Os sentidos não devem exercer domínio sobre o ser humano. Eles devem ser instrumentos sob o seu controle. São meros servos, auxiliares e ajudantes. Usa-se uma faca para cortar frutas ou legumes, não para cortar a própria garganta. É preciso treinar os sentidos para se libertarem de tamas e de rajas – respectivamente, a qualidade da inércia e a da paixão –, evitando que se tornem entorpecidos, apáticos, dormentes ou então perigosamente desviantes. O ser humano deve transcender as qualidades inerentes à Criação ou gunas. Certa vez, um estudante se aproximou de um mestre espiritual e lhe perguntou qual era o caminho para alcançar a paz. O mestre respondeu que ele deveria desenvolver fortaleza de ânimo em relação a todas as pessoas, coisas e acontecimentos. Isso significa que nada, seja o que for, deve despertar reações motivadas por interesse pessoal, aversão ou desejo. É essencial buscar somente aquilo que é mais elevado. Somente a Deus se deve desejar. O amor firme, imutável e inesgotável só pode ser Vishveshvaraprema – o amor pelo Senhor do Universo. (Discurso Divino, 23 de outubro de 1966)
Sri Sathya Sai Baba
Fonte do texto e gravura: www.sathyasai.org.br

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