmente há uma grande falta de heróis nessa área.

Os partidos políticos não têm sabido interpretar nem encaminhar de modo eficaz o problema ético, apesar de ele ser a questão central do processo político brasileiro. A razão desta dificuldade é simples: o problema ético depende da consciência interior de cada um e não pode ser resolvido apenas no plano externo da política e do jogo das aparências.

A visão interna e espiritual da realidade é indispensável, porque a atmosfera psíquica ou psicosfera do País é alimentada pelos pensamentos mais íntimos de cada um de nós. A consciência social é alimentada pela consciência de cada pessoa. De certo modo, os políticos desonestos estão apenas levando às últimas consequências as pequenas desonestidades físicas, emocionais e mentais que alguns cidadãos pensam que podem cometer impunemente nas suas relações familiares ou profissionais. O cidadão que busca tirar vantagens dos outros dizendo meias-verdades aumenta a presença sutil da falsidade na psicosfera.

Do mesmo modo, o cidadão que decide viver o mais honestamente possível em todos os aspectos da vida funciona como purificador da atmosfera psíquica, trocando vibrações densas por outras mais leves, e pensamentos escuros por ideias bem definidas e claras. Cada indivíduo está ligado internamente a tudo o que acontece no seu país e no mundo, porque o processo humano é um só e indivisível. Quando um de nós aperfeiçoa a si mesmo, está aperfeiçoando os outros no plano espiritual. Falando de política, o sábio chinês Confúcio disse há 2500 anos: “Se você for capaz de corrigir-se, não terá dificuldades ao governar. Se você não for capaz de corrigir-se, não conseguirá corrigir os outros.” [2] Agora estamos quase no ponto de aprender a lição.

Nos Ioga Sutras de Patañjali – o maior tratado de ioga de todos os tempos -, uma das abstinências exigidas é não roubar. A tarefa é mais difícil do que parece à primeira vista:

“A maior parte de nós não é dada ao roubo como ele é usualmente entendido”, comenta Rohit Mehta. “Mas existem aspectos mais profundos do roubo dos quais podemos não estar livres.” Qualquer forma de imitação, mesmo sutil, pode ser um furto. Um relacionamento em que há uso de outra pessoa para satisfação própria é uma forma de roubo. Todo excesso tem alguma semelhança com o furto, e a honestidade é quase sempre inseparável da moderação e do equilíbrio. [3]

O desafio político dos cidadãos da nova era torna necessário reexaminar sua atitude diante da sociedade brasileira a partir de um ponto de vista central: não podemos ser altruístas na vida pessoal enquanto agimos de modo egoísta ou irresponsável em nossas relações econômicas, políticas e sociais. Ao contrário. É preciso recriar o mundo concreto e as relações humanas a partir do sentimento de fraternidade que a busca espiritual faz nascer dentro de nós.

É verdade que o caminho místico desperta a necessidade de uma vida menos agitada e mais silenciosa, aumentando o prazer de estar sozinho no plano físico. Mas o sentimento de solidariedade profunda e o amor pela humanidade só aumentam quando a busca interior é autêntica – mesmo que se prefira levar uma vida um pouco mais retirada.

Não é por acaso que a participação dos místicos na vida política brasileira sempre foi decisiva. O sentimento de solidariedade é inevitável. Tiradentes, o mártir da Independência, era simpatizante ativo do movimento maçônico. Ele disse que, se tivesse dez vidas, daria todas elas pela causa da libertação do nosso país. José Bonifácio, Gonçalves Ledo e os principais líderes da Independência eram maçons e transcendiam o dogmatismo religioso, embora em muitos casos tivessem uma visão limitada da questão espiritual. Frei Caneca, morto por seus ideais republicanos e democráticos, era maçom, assim como o barão de Rio Branco, Benjamin Constant, marechal Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Campos Sales e o duque de Caxias. O grande jurista Ruy Barbosa, o presidente Prudente de Morais e o presidente Washington Luís foram maçons, do mesmo modo que os jornalistas Júlio de Mesquita e Júlio de Mesquita Filho. Todos esses personagens da nossa história certamente cometeram equívocos, alguns graves, e também discordaram frequentemente um dos outros. Mas eles tiveram em comum uma certa abertura para a visão mística da vida. [4]

O pioneiro do jornalismo brasileiro, Hipólito José da Costa, fundou o jornal Correio Braziliense no exílio, em Londres, em 1808, fazendo dele um instrumento de luta pelo fortalecimento do Brasil. Hipólito, maçom respeitado mundialmente, foi um estudioso notável das tradições de mistérios e passou vários anos nas prisões da Inquisição, perseguido por seus ideais.

Independentemente dos movimentos espiritualistas ou esotéricos organizados, há hoje uma tarefa histórica inevitável diante das forças políticas: aprender a lição da ética e, ao mesmo tempo, assumir uma atitude prática e construtiva em relação ao futuro. A corrupção não apenas se alimenta do pessimismo, mas também tende a realimentá-lo. Entre os lugares comuns usados pelos ladrões para justificar-se está o de que “sempre haverá ladrões”. Mas a verdade é que a sociedade avançou muito desde o tempo daquele sermão de Antônio Vieira, e agora estamos chegando a uma situação radicalmente nova no Brasil. A ética em todas as relações sociais é uma experiência inevitável nos novos tempos.

O século 21 começou e os movimentos sociais não têm mais condições de limitar-se a fazer críticas. A política baseada apenas em discursos leva ao vazio, ou uma postura de negação do presente e do futuro com fixação nos hábitos populistas do passado. Os setores de esquerda – como todos os outros – estão mudando e necessitam mudar mais em direção a atitudes crescentemente éticas e criativas.

Ruy Barbosa escreveu em 1910 que “uns plantam a semente de couve para o prato de amanhã, e outros a semente de carvalho para o futuro. Os primeiros cavam para si mesmos, os últimos lavram para o seu país”. Com dirigentes políticos decentes, capazes de ouvir a população e buscar o bem do Brasil a longo prazo, o País poderá finalmente realizar na prática o velho sonho futurista do patriarca da Independência, José Bonifácio, que escreveu:

“Nós não reconhecemos diferenças nem distinções na família humana. O chinês, o português, o egípcio, o haitiano, o adorador do Sol e o de Maomé serão tratados como brasileiros. Porque, afinal, esta paz divina e concórdia celeste ligarão um dia todo o mundo, e farão, de todos os homens, uma só família.” [5]

Esta é a política do século 21. Com ela poderá nascer a federação mundial democrática sonhada há séculos por místicos das mais diferentes tradições culturais e religiosas, e da qual a atual ONU é uma pálida, mas valiosa, antecipação.




Carlos Cardoso Aveline





Fonte: do sítio da Web "Filosofia Esotérica"
http://www.filosofiaesoterica.com/a-etica-de-antonio-vieira/





NOTAS:

[1] “Sermão do Bom Ladrão”, Padre Antônio Vieira, Ed. Princípio, 1993, 48 pp.

[2] “O Essencial de Confúcio”, Thomas Cleary, Ed. Best Seller, 197 pp. Ver p. 113.

[3] “Yoga, A Arte da Integração”, Rohit Mehta, Ed. Teosófica, 312 pp. Ver pp. 106-107.

[4] “Os Maçons que Fizeram a História do Brasil”, de José Castellani, Ed. A Gazeta Maçônica, 177 pp. Ver também “História do Grande Oriente do Brasil”, de José Castellani, editado pelo Grande Oriente do Brasil, Brasília, 358 pp. e apêndices, 1993; e “Maçonaria e Ação Política”, de Waldemar Zveiter, Editora Mandarino, RJ, 192 pp.

[5] “José Bonifácio, o Patriarca da Independência”, de Venâncio F. Neiva, um resumo biográfico, Ed. Irmãos Pongetti, RJ, 1938, 304 pp. Ver especialmente p. 278.

sábado, 2 de abril de 2016

REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

A principal razão de um obstáculo é o conflito de sentimentos. Nosso estado de espírito se eleva ou cai a partir de duas coisas: sentimentos e intenções. Para mantermos o alto-astral, precisamos ter mais sentimentos de: (1) bondade; (2) amorosidade e cooperação; (3) coragem e entusiasmo; (4) consciência de alma; (5) pertencimento. Todos esses sentimentos podem ser chamados de bons votos. Quando temos bons votos em relação a nós e aos outros, nos sentimos mais próximos de todos. Como consequência disso, obstáculos e conflitos terminam.

Honestidade existe quando não há contradições nos pensamentos, palavras ou ações. Os pensamentos serão limpos. As palavras, ao refletirem a clareza da mente, serão preenchidas com o poder da verdade. O mérito será visível nas ações. Ter uma forma internamente e outra externamente cria barreiras, impede a proximidade nos relacionamentos, quebra o amor. É a honestidade genuína, cultivada dentro de você, que tocará a todos.

Encontre um lugar quieto e relaxe. Sente-se em uma cadeira. Mantenha seus olhos abertos e gentilmente repouse o olhar em um ponto à frente. Afaste sua atenção dos sons externos e observe seus pensamentos. Não tente parar de pensar. Não julgue, apenas observe. Assim os pensamentos desaceleram e você fica mais tranquilo. Crie um pensamento sobre você como: “Eu sou pacífico.” Segure essa afirmação na tela da mente. Visualize-se sendo pacífico. Não lute com outros pensamentos ou memórias que possam distraí-lo. Deixe-os passar e volte ao pensamento que você criou. Agora pense no Oceano de Paz, Deus. Receba Dele todas as virtudes. Permaneça estável por alguns minutos e retorne às suas atividades. (BK Vishnu Khemani)

Os pensamentos têm grande poder. Eles são como sementes que você planta na mente. Quanto mais você mantém um pensamento, mais poder ele terá. Pensamentos positivos dão energia e força. Pensamentos negativos roubam poder e nos fazem sentir cansados. Somos positivos por natureza. Negatividade é resultado de um pensamento falho. Você pode mudar se quiser. Você não pode controlar os outros e as situações, mas você pode controlar o que está acontecendo dentro de você. Leva tempo para transformar esses padrões de pensamento. Seja paciente consigo. Comece com um pensamento: Hoje! (BK Prashant)




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 31 de julho de 2015

REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

Assim como você conversa com seu pai, tenha uma conversa direta com Deus. Sinta o impacto dessa conexão na mente. Perceba as qualidades Dele e deixe a mente experimentar um estado pacífico. Vá fundo nessa paz positiva. Sinta realmente a paz do Oceano de Paz. Assim, lentamente a mente fica silenciosa. Sua mente quer esse silêncio. Há consciência da quietude. Há clareza da visão interior onde você pode ver-se. (BK Nirwair)

Quando somos gentis conosco, quando desaceleramos e dançamos suavemente a música da vida, os relacionamentos conosco e com os outros mudam. Conseguimos acalmar a autocobrança e serenizar as exigências em relação às pessoas. Permitimos ser o que somos e também aceitamos os limites dos outros. Aceitação torna a face mais bonita, o corpo mais relaxado. Traz harmonia a todos ao redor, aquietando a atmosfera.

Viver com honestidade é aprender constantemente. Honestidade nos capacita a focar a atenção no eu ao invés de olhar para os outros ou para suas fraquezas. Nos capacita a trazer o conhecimento para a forma prática. Ficamos livres de desculpas, preguiça, medo e dependência. Quando há honestidade, ficamos abertos a mudar, progredir e melhorar com cada e toda situação.

O coração é como uma flor - se não for aberto, não pode liberar sua fragrância ao mundo. A fragrância do coração é composta pelas qualidades e virtudes do nosso espírito. Porém, em um mundo que machuca, a maioria de nós aprendeu a fechar o coração. Abrir o coração hoje parece exigir tremenda coragem. É uma coragem que só vem quando nos damos conta de que ninguém pode nos ferir, independente do que digam ou façam. É uma coragem que vem da realização de que somos seres conscientes, inabaláveis e naturalmente virtuosos.




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Grev Kafi (the pseudonym of two symbolist painters, Evdokia Fidel'skaya and Grigoriy Kabachnyi, a married couple, that work in co-authorship) - http://www.grevkafi.org

domingo, 9 de fevereiro de 2014

MUDAR A SITUAÇÃO - HONESTIDADE - SINGULARIDADE

Pensar sobre as ações dos outros pode dar uma dor de cabeça. Em vez disso, é bom pensar sobre o que deve ser feito. Se alguém está fazendo algo errado, em vez de arriscar a paz, levantando queixas na mente, é bom fazer alguma coisa para mudar a situação. Quando isso é feito, há bons sentimentos em relação aos outros, como pomadas que curam feridas e restabelecem a amizade e os relacionamentos. Ao invés de querer mudar as pessoas, eu me esforço para mudar a situação.

A verdadeira honestidade traz clareza sobre o eu. Honestidade não é só falar a verdade, mas ser claro consigo. Isso naturalmente traz clareza sobre minhas próprias capacidades. Permite reconhecer que um passo maior pode ser dado e ao mesmo tempo - traz a humildade de aprender com as diferentes lições da vida. Quando sou honesto, sei quais são os meus limites e os aceito com amor. Esta aceitação me deixa pronto para o que vier. E quando chega a hora, sou capaz de fazer porque já me preparei para isso. Eu não paro quando as situações me exigem mais, porque há total clareza dentro de mim.

Cada pessoa certamente foi agraciada com um presente especial, um presente que é único a cada um. Quando reconheço minha própria singularidade, sou capaz de permanecer livre de comparação e competição. Sou capaz de ficar no estado de autorrespeito de saber quem eu sou. Isso me mantém contente e pacífico. Além disso, eu desenvolvo muito entusiasmo para usar esse meu dom especial. Portanto, há uma experiência constante de contentamento ao longo do processo.





Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: http://www.imageafter.com/