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domingo, 26 de julho de 2026

LEO, O LEÃO


Como estamos entrando na Era de Aquário, na qual o espírito de Aquário será posto em evidência em sua universalidade e seu senso de “distribuição geral”, é inevitável que se atinja um ponto de crise...

Leão é o quinto signo do zodíaco, o que indica que ele é parte do misterioso número dez – o número da perfeição... Em consequência, isto vincula Leão com Capricórnio, o décimo signo do zodíaco, porque é o processo de iniciação que faz da pessoa autoconsciente um indivíduo consciente de grupo... Na roda revertida, é o oitavo signo, o signo do Cristo e da Realidade que mora internamente. Portanto, marca – dessa maneira – um novo ciclo. Quando a autoconsciência nasce (como no momento da individualização) inicia-se um novo ciclo. Este significado numérico vincula Leão com Escorpião (o oitavo signo do zodíaco) de maneira efetiva e por isso temos o triângulo Leão-Escorpião-Capricórnio, associado à humanidade e indicando os três pontos importantes de crise na trajetória do homem:

a) Autoconsciência ou conscientização humana. Unidade – Leão.

b) Consciência das dualidades conflitantes. Discipulado – Escorpião.

c) Consciência de grupo como iniciado. Unidade – Capricórnio.

Este signo é um signo de fogo e o mais eminente na atualidade. Os Filhos da Mente, os Filhos de Deus autoconscientes, são antes de tudo Filhos do Fogo, pois nosso “Deus é um Fogo consumidor”. Há neles essa qualidade singular capaz de queimar e destruir, e assim extirpar tudo que impede sua expressão essencialmente divina. Gostaria que mantivessem em mente a natureza purificadora do fogo. Há dois elementos da natureza que, na consciência pública, estão vinculados com a ideia de purificação – um é a água e o outro é o fogo. Esotericamente, o fogo sempre dá continuidade ao que a água iniciou... Na roda revertida, o fogo toma o lugar da água e consome toda escória.

...Leão é um elemento de controle capital na vida do aspirante. Deve conhecer a si mesmo pela real consciência de si mesmo, para que então possa conhecer o espírito divino que é seu verdadeiro Eu e também os seus semelhantes... Emite a nota da individualidade e da verdadeira autoconsciência...

Há duas notas-chave subsidiárias, mas potentes, nas pessoas de Leão:

- a vontade-de-iluminar, que é o estímulo que impele ao autoconhecimento, à autopercepção e à positividade intelectual,

- a vontade-de-reger e dominar, que leva o indivíduo nascido neste signo à oportunamente de alcançar o autodomínio e o controle da personalidade, e é também a mesma tendência que o leva finalmente ao controle, pela personalidade regida por Leão, de grupos grandes ou pequenos. Isto – em uma etapa avançada – é uma expressão da fusão da energia de Leão com a potência de Aquário.

A consciência da massa em Câncer cede lugar à consciência individual em Leão. Porém, oportunamente chega a hora em que a natureza da Cruz Fixa começa a despontar na consciência do homem e a influência de Aquário (o polo oposto de Leão) começa a contrabalançar a de Leão. Então, ocorre um deslocamento gradual do foco da atenção, que se afasta “daquele que permanece isolado” para o grupo circundante, e um deslocamento igualmente importante dos interesses egoístas para as necessidades do grupo, trazendo luz e liberação.

Isto exprime de maneira concisa o objetivo alcançado pelo homem na Cruz Fixa; o efeito desta Cruz é trazer luz e liberação, o que podemos ver claramente se compararmos as energias dos quatro braços da Cruz, à medida que o homem as manifesta, antes e depois da longa e severa experiência na Cruz:

1. Touro – O Touro do Desejo. A luz da aspiração e do conhecimento.

2. Leão – O Leão da Autoafirmação. A luz da alma.

3. Escorpião – O Agente do Engano. A luz da liberação.

4. Aquário – O Cálice do serviço ao Eu. A luz do mundo.



Alice A. Bailey



Fonte: do livro "Astrologia Esotérica"
Via: Mail N° 243 - Rede Núcleos de Triângulos – Plenilúnio de Leão de 2026
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/le%C3%A3o-rei-rosto-cabe%C3%A7a-2327225/


Nota deste Blog:

Em outras palavras, a autora nos fala sobre a transição espiritual entre as eras astrológicas, destacando o papel central de Leão no desenvolvimento da autoconsciência humana. Descreve um processo evolutivo onde o indivíduo utiliza o fogo purificador para transformar desejos egoístas em um profundo autodomínio. Através de uma análise numérica e simbólica, o signo de Leão é conectado a Escorpião e Capricórnio, formando um triângulo que marca as crises de crescimento da alma. Mostra-nos como o isolamento do "eu" deve eventualmente dar lugar ao espírito de "grupo" representado por Aquário. Essa jornada culmina na liberação espiritual, onde a vontade de dominar a própria personalidade se converte em um serviço altruísta voltado ao bem comum.

sexta-feira, 20 de março de 2015

UMA PESSOA É TODA A HUMANIDADE

Violência não é só matar outra pessoa. É violência usarmos palavras ferinas, fazermos um gesto para afastar uma pessoa, obedecermos por medo. Portanto, violência não é somente matança organizada em nome de Deus, em nome da sociedade ou do país. Violência é coisa muito mais sutil, mais profunda, e estamos investigando-a em toda a sua profundidade. Quando você se denomina indiano, muçulmano, cristão, europeu, ou qualquer outra coisa, está sendo violento. Sabe por que isso é violência? É porque você está se destacando do resto da humanidade. Quando você se separa por crença, por nacionalidade, por tradição, isso produz violência. Portanto, um homem que busque compreender a violência, não pertence a nenhum país, a nenhuma religião, a nenhum partido ou sistema político; ele está interessado na compreensão total da humanidade. (Freedom from the Known, pp 51-52)

A consciência de um é a consciência do resto da humanidade. Isso é lógico. Você pode discordar, pode dizer: “Minha consciência é separada e precisa ser assim”. Mas será que é assim mesmo? Se compreende a natureza disso, então se vê que uma pessoa é o resto da humanidade. Pode-se ter um nome diferente, pode-se viver em determinada parte do mundo e ser educado de determinado modo, pode-se ser rico ou muito pobre, mas, quando se vai para detrás da máscara, profundamente, a pessoa é o resto da humanidade – com suas dores, solidão, sofrimento, desespero, neuroses, crendo em alguma ilusão, e por aí vai. Tanto no Oriente quanto no Ocidente, isso é assim. Pode-se não gostar disso; pode-se gostar de pensar que se é totalmente independente, um indivíduo livre, mas, quando se observa muito profundamente, se é o resto da humanidade. (The Flame of Attention, p 85)

Eis o terreno comum sobre o qual toda a humanidade se firma. E, aconteça o que acontecer no campo dessa consciência, somos responsáveis. Noutras palavras, se eu for violento, estou acrescentando violência a essa consciência que é comum a todos nós. Se eu não for violento, não estou fazendo esse acréscimo, estou introduzindo um fator completamente novo a essa consciência. Então, sou profundamente responsável, ou por contribuir para essa violência, para essa confusão, para a terrível divisão; ou, como reconheço profundamente no meu coração, no meu sangue, nas profundezas do meu ser, que sou o resto do mundo, sou a humanidade, sou o mundo, o mundo não está separado de mim, então, me torno totalmente responsável. (Social Responsibility, pp 19-20)

Você é o mundo, você não está separado do mundo. Você não é americano, russo, hindu ou muçulmano. Você está alheio a esses rótulos e palavras, você é o resto da humanidade porque sua consciência, suas relações, são semelhantes às dos outros. Você pode falar uma língua diferente, ter costumes diferentes, isso é cultura superficial – aparentemente todas as culturas são superficiais – mas a sua consciência, suas reações, sua fé, suas crenças, suas ideologias, seus medos, ansiedades, solidão, tristezas e prazeres, são semelhantes ao resto da humanidade. Se você mudar, isso afetará toda a humanidade. (Krishnamurti to Himself, p 61)




J. Krishnamurti





Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura:
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

AQUÁRIO, A CONSCIÊNCIA GRUPAL E O APARECIMENTO DO INSTRUTOR DO MUNDO


O período regido pelo signo de Aquário tem uma conotação grupal, porque graças ao funcionamento combinado dos seus raios e regentes, abrimos nosso coração àqueles que nos rodeiam e ampliamos a esfera da consciência individual, transformando-a em percepção humanitária.

Afirma-se que o signo distribui energia de Quinto Raio, e a mesma é fusionada com as forças da Lua, Júpiter e Urano, regentes hierárquico, esotérico e exotérico, respectivamente. Todos estes planetas confluem para um mesmo fim, que é complementar a consciência individual desenvolvida em seu signo oposto, Leão, e descobrir espaços de inter-relação com os demais, na medida que o amor se desenvolva e o Propósito surja dentro de nós.

Dado nosso nível de evolução como humanidade, é possível dizer que esses novos espaços são abertos através da ação do regente esotérico, Júpiter, planeta de 2º raio. Em outras palavras, a consciência grupal é a expressão do coração, a exteriorização nos três mundos de algo de que antes éramos conscientes apenas internamente. É um estado primeiro de afeto, depois de atenção e mais adiante de compreensão sintética. Todos vão aos poucos ficando sob o umbral da consciência, a um ponto tal que, em certo estágio, é difícil recordar o “cerrado” do egoísmo. É válido e rege sobretudo as pequenas coisas, e vai se ampliando a todos os âmbitos do viver diário, à medida que o serviço prossegue e aflui energia liberadora dos planos superiores.

Isso nos leva ao tema da fonte da consciência grupal: a frase que explica a dinâmica do signo em nível material é “que reja o desejo na forma”. Em nível espiritual, porém, a alma diz “sou a água da vida e fluo para os homens sedentos”. O Quinto Raio, mental por natureza, nos sugere em Aquário que o verdadeiro amor é o da alma e que esta se encontra ancorada no plano mental, o quinto.
Sugere, também, que o ponto de encontro por excelência da consciência grupal está no plano mental, onde devem se fundir mente e coração e ambos se tornar as portas do plano búdico. Como diria Vicente Beltrán Anglada, “amar com a mente e pensar com o coração”. Isso nos dá uma pauta acerca da fusão entre a forma e a consciência e a crescente expressão da alma junto ao ser humano conscientemente ativo, que extrai sua inspiração e libera todo o seu poder da compreensão de que o seu coração e o dos seus irmãos são um.

Esse processo de exteriorização na consciência diurna também se dá massivamente e implica em uma grande oportunidade, já que o físico é o último plano e a partir dali é possível a síntese com o superior em um todo mais radiante. Daí que na literatura esotérica se fale também que nesta Era de Aquário será possível a invocação do Avatar da Síntese, que vem prover a necessidade da humanidade e encerrar em um círculo mais abrangente a evolução em todos os reinos do planeta. Esta energia de síntese só pode ser invocada com o coração, porque é o selo que põe fim à compreensão do Plano, e todo contato com a Hierarquia está regido naturalmente pelo amor, o princípio relacionador entre a matéria e o espírito.

Nesta linha, o vínculo em Aquário entre Urano (7º raio) e Júpiter (2º raio) nos fala do processo de Exteriorização da Hierarquia. Se levarmos em conta que Aquário sempre tenderá a incluir a consciência individual em um grupo, vemos como em um nível básico essa energia se expressa como corretas relações humanas (7º raio, o das relações), e dado que referido signo regerá macrocosmicamente durante os próximos 2000 anos, divisa-se uma especial oportunidade de desenvolvimento para o planeta, através dos fios de luz que vão se estendendo e à medida que vão chegando a zonas mais afastadas da vivência humana invocarão ainda mais inclusividade e síntese. Isto representa uma grande oportunidade de acelerar o desenvolvimento evolutivo e de participar mais conscientemente nele. A Lua, velando Urano, nos fala do Propósito oculto subjacente do amor encarnado pela Hierarquia.

Se aplicamos a analogia, vemos que assim como cada ser humano individual está carmicamente ligado a um alma que o inspira, também a humanidade em seu conjunto é guiada por um Instrutor amoroso, que ciclicamente nos transmite novos ensinamentos sobre o processo evolutivo que temos pela frente e nos acompanha em seu desenvolvimento. Isto é especialmente aplicável na Era de Aquário, porque neste ciclo a energia da alma chega ao plano físico.

Segundo o Tibetano, a entrada na Era de Aquário virá acompanhada pelo retorno ao plano físico desse Instrutor: Cristo, ou Iman Mahdi, ou Messias, Maitreya, Krishna ou como o denominem as distintas religiões. Cabe destacar que recentemente a organização Share International fez um anúncio sobre Seu retorno, o que merece muita reflexão e respeito, e pelo menos nos fala de indícios claros (astrais, mentais ou intuitivos) acerca da continuidade do processo de exteriorização da Hierarquia, ou seja, o nascimento do Cristo interno no coração. Que esse dia chegue para a humanidade o quanto antes possível é o anseio e compromisso de todas as pessoas espirituais; Aquário nos facilitará dar um passo a mais nessa direção.




Fonte do Texto e das Gravuras:
LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2010/01/aquario-consciencia-grupal-e-o.html