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sexta-feira, 1 de abril de 2022

ANSIEDADE - DESAFIOS E EVOLUÇÃO


"(...) a ansiedade precede sempre a ação de cair (...)" 1

Ao ingressar o Princípio Inteligente no reino animal, está ele altamente enriquecido e apresenta registros das experiências vividas arquivadas nas formas do instinto que se refletem nas atitudes sem raciocínio uma vez que não sofreram ainda nenhum burilamento sob os eflúvios do raciocínio, do amor integral, características estas dos estágios mais avançados do ser.

Esse Princípio Inteligente, ao alcançar o reino hominal, mostrará estados emocionais angustiantes, vazio ainda de objetivos racionais, conscientes, planejamento, comparações, processos mentais mais elaborados que lhe permitiriam optar com maior aproximação da realidade.

Tal situação não trabalhada no decorrer das existências permanecem, somando-se a inúmeros outros conflitos não enfrentados e podem alcançar a zona consciente sob forma patológica.

"(...) as ansiedades armam muitos crimes e jamais edificam algo de útil na Terra (...)" 1

Desse modo, uma exteriorização que em pequeno grau representaria impulso evolutivo, passa a exteriorizar sintomas de receios, vendo em relação a tudo insucessos e dores, atemorizando-se, recuando diante da vida, sintomas esses que normalmente se prendem a causas psicológicas inconscientes, nas quais os impulsos se apresentam impetuosos, sem equilíbrio, desordenados.

Isso caracteriza o quanto o homem é carente de construções psicológicas sadias, constatação que leva a que se entenda porque o dinamismo espiritual reage de forma violenta, intranquilizando o ser.

"(...) Invariavelmente, o homem precipitado conta com todas as probabilidades contra si (...)" 1

No atual momento, a ansiedade se exterioriza carregada das mais variadas nuances, representada por um estado de tensão, aflições incontroláveis a se revelar como angústia, inquietude, insegurança, que levam o indivíduo a ter medo, manter-se apreensivo, como que aguardando irreversível infelicidade, reações essas que atingindo um ponto máximo, desembocam no pânico.

Os sintomas aparecem de maneira sutil, inexplicável. A insegurança vai se assenhoreando do mundo mental, em ângulo pessimista arrasador e que podem exteriorizar-se no corpo físico nas cefaleias, dificuldade para respirar, modificação da pressão arterial, suores, tremores, contrações musculares, enfim, sinais complexos, variáveis em cada indivíduo com tendência a fixar-se em algum órgão ou região do organismo.

Traduz-se ainda em agitação, dificuldade do sono, falta de ar, sensação de aperto e desconforto psicológico intenso, sentimento de culpa sem causa aparente, no qual o indivíduo questiona-se sem encontrar respostas. Apavorando-se, descrê de si, recua e sofre.

Tomar medicação de forma incontrolada e aleatória, é agir de modo irresponsável, sem lógica de profundidade. É necessário sim que, com o auxílio e acompanhamento especializado, se avalie o processo ansioso, os sintomas, as possíveis origens internas ou externas.

A medicação, se houver necessidade, só sob critério especializado, será útil, mas não será completa se o paciente não abrigar em si vontade de reencontrar-se, renovando hábitos a serem elaborados no Bem, nos valores maiores da Vida, nas certezas e confiança daquele que luta para superar-se. Empreender, portanto, realizações dentro de possibilidades pessoais nos fatores sócio-econômicos que lhe são possíveis, consciente, que na ação de distender limites, cada um convive com o programa que necessita e que a existência oferece a cada um a medida exata, para que na ação consciente se viva em paz.

"(...) se o homem nascesse para andar ansioso, seria dizer que veio ao mundo, não na categoria de trabalhador em tarefa santificante, mas por desesperado sem remissão (...)" 1

Pelo estudado, percebemos haver reações ansiosas de fundo espiritual e que ao despertar na zona consciente, constituem-se com características de difícil remoção, uma vez que refletem bagagem negativa a aguardar respostas, trabalhos construtivos a serem dinamizados pelo próprio ser, na reconstrução íntima.

Reações ansiosas superficiais, situações dessa atual existência, configurar-se-iam como de mais fácil remoção, uma vez que seriam as respostas emocionais diante dos fatos cotidianos causados pela sobrecarga dos conflitos econômicos ou sócio-familiares.

Desperto, surgida a situação sendo ela trabalhada, não é absorvida pelo psiquismo de profundidade, não se implantando na alma sinais negativos devido a reação da estruturação dos novos valores. Por não haver esse despertamento para trabalhar cada situação, de posicionar conscientemente diante dos desafios do existir, o processo ansioso passa a fazer parte da estrutura dinâmica do Espírito como condição inerente, em tonalidades mais ou menos agravadas.

"(...) Opondo-se as inquietações angustiosas, falam as lições de paciência da Natureza, em todos os setores do caminho humano (...)" 1

Ressalte-se que, ansiedade em pequeno grau, configurando-se como anseio, desejo, aspiração, planejamentos em sonhos e metas a alcançar, é necessária ao impulso das realizações. Responde por fator construtivo com reflexos dinâmicos no desempenho individual.

Há, portanto, que se estar atento, consciente para identificar de que modo se apresenta, de onde provém, porque se está ansioso: a origem é de estruturas espirituais inconscientes, isto é, não identifico causa real imediata próxima ou passada ou é fruto dos fatores de superfície, fruto dos atritos normais do dia-a-dia.

Estar atento às variantes de uma profunda tristeza, tédio, inibição ao entusiasmo, exaltação repentina à alegria, variações, alternâncias bruscas inconstância na forma de sentir e ser, lembrando que agora, na faixa hominal em que vige plenamente a responsabilidade, cada qual passa a ser o artífice, o construtor do próprio destino, libertando-se ou não. Os desafios existem para isso, com essa função.



Leda Marques Bighetti




Bibliografia:
1. XAVIER, Francisco C. – pelo Espírito Emmanuel – Pão Nosso – FEB – Rio de Janeiro – RJ – 6ª ed. 1979 – lição 8 – p. 27-28.

Subsídios: 
ANDRÉA, Jorge – Dinâmica PSI – F.V. Lorenz Editora Petrópolis – RJ – 2ª ed. 1990 – p. 112.



Fonte: http://br.geocities.com/luz_espirita/Ansiedade.doc
Via: http://www.espiritualidades.com.br/Artigos
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/vectors/transtorno-ansiedade-esgotamento-4073570/

quarta-feira, 26 de março de 2014

A LUZ QUE BUSCAMOS

Na maioria das vezes, as respostas que almejamos, encontram-se dentro de nós.

Algumas quedas sofridas, na verdade, depois se tornam a chance de nos reerguemos espiritualmente.

Solidão que queima a alma, no fundo, nos convida a refletir sobre o caminho que escolhemos trilhar.

Desilusões que ontem nos machucaram, hoje, transformam-se em bênçãos do Pai.

Sofrimento que bate a nossa porta, com o tempo, nos mostra outras portas que sempre estiveram a nossa frente, porém, não conseguíamos enxergar.

Mágoas que ferem o coração, acabam, perdendo a sua força e cedendo lugar ao amor.

Derrotas que nos desanimam a continuar, apenas estão nos preparando para verdadeiras vitórias.

Tristezas que se aproximam, no fim, se tornam verdadeiras reflexões perante os atos que estamos realizando.

Doenças que nos fragilizam, buscam nos levar ao encontro dos verdadeiros valores espirituais.

Desespero que nos consome, é nosso íntimo a gritar por renovação.

Dificuldades que nos atingem, apenas buscam preparar nosso Espírito para novas caminhadas.

Trevas que nos envolvem, nos ensinam a importância da confiança no Pai, porque com confiança, atravessaremos qualquer caminho.

Intrigas que se aproximam, também trazem consigo, a compreensão que deve ser exercida.

Espinhos nos ferem, porém, logo depois, passamos a perceber as flores que os acompanham.

Raiva que chega de repente, nos descontrola, mas a fé dentro de nós traz a serenidade.

Sim, todos os percalços que a vida nos apresenta, estão sempre acompanhados de grandes ensinamentos espirituais.

Nenhuma dor chega se não tiver um porquê.

Nenhuma doença se aproxima se não quiser nos mostrar algo.

Nenhuma tormenta paira sobre a nossa cabeça sem finalidade.

Porém, em cada um desses momentos, estejamos confiantes, porque se o sofrimento bate à nossa porta, a esperança já se encontra dentro de nós e é com ela que iremos renovar nossos caminhos e compreender o que se faz necessário.

Lembremos que, uma vez a lição aprendida, a dor cessará e novos horizontes nos convidarão a prosseguir a jornada.

E a luz que buscamos brilhará mais intensamente a nossa frente...




Sônia Carvalho




Fonte: do livro "E a Vida se Renova"
(via "Vídeos e Mensagens Espíritas")
http://videosemensagensespirita.blogspot.com/
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/