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sábado, 11 de fevereiro de 2017

“O” HOMEM E “A” MULHER ANTE A QUESTÃO DE GÊNERO APÓS A MORTE


O homem moderno é modelado dentro de uma cultura racista, patriarcal, misógina e homofóbica. O Evangelho é um convite perene à prática da fraternidade, do amor, da não-violência, especialmente diante dos dessemelhantes que compõem o universo minoritário de uma sociedade densamente machista. Não obstante seja avesso à ideia de grupos de "minorias" ou "maiorias" sociais, reconheço que os termos já estão consagrados pelo uso e ademais é inaceitável qualquer tipo de discriminação perante os “desiguais”.

A hercúlea luta contra o preconceito e a homofobia possui aspectos sádicos. Diversas vezes essa luta descomunal principia onde o ser humano deveria se sentir mais acolhido e resguardado: ou seja, o grupo familiar. Atualmente, nos EUA, por exemplo, há uma nova classe de moradores de rua (isso mesmo! Moradores de rua) que está crescendo em deplorável rapidez, formada por adolescentes homossexuais expulsos da família. Segundo cálculo do Centro de Progresso Americano, mais de 300 mil jovens tiveram de recorrer a abrigos públicos após serem mandados embora de casa (banidos) pelos próprios pais em face da sua orientação sexual.

Estudos realizados nos EUA indicam que a grande maioria desses jovens excluídos afastam-se de famílias conservadores e profundamente religiosas. Nesses contextos, compreender a homossexualidade como algo natural é intensamente mais difícil. Quase metade dos homossexuais norte-americanos afastam-se de casa pouco tempo depois de admitirem suas orientações sexuais perante a família – a maioria contra a própria vontade. [1] Ora, a homossexualidade é uma orientação sexual, assim como a heterossexualidade e bissexualidade (assexualidade pode ser considerada uma orientação também). São orientações naturais, não provindas de distúrbios ou quebras de personalidade, conforme assegura o Espirito Emmanuel em “Vida e Sexo”, no capítulo intitulado “homossexualidade”.

Recentemente, como se não bastasse o barbarismo cometido por Omar Mateen, um aliado do Estado Islâmico resultando na morte de 49 de pessoas, na boate Pulse, deixando outras 50 feridas, sabemos de muitas outras formas de aberrações praticadas contra homossexuais. Na verdade, o fundamentalismo religioso é a maior tragédia que existe no mundo. Não há como entender o ódio que culmina em atos de violência e tortura contra as pessoas em nome de Deus.

Após o episódio ocorrido na casa noturna Pulse em Orlando, Estados Unidos, um pastor norte-americano disse que “não está triste por homossexuais terem sido mortos na boate. (...) a tragédia é que mais deles não tenham morrido. Eu gostaria que o governo os reunisse, colocasse todos contra uma parede, colocasse o pelotão de fuzilamento na frente deles e explodisse seus cérebros.” [2] Outros grupos cristãos extremistas, como a Westboro Baptist Church, afirmaram que os frequentadores da Pulse estavam “no inferno” após os assassinatos. “A tragédia mesmo é que mais deles não tenham morrido. A tragédia é o Omar Mateen não ter terminado o trabalho – porque estas pessoas são predadores. Eles são abusadores." [3]

O assunto homossexualidade não foi pesquisado em profundidade pelo Codificador nas obras básicas. Em O Livro dos Espíritos, observamos, porém, que podemos reencarnar na categoria de homem, ou na condição de mulher. No mundo espiritual a questão do título de “ele” ou “ela” não faz muito sentido, porquanto os espíritos não se tratam na condição de gênero.

Não há, portanto, reprodução de espíritos no além pelo processo de acasalamento sexual. Todavia, as genitálias existentes no corpo físico se justificam em razão das leis de manifestação biológica (carnal) objetivando adequar o processo reencarnatório pela reprodução biológica por meio da cópula sexual.

A prova masculina e ou feminina em múltiplas vidas, o predomínio em tal ou qual experiência estabelece que o espírito conserve as características que nele ficou gravado, consequência da influência que o corpo físico transmite ao perispírito. Por conseguinte, o espírito, em reencarnando, apresentará as particularidades do gênero que mais longamente viveu e apresentará na estrutura psicológica as inclinações afins a essas experiências pregressas.

Portanto, somos espíritos de polaridade psicológica masculina ou feminina, consequência de contínuas reencarnações num ou noutro gênero. Tão-somente após sobrepujarmos nossas falhas anexas ao apego à matéria, ao sensualismo, ao egoísmo e ao orgulho é que os nossos atributos sexuais desaparecerão, automática e gradativamente, após a obtenção de “qualidades nobres inerentes à masculinidade e à feminilidade”. [4]

As provas diferentes que vivemos no corpo físico se distinguem pela transitoriedade. Tudo se transforma e, se bem acolhido como lição vantajosa, será agente de maior felicidade no futuro. O que importa realmente é o que fazemos de bom nas hostes da caridade em favor do semelhante e de nós próprios, como abrigamos e compreendemos as ações dos outros e não as nossas condições de gêneros.




Jorge Hessen




Fonte do Texto e da Gravura: "Artigos Espíritas"
https://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br





Referências:

[1] Disponível em https://br.noticias.yahoo.com/40-dos-sem-teto-dos-eua-s%C3%A3o-adolescentes-133537214.html acessado em 15/06/2016

[2] Disponível em https://br.noticias.yahoo.com/pastor-norte-americano-diz-estar-chateado-por-081729018.html?nhp=1 acessado em 19/06/2016

[3] Idem

[4] Viera, Waldo e Xavier, Francisco Cândido. Evolução em Dois Mundos, ditado pelo espirito André Luiz, cap. XII, RJ: Ed. FEB, 1999

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A MULHER ATLANTE

A Evolução pela qual as mulheres passaram no período Lemuriano, levou ao exercício de um importante papel dado ao sexo feminino na próxima raça raiz, a Atlante. Essa próxima raça apareceu sob a influência de entidades altamente desenvolvidas, familiarizados com as leis da formação de raças e capazes de orientar as forças existentes da natureza humana para  dar à luz uma nova raça. Desses seres falamos mais tarde; para o momento é suficiente dizer que tinham um poder e sabedoria sobre humanos. O que eles fizeram foi deixar de lado um pequeno grupo de seres humanos da humanidade lêmure e os destinaram a se tornar os ancestrais da seguinte raça Atlante. Eles foram isolados nos trópicos. Sob a sua orientação, os membros deste grupo foram instruídos para o controle das forças naturais.

Eles eram muito vigorosos e sabiam como obter os mais diversos tesouros da Terra. Eles podiam cultivar os campos e usar seus frutos para subsistir e adquiriram uma forte Vontade (força de vontade) por meio da disciplina a que haviam sido submetidos. A alma e o coração eram subdesenvolvidos, o que não acontecia com as mulheres que tinham um grande desenvolvimento da memória e fantasia e de tudo o que se relaciona a elas.

Os guias acima mencionados, fizeram que o grupo fosse dividido em grupos menores. Eles fizeram que as mulheres se encarregassem de ordenar e estabelecer essas comunidades. Graças à memória que possuíam, elas tinha adquirido a capacidade de fazer úteis as experiências e aventuras do passado. O que foi útil ontem levou a percepção que seria útil amanhã. Portanto, delas emanaram as iniciativas da vida em comunidade, e também os conceitos de “bem” e “mal”, já que sua vida reflexiva lhes tinham dado uma compreensão da natureza.

Observando a natureza, elas desenvolveram idéias em seu interior com as quais dirigiam as ações dos homens. Os guias tinham organizado tudo para que, através da alma feminina, é enobrecida e refinada a natureza volitiva e força vigorosa do homem. É evidente que temos de imaginar este começo como quase infantil. As palavras de nossa língua podem evocar muito facilmente representações da vida moderna.

Através da alma desperta das mulheres, os guias começaram a desenvolver a vida anímica dos homens. Na colônia que descrevemos, a influência das mulheres era, por conseguinte, enorme.

Tinham que recorrer a elas quando queriam ler os sinais da natureza. Todo o caráter da vida da alma feminina, estava, no entanto, ainda dominado pelas forças anímicas “ocultas” do ser humano. Nós não podemos descrever com precisão esse estado, apenas aproximadamente, como um estado de contemplação sonhadora naquelas mulheres. Em alguns sonhos elevados foram transmitidos os segredos da natureza e recebiam deles o impulso para a ação. Para elas, tudo tinha uma alma e lhe apareciam em poderes e aparições psíquicas. Elas se entregaram à teia misteriosa de forças psíquicas e o que as impelia a agir eram “vozes interiores” do que diziam as plantas, os animais, as pedras, as rochas, as nuvens, o sussurro das árvores etc.

Deste estado de espírito que surgiu o que chamamos de “religião”. Gradualmente começou-se a venerar e adorar o espiritual na natureza e na vida humana. Algumas mulheres conseguiram uma certa supremacia, porque elas podiam interpretar o que estava no mundo, com base em profundidades especiais misteriosas.

O que vivia dentro dessas mulheres poderia tornar-se uma espécie de linguagem natural. Porque o início da linguagem é um elemento semelhante ao cantar. O poder do pensamento foi transformado em som audível e o ritmo interior da natureza soou dos lábios das mulheres “sábias”. As pessoas costumavam se reunir em torno destas mulheres e suas frases, semelhantes a música, manifestavam expressões de poderes superiores. Com essas coisas começou a adoração dos deuses.

Nesse período, não se pode falar sobre o “significado” do que era falado. O que se percebia era som, tom e ritmo, e não se pensava em relacionar coisas a isso; simplesmente se absorvia na alma o poder do que foi ouvido. Todo o processo estava sob a direção dos guias superiores que inspirou as sábias sacerdotisas com tons e ritmos de uma forma que não podemos continuar a explicar aqui. Isto teve um efeito enobrecedor sobre as almas dos homens. Indiscutivelmente, assim, o homem começou a despertar a verdadeira vida anímica.

Com este cenário pode se ver belas cenas da Crônica do Akasha. Imaginemos uma delas: Estamos em uma floresta perto de uma árvore gigante, o sol nascendo no leste. A árvore, semelhante a uma palmeira, se eleva solitária e projeta longas sombras. A sacerdotisa voltada para o oriente, em êxtase, e está sentada em um assento feito de objetos estranhos e plantas. Gradualmente, em sequência rítmica, sons repetidos vêm de seus lábios. Um certo número de homens e mulheres estão sentados em um círculo em torno dela, seus rostos imersos em sonhos, absorvendo a vida interior do que estão ouvindo.

Pode-se ver outras cenas: Em um lugar, disposto da mesma forma, uma sacerdotisa “canta” em uma maneira similar, mas seus tons têm algo mais poderoso, mais potente. Aqueles a sua volta se movem em danças rítmicas. Porque essa era outra maneira pela qual a “alma” penetrou na humanidade. Os misteriosos ritmos da natureza que se podiam ouvir eram imitados pelos movimentos dos membros. Assim sentiam-se conectados com a natureza e os poderes que atuavam na mesma.





Rudolf Steiner






Fonte: Biblioteca Virtual da Antroposofia
http://www.antroposofy.com.br/forum/rudolf-steiner-a-mulher-atlante/
Tradução: Leonardo Maia
Fonte da Gravura:
http://www.antroposofy.com.br/forum/wp-content/uploads/2015/08/mulher-atlante.jpg

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

AQUILO QUE NÃO OUSAMOS FALAR - A FORÇA FEMININA ENCARNADA

Aquilo que não ousamos falar…

A cor do Raio feminino é magenta com dourado. Contém fórmulas e ingredientes para a humanidade e seu alento se derrama como um suspiro sobre o deserto da atualidade.

Tudo na Criação está sujeito a ciclos regidos por uma Inteligência Cósmica. Condicionados pela necessidade e ritmo, nutrem e influenciam a humanidade como suas células, com diferentes qualidades e em momentos diferentes, alternando, marcando eras e determinando sua expressão.

O ingrediente que define uma era como fase evolutiva inicialmente desperta uma qualidade interna no ser humano e eventualmente se manifesta como um movimento coletivo. Dirige o propósito imediato da Raça durante sua atividade.

Nossa civilização encontra-se na fase final de um grande ciclo de 5.000 anos e isto não deve ser confundido com o final dos grandes movimentos de K’atun dos maias. A influência dos raios de gênero qualifica a expressão social que impulsiona uma civilização: os ciclos maias se relacionam com o ritmo da liderança solar e a evolução.

Até agora, a atividade decretada para nossa terra, necessária para o crescimento e expansão, tem sido puramente linear, conquistadora, construtiva e regida pelo Raio Masculino.

No entanto, a influência feminina vem se intensificando. Graças a uma educação massiva e ao sistema de redes globais que nos colocam em comunicação uns com os outros, as mulheres se sentem compelidas a participar e se apossar de uma realidade muito mais ampla e profunda que a de nossas avós. Sentimo-nos atraídas pelas expressões que até agora tem sido exclusivamente dos homens. Aproxima-se o Raio Feminino e, uma vez instalado, durará outro ciclo de 5.000 anos.

Da última vez, o raio masculino ativou-se em 2.500 a.C. Viu nascer, entre outras estruturas, Stonehenge, iniciando uma expansão física e material da humanidade. O Raio Feminino se manifestará plenamente em 2.500 d.C. e verá nascer uma rede sustentável de paz que, estando ainda no seu início, achamos inconcebível.

Reintroduz um sistema muito antigo de correspondências dimensionais onde predominam a percepção sutil e dos múltiplos níveis, as causas sobre os efeitos, o grupo ou a família planetária e a conexão com o transcendente.

A Inteligência cósmica que cuida do planeta e do sistema solar tem pouca relação com a vontade humana. Nestes momentos, remove na mulher nostalgias inexplicáveis, sonhos que parecem impossíveis e conexões no nível da inteligência desconhecida.

Como humanidade, estamos digerindo tudo isto pouco a pouco, mais lentamente do que está ocorrendo em nosso interior. Esta falta de sincronização é a razão que está por trás dos desastres, tanto naturais quanto humanos. A pressão se torna incontrolável.

As mulheres respondem ao chamado desta força nascente de maneira potente e espontânea. Sabemos de tudo o que anda mal em nosso planeta, não porque esteja equivocado, mas porque sentimos que falta algo. Incomoda-nos, porque o que “falta” somos nós mesmas. Como mães que somos, nós sabemos disto. É acionado um alarme que desperta nossa percepção vinculada ao poder da visão e da afinação interiores.

Sabemos, mas, todavia, não sabemos que sabemos nem para onde estamos indo. O equilíbrio que buscamos desesperadamente e a harmonia que ansiamos são meros passos intermediários e preparatórios para o que, na realidade, não se trata nem de ajuste nem de negociação. É uma mudança total de perspectiva que se instala gradualmente com a influência crescente de emissões cósmicas.

Não é questão de retaliação nem de tirar o poder do homem. Trata-se de introduzir nova perspectiva e novo método. Na realidade, o alcance da mulher não se manifesta pela competição ou pela imposição. Possuímos um sistema feminino próprio que apenas agora começamos a conhecer. Para ativá-lo e instalá-lo, a mulher desperta para o fato de que é ela que atrai o que todos anseiam.

A mulher afeta seu ambiente com emanações sutis que podem ser físicas, emocionais, mentais ou espirituais. Nosso mundo, nossas aptidões, nosso valor residem numa conexão profundíssima com a riqueza da fonte cósmica em nosso interior. Desconhecemos isto porque nosso papel durante este ciclo que se encerra foi outro: o de apoiar o homem na execução da sua tarefa particular. Este objetivo já foi cumprido.

Conscientizada, tudo na estrutura da mulher serve a propósitos espirituais. O fato de que a mulher é, fisicamente, um polo magnético irresistível para o homem e que ele tenha reagido a isto de maneira dominante e repressora, não muda o fato de que somos uma força atrativa incontrolável e que não pode ser alterada, reprimida ou escondida.

Somos geradoras e esta função se estende a todos os níveis de manifestação e, neste momento, mais do que nunca.

Possuímos outro polo magnético igualmente potente que passa despercebido no sistema atual de valores. Somos extremamente sensíveis às mínimas sutilezas das frequências do universo. Somos sacerdotisas veladas.

As emoções da mulher são fortíssimas, mas a expressão do pensamento aparece como ilógica, vaga e difusa. A mulher sabe o que sente, mas não sabe como situá-lo dentro de um quadro maior. Sua comunicação acontece através de insinuações, espaços vazios, gestos e mensagens telepáticas variadas e diferentes. Seu mecanismo reflete uma realidade multidimensional, simultânea e atemporal que atua de forma subliminar e indireta.

Sendo holística e multissensorial, na maioria das vezes, nem ela sabe o que sabe. Por sua mente receptiva, pela atração magnética do seu corpo e pela modulação contínua de suas variadíssimas emoções… atrai, prepara e gesta mundos. Constantemente.

O reconhecimento do que é a mulher começa com ela mesma. Requer sair das expectativas e comodismos do passado, da programação coletiva planetária. Trata-se de outro tipo de inteligência aplicada a todos os aspectos da sociedade. A mulher, com sua estrutura peculiar, é fundamental. Trata-se de um salto quântico e não de competição.

Com ou sem nossa aprovação, apesar dos obstáculos e resistências de um mundo que se desmorona, uma transformação radical está sendo gestada, da qual não poderemos escapar. Brotará uma estrutura de flexibilidade sem precedentes. O feminino nascente é simultaneidade, multidimensionalidade, flexibilidade, sutileza e expansão que abraça uma profunda humanização.

O futuro agora depende de um sentir e não de um pensar isento de ternura e de vulnerabilidade. Nisto esta a chave do nosso desenvolvimento e o acesso às capacidades superiores que não se “fazem” nem se “veem”. Serão sentidas, vividas e conhecidas.

A era que se iniciou em 2.500 a.C. teve como propósito contribuir com normas, regras e medidas, definir territórios, desenvolver a ciência e o conhecimento explorando e redefinindo nações, raças e grupos culturais.

O resultado é nossa sociedade global: a forma que reforça o material e a sobrevivência, a força física e linear que se impõe tanto para criar como para destruir, a que deu luz à autoridade do homem sobre a mulher e ao reinado do intelecto, da ciência e das organizações religiosas.

A transição da expressão de gênero de um ciclo para o outro é difícil. Estende-se a toda a estrutura que tem se esmerado na aplicação da força pela competência, no acúmulo de poder e de todas as formas de força física representativa do combate, da dominação da matéria e do reino animal, resistindo a qualquer mudança e vestígio de ineficiência e inconveniência.

Hoje, vivemos a experiência da realidade sequencial de maneira estranha. Parece que o tempo se detém e se acelera ao mesmo tempo. Estes são momentos de introspecção e revisão, de impotência, de entrega e de abertura ao desconhecido. Além da dinâmica dos gêneros representada pelos seres humanos, o masculino coexiste com o feminino e, mesmo que muitos tentem preservar o status quo procurando o equilíbrio, o destino cósmico pede uma mudança qualitativa.

Estamos entrando em uma era dirigida pela inteligência superior do coração que, longe de ser emocional, é uma inteligência holística e abre os portais da percepção atemporal. Os ditames da Inteligência cósmica são, por um lado, um realinhamento que corresponde ao final do quinto ciclo maia e, por outro, uma transição para o ripo de sociedade que estabelecerá a Terra como Planeta da Paz no centro galáctico deste sistema. O raio feminino será o instrumento.

A mudança social vai ocorrer através da força feminina encarnada. O gênero masculino não é construído para isto. A mudança surge por meio da experiência da mulher, suas reverberações psicofísicas e sua ascensão à inteligência dinâmica do coração. Então, por reverberação, esta energia será amadurecida e, com a ajuda do gênero masculino, poderá ser implantada na Terra.

O homem não deixará de ser homem no sentido mais nobre do termo, mas, neste ciclo que se inicia, irá se descobrir em uma nova e mais gloriosa expressão como líder e mestre sensível.

Progressivamente, a conscientização feminina emitirá uma substância-qualidade-força coesiva que representará a rede da Mãe do Mundo. Do seu seio, nasceremos todos.



Sonia Milano



Fonte: www.gnosisonline.org
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal