sábado, 11 de abril de 2026

AUXILIARES VISÍVEIS E INVISÍVEIS


Um princípio básico da natureza é proteger e preservar aqueles que são justos e vivem segundo a Lei. A Hierarquia Espiritual está por trás dos nossos esforços, se pretendemos voltar-nos para a Luz e integrar-nos com o Divino. A mera intenção já nos dá força. No início, provavelmente não seremos capazes de reconhecer a ajuda que recebemos dos Irmãos Maiores da humanidade. Apenas em fases mais avançadas, podemos olhar para trás como se estivéssemos sob uma luz forte e ver em que situações a Hierarquia nos ajudou. Diz-se que são necessárias doze vidas para sermos capazes de reconhecer plenamente sua ajuda. Podemos aceitar a sua ajuda com gratidão e sempre nos realinharmos com o Divino.

Podemos nos abrir a isso e sentir como o Divino está agindo e permeia tudo. Essa abertura é como a abertura de uma Flor de lótus pela manhã. Podemos sugerir isso mentalmente e preparar nossa mente com uma atitude de receber. Nesta prática, voltamo-nos para o nosso interior todos os dias, pela manhã e noite, olhamos para o Mestre e dizemos: “Mestre, Namaskaram”. "Namaskaram" é uma expressão de gratidão pela visita da energia do Mestre dentro de nós. Então ele nos guia a partir de nosso íntimo. Isso acontece com quem já passou por essa experiência. Como um ato de gratidão, também invocamos os Mestres que são responsáveis ​​pelas energias que nos chegam. Assim, nos conectamos com a Hierarquia dos Mestres.

Gratidão a todos aqueles que nos guiam visivelmente e invisivelmente é muito importante e fortalece o vínculo com eles. Por meio da nossa conexão, desenvolvem-se dentro de nós a aspiração e a vontade de nos transformarmos. A energia psíquica do Mestre é inesgotável; pode levantar nosso espírito cansado. O Mestre ou o Divino inspira nossa vontade; mas depende de nós aplicar a inspiração que vem de dentro. Se dependermos demais dos Grandes Seres e esperamos que eles façam as coisas por nós, estamos sujeitos ao engano. Krishna não lutou por Arjuna; Arjuna teve que fazer isso sozinho. Krishna instruiu quando ele pediu sua ajuda. O Divino só nos guia quando solicitamos. Cabe a nós trabalhar e executar nossas tarefas. Gratidão e sentimento de conexão não criam dependência. À medida que avançamos pelo caminho, a ligação com os Mestres se transforma em gratidão por meio do aumento de suas bênçãos.

Se sentirmos que estamos sendo guiados, não devemos permitir que haja dúvida em nossos pensamentos. Devemos ser gratos e não dizer uma só palavra sobre isso. À medida que nossas capacidades aumentam, a atitude deve ser a de encarar isso não como mérito nosso, mas como graça que flui através de nós. Normalmente, quando temos sucesso, nos sentimos bem. Mas devemos lembrar que isso nos foi dado pelo Divino. Geralmente nos esquecemos disso e reclamamos do que nos falta. Nossas queixas, porém, impedem o Divino de nos ajudar. Mestre Morya disse: "Seja grato pelo que você tem; isso lhe foi dado." Não nos importamos com aquilo que nos foi dado e buscamos sempre o que não nos foi dado. Por essa razão, o Mestre disse: "Não reclamem da vida. Vocês são filhos amados de Deus. Tudo lhes foi dado e sempre reclamam."


K. Parvathi Kumar


Fonte: "Mensageiro Lunar do Círculo da Boa Vontade", Áries,2017
www.worldteachertrust.org/
www.edicionesdhanishtha.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/vectors/meditar-medita%c3%a7%c3%a3o-asi%c3%a1tica-mestre-2026706/

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