O orgulho, a presunção, a ostentação apaixonada da própria superioridade, a raiva, o anseio por conhecer detalhes infundados sobre os pontos fortes e fracos dos outros, a trapaça – todos esses constituem obstáculos no caminho da meditação. Ainda que não se manifestem abertamente, os impulsos internos ou "vasanas" que impelem o indivíduo para essas direções errôneas permanecem latentes na mente.
Quando se mantém um aposento fechado por muito tempo, ele fica empoeirado e malcheiroso; para torná-lo limpo e habitável, é necessário abri-lo, varrê-lo e tirar toda a poeira ali depositada. De igual modo, é preciso que a mente seja completamente purificada pelo poder da meditação.
O aspirante espiritual deve, por meio da observação interior, examinar a mente, o seu conteúdo e a sua condição, e depois, mediante hábitos disciplinares apropriados, remover as impurezas ali acumuladas, pouco a pouco e de maneira sistemática.
A presunção, por exemplo, tem raízes profundas e muito resistentes. Na mente onde predomina "rajas" – a qualidade da paixão, da atividade, do desejo e do egoísmo –, a presunção lança inúmeros ramos em todas as direções e se espalha por toda parte. Pode parecer seca e morta durante algum tempo, mas brotará novamente com facilidade; tão logo surja uma oportunidade, ela se manifestará. Portanto, os aspirantes espirituais têm que estar sempre vigilantes. (Dhyana Vahini, cap. 14)
Sri Sathya Sai Baba
Fonte do texto e gravura: www.sathyasai.org.br

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