sábado, 7 de setembro de 2013

POR QUE SINTO-ME INCAPAZ DE DAR UMA RISADA AUTÊNTICA?

Pergunta a Osho: Por que sinto-me incapaz de dar uma risada autêntica? E existe algum meio de recuperar minha capacidade natural de soltar uma gargalhada?

Você é a vítima, mas não está sozinho. Quase toda a humanidade é vítima: vítimas de pretensões, vítimas do uso de máscaras, vítimas da falta de naturalidade, porque vale a pena ser artificial — a sociedade concede respeito aos falsos.

A sociedade não tem respeito pelos autênticos e verdadeiros, porque os falsos podem ser controlados e a sociedade está muito interessada em controlar todos os indivíduos.

Mas os autênticos não podem ser controlados e a sociedade tem muito medo das pessoas que são autênticas, verdadeiras e sinceras, porque não consegue forçá-las à escravidão, à obediência, a qualquer tipo de estado opressivo, à exploração.

A falsidade recompensa. O desejo de recompensa continua a fazer a sociedade respeitar os falsos.

E porque o falso é respeitado, toda criança começa, devagar, a seguir os falsos. O ensinamento dos pais, o ensinamento dos professores — o esforço todo é para que você adquira uma natureza aceitável pelos outros.

O resultado final é um mundo fingido, onde ninguém é verdadeiro, onde os sorrisos são falsos, onde o amor é apenas uma palavra.

Ainda hoje recebi notícias da Inglaterra. Pesquisaram desde crianças de cinco anos até jovens de vinte e cinco, fazendo-lhes uma única pergunta: "Quais são os dois valores que você considera mais importantes e significativos na vida?"

É chocante ler a resposta dadas por todos, desde as crianças de cinco anos até os jovens de vinte e cinco.

As respostas são: dinheiro e sucesso. Essas são as duas coisas mais importantes na vida. Não o amor, não o riso, não a meditação, não o contentamento, nem mesmo Deus. Dinheiro e sucesso.

Todavia, em um mundo onde o dinheiro e o sucesso são tudo, você não pode ser autêntico — é perigoso. Você terá de reprimir sua individualidade e a cada passo transigir por causa do sucesso, por causa do dinheiro.



Osho, em "Riso: A Religião Essencial"



Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

SUA PASSAGEM PELA TERRA

Quantas pessoas refletem verdadeiramente sobre o que significa a sua passagem pela terra? Sim, quantas se questionam: «O que estou eu a fazer aqui? Por que é que estou aqui?» A maior parte comporta-se como se não tivesse nada de melhor a fazer do que procurar passar o tempo da forma mais agradável possível. Muito poucas têm consciência de que devem considerar como um estágio estas dezenas de anos que lhes é dado viver na terra. Sim, um estágio durante o qual o Céu lhes pede que aprendam e se aperfeiçoem, isto é, que melhorem o seu caráter, pois isso é a única coisa que lhes restará e que levarão com elas para o outro mundo. Quando se deixa a terra, é-se obrigado a deixar todas as aquisições materiais e até intelectuais, e quem não fez qualquer trabalho interior apresenta-se miserável, pobre e nu diante dos Espíritos celestes do alto. O discípulo de uma Escola Iniciática compreende que deve trabalhar sobre qualidades que passará a possuir eternamente; e, quando voltar, noutra encarnação, o Céu dar-lhe-á melhores condições e meios mais eficazes para continuar o seu trabalho.



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NEUROSE, EGOÍSMO E REBELDIA

No livro "No Mundo Maior", de André Luiz, o mentor Eusébio declara: "Somos no palco da crosta planetária, os mesmos atores do drama evolutivo. Utilizando corpos sagrados, perdemos, entretanto, quais despreocupadas crianças entretidas apenas em jogos infantis, o ensejo santificante da existência. Assim fazemo-nos réprobos das leis soberanas, que nos enredam aos escombros da morte, como náufragos piratas, por muito tempo indignos de retornar às lides do mar."

"Enquanto milhões de almas desfrutam bons ensejos de emenda e reajustamento, de novo entregues ao esforço regenerativo nas cidades terrestres, milhões de outras deploram a própria derrota, perdidas no átrio recesso da desilusão e do padecimento." (André Luiz - "No Mundo Maior") 

Sabemos que o determinismo divino de toda criatura é atingir a perfeição, pois todo espírito traz em si a herança do Pai, isto é, potencialidades a se desabrocharem, ao da caminhada evolutiva.

"A compreensão da Evolução é fundamento doutrinário que oferece uma clareza do que seja o homem . Partindo da ideia do fluido cósmico universal e do princípio inteligente, ocorre, pelo implemento do amor divino em ambos, um processo constante de transformação que, em nosso caso específico, há alguns milênios, resultou no aparecimento do espírito que se vinculou ao princípio material, delineando formas mais perfeitas, surgindo o homem."

"Todo o trabalho só foi possível na base da sucessão de repetidas experiências: primeiro na mônada e, finalmente, na individualidade. A partir de então, a reencarnação faz-se lei constante de aprimoramento e pelas aquisições do livre-arbítrio, surge, muitas vezes, como elemento de enriquecimento, de prova ou de reparação de condutas."

"Juntando-se a tudo isso a certeza de que o nosso papel é de seres fadado à perfeição, entendemos que tendo o mesmo princípio, só poderemos ter o mesmo fim." (Espíritos Diversos - "O Homem Sadio")

Dessa forma, percebemos que, para atingir a perfeição, a criatura necessita trilhar um longo caminho, de esforço e vivências de experiências, que lhe permitam fixar gradualmente as lições aprendidas. Este aprendizado exige a humildade do reconhecimento do erro e o propósito de redimir-se, através do trabalho de autoconhecimento e discernimento das tarefas apropriadas a serem realizadas.

Temos conhecimento de que, na erraticidade, no espaço entre reencarnações, é permitido ao espírito reconsiderar seu passado, quando, então, muitos se propõem a atitudes de reparação.

A reencarnação, por misericórdia divina, permite ao indivíduo esquecer-se dos fatos transatos, entretanto conteúdos que impulsionem as sensações de culpa e remorso, permanecem latentes no limiar do consciente da criatura.

Essas reminiscências aparecem como forma de angústia básica, pois o indivíduo, ao nível da consciência mais ampla, tem a percepção do contraste entre os conceitos "o que sou" e "o que eu deveria ser."



Dra. Lígia Maria Pompeu Dutra



Fonte: do livro "Por que Adoecemos?"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

domingo, 1 de setembro de 2013

PERTURBAÇÃO PSÍQUICA - DESOBEDIÊNCIA À LEI DE DEUS

A causa geral de qualquer perturbação psíquica reside na desobediência constante às determinações da Lei de Deus. Esta, cujo mecanismo impregna todas as coisas, coloca os seres inteligentes nas situações adequadas ao seu aperfeiçoamento mental: aproxima desafetos e reúne casais e pais e filhos, tudo sob o mesmo teto, torna um defeituoso, outro miserável, um terceiro milionário, e assim por diante. 

Ora, poucos conformam-se com essas decisões legais e o mais frequente é haver revolta com o esquecimento dos deveres atribuídos, em favor de uma vida plena de baixas satisfações, sob o comando de impulsos sem controle. E, assim, passam-se várias existências, com o abandono sistemático das obrigações impostas pela lei. 

A resultante acumulação de deslizes, erros, crimes, tarefas não cumpridas etc., vão aos poucos minando a resistência do espirito, à qual se associa a atuação de espíritos dedicados ao mal ou desejosos  de vingança (obsessão). 

Em síntese, uns estão rebelados contra a Vida, o Mundo e Deus; outros estão desanimados entre os obstáculos a remover do próprio caminho. 

Um dia, eclodem os variados sintomas neuróticos ou psicóticos, conforme a intensidade da perturbação íntima.



Carlos Toledo Rizzini



Fonte: do livro "Evolução para o Terceiro Milênio", EDICEL
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

LEVEZA - ALÉM DA ATRAÇÃO DA MATÉRIA

Para experimentar leveza, considere-se apenas luz. 

Sem peso e além da atração da matéria, a alma pode voar e tocar a liberdade verdadeira. 

Assim, torna-se fácil ficar acima dos problemas e manter a mente clara, perspicaz e livre de escravidão. 

A descoberta da sua própria leveza atrai e eleva os outros. 

Sua boa companhia removerá as preocupações da mente e o peso do coração deles.



Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 31 de agosto de 2013

"DOR" - AGENTE INDUTOR DA EVOLUÇÃO

Agente indutor da evolução, a evolar-se (dissipar-se) ante o progresso legitimamente efetivado.

A dor também é o efeito da Lei violada, a se fazer sentir em seus ditames de reconstrução da ordem, que tudo quer reconduzir para Deus; é a reação chamada "punição", cujo objetivo é coibir futuras ações que podem ou possam agravar as experiências pessoais. 

Uma imagem que poderia tornar mais clara a ideia, seria uma estrada, cujas laterais terminam em precipícios, e para nossa defesa foram adornadas com ferros pontiagudos. Todas as vezes que nos deslocássemos em sentido equivocado, para as bordas, seríamos tocados e a dor nos alertaria para retomarmos o sentido divino.

Ao limitar nossos desmandos, a Misericórdia Divina praticamente, se "materializa" em nossas vidas, semelhante ao Pastor que conduz as ovelhas pelo caminho seguro.

Sublime instrumento a nos projetar no rumo da felicidade, "A dor é a nossa companheira até o momento de nossa integração total com a Divina Lei." (F. C. Xavier - Pérolas do Além) 



Dra. Lenice Aparecida de Souza Alves



Fonte: do livro "Por que Adoecemos?"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

UNIDADE - BEM COMUM

Unidade é a harmonia dentro e entre indivíduos. 

Ela é construída através de visão compartilhada para o bem comum. 

É apreciar os valores de cada um e suas contribuições singulares. 

Quando existe a vontade interna de acomodar os outros, a unidade floresce. 

Quando eu dou o primeiro passo para ultrapassar as barreiras nos relacionamentos, outros também irão mudar.



Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

FIXAÇÃO NO PRESENTE

Não poucas criaturas, malbaratando o presente e não investindo no futuro, gastam-se e desgastam-se na posocupação. A posocupação é ocupação vã, porque retém a mente fixada em algo já ocorrido no pretérito e que poderia estar superado. É uma atitude típica do depressivo que se compraz, de maneira enfermiça, em fixar-se nas experiências negativas transatas, desperdiçando tempo, energia e oportunidade.

De outras vezes, o ser desgasta-se numa atitude de preocupação. Preocupar-se, como o indica a própria palavra, é o ocupar-se antes com a ocorrência que imagina ocorrerá mais tarde. Com isso a pessoa ocupa-se pelo menos duas vezes, antes da ocorrência e enquanto ela se dá. Na hipótese de posocupar-se com o problema, a criatura terá se ocupado três vezes, isto é, antes durante e depois.

Pensar e refletir com serenidade e confiança na problemática, é positivo e necessário. Preocupar-se em excesso é inútil e nada de bom acrescenta.

O ideal, para a existência humana, é a criatura procurar viver sem tristeza pelo passado e sem ansiedade negativa pelo futuro, num interminável e abençoado presente, vivendo cada instante, totalmente, não se preocupando de maneira estéril com o que virá, e também não se posocupando com o que de negativo sucedeu.

A hora é agora.

Como ensina velha canção, "quem sabe faz a hora, não espera acontecer..."

Emmanuel, pelas mãos queridas de Francisco Cândido Xavier, assevera que hoje é o dia mais importante de nossas vidas; nem o ontem, que já vivemos com suas experiências, nem o amanhã que poderá surgir modificado...




Izaias Claro



Fonte: do livro "DEPRESSÃO - Causas, Consequências e Tratamento"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O REGENTE ESOTÉRICO DE VIRGEM



                                                   Virgem

Virgem faz referência à pureza da Matéria, e à capacidade desta de responder ao impacto do Amor de Deus sobre Ela. A Virgem (mãe-matéria) é essencialmente receptiva e sua resposta sempre depende da consciência que a habita. O corpo nunca nos dará as costas, somos nós que descuidamos dele. É necessário ter cuidado com o corpo, porque em sua generosa receptividade está o trampolim para a correta atitude, o caráter purificado que mais tarde será a base para a expressão do Amor inclusivo ou princípio Crístico.

Como no caso de um brilhante ou pedra preciosa, para que a Alma possa se expressar em plenitude, necessita de um longo e lento processo de adaptação, no qual a Mãe-Matéria é seu guardião e, ao mesmo tempo, a substância que alimenta o caminho.


Mercúrio: “o filho da mente”

Mercúrio é o governante da mente concreta e abstrata. Virgem (a mãe) protege e nutre o crescimento de referida mente e, através do tempo, Mercúrio (o mensageiro dos deuses) aprende a relacionar seu habitáculo material com as mensagens divinas, dirigindo assim a mãe-matéria para a expressão do Amor Puro. Isto é ser inteligente: saber harmonizar a realidade material com a espiritual.

Virgem, através de uma consciência “egoísta” pode trazer fracassos que levam à introversão, pois este signo de terra não é impositivo e extrovertido como seu signo anterior (Leão), é bastante introvertido e com tendência a reanalisar em excesso os erros próprios ou alheios que referida consciência crê que impedem o triunfo. O excesso é um sintoma de egoísmo e é precisamente no “fracasso” que se torna introvertido e onde reside a oportunidade (para a consciência preparada) de conquistar a transmutação. A análise honesta e a aceitação do que isso implica e com o consequente silêncio mental, é a antessala da verdadeira criatividade.

A introversão em Virgem é uma tendência natural, sua polarização ou atenção da consciência se põe nos profundos e silenciosos processos físicos (terra) internos, onde as formas básicas (lunares) de determinada vida devem ser postas em harmonia com a nova consciência da Alma que surge em contraposição com as velhas forças da consciência pessoal.

Quando a energia de Virgem é utilizada por uma consciência “generosa”, Mercúrio oferece poder discriminador e intuitivo para que a Matéria ou Personalidade primária possa ser bem construída. A palavra-chave em Virgem evoluído é CONSTRUIR, e para isso Mercúrio é nutrido pela matéria mas, ao mesmo tempo, ele, é seu governante. A receptiva substância, o material básico para construir, está simbolizada pelo regente esotérico de Virgem: a Lua.


A Lua: “a vontade de Deus para a manifestação na forma”

A Lua é o aspecto mãe da divindade que nutre e protege o Cristo ou Amor interno, assim relacionando consciência e forma. Esta relação constrói o que chamamos centros de autoconsciência (Leão – luz própria), primeiro passo para entrar no processo que mais tarde expressará o serviço altruísta (Aquário) e o sacrifício amoroso (Peixes) de um Filho de Deus.

Em Virgem a Lua é o receptáculo “feminino” onde a relação espírito-matéria é desenvolvida sob as leis da Mãe, neste sentido Áries é todo o contrário.

Quando o sujeito de Virgem (ascendente) é capaz de reconhecer em sua consciência a reação que produz o impacto das exigências da Alma em seus corpos lunares, (físico-emocional-mental inferior) e, com este reconhecimento, na calma e escura profundidade das sensações, consegue relacionar através da Mente superior Mercurial a vida da personalidade com a intenção da Alma, estará construindo uma nova forma de expressão, mas em consonância com a vontade de Deus

É evidente que esta atitude interna se baseia em uma dualidade, na qual a matéria deve se acostumar ao novo poder representado pela “energia da Alma” em detrimento de sua velha e boa amiga: “a força da personalidade”. O Dom de Virgem foi expresso por Jesus quando, aos 12 anos se afastou da proteção de Maria para ir ao templo compartilhar com os Sábios: “devo me ocupar dos assuntos do meu pai”. Jesus mostrou aqui uma inflexão dando prioridade ao desenvolvimento de seu Cristo interno frente às obrigações da personalidade, simbolizadas pelas até então naturais exigências da Mãe.


A frase- chave:


“Eu sou a mãe e o filho, Eu, Deus, matéria sou”

Nestas palavras podemos observar um criativo jogo de palavras que mesclam a divindade com a matéria, sem esquecer do Eu, o princípio Alma, que une graças à sua capacidade de empatia com os diversos conceitos: Matéria, mãe - filho, Deus, ….. Eu compreendo os dois, e minha identificação com eles me permite o processo de união para ser Eu.

Este Eu é Mercúrio, o filho da mente, a luz da Alma, o fio condutor capaz de reconhecer e mesclar a divindade entre a Matéria e Deus.




Astrologia:

Em astrologia, a Lua está especialmente “forte” em quatro signos:

  • Em Touro ela mostra o poder das “sensuais” formas externas geradoras de desejo.

  • Em Câncer ela mostra o poder da emoção velada pelo corpo físico (somos 70% de água).

  • Em Virgem a Mãe Lua é a inércia protetora da Substância-Matéria, oferecendo o calor interno para o longo processo de “construir” um filho-Deus.

  • Em Aquário a forma Lunar mostra seu esplendor na expressão de um serviço fraternal e inclusivo. Aquário é a liberação externa do trabalho interno de Virgem.

Netuno, Júpiter e Vênus perdem poder neste signo, devido a que, na profundidade e escuridão da matéria, caverna ou cocho estes planetas não podem brilhar. Somente Mercúrio (o filho da mente) é capaz de mostrar sua exaltação, regendo através da razão pura (intuição) a Matéria Mãe (Lua). Mais tarde, quando a sabedoria interna alcança certo nível de expressão externa, graças ao cuidado e purificação da formas, estes três planetas acima indicados poderão expressar seu justo poder. 

 

Raios através de Virgem:

O II Raio de amor-sabedoria,(Júpiter), em uma consciência evoluída pode ser muito bem expresso através de Virgem, devido à capacidade de referida consciência de conseguir que a matéria, a parte mas grosseira e profunda da manifestação, responda ao impacto do Amor externo. Aqui o II Raio através de Virgem centrado em Júpiter demonstra que Deus reside em todas as partes.

O IV Raio de beleza através do conflito está presente na relação Lua(mente inferior) e Mercúrio(mente superior) oferecendo através disso circunstâncias e dificuldades para alcançar a harmonia.

O I Raio de vontade também está presente,através de Vulcano velado pela Lua, mas em sua forma construtora positiva. A persistência, resistência e poder de redimir ou transmutar a matéria são qualidades de primeiro raio.

O VI Raio de devoção também deve ser levado em conta, pois muitas vezes, quando falamos de Virgem, a Lua também vela Netuno, dando a entender o poder que têm as emoções, e sua correta direção para um ideal, nas importantes primeiras etapas de crescimento interno.

O IV e VI raios estão mais presentes nas primeiras etapas de crescimento, assim como o II nas últimas. A persistência e o poder do I Raio é uma constante em todas elas.



Fonte do Texto e das Gravuras: 
LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2013/08/o-regente-esoterico-de-virgem.html

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

OTIMISMO

Geralmente quando nos deparamos com problemas, nossa mente se vê aprisionada em preocupações e medo. 

Por causa disso, os problemas parecem ser maiores do que realmente são e perdemos a habilidade de encontrar soluções e trabalhar construtivamente. 

Quando reconheço um problema, o primeiro passo é sorrir para mim. 

Quando estou certa de que estou feliz internamente sei que a situação passará e que terá algo a me ensinar. 

Assim as soluções vêm de forma rápida e fácil. 

Ao considerar obstáculos como um jogo sou capaz de superá-los enquanto sorrindo e cantando.




Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

COOPERAÇÃO

Ser cooperativo é ter um olho atento ao que é necessário para trazer sucesso. 

Suprir isso na hora e local certos, e então retirar-se. 

Aquele que oferece seus serviços e espalha seu nome após a realização não é cooperativo, é arrogante da sua doação. 

Cooperação requer invisibilidade no fazer e desapego pelo resultado. 

Um olho que sabe discernir vê exatamente o que é preciso. 

Às vezes, nem mesmo uma ideia que possa intimidar, mas é preciso só uma mão, um suporte.



Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

DESAPEGO É ENVOLVIMENTO E INTIMIDADE COM AS COISAS COMO SÃO

“Iluminação é intimidade com todas as coisas”. Mestre Dogen (1200-1253)

“Muitas pessoas ouvem essa ideia do desapego e pensam que é uma espécie de desassociação“, diz o psicoterapeuta canadense e professor de Yoga e Budismo Michael Stone (...). “Não vou me apegar a como as coisas são, nada pode me abalar, e, de uma certa maneira, eu também pensei que a prática espiritual, e a meditação especialmente, seria um jeito de me isolar do sentimento, mas na verdade as coisas não funcionam desse jeito”, diz ele. 

Tirando um pouco do materialismo simplista que ficou colado nessa expressão (de desapego somente ligado à objetos de posse), Michael Stone propõe uma releitura dessa expressão, do inglês “non-attachment“, dizendo que o desapego é a ideias fixas e a uma mentalidade fechada, justamente para evitar que desapego seja também só da “parte ruim” da realidade. Assim, desapego seria estar aberto a tudo, uma intimidade e um envolvimento verdadeiros com todas as coisas.

Desapego, assim, seria apenas soltar aquilo que foi “pego” de início e mantido “fixo”, como se fosse permanente. Ou como achamos que deveriam ser. 

Uma frase do filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, contida no documentário “Mundos Interiores Mundos Exteriores“, diz que “Se você me dá um nome, você me nega“. Neste sentido, até um nome pode significar apego, negação do que é, e pode significar a tentativa de fixar uma ideia ou um conceito a alguma forma inerentemente impermanente. Deixar de fixar significaria um desapego, neste caso.

Ou como diria (e de fato disse, segundo os registros) o sábio indiano Sri Nisargadatta Maharaj (1897-1981), “não é o que você faz que importa, mas o que você deixa de fazer“. E quem deixa de fazer somos nós com nossos movimentos mentais de nomeação, conceituação, fixação e apego. 

Levado às últimas consequências, os sábios apontam que o próprio “eu” deve ser uma ideia ou conceito a ser investigado – e solto.



Blog DHARMALOG



Fonte: http://dharmalog.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

EQM - EXPERIÊNCIA DE QUASE MORTE

O que é EQM?

A experiência de quase morte ou EQM refere-se a um conjunto de visões e sensações frequentemente associadas à situações de morte iminente.

Neste instante,  algumas pessoas escutam o médico declarar sua morte, possuem a sensação de estarem em um lugar extremamente escuro, encontram-se como se estivessem olhando para o seu próprio corpo, passam rapidamente através de uma espécie de túnel em direção a uma luz e se deparam com seres que são tomados por Deus, sentindo-se seguros e felizes.

Também é frequente pacientes que veem pessoas conhecidas e recapitulam rapidamente detalhes do seu passado. Em seguida, ocorre o retorno para o corpo, nem sempre com satisfação.


Quadro psicológico:

Os pacientes que passam por este momento concluem que os momentos terminais da existência não são tão angustiantes quanto imaginavam.

Desconforto no início, mudança no estado de consciência, contato com outro plano existencial e suspensão dos sintomas físicos são alguns dos  quadros psicológicos dos pacientes.

Grande parte das pessoas que passam pela EQM, apresentam parada cardiorrespiratória, devido à alterações circulatórias, metabólicas, infecciosas, tóxicas ou neoplásicas.

Lembranças afetivas marcantes com amigos da infância e da adolescência são recorrentes.

Podemos observar, também que os pacientes que passam por esta experiência permanecem no controle de sua vontade.


Efeitos positivos:

O artigo escrito pelo doutor em Medicina e professor de Psiquiatria da Universidade da Virgínia, Bruce Greyson, foi publicado na Revista de Psiquiatria Clínica e mostra que independentemente da sua causa, as EQMs podem alterar de forma permanente e dramática as atitudes, as crenças e os valores dos indivíduos que passam por essa experiência. A ampliação da espiritualidade, da preocupação com outras pessoas, da valorização da vida e a diminuição do medo da morte, do materialismo e da competitividade também acontecem.

Conforme o estudo, os pacientes que vivenciaram a uma experiência de quase morte, quando comparados com os que não passaram por essa experiência, referiram grande aumento do altruísmo, diminuição do medo da morte, aumento da crença na existência de vida após a morte, aumento do interesse e do sentimento religioso, diminuição do desejo de sucesso material e da aprovação pelos outros.


Efeitos negativos:

Embora indivíduos que tenham passado por uma EQM possam sofrer, a ênfase da mídia leiga nos benefícios inibe a busca por ajuda e algumas vezes as pessoas acabam duvidando de sua própria sanidade mental.

Com frequência receiam discutir esse assunto com seus amigos ou profissionais de saúde, pelo medo de serem ridicularizadas ou rejeitadas. Algumas vezes, também os profissionais de saúde reagem negativamente, quando os pacientes que vivenciaram uma EQM relatam suas experiências, o que os desencoraja de procurar ajuda para mais bem compreender essa experiência.

A maioria dos pacientes vai se adaptando ao novo modo de vida, com novos valores, atitudes e interesses.


Relatos dos pacientes:

Divaldo Pereira Franco, médium e orador espírita, relata sua experiência de 1985 – “Vi-me fora do corpo e recordei-me de uma afirmação de Joanna de Ângelis (guia espiritual de Divaldo Franco) que me havia dito que no dia em que eu perdesse a consciência e a visse, havia acontecido o fenômeno biológico da morte. Eu olhei à minha volta e não a vi. Vi então a minha mãe, que se aproximou de mim. Perguntei-lhe: "Mãe, eu já morri?" e ela disse-me: " Ainda não”. Então, voltei ao corpo.”

Mellen-Thomas Benedict é um artista que sobreviveu a uma experiência de quase morte em 1982 - “Fui me movendo para a luz, mas senti intuitivamente que se eu fosse até lá,  eu estaria morto. Então, na medida em que eu ia me movendo para a luz eu disse: “Por favor, espere um pouco, espere um segundo. Eu quero refletir sobre isto; eu gostaria de conversar com você antes de ir”. Para a minha surpresa, completa ele, toda a experiência parou naquele ponto.”

Emmanuel Swedenborg, considerado um dos precursores do Espiritismo, explica como passou pelos primeiros eventos da morte: "Fui levado a um estado de insensibilidade quanto aos sentidos corporais, quase a um estado de morte. Porém, a vida interior, com o pensamento, permaneceu íntegra e com isso, percebi e retive na memória as coisas que ocorreram aos que são ressuscitados dos mortos. Especialmente me foi dado perceber que havia um puxar e tirar da mente ou do meu espírito para fora do corpo".


Dica da Rádio Boa Nova:

O livro "Mudança de Rumo" traz a comovente história de um homem que reavaliou e modificou sua existência a partir de uma excursão por regiões tenebrosas do Além, em dramática e inesquecível EQM. Confira em: 

http://www.mundomaior.com.br/sistema/listaprodutos.asp?IDLoja=12389&IDPr...

Assista ao depoimento de Divaldo Franco falando sobre sua experiência de quase morte: 

http://www.youtube.com/watch?v=ODIrWbOhcHg




Fonte: Grupo Allan Kardec
http://grupoallankardec.blogspot.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NO SEIO DO ETERNO

Não existe maior felicidade do que sentir-se, pelo menos uma vez na vida, um verdadeiro filho de Deus. Pelo menos uma vez, ter a sensação de estar protegido no seio do Eterno, na candura primordial, na inocência primordial. 

Para ter a possibilidade de experimentar um dia esse estado de consciência, nós devemos empreender um grande trabalho com a luz a fim de iluminar, de purificar, todos os recantos obscuros da nossa vida psíquica.

Se procurarmos identificar-nos cada vez mais com o nosso Eu Superior, com o nosso Espírito, um dia recordar-nos-emos daquilo que éramos no passado longínquo, quando ainda vivíamos em Deus. 

É assim que, pouco a pouco, conseguiremos sentir-nos regenerados, de novo em graça, filhos e filhas do nosso Pai Celeste. 

Só o nosso espírito é realmente inocente, e é esforçando-nos por nos aproximarmos dele que recuperaremos a nossa inocência original.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 27 de agosto de 2013

ERROS E DEFEITOS DA MENTE

(...) O primeiro defeito mental é a tendência à CRISTALIZAÇÃO, ou seja, a falta de elasticidade, e por causa dele o homem se apega às suas próprias ideias, às suas próprias convicções, e se fecha no limitado círculo formado por elas, sem ser capaz de superá-lo e ampliá-lo toda vez que entra em contato com novas verdades. 

Uma mente realmente madura deve estar aberta para todas as ideias novas, deve ser capaz de um aprofundamento contínuo, deve mostrar-se sedenta de novos conhecimentos e desejosa de ampliar cada vez mais o seu campo de pesquisa. Deve ser capaz de examinar objetivamente e de entender as opiniões e as convicções dos outros, as ideias novas em qualquer campo (...) Em vez disso, porém, frequentemente acontece que se formam, na mente, preconceitos, as ideias cristalizadas, aquelas que Bacon chama de "ídolos", que são um obstáculo para a atividade livre do pensamento e impedem a pesquisa e o aprofundamento no campo do conhecimento. 

Um outro defeito da mente é a PRESUNÇÃO (ou senso de superioridade) que nasce do fato, quase inevitável, de que com o desenvolvimento do intelecto vem acentuar-se o senso do eu pessoal e a auto-afirmação. O senso de superioridade também gera o criticismo e a separatividade, defeitos estes também dos tipos mentais. 

(...) Mesmo que o homem não tenha percepção disso, à medida que ele evolui e procura superar os obstáculos internos, no seu caminho para o amadurecimento intelectual, o aspecto inferior e o aspecto superior da mente se aproximam, por assim dizer, começam a comunicar-se um com o outro e esta comunicação produz uma mudança no modo de pensar e de raciocinar do indivíduo. Antes de mais nada ele começa a sentir maior clareza e limpidez de pensamento, depois começa a sentir uma renovada sede de conhecimento, uma ânsia de pesquisa e de aprofundamento, e se dá conta, com inesperada intuição, dos seus erros e das suas limitações. 

Além disso, em sua mente surge um poder novo, uma clareza de julgamento e de raciocínio que o torna capaz de distinguir e de escolher quase que instantaneamente, entre duas coisas opostas, aquela que é a certa. (...) Este poder novo é chamado discernimento. Contudo, a manifestação do discernimento é gradual, pois tal qualidade é potencialmente ínsita na mente do homem, por isso já existe, em embrião, desde o início do processo evolutivo. 

(...) O discernimento, portanto, é uma qualidade mental importantíssima e essencial porque, na realidade, é aquela que ajuda o homem a alcançar a verdadeira maturidade intelectual e o uso sábio e reto do intelecto. 

(...) A maturidade mental se manifesta com a capacidade de "pensar" realmente, com a mente liberta dos obstáculos emocionais e instintivos e das influências provenientes do exterior e, além disso, com a faculdade de usar corretamente o pensamento, de maneira aberta, elástica, objetiva, compreensiva e sábia, como instrumento de conhecimento tanto voltado para o mundo objetivo quanto para o mundo subjetivo. 

(...) O indivíduo é um conjunto de qualidades interdependentes e a maturidade de uma função psíquica ajuda e favorece a maturidade das outras funções. 

Se não se está efetivamente amadurecido não se pode alcançar a maturidade mental, e também não se pode conquistar a maturidade afetiva se a nossa mente não estiver realmente amadurecida. Pois que o próprio amor é conexo com o conhecimento, e o conhecimento com o amor. 



Dra. Angela Maria La Sala Bata



Fonte: do livro "Maturidade Psicológica"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

MENTE E COMPORTAMENTO

Na faixa vibratória na qual localizes a mente, daí haurirás a correspondente energia.

Quem desce ao charco respira umidade, da mesma forma que em se elevando à montanha, aspirará oxigênio puro.

Situando o pensamento nas fixações amargas quão deprimentes de acontecimentos infelizes, vitaliza-los-ás, trazendo-os à realidade dos dias presentes, para o teu próprio infortúnio.

Agasalhando as ideias de sublimação pessoal, por mais se te pareçam difíceis de consegui-las, acostumar-te-ás com a possibilidade e, de um para outro momento, estarás vivenciando esse estado superior.

Cada criatura vive, no mundo objetivo, conforme os seus estados íntimos, mentais.

Educar o pensamento, criando os hábitos da prece e da elevação moral, constitui uma tarefa-desafio, que deve ser enfrentada de imediato.

A mente plasma, no campo da ideação, os desejos, que depois se transformam em realidades que passam a participar da vida, na área das formas.

Ideoplastias variadas assaltam o homem, no seu trânsito evolutivo, conforme o lugar e a aspiração psíquica mais apetecível.

Fantasmas de enfermidades inexistentes, necessidades criadas por desequilíbrios, tormentos de largo tempo, frustrações de curso afligente decorrem da preferência mental de quem lhes experimenta a compressão.

Ninguém consegue viver sem os hábitos que se lhes tornam "uma segunda natureza" influenciando grandemente sua própria natureza.

Como pessoa alguma, na normalidade mental, vive sem pensar, é claro que, não cultivando as boas, elaborará as más aspirações.

A mente responde pela vida.

O Espírito exterioriza, mentalmente, os estados em que transita, cabendo-lhe esforçar-se por modificar os quadros íntimos, crescendo em contínuo esforço na direção das metas liberadoras.

Considerando que tudo quanto empreendes resulta negativo, altera o clima mental e age com tranquilidade, aguardando os resultados. 

Tendo em vista as ocorrências afligentes que te surpreendem, abre-te, psiquicamente, ao amor, e descortinarás paisagens menos tristes.

Experimentando doenças ou dissabores frequentes, reage, no campo das ideias, cultivando a saúde, e se te renovação os quadros orgânicos e emocionais.

Insiste nos pensamentos positivos, como quem reconhece a existência dos espinhos na haste da roseira, porem, prefere deter-se extasiado ante a flor, embora cuidando-se daqueles.

Queixa, azedume, amargura, deves substituir por confiança, otimismo, renovação, paciência, do que resultará a tua paz.

Como não podes viver sem a presença das ideias, coloca aquelas que te promovam à saúde e ao bem-estar.

Respirarás, emocionalmente, conforme o clima em que situas os teus programas de evolução.

"Busca primeiro o reino de Deus - propôs Jesus com sabedoria - e tudo mais te será acrescentado."


Joanna de Ângelis / Divaldo Pereira Franco




Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A SAGRADA DANÇA - OS PRINCÍPIOS ESPIRITUAIS DE SE RELACIONAR

Masculino e Feminino - A SAGRADA DANÇA

Existem muitas lendas e mitos antigos da Criação que nos dizem que a força original de Deus criou dois seres que tirou da sua própria essência. Estes dois seres, por sua vez, foram criadores de Tudo O Que É.

Assim, os princípios espirituais básicos da criação são a Unidade (a Unicidade de Tudo o que É), a Dualidade (O Um explorando a si mesmo a partir da tensão dos opostos) e a Multiplicidade (a réplica, dessa dança básica de criatividade, uma e outra vez, em formas maravilhosas e complexas.).

As relações nos ajudam a redescobrir a dança original dos DOIS que de fato são UM. O movimento sempre tende a descobrir Harmonia e Unidade; e então descobre de fato que também há desarmonia e dualidade, porque os dois agora são seres únicos e individuais. E a chave desta dança é balançar-se e fluir da unidade à dualidade e vice-versa.

Existem também muitos mitos antigos que falam de originais divindades "dançando" pelos céus e que, em seu giro, prolongam a criação com sua dança. O mito que me vem à mente é o da Shiva e Shakti, cuja união e "dança" representam o mito das energias do Sagrado Masculino e Feminino, na realização da dança da criação.

Em nossas relações com as novas energias multidimensionais, precisamos compreender os passos dessa dança sagrada de Shiva e Shakti, se queremos replicá-los em nossa vida. A dança tem três passos primários ou movimentos.

O primeiro movimento tende sempre à Harmonia e à Unidade. Duas pessoas se atraem e procuram descobrir juntas - de que maneira se parecem. Este é o movimento para a Força Divina ou o movimento dos Dois procurando ser o Um original. Porque este movimento é dirigido à Divindade, esta etapa da relação é sempre alegre e criativa, enquanto os dois seres sentem o fluxo de luz e energia entre eles. Eles se descobrem e encontram as melhores partes deles mesmos, refletidas no outro, nesta parte da dança sagrada.

O segundo movimento tende sempre a afastar-se da Unidade e ir para a Separação. O Um se torna Dois, que são separados e únicos. Nesta fase da relação, a dança das duas pessoas é a de descobrir as formas em que são diferentes e porque, nessa etapa da relação, estão FORA da fonte da divindade rumo à separação e à dualidade. Por isso, frequentemente, são fases em que há ansiedade e raiva, além de uma necessidade de se exercer o controle para manter a identidade. Isto é porque na nossa cultura espiritual nós tememos a dualidade, nós a vemos como algo mau e tomamos partido pela Unidade de consciência e procuramos nos mover "mais além da dualidade". Mas nunca poderemos nos mover além da dualidade enquanto tenhamos uma identidade separada e única. Em nosso estado de consciência mais elevado, sempre tomaremos parte dessa dança de energias entre a Unidade e a Dualidade. Estar consciente é dar-se conta da dança e é ser capaz de soltar e dela desfrutar, sabendo que o fluir sempre irá de um lado ao outro, entre estes dois estados de ser.

Em um relacionamento, isto significa que devemos estar preparados para experimentar tempos de desafio e discórdia. Pode ser que haja raiva, frustração e outras energias negativas. Estas devem ser lidadas com elegância e com o conhecimento de que, se as dirigirmos dessa maneira, não tem porque se tornarem destrutivas. Isto é o que chamamos de o lado SOMBRA da relação. Sempre estará lá. Como ela é dirigida e integrada determinará a qualidade da relação. Se ambos os companheiros ou "dançarinos" souberem como lidar com a dança da raiva e da negatividade, então isso pode ser negociado, sem criar um desequilíbrio tal que a relação/dança seja interrompida e destruída. Eu sempre julguei que a chave, aqui, é sempre permitir que a raiva e a negatividade sejam expressas e liberadas, sem que se tome isso pessoalmente. Ou seja, é preciso se defender de formas destrutivas, se houver uma raiva igual de ambos os lados. Isto cria justamente uma espiral de energia negativa que impede a dança de seu próximo passo ou movimento.

O terceiro ou último movimento é sempre à volta à Unidade e à Harmonia. Os Dois descobrem de novo, através de suas jornadas separadas, que eles são sem dúvida Um. De fato, eles se redescobrem na Unicidade, já que aprenderam algo mais a respeito de si próprio e do outro e se reunificaram agora em uma espiral mais elevada de evolução e consciência. E tendo aprendido esta nova coisa em particular, não precisam retornar para trás e fazerem isso de novo e de novo, sendo isto a forma como os padrões destrutivos surgem nas relações.

Os hábeis dançarinos cósmicos sabem como deixar ir e se movimentar para novos níveis da dança experimental, mantendo o relacionamento em um estado de crescimento e de novos movimentos.


Tradução para o Português: Silvia Tognato Magini
Revisão e subversão do texto: Sandra C. G. Benedetti.



Fonte do Texto e da Gravura: Centro Humanista de Transcendência Flor de Jasmim
http://centroflordejasmim.blogspot.com/

QUE EU CONTINUE COM VONTADE

Que eu continue com vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, uma lição difícil de ser aprendida.

Que eu permaneça com vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles vão indo embora de nossas vidas.

Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, sentir, entender ou utilizar essa ajuda.

Que eu mantenha meu equilíbrio, mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo escurecem meus olhos.

Que eu realimente a minha garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes tão fortes quanto o sucesso e a alegria.

Que eu atenda sempre mais à minha intuição, que sinaliza o que de mais autêntico eu possuo.

Que eu pratique mais o sentimento de justiça, mesmo em meio à turbulência dos interesses.

Que eu manifeste amor por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exige muito para manter sua harmonia.

E, acima de tudo... 

Que eu lembre sempre que todos nós fazemos parte dessa maravilhosa teia chamada vida, criada por alguém bem superior a todos nós!

E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós!


Francisco Cândido Xavier


Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal