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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A REFLEXÃO QUE CONDUZ AO AUTOCONHECIMENTO


O conhecimento acerca de nosso potencial e de nossas limitações são fundamentais. É preciso saber onde você está, para poder descobrir como se faz para chegar onde você quer, e, nesse processo de crescimento você precisará manter o seu equilíbrio interior para saber como agir de maneira correta diante de diferentes situações e pessoas.

O autoconhecimento lhe permitirá ter uma percepção mais ampla acerca dos próprios valores e da forma como você interage com as pessoas. Portanto, ao reconhecer suas forças e aceitar suas fraquezas você estará a caminho do seu crescimento, e isso trará maior autocontrole e satisfação interior.

A fascinante jornada, chamada busca interior, lhe proporcionará a autoconfiança, que pode ser traduzida na expectativa, consciência e fé na sua própria capacidade de realização, e nos poderes do seu subconsciente, também chamado de inconsciente.

O inconsciente ou subconsciente é a camada mais profunda da mente humana; é como se fosse a parte oculta do enorme bloco de gelo que flutua nas águas geladas das regiões polares, chamado iceberg. O inconsciente pode ser representado pela parte que fica abaixo da linha da água; é a menos usada e a mais poderosa. Cuidado, pois um iceberg foi responsável pelo naufrágio do transatlântico Titanic, que, até então, era considerado insubmergível pelos seus criadores e especialistas da época.

Tudo que fazemos de forma automática pela força do hábito é comandado pela mente subconsciente. É como dirigir um automóvel enquanto se pensa na vida.

Mahatma Ghandi já nos alertava sobre o fato de que nossos pensamentos geram ações, que praticadas de forma reiterada criam o hábito, que forma e consolida o nosso caráter, e ao final, determina qual será o nosso destino.

Hoje, mais do que nunca, percebemos a importância que a sinceridade, os valores e os princípios morais têm em nossas vidas e no desdobramento de nosso destino. O dramaturgo William Shakespeare, que se imortalizou com importantes obras, como “Romeu e Julieta” e “Hamlet”, disse certa vez: “Para teu próprio proveito, sê verdadeiro”.

O grande líder pacifista Mahatma Ghandi, responsável pelo movimento que libertou a Índia do domínio inglês com o uso da estratégia da não-violência, deixou a lição de que somos nós os agentes da mudança que desejamos ver no mundo, pois tudo parte de nós e a nós retorna. Ghandi pensava e agia em conformidade com a lei mental e transpessoal de causa e efeito, onde a sabedoria e equilíbrio aplicados na interação humana produzem resultados positivos e pacificadores. A figura íntegra e as atitudes de Ghandi geravam forte empatia em seus adversários, provocando "insights" capazes de provocar mudança imediata na forma de pensar e agir.

Ao tornar-se agente da mudança, você passa a se envolver, a se emocionar e orgulhar-se de suas escolhas, e tudo isso faz nascer a vontade de ajudar as pessoas a se desenvolverem, e assim você dá início ao processo de aprendizagem contínua e gratificante.

A única coisa que podemos dar a outrem sem perdas é o conhecimento. O conhecimento tem efeito multiplicador de benefícios. A troca de conhecimentos é uma verdadeira negociação ganha-ganha em que ambas as partes saem vitoriosas e satisfeitas, gerando o chamado círculo virtuoso.

A expansão da consciência humana, no sentido transcendental do cosmos tem o seu "start" no autoconhecimento.

Distribua conhecimento, divida seu conhecimento. No ato de aprender e ensinar se encontra o segredo do desenvolvimento humano.


Nelson Tanuma



Fonte: www.nelsontanuma.com.br
via: Espiritualidade e Sociedade
https://www.espiritualidades.com.br
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/segredo-descoberta-caminho-8265981/

sexta-feira, 18 de março de 2022

NOSSO PASSADO E O INSTINTO


Todos os humanos carregam em si o seu longínquo passado de animais: a manha de uns, a brutalidade, a crueldade, a voracidade ou a sensualidade de outros...

Evidentemente, esta natureza animal é muito forte: teve milhares de anos para se fortalecer e se exercitar, porque viveu em condições muito difíceis.

Pensai em todas as dificuldades que os animais têm de enfrentar para poderem sobreviver, encontrar alimento, arranjar abrigo e conservá-lo, e para se protegerem uns dos outros...

Como quereis que, depois de ter vivido em tais condições, a nossa natureza instintiva seja agora doce, boa, clemente?

Mas também é necessário saber que ela não representa a última etapa do desenvolvimento.

O que está em causa, agora, é desenvolvermos as nossas qualidades psíquicas e espirituais, para fazermos face a todas as tendências instintivas.

É esse o problema que todos temos de resolver.



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

domingo, 13 de março de 2022

BUSCANDO A NÓS MESMOS


Quando Heráclito disse, “Busquei por mim mesmo”, ele produziu uma das mais férteis máximas e, no que concerne ao místico, uma diretiva para todos os tempos, pois estudante algum da Senda está totalmente desperto para o significado dessa busca até que chega a decisão de buscar por si mesmo. Não importa que ensinamentos sejam colocados em suas mãos ou que professores ele possa ter tido, vai acabar se deparando exatamente com essa mesma injunção do filósofo grego de 500 a.C.

É surpreendente pensar o quanto os antigos nos deixaram da verdade interna da vida e do eu, e quão pouco geração após geração parecem ter-se beneficiado disso. Suponho que isso aconteça porque eles escreveram há tanto tempo, que, pela própria antiguidade, seus ensinamentos parecem ter pouca aplicação para os dias atuais, já que as pessoas estão hipnotizadas pelas descobertas e experiencias da ciência em todo o campo da vida exotérica.

Quanto a nós, contemplamos esses primeiros pioneiros do pensamento com reverência. E aqueles que atingiram certo estágio em nossos estudos (rosacruzes) sabem que tudo vem de lá. Não que maiores ensinamentos e ajuda invisível sejam negados a eles, mas que um aspirante tem que se voltar para si mesmo para colocar em prática a instrução que recebeu; e ele acaba percebendo que isso significa procurar dentro de si mesmo o caminho do Mestre.

Pois existem estágios definidos do caminho em que o aspirante precisa encontrar seu próprio caminho. O verdadeiro desenvolvimento interior não consiste em simplesmente ir empilhando conhecimento e mais conhecimento de várias fontes de instrução. Vem de uma compreensão e aplicação mais profunda e sincera do que é disponibilizado para a vida e para ação no mundo. Ele precisa deliberadamente se submeter a testes na vida e nas circunstâncias e aprender lições que não podem ser aprendidas de outra forma.

O mesmo princípio se aplica em qualquer arte ou ciência. Chega o momento em que o estudante tem que dar as costas para os livros-textos de fatos acumulados e provar seu valor em sua própria vida através da meditação e da experimentação.

Heráclito enuncia a mesma verdade de sua própria maneira quando diz: “Viajando por todas as estradas, não vamos conseguir descobrir as fronteiras da alma..., ela tem um logos tão profundo”. As fronteiras da alma não estão na diversidade de instrução, mas dentro de nós; e o propósito da instrução é nos esclarecer e fortalecer suficientemente para pesquisarmos internamente as fronteiras do eu interior, nos esforçarmos para conhecer nossa missão individual na vida e nos comprometermos com um serviço dedicado.

Sei que, para alguns, isso pode parecer simplesmente um ideal esperançoso dentro do quadro mundial com que nos deparamos atualmente. Mas não podemos ignorá-lo se nossa intenção é ir para frente e para o alto. Sei também que manter e alimentar esse ideal, com tanta oposição que nos quer desviar dele, nos leva a julgamento de muitas formas e, muitas vezes, torna o caminho mais duro. Mas todo avanço tem seu preço, e este é um avanço especialmente forte e pessoal.

Mas há uma recompensa para cada espiral de caminho percorrido com propósito e compaixão inabaláveis. Para cada aspirante, cada espiral tem uma historia e carma individual diferentes e, se aceitado no silêncio e na alma da pessoa que ora, traz uma percepção cada vez mais forte de que estamos chegando cada vez mais perto do mundo do Mestre.

Buscar a nós mesmos, em seu sentido mais verdadeiro, significa entrar cada vez mais na vida de abnegação, de uma liberação das amarras que nos detém; e alcançar isso será de fato maravilhoso, se pudermos nos entregar ao fogo no altar secreto de nosso coração.


Raymund Andrea, FRC



Fonte: do livro "A Flor da Alma", 1ª ed., 2011, pp. 735/7
Este texto consta ainda na edição de nov/1963 do Boletim do Capítulo Francis Bacon.
Biblioteca da Ordem Rosacruz - AMORC - www.amorc.org.br
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/homem-humano-pessoa-mar-oceano-888591/