Nossa vida é uma unidade porque a realidade dentro dela está centrada no mistério de Deus. Mas para conhecer essa unidade, precisamos ser capazes de enxergar além de nós mesmos, com uma perspectiva mais ampla do que aquela que temos quando o interesse próprio domina. Somente quando nos afastamos do interesse próprio e da autoconsciência é que essa perspectiva mais ampla começa a se abrir.
Essa expansão da nossa visão significa que passamos a enxergar além das meras aparências, mergulhando na profundidade e nos significados interconectados das coisas. Não se trata apenas de profundidade e significado em relação a nós mesmos, mas também de profundidade em relação ao Todo ao qual pertencemos. Portanto, o verdadeiro autoconhecimento é a verdadeira humildade.
A meditação nos conduz a essa preciosa forma de conhecimento. É o que nos permite ir além da mera objetividade — simplesmente contemplar o mistério de Deus como observadores — e entrar no próprio mistério. O conhecimento se torna sabedoria quando entramos no silêncio, na "nuvem" do mistério, e quando conhecemos, não por meio da análise e da conceitualização mental, mas por meio da participação direta no coração, no Espírito de Cristo.
No caminho da meditação, aprendemos o que não pode ser aprendido de nenhuma outra forma e o que não pode ser conhecido enquanto duvidamos da necessidade de nos tornarmos peregrinos do espírito.
“Os Oceanos de Deus”, excerto de “MONASTERY WITHOUT WALLS” de John Main, OSB (Norwich: Canterbury, 2006), pp. 222–223.
Carla Cooper
Fonte: WCCM Espanha - Comunidade Mundial para a Meditação Cristã
http://wccm.es/
Traduzido do inglês para o espanhol por WCCM España, e para o português por este blog.
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/olho-%c3%adris-aluno-vis%c3%a3o-foco-mulher-2683414/
Para mais detalhes ver:
JOHN MAIN E A MEDITAÇÃO CRISTÃ: https://coletaneas-espirituais.blogspot.com/2020/05/john-main-e-meditacao-crista.html

Nenhum comentário:
Postar um comentário