quinta-feira, 4 de junho de 2026

PARACELSO - ESTUPOR E A IMPORTÂNCIA DO REPOUSO


Estupor (*) e a importância do repouso

Para a renovação das forças vitais, períodos de repouso absoluto são de grande importância. Em repouso absoluto, a pessoa está em outros mundos, e se fosse possível interrogá-la cuidadosamente, ela revelaria muitas coisas interessantes.

A cultura popular preserva histórias sobre "belas adormecidas" e "cavaleiros" que permanecem em estado de suspensão dos sinais vitais. A sabedoria popular considera isso como uma condição especial que é seguida por energia renovada e até mesmo heroísmo.

É uma pena que muitos aspectos desses períodos de repouso e da condição de uma pessoa durante períodos de repouso sejam raramente estudados.

O estupor é um desses períodos de repouso, que não deve ser confundido com desmaio. Desmaio é uma sonolência inconsciente. O estupor não exclui necessariamente a consciência. A causa do estupor é muito sutil. Nenhuma influência externa pode causar estupor, enquanto que, em estado de estupor, uma pessoa pode ser curada dos estágios iniciais de qualquer doença que a aflija.

É incorreto considerar o estupor uma doença, pois é uma condição aceitável do corpo e da mente. É um erro despertar uma pessoa em estado de estupor. Em estado de estupor, a psique de uma pessoa passa por certos reajustes. Interromper uma pessoa em estado de estupor é ignorância. Interrogar e importuná-la com perguntas desajeitadas pode perturbar sua reorganização. Deve-se entender que uma pessoa está se refinando através do estupor.

É muito necessário que a ciência médica realize um estudo mais aprofundado da condição cerebral de pessoas em estado de estupor. Observar as ondas cerebrais de uma pessoa que está em choque, desmaiando ou em estupor pode revelar diferentes estados de energia psíquica. Também pode fornecer pistas sobre a morte.


Baseado em "Paracelso – Saúde e Cura" ("Paracelsus – Health and Healing")


Fonte: Circular de Vaisakh 1, Ciclo 29
World Teacher Trust España
wttes.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/mulher-com-sono-cama-garota-pessoa-6093239/


Nota:
(*) Estupor é um estado de forte diminuição da consciência ou da atividade física, no qual a pessoa não reage completamente ao ambiente. Pode referir-se a uma condição médica (um estado de quase inconsciência) ou ser usado figuradamente para descrever um choque ou surpresa profunda. (IA)

A RELAÇÃO ENTRE O SONO E A SAÚDE MENTAL

A relação entre o sono e a saúde mental: por que dormir bem protege a mente?

Durante muito tempo, o sono foi visto apenas como um período de descanso físico. No entanto, a ciência contemporânea demonstra que ele exerce um papel fundamental na regulação emocional, no equilíbrio psicológico e na prevenção de transtornos mentais.

Pesquisas em psiquiatria e neurociência mostram que o sono influencia diretamente o funcionamento de áreas cerebrais responsáveis pelo controle emocional, tomada de decisões e resposta ao estresse. Quando o sono é insuficiente ou de má qualidade, essas áreas tornam-se menos eficientes, aumentando a vulnerabilidade a estados de ansiedade, irritabilidade e humor deprimido.

Estudos longitudinais indicam que distúrbios do sono frequentemente antecedem o desenvolvimento de transtornos mentais, como depressão e transtornos de ansiedade. Isso sugere que o sono não é apenas um sintoma dessas condições, mas um fator ativo em sua origem e manutenção.

Durante o sono, especialmente nas fases profundas e no sono REM, o cérebro realiza processos essenciais de consolidação da memória e processamento emocional. Experiências vividas ao longo do dia são reorganizadas, emoções são integradas e o sistema nervoso recupera seu equilíbrio. Quando esse processo é interrompido, ocorre maior dificuldade em lidar com emoções negativas e situações estressantes.

Além disso, a privação de sono aumenta a liberação de hormônios do estresse e reduz a capacidade de regulação emocional, tornando a pessoa mais reativa e menos resiliente. Por outro lado, intervenções que melhoram a qualidade do sono estão associadas à redução significativa de sintomas depressivos e ansiosos, reforçando seu papel terapêutico.

Cuidar do sono envolve regularidade de horários, ambiente adequado, atenção aos estímulos noturnos e respeito aos limites do corpo. Essas práticas simples podem ter impacto profundo na saúde mental, funcionando como estratégia preventiva e complementar ao cuidado psicológico. Nesse sentido, a ciência é clara ao demonstrar que sono e saúde mental estão profundamente interligados.

Dormir bem não é luxo, mas uma necessidade biológica que sustenta o equilíbrio emocional, a clareza mental e a resiliência psicológica. Investir na qualidade do sono é, portanto, uma das formas mais eficazes e acessíveis de proteger a saúde mental ao longo da vida.



Fonte: AME BRASIL - Associação Médico Espírita do Brasil
https://amebrasil.org.br
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/sono-fadiga-esgotamento-resto-2035383/


Referências bibliográficas:

Harvey, A. G. (2008). Insomnia, psychiatric disorders, and the transdiagnostic perspective. Current Directions in Psychological Science.

Baglioni, C. et al. (2011). Insomnia as a predictor of depression: A meta-analytic evaluation. Journal of Affective Disorders.

Walker, M. P. (2017). Sleep, memory and emotion. Nature Reviews Neuroscience.

Goldstein, A. N.; Walker, M. P. (2014). The role of sleep in emotional brain function. Annual Review of Clinical Psychology.

Palagini, L. et al. (2019). Sleep loss and mental disorders: A meta-analysis. Sleep Medicine Reviews.

Alvaro, P. K. et al. (2013). Sleep disturbance and mental health. Sleep Medicine.

WHO (2022). Sleep and mental health. World Health Organization.