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domingo, 24 de novembro de 2024

RANCOR


Essa aversão profunda, consciente ou não, que alguém experimenta contra outrem, é filha espúria do orgulho, esse dileto companheiro do egoísmo, que não admite ser desconsiderado ou sequer enfrentado nas mesmas condições.

O rancor é enfermidade moral que assinala muitos seres humanos, mantendo-os em estágio de inferioridade na escala da evolução.

Apresenta-se, inesperadamente, e tende a crescer, quando não combatido de imediato, atormentando aquele que lhe padece a férrea constrição moral, com sede de desforço, de reabilitação.

Muitas vezes, aquele que o experimenta nem sequer teria qualquer motivo atual para manter a animosidade profunda em relação a outrem que mal conhece ou de cujo convívio se afastou num momento de cólera e de ressentimento.

Não havendo uma explicação lógica para a sua presença na emoção, em face da falta de motivo que o justifique, ei-lo que procede de existência transata (passada), na qual enfrentaram-se os litigantes que ora se reencontram.

Os Soberanos Códigos estabelecem como impositivo básico da evolução a convivência fraternal e enriquecedora entre os seres humanos, ampliando os instintos gregários, através da qual desenvolvem-se os tesouros da amizade e do amor, da bondade e do socorro recíproco.

Nada obstante, enquanto predominam as heranças do primarismo, o ego exige consideração imerecida, autoconsiderando-se irretocável, elegendo uma postura falsa para reinar.

Qualquer ocorrência menos feliz, algum acontecimento desagradável que o atinge, são suficientes para dar curso ao sentimento de rancor, que se transfere de uma para outra existência com a férvida paixão destrutiva em relação a quem passa a considerar como seu antagonista.

Reencontrando-o, reaviva-se-lhe no inconsciente profundo o acontecimento infeliz, nem sempre lúcido, ensejando-lhe a antipatia que se converte em aversão e termina como rancor.

Todos os fenômenos dessa natureza obedecem à programação divina, para que haja a recuperação do equivocado, a fim de que sejam anulados os ressentimentos através da convivência jovial, que apaga as mágoas mantidas.


Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis



Fonte: do livro "Vitória sobre a Depressão"
Livraria Espírita Alvorada Editora
Salvador (BA)
mail: leal@mansaodocaminho.com.br
Homepage: www.mansaodocaminho.com.br
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/pessoas-emo%C3%A7%C3%B5es-sentimentos-7398091/

segunda-feira, 25 de maio de 2015

ITENS DA IRRITAÇÃO

Enquanto no clima da serenidade, consideremos que a irritação não é recurso de auxílio, sejam quais sejam as circunstâncias.
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O primeiro prejuízo que a intemperança mental nos impõe é aquele de afastar-nos a confiança dos outros.
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A cólera é sempre sinal de doença ou de fraqueza.
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As manifestações de violência podem estabelecer o regime do medo, ao redor de nós, mas não mudam o íntimo das pessoas.
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Sempre que nos encolerizamos, complicamos os problemas que nos preocupam, ao invés de resolvê-los.
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O azedume que venhamos a exteriorizar é, invariavelmente, a causa de numerosas perturbações para os entes queridos que pretendemos ajudar ou defender.
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Caindo em fúria, adiamos comumente o apoio mais substancial daqueles companheiros que se propõem a prestar-nos auxílio.
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A cólera é quase sempre a tomada de ligação para tramas obsessivas, das quais não nos será fácil a liberação precisa.
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A aspereza no trato pessoal cria ressentimento, e o ressentimento é sempre fator de enfermidade e desequilíbrio.
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Em qualquer assunto, de apaziguamento e aprendizado, trabalho e influência, aquisição ou simpatia, irritar-se contra alguém ou contra alguma coisa será sempre o recesso inevitável de perder.



Emmanuel / Francisco Cândido Xavier





Fonte: do livro "Encontro de Paz"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal