sexta-feira, 26 de junho de 2026

RENASCIMENTO: UMA DÁDIVA DE DEUS


Para muitas pessoas é difícil entender o grande enigma da vida; e o da morte se torna mais difícil ainda.

Muitas vezes nos encontramos perguntando sobre fatos da vida como: algumas pessoas são pobres outras já são afortunadas; umas são doentes e outras dotadas de saúde etc.

Se Deus é justo e compenetra todo nosso Universo com a Sua vida, por que então iria favorecer alguns e outros não?

E fazemos constantemente as quatro grandes perguntas relativas à nossa existência:

– Quem somos?

– De onde viemos?

– Por que estamos aqui?

– Para onde vamos?

Quase toda a humanidade ignora essas perguntas ou não quer pensar nelas ou, ainda, pensa e formula respostas polidas, bonitas, complicadas ou superficiais. Normalmente as pessoas creem nisto ou naquilo, mas sempre dizem que nada sabem. Não seria o momento de procurarmos respostas a tantas indagações que a nossa mente, constantemente, está fazendo?

Antes que o ser humano possa entender o mistério da vida, precisa aceitar que o renascimento é um fato e que todas as manifestações frente à nossa mente se explicam pela Lei de Causa e Efeito.

Temos que compreender que a continuidade da vida é um fato fundamental!

O renascimento, assim como a Lei de Causa e Efeito ou Lei de Consequência, torna possível que o ser humano desenvolva todos os seus poderes latentes.

Para conhecer este grande universo, que é a casa do Pai, vamos saber quais são os mundos que precisamos ter passados até nossa chegada aqui no Mundo Físico.

São cinco os mundos pelos quais evoluímos nesse Esquema de Evolução: Mundo do Espírito Divino, Mundo do Espírito de Vida, Mundo do Pensamento (Plano Mental*), Mundo do Desejo (Mundo Astral*) e Mundo Físico.

Os três últimos, o Mundo do Pensamento, o Mundo do Desejo e o Mundo Físico são, presentemente, os mundos pelos quais estamos evoluindo.

No Mundo do Pensamento aprendemos a mexer com os arquétipos e com as ideias. Quando precisamos aprimorar alguma ideia, é nesse mundo que buscamos os elementos sutis necessários para o aperfeiçoamento e a concretização da ideia.

No Mundo do Desejo aprendemos a lidar com os desejos, as emoções, os sentimentos utilizando as forças de atração, repulsão, interesse e da indiferença.

O Mundo Físico é composto de gases, líquidos, sólidos e éteres e, consequentemente, estamos aprendendo a trabalhar com esses elementos em nossa estada aqui na Terra.

O ser humano consegue trabalhar nesses três mundos pois tem um veículo composto de material de cada um desses mundos. Se não tiver, não consegue trabalhar!

Sabemos que o nosso nascimento no Mundo Físico é feito de tempos em tempos. E quando nascemos aqui iniciamos o nosso caminho individual da involução: é o caminho do Espírito em direção à matéria.

É sabido que nas vidas passadas, muitas vezes, fomos cruéis, injustos, arrogantes, mal-agradecidos etc., mas também em outras ocasiões fomos bondosos, tolerantes, prestativos etc.

Assim, com certeza, somos hoje a soma de todas essas experiências das vidas passadas e recebemos, como herança, a oportunidade de utilizar os poderes latentes em cada um de nós para aprendermos tudo que precisamos nesta existência.

Uma coisa é certa: não somos vítima de um Deus caprichoso, não temos que culpar ninguém, a não ser a nós mesmos, pelas confusões em que nos encontramos.

Como foi escrito pelo Apóstolo São Paulo na sua I Epístola aos Coríntios, capítulo 15 e versículo 40: “Como trazemos em nós a imagem do homem terrestre, devemos também trazer a imagem do celeste”. E no versículo 44 lemos o seguinte: “semeando corpo animal, ressuscita corpo espiritual”.

Esta é a Grande Escola de Deus com iguais oportunidades para todos os alunos, independentemente de idade, sexo, posição social, posição intelectual, habilidade ou quaisquer outras condições que inventemos.

Em cada renascimento, nesta escola da vida, recebemos certas lições fornecidas por Deus, para o nosso crescimento anímico, as quais devem ser estudadas, aprendidas e sublimadas. E se formos um aluno estudioso, ganhamos conhecimento e teremos avançado no caminho evolutivo.

Contudo, se desperdiçamos o tempo e recusamos os trabalhos apresentados, consequentemente nos debilitamos em nossa estrutura moral, como também adquirimos uma tarefa maior e mais difícil de executar. Criaremos uma enorme dívida de destino, cuja execução não será fácil.

Lembrando que os trabalhos não feitos são oportunidades perdidas e que deverão ser executados mais à frente ou em vidas futuras. Só que não será na mesma intensidade inicial, pois o desenvolvimento de nossas potencialidades latentes não poderá ser comprado e nem mesmo doado. Ele vai depender de nossos próprios esforços.

O sofrimento passado por nós aqui, neste baluarte da evolução, representa a lição a ser aprendida. Não devemos nos conformar, nem mesmo nos revoltar com as situações que nos foram apresentadas. Vejamos isso como um remédio doloroso, mas necessário e adequado à cura de nossas doenças da alma. A dor que passamos nada mais é do que a retomada do caminho da harmonia, um estímulo para a perfeição. A dor faz brotar a bondade, a solidariedade no íntimo de cada um dos seres humanos.

Como lemos no Evangelho Segundo São Mateus, capítulo 5 e versículo 48: “Sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito”.

Podemos ver que nesta escola da vida existe a regência da Lei e da Ordem, isto é, existe um trabalho unido, harmonioso, tanto do ser humano com o ser humano como do ser humano com a natureza. Isso tudo é o amor de Deus em manifestação!

A Lei de Causa e Efeito é ensinada pela Bíblia, como podemos ver quando o Apóstolo São Paulo diz o seguinte: “Qualquer coisa que um homem semear, isto mesmo colherá”. Seja nesta vida ou em outra futura.

Devemos agradecer a cada lição recebida, especialmente as difíceis e desagradáveis, pois nos mostra o adiantamento do nosso progresso evolutivo em poder realizá-la; afinal, se isso nos foi dado para passar, mostra que estamos capacitados por aprendê-la.

Podemos verificar que neste momento a vida está limitada pela forma. Estamos presos neste Corpo Denso e muitos de nós só têm consciência deste Mundo Físico, ainda que não totalmente (!)

Quando renascemos aqui no Mundo Físico, esquecemos a nossa origem divina e fazemos daqui um lugar ideal para se viver. Fazemos o possível para que nossa estada aqui seja a melhor possível. Porém chegará o momento em que dentro de nós haverá uma insatisfação, uma inquietação e começamos a buscar alguma coisa a mais que o prazer de viver aqui e a comodidade que encontramos neste Mundo Físico.

Então, o ser humano não se satisfazendo mais com as coisas comuns, começa a buscar a verdade que está relacionada à vida celestial. Estamos nos preparando para mergulharmos em mundos mais sutis, mais purificados, no processo a que damos o nome de evolução. O ser humano muda, evolui e se transforma constantemente. E à medida que o tempo passa o ser humano está conseguindo ter desejos e pensamentos mais elevados, mais construtivos do que algum tempo atrás.

Por isso, à medida que surgem os obstáculos devemos abraçar a Fé em Deus e não se entregar ao temor, à ansiedade, ao desespero ou ao ceticismo. É nesse momento que devemos buscar aquela voz interna que nos diz: persista mais, persista mais… que no final tudo dará certo.

Como diz no Evangelho Segundo São João, capítulo 16 e versículo 33: “No Mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o Mundo”.

Devemos lembrar que aqui não é nosso lar e que estamos aqui de passagem e, ainda que o nosso verdadeiro lar é o lar celeste na casa do Pai. Se não compreendermos ou se não tivermos consciência do que realmente se passa aqui conosco, devemos procurar transpor as dificuldades e os obstáculos com paciência e fé no Senhor nosso Pai. Max Heindel ensina, no livro "Conceito Rosacruz do Cosmo", o seguinte: “o único fracasso é deixar de lutar”.

Cada existência terrestre é um capítulo da história de nossa vida; então a morte é uma necessidade. Pois novos nascimentos em novos ambientes darão ao ser humano outras oportunidades de aprender todas as lições que ele desejar nesta escola da vida em que estamos constantemente nos formando, desenvolvendo e provando os nossos talentos. E que devemos usar esses talentos, esses ensinamentos dados por Deus, de maneira a trazer benefícios para o desenvolvimento da alma; pois seremos chamados a prestar contas dessa administração todas as vezes que deixamos o Mundo Físico e passamos para o outro lado.

“Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz!”


Fonte: Fraternidade Rosacruz de Campinas
Campinas/SP
https://fraternidaderosacruz.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/al%C3%A9m-vida-ap%C3%B3s-a-morte-vida-eterna-744753/


(*) Nota deste blog.

ACASO, DETERMINISMO OU LIVRE-ARBÍTRIO?


Complicada questão filosófico-religiosa e científica. Desde que desenvolveu o pensamento racional e buscou respostas a questões essenciais, o homem persegue o entender do mundo que o cerca. Por que as coisas acontecem?

Evoluções históricas à parte, o homem tem três formas de pensar acerca dessa pergunta: afirmar que as coisas acontecem ao acaso, afirmar que há uma lei que determina os acontecimentos ou afirmar que "temos as rédeas na mão".

Por séculos a ciência se dividiu nas duas primeiras formas de pensar que se desenvolveram independentemente em dois ramos bastante sólidos: a estatística e a matemática. O pensamento ocidental conciliava perfeitamente o que é estatístico (entregue ao acaso) e o que é matemático (entregue a leis) até que a descoberta do comportamento das subpartículas incluiu a mente humana como um fator influenciador dos eventos quânticos (veja em http://orion.med.br/artigos2.htm#amit).

No mundo quântico vemos que todas as partículas estão interligadas de uma forma tal, que a alteração em qualquer uma delas determina algum tipo de mudança em todas as outras. Assim vemos que tudo o que acontece está regido por uma espécie de Lei de Causa e Efeito. Os hindus chamam a essa lei de Lei do Carma. Mas a causa primeira, que determina a mudança inicial estava ligada ao campo das probabilidades até então. Discussões famosas entre Albert Einstein e Niels Bohr deixaram famosas frases como a de Einstein: "definitivamente Deus não joga dados com o Universo...".

Einstein acreditava que os eventos quânticos não eram puramente aleatórios, mas que as partículas surgiriam em determinados locais devido a razões ocultas que ainda iríamos descobrir, e a ciência afirma hoje que a mente ocupa um lugar de destaque na seleção do local de surgimento das partículas e postula que, uma vez determinado o evento, todas as outras possibilidades ocorreriam em outros Universos inteiramente diferentes. Matematicamente, já é possível a existência de até 11 dimensões extras (veja em Scientific American Brasil de janeiro de 2004).

A mecânica quântica usa o acaso quântico para chegar a leis determinísticas, mas a influência da mente humana como co-participante do experimento, e não como mero observador, gera um grande fator complicador nas experiências. Até que ponto nós temos o poder de influenciar os eventos quânticos? E quando não os influenciamos, quem ou o que os influencia? Aquilo que não observamos existe mesmo, ou tem apenas uma probabilidade de existir, passando a existir somente depois de observado pela mente humana? Ou é a mente que cria a observação?

Esses questionamentos, longe de serem apenas questões acadêmicas, ocorrem em nossa vida diária. Existe algo como destino, algo como a predestinação, ou temos o poder de mudar o destino? Dois argumentos surgem dessas questões. Se o nosso destino foi irremediavelmente traçado pelo evento do Big-Bang (que gerou um Universo de partículas interligadas pelo efeito Teorema de Bell - http://www.orion.med.br/sincroni.htm), quem, ou o que, desencadeou essa explosão? Se podemos mudar o nosso futuro, pois ele é apenas uma possibilidade e não tem existência absoluta, poderemos também mudar o nosso passado, que não tem também uma existência absoluta? (veja também em http://orion.med.br/artigos2.htm#amit)

No campo religioso, dogmas inflexíveis separam as doutrinas que pregam (1) a predestinação absoluta do homem ou (2) a sua salvação através de seu livre-arbítrio ou (3) pela graça de um Ser superior. Mas da mesma forma que os estados de matéria e energia, como pólos opostos da subpartícula, são verdadeiros, todos os pólos opostos também são verdadeiros e plenamente reconciliáveis. Parece haver algo como uma "Mente" ou "Consciência Universal" responsável pela Criação, que quando sintonizada pela mente humana, em estados alterados de consciência, faculta ao homem o poder de modificar a matéria no tempo e no espaço. Se a única coisa real que existe é o "aqui e agora", temos o poder de modificar a nós mesmos e, consequentemente, pelo Teorema de Bell, todo o Universo sincronizado conosco.

Temos o poder de realizar e mudar o estado das coisas, mas para isso necessitamos sintonizar o nosso "rádio mental" (parafraseando Paramahansa Yogananda) no canal divino da "Consciência Cósmica". Enquanto estivermos sintonizados com o nosso mundo finito de pensamentos e emoções, não experimentaremos nenhuma mudança substancial em nós mesmos e muito menos no Universo à nossa volta. Sintonizar o nosso "rádio mental" no silêncio que está além de nossos pensamentos, emoções e sensações é experimentar o vazio da meditação. É no vazio físico que todas as partículas surgem e desaparecem, e é no vazio mental que as transformações pessoais ocorrem.

Somente quando a nossa mente está vazia é que a voz do silêncio de nossa intuição consegue se fazer audível na forma de "insights" ou de impulsos criativos e artísticos.

Esse estado mental é descrito em todas as tradições místico-religiosas: o Opangree africano, o Samadhi hindu, o Sanmai zen-budista, o Êxtase Contemplativo cristão (contemplação infusa), o Nirvana budista, o Fanan muçulmano, a Superconsciência de Sri Aurobindo, a Supra-consciência de Paramahansa Yogananda, a Grande Imobilidade dos taoístas etc.

Nos resta apenas trabalhar e buscar o "vazio" dentro de nós, única oportunidade teórica de mudança, demonstrada na prática na vida de todos as pessoas consideradas santas, ou espiritualizadas, que viveram ou que ainda vivem entre nós. Então mãos a obra, vamos juntos ajudar a mudar o mundo, mudando a nós mesmos. Somos todos predestinados...


C. Roberto



Fonte: http://www.terraespiritual.locaweb.com.br/espiritismo/artigo64.html
http://www.orion.med.br
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/f%C3%ADsica-f%C3%ADsica-qu%C3%A2ntica-6585578/

quarta-feira, 24 de junho de 2026

RENOVAÇÃO: NADA É MAIS CERTO DO QUE A MUDANÇA


“E não vos conformeis com este mundo; mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12,2).

Quando nascemos neste Mundo Físico, todos e cada um estamos dotados de grandes forças e poderes potenciais. É nosso dever, assim como também nossa oportunidade, desenvolvê-los durante nossa vida aqui na Terra, e utilizá-los em nosso caminho para cima na perfeição; nossa jornada de retorno para Deus.

Quando vemos o diminuto, terno e quase desemparado corpo de uma criancinha é difícil imaginar a esse ser humano totalmente crescido e apto para usar livre e poderosamente seu ágil organismo. No início de nossa existência terrena há pouca evidência dos poderes latentes espirituais e morais nesse pequeno ser, porém, embora invisíveis, estas forças estão prontas para manifestar-se a seu devido tempo.

O corpo físico se renova a cada sete anos, e analogamente podemos concluir que nossos outros veículos mais sutis, internos, terão que ser renovados. É a presença destes poderes latentes que torna possível a evolução. Conforme renovamos nossos Corpos de Desejos (astral), e os redirigimos, podemos mudar e enriquecer totalmente nossa existência e fazer com que o exemplo de nossa vida se reflita nos Mundos Superiores. Quando nossa Mente muda para melhor, mais primorosos e amplos horizontes se descortinam ante nós.

Quando estas forças ocultas dentro de nós são liberadas, podem ter um efeito tremendo, como poderemos compreender se testemunharmos as grandes forças que hoje os cientistas liberam do minúsculo e invisível átomo.

Para a maioria da humanidade, em nosso estado evolutivo atual, o caminho da evolução não vai para cima em linha reta; há muitos altos e baixos neste caminho, porém tudo faz parte de uma evolução em espiral. Sabemos que na natureza nada permanece estacionado e nós mesmos temos que subir ou descer; não há nada em estado permanente.

“Nada é mais certo do que a mudança”. Temos que escolher, e é por um esforço determinado da vontade que devemos determinar, cuidadosamente, o caminho que devemos percorrer. Depois que a escolha houver sido feita, o investigador da verdade se esforça, conscientemente em trabalhar com as forças ocultas. Ele faz com que cada um de seus propósitos seja para progredir pela sistemática e individual concentração e meditação. E por uma cada vez mais minuciosa observação de si mesmo, de seu meio ambiente, e se adquire o discernimento pela contemplação consegue a paz e o equilíbrio. Finalmente, aquele que chega ao ponto em que sente verdadeiramente adoração adquire a compreensão da fonte de toda a criação.

O aspecto mais valioso de todas as coisas é a possibilidade de sua mudança para melhor; a potencialidade para compreender e a realizar a verdade. Existe em toda a criação um movimento contínuo para a perfeição. Na Filosofia Rosacruz nos é ensinado que a humanidade pode obter o acesso para a perfeição com a ajuda daqueles que, antes de nós, tomaram este caminho: nossos Irmãos Maiores, os Anjos e os Arcanjos que estão todos empenhados no progresso humano.

A habilidade criadora é inerente ao ser humano, e este foi feito à imagem e semelhança de seu Criador, e vive, se move e tem o seu ser no Pai. Com o auxílio da oração e da meditação, ele tem o poder de abrir-se às benéficas influências do universo. Nosso sistema planetário com tudo o que está acima e dentro dele provém do Sol, e o ser humano recebe seu impulso espiritual e ética por meio dos raios espirituais que emanam do Espírito que vive oculto da órbita física solar. Depende muito da habilidade do ser humano para reacionar a estas emanações. Tem que saber como receber esse bem que está em todo nosso redor e deve desejá-lo intensamente antes que lhe seja possível utilizar essas forças superiores conforme lhe chegam. Em resposta à sua própria busca, assim como pede, o receberá.

Os raios que vêm do Sol transmitem iluminação espiritual; aqueles que nos são enviados pelos Planetas promovem inteligência moral e crescimento anímico, e os raios refletidos por nosso satélite, a Lua, são responsáveis pelo crescimento físico.

Com todo o auxílio voluntário daqueles que partiram antes de nós, e com todas as forças e emanações que constantemente circundam nossa Terra, os seres humanos não se convertem em Anjos apenas por terem vivido uma vez em nosso Planeta e depois entrar no céu pela porta da morte. Em nossa evolução cíclica temos que retornar muitas vezes à Terra. A humanidade avança continuamente, todavia são necessários muitos renascimentos, e temos que viver, atuar e aprender neste nosso plano de ação.

Progredimos constantemente, de vida em vida. Conforme mudam os costumes sociais e ambientes físicos, de idade em idade, voltamos a estar em contato com a vida em cada novo meio-ambiente e, com o auxílio e guia de Grandes Inteligências, encontramos condições e circunstâncias que são úteis a nós na obtenção de experiências necessárias. Deste modo temos uma oportunidade para desemaranhar “o novelo embaraçado” que nós nos enrolamos em vidas anteriores. Ao mesmo tempo, podemos por novas causas em ação. Lemos nas Cartas de São Paulo aos Coríntios: “O homem interno é renovado dia a dia”.

No Livro “A Teia do Destino” lemos que “desde a puberdade e durante toda a vida uma força espiritual é gerada internamente em nosso organismo”. Esta força pode ser usada para três fins: GERAÇÃO, DEGENERAÇÃO E REGENERAÇÃO. Depende de nós qual dos três métodos escolhemos, e isso terá uma orientação importante em nossa vida, pois o uso dessa força não está confinado em seu efeito ao tempo ou ocasião em que se dispõe dela. Reflete em cada um dos momentos de nossa existência, e determina nossa atitude em cada uma das fases particulares da vida.

Algumas vezes podemos perder nossa meta aqui na Terra e os valores reais e eternos são esquecidos na presença de tantas coisas evanescentes e transitórias. É quando nos damos conta desta condição que devemos parar, fazer um balanço de nossa existência, e buscar melhores meios de vida; buscar valores superiores e a maneira para renovar nossa força, voltando ao nosso Criador.

Essa possibilidade é tratada de modo bem claro nas Sagradas Escrituras, na parábola do Filho Pródigo. Ele, por si mesmo, deveria reconhecer que seu estado era indigno e seu método de vida era insatisfatório, e teria que procurar internamente para encontrar a força para dar a volta e retornar ao Pai. Na verdade, o Pai contava com o seu retorno e o esperava com os braços abertos de boas-vindas.

É evidente que o cultivo de forças invisíveis e poderes requer que também sejam adquiridos sabedoria e compreensão, pois os poderes espirituais em si mesmos não são nem bons e nem maus, pois são o motivo e o caráter de quem os possui que os fazem merecer este ou aquele qualificativo. Sabemos que “as distinções entre o uso legítimo ou ilegítimo dos poderes espirituais são superiores e sutis”. Devemos recordar sempre que “poder” é força para realizar, e o que com ela fazemos depende de nós; a direção que lhe dermos é de nossa própria e pessoal responsabilidade.

Foi poder sobre todas as coisas o que "Satanás", o tentador, prometeu ao Senhor quando estiveram juntos no deserto. Sabemos que Jesus Cristo triunfou em todas as tentações e respondeu: “Afasta-te de Mim, 'Satanás'”. Neste e como em todos os demais caminhos Ele é nosso Guia e Caminho. Se perdermos a nossa meta, isto é apenas temporariamente. As asas cortadas podem crescer de novo, e quando houvermos reencontrado o caminho, teremos aprendido também que somente o Bem, a Verdade e a Beleza sobrevivem até o fim. A sabedoria da advertência que frequentemente é dada em nossa Filosofia de nunca deixar de tentar é evidente.

“E o que estava sentado no trono disse: Eis aqui, eu faço novas todas as coisas” (Apo 21,5).


(Publicado na revista "Serviço Rosacruz" de 01-02/87)



Fonte: Fraternidade Rosacruz de Campinas
Campinas/SP
https://fraternidaderosacruz.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/borboleta-balaclava-insetos-4267823/

MINHA SOMBRA


O conhecimento da sombra é fator importante no processo de autodescobrimento, pois possibilita a percepção dos aspectos desconhecidos da personalidade e daqueles que não são desejados, portanto negados.

Por muito tempo aprendemos que devemos reprimir o mal e evitar exteriorizar nossa agressividade, bem como policiar nossas atitudes. Porém o mal sempre foi algo que sofreu modificações de acordo com a época e com a cultura das sociedades, não sendo um ente muito bem compreendido. Ao invés de negar o mau e de evitar agressividade, seria mais adequado conhecer sua natureza em mim e utilizá-lo de forma produtiva no meu processo existencial.

O mal em mim, quando trabalhado equilibradamente se transforma em bem para mim. A agressividade quando dirigida se transforma em ferramenta construtiva do nosso progresso. Tudo que existe no ser humano como motivo inconsciente que o incomoda, pode ser redirecionado adequadamente para sua felicidade. Negar ou acreditar que tais aspectos não têm importância é subestimar seus poderes de ação.

Tudo que desconheço em mim se torna condutor de meu destino, visto que age à minha surdina sem que lhe direcione o sentido ou lhe dê uma função útil. Muitas vezes, por força da cultura, o que chamo de mal é apenas minha visão equivocada do que poderia ser um bem. Por este motivo, existem dois tipos de sombra: a negativa e a positiva.

A sombra negativa contém aquilo que nego que sou ou não aceito em mim. Muitas vezes ela é projetada nas pessoas que nos parecem apresentar aquela característica que, inconscientemente, não aceitamos em nós mesmos. Geralmente desenvolvemos sentimentos negativos por essas pessoas.

A sombra positiva ou dourada contém aquilo que desconheço existir em mim ou que não sabia que já havia conquistado, ou que sou capaz de realizar. Contém aspectos positivos da personalidade, mas que, por motivos diversos, não consigo reconhecer. Também projetamos esses aspectos em pessoas que admiramos.

As duas formas de sombra são aspectos da personalidade que se alicerçam em função das experiências adquiridas nas vidas sucessivas, ligadas às questões morais e que não são fáceis de serem desconectadas do conceito que temos de mal. São componentes da personalidade que, se negligenciados ou reprimidos, continuam influenciando sobremaneira a vida relacional dos indivíduos. É fundamental, portanto, reconhecer sua existência, integrar a face positiva e buscar uma forma de expressar a face negativa, de tal modo que não se constitua num obstáculo à manifestação da personalidade, nem traga sofrimentos insuportáveis.

Devemos nos conscientizar de que, sempre que trazemos aspectos de nossa sombra para a consciência, não nos sentimos bem. A sombra traz coisas negadas e reprimidas por muito tempo, daí termos dificuldades em lidar com elas. A manifestação da sombra é um trabalho delicado que deve ser feito com cautela a fim de não nos deixarmos possuir por ela. Constelar (enaltecer) a sombra é acreditar que aquele lado obscuro, considerado negativo da personalidade, é que deve prevalecer. É um equívoco.

Minha sombra é minha companheira, da qual devo tomar ciência de seus traços e de suas características. É a parte de mim mesmo que devo tornar consciente e colocá-la a serviço de minha evolução espiritual, sem que seus aspectos aversivos me tomem.


Adenáuer Marcos Ferraz de Novaes



Fonte: do livro "Psicologia e Espiritualidade"
Fundação Lar Harmonia
Salvador/BA
1ª Ed., 1999
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/bal%C3%A9-dan%C3%A7arinos-mulher-silhuetas-359982/

terça-feira, 23 de junho de 2026

RENASCIMENTO - VERDADEIRO EM TODOS OS SENTIDOS


O renascimento é a única explicação lógica da existência física. Não só nos fornece uma concepção lúcida das várias discrepâncias da vida, mas, também, fornece um objetivo ou um propósito para nós, sem o qual todo o Esquema de Evolução se tornaria inútil e irrisório.

Ninguém que, testemunhando as gloriosas maravilhas da natureza, poderia imaginar que um Criador com uma visão de amplitude e magnitude em projetar um universo tão vasto, o povoaria com pequenas marionetes, cuja única percepção d’Ele seria o medo, e o único tempo de vivência na Terra seria meros, mais ou menos, setenta anos; na verdade, na maioria dos casos consideravelmente menos tempo ainda.

E tão pouco Sua única “Palavra” poderia ser um registro que está inserido na Bíblia. É certo, não obstante, que encerra muitos conhecimentos ocultos inestimáveis. Esses conhecimentos se acham, em grande extensão ocultos, devido às interpolações e interpretações “tendenciosas”. As traduções da Bíblia não podem ter escapado do duvidoso reconhecimento da mutilação nas mãos da Religião e do Estado; embora, essas traduções foram e são agora pregadas literalmente pelos irmãos devotos de inúmeras seitas, e que são consideradas inquestionavelmente autênticas pelas multidões, que não têm a inclinação de estudá-las por vontade própria. É de admirar que o objetivo dessa existência física seja perdido no pântano do mal-entendido? E que o credo de que só o mais forte e o que teve mais sucesso se salvará é o fator dominante da civilização moderna? Afinal, para aprendermos o real significado do que está na Bíblia é indispensável estudarmos e aplicar o Cristianismo Esotérico, como estudam os rosacruzes.

Como podemos esperar que milhões de pobres trabalhadores, labutando seu dia dentro e fora de casa por um salário insignificante, que mal dá para cobrir suas necessidades corporais, desgastadas pelas doenças e enfermidades, possa amar e reverenciar um Deus que, por intermédio de suas “religiões”, não dá uma resposta satisfatória ao seu grito eterno de “Por quê”?

Eles são orientados a orar, mas eles são ensinados como orar? Não; e a única resposta dos responsáveis pela direção desses tipos de movimentos espirituais aos buscadores sinceros é: “É a vontade de Deus; não devemos questionar isso”. Assim, podemos imaginar que as pessoas se voltem apenas aos prazeres materialistas para se consolar, e se submergem nas alegrias superficiais que as invenções modernas os podem oferecer.

No entanto, a explicação é tão simples: as leis gêmeas de Causa e Efeito que até mesmo a mentalidade mais infantil pode entender, e a seguindo podemos ganhar paz mental e quietude. Essa verdade irá sufocar os rebeldes dissabores que assediam nossas Mentes e nos conduzem silenciosa, mas seguramente ao longo do caminho rumo à perfeição.

A vida não é mais do que uma escola na qual nós, os Egos (*), nos manifestamos por meio de um conjunto de veículos, aprendendo lições que, com o tempo, nos tornam dignos de pertencer ao Deus-Pai, nosso Criador. É somente renascendo e renascendo novamente nesta esfera física que podemos acumular experiências empíricas que resultam em um completo desenvolvimento físico, mental e espiritual. Seria possível prever que um indivíduo fizesse isto num corpo de 60 anos? Não seria razoável que ele esperasse e levando em consideração as limitações do ambiente, potencialidades mentais etc., é impossível. Contudo, aqui é onde a verdade do renascimento é capaz de provar, conclusivamente, sua argumentação de autenticidade. Como estudamos na Bíblia: “Como semeastes, assim colhereis” (1), e é exatamente isso que significa a Lei de Causa e Efeito. Nenhum de nós pode receber da vida nada mais além daquilo que depositamos, e assim, todos nós descansamos inteiramente nas condições e circunstâncias que deveremos reencarnar aqui: como semeamos nessa vida, assim colheremos na próxima.

Quando herdamos um Corpo Denso defeituoso, não é necessário culpar nossos antepassados, pois só podemos criar seu habitat em um corpo que nós mesmos aprendemos a construir e controlar. Os pais fornecem os materiais que nós precisamos e os utilizamos da melhor maneira possível. Se construímos um Corpo Denso com um mecanismo defeituoso para esta vida, podemos concluir que os erros de uma vida anterior nos limitaram a isso, de uma mentalidade pobre, físico fraco ou é mostrada qualquer que seja a falta. Nada é feito sem uma causa justa, pois essa Lei é muito precisa e não conseguiremos ludibriá-la. Qualquer esforço colocado em determinada coisa, colheremos sua recompensa; agora ou mais tarde; portanto, hábitos vividos e pensados erroneamente também terão sua avaliação a semelhantes casos.

Assim, podemos ver do que foi exposto, que as condições do mundo de hoje são o resultado de nossos esforços coletivos passados, e o que está por vir, está sendo criado agora por nós. Nós, e somente nós, somos os únicos culpados pelas circunstâncias angustiantes pelas quais todos nós estamos passando, e quando percebermos esse fato, mesmo que por razões egoístas, o incentivo virá como segurança coletiva no futuro.

“Eu sou um Deus justo” (2), afirma a Bíblia, e o renascimento é visto a partir da concepção, sendo ela verdadeira em todos os sentidos. A culpa recai sobre nós, cujo ponto de vista é tão estreito que requer uma ideia restrita do grande plano, e vendo somente uma parte dele, erroneamente concluímos que não há justificativa para as nossas provações e tribulações, ou mesmo aceitar nossas misérias ou alegrias sem questionar.

Esse é apenas um breve esboço dessa grande verdade, concluindo que até que o conhecimento do renascimento seja compreendido e aceito, a Fraternidade Universal só pode ser um ideal abstrato, em vez de uma realidade concreta.


(Publicado na Revista "Rays from the Rose Cross" de fevereiro/1940 – traduzida pelos irmãos da Fraternidade Rosacruz de Campinas-SP-Brasil)


Fonte: Fraternidade Rosacruz de Campinas
Campinas/SP
https://fraternidaderosacruz.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/ressurrei%C3%A7%C3%A3o-sonhe-espa%C3%A7o-7036772/


Notas:
(*) Eu Superior, em algumas tradições; Alma, Espírito, em outras; Self, em outras ainda etc.
(1) N.T.: Mt 13:3-9
(2) N.T.: ‎Rm 1:17, ‎Sl 103:6, ‎Dt 32:4

segunda-feira, 22 de junho de 2026

INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS


“Eu sou um sonhador prático. Meus sonhos não são meramente fantasias vazias. Eu quero converter meus sonhos em realidade.” (Gandhi)

Há no Espírito imortal um universo de potencialidades a serem despertadas, desenvolvidas e educadas.

Na condição de herdeiros de Deus trazemos conosco riquezas das quais ainda não temos dimensão e nem capacidade para as aquilatar, porém, pode a educação verdadeira, aquela “arte de manejar os caracteres” e de “formar hábitos”, como preconizou Allan Kardec, desvendar esta vastidão de talentos e colocá-los a serviço do progresso do seu portador e de toda a coletividade humana.

Neste sentido, precisará o educador espírita conhecer algo da Filosofia Espírita da Educação, da proposta pedagógica do Espiritismo para a educação e também possuir um mínimo de conhecimento das ciências do mundo (Psicologia, Biologia, Sociologia etc.) para realizar a contento o seu mister.

Como o objetivo maior do processo ensino-aprendizagem espírita é a formação intelecto-moral, seja no âmbito do Centro Espírita, seja no da família ou das escolas espíritas, urge repensarmos a visão doutrinária de inteligência, para que os instrumentos a serem utilizados por estas três importantes instituições estejam fiéis à proposta espírita. Numa nota em "O Livro dos Espíritos" (1) , o Codificador assim se expressou:

“A inteligência é uma faculdade especial, peculiar a algumas classes de seres orgânicos e que lhes dá, com o pensamento, a vontade de atuar, a consciência de que existem e de que constituem uma individualidade cada um, assim como os meios de estabelecerem relações com o mundo exterior e de proverem às suas necessidades.”

Às vezes consideramos inteligentes as pessoas que têm uma capacidade considerável para armazenar dados, informações e acessá-las quando é preciso.

Porém, não há nenhuma alusão, nesta nota de Kardec, à memória ou capacidade de memorização. O conceito espírita é bem mais amplo e completo, mesmo porque a inteligência é “um atributo exclusivo da alma” (2) e não um departamento do cérebro circunscrito a uma região específica, muito embora se utilize deste para a sua manifestação.

Falar de desenvolvimento da cognição, entendendo-a e estudando-a em seus meandros, é de importância vital para os que lidam com a educação espírita, pois precisamos basear o “como se ensina” no “como a criança aprende”. É a partir das formas pelas quais os educandos manifestam suas vontades, se relacionam, constroem e reconstroem o mundo, e se apercebem nele, que basearemos os nossos procedimentos didáticos. Isto se quisermos levar em conta a bagagem de experiências e aquisições que estão trazendo das outras reencarnações. E não fazê-lo seria um contra-senso.

A este respeito, Howard Gardner trouxe uma contribuição substancial ao propor a Teoria das Inteligências Múltiplas, afirmando que os seres humanos são capazes de desenvolver, pelo menos, sete inteligências. Sua contribuição é bem mais completa e sensata do que aquela tradicionalmente proposta por Binet, com seus testes de Q. I. (quocientes de inteligência), que avaliam unicamente as faculdades lógicas e linguísticas do indivíduo. A teoria de Gardner parte da psicologia desenvolvimentista e da neuropsicologia, e reconhece diferentes aspectos da cognição. Para ele, todos temos estas sete inteligências, mas que por razões genéticas e ambientais apresentam-se diferenciadas entre as pessoas.

Os espíritas sabemos que não é tanto o ambiente e nem tanto o fator genético, são os ascendentes espirituais do reencarnante que vão predispô-lo mais para um campo do saber do que para outro, além das suas necessidades espirituais de ter esta ou aquela manifestação intelectiva cerceada temporariamente.

Fazendo um amplo estudo entre crianças excepcionais, crianças ditas normais e uma profunda pesquisa de cunho antropológico sobre a evolução da cognição, através dos milênios, ele concluiu existirem estas inteligências:

- Inteligência Linguística – é a habilidade para agradar, estimular, transmitir ideias e usar a linguagem para convencer.

- Inteligência Lógico-Matemática – é a habilidade para reconhecer problemas, resolvê-los, lidar com uma série de raciocínios, além de uma facilidade para ordenar e sistematizar.

- Inteligência Musical – é a habilidade para reproduzir sons, timbres, ritmos, perceber temas musicais etc.

- Inteligência Espacial – é a capacidade para perceber o mundo visual e espacial de forma precisa. Criar tensão, equilíbrio numa representação espacial, manipular formas ou objetos mentalmente.

- Inteligência Cinestésica – é a habilidade para usar a coordenação em esportes, artes cênicas ou plásticas, na movimentação do corpo e manipulação de objetos.

- Inteligência Interpessoal – é a habilidade para entender e lidar com as emoções alheias.

- Inteligência Intrapessoal – é a capacidade que o indivíduo tem de ter acesso ao seu mundo íntimo de sonhos, ideias, sentimentos, discriminando-os, lançando mão deles na resolução de problemas e na criação de algo. Esta habilidade permite ainda que o seu portador formule uma autoimagem precisa de si mesmo.

Há ainda uma outra que vem sendo estudada por esse pesquisador e que ainda não foi divulgada oficialmente – a inteligência espiritual.

Tais inteligências, na visão espírita, não são outra coisa senão o acervo de conquistas do Espírito imortal em sua trajetória evolutiva. Elas precisam ser diagnosticadas pelos educadores espíritas a fim de serem trabalhadas, e mesmo aquelas que não se encontrem afloradas poderão ser despertadas mediante um trabalho sério, com técnicas apropriadas para a transmissão dos conteúdos espíritas e despertamento daquilo que está no cerne das almas com as quais estamos lidando.

Se a educação espírita, como a entendemos, é a educação do homem integral, não há como continuarmos enfatizando somente aquilo que as escolas terrestres priorizam em seus currículos: temos que nos voltar ainda mais em nossas abordagens e procedimentos para a realidade imperecível do ser, promovendo o seu “desenvolvimento harmônico” como pretendia Pestalozzi. O que afirmamos cresce em importância quando tomamos contato com tais assertivas de Allan Kardec (3): “Em cada criança que nascer, em vez de um Espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um Espírito mais adiantado e propenso ao bem.” (Grifo de Kardec.)

E ainda acrescenta, referindo-se aos novos tempos e às novas gerações (4): “Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao sentimento inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior.” (Idem.)

Não há como dissimular o papel relevante da educação espírita junto a esses Espíritos que há algum tempo já começaram a reencarnar. São eles os artífices de uma nova ordem social, os promotores de uma revolução nos diversos campos do conhecimento humano e estão renascendo nas favelas, nos campos, nas cidades, em todos os lugares.

São muitas as dificuldades que os educadores espíritas têm a vencer para que um trabalho desse porte possa efetivar-se. Mas a maior delas continua a ser o desconhecimento do grande potencial educativo que a Doutrina Espírita encerra. Depois as visões pessimistas e apressadas sobre a proposta da Escola Espírita. E ainda as imperfeições pessoais que todos carregamos e que nos impedem de nos aglutinar com espírito de humildade em torno de grandes projetos e ideais.

Mas como afirmou Max Weber e com ele concordamos plenamente: (5) “O homem não teria alcançado o possível se repetidas vezes não tivesse buscado o impossível.” Prossigamos então, todos os que acreditamos no imenso potencial educativo da Doutrina Espírita, em nossas atividades pedagógicas, sem desmerecer ou fazer juízo de valor, em relação aos que identificam no Espiritismo o seu caráter puramente assistencial. Mas recordemos que a maior das caridades realizada pelo Divino Mestre foi a de legar-nos o seu Evangelho, repleto de exortações voltadas para o crescimento interior das almas, para o trabalho de autoeducação, perseverante, solidário, racional e amoroso.


CEZAR BRAGA SAID


Fonte: http://kardec.com/reformador/refjun01
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Referências Bibliográficas:

1. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro, 80. ed. FEB, perg. 71, p. 78, 1998.

2. _____. A Gênese. Rio de Janeiro, 38. ed. FEB, cap. III, item 12, p. 75, 1999.

3. Idem, ibidem, cap. XVIII, item 27, p. 418.

4. Idem, ibidem, item 28, p. 419.

5. GAMA, Maria Clara Sodré Salgado. A Teoria das Inteligências Múltiplas ou a Descoberta das Diferenças. Ensaio, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, p. 13-20, jan./mar., Fundação Cesgranrio, 1994.

SERVIR AO PRÓXIMO É A SEMENTE DO MÉRITO


Deus é a Encarnação do Amor (Premasvarupa) e está em cada ser; portanto, o fruto de toda e qualquer vida está repleto da doçura desse Amor.

Assim como a casca amarga de uma fruta doce é o véu da ignorância que oculta o precioso suco no seu interior, a casca amarga da inveja, do egoísmo, do ódio, da malícia, da ganância, da luxúria e da ostentação não permite que a doçura do Amor seja evidente a todos.

Mas cada ser tem o direito de partilhar desse Amor, independentemente da sua nacionalidade, cor, crença ou posição social. Se Deus e o Seu Amor ativam cada átomo da Criação, quem ousaria excluir alguém?

Declara a Isha Upanishad, um dos textos sagrados que contêm a essência dos Vedas: “Ishavasyam idam sarvam” (“Tudo isto é Deus”). Ou seja, “Tudo isto é Amor”.

As luzes que o grande sábio Vyasa acendeu para revelar essa magnífica realidade se tornaram tênues, pois ninguém está vertendo óleo na lamparina; as pessoas estão interessadas em perseguir falsos ideais e prazeres efêmeros.

Vyasa compôs grandiosas obras da literatura sagrada indiana, nas quais transmitiu valiosos ensinamentos: no épico Mahabharata, ensinou a retidão ou dharma; no Bhagavata, a devoção ou bhakti; nos 18 Puranas, a paz e o amor (shanti e prema). Finalmente, no Brahma Sutra, ensinou a natureza do “conhecimento, do conhecedor e do conhecido” por meio de uma série de aforismos relativos a Brahman (o Absoluto ou a Realidade Suprema).

Vyasa enfatizou que o ato de prejudicar os outros é a semente do pecado, e que servir ao próximo é a semente do mérito. Esse é o puro e simples ensinamento sobre o Amor.

(Discurso Divino, 1º de julho de 1967)


Sri Sathya Sai Baba


Fonte do texto e da gravura: www.sathyasai.org.br

PSICOMETRIA, EM SÍNTESE


Nos dias que correm, mormente através da parapsicologia, um fenômeno tem despertado a atenção de estudiosos e curiosos: a psicometria. Verifiquemos, sucintamente, o que a Filosofia Rosacruz nos diz a respeito, por meio da palavra autorizada de Max Heindel:

“O Éter interpenetra toda a matéria do Mundo Físico, de maneira que os átomos químicos de qualquer substância, por densa que seja, não se tocam. Cada um vibra em um campo de Éter.

“Todos os objetos emitem vibrações desse Éter, levando à nossa retina as imagens de todas as coisas que nos rodeiam. Essas imagens não se perdem.

“No Éter formador do nosso Corpo Vital existem gravações, imagens de todas as coisas que temos observado conscientemente. E nossa capacidade de evocá-las depende de as lembrarmos ou não.

“No Éter que interpenetra cada objeto há uma imagem de tudo quanto o rodeia. Nas paredes de nossas casas estão gravadas todas as cenas, todos os incidentes ali ocorridos. E ainda que sejam pintadas, não será possível eliminarmos as impressões ali deixadas. Se extrairmos um pedacinho de argamassa de uma habitação, levando-o a uma pessoa dotada de visão etérica, é possível que ela lhe observe o Éter e nos relate algumas cenas ocorridas naquele lugar. Se lhe mostrarmos um pedaço de pedra das pirâmides do Egito, poderá vê-las tão perfeitamente como se fosse uma fotografia, porque o Éter dos objetos é que imprime sua imagem na placa fotográfica. E a única diferença entre essa impressão e aquela que recebemos na retina é que a primeira podemos fixar na placa e observá-la novamente a qualquer momento. Por outro lado, não nos é dado vislumbrar tão claramente as cenas do nosso passado em circunstâncias ordinárias. Contudo, o psicômetra, capaz de ver no Éter, tem uma possibilidade imensa à sua disposição.”

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/77)


Fonte: Fraternidade Rosacruz de Campinas
Campinas/SP
https://fraternidaderosacruz.com
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terça-feira, 16 de junho de 2026

ATIVIDADE CHAMADA "SILÊNCIO"


O estado de "estar quieto" é um estado que envolve esforço ou não?

Não é um estado de indolência sem esforço. Todas as atividades mundanas que normalmente chamamos de esforço são realizadas com o auxílio de uma parte da mente e com pausas frequentes.

Mas o ato de comunhão com o Si Mesmo (atma vyavahara) ou permanecer quieto interiormente é uma atividade intensa que é realizada com a mente inteira e sem interrupção.

Maya (ilusão ou ignorância), que não pode ser destruída por nenhum outro ato, é completamente destruída por essa atividade intensa chamada "silêncio" (mauna).


Bhagavan Sri Ramana Maharshi



Fonte: Fonte: Arunachala Ashrama
Bhagavan Sri Ramana Maharshi Center
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TODOS SÃO UM SÓ

 


O Buda ensinou que não se deve sentir raiva, procurar defeitos nos outros e tampouco prejudicá-los, pois todos são manifestações do puro e eterno Princípio do Atma, ou seja, do Ser Interno. Tenham compaixão para com os necessitados e os ajudem na medida do possível. Vocês talvez pensem que aqueles que não têm o que comer são pobres, mas a simples ausência de dinheiro ou de alimento não define a pobreza. Na verdade, ninguém é pobre; todos são ricos, pois são dotados da riqueza do coração. Compreendam e respeitem o princípio da unidade e da divindade subjacente em cada ser e, assim, experimentem bem-aventurança. Evitem apegar-se a rótulos limitados, tais como “fulano é meu amigo”, “beltrano é meu inimigo”, “sicrano é meu parente” e assim por diante. Todos são um só; então, tratem a todos igualmente. Esse é o seu dever primordial e o mais importante dos ensinamentos do Buda. (Discurso Divino, 13 de maio de 2006)


Sri Sathya Sai Baba


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domingo, 14 de junho de 2026

PENSAMENTOS SEMENTES


Cultivar o hábito de expressar bons desejos e nutrir sentimentos de bondade para com os outros funciona como um catalisador para a nossa própria felicidade. Quando nos concentramos no bem-estar alheio, não só contribuímos para um ambiente mais positivo, como também aumentamos a nossa própria sensação de alegria e contentamento. Este ciclo de boa vontade amplifica a felicidade que carregamos dentro de nós, demonstrando que a bondade é, sem dúvida, uma dádiva que sempre retorna.


Em tempos como estes, sinto-me responsável, juntamente com os outros, por usar minhas qualidades inatas para mudar o mundo? Muitas vezes, mesmo nas melhores organizações, pequenas diferenças dividem as pessoas e dispersam a energia do seu compromisso com a causa. Alguns abdicam da sua responsabilidade pela mudança, desanimados pela magnitude da tarefa. As minhas belas qualidades são os degraus necessários para construir uma ponte para um mundo melhor. Elas são imensamente poderosas. Na verdade, são a essência do que o mundo precisa agora. Criaremos um mundo melhor quando a consciência coletiva estiver orientada positivamente. Hoje, assumo a responsabilidade de criar um mundo melhor com as minhas qualidades inatas.


Os seres humanos tentam constantemente se comunicar por meio de palavras. No entanto, as próprias palavras são portadoras instáveis. Uma única palavra pode conter séculos de uso herdado, associações emocionais, filosofia, rituais, memórias e condicionamento cultural. Mesmo quando duas pessoas usam a mesma palavra, podem não interpretá-la da mesma maneira. Embora significado e linguagem estejam relacionados, não são a mesma coisa. As intenções imbuem minhas palavras de significado, de modo que elas são percebidas antes de serem compreendidas. Quando minha intenção é pura, limpa e benéfica, até mesmo as palavras erradas assumem o significado correto. Hoje, permita-me comunicar por meio da intenção.


O instinto de retorno da alma está ligado à busca pelo silêncio e por um sentimento de pertencimento. Muitos buscadores espirituais se sentiam como ovelhas negras em suas famílias de origem — não se sentiam à vontade no mundo como ele é, sempre lutando e buscando algo além deste mundo. Uma vez no caminho espiritual, a alma começa a experimentar um sentimento de pertencimento com pessoas que nunca conheceu — almas gêmeas tendem a se encontrar. Nossos corações anseiam por silêncio e pertencimento há tanto tempo que, finalmente, sabemos que nosso instinto de retorno nos trouxe de volta à sensação de estar em casa. Hoje, honrarei meu instinto natural de retorno.


Brahma Kumaris



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CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES


Usa-se uma pedra de amolar para afiar a lâmina, não para polir a própria pedra. Similarmente, é necessário cultivar boas qualidades para refinar a natureza do indivíduo. Essas qualidades são essenciais para o seu bem-estar como um todo, tal como são os diferentes membros para o funcionamento do corpo. As pessoas devem se dar conta de que o nascimento humano lhes foi concedido para que levem vidas ideais. Boas qualidades permitem que se tenha uma existência voltada para o bem. No entanto, até mesmo para se levar tal vida há um preço a ser pago: uma boa conduta. Isso significa que só se pode obter a felicidade resultante de uma vida íntegra cumprindo os próprios deveres. Há dois tipos de prazer – os transitórios e os duradouros –, mas apenas mediante o cumprimento das obrigações que lhe cabem é possível ao ser humano alcançar a felicidade permanente. Portanto, primeiro cumpram os seus deveres; depois colham os frutos. Atualmente, as pessoas querem usufruir dos resultados sem o cumprimento dos deveres. Essa atitude não pode lhes trazer felicidade. Todo ser humano deve compreender que nasceu para cumprir uma série de obrigações, não para desfrutar de recompensas por serviços não prestados; ou seja, que não tem direitos a reivindicar, e sim deveres a cumprir. Se assim o fizer, colherá as recompensas no devido tempo. (Discurso Divino, 14 de janeiro de 1997)


Sri Sathya Sai Baba



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sexta-feira, 12 de junho de 2026

CONVITE AO DESPRENDIMENTO


“Não ajunteis para vós tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões penetram e roubam...” (Mt 6, 19).


Desprendimento na qualidade de desapego, não de estroinice (leviandade) nem dissipação.

Todo e qualquer motivo que ata à retaguarda sob condicionamentos retentivos se transforma em cadeia escravizante.

Os objetos a que o homem se apega valem os preços que lhes são emprestados, constituindo-se elos a impedirem o avanço do possuidor, na direção do futuro...

Desapego, portanto, em forma de libertação do liame pessoal egoístico e tormentoso que constitui presídio e patíbulo (suplício) para quem se fixa negativamente como para aquele que se faz sua vítima afetiva.

Libertar-se das aflições constritivas, asfixiantes, para marchar com segurança.

Doa com alegria quanto possas, generosamente.

O que distribuis com equilíbrio e lucidez multiplica-se, o que reténs reduz-se.

Abundância, como excesso, engendram miséria e loucura.

Distende assim, mão generosa na alfândega da fraternidade, mas libera-te da emotividade desregrada, da posse afetuosa a objetos, animais e pessoas, porquanto mais carinhos que te mereçam, mais devoção que lhes dês, chegará o dia de atravessares o portal do túmulo, fazendo-o em soledade, livre de amarras ou jungido ao que se demorará a desgastar-se pela ferrugem, pelo azinhavre (zinabre), corroído ou simplesmente em trânsito por outras mãos ante a tua tormentosa impossibilidade de reter e interferir.


Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis



Fonte: do livro "Convites da Vida"
LEAL - Livraria Espírita Alvorada Editora
Salvador/BA
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CONHECER O SI MESMO


Conhecer o Si Mesmo é ser o Si Mesmo, e ser significa existência, a própria existência. Ninguém nega a própria existência, assim como ninguém nega os próprios olhos, embora não possa vê-los. O problema reside no seu desejo de objetificar o Si Mesmo, da mesma forma que você objetifica seus olhos quando coloca um espelho diante deles. Você se acostumou tanto com a objetividade que perdeu o conhecimento de si mesmo, simplesmente porque o Si Mesmo não pode ser objetificado. Quem pode conhecer o Si Mesmo? Pode o corpo insensível conhecê-lo? Você fala e pensa o tempo todo no seu "Eu", mas quando questionado, nega conhecê-lo. Você é o Si Mesmo, e ainda assim pergunta como conhecer o Si Mesmo.


Bhagavan Sri Ramana Maharshi



Fonte: Arunachala Ashrama
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A VIDA É REPLETA DE OSCILAÇÕES


Existem, neste mundo, dois estados para o ser humano: agradável e desagradável. Se um estado é agradável ou não, depende da sua atitude ou perspectiva mais íntima. Um mesmo objeto pode ser visto como agradável em uma ocasião e desagradável em outra! Aquilo que hoje é acolhido com grande apreço pode, futuramente, tornar-se odioso, a ponto de não haver sequer o desejo de vê-lo. A condição da mente nessas diferentes circunstâncias é a causa dessas oscilações. Portanto, todos devem treinar a mente para que ela permaneça sempre em um estado agradável. As águas de um rio jorram pelas montanhas, caem nos vales e correm pelos desfiladeiros; em diversos trechos, afluentes se juntam a elas, tornando-as sujas e turvas. Assim também, no fluxo da vida humana, a velocidade e a força aumentam e diminuem. Esses altos e baixos podem acontecer a qualquer momento da existência; são inevitáveis e podem vir no início, no meio ou no fim da jornada. Por conseguinte, o ser humano deve desenvolver a firme convicção de que a vida é repleta de oscilações e que, em vez de temê-las e se preocupar excessivamente com elas, deve acolhê-las. Não apenas aceitá-las, mas ser feliz e grato, aconteça o que acontecer. Com essa atitude, todas as dificuldades, seja qual for a sua natureza, passarão de forma leve e rápida! (Dhyana Vahini, cap. 3)


Sri Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
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