terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A REVOLUÇÃO REAL NUNCA FOI TENTADA

Noutro dia, eu lhes disse que todas as revoluções fracassaram, todas, exceto uma. Mas essa jamais foi tentada, trata-se da religião, a revolução não tentada.

Por que ela ainda não foi tentada? E ela é a única revolução real possível, então, por que ainda não foi tentada? Ela é real e pode de fato mudar o mundo inteiro, por isso não foi tentada. As pessoas desejam falar sobre mudança e revolução, desejam brincar com essas palavras e adoram filosofar, mas não querem realmente penetrar na revolução; elas não são muito corajosas e se apegam a seus passados. É seguro falar, mas penetrar na revolução é muito arriscado.

Por isso o real foi evitado até agora e os irreais foram tentados. A política, a social, a econômica — essas revoluções foram tentadas, pois no fundo as pessoas sabem que elas estão destinadas a fracassar. Elas podem ter a alegria de ser revolucionárias e ainda poder continuar apegadas ao passado. Não há risco envolvido.

As chamadas revoluções tentadas e que fracassaram, todas são fugas da revolução real. Soará muito estranho a você, mas o que estou dizendo é isto: todos os seus chamados revolucionários são escapistas. Para evitar o real, eles criam o falso, o pseudo.

A sociedade não pode ser mudada a menos que as pessoas também mudem — essa é uma verdade fundamental, não há como evitar, esquivar-se ou fugir dela. A sociedade é uma abstração; ela não existe. O que existe é o indivíduo, não a sociedade. O ser humano existe e a sociedade é apenas uma abstração, um conceito, uma ideia.

Você já encontrou a sociedade? Você já encontrou a nação? Sempre que você se depara com algo, você se depara com um indivíduo concreto, vivo e respirando. "Sociedade" é uma palavra morta. Ela tem utilidade, mas é apenas um símbolo. Ao mudar o símbolo você não estará absolutamente mudando coisa alguma. Você precisa mudar a matéria real, e a sociedade é feita da matéria chamada ser humano, o qual é o tijolo da sociedade. A menos que o ser humano seja mudado, nada é mudado; você pode apenas fingir, acreditar, esperar, imaginar e continuar a viver em sua miséria.

Você pode sonhar, e esses sonhos são confortantes e confortáveis; eles o mantêm dormindo. Na verdade, as pesquisas modernas sobre os sonhos dizem que é assim, exatamente assim — esta é a função dos sonhos: eles o mantêm dormindo.

Você está sentindo fome à noite e então sonha que se dirige à geladeira, e em seu sonho você começa a comer e o sono permanece tranqüilo. Se o sonho não acontecer, então a fome será demasiada e não permitirá que você continue a dormir; a fome o acordará.

Sua bexiga está cheia e apertada e você começa a sonhar que foi ao banheiro. Se você não sonhar com o banheiro, a pressão será muito grande e você terá de acordar. A função do sonho é ajudá-lo a permanecer dormindo.

E esta é a função de todos os outros sonhos — o sonho de que a sociedade um dia não terá classes, que a utopia virá, que um dia não haverá miséria, que um dia a terra se tornará o paraíso. Esses são sonhos, e são muito consoladores e confortantes. Eles são como unguento sobre feridas, mas o unguento é falso.

Por cinco mil anos o ser humano tem sonhado desta maneira — que a sociedade mudará, que mais cedo ou mais tarde as coisas serão boas, que a noite logo terminará. Mas a noite continua, o sono continua. A sociedade continua mudando, mas nada realmente muda, somente as formas. Uma escravidão torna-se outra escravidão, um tipo de opressão transforma-se em outro tipo de opressão, um tipo de governante é substituído por outros tipos de governantes, mas a opressão, a exploração e a miséria continuam.

Afirmo que a religião é a única revolução, pois ela muda as pessoas, a consciência e o coração delas. Depende do indivíduo, pois o indivíduo é real e concreto. A religião não se importa com a sociedade. Se o indivíduo for diferente, automaticamente a sociedade e o mundo serão diferentes.

E não se pode mudar o interior ao mudar o exterior, pois o exterior está na periferia. Mas se pode mudar o exterior ao mudar o centro, o interior, pois o interior está no seu próprio âmago. Ao mudar os sintomas não se mudará a doença.

É preciso penetrar fundo no ser humano. De onde vem essa violência, essa exploração, todas as artimanhas do ego? De onde? Todos eles vêm da inconsciência. O ser humano vive dormindo, mecanicamente. Esse mecanismo precisa ser quebrado e o ser humano, refeito. Esta é a revolução religiosa que não foi tentada.

Você dirá: "Então o que dizer de todas essas religiões? — cristianismo, hinduísmo, islamismo?" Elas também são fugas do real.

Quando um Jesus vem ao mundo, ele traz o real; ele deseja mudar o indivíduo. Jesus insiste que o Reino de Deus está dentro de você: "Não estou falando sobre o reino deste mundo, mas do além. A menos que você renasça, nada acontecerá". Ele fica dizendo às pessoas que o interior de sua existência precisa ser mudado e transformado e que ele pode ser transformado se você for mais atento e amoroso. Estas duas coisas, amor e consciência, podem transformar totalmente sua alquimia interior.

Jesus é crucificado porque não podemos permitir pessoas tão perigosas sobre a terra. Elas não nos permitem dormir; elas nos sacodem, chocam e tentam nos despertar. Estamos sonhando tantos sonhos, belos e doces, e elas ficam gritando. A presença delas torna-se um incômodo muito grande.

Jesus deve ter sido um incômodo, Sócrates, idem. Sócrates deve ter ofendido e aborrecido as pessoas. Ele estava continuamente colocando o seu nariz nos assuntos dos outros, tentando provocar e seduzir, e encontrando oportunidades para sacudi-los até levá-los a um estado de vigília. Ele precisou ser envenenado.

Mas crucificar Jesus, envenenar Sócrates ou venerar Buda, é a mesma coisa. Venerar é também uma maneira de fugir, e muito mais refinada. Se Jesus tivesse nascido na índia, um país muitíssimo velho, ele não teria sido crucificado. Os indianos conhecem melhores maneiras de destruir — eles o teriam venerado! Eles teriam dito: "Você é um avatar, é Deus vindo à terra. Nós o adoraremos para sempre, mas jamais o seguiremos. Como poderíamos segui-lo? Somos simples mortais, e você vem do além. No máximo podemos tocar os seus pés e venerá-lo. E sempre veneraremos — prometemos! Mas não nos diga para mudar; isso não é possível. Somos simples seres humanos e você é super-humano".

Este é o significado de avatar. Quando você chama uma pessoa de avatar — um Buda, um Krishna — está dizendo: "Está perfeitamente bem para você falar sobre revolução e mudança radical e viver em amor e consciência, mas somos pessoas comuns. Você não nos pertence, você vem de Deus. Nós surgimos da terra e você veio do céu. Podemos apenas venerá-lo; através dos tempos, admiraremos, louvaremos e cantaremos canções sobre você. Faremos qualquer coisa, mas não nos diga para nos transformarmos. Isso não é possível".

Este é o significado quando você chama alguém de avatar; você está dizendo: "Você não nos pertence. Naturalmente, você vem de Deus, então você pode ser bom. Como podemos ser bons? Não viemos de Deus e somos pecadores. Você tem uma bondade que lhe é intrínseca; não podemos ter essa bondade intrínseca, mas tentaremos". E adiamos e nunca tentamos e continuamos a adiar.

Essa novamente é uma maneira de crucificar — mais sutil, esperta, astuta e sofisticada, mas ainda a mesma. O resultado, a conseqüência, é a mesma. Os cristãos não são o que Cristo queria que eles fossem; os hindus não são o que Krishna queria que eles fossem; os budistas não são o que Buda queria que eles fossem. Eles são exatamente opostos.

A religião nunca foi tentada. De vez em quando houve pessoas religiosas, mas a religião jamais foi tentada. Nunca foi dada uma oportunidade para transformar a mente inconsciente que existe sobre a terra e que cria todos os tipos de problemas.

Reformas políticas, econômicas, sociais e as chamadas religiões — todas elas são fugas da revolução real.

A revolução real foi comentada, somente comentada. Jesus diz: "Peça e lhe será dado. Procure e encontrará. Bata e a porta lhe será aberta".

Alguém perguntou a Meister Eckhart — uma pessoa realmente religiosa: "Quando Jesus diz 'Peça e lhe será dado', por que as pessoas não pedem? Se for apenas uma questão de pedir, por que as pessoas não pedem? Se ele diz, 'Procure e encontrará, bata simplesmente e as portas serão abertas para você', então, por que as pessoas não batem?" Eckhart riu e disse: "Por duas razões, primeiro, você pode pedir e não lhe ser dado, assim, as pessoas não desejam ficar frustradas, e segundo, e a razão mais profunda, você pode pedir e lhe ser dado. Isso é mais amedrontador."

Por isso as pessoas não tentam; elas simplesmente prestam louvor da boca para fora. E você sabe, de uma certa maneira o mundo inteiro parece ser religioso. As pessoas vão ao templo, às mesquitas, às igrejas, lêem a Bíblia, o Alcorão, o Gita, recitam os Vedas, entoam mantras, mas ainda assim parece não haver absolutamente consciência religiosa. A terra está envolta por uma nuvem muitíssimo escura de inconsciência. Parece não haver luz; a noite parece completamente escura, sem ao menos uma única estrela.

Você precisa estar muito, muito consciente disso, pois você pode fazer o mesmo que as pessoas vêm fazendo através dos tempos.

Cristianismo, hinduísmo, islamismo, budismo, jainismo — elas não são religiões verdadeiras, e sim pseudo, simulações.

Cristo é verdadeiro, o cristianismo é falso. Buda é verdadeiro, o budismo é falso. O budismo é criado por nós, Buda não é criado por nós; mas criamos o budismo de acordo com as nossas necessidades, idéias e preconceitos. Nós criamos Buda, o budismo, um mito de Buda. O Buda real não é criado por nós; ele vem à existência apesar de nós. Ele precisa lutar para ser! Ele precisa encontrar maneiras e meios para existir, encontrar um modo de sair da prisão que chamamos sociedade.

Mas quando alguém se torna desperto, nos juntamos a ele e começamos a fiar e a tecer um sistema à sua volta, todo feito por nós mesmos. Ele não tem absolutamente nada a ver com a pessoa. As histórias contadas sobre Buda não são verdadeiras; o mesmo acontece com as histórias sobre Cristo; a pessoa real é perdida. Criamos tal névoa e poeira à volta que ninguém pode ver a pessoa real. Esse é o trabalho dos teólogos.

Por dois mil anos os teólogos cristãos têm criado tamanha poeira que é impossível ver Jesus. Ele está completamente perdido em suas grandes lógicas, teorias, filosofias e especulações. Palavras, palavras e palavras; eles criaram Himalaias de palavras. Ninguém está preocupado sobre quem realmente é este homem, sobre qual é a sua mensagem.

A mensagem é muito simples; ela não é complicada. A mensagem não é que você deveria venerar Jesus ou Buda, e sim que você deveria se tornar um Cristo ou um Buda — menos que isso não vai adiantar.

Não se torne um cristão, torne-se um Cristo. Se você tiver algum respeito por você mesmo, torne-se um Cristo, não um cristão; tome-se um Buda, não um budista.

Nenhum "ismo" pode conter Buda, nenhuma igreja pode conter Cristo. Mas o coração humano pode conter Buda, somente o coração humano pode contê-lo, pois o coração humano é tão infinito como a própria existência. Não o venere fora.

Se você compreendeu Buda, respeite a si mesmo! Sinta reverência pelo seu próprio ser; isso será reverência para com Buda. Se você compreendeu Cristo, comece a olhar para dentro — você o achará ali. Ele não está fora, não está nas igrejas, mas no âmago mais íntimo de seu ser.




Osho, em "A Sabedoria das Areias - Discursos Sobre o Sufismo"





Fonte:http://www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

QUAL É O PROPÓSITO DA MINHA VIDA?

Cada um de vocês deve se perguntar: "Qual é o propósito para o qual eu vim?" Se é para estudar, você está seguindo o caminho e aprendendo com sinceridade e meticulosamente? Nunca se esqueça do propósito da sua existência. A humildade é a essência da educação e é o aspecto mais importante. Ishwar Chandra Vidyasagar, um educador de renome na Índia cresceu em meio a muitos desafios. Ele perdeu seu pai e sua mãe e cresceu em meio a uma série de dificuldades. Ele ensinou lições muito importantes a seu filho. Ele costumava dizer: "Filho, a educação não é tão importante quanto as virtudes. Por causa da educação, não cometa o erro de desistir das virtudes. Em uma situação difícil, é até compreensível abandonar a educação se isso envolve comprometer as virtudes. Boas qualidades é o mais importante para qualquer pessoa. A humildade é o verdadeiro ornamento de uma pessoa educada."





Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

TRANSFORMAÇÃO INTERIOR



TRANSFORMAÇÃO INTERIOR

Ordem Rosacruz - A.M.O.R.C - GLP

Programa "Presença & Harmonia"


Fonte do Vídeo: http://youtu.be/d57C3HYITsg

UNIDADE - RESPONSABILIDADE - MUDANÇA

Unidade é a harmonia dentro e entre indivíduos. Ela é construída através de visão compartilhada para o bem comum. É apreciar os valores de cada um e suas contribuições singulares. Quando existe a vontade interna de acomodar os outros, a unidade floresce. Quando eu dou o primeiro passo para ultrapassar as barreiras nos relacionamentos, outros também irão mudar.

Com a motivação de cumprir o dever designado, permanecendo fiel à meta, uma pessoa responsável persevera, porém, nunca com teimosia. Quando existe a consciência de ser um instrumento ou um facilitador, há flexibilidade, há leveza no desempenho do papel. Quem está agindo não assume ou controla o resultado. Responsabilidade é ter a maturidade para saber quando uma responsabilidade deve ser passada para outro. Cooperação e humildade são seus pilares.

Para acontecer mudança eu preciso viver de dentro para fora e não de fora para dentro. Preciso ser mestre das minhas atitudes, pensamentos e sentimentos e não simplesmente ficar reagindo às situações e às pessoas. Preciso investir alguns minutos no início e no final do dia para refletir sobre os meus tesouros internos. Quando me volto para dentro, me deixo preencher de amor e poder do Divino. Isso vai restaurar minha dignidade e autorrespeito. Isso vai me dar muita força interior. O que vier de fora não me abalará mais.




Brahma Kumaris




Fonte:www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

CADA DIA É UMA PEQUENA VIDA...

Nos últimos 18 meses, especialmente, tenho buscado uma compreensão ainda mais profunda de mim mesma e, consequentemente, de cada alma que de mim, de alguma forma, se aproxima...

Nesta jornada, tenho descoberto e confirmado, cada vez com maior lucidez, uma verdade que pode ser ótima (ou não) dependendo da forma como lidamos com ela: cada dia é uma pequena vida!

Cada situação é uma encruzilhada. Cada passo é uma escolha que pode mudar tudo. Talvez seja exatamente por isso que é tão difícil nos mantermos fiéis aos sentimentos que mais desejamos experimentar: alegria, auto-estima, gentileza, amor...

Um passo vacilante... e tudo se modifica. O que era amor pode se transformar em ciúme, egoísmo, raiva, medo. O que era alegria pode se transformar em dúvida, desesperança, tristeza. O que era auto-estima pode se transformar em insegurança, agressividade, dor. O que era gentileza pode se transformar em intolerância, desistência, arrogância.

Uma atitude, uma escolha... e tudo pode mudar! E isso me faz lembrar da máxima "Orai e vigiai". Quando a gente ora, pede o que deseja, entra em estado de humildade, receptividade, esperança... Mas um minuto depois, é preciso que entremos em vigília constante.

Somos passionais, motivados por reações. Ainda não aprendemos a ponderar. Reagimos automaticamente a partir de crenças limitantes, de preconceitos e defesas internas. Reagimos: este é o problema.

Precisamos começar a agir. Sempre agir. Cada passo precisa ser uma ação consciente, atenta, lúcida. E para que isso se torne possível, só há uma maneira: treino, prática, repetição... dia após dia até que se torne hábito.

Só podemos destruir um velho hábito que já não nos interessa se no lugar dele construirmos um novo, que revele uma nova direção, um novo caminho. Os sentimentos difíceis continuarão dentro da gente, mas em vez de reagirmos a eles, podemos decidir por uma nova ação.

Em último caso, tenho feito assim: quando ainda não sei qual a nova ação que posso ter diante de um sentimento difícil, opto pelo silêncio. Respiro fundo, entro em contato com o que estou sentindo, reconheço que estou me deixando atingir pelo que está acontecendo e simplesmente espero, em silêncio, até que consiga encontrar, dentro de mim, uma nova maneira de agir diante de velhos sentimentos.

E assim, de vida em vida, um dia de cada vez, pretendo acordar amanhã mais positiva do que fui hoje...




Rosana Braga




Fonte: http://clinicapsicologia.blogspot.com/
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domingo, 2 de fevereiro de 2014

NA SENDA EVOLUTIVA

Quantos milênios gastou a Natureza Divina para realizar a formação da máquina física em que a mente humana se exprime na Terra?

O corpo é para o homem santuário real de manifestação, obra-prima do trabalho seletivo de todos os reinos em que a vida planetária se subdivide.

Quanto tempo despenderá, desse modo, a Sabedoria Celeste na estruturação do organismo da alma?

Da sensação à irritabilidade, da irritabilidade ao instinto, do instinto à inteligência e da inteligência ao discernimento, século e séculos correram incessantes.

A evolução é fruto do tempo infinito.

A morte da forma somática não modifica, de imediato, o Espírito que lhe usufrui a colaboração.

Berço e túmulo são simples marcos de uma condição para outra.

Assim é que, para as consciências primárias, a desencarnação é como se fora a entrada em certo período de hibernação. Aves sem asas, não se elevam à altura. Aguardam o momento de novo regresso ao ninho carnal para a obtenção de recursos que as habilitem para os grandes vôos. Crisálidas espirituais, imobilizam-se na feição exterior com que se apresentam, mas no íntimo conservam as imagens de todas as experiências que armazenaram nos recessos do ser, revivendo-as em forma de pesadelos e sonhos, imprimindo na mente as necessidades de educação ou reparação, com que devem comparecer no cenário da carne, em momento oportuno.

Para semelhantes inteligências, a morte é como que a parada compulsória, por algum tempo, diante de mais altos degraus da escada evolutiva que ainda não se acham aptas a transpor. Sem os instrumentos de exteriorização, que lhes cabe desenvolver e consolidar, essas mentes, quando desencarnadas, sofrem consideráveis alterações da memória. Quase sempre, demoram-se nos acontecimentos que viveram e, de alguma sorte, perdem, temporariamente, a noção do tempo. Cristalizam-se, dessa maneira, em paixões e realizações do passado que lhes é próprio, para renascerem, na arena da luta material, com as características do quadro moral em que se coloram, desintegrando erros e corrigindo falhas, edificando, pouco a pouco, as qualidades sublimes com que se transportarão às Esferas Mais Altas.

Em razão disso, os Espíritos delinquentes ressurgem nas correntes da vida física, reproduzindo no patrimônio congenial as deficiências que adquiriram à face da Lei.

O malfeitor conservará consigo longo remorso por haver desequilibrado o curso do bem, impondo lamentável retardamento ao avanço espiritual que lhe diz respeito e, com essa perturbação, represará na própria alma grande número de imagens que, na zona mental dele mesmo, se digladiarão mutuamente, inibindo, por tempo indeterminável, o acesso de elementos renovadores ao campo do próprio “eu”.

Purificado o vaso íntimo do sentimento, renascerá na paisagem das formas, com o defeito adquirido através do longo convívio com o desespero, com o arrependimento ou com a desilusão, reajustando o corpo perispirítico, por intermédio de laborioso esforço regenerativo na esfera carnal.

Os aleijões de nascença e as moléstias indefiníveis constituem transitórios resultados dos prejuízos que, individualmente, causamos à corrente harmoniosa da evolução.

De átomo a átomo, organizam-se os corpos astronômicos dos mundos e de pequenina experiência em pequenina experiência, infinitamente repetidas, alargasse-nos o poder da mente e sublimam-se-nos as manifestações da alma que, no escoar das eras imensuráveis, cresce no conhecimento e aprimora-se na virtude, estruturando, pacientemente, no seio do espaço e do tempo, o veículo glorioso com que escalaremos, um dia, os impérios deslumbrantes da Beleza Imortal.





Francisco Cândido Xavier / Emmanuel





Fonte: do livro "Roteiro"
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sábado, 1 de fevereiro de 2014

TESTAR A PRÁTICA (DARMA)

Não basta para nós cultivar uma mente de amor e compaixão e algum tipo de estado meditativo enquanto estamos seguros em nossas salas de meditação. Somente isso não vai remediar nossas aflições: precisamos continuamente cultivar uma mente imbuída de Darma.

Principalmente quando nossa mente é perturbada: o Darma precisa vir à cena, não importa onde estejamos — no trabalho, interagindo com a família e amigos etc. É nessas situações que o poder de nossa prática do Darma e de nossas aspirações deve se tornar evidente. Se isso não acontecer, ser capaz de recitar e meditar em nossas salas de meditação não é suficiente, porque esse tipo de prática do Darma não tem utilidade para ajudar os outros.

Nosso treinamento é similar ao dos guerreiros. Treinar um soldado é muito caro e envolve anos de aprendizado intenso, sendo que o propósito é derrotar o inimigo em uma batalha de verdade. Se os guerreiros são bem-sucedidos, então todo o treinamento e sacrifício valerão a pena; se não, foi tudo um desperdício.

Praticantes também estão se preparando para a batalha com seu inimigo, as aflições. Quando nos sentimos bem em circunstâncias ideais, nossa competência em lutar com as aflições não é realmente testada. Não podemos dizer se o Darma se tornou um medicamento ou não.

A coragem e o poder do Darma devem surgir em situações de crise e perturbação mental. Isso é crucial.





17º Karmapa





Fonte: Trecho de ensinamento sobre os “Oito versos do treinamento da mente”, no Kagyu Mönlam
http://darma.info/
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

SÓ O QUE NÃO TEM COMEÇO NÃO TEM FIM

Acontece com as nações, os países e os povos o mesmo que com cada criatura, que nasce, cresce, depois envelhece e deve dar o lugar a outros. Eles dão o que devem dar e depois extinguem-se; dir-se-ia que repousam para um dia poderem despertar de novo e dar novas riquezas. Viu-se isso com todas as civilizações e é também esse o destino das religiões. Surge no mundo uma nova religião: ela começa a expandir-se, alarga pouco a pouco a sua influência, atinge um ponto culminante e depois cristaliza, fica esclerosada e perde as grandes chaves da vida. Mesmo os Mistérios, mesmo os templos do Antigo Egito, que possuíam o saber, os poderes, o que resta deles? Onde estão aqueles Hierofantes? O que é feito daquelas ciências? Todos seguiram as leis imutáveis da vida, pois o que nasce deve morrer e ceder o lugar. Só o que não tem começo não tem fim. Cada religião, cada filosofia, cada ciência, é, de algum modo, uma forma, e nenhuma forma é duradoura: após algum tempo, ela deve apagar-se para dar lugar a outra. Mas o princípio, o Espírito, é eterno, e é ele que se encarna sucessivamente em novas formas.





Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

COMO AMAR NOSSOS INIMIGOS?

"Se você amar somente quem te ama...e se você fizer o bem somente aos que te fazem bem, que merecimento você terá?..." - disse Jesus.

Amar aos inimigos, não é, pois, ter por eles uma afeição que não é natural, uma vez que o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira inteiramente diversa que o de um amigo. Mas é não lhes ter ódio, nem rancor, ou desejo de vingança. É perdoá-los sem segunda intenção e incondicionalmente, pelo mal que nos fizeram. É não opor nenhum obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o bem em vez do mal. É alegrar-nos em lugar de aborrecer-nos com o bem que os atinge. É estender-lhes a mão prestativa em caso de necessidade. É abster-nos, por atos e palavras, de tudo o que possa prejudicá-los. É, enfim, pagar-lhes em tudo o mal com o bem, sem a intenção de humilhá-los. Todo aquele que assim fizer, cumpre as condições do mandamento: Amai aos vossos inimigos.





Allan Kardec





Fonte: do livro "O Evangelho segundo o Espiritismo"
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

PACIÊNCIA - PAZ (KSHAMA - SHANTI)

A flor da paciência (kshama) é muito querida pelo Senhor. Os Pandavas sofreram muito nas mãos dos Kauravas. Mas foi a virtude da paciência que protegeu os Pandavas e os tornou um exemplo para o resto do mundo. A outra flor que devemos oferecer a Deus é Shanti (paz). Deve-se ficar em paz com todas as vicissitudes da vida. Só então se pode alcançar a graça divina. Paz é necessária nos níveis físico, mental e espiritual. A paz não é externa, está presente no interior. Você é a personificação da paz. Na vida mundana, está-se fadado a ter muitas dificuldades, mas não se deve perturbar-se. Deve-se suportar todos os sofrimentos com coragem e paciência. A vida humana é concedida não apenas para desfrutar os prazeres mundanos. A vida se torna significativa somente quando se experimenta a paz que se origina do coração.




Sathya Sai Baba




Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/


AGORA - A EXPERIÊNCIA DE NÃO SENTIR O TEMPO

Quando estamos condicionados pelo pensamento linear, só conseguimos ver em linha reta. Mas quando observamos o dia, o ano e as estações, percebemos que todos são ciclos que definem o ritmo de nossas vidas. Nesses ciclos há conclusão e continuidade. Se olharmos como se move uma roda, veremos que existe beleza, perfeição e harmonia em seu ritmo. Ela sempre se volta para si para começar de novo. Neste ponto, passado é futuro, futuro é passado e presente é o encontro dos dois, o momento chamado agora.

Ser sábio sobre o significado da palavra agora é a arte de ver que cada momento tem seu valor próprio, mesmo que a experiência de tal momento não esteja conectada com qualquer uma de nossas ambições, metas ou preocupações mentais. O significado do tempo dos relógios não é nada quando comparado com a experiência de não sentir o tempo, de estar completamente presente e imerso na tarefa que está sendo realizada.





Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

SEGUIR O CAMINHO ESPIRITUAL PODE GERAR INCOMPREENSÃO DA PARTE DE QUEM O RODEIA

Alguém que decide, um dia, abandonar a sua antiga vida para seguir o caminho espiritual deve saber que corre o risco de encontrar muita incompreensão da parte de quem o rodeia. Mas isso não deve fazê-lo desanimar! E, sobretudo, é preciso estar bem consciente de que é a ele, em primeiro lugar, que cabe mostrar-se sensato e conciliador. Que ele não comece, desculpando-se com a vida espiritual, a descurar as suas obrigações familiares, a distanciar-se dos outros, a repreendê-los pelo seu comportamento e a dar-lhes sermões. Se ele quer convencê-los da justeza e da sinceridade das suas aspirações, deve usar a sua inteligência e o seu coração para viver em harmonia com a sua família, os seus amigos, os seus vizinhos, os seus colegas de trabalho. Acima de tudo, que ele não se deixe cair no fanatismo e mantenha uma atitude de abertura e compreensão: será a melhor maneira de mostrar que seguiu uma orientação correta. Quando alguém se põe a proclamar a todo o instante que encontrou a verdade e a querer impô-la aos outros, isso prova, pelo contrário, que não a encontrou, e só se torna insuportável e ridículo. É pela doçura, pela gentileza, pela paciência, que devemos levar os seres que nos são próximos ao caminho da luz.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

SEPARAÇÃO - A RELAÇÃO SUJEITO-OBJETO

Nosso problema básico como humanos é a relação sujeito-objeto. Quando ouvi pela primeira vez isso há muitos anos, parecia abstrato e irrelevante em minha vida. No entanto, toda nossa desarmonia e dificuldades vêm de não sabermos como lidar com a separação sujeito-objeto.

Em termos cotidianos, o mundo é dividido em sujeitos e objetos: eu vejo você, eu vou ao trabalho, eu sento na cadeira. Em cada um desses casos, considero a mim mesma como um sujeito se relacionando com um objeto: você, meu trabalho, a cadeira. Mas, intuitivamente, sabemos que não estamos separados do mundo e que a divisão sujeito-objeto é uma ilusão. Ganhar esse conhecimento intuitivo é o motivo de praticarmos.

Não entendendo a dualidade sujeito-objeto, vemos os objetos em nosso mundo como a fonte de nossos problemas: você é meu problema, meu trabalho é meu problema, minha cadeira é o problema (quando vejo a mim mesma como o problema, transformei-me eu mesma em um objeto).

Então nos afastamos dos objetos que percebemos como problemas e buscamos objetos que vemos como não-problemas. A partir desse ponto de vista, o mundo consiste em: eu e as coisas que me agradam ou desagradam.

Historicamente, a prática Zen e a maioria das outras disciplinas meditativas têm buscado resolver a dualidade sujeito-objeto esvaziando o objeto de todo conteúdo. Por exemplo, lidar com “Mu” ou os principais koans esvazia o objeto do condicionamento que anexamos a ele. Enquanto o objeto vai ficando cada vez mais transparente, somos um sujeito contemplando um objeto virtualmente vazio. Tal estado às vezes é chamado de samadhi. Envolve êxtase porque o objeto vazio não mais é um problema para nós. Quando chegamos a esse estado, a tendência é nos congratularmos com tal progresso realizado.

Mas esse estado de samadhi ainda é dualista. Quando chegamos aí, uma voz interior diz: “Deve ser isso!” ou “Agora realmente estou praticando bem!”. Um sujeito oculto permanece, observando um objeto virtualmente em branco, em algo que no final ainda é uma separação sujeito-objeto. Quando notamos essa separação, tentamos lidar com esse sujeito também, esvaziando seu conteúdo. Ao fazer isso, transformamos o sujeito em mais um objeto, com um sujeito agora mais sutil observando-o. Criamos um regressão infinita de sujeitos.

Tais estados de samadhi não são realmente precursores da iluminação, porque um sujeito sutilmente encoberto está separado do objeto virtualmente vazio. Quando voltamos para a vida cotidiana, o sentimento de êxtase dissipa e estamos de novo em um mundo de sujeitos e objetos. A prática e a vida não chegam juntas.

Uma prática mais clara não tenta se livrar do objeto, em vez disso, vê o objeto pelo que ele é. Vagarosamente aprendemos sobre ser ou vivenciar a ausência de qualquer sujeito ou objeto. Não eliminamos nada, mas sim unimos as coisas. Eu ainda existo, assim como você, mas quando sou apenas minha experiência de você, não me sinto separada de você. Sou una com você.

Esse tipo de prática é bem mais lenta, porque ao invés de concentrar em um objeto, trabalhamos com tudo em nossa vida. Tudo que perturba ou irrita (e, se formos honestos, isso inclui quase tudo) se torna material para prática. Trabalhar com tudo leva a uma prática que vive em cada segundo de nossa vida.

Quando a raiva surge, por exemplo, muita da tradicional prática Zen nos faria tentar apagar a raiva e concentrar em algo, como a respiração. Embora tenhamos colocado a raiva de lado, ela vai voltar sempre que formos criticados ou ameaçados de algum modo.

Diferentemente, nossa prática é nos tornarmos a própria raiva, vivenciá-la integralmente, sem separação ou rejeição. Quando trabalhamos desse modo, nossas vidas assentam. Devagar, aprendemos a nos relacionar com objetos problemáticos de modo diferente.

Nossas reações emocionais gradualmente vão se desgastando e sumindo; por exemplo, objetos que temíamos gradualmente perdem seu poder sobre nós, e podemos abordá-los mais prontamente. É fascinante ver essa mudança acontecendo; vejo isso nos outros e em mim mesma também. O processo nunca termina: no entanto ficamos cada vez mais despertos e livres.




Charlotte Joko Beck




Fonte: “Nothing Special”, loc. 1200
http://darma.info/
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

SUBMERSA NA INFLUÊNCIA - POR QUE A MENTE ENVELHECE?

Por que a mente envelhece? Ela é velha - não é – no sentido de ficar decrépita, deteriorada, se repetindo, presa em hábitos – hábitos sexuais, hábitos de trabalho, ou vários hábitos de ambição. A mente está tão sobrecarregada com inumeráveis experiências e memórias, tão desfigurada e marcada com o sofrimento que não pode ver nada com frescor mas está sempre traduzindo o que vê em termos de suas próprias memórias, conclusões, fórmulas, sempre citando; ela é ligada à autoridade; é uma mente velha. Você pode ver por que isto acontece. Toda nossa educação é, meramente, o cultivo da memória; e existe essa comunicação de massas pelos jornais, rádio, televisão; há os professores que leem conferências e repetem a mesma coisa vezes e vezes até seu cérebro absorver o que eles repetiram, e você vomita isto num exame e tem seu diploma e continua com o processo – o emprego, a rotina, a incessante repetição. Não só essa, mas há também nosso próprio empenho da ambição com suas frustrações, a competição não só por emprego, mas por Deus, querendo estar junto a ele, pedindo o caminho rápido até ele. Assim, o que está acontecendo é que através de pressão, estresse, pelo esforço, nossas mentes estão abarrotadas, submersas na influência, por sofrimento, consciente ou inconscientemente. Nós estamos desgastando a mente, não a usando.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

OCORRÊNCIAS DANOSAS NA VIDA DOS ENCARNADOS

(...) Nem todas as ocorrências danosas estão planejadas na vida dos encarnados. Há muito sofrimento adicional por falta de juízo da juventude, por excesso de preocupação com o corpo físico, por exageros na forma de se alimentar e se divertir. 

Leandro, um jovem de nossa comunidade, desencarnou de forma violenta quando experimentou um coquetel de drogas pela primeira vez! Nem teve tempo de se tornar um dependente! Sua conduta foi tão irresponsável – é ele que se sente assim! – porque queria participar de todas as experiências dos companheiros. 

É sabido que ele truncou de forma estúpida uma encarnação que teria tudo para ser brilhante!

O que resta a um jovem como Leandro, na atual circunstância? Lamentar-se? É lógico que não. Depois de um necessário tratamento ele foi encaminhado para uma instituição que abriga e orienta jovens que desencarnam precipitadamente. Uma nova encarnação está nos seus projetos, em momento futuro, quando for possível. 

É trabalhoso o preparo de uma encarnação: envolve decisões a serem tomadas e cuidados na formação do grupo familiar, por isso não se pode menosprezar uma vida que começa a despontar. (...)




Luiz Sérgio / Elsa Cândida Ferreira




Fonte: do livro "O Mundo é uma Grande Escola"
Via http://omundoqueeuencontrei.blogspot.com/

O AMOR SE TORNA APEGO PORQUE NÃO EXISTE NENHUM AMOR

Perguntaram a Osho: Você disse que o amor pode nos tornar livres. Mas comumente nós vemos que o amor se torna apego, e ao invés de nos libertar ele nos torna mais amarrados. Assim, diga-nos alguma coisa sobre apego e liberdade.

O amor se torna apego, porque não existe nenhum amor. Você estava apenas num jogo, enganando a si mesmo. O apego é a realidade; o amor era apenas um prelúdio. Assim, sempre que você se apaixona, mais cedo ou mais tarde, você descobre que você se tornou um instrumento - e, então, toda a miséria começa. Qual é o mecanismo? Por que isso acontece?

Há alguns dias, um homem veio a mim e ele estava se sentindo muito culpado. Ele disse: “Eu amei uma mulher, eu a amei muito. No dia em que ela morreu, eu estava chorando e pranteando, mas de repente eu me tornei consciente de uma certa liberdade dentro de mim, como se alguma carga tivesse me deixado. Eu senti um profundo alívio, como se tivesse me tornado livre”.

Naquele momento, ele se tornou consciente de uma segunda camada de seu sentimento. Externamente ele estava chorando e pranteando e dizendo: “Eu não posso viver sem ela. Agora será impossível, ou a vida será apenas como a morte. Mas bem fundo” - ele disse - “eu me tomei consciente de que estou me sentindo muito bem, que agora eu estou livre”.

Uma terceira camada começou a sentir culpa. Ela lhe dizia: “O que você está fazendo”? E um corpo morto estava deitado ali, bem à sua frente, ele me contou, e ele começou a sentir uma enorme culpa. Ele me disse: “Ajude-me. O que está acontecendo à minha mente? Eu a traí tão cedo”?

Nada aconteceu; ninguém foi traído. Quando o amor se torna apego, ele se torna uma carga, uma escravidão. Mas por que o amor se torna um apego? A primeira coisa a ser entendida é que se o amor se torna um apego, você estava apenas em uma ilusão de que aquilo era amor. Você estava apenas brincando consigo mesmo e pensando que aquilo era amor. Na verdade, você estava necessitado de apego. E se você for ainda mais fundo, descobrirá que você estava também necessitando de se tornar um escravo.

Há um medo sutil da liberdade e todo mundo quer ser um escravo. Todo mundo, naturalmente, fala sobre liberdade, mas ninguém tem a coragem de ser realmente livre, porque quando você é realmente livre, você está só. Se você tem coragem de estar só, somente então, você pode ser livre.

Mas ninguém é corajoso o suficiente para estar só. Você precisa de alguém. Por que você precisa de alguém? Você tem medo de sua própria solidão. Você se torna entediado consigo mesmo. E na verdade, quando você está sozinho, nada parece significativo. Com alguém, você fica ocupado e você cria significados artificiais à sua volta.

Você não pode viver para si mesmo; assim, você começa a viver para outra pessoa. E também é o mesmo caso com a outra pessoa: ele ou ela não pode viver sozinho; assim, ele está na busca para encontrar alguém. Duas pessoas que estão com medo de suas próprias solidões, reúnem-se e começam um jogo - um jogo de amor. Mas, bem no fundo, elas estão buscando apego, compromisso, escravidão.

Assim, mais cedo ou mais tarde, tudo o que você deseja acontece. Essa é uma das coisas mais lamentáveis no mundo. Tudo o que você deseja chega a acontecer. Você a terá mais cedo ou mais tarde e o prelúdio desaparecerá. Quando a sua função for cumprida, ele desaparecerá. Quando você se tornou uma esposa ou um marido, escravos um do outro, quando o casamento aconteceu, o amor desaparece, porque o amor era apenas uma ilusão na qual duas pessoas poderiam se tornar escravas uma da outra.

Diretamente você não pode pedir por escravidão; é muito humilhante. E diretamente você não pode dizer para alguém: “Torne-se meu escravo”. - ...ele irá se revoltar. Nem você pode dizer: “Quero me tornar um seu escravo”; assim, você diz: “Eu não posso viver sem você”. Mas o significado está presente; é o mesmo. E quando isso - o desejo real - é preenchido, o amor desaparece. Então, você sente servidão, escravidão e, então, você começa a lutar para se tornar livre.

Lembre-se disso. Este é um dos paradoxos da mente: tudo o que você conseguir, você irá se aborrecer com aquilo, e tudo o que você não conseguir, você ansiará profundamente. Quando você está sozinho, você ansiará por alguma escravidão, alguma servidão. Quando você está em uma servidão, você começará a desejar liberdade. Na verdade, somente escravos desejam liberdade, e pessoas livres tentam novamente ser escravas. A mente continua como um pêndulo, movendo-se de um extremo ao outro.

O amor não se torna apego. O apego era a necessidade; o amor era apenas uma isca. Você estava à procura de um peixe chamado apego; o amor era apenas uma isca para pegar o peixe. Quando o peixe é apanhado, a isca é jogada fora. Lembre-se disso e, sempre que você estiver fazendo alguma coisa, vá fundo dentro de si mesmo para encontrar a causa básica.

Se existir amor real, ele nunca se tornará apego. Qual é o mecanismo para o amor se tornar apego? No momento em que você diz para seu amante ou amada “eu só amo você”, você começou a possuir. E no momento em que você possui alguém, você o insultou profundamente, porque você o tornou uma coisa.

Quando eu o possuo, você não é uma pessoa então, mas apenas um item a mais dentre a minha mobília - uma coisa. Então, eu o uso e você é minha coisa, minha posse; assim, eu não permitirei que ninguém mais o use. Isso é uma barganha na qual eu sou possuído por você e você faz de mim uma coisa. Isso é uma barganha, que “agora” ninguém mais pode usá-lo. Ambos os parceiros se sentem atados e escravizados. Eu o tomo um escravo, então, você, em troca, faz de mim um escravo.

Então a luta começa. Eu quero ser uma pessoa livre e, ainda assim, eu quero que você seja possuído por mim; você quer manter a sua liberdade e, ainda assim, me possuir — esta é a luta. Se eu o possuo, eu serei possuído por você. Se eu não quero ser possuído por você, eu não deveria possuí-lo.

A posse não deveria entrar no meio. Nós devemos permanecer indivíduos e devemos nos mover como consciências independentes e livres. Nós podemos ficar juntos, nós podemos nos fundir um no outro, mas sem posse. Então, não há servidão e, então, não há apego.

O apego é uma das coisas mais feias. E quando eu digo “mais feia”, eu não quero dizer apenas religiosamente, eu quero dizer também esteticamente. Quando você está apegado, você perdeu a sua solidão, a sua solitude: você perdeu tudo. Apenas para se sentir bem - porque alguém precisa de você e alguém está com você - você perdeu tudo, perdeu a si mesmo.

Mas a armadilha é que você tenta ser independente e você torna o outro a posse - e o outro está fazendo a mesma coisa. Assim, não possua se você não quer ser possuído.

Jesus disse em algum lugar: “Não julgue para não ser julgado”. É a mesma coisa: “Não possua para não ser possuído”. Não faça de ninguém um escravo; do contrário você se tornará um escravo.

Os assim chamados mestres são sempre servos de seus próprios servos. Você não pode se tornar um mestre de alguém sem se tornar um servo - isso é impossível.

Você só pode ser um mestre quando ninguém é um servo para você. Isso parece paradoxal, porque quando eu digo que você só pode se tornar um mestre quando ninguém é um servo para você, você dirá: “Então o que é o mestrado? Como eu sou um mestre quando ninguém é um servo para mim”? Mas eu digo que somente então, você é um mestre. Então, ninguém é um servo para você e ninguém tentará torná-lo um servo.

Amar a liberdade, tentar ser livre, significa basicamente que você chegou a uma profunda compreensão de si mesmo. Agora, você sabe que você é suficiente para si mesmo. Você pode compartilhar com os outros, mas você não é dependente. Eu posso compartilhar a mim mesmo com alguém. Eu posso compartilhar o meu amor, eu posso compartilhar minha felicidade, eu posso compartilhar minha alegria, meu silêncio com alguém. Mas isso é um compartilhar, não uma dependência. Se não houver ninguém, eu estarei igualmente feliz, igualmente alegre. Se alguém está presente, isso também é bom e eu posso compartilhar.

Quando você perceber sua consciência interior, seu centro, somente então, o amor não se tornará um apego. Se você não conhecer seu centro interior, o amor se tornará um apego. Se você conhecer o seu centro interior, o amor se tornará uma devoção. Mas você deve primeiro estar presente para amar, e você não está.

Buda estava passando por um vilarejo. Um jovem veio até a ele e disse: “Ensine-me algo: como eu posso servir aos outros”?

Buda riu para ele e disse: “Primeiramente, seja. Esqueça os outros. Primeiramente, seja você mesmo e, então, todas as coisas se seguirão”.

Exatamente agora você não é. Quando você diz “quando eu amo alguém isso se torna um apego”, você está dizendo que você não é; assim, tudo o que você faz dá errado, porque o fazedor está ausente. O ponto interior de consciência não está presente; assim, tudo o que você faz, dá errado. Primeiro seja e, então, você pode compartilhar seu ser. E esse compartilhar será amor. Antes disso, tudo o que você fizer se tornará um apego.

E, por último: se você está lutando contra o apego, você tomou uma direção errada. Você pode lutar. Assim, muitos monges - reclusos, saniássins - estão fazendo isso. Eles sentem que estão apegados às suas casas, às suas propriedades, às suas esposas, aos seus filhos e eles se sentem engaiolados, aprisionados.

Eles fogem, deixam suas casas, deixam as suas esposas, deixam seus filhos e posses e eles se tornam mendigos e escapam para a floresta, para a solidão. Mas vá lá e observe-os. Eles se tornaram apegados aos seus novos arredores.

Eu estive visitando um amigo que estava em uma vida reclusa embaixo de uma árvore em uma floresta densa, mas havia outros ascetas também. Um dia, aconteceu de eu estar com esse recluso embaixo de sua árvore e um novo buscador ter vindo enquanto meu amigo estava ausente. Ele tinha ido ao rio tomar um banho. Embaixo de sua árvore o novo saniássin começou a meditar.

O homem voltou do rio e empurrou o novato da árvore, e disse: “Esta é minha árvore. Vá e encontre outra, em algum outro lugar. Ninguém pode se sentar sob a minha árvore”. E esse homem tinha deixado a sua casa, a sua esposa, os seus filhos. Agora a árvore se tornou uma posse - você não pode meditar embaixo da árvore dele.

Você não pode escapar tão facilmente do apego. Ele tomará novas formas, novos contornos. Você será enganado, mas ele estará presente. Assim, não lute com o apego, apenas tente entender por que ele existe. E, então, conheça a causa profunda: devido a você não ser, esse apego existe.

Dentro de você, o seu próprio ser está tão ausente, que você tenta se apegar a qualquer coisa a fim de se sentir a salvo. Você não está enraizado; assim, você tenta fazer de qualquer coisa às suas raízes. Quando você está enraizado em seu ser, quando você sabe quem você é, o que é esse ser que está dentro de você e o que é essa consciência que está em você, então, você não se apegará a ninguém.

Isso não significa que você não amará. Na verdade, somente então, você pode amar, porque então o compartilhar é possível - e sem nenhuma condição, sem nenhuma expectativa. Você simplesmente compartilha, porque você tem uma abundância, porque você tem tanto que está transbordando.

Esse transbordamento de si mesmo é amor. E quando esse transbordamento se torna uma enchente, quando, por seu próprio transbordamento, o universo inteiro é preenchido e seu amor toca as estrelas, em seu amor a terra se sente bem e em seu amor todo o universo é banhado; então, isso é devoção.




Osho, em "O Livro dos Segredos"




Fonte: http://www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

PROGRESSO - DIREITO - DINAMISMO

Os obstáculos vem e continuarão a vir. Esta é a tarefa deles. Mas você não deveria considerá-los como sendo obstáculos, e sim como exames para torná-lo experiente. À medida que o aluno avança na escola, as provas ficam mais difíceis. À medida que você se torna mais forte internamente, mais obstáculos virão para testá-lo. Dê boas-vindas a eles. Sinta como se eles fossem uma escada para elevá-lo, e, assim, você continuará a progredir ainda mais.

Diante de uma situação negativa, nossa mente tem a tendência natural de entrar na negatividade. Geralmente é apenas quando as coisas pioram e quando perdemos a esperança que nos voltamos para Deus. Porém, precisamos lembrar que somos filhos de Deus. Pensar dessa forma é perceber que temos o direito à propriedade do nosso Pai. Como filhos, temos o direito de possuir todas as qualidades positivas do Pai. Assim, naturalmente haverá paz, felicidade e amor em nossas vidas. A negatividade não é propriedade do Pai, portanto não pode ser propriedade dos filhos.

Assim como a natureza tem dinâmica própria para se manter viva, a alma precisa estar sempre criando novidade para permanecer acesa. Aceitar novos paradigmas é vencer o sentimento de imobilidade, abrir o intelecto sem medo e deixar a transformação acontecer com entusiasmo contagiante. Isto é ser dinâmico. Se tudo ao nosso redor está mudando, por que deveríamos deter nosso processo de crescimento?




Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

31 DE JANEIRO 2014 - ORAÇÕES DIÁRIAS


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

SER MELHOR

Não importa o quanto já tenhamos realizado em nossas vidas, ainda há muito mais a ser feito.

Isso significa que, tenha você 13 ou 72 anos, o que você fez ontem pode ter sido ótimo, mas o que você pode fazer amanhã o surpreenderá, porque pode ser ainda melhor. Mesmo que você tenha descoberto a cura para alguma doença ou tenha ganhado o Prêmio Nobel da Paz, ainda assim há sempre mais a ser feito.

É claro que devemos nos orgulhar das nossas realizações e celebrar o fato de termos superado os desafios que enfrentamos em nossas vidas, mas nunca, jamais, à custa de deitar sobre os louros e nos tornarmos satisfeitos com nossas realizações. Por quê? Porque todos nós somos capazes de fazer mais do que achamos que podemos fazer.

O problema é que nos sentimos limitados. Nosso potencial parece muito distante de nós. Sucumbimos à nossa negatividade com tanta frequência, que às vezes parece que fazer mais é impossível.

Mas não é.

Um dos grandes sábios kabalistas, Rav Ashlag, escreveu: “Nenhuma das nossas limitações nos torna menores”.

Esse é um dos princípios mais importantes ao se viver uma vida de espiritualidade. Mesmo dentro das nossas limitações, do nosso ego e de toda a nossa negatividade, ainda assim podemos alcançar mais do que realizamos até agora porque a vida não foi feita para sermos perfeitos, mas sim para sermos melhores.

Não temos que esperar até que sejamos perfeitos para começar a ajudar um pouco mais o próximo. Não temos que remover nosso ego antes de começar a compartilhar hoje um pouco mais do que compartilhamos ontem. Não temos que nos tornar pessoas justas para começar a viver nossas vidas um pouco mais a serviço dos outros.

O lado negativo sempre tentará alimentá-lo com desculpas sobre porque você não consegue ser melhor hoje.

Precisamos simplesmente dizer à voz negativa que ecoa em nossas mentes: “Sim, sei que tenho ego. Sei que às vezes faço coisas negativas. Sei que posso ser egoísta... Mas mesmo assim, ainda acredito que posso fazer qualquer coisa. Ainda assim, acredito que posso fazer mais.




Rav Yehuda Berg




Fonte: www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

30 DE JANEIRO 2014 - ORAÇÕES DIÁRIAS


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

ESTADO DE HARMONIA

Meditai na palavra “harmonia”, concentrai-vos nela, alimentai-vos dela, para que esse pensamento da harmonia impregne pouco a pouco todas as vossas células. É pela harmonia que nós atraímos os espíritos luminosos do mundo invisível, e eles tornam-se nossos amigos, já não nos deixam, pois os espíritos luminosos são tenazes, tão tenazes como os espíritos tenebrosos, dos quais, frequentemente, as pessoas têm tanta dificuldade em se libertar. Por que é que os amigos não haveriam de ser tão tenazes como os inimigos? Eles vêm apoiar-nos, iluminar-nos, aconselhar-nos, e, se seguirmos os seus conselhos, estaremos sempre bem inspirados. Por isso, mesmo na pior das situações, não há que desesperar: um dia, ela tornar-se-á uma vantagem para nós, porque fomos bem inspirados. Nada é mais importante, pois, do que cultivar esse estado de harmonia que atrairá os nossos amigos do mundo invisível.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

29 DE JANEIRO 2014 - ORAÇÕES DIÁRIAS


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A FUNÇÃO DO INTELECTO

Não sei se você já considerou a natureza do intelecto. O intelecto e suas atividades são corretos em certo nível, não são? Mas quando o intelecto interfere no sentimento puro, então a mediocridade se estabelece. Saber a função do intelecto, e estar ciente desse sentimento puro, sem deixar os dois se misturarem e destruírem um ao outro, requer uma vigilância muito clara e aguda. Então, a função do intelecto é sempre - não é? - examinar, analisar, explorar; mas porque queremos estar seguros internamente, psicologicamente, porque temos medo e ansiedade em relação à vida, chegamos a algum tipo de conclusão com a qual nos comprometemos. De um compromisso seguimos para outro, e eu digo que tal mente, tal intelecto, sendo escravo de uma conclusão, deixou de pensar, de examinar.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.imageafter.com/

28 DE JANEIRO 2014 - ORAÇÕES DIÁRIAS


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O AMOR É O PRINCÍPIO ETERNO

O amor é o princípio eterno que está presente em todos. Mas as pessoas estão expressando seu amor para fins egoístas. Você deve evitar o egoísmo e o interesse próprio, e desenvolver o espírito de sacrifício com coragem e convicção. Como você pode se tornar corajoso? Isso só é possível quando pratica a retidão (Dharma). Muitas pessoas nobres sacrificaram suas vidas pela causa do Dharma e nunca desejaram nome e fama. Sacrifício (Thyaga) é verdadeiro Yoga. Você também deve praticar esse Yoga e tornar-se merecedor da Graça Divina. Qualquer atividade feita com uma mentalidade de negócios não fará você feliz. Busque dentro de si mesmo e desenvolva o espírito de sacrifício. Somente então haverá uma transformação do coração. Enquanto não desistir do egoísmo, você não pode conseguir nada de bom na vida. Você deve deixar de lado o egoísmo e cultivar o altruísmo.




Sathya Sai Baba




Fonte: http://www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: www.imageafter.com/

27 DE JANEIRO - ORAÇÕES DIÁRIAS


domingo, 26 de janeiro de 2014

AS INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS PODEM ATRAPALHAR UM RELACIONAMENTO?

Os casais não devem perder de vista que o quadro das existências é assinalado pelo entrosamento dos dois mundos - físico e espiritual - um incidindo sobre o outro, e, assim, em virtude de haver sérios comprometimentos entre encarnados e desencarnados, é fácil achar processos de perversas associações mentais, determinando enfermidades morais, viciações, desarmonias, ou processos de vinganças que são levados a cabo através de perseguições, de infiltrações pelos poros abertos das invigilâncias e permissividades do cotidiano, forjando quadros de variadas obsessões.

Assim, muitas separações conjugais são incentivadas por comparsas de pretéritos equívocos, ainda mantidos no Mundo Invisível, ou por inimigos ferrenhos, que não suportam acompanhar a rota de felicidade daqueles aos quais odeiam, ou invejam, simplesmente. 

Dentre os que se mostram inimigos temos muitos amores traídos de vidas passadas; corações que foram enganados com falsas promessas de bem-querer ou de fidelidade, filhos que foram abortados em passado remoto ou próximo, todos assinalados por mágoas profundas ou por sentimentos odiosos, por desejo de desforço, de vingança, devendo ser tocados em sua alma pelas energias da disposição de mudar dos seus perseguidos, sendo que, somente dessa forma, os antigos dilapidadores da harmonia da vida lograrão chances de ventura, de um caminhar sem tantos atropelos na esfera moral.

Não se pode, então, pensar em casal bem-ajustado à alegria e ao equilíbrio sem os devidos cuidados com sua vida moral-espiritual.





José Raul Teixeira




Fonte: do livro "Desafios da Vida Familiar"
Fonte da Gravura: www.imageafter.com/

CONHECIMENTO NÃO É SABEDORIA

Em nossa busca por conhecimento, em nossos desejos gananciosos, perdemos amor, perdemos o sentimento da beleza, a sensibilidade à crueldade; estamos nos tornando mais e mais especializados e menos e menos integrados. A sabedoria não pode ser substituída pelo conhecimento, e nenhuma explicação, nenhum acúmulo de fatos, libertará o homem do sofrimento. O conhecimento é necessário, a ciência tem seu espaço; mas se a mente e o coração estão sufocados pelo conhecimento, e se a causa do sofrimento é explicada satisfatoriamente, a vida se torna sem valor e sem significado.A informação, o conhecimento de fatos, embora sempre crescente, é por sua própria natureza limitada. A sabedoria é infinita, ela inclui conhecimento e o meio de ação; mas nós pegamos um galho e consideramos que ele é a árvore inteira. Através do conhecimento de uma parte, não podemos perceber a alegria do todo. O intelecto nunca pode levar ao todo, pois ele é só um segmento, uma parte. Nós separamos o intelecto do sentimento e desenvolvemos o intelecto às custas do sentimento. Somos como um objeto de três pernas com uma perna muito maior que as outras, e não temos equilíbrio. Somos treinados para ser intelectuais; nossa educação cultiva o intelecto para ser astuto, esperto, ganancioso, e assim ele tem o papel mais importante em nossa vida. Inteligência é muito maior do que intelecto, pois é a integração de razão e amor; mas só pode haver inteligência quando há autoconhecimento, a profunda compreensão do processo total da pessoa.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
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26 DE JANEIRO 2014 - ORAÇÕES DIÁRIAS


sábado, 25 de janeiro de 2014

PREENCHENDO O VAZIO INTERNO

Não estamos aqui apenas para transformar nossa raiva, as coisas que tenhamos feito para magoar os outros ou a dor que causamos às vidas das outras pessoas. Estamos aqui para entender que é através de ações como essas que criamos um vazio dentro de nós, impedindo a Luz de entrar. Quando compreendemos esse ponto e assumimos a responsabilidade pelo nosso próprio vazio interno, podemos atrair uma imensa quantidade de estabilidade, consciência e Luz em nossas vidas.

Separe alguns minutos para refletir sobre esse conceito. Depois, quando estiver pronto, você pode pedir ao Criador alguma coisa como: “Não quero mais ver a negatividade como algo externo a mim, mas sim quero chegar à consciência de que tudo que faço cria minha própria negatividade, minha própria doença, meu próprio sofrimento, minha própria dor. Tudo isso é causado apenas por mim e pela forma como ajo no mundo externo.

Se realmente pudermos absorver essa ideia, então poderemos transformar muito da negatividade que nos cerca e permeia o mundo.




Karen Berg




Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
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COMPREENSÃO DE MOMENTO A MOMENTO

A compreensão fundamental de si mesmo não chega através do conhecimento ou do acúmulo de experiências, que é meramente o cultivo da memória. A compreensão de si mesmo se dá de momento a momento; se nós meramente acumulamos conhecimento do ego, esse próprio conhecimento impede a compreensão, pois conhecimento acumulado e experiência se tornam o centro através do qual o pensamento focaliza e tem sua existência. 





J. Krishnamurti





Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
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ONDE COMEÇA O SOFRIMENTO

O sofrimento permeia a existência cíclica como o óleo permeia as sementes de gergelim. Como o óleo, a completa infiltração do sofrimento não é sempre aparente, especialmente em fases onde o prazer predomina e as coisas parecem ir bem. Entretanto, da mesma forma que o óleo se torna evidente quando as pequenas e duras sementes são trituradas e espremidas, também o sofrimento latente é diretamente experimentado quando nossas camadas de pretensões egoístas se arrebentam sob a opressão da existência cíclica.

Por que é assim? A resposta é que estamos sujeitos ao carma, a lei inexorável de causa e efeito. A questão que, logicamente, se segue é: O que causa o carma? A causa raiz do carma são os venenos da mente. Nossa mente é basicamente confusa porque não reconhecemos sua natureza absoluta. Na falta deste conhecimento, deslizamos para uma estrutura errônea, que é a dualidade.

De início nos agarramos a um “eu” que percebe e a um “objeto” que é percebido. Vendo o objeto, definimos seu tamanho, forma e cor. Depois o julgamos: “Isto é bonito. É feio. Gosto disso. Não gosto disso. Isso me faz feliz. Isso me faz infeliz”. Finalmente, sentimos apego ou aversão: “Quero isso. Não quero isso”. É aí que começa o sofrimento.





Chagdud Tulku Rinpoche





Fonte: do livro “Vida e Morte no Budismo Tibetano“
http://darma.info/trechos/2006/11/onde-comea-o-sofrimento/
Fonte da Gravura: http://www.imageafter.com/

25 DE JANEIRO 2014 - ORAÇÕES DIÁRIAS