domingo, 31 de maio de 2026

LUA CHEIA DE GEMINIS - FESTIVAL DA HUMANIDADE


LUA CHEIA DE GEMINIS


3º TRABALHO DE HÉRCULES

FESTIVAL DA HUMANIDADE

FESTIVAL DA BOA VONTADE E DAS RELAÇÕES HUMANAS ADEQUADAS

DIA DA GRANDE INVOCAÇÃO

Lema: "Reconheço meu outro eu, e à medida que esse eu diminui, eu cresço e brilho."

Tipo de energia: proporção

Função: ligação, fornece o terceiro fator.



É um festival de profunda invocação e aspiração que une a obra dos dois grandes seres, Buda e Cristo.

O poder contido nas duas festas precedentes (Páscoa/Pessach e Wesak) é agora expandida para toda a humanidade.

Nela, a natureza espiritual e divina da humanidade é reconhecida e celebra-se o dia da Grande Invocação.

Toda a energia recebida no último Festival de Wesak chega agora à humanidade neste dia glorioso do Festival da Humanidade e Boa Vontade.


A Grande Invocação:

Do ponto de Luz na Mente de Deus
Que flua luz às mentes dos Homens,
Que a luz desça à Terra.

Do ponto de Amor no Coração de Deus
Que flua amor aos corações dos homens,
Que "Aquele" (*) que vem retorne à Terra.

Do centro onde a Vontade de Deus é conhecida,
Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens,
Propósito que os Mestres conhecem e servem.

Do centro a que chamamos raça dos homens,
Que se realize o Plano de Amor e de Luz
E se feche a porta onde se encontra o mal.

Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam
O Plano Divino sobre a Terra.


Na “Grande Invocação”, o Cristo é invocado como Ele é conhecido pela Hierarquia. A Invocação não foi somente direcionada para membros de várias religiões, mas também para pessoas sem ligações com religião. O uso do nome Cristo, como aparece na Invocação não é uma limitação da compreensão espiritual, mas uma expansão.

A Grande Invocação é essencialmente um oração que sintetiza os mais elevados desejos, aspirações e apelos espirituais da própria alma da humanidade, e deve ser usada com esse propósito em mente.

A Grande Invocação é essencialmente o próprio mantra de Cristo e seu som abrangeu todo o mundo através de sua enunciação por Cristo e através de seu uso pela Hierarquia. Cada discípulo deveria fazer da sua divulgação bem como de seu uso diário um dever e uma obrigação, pois ela pode ser usada com profunda eficácia. A contribuição mais importante de todas é a preparação do caminho de Cristo para ensinar a humanidade a usar a grande Invocação, de modo que ela se torne uma prece mundial que focaliza o apelo invocativo da humanidade.

Quando a palavra “homens” é usada refere-se a todos os seres sencientes. A raça dos homens inclui todos os que são sensitivos para impressões de níveis tanto “acima” como “abaixo” do nível humano. À medida que a humanidade se acostuma a invocar a impressão da Hierarquia, as civilizações e culturas criadas pelo homem se juntarão progressivamente ao Pano Divino. Aqui novamente emerge outra razão para a importância do “centro a que chamamos a raça dos homens” e uma indicação da crise da humanidade, pois o homem está agora no ponto em que o intelecto está sendo tão fortemente despertado que nada pode impedir seu progresso no conhecimento, que poderia ser usado perigosamente ou aplicado egoisticamente se nada fosse feito para salvaguarda-lo. Os homens devem ser ensinados a responder a valores espirituais mais elevados ou o estágio crescente de integração de muitos milhões de seres humanos será simplesmente direcionado, mais efetivamente, para propósitos egoístas e materialistas.

A manifestação – mente, emoção e cérebro – deve corresponder a amor, sabedoria e propósito direto.

A Grande Invocação fornece, como resultado de seu uso correto, um fluxo espiritual diretamente no próprio coração da humanidade, provindo das fontes mais elevadas.  Recebendo a Grande Invocação, com seu uso e divulgação, a humanidade está participando de um evento cósmico de tremenda importância.


Nota:
(*) Muitas religiões acreditam num Mestre do Mundo ou Salvador, conhecendo-o sob diversos nomes como o Cristo, Lord Maitreya, Imam Mahdi, Bodhisattva e Messias e esses termos são usados em algumas das versões cristãs, hindus, budistas e judias da Grande Invocação.



Fonte: Escola Arcana - Boa Vontade Mundial - Triângulos - Alice A. Bailey
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/ai-gerado-signo-do-zod%C3%ADaco-signos-8659809/

MENSAGEM DO MÊS DE GÊMEOS


O glifo (1) de Gêmeos é um par de pessoas. Na verdade, é um par de opostos, um homem e uma mulher.

Gêmeos representa o contraste. Pode diferenciar, pode discernir, não pode comparar, não pode sintetizar. Permanece um intelecto com dois hemisférios cerebrais, esquerdo e direito, “homem e mulher”, que funcionam em paralelo dentro dele.

Para uma mente geminiana, a resposta é um sagitariano, que pode disparar (a flecha de Sagitário) entre os dois (opostos) e mostrar o caminho.

O juiz em Sagitário permite soluções essenciais para o intelecto geminiano. Caso contrário, Gêmeos permanece solitário em um intelecto que sempre enxerga os contrastes.

Os dois pilares mostram somente o contraste para o homem comum. O discípulo precisa se concentrar no espaço entre o dois pilares para sintetizar e compreender. Quando isso acontece atinge os níveis da intuição.

Toda a humanidade está dividida em materialistas e espiritualistas. São as duas linhas paralelas desde os tempos mais antigos. É um contraste para ambos. Só um iogue, um aspirante ou discípulo espiritual conhece o ponto de encontro entre a matéria e espírito. Só estes podem compreender o processo de expansão entre os paralelos através dos sete planos de existência.

O nervo vago esquerdo e o nervo vago direito representam os dois pilares, enquanto o nervo central Sushumna (2) representa o equilíbrio perfeito.

O glifo transmite uma mensagem que o aluno deve aprender: não veja não apenas os dois pilares, mas também o espaço entre eles. Ao fazer isso, atravessa-se o limiar.

Pitágoras atravessou o limiar e descobriu o contraste como complementar. Isso é sabedoria.


Notas:
1- símbolo gráfico ou representação visual de um caractere.
2- nervo vago esquerdo e direito: "ida" e "pingala" entrecruzando-se nos lados da coluna vertebral, e"sushumna" o nervo ou canal central da coluna vertebral.



Fonte: CARTA CIRCULAR DE VAISAKH
Carta nº 2 / Ciclo 24 – de 22 de maio a 22 de junho de 2010
The World Teacher Trust Espanha
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/signo-g%C3%AAmeos-hor%C3%B3scopo-projeto-4374407/

quinta-feira, 14 de maio de 2026

ENXERGAR ALÉM DAS APARÊNCIAS


Nossa vida é uma unidade porque a realidade dentro dela está centrada no mistério de Deus. Mas para conhecer essa unidade, precisamos ser capazes de enxergar além de nós mesmos, com uma perspectiva mais ampla do que aquela que temos quando o interesse próprio domina. Somente quando nos afastamos do interesse próprio e da autoconsciência é que essa perspectiva mais ampla começa a se abrir.

Essa expansão da nossa visão significa que passamos a enxergar além das meras aparências, mergulhando na profundidade e nos significados interconectados das coisas. Não se trata apenas de profundidade e significado em relação a nós mesmos, mas também de profundidade em relação ao Todo ao qual pertencemos. Portanto, o verdadeiro autoconhecimento é a verdadeira humildade.

A meditação nos conduz a essa preciosa forma de conhecimento. É o que nos permite ir além da mera objetividade — simplesmente contemplar o mistério de Deus como observadores — e entrar no próprio mistério. O conhecimento se torna sabedoria quando entramos no silêncio, na "nuvem" do mistério, e quando conhecemos, não por meio da análise e da conceitualização mental, mas por meio da participação direta no coração, no Espírito de Cristo.

No caminho da meditação, aprendemos o que não pode ser aprendido de nenhuma outra forma e o que não pode ser conhecido enquanto duvidamos da necessidade de nos tornarmos peregrinos do espírito.


“Os Oceanos de Deus”, excerto de “MONASTERY WITHOUT WALLS” de John Main, OSB (Norwich: Canterbury, 2006), pp. 222–223.


Carla Cooper


Fonte: WCCM Espanha - Comunidade Mundial para a Meditação Cristã
http://wccm.es/
Traduzido do inglês para o espanhol por WCCM España, e para o português por este blog.
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/olho-%c3%adris-aluno-vis%c3%a3o-foco-mulher-2683414/


Para mais detalhes ver:

JOHN MAIN E A MEDITAÇÃO CRISTÃ: https://coletaneas-espirituais.blogspot.com/2020/05/john-main-e-meditacao-crista.html

quarta-feira, 13 de maio de 2026

NOSSO CAMPO DE EVOLUÇÃO E O UNO ABSOLUTO


Formação do Campo de Evolução

Quando o SER CÓSMICO, que exotericamentente é chamado DEUS e esotericamente é denominado LOGOS SOLAR, decidiu mudar o seu estado de ser, para dar mais um passo grandioso em sua escalada evolutiva cósmica e viver mais um ciclo de sua excelsa vida, ou seja, encarnar fisicamente, ELE organizou a matéria prima cósmica à sua disposição em sete diferentes tipos de átomos, variando em sete graus de densidade e consequentemente em sete níveis de frequência (capacidade de vibrar) e de velocidade. Quanto mais sutil, maior energia, maior frequência e maior velocidade, decaindo todas essas propriedades à medida que o átomo foi se tornando mais denso, até a nossa matéria física, na qual vivemos e evoluímos, quando encarnados.

A construção dos átomos de uma determinada densidade sempre é a partir dos átomos de uma densidade imediatamente menor, de tal forma que os átomos da nossa matéria física são formados por um aglomerado bem definido e organizado de átomos da matéria mais sutil, denominada matéria divina ou "adi" (em sânscrito).

De forma resumida e não detalhada, vamos descrever o processo de construção dos sete tipos de matéria, que constituem o palco da nossa evolução, neste grande ciclo. (...) no momento é necessário um pouco de conhecimento da estrutura da matéria, para a compreensão inicial do que seja o FOGO e seus processos de diferenciação e propagação.

Inicialmente o nosso LOGOS SOLAR apropriou-se de uma quantidade que, embora não seja infinita, é todavia incomensuravelmente grande, de átomos colocados à sua disposição. Não vamos falar agora de QUEM dispôs esses átomos, para não complicar as coisas.

Para se ter uma ideia do número que expressa essa quantidade, se pudermos imaginar o que seja um decilhão, o número 1 seguido de 33 zeros (10³³), esse número é irrisório comparado com o número de átomos que o LOGOS SOLAR apropriou para si. É possível matematicamente estimar esse número.

Após a apropriação, o LOGOS infundiu nesses átomos as suas três qualidades principais: VONTADE, na forma de inércia ou "tamas", a capacidade de manter o modo de ser ou resistir à alteração; ATIVIDADE ou "rajas", a capacidade de vibrar ou de se movimentar; e RITMO ou AMOR, "sattwa", a capacidade de vibrar de forma ritmada, harmoniosa e não desordenada. Essas três qualidades impostas aos átomos são chamadas "gunas".

A infusão das qualidades ou "gunas" nos átomos é feita por um ato de Vontade do LOGOS. Nesse processo ELE dosou-as nas proporções aproximadas de 50%, 30% e 20%, havendo permutação delas, de tal forma que foram geradas 7 especializações denominadas de RAIO, porque o átomo responde preferencialmente à energia de seu raio. Por exemplo, o do 1º raio tem 50% de tamas, 30% de sattwa e 20% de rajas. Essa diferenciação, entre muitas outras aplicações, é que permite a transferência das 3 energias (FOGOS) básicas de uma modalidade da matéria para outra, como também a excitação dos átomos diretamente pela MÔNADA. Essa matéria inicial é chamada plano "adi" ou divino.

Em seguida o LOGOS agrupou uma quantidade definida desses átomos em 6 diferentes modalidades. Cada partícula da 1ª modalidade continha um determinado número de átomos, dispostos numa certa geometria e mantendo entre si um relacionamento energético precisamente calculado. Em consequência desse agrupamento de átomos, a capacidade de vibrar e a velocidade dessas partículas ficaram reduzidas. Essa limitação de capacidade chama-se "Tamatra", que quer dizer a medida d'AQUELE. Essa modalidade chamou-se subplano subatômico ou 2º subplano, sendo o subplano atômico ou 1º subplano o conjunto dos átomos livres.

Depois o LOGOS reuniu aglomerados dessas partículas, também em geometria definida, número determinado e certa relação energética entre si e assim construiu a 2ª modalidade, de maior densidade, denominada 3º subplano.

Sucessivamente ELE organizou as demais modalidades, até concluir o 7º subplano, o mais denso, constituído de partículas ou moléculas com maior número de átomos. Dessa forma passaram a existir sete divisões ou subplanos da matéria do plano divino ou "adi".

As moléculas dos subplanos abaixo do atômico também estão divididas entre os 7 raios, conforme a preponderância de átomos desse ou daquele raio.

Em seguida o LOGOS, usando átomos "adi" em grupos de 70, provocou vórtices na matéria do 7º subplano "adi", qualificou esses vórtices, sempre levando em conta os 7 raios e assim construiu os átomos da matéria chamada monádica ou "anupadaka". Pelo mesmo processo empregado na construção das 6 divisões ou subplanos da matéria "adi", ELE organizou 6 divisões da matéria monádica, passando a existir também sete divisões ou subplanos, com as mesmas denominações da matéria "adi". Dessa forma ficou constituído o plano monádico ou "anupadaka".

Assim, por essa técnica, foram construídas as matérias dos planos espiritual ou átmico, intuicional ou búdico, mental, emocional ou astral e físico, todos com 7 divisões ou subplanos, sempre utilizando 70 átomos do plano imediatamente menos denso, pela provocação de vórtices na matéria do 7º subplano, para formação do átomo do plano mais denso seguinte.

Qualquer que seja o átomo, sempre ele tem a forma espiralada, mais ou menos esférica, com uma pequena depressão na parte superior e uma pequena ponta na parte inferior.

É de máxima relevância que fique bem clara a concepção das 7 divisões de átomos quanto à densidade como das 7 divisões quanto ao raio, totalizando 49 tipos de átomos.

As partículas, que podemos chamar de moléculas, das divisões abaixo da atômica também obedecem à divisão segundo o raio. A classificação é de acordo com o número de átomos predominantes de um determinado raio, que constituem a molécula.

Todos os átomos e moléculas de todas as divisões, desde a matéria "adi" até à matéria física, coexistem no mesmo espaço, estando todos eles ao nosso redor e nos interpenetrando, à semelhança dos neutrinos, essas partículas descobertas pelos físicos e intensamente pesquisadas e que nos atravessam continuamente aos milhões da cabeça aos pés, sem que sintamos a sua presença.

Todavia as partículas mais sutis afetam as mais densas, no processo de transferência de energia.

Assim como o fóton, que para os físicos é simultaneamente partícula e onda, ao entrar no elétron, energiza-o, fazendo com que ele aumente a velocidade e se liberte da atração do núcleo do átomo químico, também as partículas mais sutis transferem energia para as mais densas, penetrando nelas.

Concluindo, temos agora uma visão sucinta do nosso campo de evolução. Pelo relacionamento com esse campo, em todas as modalidades de matéria, através dos sentidos, mecanismos de entrada das informações e do conhecimento na nossa consciência e dos mecanismos de ação, que permitem a saída das informações que a nossa consciência engendrou, atuamos no meio exterior e somos por ele atuados. Para todas as modalidades de matéria existe um corpo ou veículo para esse relacionamento.

Pela distribuição das partículas constituintes dos nossos veículos físico-etérico, astral e mental inferior, segundo a densidade e o raio, em consequência da imensa quantidade de interações e reações entre si e com as energias exteriores, é que a nossa personalidade é definida. A atuação da MÔNADA via Alma, ao longo das muitas encarnações e experiências, vai controlando esses corpos, substituindo as partículas mais densas pelas mais sutis e ampliando as qualidades dos raios. Eis o objetivo do processo evolutivo: o domínio total de todos os planos, subplano a subplano, para que a Mônada possa expressar toda a sua divindade em qualquer plano. Pelo controle completo dos nossos veículos chegaremos ao controle completo do meio exterior. A sentença CONHECE-TE A TI MESMO deve ser acrescida de DOMINA-TE A TI MESMO.

Pela constituição dos átomos e moléculas dos planos, todos formados por átomos divinos, vemos, racionalmente, que DEUS está realmente em nós e em tudo o que existe materialmente, deixando de ser uma simples questão de fé cega, mas sim de certeza científica e lógica.


Deus, O Uno Absoluto Infinito

O Mestre Tibetano (DK - Djwal Khul), no livro "Tratado sobre Fogo Cósmico", escrito por Alice A. Bailey, diz textualmente: "O Espírito e a matéria nunca estão dissociados durante a manifestação; constituem a dualidade que está por trás de todo o objetivo. Sem embargo algum fator é responsável por ela - aquele que não é Espírito nem matéria, considerado como inexistente por todos, exceto pelo iniciado. Na 3ª iniciação, o iniciado tem um lampejo de luz a respeito desta abstração e quando recebe a 5ª iniciação terá captado bastante para permitir-lhe dedicar-se com afinco a desvendar seu segredo."

Como já tinha dúvidas a respeito da dualidade Espírito-matéria e nunca aceitei a ideia de que DEUS é apenas Espírito, muito menos o DEUS dos religiosos, passei a meditar profundamente nas informações do Mestre Tibetano.

Cheguei então a uma conclusão, que passo a descrever:

Inicialmente determinadas premissas devem ser estabelecidas.

DEUS é infinito e, pelo princípio matemático da unicidade do infinito, é único e uno, sendo portanto absoluto.

Sendo infinito, nada por ser criado, na acepção de haver surgido do nada, simplesmente porque se algo fosse criado num dado instante, no instante imediatamente anterior esse algo não existia, o que é um absurdo, porque negaria a infinitude de DEUS, pois faltava esse algo a ELE.

No infinito não existem os conceitos de espaço e de tempo, pois, sendo DEUS infinito, é onipresente, logo para ELE não há distância, não havendo distância, não há espaço nem tempo.

Como não pode haver vazio em DEUS, ELE tem a propriedade da continuidade.

Todas as possibilidades de estados de ser existem em DEUS, ao infinito. Nada mais pode ser criado, em decorrência desse fato. Esses estados de ser existem NELE ao infinito e simultaneamente, uma vez que para ELE não existe o tempo.

Em decorrência desse raciocínio, o que é chamado manifestação ou criação de DEUS, na realidade é o conjunto de estados de ser DELE, não existindo nem criação no sentido de haver surgido do nada, nem manifestação no sentido de exteriorização, porque ELE não pode sair de Si Mesmo, o que seria um absurdo.

Assim, Espírito ou Mônada e matéria são dois estados de ser, opostos, de DEUS, ou seja, Mônada é DEUS e matéria é DEUS, em estados de ser diferenciados e simultâneos. Há também um terceiro estado de ser, chamado consciência, resultante do relacionamento entre Mônada e matéria.

DEUS no estado de ser como Mônada possui consciência de individualidade, ou seja, autoconsciência e como matéria, apenas consciência.

Isto significa que ELE, como Mônada, considera-se finito e com poderes limitados. Como existe diferenciação (Mônada e matéria), para a Mônada existe tempo e espaço, como estados de consciência, decorrentes do relacionamento com a matéria, uma vez que há referencial para espaço e tempo.

DEUS possui infinitos estados de ser como Mônadas bem como infinitos estados de ser como matéria.

Percebem aí, claramente, a trindade de DEUS: Mônada, o Pai, a Vontade - matéria, a Atividade Inteligente - consciência, o Filho, o Cristo, o Amor-Sabedoria, gerado pela relação Mônada (Pai) -matéria (Mãe).

DEUS, no estado de ser como Mônada, repete o processo de assumir estados de ser como Mônada e matéria, sendo que essas Mônadas, subestados de ser da Mônada Pai, acham-se mais limitadas e com poderes mais reduzidos. Assim, o processo de Mônadas, subestados de ser, adquirirem subestados de ser cada vez mais limitados e com poderes cada vez mais reduzidos, prossegue até chegar ao nosso Logos Cósmico, nosso Logos Solar e nós, Mônadas humanas e às Mônadas Dévicas.

Por esse raciocínio, todo ser humano encarnado, é um estado de ser de DEUS, em um número incomensuravelmente grande de divisões de estados de ser.

Todas as Mônadas humanas, encarnadas ou não, qualquer que seja o nível de evolução, de um santo ou de um criminoso, sem exceção, são o Logos Solar, em um número imenso de estados de ser e tendo a autoconsciência de individualidade, que é conferida ao estado de ser chamado Alma, por ocasião do processo de individualização, na 3ª sub-raça da raça Lemuriana, conforme o Mestre Tibetano descreve no livro "Tratado sobre Fogo Cósmico".

Podemos ter uma ideia mais clara do que seja estado de ser, analisando as propriedades da água em seus estados sólido, líquido e gasoso. No estado sólido, a água é dura. No estado líquido ela é fluida e adquire a forma do recipiente que a contém. No estado gasoso, o de maior liberdade para a água, ela é dinâmica, exerce pressão sobre as paredes do recipiente que a contém e pode executar trabalho, como nas turbinas geradoras de eletricidade e nos navios. As propriedades são diferentes, mas sempre será a mesma água.

Estando bem caracterizado, por lógica e raciocínio puros, que tudo é DEUS em infinitos estados de ser, vamos começar a estudar a matéria. É consenso entre os físicos que há fundamentalmente dois tipos de partículas: os férmions, que constituem a chamada matéria densa, como elétrons, prótons, nêutrons e quarks e os portadores de energia, chamados bósons, como os fótons e os glúons.

Mas quem é responsável pela energização dos bósons, quem fornece a sua energia. Sabemos que cada bóson ou fóton tem um quantum de energia, mas de onde vem essa energia?

Fica evidente que os bósons são relacionadores. Logo eles fazem o trabalho do Filho ou do Cristo, sob o ponto de vista maior do estado de ser de DEUS como matéria. Como o Cristo relaciona a Mônada com a matéria, em muitíssimas relações, deduzo que quem fornece a energia para os bósons é a Mônada. No caso do nosso mundo fenomênico, é a Mônada do nosso Logos Solar.

Dessa forma chegamos ao assunto Fogo, tema principal do Mestre Tibetano no livro "Tratado sobre Fogo Cósmico" (...)

Que a Paz do Senhor Cristo fique com todos. Que todos vejam a Máxima Luz da Razão Pura.


GN



Fonte: "Tratado sobre Fuego Cósmico", do Mestre Djwal Khul, por Alice A. Bailey
Fundação Lucis e distribuído por editorial Kier, Buenos Aires, Argentina
Via: https://www.encontroespiritual.org/index.html
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/ai-gerado-%c3%a1tomos-ci%c3%aancia-f%c3%adsica-8139012/
É livre a divulgação dos artigos e estudos, desde que seja mencionada a sua fonte e não seja para fins lucrativos - http://www.ceomt.dk.nom.br

sábado, 9 de maio de 2026

A MEDITAÇÃO COMO CAMINHO DE AUTOCONHECIMENTO


Segundo Evágrio Pôntico, identificar nossos "demônios" pessoais requer uma abordagem dupla: por meio da oração e meditação, e por meio da busca pelo autoconhecimento e pela consciência. "Observar os pensamentos" desempenha um papel crucial aqui: "Se algum monge (ser humano) deseja medir e confrontar seus demônios mais ferozes, que monitore cuidadosamente seus pensamentos. Que observe e compreenda a complexidade de seus pensamentos, os "demônios" que os causam. Então, que peça a Cristo uma explicação do que observou."

Os pensamentos não são inerentemente maus, é claro; eles devem ser distinguidos dos "demônios" ou "pensamentos malignos", como Evágrio também os chamava. Somente quando um pensamento ou desejo ressoa fortemente com um padrão de pensamento negativo é que o "demônio" pode exercer sua influência. Isso resulta na energia emocional normal se tornando "demoníaca", e somos então conduzidos malignamente a ações ou comportamentos prejudiciais.

Precisamos dar a todos esses pensamentos reveladores e suas associações a atenção que merecem. Esses são os únicos indicadores que temos para saber o que realmente nos motiva a fazer o bem ou o mal. Contudo, o que Evágrio menciona na última frase é o mais importante. Não podemos alcançar a compreensão e encontrar a cura por nós mesmos. Explicações racionais são insuficientes. Somente a orientação de Cristo ressuscitado nos ajuda a alcançar a consciência e o discernimento autêntico.

Para isso, existem duas formas de oração: a oração profunda e silenciosa e a oração discursiva. O silêncio da oração pura nos permite ouvir, no centro do nosso ser, a voz serena de Cristo ressuscitado, o curador. A percepção, o dom da oração pura, precisa ser refletida em outros momentos na oração discursiva, o que Evágrio descreve como “observar os pensamentos”. Começamos observando os pensamentos recorrentes que passam por nossa mente e nos tornamos conscientes das conexões e associações entre eles. Em seguida, devemos dar um passo atrás, para a sensação que subjaz a cada pensamento. Os sentimentos são pensamentos que experimentamos em nossos corpos antes de lhes darmos forma em nossas mentes.

A dificuldade surge do fato de sermos condicionados a ignorar nossos sentimentos devido à sua natureza aparentemente irracional. No entanto, eles são o primeiro indício de que algo está se movendo em nossas profundezas inconscientes. Portanto, precisamos tomar consciência dos nossos sentimentos e reconhecê-los em vez de reprimi-los. Antes de termos consciência de um sentimento, segundo Evágrio, muitas vezes experimentamos algum tipo de sensação: um som fraco, uma ligeira mudança na intensidade da luz e, às vezes, um determinado sabor ou cheiro.

Assim que nos damos conta de um sentimento, devemos nos perguntar se ele se origina de alguma emoção forte, um "demônio" em nosso inconsciente pessoal. Que memórias estão se aproveitando desse sentimento para nos condicionar? Esta situação atual desencadeia sentimentos do passado? Sinto-me desamado? Inseguro? Desvalorizado? Frustrado? Reconhecer isso nos ajuda a compreender nossas motivações e nos permite adaptar nossas ações adequadamente, direcionando-as unicamente para as necessidades da situação presente, em vez de sermos reforçados por emoções de experiências passadas.

Você pode estar se perguntando: o que isso tem a ver com meditação? Bem, a meditação é de suma importância em todo esse processo. Como Laurence Freeman, OSB diz em seu livro "Jesus, o Mestre Interior": "Por meditação, não me refiro apenas ao trabalho da oração pura, mas a todo o processo de autoconhecimento ao longo da vida para o qual ela conduz."

Esses "demônios" estão bloqueando o caminho para o verdadeiro autoconhecimento, que leva à transformação do nosso ser, à plenitude, a uma maneira diferente de ver a realidade, que abre a porta para o conhecimento da Realidade Divina.


Kim Nataraja



Fonte: WCCM Espanha - Comunidade Mundial para a Meditação Cristã
http://wccm.es/
Traduzido do inglês para o espanhol por WCCM España, e para o português por este blog.
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/monge-medita%c3%a7%c3%a3o-budismo-theravada-7383297/


Para mais detalhes ver:

* JOHN MAIN E A MEDITAÇÃO CRISTÃ: https://coletaneas-espirituais.blogspot.com/2020/05/john-main-e-meditacao-crista.html

quarta-feira, 6 de maio de 2026

A ESTRELA QUE NOS GUIA (MÊS DE TAURO 2026)


Quando contemplamos um céu estrelado, longe das luzes da cidade, ficamos maravilhados com a quantidade de estrelas cintilando contra o fundo negro do espaço. A imensidão do Cosmos sempre comoveu o coração humano. Nos tempos antigos, as noites eram repletas de estrelas, mas hoje, de nossas cidades, elas são quase invisíveis. No entanto, existe uma, a mais brilhante do céu, que pode ser vista por todos. É a estrela Sírius. Ela é a estrela mais brilhante da constelação de Cão Maior (o Grande Cão). Você pode localizá-la usando a constelação de Órion, que é tão claramente visível em nosso céu de dezembro. Se você traçar uma linha imaginária para sudeste, estendendo a linha formada pelas três estrelas de Órion, comumente conhecidas como os Três Reis Magos, você a encontrará.

A estrela Sírius exerce uma influência direta em nosso mundo. O Mestre D.K. (Djwhal Khul, o Tibetano) diz em seus maravilhosos livros azuis que as grandes Consciências de Sírius dirigem e guiam a Loja Branca de nosso planeta, nossa Hierarquia Espiritual. Elas são a força da sabedoria e da verdade que a sustenta.

Acredito que, nestes tempos em que parece que uma corrente subumana está traçando nosso rumo, a humanidade faria bem em buscar inspiração, força e orientação em Sírius, assim como a Hierarquia do nosso planeta faz. Nossa consciência é solar; somos almas solares. Portanto, seguindo essa linha de pensamento, estamos conectados a Sírius através de nossa alma. Buscamos o Mestre Cósmico. E quando nos alinhamos com Ele, a vida se torna equilibrada e repleta de harmonia.

Sírius é o Mestre dos Mestres. A Loja Azul de Sírius é a Hierarquia da nossa Hierarquia.

Alinharmo-nos com Sírius nestes tempos em que precisamos desesperadamente de inspiração é uma ajuda extra que pode fazer uma grande diferença no curso da vida na Terra.

Inspirado pela serenidade do Rio Nilo e pela majestade de Luxor, senti em meu coração que podemos nos conectar com essa estrela misteriosa que tem uma influência tão profunda em nosso planeta. E vi três sóis alinhados, um dentro do outro. É um símbolo que você pode usar para conexão. Deixe-me desenhar para você:

O círculo interno representa o sol interior da Terra, o do meio é o sol do nosso sistema solar e o que contém ambos é Sírius. Três sóis, um dentro do outro. No corpo, também existem três sóis: o plexo solar, que neste contexto representa o sol da Terra; o coração, que representa o sol do nosso sistema solar; e o coração da cabeça — o lótus de 12 pétalas no chakra da coroa — que representa Sírius.

Você pode fazer o alinhamento durante sua meditação diária, ao amanhecer ou ao entardecer, mas o horário mais auspicioso é ao meio-dia, quando o sol está no zênite, quando não projeta sombra, marcando o ponto máximo de iluminação.

Visualize-se conectando esses três sóis em seu corpo. Eleve a energia do plexo solar ao coração e do coração ao coração do chakra da coroa. Então, imagine-se conectando-se com o coração da Terra; sinta-a como a Mãe que o sustenta. Você busca em seu coração a conexão com o sol através de sua alma solar, seu anjo solar. E então, a partir do sol, você se conecta com Sírius, seu Mestre cósmico, através do chakra da coroa. Visualize-se abrindo portas. Do centro do planeta, a porta se abre para o sol, e do sol para Sírius. E você decreta:

Ó Amado Sírius, que seu código de profunda harmonia seja estabelecido na Terra. Que a Consciência da Unidade da Vida emerja na humanidade. Que os caminhos da integração sejam ativados. Que sua barca dourada navegue pelos rios da Terra, dissipando guerras. Que as fronteiras do Reino de Deus se expandam sobre a Terra. Assim seja, e que cumpramos nossa parte.

O céu é tão imenso, mas agora você sabe o que procurar, agora você sabe que sua realidade cósmica começa no caminho da Luz marcado pela estrela mais brilhante do céu, a Grande Estrela do Cão, Sírius.

Com profundo amor,


Carmen Santiago



Fonte: World Teacher Trust - Argentina
https://worldteachertrust.org/es/web/wtt
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/s%c3%adrius-estrela-cachorro-grande-2080966/

terça-feira, 5 de maio de 2026

2º TRABALHO DE HÉRCULES: CAPTURA DO TOURO DE CRETA (SIGNO DE TOURO)


"A Captura do Touro de Creta": significa o aprendizado sobre a natureza dos desejos.


Triste e só, Hércules segue seu Caminho para realizar o Segundo Trabalho. No horizonte erguia-se a ilha onde vivia o touro que ele deveria capturar. O touro era guardado por um labirinto que desnorteava os homens mais audazes: o labirinto de Minos, Rei de Creta, guardião do touro.

Cruzando o oceano até a ilha ensolarada, Hércules iniciou sua tarefa de procurar o touro e conduzi-lo ao Lugar Sagrado onde habitam os homens de um só olho, os Ciclopes. De um lugar para o outro ele caçava o touro, seguindo a luz que brilhava na testa do animal. Sozinho ele o perseguiu, encurralou, capturou e o montou, e assim, guiado pela luz, atravessou o oceano rumo à terra dos Ciclopes que eram três e chamavam-se Brontes, Esterope e Arges.

É importante observar que Minos, Rei de Creta, o dono do touro sagrado, possuía também o labirinto no qual o Minotauro vivia, e o labirinto tem sido sempre símbolo da grande ilusão. A palavra “labirinto” significa algo confuso, que desnorteia, desorienta, embaraça. A ilha de Creta com seu labirinto e o touro é um destacado símbolo da grande ilusão. Estava separada do continente, e ilusão e confusão são características do eu-separado, mas não da alma em seu próprio plano, onde as realidades grupais e as verdades universais constituem o seu reino.

Para Hércules, o touro representava o desejo animal, e os muitos aspectos do desejo no mundo da forma, a totalidade dos quais constitui a grande ilusão.

O discípulo, tal como Hércules, é uma unidade separada; separada do continente, símbolo do grupo, pelo mundo da ilusão e pelo labirinto em que vive. O touro do desejo tem que ser capturado, domado e perseguido de um ponto a outro da vida do eu-separado, até o momento em que o aspirante possa fazer o que Hércules conseguiu: montar o touro. Montar um animal significa controlar. O touro não é sacrificado, ele é montado e dirigido, sob o domínio do homem.

Este Trabalho está associado ao signo de Touro. A consumação do trabalho é realizada em Touro, e o resultado da influência desse signo, é a glorificação da matéria e a subsequente iluminação por seu intermédio. Tudo que atualmente impede a glória, que é a alma, e o esplendor que emana de Deus dentro da forma, de brilhar em sua plenitude, é a matéria ou aspecto-forma. Quando esta houver sido consagrada, purificada e espiritualizada, então a glória e a luz poderão realmente brilhar através dela.


Sociedade das Ciências Antigas



Fonte: https://sca.org.br/
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/touro-astrologia-zod%c3%adaco-natureza-9561801/



Bibliografia:

“Os Trabalhos de Hércules” de Alice A. Bailey

quinta-feira, 30 de abril de 2026

PLENILÚNIO DE TOURO


Nota chave: "Vejo, e quando o olho está aberto, tudo se ilumina."


Cada ano, mais e mais pessoas de orientação espiritual estão reconhecendo a importância dos três Festivais espirituais principais, de Áries, Tauro e Geminis, como constituintes de um fluxo unido de energias que afetam a consciência humana. A Páscoa, ou o Festival do Cristo Ressuscitado, é seguido pelo Festival da Lua Cheia de Wesak, ou Festival de Buda. Ambos se fundem com a energia da inteligência da raça humana durante o terceiro Festival de Geminis, culminando no Dia Mundial de Invocação. Durante este período de Lua Cheia, a atenção se centra sobre Wesak, ou Festival de Buda.

Os que aceitam o fato de Deus uno, como faz a maioria das pessoas inteligentes da atualidade, não têm nenhuma dificuldade em aceitar igualmente que existem numerosas formas de aproximar-se d'Ele. Cada uma das principais religiões mundiais, que surgiu através dos tempos em diferentes épocas e entornos humanos, tem um valor, uma energia e uma qualidade específicos para estabelecer na consciência humana.

As duas religiões que tiveram maior impacto e estimularam as mudanças mais profundas na consciência humana durante os últimos dois mil e quinhentos anos, foram o resultado da vida e trabalho de Gautama Buda e de Cristo. Tanto o Budismo em suas diversas formas como Cristianismo sob suas diversas denominações. Se estenderam pelo mundo e juntos reúnem um número de seguidores maiores que todas as demais religiões juntas. Para muitas pessoas, estes ensinamentos não constituem algo separado ou diferente, exceto como instituições organizadas. Os valores que ensinam formam um desenvolvimento complementar e sequencial dos princípios fundamentais. É sabido que o Cristo e o Buda são irmãos, alem de filhos do Deus Uno. O Buda predisse a vinda do Cristo. E o Cristo, aparecendo em uma época posterior edificou sobre o trabalho já estabelecido por Buda, agregando os ensinamentos requeridos pela humanidade durante a era de Piscis, estes últimos 2.000 anos. A cooperação entre esses dois filhos de Deus é um incessante serviço, enfocado atualmente sobre o possível desenvolvimento espiritual durante o período seguinte de 2.000 anos da era de Aquário e enfocado, também na preparação para o reaparecimento do Cristo.

O Senhor Buda funciona na Vida planetária como o intermediário espiritual entre o centro planetário superior, Shamballa, “onde a vontade de Deus é conhecida”, e a Hierarquia Espiritual, o centro cardíaco planetário. Ele é a expressão da sabedoria de Deus e o indicador do Propósito divino. O Buda é a encarnação da Luz, assim como o Cristo é a encarnação do Amor. Serve durante o Festival de Wesak no período da Lua Cheia de Touro, para comunicar a luz da sabedoria à humanidade, através do Cristo e da hierarquia. Cada ano, mediante esse ato de comunhão e cooperação entre o Cristo e o Buda, se fortalece a relação planetária entre o centro “onde a vontade de Deus é conhecida” e o centro “que chamamos de raça dos homens”.

O Festival de Wesak representa certas idéias muito bem definidas e claramente assinaladas, e o oferecimento de uma grande oportunidade. As ideias que representa poderiam enumerar-se como segue:

Em primeiro lugar este Festival enlaça o passado com o presente como nenhum outro Festival, relacionado a qualquer uma das religiões mundiais, o fez. Representa uma verdade viva e uma oportunidade presente. Em seu serviço mútuo à raça, o Buda e o Cristo produzem esse enlace.

Eles também fundem Oriente e Ocidente e unem em uma totalidade a tradição cristã, as crenças budistas e hindus e a aspiração de todos os crentes do mundo de hoje, ortodoxos e não ortodoxos. As distinções religiosas desaparecem.

Em segundo lugar, este Festival assinala o momento de máxima bendição espiritual no mundo. É uma época de uma chegada inusual de vida e de estimulação espiritual e serve para vitalizar a aspiração de todos.

Em terceiro lugar no momento do Festival e mediante o esforço unido do Cristo e do Buda, trabalhando na mais estreita colaboração, se abre um canal de comunicação entre a humanidade e Deus, pelo qual o amor e a sabedoria do Mesmo Deus podem descer para um mundo expectante e necessitado.

Falando simbolicamente, e recordando que os símbolos sempre velam uma verdade, poderia-se afirmar que na época da Lua Cheia, é como se subitamente, se abrisse de par em par uma porta que em outros momentos permanecesse fechada. Através dessa porta os aspirantes e discípulos podem contatar energias que, de outra forma, não seriam facilmente acessíveis. Através dessa porta pode realizar-se uma aproximação da verdade e da realidade e Aqueles que guiam a humanidade que não é possível em outros momentos. Ele está a disposição de todos quantos se encontram em ambos os lados da porta e cada vez o estarão mais.

No momento atual, o mais necessário é desenvolver a intuição e a discriminação dos discípulos do mundo. Eles devem aprender a sentir a visão superior, a responder ao dia da oportunidade e a alcançar o relacionamento superior consciente, seja qual seja o preço para o ser inferior. Ao fazer isso,  deverão recordar que o ser inferior, devido a sua natureza íntima e fechada, parecerá  anormalmente atrativo e pode transcender-se só a um preço infinitamente elevado. Portanto,  deve desenvolver-se a intuição grupal e o sentido de valores devem ajustar-se muito mais  adequadamente, antes que possa estar à altura dos requerimentos e cumprir sua função, que é  inaugurar a nova era. A descida da força espiritual, no tempo do Festival de Wesak tem como  objetivo a estimulação da intuição dos discípulos agrupados, dos aspirantes e da gente de boa  vontade.

As Forças de Iluminação estão especialmente ativas durante este período dos Festivais. Elas emanam do centro cardíaco e estão relacionadas à compreensão e sabedoria divinas. O Buda e o Cristo constituem as duas expressões mais destacadas dessa energia de amor-sabedoria até a data. As Forças de Iluminação afetam, especialmente aos grandes movimentos educacionais e aos foros de pessoas em todas as terras, assim como afetam a qualidade dos valores que se despregam através dos meios de comunicação de massas. Todas as formas de comunicação pública, os oradores, os escritores os comentaristas e os trabalhadores sociais, terminam afetados por essa energia que flui à mente. A mesma consciência humana é atualmente receptora das energias de iluminação que introduzem novas ideias e influenciam os assuntos humanos em geral.

O Festival de Wesak forma um ponto de coesão para quem, em síntese e simbolicamente, se une em meditação e em pensamento reflexivo como representantes tanto do Reino de Deus quanto da humanidade. Estabelece uma solidariedade de fato entre as aproximações Orientais e Ocidentais para um entendimento superior porque tanto o Cristo como o Buda estão presentes e ativos durante este ciclo anual.

O Festival Wesak é um Festival de Lua Cheia universal, ou planetário, para pessoas de todas as crenças. É um alto ponto de inspiração para o trabalho do ano que vem. Todos podem cooperar na consciência neste fluxo singularmente disponível de energias espirituais. Todos podem participar da meditação e do esforço para expressar uma irmandade prática como forma de vida. O valor de semelhante serviço grupal unido, no alinhamento com o Cristo e o Buda e as Forças de Iluminação, é óbvio e inspirador.

Mediante o emprego de mantras, preces mundiais, a Grande Invocação etc., as energias disponíveis podem invocar-se magneticamente e por-se literalmente ao alcance da consciência humana.

A Grande Invocação:

Desde o ponto de Luz na Mente de Deus,
Que aflua luz às mentes dos homens.
Que a Luz desça à Terra.

Do ponto de Amor no Coração de Deus,
Que aflua amor aos corações dos homens.
Que Aquele* que vem retorne à Terra.

Do centro onde a Vontade de Deus é conhecida,
Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens.
O propósito que os Mestres conhecem e a que servem.

Do centro que chamamos de raça dos homens,
Que se cumpra o Plano de Amor e Luz,
E que se sele a porta onde mora o mal.

Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano Divino na Terra!


*Aquele que vem: Cristo para os cristãos; Messias para os judeus; Bodisatva para os budistas; Iman Mahdi para muçulmanos etc.



Fonte: Escola Arcana
https://www.lucistrust.org/
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/pagode-dhammakaya-mais-do-que-472489/