sábado, 9 de maio de 2026

A MEDITAÇÃO COMO CAMINHO DE AUTOCONHECIMENTO


Segundo Evágrio Pôntico, identificar nossos "demônios" pessoais requer uma abordagem dupla: por meio da oração e meditação, e por meio da busca pelo autoconhecimento e pela consciência. "Observar os pensamentos" desempenha um papel crucial aqui: "Se algum monge (ser humano) deseja medir e confrontar seus demônios mais ferozes, que monitore cuidadosamente seus pensamentos. Que observe e compreenda a complexidade de seus pensamentos, os "demônios" que os causam. Então, que peça a Cristo uma explicação do que observou."

Os pensamentos não são inerentemente maus, é claro; eles devem ser distinguidos dos "demônios" ou "pensamentos malignos", como Evágrio também os chamava. Somente quando um pensamento ou desejo ressoa fortemente com um padrão de pensamento negativo é que o "demônio" pode exercer sua influência. Isso resulta na energia emocional normal se tornando "demoníaca", e somos então conduzidos malignamente a ações ou comportamentos prejudiciais.

Precisamos dar a todos esses pensamentos reveladores e suas associações a atenção que merecem. Esses são os únicos indicadores que temos para saber o que realmente nos motiva a fazer o bem ou o mal. Contudo, o que Evágrio menciona na última frase é o mais importante. Não podemos alcançar a compreensão e encontrar a cura por nós mesmos. Explicações racionais são insuficientes. Somente a orientação de Cristo ressuscitado nos ajuda a alcançar a consciência e o discernimento autêntico.

Para isso, existem duas formas de oração: a oração profunda e silenciosa e a oração discursiva. O silêncio da oração pura nos permite ouvir, no centro do nosso ser, a voz serena de Cristo ressuscitado, o curador. A percepção, o dom da oração pura, precisa ser refletida em outros momentos na oração discursiva, o que Evágrio descreve como “observar os pensamentos”. Começamos observando os pensamentos recorrentes que passam por nossa mente e nos tornamos conscientes das conexões e associações entre eles. Em seguida, devemos dar um passo atrás, para a sensação que subjaz a cada pensamento. Os sentimentos são pensamentos que experimentamos em nossos corpos antes de lhes darmos forma em nossas mentes.

A dificuldade surge do fato de sermos condicionados a ignorar nossos sentimentos devido à sua natureza aparentemente irracional. No entanto, eles são o primeiro indício de que algo está se movendo em nossas profundezas inconscientes. Portanto, precisamos tomar consciência dos nossos sentimentos e reconhecê-los em vez de reprimi-los. Antes de termos consciência de um sentimento, segundo Evágrio, muitas vezes experimentamos algum tipo de sensação: um som fraco, uma ligeira mudança na intensidade da luz e, às vezes, um determinado sabor ou cheiro.

Assim que nos damos conta de um sentimento, devemos nos perguntar se ele se origina de alguma emoção forte, um "demônio" em nosso inconsciente pessoal. Que memórias estão se aproveitando desse sentimento para nos condicionar? Esta situação atual desencadeia sentimentos do passado? Sinto-me desamado? Inseguro? Desvalorizado? Frustrado? Reconhecer isso nos ajuda a compreender nossas motivações e nos permite adaptar nossas ações adequadamente, direcionando-as unicamente para as necessidades da situação presente, em vez de sermos reforçados por emoções de experiências passadas.

Você pode estar se perguntando: o que isso tem a ver com meditação? Bem, a meditação é de suma importância em todo esse processo. Como Laurence Freeman, OSB diz em seu livro "Jesus, o Mestre Interior": "Por meditação, não me refiro apenas ao trabalho da oração pura, mas a todo o processo de autoconhecimento ao longo da vida para o qual ela conduz."

Esses "demônios" estão bloqueando o caminho para o verdadeiro autoconhecimento, que leva à transformação do nosso ser, à plenitude, a uma maneira diferente de ver a realidade, que abre a porta para o conhecimento da Realidade Divina.


Kim Nataraja



Fonte: WCCM Espanha - Comunidade Mundial para a Meditação Cristã
http://wccm.es/
Traduzido do inglês para o espanhol por WCCM España, e para o português por este blog.
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/monge-medita%c3%a7%c3%a3o-budismo-theravada-7383297/


Para mais detalhes ver:

* JOHN MAIN E A MEDITAÇÃO CRISTÃ: https://coletaneas-espirituais.blogspot.com/2020/05/john-main-e-meditacao-crista.html

quarta-feira, 6 de maio de 2026

A ESTRELA QUE NOS GUIA (MÊS DE TAURO 2026)


Quando contemplamos um céu estrelado, longe das luzes da cidade, ficamos maravilhados com a quantidade de estrelas cintilando contra o fundo negro do espaço. A imensidão do Cosmos sempre comoveu o coração humano. Nos tempos antigos, as noites eram repletas de estrelas, mas hoje, de nossas cidades, elas são quase invisíveis. No entanto, existe uma, a mais brilhante do céu, que pode ser vista por todos. É a estrela Sírius. Ela é a estrela mais brilhante da constelação de Cão Maior (o Grande Cão). Você pode localizá-la usando a constelação de Órion, que é tão claramente visível em nosso céu de dezembro. Se você traçar uma linha imaginária para sudeste, estendendo a linha formada pelas três estrelas de Órion, comumente conhecidas como os Três Reis Magos, você a encontrará.

A estrela Sírius exerce uma influência direta em nosso mundo. O Mestre D.K. (Djwhal Khul, o Tibetano) diz em seus maravilhosos livros azuis que as grandes Consciências de Sírius dirigem e guiam a Loja Branca de nosso planeta, nossa Hierarquia Espiritual. Elas são a força da sabedoria e da verdade que a sustenta.

Acredito que, nestes tempos em que parece que uma corrente subumana está traçando nosso rumo, a humanidade faria bem em buscar inspiração, força e orientação em Sírius, assim como a Hierarquia do nosso planeta faz. Nossa consciência é solar; somos almas solares. Portanto, seguindo essa linha de pensamento, estamos conectados a Sírius através de nossa alma. Buscamos o Mestre Cósmico. E quando nos alinhamos com Ele, a vida se torna equilibrada e repleta de harmonia.

Sírius é o Mestre dos Mestres. A Loja Azul de Sírius é a Hierarquia da nossa Hierarquia.

Alinharmo-nos com Sírius nestes tempos em que precisamos desesperadamente de inspiração é uma ajuda extra que pode fazer uma grande diferença no curso da vida na Terra.

Inspirado pela serenidade do Rio Nilo e pela majestade de Luxor, senti em meu coração que podemos nos conectar com essa estrela misteriosa que tem uma influência tão profunda em nosso planeta. E vi três sóis alinhados, um dentro do outro. É um símbolo que você pode usar para conexão. Deixe-me desenhar para você:

O círculo interno representa o sol interior da Terra, o do meio é o sol do nosso sistema solar e o que contém ambos é Sírius. Três sóis, um dentro do outro. No corpo, também existem três sóis: o plexo solar, que neste contexto representa o sol da Terra; o coração, que representa o sol do nosso sistema solar; e o coração da cabeça — o lótus de 12 pétalas no chakra da coroa — que representa Sírius.

Você pode fazer o alinhamento durante sua meditação diária, ao amanhecer ou ao entardecer, mas o horário mais auspicioso é ao meio-dia, quando o sol está no zênite, quando não projeta sombra, marcando o ponto máximo de iluminação.

Visualize-se conectando esses três sóis em seu corpo. Eleve a energia do plexo solar ao coração e do coração ao coração do chakra da coroa. Então, imagine-se conectando-se com o coração da Terra; sinta-a como a Mãe que o sustenta. Você busca em seu coração a conexão com o sol através de sua alma solar, seu anjo solar. E então, a partir do sol, você se conecta com Sírius, seu Mestre cósmico, através do chakra da coroa. Visualize-se abrindo portas. Do centro do planeta, a porta se abre para o sol, e do sol para Sírius. E você decreta:

Ó Amado Sírius, que seu código de profunda harmonia seja estabelecido na Terra. Que a Consciência da Unidade da Vida emerja na humanidade. Que os caminhos da integração sejam ativados. Que sua barca dourada navegue pelos rios da Terra, dissipando guerras. Que as fronteiras do Reino de Deus se expandam sobre a Terra. Assim seja, e que cumpramos nossa parte.

O céu é tão imenso, mas agora você sabe o que procurar, agora você sabe que sua realidade cósmica começa no caminho da Luz marcado pela estrela mais brilhante do céu, a Grande Estrela do Cão, Sírius.

Com profundo amor,


Carmen Santiago



Fonte: World Teacher Trust - Argentina
https://worldteachertrust.org/es/web/wtt
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/s%c3%adrius-estrela-cachorro-grande-2080966/

terça-feira, 5 de maio de 2026

2º TRABALHO DE HÉRCULES: CAPTURA DO TOURO DE CRETA (SIGNO DE TOURO)


"A Captura do Touro de Creta": significa o aprendizado sobre a natureza dos desejos.


Triste e só, Hércules segue seu Caminho para realizar o Segundo Trabalho. No horizonte erguia-se a ilha onde vivia o touro que ele deveria capturar. O touro era guardado por um labirinto que desnorteava os homens mais audazes: o labirinto de Minos, Rei de Creta, guardião do touro.

Cruzando o oceano até a ilha ensolarada, Hércules iniciou sua tarefa de procurar o touro e conduzi-lo ao Lugar Sagrado onde habitam os homens de um só olho, os Ciclopes. De um lugar para o outro ele caçava o touro, seguindo a luz que brilhava na testa do animal. Sozinho ele o perseguiu, encurralou, capturou e o montou, e assim, guiado pela luz, atravessou o oceano rumo à terra dos Ciclopes que eram três e chamavam-se Brontes, Esterope e Arges.

É importante observar que Minos, Rei de Creta, o dono do touro sagrado, possuía também o labirinto no qual o Minotauro vivia, e o labirinto tem sido sempre símbolo da grande ilusão. A palavra “labirinto” significa algo confuso, que desnorteia, desorienta, embaraça. A ilha de Creta com seu labirinto e o touro é um destacado símbolo da grande ilusão. Estava separada do continente, e ilusão e confusão são características do eu-separado, mas não da alma em seu próprio plano, onde as realidades grupais e as verdades universais constituem o seu reino.

Para Hércules, o touro representava o desejo animal, e os muitos aspectos do desejo no mundo da forma, a totalidade dos quais constitui a grande ilusão.

O discípulo, tal como Hércules, é uma unidade separada; separada do continente, símbolo do grupo, pelo mundo da ilusão e pelo labirinto em que vive. O touro do desejo tem que ser capturado, domado e perseguido de um ponto a outro da vida do eu-separado, até o momento em que o aspirante possa fazer o que Hércules conseguiu: montar o touro. Montar um animal significa controlar. O touro não é sacrificado, ele é montado e dirigido, sob o domínio do homem.

Este Trabalho está associado ao signo de Touro. A consumação do trabalho é realizada em Touro, e o resultado da influência desse signo, é a glorificação da matéria e a subsequente iluminação por seu intermédio. Tudo que atualmente impede a glória, que é a alma, e o esplendor que emana de Deus dentro da forma, de brilhar em sua plenitude, é a matéria ou aspecto-forma. Quando esta houver sido consagrada, purificada e espiritualizada, então a glória e a luz poderão realmente brilhar através dela.


Sociedade das Ciências Antigas



Fonte: https://sca.org.br/
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/touro-astrologia-zod%c3%adaco-natureza-9561801/



Bibliografia:

“Os Trabalhos de Hércules” de Alice A. Bailey

quinta-feira, 30 de abril de 2026

PLENILÚNIO DE TOURO


Nota chave: "Vejo, e quando o olho está aberto, tudo se ilumina."


Cada ano, mais e mais pessoas de orientação espiritual estão reconhecendo a importância dos três Festivais espirituais principais, de Áries, Tauro e Geminis, como constituintes de um fluxo unido de energias que afetam a consciência humana. A Páscoa, ou o Festival do Cristo Ressuscitado, é seguido pelo Festival da Lua Cheia de Wesak, ou Festival de Buda. Ambos se fundem com a energia da inteligência da raça humana durante o terceiro Festival de Geminis, culminando no Dia Mundial de Invocação. Durante este período de Lua Cheia, a atenção se centra sobre Wesak, ou Festival de Buda.

Os que aceitam o fato de Deus uno, como faz a maioria das pessoas inteligentes da atualidade, não têm nenhuma dificuldade em aceitar igualmente que existem numerosas formas de aproximar-se d'Ele. Cada uma das principais religiões mundiais, que surgiu através dos tempos em diferentes épocas e entornos humanos, tem um valor, uma energia e uma qualidade específicos para estabelecer na consciência humana.

As duas religiões que tiveram maior impacto e estimularam as mudanças mais profundas na consciência humana durante os últimos dois mil e quinhentos anos, foram o resultado da vida e trabalho de Gautama Buda e de Cristo. Tanto o Budismo em suas diversas formas como Cristianismo sob suas diversas denominações. Se estenderam pelo mundo e juntos reúnem um número de seguidores maiores que todas as demais religiões juntas. Para muitas pessoas, estes ensinamentos não constituem algo separado ou diferente, exceto como instituições organizadas. Os valores que ensinam formam um desenvolvimento complementar e sequencial dos princípios fundamentais. É sabido que o Cristo e o Buda são irmãos, alem de filhos do Deus Uno. O Buda predisse a vinda do Cristo. E o Cristo, aparecendo em uma época posterior edificou sobre o trabalho já estabelecido por Buda, agregando os ensinamentos requeridos pela humanidade durante a era de Piscis, estes últimos 2.000 anos. A cooperação entre esses dois filhos de Deus é um incessante serviço, enfocado atualmente sobre o possível desenvolvimento espiritual durante o período seguinte de 2.000 anos da era de Aquário e enfocado, também na preparação para o reaparecimento do Cristo.

O Senhor Buda funciona na Vida planetária como o intermediário espiritual entre o centro planetário superior, Shamballa, “onde a vontade de Deus é conhecida”, e a Hierarquia Espiritual, o centro cardíaco planetário. Ele é a expressão da sabedoria de Deus e o indicador do Propósito divino. O Buda é a encarnação da Luz, assim como o Cristo é a encarnação do Amor. Serve durante o Festival de Wesak no período da Lua Cheia de Touro, para comunicar a luz da sabedoria à humanidade, através do Cristo e da hierarquia. Cada ano, mediante esse ato de comunhão e cooperação entre o Cristo e o Buda, se fortalece a relação planetária entre o centro “onde a vontade de Deus é conhecida” e o centro “que chamamos de raça dos homens”.

O Festival de Wesak representa certas idéias muito bem definidas e claramente assinaladas, e o oferecimento de uma grande oportunidade. As ideias que representa poderiam enumerar-se como segue:

Em primeiro lugar este Festival enlaça o passado com o presente como nenhum outro Festival, relacionado a qualquer uma das religiões mundiais, o fez. Representa uma verdade viva e uma oportunidade presente. Em seu serviço mútuo à raça, o Buda e o Cristo produzem esse enlace.

Eles também fundem Oriente e Ocidente e unem em uma totalidade a tradição cristã, as crenças budistas e hindus e a aspiração de todos os crentes do mundo de hoje, ortodoxos e não ortodoxos. As distinções religiosas desaparecem.

Em segundo lugar, este Festival assinala o momento de máxima bendição espiritual no mundo. É uma época de uma chegada inusual de vida e de estimulação espiritual e serve para vitalizar a aspiração de todos.

Em terceiro lugar no momento do Festival e mediante o esforço unido do Cristo e do Buda, trabalhando na mais estreita colaboração, se abre um canal de comunicação entre a humanidade e Deus, pelo qual o amor e a sabedoria do Mesmo Deus podem descer para um mundo expectante e necessitado.

Falando simbolicamente, e recordando que os símbolos sempre velam uma verdade, poderia-se afirmar que na época da Lua Cheia, é como se subitamente, se abrisse de par em par uma porta que em outros momentos permanecesse fechada. Através dessa porta os aspirantes e discípulos podem contatar energias que, de outra forma, não seriam facilmente acessíveis. Através dessa porta pode realizar-se uma aproximação da verdade e da realidade e Aqueles que guiam a humanidade que não é possível em outros momentos. Ele está a disposição de todos quantos se encontram em ambos os lados da porta e cada vez o estarão mais.

No momento atual, o mais necessário é desenvolver a intuição e a discriminação dos discípulos do mundo. Eles devem aprender a sentir a visão superior, a responder ao dia da oportunidade e a alcançar o relacionamento superior consciente, seja qual seja o preço para o ser inferior. Ao fazer isso,  deverão recordar que o ser inferior, devido a sua natureza íntima e fechada, parecerá  anormalmente atrativo e pode transcender-se só a um preço infinitamente elevado. Portanto,  deve desenvolver-se a intuição grupal e o sentido de valores devem ajustar-se muito mais  adequadamente, antes que possa estar à altura dos requerimentos e cumprir sua função, que é  inaugurar a nova era. A descida da força espiritual, no tempo do Festival de Wesak tem como  objetivo a estimulação da intuição dos discípulos agrupados, dos aspirantes e da gente de boa  vontade.

As Forças de Iluminação estão especialmente ativas durante este período dos Festivais. Elas emanam do centro cardíaco e estão relacionadas à compreensão e sabedoria divinas. O Buda e o Cristo constituem as duas expressões mais destacadas dessa energia de amor-sabedoria até a data. As Forças de Iluminação afetam, especialmente aos grandes movimentos educacionais e aos foros de pessoas em todas as terras, assim como afetam a qualidade dos valores que se despregam através dos meios de comunicação de massas. Todas as formas de comunicação pública, os oradores, os escritores os comentaristas e os trabalhadores sociais, terminam afetados por essa energia que flui à mente. A mesma consciência humana é atualmente receptora das energias de iluminação que introduzem novas ideias e influenciam os assuntos humanos em geral.

O Festival de Wesak forma um ponto de coesão para quem, em síntese e simbolicamente, se une em meditação e em pensamento reflexivo como representantes tanto do Reino de Deus quanto da humanidade. Estabelece uma solidariedade de fato entre as aproximações Orientais e Ocidentais para um entendimento superior porque tanto o Cristo como o Buda estão presentes e ativos durante este ciclo anual.

O Festival Wesak é um Festival de Lua Cheia universal, ou planetário, para pessoas de todas as crenças. É um alto ponto de inspiração para o trabalho do ano que vem. Todos podem cooperar na consciência neste fluxo singularmente disponível de energias espirituais. Todos podem participar da meditação e do esforço para expressar uma irmandade prática como forma de vida. O valor de semelhante serviço grupal unido, no alinhamento com o Cristo e o Buda e as Forças de Iluminação, é óbvio e inspirador.

Mediante o emprego de mantras, preces mundiais, a Grande Invocação etc., as energias disponíveis podem invocar-se magneticamente e por-se literalmente ao alcance da consciência humana.

A Grande Invocação:

Desde o ponto de Luz na Mente de Deus,
Que aflua luz às mentes dos homens.
Que a Luz desça à Terra.

Do ponto de Amor no Coração de Deus,
Que aflua amor aos corações dos homens.
Que Aquele* que vem retorne à Terra.

Do centro onde a Vontade de Deus é conhecida,
Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens.
O propósito que os Mestres conhecem e a que servem.

Do centro que chamamos de raça dos homens,
Que se cumpra o Plano de Amor e Luz,
E que se sele a porta onde mora o mal.

Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano Divino na Terra!


*Aquele que vem: Cristo para os cristãos; Messias para os judeus; Bodisatva para os budistas; Iman Mahdi para muçulmanos etc.



Fonte: Escola Arcana
https://www.lucistrust.org/
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/pagode-dhammakaya-mais-do-que-472489/

FESTIVAL DE WESAK


Wesak comemora o nascimento, a iluminação e a morte de Buda. Este festival é celebrado por todos os budistas do mundo. Segundo a sabedoria ancestral, a mais elevada bênção espiritual do mundo é irradiada durante o Festival de Wesak, na época da lua cheia em Touro.

Há um influxo único de vida e encorajamento espiritual que serve para vitalizar as aspirações de toda a humanidade. A intuição de todos aqueles que buscam contribuir para o que é bom, belo e verdadeiro (independentemente de sua crença ou tradição espiritual) é estimulada por esta bênção espiritual.

Em Wesak, podemos visualizar as aspirações de todas as pessoas de boa vontade convergindo em uma invocação concentrada a Buda, Cristo e todos os Seres Iluminados no aspecto interior da vida. Este é um momento para nos dedicarmos e permanecermos firmes na luz e, acima de tudo, um momento para nos concentrarmos nas necessidades de nossos semelhantes e na necessidade de fornecer um canal coletivo através do qual as forças espirituais possam fluir por toda a humanidade.



Fonte: www.lucistrust.org
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/buda-est%c3%a1tua-zen-budismo-religi%c3%a3o-5739109/

segunda-feira, 27 de abril de 2026

ALIVIANDO OS FARDOS


Certa vez, uma gopika, jovem pastora devota do Senhor Krishna, foi até um poço para encher dois jarros de água. Após equilibrar um deles sobre a cabeça, viu que necessitava de alguém para colocar sobre ele o outro jarro cheio d’água. Nesse momento, Krishna apareceu e a gopika Lhe pediu que fizesse isso, porém Ele Se recusou. Logo outra gopika surgiu e auxiliou a jovem, que foi para casa carregando os dois jarros. Krishna a seguiu até lá e, sem que ela pedisse, tirou da sua cabeça o jarro de cima e o colocou no chão. Intrigada com o comportamento inusitado de Krishna, ela perguntou: “Krishna, lá perto do poço, quando eu Te pedi ajuda, Tu Te recusaste a colocar o jarro sobre a minha cabeça. Agora o retiras sem que eu Te peça. Qual é o significado dessa atitude?” Krishna respondeu: “Ó gopika! Eu desejo remover os fardos que as pessoas carregam, jamais aumentá-los”. Isso mostra que o Divino age somente para aliviar os fardos das pessoas, não para torná-los mais pesados. (Discurso Divino, 20 de fevereiro de 1992)


Sri Sathya Sai Baba


Fonte do texto e gravura: www.sathyasai.org.br

PENSAMENTOS SEMENTES


Disse a chuva: Que importa deixar o céu, se estou indo fertilizar a terra?
Frei Vitorio Mazzuco


Mais vale o pão da dignidade do que os banquetes da corrupção.
Frei Neylor J. Tonin


A vida humana é uma trama tecida de bons e de maus fios.
William Shakespeare


Seja dono de sua língua para não ser escravo de suas palavras!
Antonio José Vital


Queremos ir ao céu, mas não queremos ir por onde se vai para o céu.
Pe. Antônio Vieira


O mais belo momento da vida, o mais rico, o mais carregado de futuro é o minuto presente.
Lemoine


De calar não te arrependerás nunca; de falar, muitas vezes.
São Josemaria Escrivá de Balaguer


A boa educação é a moeda de ouro: em toda parte tem valor.
Pe. Antônio Vieira


Que importa restarem cinzas se a chama foi bela e alta?
Mario Quintana


A delicadeza de um sorriso genuíno é a prova cabal de que Deus também sorri para você.
Randerson Figueiredo


Fonte: "Encontro Diário com Deus - 2026"
Ed. Vozes, Petrópolis/RJ
www.vozes.com.br
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/semente-sementes-plantar-945877/

domingo, 26 de abril de 2026

O PERIGO DAS CRISTALIZAÇÕES ESPIRITUAIS


Quando falamos em caminho espiritual, normalmente pensamos em expansão, abertura, liberdade, fluidez. No entanto, em algum ponto desse processo, quase todos nós, em algum nível, caímos em cristalizações espirituais. Essas cristalizações são endurecimentos, fixações em ideias, práticas, tradições, identidades.

Quando a espiritualidade deixa de ser um caminho vivo e se transforma em um sistema fechado, repetitivo, então passa ser um veículo de adormecimento, passa a dinamizar cristalizações, fechamentos.

A gnose (1) está no novo de cada instante, é fugidia. Quando tentamos segurá-la, ela escapa. A gnose não é uma doutrina, é um sistema aberto. Quando a reduzimos a palavras, rituais ou doutrinas, nós a perdemos. Ela é uma presença viva, e toda tentativa de capturá-la mentalmente cria apenas uma imagem morta.

Os ensinamentos são tentativas daqueles que tiveram experiências de gnose, de explicar suas vivências e ajudar os demais a terem suas próprias experiências, a chegarem a sua própria gnose. Os ensinamentos apontam para verdades, para realidades que precisam ser vivenciadas. Confundir os ensinamentos com a própria experiência leva a cristalizações.

A mente gosta de segurança, e por isso tem a tendência de transformar cada descoberta em algo fixo, uma conclusão, um método. Mas a consciência não cabe em conclusões, ela é um fluxo sem limites. São nossos condicionamentos que a limitam. Se não acompanhamos o fluxo, nós nos afastamos do real e passamos a viver presos à nossa própria representação do sagrado, do real. O conhecimento é um processo vivo, criativo, não é algo que possa ser obtido absolutamente.

As cristalizações se expressam no dogmatismo, no sectarismo, nas identidades espirituais. A vida, o divino, não pode ser contido em nossas crenças, em nossos padrões, símbolos, gestos, rituais.

As cristalizações surgem quando repetimos as mesmas práticas sem presença, apenas porque acreditamos nelas; quando acreditamos que uma ou outra prática é o único caminho; quando defendemos uma tradição ou mestre com rigidez, como se qualquer divergência fosse uma ameaça; quando acreditamos que apenas uma abordagem é a verdadeira, a correta; quando acreditamos que apenas o grupo que participamos conhece a verdade ou interpreta corretamente um ensinamento; quando acreditamos que alguém já ensinou tudo que era necessário; quando acreditamos que basta ler um ou outro livro, ou um certo número de livros.

Quando acreditamos que já sabemos ou quando julgamos tudo com base no que já conhecemos, nós nos fechamos e deixamos de aprender, de escutar, perdemos a capacidade de assombro, de perplexidade, perdemos a sensibilidade.

Raramente percebemos as cristalizações se formando. Continuamos a falar de luz, consciência e libertação, mas fazemos o contrário; falamos de dissolução do ego, mas fazemos tudo que o fortalece; construímos prisões com nossas ideias, criamos separações, divisões, julgamentos. A dissolução aponta para um total desapego, uma total abertura, um completo esvaziamento.

A única forma de evitar ou desfazer cristalizações é a vigilância constante. É essencial percebermos quando estamos sendo rígidos, limitados, fechados, resistentes e aprendermos a soltar, a abandonar, a nos abrir. Abandonar não é traição. Somente abandonando nossas ideias, nossas representações é que nos abrimos para outras oitavas de percepção. Espiritual é estar sempre disponível para o novo, mesmo que ele destrua as certezas que construímos com tanto esforço. Espiritual é estar livre de certezas. É a abertura para as incertezas que gera verdadeira segurança. O caminho é viver entre, através e além de tradições, formas, práticas, pois é aí que se encontra a gnose.


Fonte: Escola Gnóstica
https://escolagnostica.org.br/
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/cadeado-porta-trancar-furo-chave-172770/


(1) Gnose: do grego "sabedoria", "conhecimento".

A MEDITAÇÃO REVELA E CURA


O estado de paz e relaxamento que alcançamos quando sentamos com a mente alerta difere fundamentalmente do estado de indolência e semiconsciência de quem descansa ou dormita. Sentar para meditar em tal estado, longe de estar alerta, é como estar sentado dentro de uma escura caverna. Quando sentamos com a mente alerta, não apenas nos sentimos descansados e contentes mas também super despertos.

Meditação não é evasão; é um sereno confronto com a realidade. Para praticá-la a pessoa precisa estar alerta como o motorista de um carro; se a mente não estiver desperta, ela será arrastada pela dispersão e esquecimento, exatamente como um motorista desatento pode ser levado a causar um grave desastre. Você deve estar alerta como alguém caminhando sobre um fio de arame - qualquer descuido pode levá-lo à morte. Deve ser como um cavaleiro medieval caminhando desarmado por uma floresta de espadas. Deve ser como o leão que avança com passo vagaroso, brando e firme. Somente com essa total vigilância é que você poderá alcançar o despertar.

Para os principiantes, recomenda-se o método de simples reconhecimento. Eu disse que esse reconhecimento deve ser feito sem julgamento: tanto a compaixão como a irritação devem ser recebidas, reconhecidas e tratadas com absoluta igualdade, pois elas são nós mesmos. A tangerina que estou comendo sou eu mesmo. A mostarda que estou plantando sou eu mesmo, eu planto com todo coração e toda alma. Eu limpo esta chaleira com a mesma atenção com que daria banho no bebê Buda. Nenhuma coisa deve ser tratada com menos cuidado do que outra. Para a mente alerta, compaixão, irritação, planta de mostarda, chaleira, todos são iguais, todos são Budas.

Quando estamos dominados por tristeza, ansiedade, ódio, paixão, ou seja o que for, podemos achar difícil praticar o método de simples observação e reconhecimento. Nesse caso é melhor se voltar para o método de meditar num objeto fixo, usando o próprio estado mental em que se encontra como objeto da meditação. Essa meditação revela e cura. A tristeza, a ansiedade, o ódio ou a paixão, sob a mira da nossa concentração e meditação revelam sua própria natureza. E a revelação leva naturalmente à cura e emancipação. Se foi tristeza a causa de sua dor, use-a como meio para libertar-se da tortura e do sofrimento. Chamamos a isto, usar um espinho para remover um espinho.

Devemos tratar nossa ansiedade, dor, ódio e paixão, com brandura, não resistindo, mas vivendo com eles, fazendo as pazes com eles, penetrando em sua natureza através da meditação na interdependência. O praticante imaginoso sabe como selecionar o tema de meditação que melhor corresponde a cada situação. Temas como interdependência, compaixão, vacuidade-do-eu e desapego todos pertencem à categoria de meditação que tem o poder de revelar e curar.

Meditar nesses temas, no entanto, só pode ter resultado se tivermos um certo poder de concentração. E esse poder é adquirido através da prática de alertar a mente na vida diária, observando e reconhecendo tudo o que está acontecendo conosco. O objeto da meditação deve ser algo com raízes em você mesmo; não pode ser apenas um tema para especulação filosófica. Deve ser como certo tipo de comida que precisa ser cozida por longo tempo no fogo. A panela somos nós mesmos, e o calor usado para cozinhar é o poder de concentração. O combustível vem da contínua prática de alertar a mente. Sem o necessário calor, a comida não cozinhará nunca. Mas uma vez cozida, ela revela sua natureza e nos ajuda a chegar à libertação.


Thich Nhat Hanh



Fonte: do livro "Para Viver em Paz"
Editora Vozes
Via Boletim "Flor de Lótus", nº 22, 1999
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/homem-pessoa-humano-silhueta-10080453/

MENSAGEM DO MÊS DE TOURO


O touro de Touro é a luz do aspirante.

Touro, o signo do touro, permeia a Terra para trazer vida ao planeta. O olho do touro realiza esse trabalho. Também é chamado de terceiro olho do Senhor Shiva.

O aspirante de Touro pode ser comparado ao touro. Ele possui muita energia. Essa energia deve ser regulada e aplicada ao cultivo da personalidade de forma que seja útil e promova a vida ao seu redor.

Touro transmite aos aspirantes a mensagem de trabalhar como um touro. O fogo da aspiração deve ser reunido e focado para se manifestar como uma obra de boa vontade.

Um touro precisa ser amarrado pelo nariz, atrelado e colocado no campo para trabalhar. Um touro sem controle causa devastação em seu ambiente. O mesmo se aplica a um aspirante sem controle. No caso do touro, o agricultor amarra seu nariz e coloca um jugo em seu pescoço. No caso do aspirante, ele precisa fazer isso sozinho, já que o Mestre não o faz. O Mestre concede a tecnologia e a chave para amarrar o próprio nariz e se submeter ao jugo. Os aspirantes deverão reunir essa tecnologia e desenvolvê-la.

Lembrem-se de que nenhum aspirante se torna discípulo a menos que produza um trabalho imenso, como o touro, e que esse trabalho beneficie uma parcela significativa da humanidade.

O discipulado não é um conto de fadas. É parte de um trabalho imenso. A transformação da matéria não ocorre sem a aplicação regular do tempo.

Que o fogo da aspiração gerado no mês de Touro seja aplicado inteligentemente para a elevação da humanidade.

A plenitude que o aspirante traz ao ambiente preenche simultaneamente o próprio aspirante.

Ninguém jamais se tornou Mestre sem produzir um grande trabalho.

Que o aspirante se destaque nesta obra de boa vontade!



Fonte: Circular Vaisakh 1, Ciclo 29
World Teacher Trust Espanha
www.wttes.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/vectors/cabe%c3%a7a-de-touro-dirigir-touro-47270/

sexta-feira, 24 de abril de 2026

QUIETUDE - A MENTE ZEN


Há um poema Zen que diz: “Depois que o vento cessa, eu vejo a flor que cai. Por causa do pássaro cantando, descubro a quietude da montanha”. Antes que algo aconteça no reino da quietude, nós não sentimos a quietude; só a percebemos quando algo a perturba. Há um ditado japonês que diz: “Para a lua, há nuvem; para a flor, vento”. Quando vemos parte da lua encoberta por uma nuvem, uma árvore ou uma planta, percebemos melhor o quão redonda ela é. Quando vemos a lua clara sem nada que a encubra, não percebemos sua redondez do mesmo modo que a percebemos ao vê-la através de alguma outra coisa.

Quando em zazen (1), você está dentro da completa quietude de sua mente: você nada sente. Você está apenas sentado lá. Mas a quietude que vem desse sentar irá encorajá-lo na vida cotidiana. Assim, você achará de fato o valor do Zen no dia-a-dia, mais do que quando se senta. Porém, isto não significa que você deva negligenciar o zazen. Muito embora nada sinta quando sentado, se não tiver essa experiência do zazen, você nada encontrará em sua vida diária exceto plantas, árvores ou nuvens: você não verá a lua.

Eis por que está sempre reclamando de algo. Mas, para o estudante Zen, uma erva daninha que para a maioria das pessoas nada vale - é um tesouro. Com tal atitude, o que quer que você faça, sua vida se torna uma arte.

Quando você pratica zazen não deve procurar atingir nada. Sente-se na completa quietude da sua mente e não busque apoio em coisa alguma. Mantenha o corpo reto sem inclinar-se ou apoiar-se em nada. Manter o corpo reto significa não contar com nada. Dessa maneira, você obterá completa quietude, física e mental. Contar com alguma coisa ou tentar fazer algo no zazen é dualismo; não é quietude total.

Na vida diária, geralmente estamos tentando fazer algo, tentando transformar uma coisa em outra ou atingir algo. Essa tentativa é, em si mesma, expressão da nossa verdadeira natureza. O sentido reside no próprio esforço. Temos de descobrir o sentido do nosso esforço antes mesmo de atingir algo. Por esta razão, Dogen (2) disse: “Devemos alcançar a iluminação antes de alcançá-la”. Não é depois de atingir a iluminação que descobriremos seu verdadeiro significado. A própria tentativa de fazer alguma coisa já é iluminação.

Quando estamos em dificuldades ou em desgraça, aí temos iluminação. Quando afundamos na lama, aí devemos conservar a serenidade. Achamos muito difícil viver na fugacidade da vida, mas é justamente na fugacidade da vida que podemos encontrar a alegria da vida eterna.

Prosseguindo na prática com tal compreensão, você poderá aperfeiçoar-se. Mas, se tentar atingir algo sem essa compreensão, não conseguirá trabalhar sobre isso de forma adequada. Você perderá a si próprio na luta pelo seu objetivo; nada alcançará e continuará a sofrer em meio a suas dificuldades. Com a correta compreensão, poderá fazer algum progresso. Então, faça o que fizer, ainda que não seja perfeito, isso estará baseado na sua natureza mais íntima e, pouco a pouco, alguma coisa será alcançada.

O que é mais importante: atingir a iluminação ou atingir a iluminação antes de atingi-la? Ganhar um milhão de dólares ou desfrutar a vida aos poucos com seu próprio esforço, ainda que seja impossível ganhar aquele milhão? Ter sucesso ou encontrar algum sentido em seu esforço para ser bem sucedido?

Se você não sabe a resposta, não será capaz de praticar zazen; se a sabe, terá encontrado o verdadeiro tesouro da vida.


Shuniyu Suzuki



Fonte: do livro "Mente Zen, Mente de Principiante"
Editora Palas Athena
Via Boletim "Flor de Lótus", nº 22, 1999
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/vectors/medita%c3%a7%c3%a3o-zazen-meditar-budismo-3998095/


Notas:
(1) Zazen - meditação no Zen-budismo.
(2) Dogen (1200-1253) - Primeiro Mestre da Escola Zen-budista Soto.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

O MOMENTO DAS GRANDES LUTAS


Há quem despreze a luta, mergulhando em nociva indiferença, ante os combates que se travam no seio de todas as coletividades humanas. A indiferença anula na alma suas possibilidades de progresso e oblitera seus germes de perfeição, constituindo um dos piores estados psíquicos, pois, roubando da individualidade o entusiasmo do ideal pela vida, a obriga ao estacionamento e à esterilidade, prejudiciais em todos os aspectos à sua carreira evolutiva.

Semelhante situação não se pode, todavia, eternizar, pois para todos os espíritos, talhados todos para o supremo aperfeiçoamento, raia, cedo ou tarde, o instante da compreensão que nos impele a contemplar os altos cimos... A alma estacionária, até então refratária às pugnas do progresso, sente em si a necessidade de experiências que lhe facultarão o meio de alcançar as culminâncias vislumbradas... Atira-se ai à luta com devoção e coragem. Vezes inúmeras fracassa em seus bons propósitos, porém, é nesse turbilhão de incessantes combates que ela evoluciona para a perfeição infinita, desenvolvendo as suas possibilidades, aprimorando os seus poderes, enobrecendo-se, enfim.


Francisco Cândido Xavier / Emmanuel


Fonte: do livro "Dissertações Mediúnicas"
FEB - Federação Espírita Brasileira
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/alcan%c3%a7ar-mulher-garota-pulando-1822503/

O EGOCÊNTRICO JAMAIS PODERÁ SER FELIZ


Pergunta: Mestre, o senhor sempre diz que nada no mundo pode trazer felicidade. E que a felicidade deve ser gerada de dentro para fora. O senhor até diz: “Resolva ser feliz”. Apesar disso, não consigo alcançar a felicidade. O senhor teria a gentileza de me ajudar?

Resposta: A felicidade é uma atitude. É preciso cultivar a felicidade. Uma pessoa que dedica tempo a si mesma, pensando e trabalhando apenas para si mesma, não pode ser feliz. Através de seus pensamentos, ela se aprisiona constantemente. Quando alguém está preocupado consigo mesmo e consciente de seus parentes, amigos e bens materiais, desenvolve uma visão limitada de si. Vive em um mundo restrito dentro de um mundo completamente aberto. A consciência fica aprisionada pelos pensamentos que a cercam. Esse processo tortuoso e cada vez mais tortuoso precisa ser revertido. Devemos pensar diariamente se podemos fazer alguém sorrir. Devemos considerar se podemos fazer um ser humano, um animal, uma planta ou um inseto feliz. Dependendo da felicidade que espalhamos, a natureza nos retribui instantaneamente com essa felicidade. Se alguém causa infelicidade nos relacionamentos alheios, essa pessoa permanece infeliz mesmo desfrutando dos confortos e luxos da vida. O desenvolvimento pessoal ocorre quando se trabalha pela felicidade dos outros, com relacionamentos que partem do próprio centro para o exterior. Mas enquanto que esse centro permanece voltado para dentro não se desenvolve porque está apenas trabalhando pela própria felicidade. O egocêntrico jamais poderá ser feliz.


Fonte: Vaisakh Circular 1, Ciclo 29
World Teacher Trust Spain
www.wttes.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/margarida-leuc%c3%a2ntemo-comp%c3%b3sitos-74886/