terça-feira, 31 de março de 2026

O PROGRESSO DEPENDE DA NOSSA DISPOSIÇÃO PARA CRESCER


Um sinal eficaz de presença contínua é a quietude física que cultivamos na meditação. Isso é algo que precisamos aprender e reaprender à medida que desaprendemos nossa inquietação condicionada. Simplesmente sentamos em uma almofada ou cadeira e permanecemos ali, completamente dedicados ao trabalho da meditação. Este é o primeiro passo para nos afastarmos do egoísmo e da nossa preocupação compulsiva conosco mesmos, enquanto nos abrimos para o que está fora de nós, a realidade ilimitada que expande nosso espírito para o Amor imprevisível e generoso.

O desafio que cada um de nós deve enfrentar é ir além do agora, transcender. Somos peregrinos e, portanto, precisamos progredir. O progresso depende da nossa disposição para crescer, para nos desenvolvermos além de nós mesmos, rumo à vida profunda e generosa de Deus. Então, para começar, sentamos em silêncio.

Em seguida, fechamos os olhos suavemente e começamos a recitar nosso 'mantra' (*). Para meditar, tudo o que precisamos fazer é dizer nossa 'palavra' (mantra) do começo ao fim. Não pense no que você está fazendo ou no que não está fazendo. Não pense em si mesmo. Não se detenha em pensar se isto é uma perda de tempo, se será bom para você ou o que você pode obter com isso. Esses pensamentos devem ser eliminados e abandonados. Eles deixarão de incomodá-lo se você perseverar com o 'mantra', aprofundando sua fé e liberando o poder do Amor do Espírito.

A meditação nos conduz continuamente a um estado de consciência unificada, no qual nos tornamos um com o Uno. Nossa unidade interior e unidade com Deus é um processo que desperta um senso de quem somos, ou melhor, de vida interior, e que se aprofunda de uma maneira mais generosa e vibrante. A meditação nos pede, contudo, que sejamos plenamente práticos em nosso compromisso, em nosso compromisso espiritual.


Fr. John Main, OSB



Fonte: do livro "O Coração da Criação", Canterbury Press, 2007
Traduzido para o espanhol por Lucía Gayón, e para o português por este blog.
PERMANECER EN SU AMOR - Coordenadora: Lucía Gayón - Ixtapa, México
www.permanecerensuamor.com - permanecerensuamor@gmail.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/buda-monge-estatueta-budismo-7028469/



Para mais detalhes ver:

* CAMINHO DO MANTRA: https://coletaneas-espirituais.blogspot.com/2022/09/mantra-duas-maneiras-de-ser-particula-e.html

* JOHN MAIN E A MEDITAÇÃO CRISTÃ: https://coletaneas-espirituais.blogspot.com/2020/05/john-main-e-meditacao-crista.html


* Mantra, aqui neste contexto, é uma ou mais palavras, numa determinada língua, que tenha algum significado na condução da nossa meditação. Por exemplo, Maranatha. Esta é uma expressão aramaica que, resumidamente, significa: “Vem, Senhor!”, e que é uma das expressões (mantras) usadas na tradição cristã. Obviamente, o mantra pode ser outro conforme a tradição (cabala, budismo, hinduísmo, sufismo etc.) (Nota deste blog)

CURA DAS VELHAS MEMÓRIAS


Frequentemente descobrimos que para que ocorra uma cura física é necessário antes uma “cura das memórias”.

Muitas vezes, as condições de doença começam com alguma dor ou mal, real ou imaginário, que chega até nós através de outra pessoa. Na verdade, o único poder que alguém ou alguma coisa tem sobre nós é aquele que permitimos que ela tenha. Culpar o outro é inútil.

Há um velho ditado que diz: “Talvez não possamos evitar que os pássaros voem sobre nossas cabeças, mas não precisamos permitir que construam ninhos em nossos cabelos”. Quando permitimos que as palavras ou ações de outra pessoa nos perturbem a ponto de nos fixarmos nelas e de nos irritarmos interiormente, permitimos que a "construção do ninho" tenha início.

Quando guardamos essas coisas na memória, sentindo novamente a dor, alimentamos o “ninho” construído. Daí, logo nascem os filhotes – e descobrimos que a doença aparece no corpo.

Às vezes, a dor (das memórias) parece grave e achamos difícil esquecer e perdoar. Mas, quando percebemos que pode ser literalmente uma questão de vida ou morte para nós, então, vemos a importância de limpar os velhos detritos e começar de novo.

Se realmente desejamos nos livrar dessas memórias que minam a vida, temos a ajuda de todas as Forças do Bem. Com firme determinação e com propósito sincero, oremos para que a Luz e o Amor de Cristo nos preencha e demos graças por esta oportunidade de crescer e desenvolver o reto pensar.

Sabemos quão poderosos são nossos pensamentos e desejamos ardentemente aprender a direcioná-los para canais de retidão. Assim, com a ajuda do nosso Salvador, nos esforcemos para limpar os velhos “ninhos” de nossos cabelos, lavando-os na corrente fluida do Amor. Comecemos de novo, procurando substituir as velhas memórias por novos pensamentos de bênção, amor e compaixão, agradecendo por mais uma lição aprendida.



Fonte: Fraternidade Rosacruz Max Heindel
Traduzido da revista Rays from the Rose Cross, jan/fev de 1982
por Rosacruz e Devoção - Fraternidade Rosacruz Max Heindel
https://rosacruzdevocional.blogspot.com/
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/mem%c3%b3ria-perda-apagar-alzheimer-4894438/

VERDADEIRO DESTINO HUMANO


A vida é uma breve peça de teatro encenada em um palco e este corpo é como uma bolha. A mente é sempre instável. Na Bhagavad Gita, o príncipe Arjuna confessa a Krishna o quanto é difícil controlar a mente, que está constantemente oscilando. Ainda assim, o ser humano precisa se concentrar no seu verdadeiro destino. E qual é esse destino, a meta e o propósito da vida? Textos sagrados, como o Bhagavata e a Bhagavad Gita, deixaram isso bem claro: o nosso destino é a fonte de onde viemos. Enquanto o indivíduo estiver preso no mundo fenomênico, a sua mente será instável e oscilante. A afirmação védica “Soham”, que significa “Eu sou Ele”, “Eu sou Deus”, é demonstrada durante a respiração. Ao inalar, vocês dizem “So”, que representa o Divino; ao exalar, dizendo “aham”, estão renunciando ao “eu”, ao ego. Assim, “Soham” proclama a identidade entre o indivíduo e o Divino (“Eu sou Ele”). Essa identidade não será compreendida enquanto a pessoa estiver presa nos tentáculos do mundo material. (Discurso Divino, 11 de fevereiro de 1983)


Sri Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/ai-gerado-fam%c3%adlia-caminho-destino-8639145/

SÓ HÁ VERDADE NA UNIDADE


Os humanos só poderão dizer que encontraram a verdade quando todos conseguirem viver, conjuntamente, no bem estar e em paz. A verdade é a expressão de uma organização tal, que nela todos vivem felizes e em harmonia uns com os outros. Para o conseguirem, são necessários muitos ajustamentos, muitas adaptações e afinações, e é esse o trabalho de todos nós. Mas é essencial saber que só existe verdade se for universal. Portanto, só há verdade na unidade. Então, procurai sentir que todos os humanos têm as mesmas necessidades fundamentais, e não imagineis que encontrastes a verdade, enquanto as privações infligidas aos outros homens não vos tocarem também a vós, enquanto o mal feito aos outros não for também um mal feito a vós próprios.


Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/vectors/equipe-unidade-celebra%c3%a7%c3%a3o-dan%c3%a7a-150149/