quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

TRABALHO DURANTE O SONO


A fé e a determinação de muitos entre vocês permitiram que trabalhem, no plano astral, enquanto seu corpo físico fica adormecido. Somente ele se cansa e precisa de repouso, o ser real não necessita disso.

Como, de manhã, vocês acordam sem nenhuma memória do trabalho noturno realizado, gostaria que soubessem quão importante, quanto útil ele é. Alguns serviram como enviados angélicos curando e levando mensagens de paz a vários lugares da Terra, outros ajudaram na vinda de uma nova alma ao plano físico, ou, então, na sua despedida da Terra. Ajudaram-na a encontrar seu guia e confortaram-na, fazendo-lhe compreender que terá possibilidade de comunicar-se com seus irmãos do plano físico.

Progredindo neste trabalho, tornar-se-ão conscientes da sua vida noturna. Aprenderão a transmitir impressões ao cérebro físico e, assim, lembrar-se-ão do que aprenderam sobre o mundo angélico ou sobre os reinos de "Elementais". Começarão a compreender os mistérios da vida vegetal, animal e mineral e, enquanto ainda encarnados, poderão utilizar seus conhecimentos para o adiantamento do plano divino na Terra.

Procurem, desde esta noite, preparando-se para o sono, não pensar nele como um período de inconsciência, mas como uma oportunidade de libertar-se das limitações do corpo e entrar em contato com o mundo angélico, no serviço do trabalho Divino. Pouco a pouco, aprenderão a ser eficientes no ramo ao qual são mais afins e a trazer suas impressões ao voltar à consciência física. Continuando conscientemente seu trabalho em dois mundos, provarão a si mesmos que a "morte" não existe.

Os que vivem no mundo etéreo não mais possuem um corpo físico, pois acham-se entre duas encarnações, ou já ultrapassaram a necessidade de encarnar. É neste mundo que vocês os encontram durante o sono. A única diferença entre vocês e eles é que um fio os liga ao seu corpo físico, adormecido. No caso dos desencarnados, ele já foi cortado. Os que vivem na Terra são ainda necessários lá, por causa de alguma razão cármica.

Vocês pensam que não possuem nenhum controle sobre a morte física e, no entanto, é o seu próprio espírito que decide cortar o fio, quando não mais precisa do corpo físico. Isso, às vezes, acontece por meio de um acidente. As vezes, também, uma alma encarna por um curto tempo para estabelecer uma ligação com um ser amado que deve permanecer na Terra, por uma ou por outra razão e, ainda nova, parte. Tudo tem sua razão no mundo espiritual.

O homem possui e usa seu livre-arbítrio e imagina ter capacidade para ordenar tudo muito bem. Isso nem sempre dá certo. Se ele possuísse mais sabedoria, ordenaria com resultados melhores, tanto para si mesmo como para os outros. Vocês podem adquirir essa sabedoria por um método simples: seu trabalho durante o sono. Preparando-se para dormir, ofereçam-se a um anjo, a uma escola ou a um grupo.

Espero que chegará um dia em que tornar-se-ão capazes de se lembrar de nossos encontros durante o sono. Encontramo-nos todas as noites no mundo etéreo; vocês o esquecem, mas eu me lembro e gostaria que se lembrassem também, para que juntos pudéssemos iniciar um novo trabalho que nos espera.


K. Barkel / I-Em-Hotep



Fonte: do opúsculo "Fragmentos do Ensinamento de I-Em-Hotep"
FEEU - Fundação Educacional e Editorial Universalista
Porto Alegre/RS
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/esp%c3%adrito-fantasma-magia-azul-10026319/

FLEXIBILIDADE E DIPLOMACIA


A vida apresenta-nos situações muito complexas todos os dias e, para podermos lidar com elas, temos de aprender a ser flexíveis. Há pessoas que, em todas as circunstâncias, têm a mesma reação, usam os mesmos meios, o mesmo método. Mas, como cada problema exige uma solução específica, elas estão sempre a embater nos obstáculos e a ficar despedaçadas. Há que ser flexível, e isso implica ser mais psicólogo, mais pedagogo, mais diplomático; mas não diplomático no sentido pejorativo, ou seja, hipócrita e ardiloso. A verdadeira diplomacia subentende a sabedoria. O sábio é um diplomata que, em determinada condição, na presença de um dado indivíduo, sabe que método escolher para fazer o bem. Um sábio, um verdadeiro sábio, reflete e encontra maneiras de manobrar como um marinheiro que conhece as correntes, os recifes, e que sabe onde e como conduzir o seu barco para não naufragar. A flexibilidade implica, portanto, sabedoria. Ser flexível na vida é ser sábio e psicólogo.



Omraam Mikhaël Aïvanhov 



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/sistema-rede-not%c3%adcia-pessoas-71228/

ALÉM DO PENSAMENTO


A experiência de São Paulo com o Cristo ressuscitado reflete a experiência que temos Dele no profundo silêncio da meditação. “Ele é uma presença real, uma presença ressuscitada que se encontra profundamente na experiência pessoal do discípulo, do novo discípulo” (Laurence Freeman).

Porém, muitas vezes, quando começamos a vivenciar essa presença silenciosa, ficamos com medo e voltamos atrás. Ao abandonar os nossos pensamentos estamos “deixando o ego para trás”, como Jesus nos pede para fazer. Mas abandonar a identidade do nosso ego nos deixa muito incomodados: o ego, prestes a ser abandonado, sente-se ameaçado e nos invade com um forte sentimento de solidão e isolamento. Faz-nos sentir como se estivéssemos entrando em um abismo ameaçador, num vazio. Nós, nossos egos, nos sentimos totalmente fora de controle. E, no entanto, é precisamente isso que deve acontecer. Precisamos entrar na “Nuvem do Não Saber”, como a chamou um místico inglês do século XIV.

Somente quando abandonamos o ego – a superfície pensante do nosso ser – poderemos experimentar quem realmente somos e quem Deus realmente é. E assim, quando conseguirmos nos lançar, ao invés do sentimento de solidão e isolamento com que nosso ego nos encheu, nos sentiremos abraçados amorosamente por tudo e por todos. O vazio ameaçador torna-se uma plenitude amorosa interligada.

Essa sensação de se sentir amado e protegido, numa rede formada por todos os seres, é algo que só pode ser vivenciado.

Pesquisas com crianças mostraram que esta forma de conhecimento está presente no cérebro humano desde o nascimento: “Estudos de EEG de crianças menores de 2 anos mostram que seus cérebros funcionam permanentemente no modo “alfa” – o estado de consciência alterada em um adulto – em vez do modo “beta” da consciência madura comum” (Lynne Taggart, “The Field”). Portanto, ao meditar podemos retornar conscientemente a uma forma de percepção que em nossa infância era instintiva e inconsciente.

Este abandono do ego cheio de pensamentos não é, portanto, uma entrada no esquecimento, nem na inexistência. Não perdemos a nossa individualidade: “Não há dúvida de que o indivíduo perde todo o sentido de separação do Um e experimenta a unidade total, mas isso não significa que o indivíduo deixa de existir na realidade Única. Portanto cada ser humano é um centro único de consciência na consciência universal" (Bede Griffiths). É importante lembrar que a palavra “indivíduo” significa etimologicamente “indivisível”. Ou seja, considerava-se indivíduo uma pessoa ou coisa passível de ser objetivada em relação ao todo ao qual pertencia. O todo definia o indivíduo porque o indivíduo era indivisível dele (Laurence Freeman, "Jesus, the Master Within").


Kim Nataraja



Fonte: WCCM Espanha - Comunidad Mundial para la Meditación Cristiana
http://wccm.es/
Traduzido do inglês para o espanhol por WCCM España, e para o português por este blog.
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/ai-gerado-ganesha-ganpati-deus-8725261/


Para mais detalhes ver:
* JOHN MAIN E A MEDITAÇÃO CRISTÃ: https://coletaneas-espirituais.blogspot.com/2020/05/john-main-e-meditacao-crista.html