quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A CHAVE PARA O ENIGMA DA PRÓPRIA REALIDADE

Você tem imensas capacidades latentes em você, esperando para serem acessadas e utilizadas. Você tem muitos talentos que precisam ser trazidos à luz. Você sente o desejo de amar todos os seres, e compartilhar de sua alegria e tristeza com seus semelhantes; saber mais e satisfazer a curiosidade de seu intelecto, espiar por trás do respeito e admiração que a Natureza desperta em você. Você é capaz de reunir informações sobre todos os tipos de coisas de todos os cantos do mundo, mas você não tem conhecimento do que acontece nos cantos de sua própria mente. Você sabe quem é quem entre todos os outros, mas você não sabe a resposta para a simples pergunta: "Quem sou eu?" Sem saber isso, as pessoas julgam precipitadamente, rotulam e até difamam os outros! Cada um deve perguntar a si mesmo e buscar a chave para o enigma da própria realidade.





Sathya Sai Baba




Fonte: www.sathyasai.org
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

QUEM ÉS?



"Há só um Legislador e um Juiz que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?" - (TIAGO, capítulo 4, versículo 12.)

Deveria existir, por parte do homem, grande cautela em emitir opiniões relativamente à incorreção alheia.

Um parecer inconsciente ou leviano pode gerar desastres muito maiores que o erro dos outros, convertido em objeto de exame.

Naturalmente existem determinadas responsabilidades que exigem observações acuradas e pacientes daqueles a quem foram conferidas. Um administrador necessita analisar os elementos de composição humana que lhe integram a máquina de serviços. Um magistrado, pago pelas economias do povo, é obrigado a examinar os problemas da paz ou da saúde sociais, deliberando com serenidade e justiça na defesa do bem coletivo. Entretanto, importa compreender que homens, como esses, entendendo a extensão e a delicadeza dos seus encargos espirituais, muito sofrem, quando compelidos ao serviço de regeneração das peças vivas, desviadas ou enfermiças, en caminhadas à sua responsabilidade.

Na estrada comum, no entanto, verifica-se grande excesso de pessoas viciadas na precipitação e na leviandade.

Cremos seja útil a cada discípulo, quando assediado pelas considerações insensatas, lembrar o papel exato que está representando no campo da vida presente, interrogando a si próprio, antes de responder às indagações tentadoras: "Será este assunto de meu interesse? Quem sou? Estarei, de fato, em condições de julgar alguém?"



Francisco Cândido Xavier/Emmanuel



Fonte: do livro "Caminho, Verdade e Vida", 28º ed. Brasília: FEB, 2009. Cap. 46
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/ai-gerado-doutor-quem-tardis-m%c3%adnimo-9032628/

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

DESENCARNAÇÕES COLETIVAS



Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?

(Pergunta endereçada a Emmanuel por algumas dezenas de pessoas em reunião pública, na noite de 23-2-1972, em Uberaba, Minas).

Resposta: Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.

Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.

É assim que, muitas vezes, renascemos no planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.

Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontros marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.

Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.

Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lágrimas.

Corsários que ateávamos fogo à embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.

Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as consequências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança. É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.

Lamentemos sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos.

Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.

Francisco Cândido Xavier / Emmanuel


Fonte: do livro “Chico Xavier pede licença” - Autores diversos
Fonte da Gravura: 

SEM DESCULPAS

Um dos grandes presentes que recebo por poder viajar ao redor do mundo disseminando essa sabedoria é me conectar com muitas pessoas. Geralmente, converso com aqueles que assistem a uma aula introdutória e dizem que foram inspirados e que adorariam saber mais sobre Kabbalah, mas não têm tempo. Até daqueles que recebem as Sintonias, escuto com frequência que usar a sabedoria os auxilia em suas vidas, e que, embora tivessem muita vontade de frequentar as aulas ou ter um professor e realmente se comprometer com um caminho de mudança, estão muito ocupados com o trabalho naquele momento – talvez no próximo mês. É claro que quando passa o mês seguinte, geralmente tem alguma outra coisa que os mantém ocupados. 

Quase todas as formas de espiritualidade defendem a ideia de que o propósito real das nossas vidas é reforçar nossa conexão com o Criador. Por que, então, até mesmo aqueles de nós que acreditam que isso seja verdade, investem tanto tempo de suas vidas fazendo tudo, menos aquilo que vieram fazer neste mundo?

A resposta está na seguinte história: era uma vez um rei que estava muito doente. Ele disse que quem conseguisse curá-lo seria agraciado com duas horas dentro do tesouro real, de onde poderia levar todo o ouro, diamantes e rubis que pudesse recolher. Logo depois, um dos conselheiros do rei o curou e obteve acesso ao tesouro. Após ser curado, o rei se preocupou em ceder tanta riqueza do seu tesouro. Então, esquematizou um plano para distrair o conselheiro. O rei sabia que esse conselheiro em particular tinha uma grande paixão por música, e assim contratou cem dos melhores músicos para tocarem as canções mais belas dentro do tesouro, enquanto ele juntasse sua fortuna durante as duas horas.

Toda vez que o conselheiro começava a recolher as joias, a música se tornava mais alta e o distraía. Às vezes, um novo instrumento era adicionado e ele se via compelido a largar tudo e ir assistir, encantado. Depois de algum tempo, ele se deu conta de que suas sacolas estavam vazias e que era melhor começar a recolher o tesouro. Mas aí já era tarde demais. Seu tempo havia se esgotado. 

Somos como o conselheiro: nos distraímos. Quando começamos a focar no verdadeiro propósito das nossas vidas, o Oponente, ou Lado Negativo, sempre desvia nossa atenção. Uma boa forma de derrotar essa voz é não lhe dar espaço, para começo de conversa. Quando ocupamos nossos pensamentos e nossa agenda com nosso trabalho espiritual, compartilhando, estando com os outros, nos conectando com a Luz – não há espaço para distrações!

Viver um caminho espiritual é difícil quando nossas conexões são intermitentes. A Luz é consistente, e quando somos consistentes na nossa espiritualidade, atraímos a Luz para as nossas vidas de forma consistente também. 

Haverá sempre uma razão para não estudar, não compartilhar, não se comprometer – porque essa é a forma do Oponente atuar!

Até um dia, em que é tarde demais para receber todos os tesouros que a Luz tem a intenção de nos dar. 

Quando paramos de dar desculpas e realmente nos comprometemos com o caminho da mudança, começamos a viver o propósito da nossa vida. 


Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/deserto-areia-dunas-panorama-1654439/

domingo, 27 de janeiro de 2013

A TAREFA DE CADA UM

Há um momento em nossas vidas em que todos nós nos rendemos ao inevitável apelo para o autoconhecimento. Enquanto isto não acontece, passamos pela vida como que anestesiados e insensíveis à realidade de nós mesmos, agindo e reagindo ao sabor dos ditames impostos pela sociedade em que vivemos. 

A partir do ponto em que nos rendemos ao clamor íntimo do auto descobrimento,  iniciamos uma verdadeira cruzada na tentativa de obter respostas às questões relacionadas com o velho dilema do "Conhece-te a ti mesmo". Começamos então a questionar a nossa própria realidade existencial, a origem da vida, a razão de estarmos aqui nesta existência, o porquê das experiências ou relacionamentos a que somos expostos, e até alvoramo-nos no direito de questionar o acerto da decisão Daquele que nos criou e nos colocou nessas circunstâncias. 

No extraordinário livro Memórias do Padre Germano encontramos um ilustrativo exemplo desse dilema que ainda é uma característica da avassaladora maioria dos espíritos encarnados no planeta terra, haja visto o baixo nível evolutivo dos seus habitantes. Através da maravilhosa obra de Amalia Domingo Soler, o padre Germano nos relata o dilema que viveu em uma das suas encarnações aqui em nosso orbe, na qual experimentou, como membro da igreja de Roma, a permanente e asfixiante sensação de viver se sentindo com um peixe fora d’água, especialmente ao desempenhar a espinhosa função eclesiástica de confessor. Em momento de inquietação angustiante, ele assim se manifesta:

"Amado Deus, por que tive eu que nascer nas fileiras desta ordem religiosa?Por que Você me obrigou a ser guia dessas pobres ovelhas, meus paroquianos, se eu não posso tão pouco guiar a mim mesmo? Senhor, deve haver outras moradas no espaço, porque aqui neste planeta uma alma capaz de pensar fica asfixiada ao presenciar tanta miséria e hipocrisia. Eu desejo seguir o caminho certo, mas ao longo da jornada eu vejo tantas armadilhas!"

O exemplo é mesmo bem ilustrativo, mas cabe ressaltar que ao folhearmos as páginas deste excepcional livrinho, temos a convicção de que o padre Germano era um espírito em estágio evolutivo bem acima da maioria de todos nós e que cumpriu a sua missão naquela existência de forma exemplar, podendo mesmo servir de guia e modelo para todos nós que aspiramos passar pelos embates da vida e cumprirmos com a nossas tarefas onde quer que a vida nos coloque. 

A Doutrina dos Espíritos veio para nos dar as respostas àquelas questões existencias e acima de tudo para nos mostrar com uma clareza insofismável, as razões e os porquês de estarmos aqui e expostos às experiências e aos relacionamentos que temos vivenciado nesta encarnação. É bem verdade que ela só nos dá as respostas de que necessitamos para cumprirmos com a nossa tarefa de espíritos encarnados e galgar alguns degraus a mais na nossa escala evolutiva rumo a felicidade. Mas o que é mais importante e digno da atenção de todos nós que aspiramos sincera e honestamente por um mundo de Paz e Harmonia, enfim, um mundo regenerado, é que além das respostas que obtemos através da mensagem dos espíritos, existe nesta mesma mensagem um apelo claro ao nosso senso de responsabilidade perante a Lei de Causa e Efeito. A esta sim, teremos que nos curvar, pois somente o respeito e a adesão incondicional às suas diretrizes propiciarão o advento de um mundo de Paz e Harmonia para todos nós. 

Assim, que tenhamos ouvidos para ouvir e olhos para enxergar e adotemos em nossas vidas a máxima insculpida na Doutrina dos Espíritos que nos diz: "Fora da caridade não há salvação".


Antonio Leite


Fonte: Editorial do Boletim GEAE - Grupo de Estudos Avançados Espíritas - Ano 13 - Número 493 - 2005
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

FAVOR DIVINO

Não te queixes de Deus porque dificuldades te povoem a vida.

Certamente Deus conhece todos os programas de ação que te estruturam a existência.

O parente difícil, a casa em provas, as tarefas árduas, a conquista de simpatia, o relacionamento espinhoso...

Tudo isso poderia Deus suprimir num momento.

Entretanto, sem os familiares incompreensivos, não conhecerias o amor; fora dos obstáculos domésticos, não adquiririas responsabilidade; fugindo aos encargos de sacrifício, não terias experiência; longe da procura de apoio, não praticarias fraternidade e desertando das lutas de equipe, acabarias desconhecendo o valor da cooperação.

Convence-te de que Deus pode sanar qualquer preocupação, mas deixa-nos a cada um a bênção do trabalho, de modo a que consigamos sair da ingenuidade e da inércia, para sermos, um dia, colaboradores conscientes da Divina Sabedoria que sustenta a Criação.



Francisco Cândido Xavier / Meimei




Fonte: do livro "Amizade" - Ed. IDEAL
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 26 de janeiro de 2013

NOSSO EU SUPERIOR

Ninguém é perfeito. Todos nós fazemos o que não deveríamos e nosso carma provavelmente não é dos melhores. Todos nós temos que enfrentar pelo menos um pouquinho de caos de vez em quando.

Os kabalistas ensinam que cada um de nós é dois seres. Um deles é imperfeito, reage, tem dúvidas e faz coisas negativas. Infelizmente, é assim que a maioria de nós age na maior parte do tempo. Mas existe também o nosso segundo ser, que se tornou perfeito, tem consciência das leis espirituais do Universo e age de acordo com elas para que possa chover sobre nós o máximo de plenitude e sucesso.

Um segredo incrível sobre esse segundo ser é que, sendo perfeito, nunca fez nenhuma das coisas negativas que fizemos nesta vida ou em vidas passadas. Nosso ser perfeito, nosso Eu Superior, nunca feriu ninguém, nunca perdeu uma oportunidade e nunca tomou uma decisão errada.

Quanto mais decidirmos, ao fazermos nossas escolhas diárias, nos conectarmos com nosso Eu Superior, mais conseguiremos corrigir nosso carma e nos protegermos do caos.

Simplesmente estarmos cientes da existência de nosso Eu Superior, pode nos inspirar a nos conectarmos com ele cada vez mais todos os dias.



Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

TEMPLOS ESOTÉRICOS


Atualmente, a finalidade dos Templos deve ser proporcionar-nos um meio ambiente artificial que sirva de estímulo e fortaleça nossas habilidades espirituais. 

A finalidade dos Templos é criar condições favoráveis para estabelecer uma comunicação com as inteligências interiores, e não recordar-nos de um passado primitivo. Os Templos devem estar baseados em princípios modelares que podem ser copiados e adaptados como programa próprio, de forma que este modelo se converta em um elemento real, integrante da psique. Dito de outro modo, um Templo deveria chegar a ser um símbolo ambiental do ideal humano individual. Qualquer Templo que não se ajuste a este objetivo tem muito pouco valor, ou melhor, nenhum, do ponto de  vista esotérico. Desta maneira, a ideia de colocar as pessoas em um meio ambiente saudável e harmonioso, com a esperança de que ele lhes estimule finalmente a refletir este meio ambiente em seu próprio caráter, não é muito diferente.

Isto quer dizer que um Templo deve conter símbolos práticos para a auto construção e a conservação da alma humana. Evidentemente, isso inclui a indumentária pessoal e qualquer tipo de  adorno.

Não só é preciso que cada objeto tenha um significado próprio especial como este significado deve ser muito bem compreendido por todo aquele que use ditos objetos. Não basta a explicação do uso, a simbologia deve ter sido realmente experimentada (e assimilada) por aqueles que utilizem o Templo para seu aperfeiçoamento espiritual. Isto é, todas as impressões sensoriais da simbologia do Templo precisam ser traduzidas de acordo com as respostas que produzem. A menos que as pessoas estejam realmente conscientes dos motivos pelos quais tudo o que está relacionado com o Templo é o que é e está onde está, assim como  o que ocorre com isso, não terá nenhuma utilidade e poderia não estar presente. Portanto, a primeira instrução que o aspirante aos Mistérios Sagrados precisa receber, poderia muito bem ser: conheça teu templo.

O único tipo de simbologia de que nenhum esoterista pode prescindir é o próximo. Mesmo que existam poucos humanos que se consideram parte integrante da simbologia de um templo, isso é exatamente o que são e que, na medida do possível, deveriam se esforçar para chegar a ser. Realmente, as pessoas são os símbolos mais importantes, porque são símbolos vivos do Poder com o que estão entrando em contato, e deveriam fazer as vezes de mediadoras para transmitir uns aos outros esse Poder de forma que todos compartilhem sua influência. Pode acontecer que cada um deles tenha que desempenhar um papel diferente ou tenha que cumprir certa função específica no psicodrama mútuo, mas se não colaboram de forma ordenada, fazendo circular as correntes de energia como deveriam, nada realmente efetivo poderá resultar de sua associação. Não deve haver “público” observando o desenvolvimento de nenhuma cerimônia esotérica. TODOS tem de participar ativamente ainda que não movam um só músculo durante todo o tempo. Todos os presentes devem se concentrar, e harmonizar suas consciências de modo preciso, segundo o objetivo da prática que esteja sendo executada. Todas as habilidades internas e toda a atenção deverá estar enfocada naquilo que esteja sendo dirigido pelas dimensões espirituais. Se alguém não pode ou não quer fazê-lo, não deveria estar presente, pois somente o que poderá fazer é entorpecer o processo. 

Na linguagem esotérica, “construir um Templo” significa criar um espaço livre na consciência, de onde haja um mínimo de contaminação, para que seja possível entrar em  contato com energias puramente espirituais e fazê-lo com a maior plenitude e liberdade possível. A construção de um Templo pode ser considerado um processo quádruplo. Em primeiro lugar como auto estrutura, em segundo lugar a nível familiar, em terceiro lugar a nível sectário e em quarto lugar está o esperado acordo esotérico ecumênico entre todos os setores da humanidade. Este movimento tem de começar no indivíduo e expandir-se para fora, em lugar de ser controlado por um consórcio externo e forçado para dentro, exigindo uma conformidade de todos os indivíduos sem que estes o desejem. Dito de outro modo, as almas individuais devem preparar-se para estar em condições de trabalhar com grupos que só buscam expandir-se, e incluir outros para a consecução de um fim último universal de união fraternal com o Cosmos.

As pessoas não se dão conta, perfeitamente, das diferenças que existem entre uma experiência sintética e real. Só a participação em um Templo “vivo” pode transformar uma experiência sintética em uma real. O processo real é controlado por meio da vontade e de acordo com a intenção. Assim se converte numa disciplina definida por direito próprio, e merece ser tida muito em conta pelos que estudam a sério os procedimentos espirituais. Da mesma maneira que os lugares onde se organizam desfiles e os campos de manobras são umas zonas específicas em que se treinam e formam os soldados, os Templos são os lugares adequados para preparar a consciência dos seres humanos, a fim de que sigam umas diretrizes espirituais que ajudem o desenvolvimento de determinadas características internas. Estas, muito provavelmente, conduzirão à instrução em todos os níveis. Em ambos os casos, a constante repetição dos exercícios práticos, exige um grande esforço. Este treinamento básico conduz à especialização dentro de um determinado campo de ação. É impossível formar um bom esotérico longe do Templo da experiência, mesmo que o Templo se limite ao corpo físico do praticante.

Não é que os assuntos esotéricos sejam necessariamente melhores, nem que resultem mais vantajosos, mas, geralmente se entrarmos em mais detalhes haverá também uma melhor especialização. Não interessam os métodos de produção em massa, que são mais adequados para as coletividades humanas do tipo médio, mas sim as que se centram na evolução do indivíduo e no desenvolvimento de certas características especiais. A finalidade dos métodos é servir espiritualmente ao conceito de Divindade, a que estejam dedicados. Ainda que tais sistemas geralmente operam nos Templos onde se reúnem as congregações,  todos os membros devem ser preparados a fim de converterem-se em Templos, de forma que toda a sua vida passe a ser uma celebração constante dos diversos serviços que há que levar a cabo simbolicamente, de uma maneira psicodramática. Em outras palavras, todas as operações que se realizam no Templo são,  ou deveriam ser, modelos de vida conectados com os poderes espirituais e os princípios reais, fundamento de nossa existência como pessoas que tem um objetivo concreto. Ao fixar estes modelos em nossas mentes, como base de apoio para a prática nos Templos, conseqüentemente nos modificamos e produzimos uma impressão significativa nas correntes da Consciência Cósmica  que circulam através de nosso ser. Esta é uma resposta recíproca que segue a dupla direção das relações entre o homem e a Divindade.

Nos tempos antigos, os membros das congregações esotéricas não estavam autorizados a participar de trabalhos coletivos (que então se denominavam teúrgicos ou “trabalho de Deus”) até que tivessem realizado a aprendizagem, sob as ordens de um tutor, e finalmente pudessem “passar os portais”. Estes portais eram, literalmente, etapas que marcavam a disposição metafórica da pessoa para o trabalho de grupo. Isto acontecia  quando uma alma, do tipo médio, havia estudado e praticado até alcançar o grau de preparação que o tutor considerava satisfatório para o trabalho em grupo. Esta era uma prática normal em todas as chamadas religiões dos mistérios e nos sistemas espirituais esotéricos. Com o passar do tempo, as igrejas cristãs o deixaram cair em desuso e, atualmente não são muito exigentes no que concerne à formação de seus membros. Em geral, cada vez aceitam níveis mais baixos de aptidão espiritual. Só um número relativamente pequeno de grupos esotéricos seguem insistindo na necessidade de uma formação inicial adequada, ainda que muitos sejam susceptíveis de ser excessivamente rígidos e intolerantes, confundindo a intelectualidade com qualidades genuinamente espirituais.

Para aquelas almas responsáveis que preferem se encarregar da sua própria formação, guiadas diretamente pelo tipo superior espiritual que podem contatar por seus próprios meios, a melhor maneira de começar seria aclimatar-se à simbologia básica. As cerimônias mais complicadas e elaboradas, realizadas em qualquer Templo esotérico deste mundo, são simplesmente ampliações dos mesmos fundamentos. A celebração mecânica destas cerimônias não serve absolutamente de nada por si só. Todas as liberações de energia que produzem algum efeito, são ativadas pela consciência condicionada que é aplicada intencionalmente pelas mentes preparadas dos presentes.

Em todo o ser humano, há um estado de ego, que poderia denominar-se campo de forças psíquicas, muito semelhante ao campo magnético que existe dentro e ao redor de um ímã. Todavia, um imã não está vivo, no sentido que para nós tem essa palavra. O estado de ego é uma situação energética derivada de uma Fonte de Vida separada e distribuída por um grande número de canais. É a relação de cada indivíduo com A VIDA e a vida, para marcar as diferenças existentes entre as situações importantes e as que carecem de transcendência. Ou seja, é o que nós somos em um dado momento e portanto é de suprema importância para todos os que estão sobre a terra dado que é o “Eu Sou o que Sou” de todos nós. Sem dúvida, o que somos troca muito facilmente pela ação de muitas coisas distintas, em alguns casos o impacto procede de fontes externas e em outras de fontes internas. Assim pois, o estado médio do ego resulta do equilíbrio existente entre ambas as fontes...

Os aficcionados ambiciosos não parecem ter em conta que o melhor que podem fazer é começar modestamente, e trabalhar as técnicas mais comuns que são desenvolvidas no Templo, em lugar de passar diretamente ao luxo máximo e pedir que a própria Divindade se manifeste diretamente com todos os seus adornos. Caso isso não ocorresse, talvez ficassem satisfeitos com a aparição de uma série de arcanjos. Raramente lhes ocorre pensar que as graças do Templo podem desenvolver significativamente suas qualidades internas e seu caráter, e que o Templo deve cumprir sua autêntica função, e fazer a Divindade se manifestar neles mesmos. Só aqueles que percebem com clareza esta importante questão e estão dispostos a trabalhar com paciência e constância para obtê-la, tirarão algum proveito dos Templos Esotéricos...


(desconheço o autor)


Fonte: Ordem Rosacruz - AMORC
Fonte da Gravura: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBZvi2Gw-RRqx4p-jDcJNGoKv9O-TnJaa21C80OqfXNdMNPmMr1aTsDesuibLdnJtIcF0VQirMoQz4HnG0WJM0m4BydMdJN_Gr4puwr15otw_TUuN_1n67wVAmE8z1f4ruQmk65bLaUps/s1600/399063_314974918571771_1509015543_n.jpg



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

PERDÃO E LIBERDADE


Aprendamos a perdoar, conquistando a liberdade de servir.

E imprescindível esquecer o mal para que o bem se efetue.

Onde trabalhas, exercita a tolerância construtiva para que a tarefa não se escravize a perturbações...

Em casa, guarda o entendimento fraterno, a fim de que a sombra não te algeme o espírito ao desespero...

Onde estiveres e onde fores, lembra-te do perdão incondicional, para que o auxílio dos outros te assegure paz à vida.

É indispensável que a compreensão reine hoje entre nós, para que amanhã não estejamos encarcerados na rede das trevas.

A morte não é libertação pura e simples.

Desencarnar-se a alma do corpo não é exonerar-se dos sentimentos que lhe são próprios.

Muitos conduzem consigo, além-túmulo, uma taça de fel envenenado com que aniquilam os melhores sonhos dos que ficaram na Terra, e muitos dos que ficam na Terra conservam consigo no coração um vaso de fogo vivo com que destroem as melhores esperanças dos que demandam o cinzento portal do túmulo.

Não procures para tua alma o inferno invisível do ódio.

Acomoda-te com o adversário ainda hoje, procurando entendê-lo e servi-lo, para que amanhã não te matricules em aflitivas contendas com forças ocultas.

Transferir a reconciliação para o caminho da morte é atormentar o caminho da própria vida.

Desculpa sempre, reconhecendo que não prescindimos da paciência alheia.

Nem sempre somos nós a vítima real, de vez que, por atitudes imanifestas, induzimos o próximo a agir contra nós convertendo-nos, ante os tribunais da Justiça Divina, em autores, intelectuais dos delitos que passamos a lamentar indebitamente diante dos outros.

Toda intolerância é violência.

Toda dureza espiritual é crueldade.

Quase sempre, a crítica é corrosivo do bem, tanto quanto a acusação habitualmente, é um chicote de brasas.

E sabendo que encontraremos na estrada a projeção de nós mesmos, conservemos o perdão por defensor de nossa liberdade, ajudando agora para que não sejamos desajudados depois.


Francisco Cândido Xavier / Emmanuel



Fonte: do livro "Trevo de Ideias" - Ed. GEEM
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

PRESENÇA DIVINA


O lótus em seu coração anseia pelo Sol, o esplendor do Senhor Amoroso. Alcançá-lO requer esforço. Somente a remoção de todo o apego ao mundo e o cultivo do Amor Divino pode conquistá-lO. 

Deus é a entidade mais próxima e querida, mas a ignorância O esconde longe dos olhos. As estrelas parecem pontos de luz, pois estão a grandes distâncias de nós. Assim como as estrelas, Deus parece insignificante ou ineficaz para muitos, pois eles estão mantendo-se muito longe Dele. Se alguns acreditam que Deus não está presente ou visível, isso apenas significa que eles estão a uma distância muito grande para estar cientes Dele. 

O amor que Deus tem por cada um é inigualável.



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A LENDA MAÇÔNICA


Um verdadeiro movimento místico tem sua lenda, que narra em linguagem simbólica sua condição na ordem cósmica e o ideal que procura realizar.

Do Velho Testamento, que contém ensinamentos do Mistério Atlante, aprendemos que a humanidade foi criada macho-fêmea, bissexual, e que cada um era capaz de propagar sua espécie sem a cooperação de outro, como hoje é o caso de algumas plantas. Mais tarde, Jeová removeu um pólo da força criadora de Adão, a humanidade primitiva, e daí resultaram dois sexos. O ensinamento esotérico complementa essa informação declarando que a finalidade dessa mudança foi utilizar um pólo da força criadora para a construção de um cérebro e de uma laringe, por meio dos quais a humanidade pudesse adquirir conhecimento e expressar-se em palavras. A conexão íntima entre o cérebro, laringe e genitais é evidente a qualquer um, após um ligeiro exame dos fatos. A mudança de voz do menino na puberdade, a deficiência mental resultante da indulgência com a natureza passional, a fala inarticulada do deficiente mental e muitos outros fatos que poderiam ser citados, provam esta afirmação.

Segundo a Bíblia, nossos primeiros pais foram proibidos de comer da Árvore do conhecimento, mas Eva, seduzida pela serpente, comeu, induzindo depois o homem a seguir seu exemplo. Quem são as serpentes e o que é a Arvore do Conhecimento, pode ser entendido em certas passagens na Bíblia. Foi-nos dito, por exemplo, que Cristo exortou Seus discípulos a serem "sábios como serpentes e inofensivos como pombas". A chamada maldição, proferida sobre Eva após sua confissão, declara que ela deve dar à luz com aflição e dor, e que a raça morrerá. Foi sempre um grande obstáculo para os comentaristas da Bíblia descobrir a ligação que poderia existir entre o comer uma maçã, a morte e o parto doloroso; mas, quando temos conhecimento das castas expressões da Bíblia, que designam o ato criador por passagens tais como "Adão conheceu Eva, e ela concebeu Caim"; "Adão conheceu Eva, e ela concebeu Abel", "Como posso dar à luz uma criança, se não conheço um homem?" etc., fica muito claro que a Árvore do conhecimento é uma expressão simbólica para o ato criador. Assim, fica evidente que as serpentes ensinaram Eva como efetuar o ato criador e que Eva instruiu Adão. Portanto, Cristo designou as serpentes como nocivas, embora admitindo sua sabedoria. Para compreender a identidade das serpentes é necessário recorrer ao ensinamento esotérico, que as aponta como espíritos do marcial Lúcifer, regentes do signo serpentino de Scorpius. Seus Iniciados, mesmo tão atrasados como a Dinastia Egípcia, ostentavam na fronte o Uraeus ou símbolo da serpente, como um sinal da fonte de sua sabedoria.

Em consequência do uso desautorizado da força criadora, a humanidade deixou de ser etérea e cristalizou-se em um revestimento de pele ou corpo físico, que agora oculta dela os deuses que habitam os reinos invisíveis; e grande foi sua tristeza por esta perda.

Geração foi originariamente estabelecida pelos Anjos, sob Jeová. Era efetuada nos grandes templos debaixo de favoráveis condições planetárias e o parto era indolor, como ainda o é hoje entre os animais selvagens, que não abusam da função criadora para gratificar os sentidos.

Degeneração resultou do abuso ignorante e desautorizado do ato gerador, iniciado pelos Espíritos de Lúcifer.

Regeneração deve ser empreendida com a finalidade de restituir ao homem a sua perdida condição de ser espiritual, e libertá-lo deste corpo de morte aonde está agora aprisionado. A Morte deve ser absorvida na Imortalidade.

Para alcançar este objetivo, um acordo foi feito com a humanidade, quando ela foi expulsa do jardim de Deus para vagar no deserto do mundo. De acordo com aquele plano, construiu-se um Tabernáculo consoante um modelo planejado por Deus, Jeová, e uma arca, simbolizando o espírito humano, foi nele colocada. Suas hastes nunca eram tiradas de seu lugar, para mostrar que o homem é um peregrino sobre a terra, e que nunca poderá descansar até que alcance sua meta. Havia dentro dela um vaso dourado com "maná" (man - homem) "caído do céu", juntamente com a tábua das leis divinas que o homem precisa aprender em sua peregrinação pelo deserto da matéria. Esta arca simbólica continha também um bastão mágico, um emblema do poder espiritual, chamado vara de Arão, o qual acha-se agora latente em todos, no caminho que leva para o céu do repouso - o templo místico de Salomão. O Velho Testamento conta também como a humanidade foi milagrosamente guiada e sustentada, como depois da luta com o mundo foi-lhe dada a paz e a prosperidade pelo Rei Salomão. Em suma, sem rebuscamentos, a história relata os fatos mais salientes da descida do homem do céu, suas principais transformações, sua transgressão às leis do Deus Jeová, como foi guiado no passado e como Jeová deseja guiá-lo no futuro até alcançar o Reino do Céu - a terra da paz - para seguir de novo, docilmente, a orientação do Regente Divino.

A lenda Maçônica tem pontos de desacordo, como também de acordo, com a história da Bíblia. Relata que Jeová criou Eva, que o Espírito Lucífero Samael uniu-se a ela, mas que foi expulso por Jeová e forçado a deixá-la antes do nascimento do seu filho Caim, que ficou sendo assim o filho de uma viúva. Então, Jeová criou Adão, para ser marido de Eva, e dessa união nasceu Abel. Por conseguinte, desde o princípio, tem havido dois tipos de pessoas no mundo. Um, gerado pelo espírito de Lúcifer, Samael e possuidor de uma natureza semi-divina, imbuído com a dinâmica energia marcial herdada de seu divino antecessor, é agressivo, progressista e possuidor de grande iniciativa, mas impaciente à repressão ou autoridade, tanto humana como divina. Esta classe é relutante em aceitar idéias pela fé e inclina-se a provar tudo à luz da razão. Estas pessoas acreditam nas obras mais do que na fé, e, pela sua coragem e energia infatigáveis, transformaram a aridez dos desertos do mundo num jardim cheio de vida e beleza, realmente tão encantador que os Filhos de Caim esqueceram o Jardim de Deus, o Reino do Céu, de onde foram expulsos pelo decreto do Deus lunar, Jeová. Rebelaram-se constantemente contra Ele, porque Ele os prendeu pelo "cordão" umbilical. Perderam sua visão espiritual e estão aprisionados no corpo, na fronte, onde se diz que Caim foi marcado. Eles precisam vagar como filhos pródigos na relativa escuridão do mundo material, esquecidos do seu alto e nobre estado até encontrarem a porta do templo, e aí pedirem e receberem Luz. Então, como "Phree Messen" ou filhos de luz, serão instruídos de como construir um novo templo sem ruído de martelo, e, quando tiverem aprendido isto, poderão "viajar por países estrangeiros" para aprenderem mais do ofício. Em outras palavras, quando o espírito percebe que está longe de seu lar celestial, um filho pródigo, alimentando-se das insatisfatórias migalhas do mundo material quando separado do Pai está "pobre, nu e cego"; quando bate à porta de um templo místico como o dos Rosacruzes e pede luz; quando recebe a desejada instrução, depois de ter merecidamente construído um corpo-alma etérico, um templo ou casa eterna nos céus, não feita com mãos e sem ruído de martelo; quando sua nudez é vestida por aquela casa (ver Cor. 5:1), então, o neófito recebe a "palavra", o "abre-te sésamo" dos mundos internos e aprende a viajar em lugares estrangeiros nos mundos invisíveis. Aí, realiza vôos da alma em regiões celestiais e qualifica-se para graus mais elevados, sob a instrução direta de O Grande Arquiteto do Universo, que criou o Céu e a Terra.

Tal é o temperamento dos filhos da viúva, herdado do seu divino progenitor Samael, e dado por ele ao seu antepassado Caim. Sua história é uma luta contra condições adversas, seu progresso é a vitória sobre todas as forças contrárias, e isto deve-se à sua indômita coragem e ao seu esforço persistente, nunca desanimando por uma derrota temporária.

Por outro lado, enquanto Caim, regido pela ambição divina, labutava e cultivava o solo para fazer crescer duas folhas de grama onde só crescia uma, Abel, o descendente humano de pais humanos, não desejava nada, nem se inquietava. Sendo ele próprio uma criatura de Jeová, por meio de Adão e Eva, ele estava satisfeito em conduzir os rebanhos também criados por Deus, e aceitar o seu modo de vida, cônscio de sua descendência divina, gerada sem esforço ou iniciativa própria. Essa atitude dócil era o que mais agradava o Deus Jeová, que era extremamente ciumento de Sua prerrogativa como Criador. Portanto, Ele aceitou cordialmente as oferendas de Abel obtidas sem esforço ou iniciativa, mas desprezou as oferendas de Caim, porque derivavam do seu próprio instinto criativo divino, análogo ao de Jeová. Então, Caim matou Abel, mas não exterminou outras criaturas de Jeová, porque, como foi-nos dito, Adão conheceu Eva novamente e ela deu à luz Seth. Seth tinha as mesmas características de Abel, e transmitiu-as aos seus descendentes, que até hoje continuam a confiar inteiramente no Senhor e vivem pela fé e não pelo trabalho. Por árdua e enérgica diligencia nos trabalhos do mundo, os Filhos de Caim adquiriram a sabedoria mundana e o poder temporal. Foram capitães de indústria e mestres na arte da política, enquanto os Filhos de Seth, tomando o Senhor por guia, tornaram-se canais para a sabedoria divina e espiritual. Eles constituem o sacerdócio. A animosidade entre Caim e Abel perpetuou-se de geração a geração entre seus respectivos descendentes. Nem podia ser de outro modo, porque uma classe, como governantes temporais, aspira elevar o bem-estar físico da humanidade através da conquista do mundo material, enquanto o Sacerdócio, no seu papel de guia espiritual, estimula seus seguidores a abandonar o mundo perverso, o vale de lágrimas, e a buscar consolo em Deus. Uma escola visa formar mestres trabalhadores, peritos no uso de ferramentas com as quais possam tirar seu sustento da terra, que foi amaldiçoada por seu adversário divino, Jeová. A outra produz mestres mágicos, hábeis no uso da palavra para fazer invocações e, dessa forma, ganham aqui o apoio daqueles que trabalham e rezam para que eles alcancem o céu.

Quanto ao futuro reservado para os Filhos de Caim e seus seguidores, a lenda do templo é também muito eloquente. Relata que de Caim descenderam Matusalém, que inventou a escrita, Tubal Caim, artífice hábil em metais, e Jubal, que originou a música. Em resumo, os Filhos de Caim foram os que originaram as artes e ofícios. Assim, quando Jeová escolheu Salomão, descendente da raça de Seth, para construir uma casa com seu nome, a espiritualidade sublime de uma longa linha de ancestrais, divinamente guiados, floresceu na concepção do magnífico templo, chamado Templo de Salomão, embora Salomão fosse apenas o instrumento de realização do plano divino revelado a Davi por Jeová. Mas, Salomão era incapaz de executar o projeto divino em forma concreta. Por isso, precisou apelar para o Rei Hiram de Tyro, descendente de Caim, que escolheu Hiram Abiff, o filho de uma viúva (como eram chamados todos os Franco-Maçons, em virtude da relação do seu divino progenitor com Eva). Hiram Abiff tornou-se, então, o Grande Mestre de todos que trabalhavam na construção. Nele floresciam as artes e ofícios de todos os Filhos de Caim que o precederam. Era mais habilidoso que qualquer outro no trabalho do mundo, sem o que o plano de Jeová teria permanecido para sempre um sonho divino, e nunca poderia ter-se tornado uma realidade concreta. A argúcia mundana dos Filhos de Caim era tão necessária ao acabamento desse templo, como o era a concepção espiritual dos Filhos de Seth e, portanto, durante o período de construção, as duas classes uniram forças, ocultando a inimizade latente sob uma superficial demonstração de amizade. Essa foi de fato a primeira tentativa de uni-los, e, se isso tivesse sido conseguido, a história do mundo teria sido provavelmente alterada em uma maneira substancial.

Os Filhos de Caim, descendentes dos espíritos ígneos de Lúcifer, eram naturalmente peritos no uso do fogo. Por isso, os metais acumulados por Salomão e seus ancestrais foram fundidos em altares, lavabos e vasos de vários tipos. Sob a direção de Hiram Abiff, os operários ergueram pilares e arcos que se apoiavam neles. O grande edifício estava perto de ser acabado quando ele determinou moldar o "Mar Fundido", que seria o coroamento de seu esforço, sua obra-prima. Foi na construção deste grande trabalho que se manifestou a traição dos Filhos de Seth, frustrando assim o plano divino de reconciliação. Eles tentaram apagar o fogo que era usado por Hiram Abiff, com sua arma natural, água, e quase o conseguiram.


Max Heindel

Fraternidade Rosacruz


Fonte: do livro "Maçonaria e Catolicismo", cap. 2
Fonte da Gravura: http://www.solbrilhando.com.br/Sociedade/Maconaria/Arquivos/a_maconaria.jpg

TANTA CERTEZA




Quando temos muita certeza de que estamos certos com relação a alguma coisa, geralmente esse é o momento de reconsiderar.

Independentemente de qual seja o ponto em que sente que você está completamente certo e a outra pessoa completamente errada, recue e veja que existe um caminho em que ambos podem ter razão. Ou, pelo menos, encontre uma maneira de ser tolerante com o ponto de vista da outra pessoa.

Quando temos muita certeza de que estamos vendo alguma coisa com clareza, normalmente é quando estamos mais cegos.


Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

COMO CONCILIAR LIVRE-ARBÍTRIO COM PRESCIÊNCIA DIVINA?


“Na esfera individual, o livre-arbítrio é o único elemento dominante. A existência de cada homem é resultante de seus atos e pensamentos.” Emmanuel [1]


Perante o conhecimento antecipado que Deus tem de todas as coisas, pode-se verdadeiramente afirmar a liberdade humana? Eis aí um árduo problema de metafísica!...

Em sua obra admirável, Léon Denis vem em nosso socorro em tão intricado assunto, informando-nos que esta “questão aparentemente complexa e árdua que faz correr rios de tinta possui solução das mais simples. Mas o homem não gosta de coisas simples; prefere o obscuro, o complicado, e não aceita a verdade senão depois de ter esgotado todas as formas do erro...

Deus, cuja ciência infinita abrange todas as coisas, conhece a natureza íntima de cada homem e as impulsões, as tendências, de acordo com as quais poderá determinar-se. Nós mesmos, conhecendo o caráter de uma pessoa, poderíamos facilmente prever o sentido em que, numa dada circunstância, ela decidirá, quer segundo o interesse, quer segundo o dever. Uma resolução não poderá nascer de nada. Está forçosamente ligada a uma série de causas e efeitos anteriores de que deriva e que a explicam. Deus, conhecendo cada alma em suas menores particularidades, pode, pois, rigorosamente, deduzir, com certeza, do conhecimento que tem dessa alma e das condições em que ela é chamada a agir, as determinações que, livremente, ela tomará.

Notemos que não é a previsão de nossos atos que os provoca. Se Deus não pudesse prever nossas resoluções, não deixariam elas, por isso, de seguir seu livre curso. É assim que a liberdade humana e a previdência divina conciliam-se e combinam, quando se considera o problema à luz da razão.

O círculo dentro do qual se exerce a vontade do homem, é, de mais a mais, excessivamente restrito e não pode, em caso algum, impedir a ação divina, cujos efeitos se desenrolam na imensidade sem limites. O fraco inseto, perdido no canto de um jardim, não pode, desarranjando os poucos átomos ao seu alcance, lançar a perturbação na harmonia do conjunto e colocar obstáculos à obra do Divino Jardineiro.

(...) A liberdade é a condição necessária da alma humana que, sem ela, não poderia construir seu destino. É em vão que os filósofos e os teólogos têm argumentado longamente a respeito desta questão. À porfia tem-na obscurecido com suas teorias e sofismas, votando a Humanidade à servidão em vez de a guiar para a luz libertadora. A noção é simples e clara. Os druidas haviam-na formulado desde os primeiros tempos de nossa História. Está expressa nas “Tríades” por estes termos:

Há três unidades primitivas: Deus, a luz e a liberdade.

À primeira vista, a liberdade do homem parece muito limitada no círculo de fatalidades que o encerra: necessidades físicas, condições sociais, interesses ou instintos. Mas, considerando a questão mais de perto, vê-se que a alma tem sempre liberdade suficiente para quebrar este círculo e escapar às forças opressoras.

A liberdade e a responsabilidade são correlativas no ser e aumentam com sua elevação; é a responsabilidade do homem que faz a sua dignidade e moralidade.

Para todo Espírito, por menor que seja o seu grau de evolução, a Lei do dever brilha como um farol, através da névoa das paixões e interesses. Por isso, vemos todos os dias homens nas posições mais humildes e difíceis preferirem aceitar provações duras a se abaixarem a cometer atos indignos.

O livre-arbítrio é, pois, a expansão da personalidade e da consciência.

Para sermos livres é necessário querer sê-lo e fazer esforço para vir a sê-lo, libertando-nos da escravidão da ignorância e das paixões baixas, substituindo o império das sensações e dos instintos pelo da razão.

Isto só se pode obter por uma educação e uma preparação prolongada das faculdades humanas: libertação física pela limitação dos apetites; libertação intelectual pela conquista da verdade; libertação moral pela procura da virtude. É esta a obra dos séculos.

Allan Kardec publicou na “Revue Spirite” de outubro de 1863 uma página mediúnica, onde um Espírito familiar narra possuir o Universo uma grande lei que domina tudo: A Lei do Progresso.

“É em virtude dessa lei” – ensina o Espírito, na obra citada – “que o homem, criatura essencialmente imperfeita, deve, como tudo quanto existe em nosso globo, percorrer as fases que o separam da perfeição. Sem dúvida, Deus sabe quanto tempo cada um levará para chegar ao fim; como, porém, todo progresso deve resultar de um esforço tentado para o realizar, não haveria nenhum mérito se o homem não tivesse a liberdade de tomar este ou aquele caminho.

Não se poderia afirmar sem blasfêmia, que Deus tenha querido a infelicidade de Suas criaturas, desde que os infelizes expiam sempre, tanto uma Vida anterior mal empregada, quanto sua recusa a seguir o bom caminho, quando este lhe era mostrado claramente. Assim, depende de cada um abreviar a prova que deve sofrer; e, por isto, os guias seguros, bastante numerosos, lhe são concedidos, para que seja inteiramente responsável por sua recusa de seguir seus conselhos. O livre-arbítrio existe, pois, muito realmente no homem, mas com um guia: a consciência.

Vós todos que tendes acesso ao grande foco na nova ciência, (o Espírito refere-se ao Espiritismo), não negligencieis de vos penetrar das eloquentes verdades que ela vos revela, e dos admiráveis princípios que são a sua consciência.

Segui-os fielmente: é aí, sobretudo, que brilha o vosso livre-arbítrio.

Penetrai-vos de todos os preceitos que vos chegam do Mundo Espírita Superior e assim tereis contribuído em larga parte para a realização dos desígnios da Providência.”

[1] - Emmanuel/Xavier, F.C. “Palavras do Infinito”


Rogério Coelho


Fonte: Espiritualidade Sociedade - http://www.espiritualidades.com.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A BUSCA ESPIRITUAL


Pergunta a Osho: O que significa ser um buscador espiritual?

Em primeiro lugar, significa duas coisas. Uma, que a vida tal como é conhecida exteriormente não é completa; a vida tal como é conhecida de fora não tem sentido.

No momento em que alguém se torna alerta para o fato de que toda essa vida é uma coisa sem sentido, a busca se inicia. 

Essa é a parte negativa, mas a não ser que essa parte negativa esteja presente, a positiva não pode vir. 

A busca espiritual significa, em primeiro lugar, um sentimento negativo: um sentimento de que a vida, tal como ela é, não tem sentido. 

Todo o processo acaba na morte: pó sobre pó. Nada permanece conclusivo em si mesmo. Você passa pela vida em tal agonia, em tamanho inferno, e nada conclusivo é alcançado. 

Esse é o lado negativo da busca espiritual. A própria vida o auxilia a chegar a ele. Esse lado — essa negatividade, essa angústia, essa frustração — é a parte que o mundo está fazendo. 

Quando você se torna realmente alerta para o fato da insignificância da vida tal como é vivida, sua busca comumente começa, porque você não pode ficar tranquilo com uma vida sem sentido.

Com uma vida sem sentido, um abismo é criado entre você e tudo o que a vida é. Uma brecha intransponível cresce, tornando-se mais e mais larga. Você se sente desamparado. 

Então, a busca por alguma coisa significativa, feliz, é iniciada. Essa é a segunda parte, a parte positiva. 

Busca espiritual significa chegar a um acordo com a realidade atual, não com uma projeção sonhadora. Toda a nossa vida é apenas uma projeção, sonhos projetados. Ela não existe para conhecer o que é; existe para se obter o que é desejado.

Você pode tomar a palavra "desejo" como um símbolo do que nós chamamos de vida. A vida é uma projeção dos desejos: você não está à procura do que é; está à procura do que é desejado.

Você continua desejando e a vida continua sendo frustrante porque ela é como é. Ela não pode ser como você quer. Você fica desiludido. Não porque a realidade seja antagônica a você, mas sim porque você não está em sintonia com a realidade, apenas com seus sonhos.

Seus sonhos têm uma desilusão que o arruínam. Enquanto você está sonhando, tudo está certo; mas quando qualquer sonho é alcançado, tudo se torna desilusão.

Busca espiritual significa conhecer essa parte negativa: esse desejar é a raiz causal da frustração. 

Desejar é criar um inferno por livre e espontânea vontade. Desejar é estar no mundo: ser mundano é desejar e continuar desejando, sem nunca tornar-se alerta de que cada desejo não dá em nada além de frustrações. Uma vez que você se torna alerta para isso, então não mais deseja. 

Ou seu único desejo é conhecer o que realmente é. Nesse momento, você decide: "Não continuarei projetando a mim mesmo, conhecerei o que é. Não porque devo ser desse modo e a realidade deva ser daquele outro modo, mas apenas por isto: quero conhecer a realidade seja ela qual for — nua como ela é. Não projetarei, não entrarei nisso. Quero encontrar a vida como ela é". 

Positivamente, busca espiritual significa encontrar a existência tal como ela é, sem qualquer desejo. No momento em que não houver nenhum desejo, o mecanismo de projeção não estará mais funcionando. Então, você poderá ver o que é. 

Uma vez conhecido, este "o que é" — aquele que é — lhe dará tudo.

O desejo sempre promete e nunca dá. Os desejos sempre prometem felicidade, êxtase, mas isso nunca vem. Cada desejo dá em troca apenas mais desejos. Cada desejo cria em seu lugar apenas desejos ainda maiores e mais frustrantes.

Uma mente não-desejosa é aquela que está engajada na busca espiritual. Um buscador espiritual é aquele que está completamente alerta para o absurdo do desejo e está pronto para conhecer o que é.

Quando a pessoa está pronta para conhecer o que é, a realidade aparece por todos os cantos, por todos os lados.

Mas você nunca está presente. Você está em seus desejos, no futuro. A realidade está sempre no presente — aqui e agora —, mas você nunca está no presente. Está sempre no futuro: nos desejos, nos sonhos. Você está adormecido nos seus sonhos, nos seus desejos. E a realidade está aqui e agora. 

Quando esse sonho for interrompido e você estiver acordado para a realidade que está aqui e agora, no presente, haverá um renascimento. Você chegará ao êxtase, à satisfação, a tudo o que sempre foi desejado e nunca alcançado.


Osho 




Fonte: do livro "Eu Sou a Porta"
www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

EMANAÇÕES - IMPREGNAÇÕES


Em todos os lugares em que habitais, seja um pequeno quarto ou uma grande casa, as paredes, os móveis, os objetos, estão impregnados das vossas emanações. É o lado mágico da presença: vós depositais, sobre tudo aquilo que vos rodeia e em particular sobre os objetos em que tocais, partículas etéricas que são condutoras de influências favoráveis ou nefastas. 

Se projetais constantemente pensamentos, palavras e sentimentos negativos, esses objetos tornam-se como ímanes que atraem tudo o que é mau do universo. Evidentemente, o contrário também é verdadeiro: se as vossas emanações estiverem impregnadas de sabedoria e de amor, vós depositais bons fluidos sobre os objetos que vos rodeiam e eles tornam-se condutores da luz, da alegria, da saúde.

Habituai-vos a fazer este exercício: em todas as salas da vossa casa, pegai nos objetos com atenção, com amor, pedindo ao Espírito Divino que envie até eles as suas bênçãos. Dizei: «Espírito de luz, de pureza, de verdade, eu consagro-Te estes objetos, para que eles possam tornar-se um receptáculo para Ti, um instrumento do teu poder.» O Espírito virá habitar no vosso lar.


Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 19 de janeiro de 2013

EVOCAÇÃO E INVOCAÇÃO




Não somente o Ocultismo, mas até os dicionários estabelecem um distinção entre essas duas palavras:

Evocar - Fazer vir à nossa presença, de modo imperativo, um Ser que nos é subordinado ou inferior.

Invocar - Pedir, respeitosamente, a presença ou auxílio de um Ser Superior, ao qual estamos subordinados.

Na evocação, como estamos lidando com seres hierarquicamente inferior a nós na Escala Evolutiva, a nossa postura será de mando... não de arrogância ou de prepotência, mas simplesmente de mando, semelhante a um oficial dando ordens a seus soldados; um oficial não pede ao soldado que execute determinada tarefa... ele ordena; e o ato de ordenar é tão complexo quanto o de obedecer... necessário se faz saber exatamente o que ordenar, com clareza, precisão e firmeza... para que a ordem seja cumprida fielmente e corretamente. Quem dá ordens deve saber portar-se adequadamente: postura altiva, gestos precisos, tom de voz imperativo e solene, denotando inflexibilidade e segurança no que diz e no que se faz.

Quem ordena de modo disciplinado faz com que quem obedeça também o faça com disciplina.

Na evocação, deve haver sempre pompa e cerimônia, pois os elementais aos quais são evocados estão numa escala inferior (são os elementos como ar, fogo, terra e água) e eles não entendem a linguagem humana, fazendo assim a importância das cerimônias, obedecendo menos pelo entendimento racional e mais pelo entendimento emotivo relacionado às nossas atitudes, gestos e vibrações mentais acompanhadas de símbolos e gestos rituais.

Bem diferente é a postura daquele que invoca, e esta nova postura deverá ser de respeito, humildade e reverência, pois estamos nos colocando em contato com seres Espirituais Superiores.

Quem invoca deve permanecer ajoelhado ou, como prescreve certos rituais coletivos, em pé numa postura rígida e solene.

No ato invocatório há também, e necessariamente, pompa e circunstância, manifestada em perfeitos gestos ritualísticos, numa atitude física, mental e emocional de respeito e devoção.

Quem invoca deve apresentar-se limpo de Corpo e Alma, trajando vestes adequadas.

Os rituais costumam estabelecer a forma correta de trajar-se, que varia conforme a cerimonial.

Quem invoca deve estar consciente de sua inferioridade ante o ser invocado.

Quem invoca não ordena, apenas pede: auxílio, proteção, orientação; com a mais absoluta pureza de intenções, sem nada querer oferecer em troca (não há nenhuma possibilidade de "barganhar" com os Espíritos de Luz), sem nada prometer que não possa cumprir.

Se não obtivermos o que pedimos, devemos nos resignar, sem ódio ou rancor, reconhecendo que não fomos dignos do pedido; e, passado algum tempo, nós tentaremos nos fortalecer espiritualmente para então, pedirmos novamente.

Conclusões:

1 - O maior erro que o Mago pode cometer é confundir esses dois conceitos: evocando quem deve ser invocado ou invocando quem deve ser evocado.

2 - A Magia não consiste em obter conhecimentos secretos, amuletos infalíveis, poções mágicas, vantagens materiais; quem a pratica assim são os ignorantes e os supersticiosos.

3 - A verdadeira Magia consiste em saber conduzir-se, no trato com os Elementais e os Devas, com propósito Nobres, Puros, Belos e Verdadeiros. Em outras palavras, com propósito Justo e Perfeito.

Pensem então em nossos rituais que frequentamos tanto na Rosacruz, na Martinista ou outros. Quem invoca? E invoca o quê? Para quê? Qual é sua postura no momento na invocação? E qual é o momento que é feita a invocação? E a quem evocamos?


Anônimo R+C



(Desconheço a fonte)

Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/feiti%C3%A7os-magia-%D0%BA%D0%BE%D0%BB%D0%B4%D0%BE%D0%B2%D1%81%D0%BA%D0%B0%D1%8F-livro-4736341/