Pergunta: Mestre, o senhor sempre diz que nada no mundo pode trazer felicidade. E que a felicidade deve ser gerada de dentro para fora. O senhor até diz: “Resolva ser feliz”. Apesar disso, não consigo alcançar a felicidade. O senhor teria a gentileza de me ajudar?
Resposta: A felicidade é uma atitude. É preciso cultivar a felicidade. Uma pessoa que dedica tempo a si mesma, pensando e trabalhando apenas para si mesma, não pode ser feliz. Através de seus pensamentos, ela se aprisiona constantemente. Quando alguém está preocupado consigo mesmo e consciente de seus parentes, amigos e bens materiais, desenvolve uma visão limitada de si. Vive em um mundo restrito dentro de um mundo completamente aberto. A consciência fica aprisionada pelos pensamentos que a cercam. Esse processo tortuoso e cada vez mais tortuoso precisa ser revertido. Devemos pensar diariamente se podemos fazer alguém sorrir. Devemos considerar se podemos fazer um ser humano, um animal, uma planta ou um inseto feliz. Dependendo da felicidade que espalhamos, a natureza nos retribui instantaneamente com essa felicidade. Se alguém causa infelicidade nos relacionamentos alheios, essa pessoa permanece infeliz mesmo desfrutando dos confortos e luxos da vida. O desenvolvimento pessoal ocorre quando se trabalha pela felicidade dos outros, com relacionamentos que partem do próprio centro para o exterior. Mas enquanto que esse centro permanece voltado para dentro não se desenvolve porque está apenas trabalhando pela própria felicidade. O egocêntrico jamais poderá ser feliz.
Fonte: Vaisakh Circular 1, Ciclo 29
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Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/margarida-leuc%c3%a2ntemo-comp%c3%b3sitos-74886/

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