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terça-feira, 16 de junho de 2026

ATIVIDADE CHAMADA "SILÊNCIO"


O estado de "estar quieto" é um estado que envolve esforço ou não?

Não é um estado de indolência sem esforço. Todas as atividades mundanas que normalmente chamamos de esforço são realizadas com o auxílio de uma parte da mente e com pausas frequentes.

Mas o ato de comunhão com o Si Mesmo (atma vyavahara) ou permanecer quieto interiormente é uma atividade intensa que é realizada com a mente inteira e sem interrupção.

Maya (ilusão ou ignorância), que não pode ser destruída por nenhum outro ato, é completamente destruída por essa atividade intensa chamada "silêncio" (mauna).


Bhagavan Sri Ramana Maharshi



Fonte: Fonte: Arunachala Ashrama
Bhagavan Sri Ramana Maharshi Center
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/egito-pir%C3%A2mide-sil%C3%AAncio-segredo-8789106/

quinta-feira, 11 de junho de 2020

O QUE É A IMPERMANÊNCIA NOS PLANOS ILUSÓRIOS ?


Encare sua vida como se fosse um banco no parque, em uma tarde de clima ameno. Você vai até lá passar algumas horas, sentado, aproveitando tudo ao máximo: a brisa fresca, os pássaros cantando, as borboletas, o sol batendo no rosto.

Tudo aquilo dura pouco tempo e vai chegar ao fim. Por isso, você deve aproveitar o momento e criar boas condições. Você não deve se apegar ao banco. Não tente colocar uma etiqueta nele com o seu nome, querendo mantê-lo para você! Isso vai impedi-lo de sentir o prazer e a liberdade de estar lá, simplesmente sentado. E se alguém se sentar com você, seja gentil, tratando-a com amor e compaixão. Não brigue com esta pessoa. Seu tempo é muito curto. Vocês estão ali apenas de passagem. Ao lembrarmos de que tudo na vida é impermanente e chega ao fim, podemos ser generosos com ela, sabendo que provavelmente ela nunca pensa no fato de que terá que deixar o banco em breve, assim como você.

Todos nós queremos manter as coisas e não conseguimos. Temos que ter compaixão por elas, e por nós mesmos. Compreender a impermanência nos faz ricos: temos tudo neste momento e podemos ser generosos, abertos, decididos a fazer o que pudermos para beneficiar a todos com o nosso amor, sem medo de perder.


Lama Tsering

Entrevista de Lama Tsering concedida ao site Vya Estelar.


Fonte: Chagdud Gonpa - Odsal Ling
Centro de budismo tibetano vajraiana
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/c%C3%A9u-nuvem-c%C3%BAmulo-azul-branco-3238050/

quinta-feira, 21 de julho de 2016

CONSCIÊNCIA DO ATMA-DHARMA - A REALIDADE INTERIOR

Você pode ter imensa fé em Deus. Mas, de tempos em tempos, o poder de Maya pode comprometer essa fé. Então, seja vigilante. No Mahabharata, mesmo devotos ferrenhos de Krishna, como Dharmaraja e Arjuna, mostraram hesitação em seguir o conselho de Krishna e tiveram de ser lembrados de seu dever por Bhishma e Draupadi, respectivamente. A fé em Deus nunca deve vacilar. Em nenhuma circunstância alguém deveria ir contra as determinações do Divino. Seja qual for a adoração que alguém possa oferecer, por mais intensamente que se possa meditar, se alguém transgredir os mandamentos do Senhor, essas práticas devocionais se tornam inúteis. A razão é que o Senhor não tem objetivos ou metas egoístas. É por motivos mesquinhos, egoístas e estreitos que as pessoas escolhem agir contra os mandamentos sagrados e nobres do Senhor. Mesmo pequenos atos de transgressão podem, no devido tempo, assumir proporções perigosas. (Discurso Divino, 12 setembro de 1991)

Dharma prático, ou regras de bom comportamento (achara-dharma), refere-se a questões temporárias relativas a nossos problemas e necessidades físicas, para as nossas relações passageiras com o mundo objetivo. O próprio instrumento dessas regras, o corpo humano, não é permanente; então, como podem essas regras serem eternas? Como pode sua natureza ser verdadeira? O Eterno não pode ser expresso pelo evanescente; a luz não pode ser revelada pelas trevas. O Eterno surge somente a partir do Eterno; a verdade emana somente da verdade. Portanto, siga os códigos objetivos do dharma relativos a atividades mundanas e da vida quotidiana, com pleno conhecimento e consciência do Atma-dharma básico interior. Somente então os impulsos internos e externos podem cooperar e produzir a bem-aventurança do progresso harmonioso. Se em suas ocupações diárias, você traduz os valores reais do dharma eterno em atos cheios de amor, então o seu dever para com a realidade interior, o Atma-dharma, também será realizado. Sempre construa sua vida sobre a base do Atma; então, seu progresso espiritual estará assegurado. (Dharma Vahini, capítulo 2)





Sathya Sai Baba






Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Tumblr.com

segunda-feira, 6 de abril de 2015

MAYA E BRAHMAN - O IRREAL E O REAL

Cada objeto na Natureza e cada indivíduo em torno de você está constantemente ensinando lições de vários tipos, a cada momento de sua vida. Reconheça essa verdade. Maravilhosa, sagrada e bela é a Natureza. Os seres humanos, em profundo envolvimento com as preocupações mundanas e na sua presunção insana, consideram-se os Senhores da Natureza. A natureza é o seu melhor professor. É a natureza que preside todos os aspectos de sua vida e fornece-lhe toda a nutrição. Ela pode abençoá-lo ou puni-lo, sua influência é extensa. Deus considera todas as coisas na criação como iguais e Ele é imanente em todas elas. Por isso, não considere Deus e a Natureza como entidades distintas. Eles estão inseparavelmente inter-relacionados como o objeto e sua imagem. Escrituras indianas antigas consideram e adoram cada objeto na natureza como uma manifestação divina. De uma pedra a um diamante, de uma formiga a um elefante, de uma pessoa simples a um sábio, tudo e todos são considerados dignos de adoração.

Sabemos muito sobre o cosmos. Ciências Físicas descobriram muito utilizando os instrumentos da mente humana e dos olhos. O olho e a mente descrevem e analisam as coisas como elas são, como eles veem naquele momento. No entanto, os objetos que veem estão sujeitos a constante fluxo e mudança. Nós temos o mínimo conhecimento sobre a verdade que não muda. Esse princípio imutável é Brahman, o Eterno Princípio Divino, em que o universo manifesto se baseia. Não hesite em aceitar esse fato ou duvide só porque seu olho ou mente não pode percebê-lo. A pessoa que vê o tronco seco de uma árvore durante a noite teme que ele possa ser um fantasma ou um ser humano bizarro. Não é nenhum deles, embora seja percebido como qualquer um. A razão para essa percepção é a "escuridão". Escuridão imposta a algo, algo que não está lá. Da mesma forma, a falsa percepção (Maya) disfarça e torna o Divino (Brahman) irreal.

Porque a Natureza é um reflexo do Divino, suas leis não podem ser transgredidas por qualquer pessoa. Os seres humanos são dotados deste nascimento para perceber sua verdadeira natureza. Em vez de procurar compreender a verdade sobre o cosmos, as pessoas perdem-se na busca por bens materiais. Elas não percebem que o corpo humano, constituído por cinco elementos básicos, está fadado a perecer. Este corpo temporário e perecível deve ser considerado apenas como um meio para a realização da Realidade eterna. O corpo deve ser considerado como um cofre de ferro, onde as joias preciosas de boas qualidades e boas ações são mantidas. São essas qualidades que devem ser nutridas. Se hoje o estado do mundo parece deplorável, é porque as ações e conduta das pessoas não são boas. As pessoas devem retornar aos caminhos da retidão e levar uma vida boa e piedosa.



Sathya Sai Baba




Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 3 de julho de 2014

NOSSA VERDADEIRA IDENTIDADE

Todas as práticas espirituais (Sadhana) serão em vão se você não conhecer sua verdadeira identidade. Em vez de perguntar aos outros: "Quem é você?", pergunte a si mesmo: "Quem sou eu?" Nós dizemos: "Este é o meu livro, este é o meu copo." Então, "Quem sou eu?" O sentimento de "meu" é ilusão (maya). Todos esses "meus" são matéria; eles são negativos. Você se acha o mestre deste mundo material. Domine a mente e seja o mestre dela. Faça um esforço para conhecer sua verdadeira identidade. Para conhecê-la, você deve primeiro abandonar o apego ao corpo. Quando digo que esse é "meu lenço", estou separado do lenço. Da mesma forma, quando digo que este é "meu corpo", estou separado do corpo. Quando digo "minha mente", significa que estou separado da minha mente. Então quem sou eu? Investigação constante sobre essas linhas o levará a autorrealização.





Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A CONQUISTA DO MUNDO DAS ILUSÕES (MAYA) PELA MEDITAÇÃO, NA VISÃO DO GRANDE YOGUE SWAMI SIVANANDA

Onde está a ilusão? Consigo ver? Como ela chega até mim? Ou sou eu que crio? O que faço com ela? Perguntas respondidas diversas vezes nos mais de 200 livros escritos pelo célebre yogue indiano Sri Swami Sivananda (1887-1953), como no trecho abaixo, com respostas sobre como podemos finalmente nos libertar das ilusões e do sofrimento (através da meditação). Não é uma explicação detalhada ou extensa, mas cada frase tem grande concentração de definições e direção, como por exemplo “são as ações da mente que são verdadeiramente denominadas Karmas“. Assim, há outras frases que precisam de reflexão, e idealmente a leitura da obra completa, embora seja difícil reproduzir textos e livros inteiros de alguns autores aqui – para quem quiser, o texto completo que traz os trechos abaixo está neste link http://www.dlshq.org/download/mind.htm (“Mind, Its Misteries and Control“, The Divine Life Society Publication, 1998), em inglês.

Apenas um cuidado especial neste trecho com a expressão “a destruição da mente“, pois alguém pode acabar tomando isso por alguma destruição física, um auto-flagelo ou algo assim (já aconteceu isso num post que usava uma expressão muito parecida). A destruição da mente nesse trecho segue o sentido de uma expressão mais à frente neste mesmo texto: “o destronamento da mente“. É praticamente o mesmo sentido do Bhavagad Gita, quando a mente senta para o controle da charrete ser feito pela consciência. Se houver qualquer dúvida, a coisa certa a se fazer é ler o livro completo.

Os trechos abaixo fazem parte dos capítulos “A Indispensabilidade da Meditação para a Percepção Real de Deus” (Indispensability Of Meditation For God-Realisation), “Condições para a Percepção Real de Si Mesmo” (Conditions for Self-Realization) e “Como Destruir a Inveja” (How To Destroy Jealousy), do compêndio “O Que é Meditação” (What is Meditation), não disponível em português (a tradução abaixo foi feita por este que escreve).


- “Todas as coisas visíveis são Maya. Maya desaparece através da sabedoria (Jnana), ou da meditação no Espírito (Atma). Deveríamos trabalhar para nos livrarmos de Maya. Maya nos atinge através da mente. A destruição da mente significa a aniquilação de Maya. A meditação profunda e repetida é a única maneira de conquistar Maya. O Senhor Buda, o Raja Bhartrihari, Dattatreya  e o Akhow de Gujarat – todos conquistaram Maya e a mente somente pela meditação profunda. Entre no silêncio. Medite. Medite. Solidão e intensa meditação são dois requisitos importantes para a auto-realização.

- (…) São as ações da mente que são verdadeiramente denominadas Karmas. Assim que a perambulação e distração da mente se vai, você terá uma boa meditação. A verdadeira liberação resultado no desentronamento da mente. Aqueles que libertaram a si mesmos das flutuações de suas mentes ganham a posse do Nishtha supremo (meditação). A mente deveria ser limpa de todas as suas impurezas, então ela se torna muito calma e todas as ilusões que aparecem nos nascimentos e mortes são destruídas.

- (…) Se você colocar um grande espelho em frente a um cachorro e colocar um pedaço de pão na frente, o cachorro começará a latir ao olhar seu reflexo no espelho. Ele imagina tolamente que há um outro cachorro. Da mesma forma, o homem vê apenas seu próprio reflexo, através da mente-espelho, em todas as pessoas, mas imagina tolamente, como o cachorro, que são todos diferentes dele e luta contra o ódio e a inveja”.

Swami Sivananda, em “What Is Meditation?”



Nando Pereira





Fonte: DHARMALOG - blog sobre auto-conhecimento
http://dharmalog.com/
Fonte da Gravura: http://www.imageafter.com/

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

TEMPOS DE DESASTRE SÃO MUITO REVELADORES

Os tempos de desastre o tornam consciente da realidade como ela é. A vida é sempre frágil; todos estão sempre em perigo.

Em tempos normais você "dorme" profundamente e por isso não o percebe. Continua sonhando, imaginando belas coisas para os próximos dias, para o futuro.

Mas, nos momentos em que o perigo é iminente, então de repente você toma consciência de que pode não haver futuro, não haver amanhã, e que este é o único momento que você tem.

Então, os tempos de desastre são muito reveladores - eles não trazem nada de novo ao mundo; eles simplesmente o tornam consciente do inundo como ele é. Eles acordam você.

Se você não entender isso, pode enlouquecer; se entender, pode despertar.



Osho, em "Poder, Política e Mudança: Como Ajudar o Mundo a se Tornar Um Lugar Melhor?"



Fonte do Texto e da Gravura: www.palavrasdeosho.com

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

QUANTOS ANOS VOCÊ TEM?

Um velho avô de setenta anos foi perguntado por seu neto de sete anos: "Vovô! Quantos anos você tem?" e o velho respondeu: "Dois!" 

A criança ficou admirada e lançou um olhar de dúvida. 

O velho respondeu: "Eu passei apenas os últimos dois anos na companhia do Senhor, até então eu estava mergulhado no pântano da busca pelo prazer." 

Somente os anos que você viveu com o Senhor devem ser contados como vida, o resto não vale a pena contar. 

Saiba que toda essa riqueza, propriedade e fama existem apenas por um momento fugaz. 

Desenvolva apego pelo Senhor, quem estará com você onde quer que vá.



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 24 de agosto de 2013

PRATIQUE A RENÚNCIA A PARTIR DE AGORA

Pratique a renúncia a partir de agora, de modo que possa embarcar na jornada quando o chamado vier! Ninguém sabe quando o chamado virá e não há qualquer sentido em ficar aos prantos nesse momento, lembrando-se das propriedades que acumulou, da fama que conquistou ou dos títulos que conseguiu! A águia é importunada pelos corvos enquanto tiver um peixe no bico. Os corvos açoitam a águia para roubar o peixe de sua boca. Eles perseguem a ave onde quer que ela pouse para descansar um pouco. Finalmente, a águia abandona o apego ao peixe e deixa-o cair de seu bico, os corvos voam atrás do peixe e deixam a águia livre. Igualmente, quando você desistir dos prazeres sensoriais, os corvos do orgulho, inveja, rancor e ódio voarão para longe e o deixarão em paz.



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 20 de agosto de 2013

SENTIDO DA VIDA

A ideia de que a vida não tem sentido se os desejos não forem satisfeitos é resultado de um pensamento estreito. É um sinal de que só se pensa em si, com uma ideia bem estreita sobre si mesmo. Mesmo quando a vida parece sem sentido porque nossos desejos particulares não foram satisfeitos, ainda temos possibilidades ilimitadas. Podemos ver que é assim porque nossa vida alcança muito além de onde nos encontramos a qualquer momento.

Nossa vida é vasta. Ela não termina nos limites daquilo que pessoalmente vivenciamos. Não é algo concreto ou delimitado. Não acho que seja válido encarar nossa vida como estando limitada a nós mesmos — como se a vida humana alcançasse apenas até onde vai nosso próprio corpo. Em vez disso, podemos ver que a vida se estende por todas as direções, como uma rede. Jogamos a rede e ela vai se expandindo. Exatamente assim, nossa vida se estende para tocar muitas outras vidas. Nossa vida pode alcançar adiante e se tornar uma parte constante da vida de todos.

Acredito que nossa vida pode parecer sem sentido apenas quando pensamos nela de modo limitado, como sendo apenas aquilo que está diretamente ligado a nós.

Pessoalmente, se eu fosse encarar minha própria vida assim, ela seria totalmente sem sentido. Carregando esse nome, escapando do Tibete, todos os esforços feitos desde então — dificilmente valeria a pena tanta confusão por causa de uma pessoa apenas: eu! Mas quando vejo minha vida como algo expansivo, e vejo que posso trazer alguma felicidade e alegria nem que seja para apenas uma pessoa, então sei que minha vida realmente tem significado.



Orgyen Trinle Dorje, o 17º Karmapa

“The Heart is Noble”, cap. 2



Fonte: http://darma.info/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 17 de agosto de 2013

ALÉM DA INTELIGÊNCIA

Sua inteligência mundana não consegue entender os caminhos de Deus. Ele não pode ser reconhecido por mera astúcia, que é o que a sua inteligência é principalmente. Você pode se beneficiar de Deus, mas não pode explicá-Lo. Você pode se beneficiar de eletricidade e usá-la de mil maneiras, mas não pode explorar e explicar seu mistério. Como e porque ela funciona de uma maneira particular e não de qualquer outra forma, está além de seu alcance. Suas explicações são apenas suposições, tentativas para vestir sua ignorância com expressões pomposas. O erro é: você dá ao cérebro mais valor do que ele merece. Para-thathwa (Verdade Suprema) está além do alcance do cérebro; você não pode levantar uma pedra enquanto permanece sobre ela! Permanecendo em Maya (ilusão), você não pode descartá-la.



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal