“Como é em cima é embaixo, como é embaixo é em cima” reza o axioma oculto, e o Festival de Touro não é exceção. Quando falamos de Wesak estamos nos referindo a um evento de fundamental importância na vida da humanidade e sobretudo do planeta, porque fazemos referência ao contato entre três reinos: Shamballa, o centro onde a Vontade de Deus é conhecida; a Hierarquia espiritual, o reino das almas, e a raça humana. Se tivermos em mente que a humanidade é a grande responsável por iluminar-se para abrir as portas da energia espiritual aos reinos animal, vegetal e mineral, compreenderemos que se trata de um momento de união com amplos efeitos espirituais para a evolução planetária interna. Mas a vivência não se acaba ali: Wesak não é um evento abstrato ou meramente intelectual, nem apenas um relato interessante cheio de fórmulas complexas; é também uma realidade da consciência, uma fusão entre a mente e o coração. Vejamos algumas analogias que podem nos iluminar a respeito, sempre as considerando do grupal e com ênfase no subjetivo. Sabemos pela literatura religiosa e esotérica que, em Wesak, a Hierarquia de Mestres, integralmente, e Seus colaboradores realizam um grande ato de invocação de energia espiritual, culminando com a chegada do Buda e uma bênção trazida dos planos superiores. A humanidade está representada pelos discípulos, e cada pessoa que leva uma vida espiritual é chamada a ocupar seu lugar. Trata-se de um grande ato de invocação, através do qual a Hierarquia facilita o contacto com a energia superior do Buda e produz uma síntese durante um breve instante, resultando em uma iluminação cujos efeitos internos se estendem durante largo tempo. Existe uma chave psicológica para interpretar o anterior, isto é, como o contato entre a mente (humanidade), a Alma (a Hierarquia) e a Mônada ou Fogo Espiritual (o Buda), e a analogia é tão somente um simples ato de meditação enfocado no coração a serviço das metas do eu superior, com o vale e a montanha indicando os distintos estados do ser. Temos assim um elemento mental, a humanidade, que prepara a forma para a afluência da energia sutil trazida pelo Buda (representando Shamballa). A atividade mental, meta da atual quinta raça, reflete-se nos desenhos geométricos criados antes do contato, os quais constituem uma linguagem simbólica profundamente carregada de significado. A iluminação é antes de tudo um efeito mental, um estado de realização que surge da união entre a formalidade do intelecto e a intrepidez do coração. Em certo sentido é buscada conscientemente, mas de pouco servem a luta, o esforço e o intelecto se não forem acompanhados pelo amor de servir à Vida Una, e aí vemos a necessidade de que a Hierarquia assista a humanidade nesse contato. Desse modo, cada pequeno átomo da mente preparada para o contato com a luz é simbolizado pelos discípulos e Iniciados que participam do ritual. E, tal como nem toda a mente é utilizada na meditação, nem toda a humanidade pode participar do Festival, salvo aqueles que se encontram preparados para ele. O outro componente é naturalmente o coração e, como dizíamos antes, não é possível ascender mais além de um determinado estado da consciência se este não estiver envolvido na reflexão. O amor, a horizontalidade, a fraternidade, o princípio de partilha são as chaves do processo, porque expandem a mente e a conectam em toda sua integridade, ampliando assim a capacidade de serviço, e como graça a iluminação. A analogia é a presidência pela Hierarquia do ritual de fusão realizado pelos homens, simbolizando a alma que guia a personalidade para o superior, e provendo através do Cristo a palavra de poder que, no momento culminante da invocação, convoca o Buda. Diz-se que o Buda é invocado graças à atração magnética criada pelo ritual, e isso nos fala da impossibilidade de atuar se não existir previamente uma consciência grupal, a qual marcará a medida da bênção. Novamente preparação, invocação, equilíbrio e evocação, mais a iluminação resultante. Estamos então ante um grande ato de magia organizada planetária, como gostava de dizer Vicente Beltrán Anglada, com uma importância fundamental para os sete reinos (ou corpos individuais) porque envolve a mente humana consciente, o grande meio de contato entre o superior e o inferior neste período. A realização cíclica (uma vez por ano) nos sugere que se trata de um ato de reflexão sintética, que reúne o melhor de um pensamento meditado e o ofereça amorosamente ante o Buda para que este o inunde de luz. Como se vê, é a analogia em grande escala da formação de um pensamento, a meditação centrada no coração e na revelação da luz. Sejamos então parte desses ciclos espirituais dos quais Wesak é hoje a máxima expressão, esses momentos em que a humanidade como um todo é chamada à reflexão e à vida interna. Que o silêncio do contato nos refresque em nossa essência, o fogo, e que nas proximidades da união compreendamos o significado da fraternidade e do destino comum de todo ser vivente, chaves da Era de Aquário que estamos compartilhando. Martin Dieser
Fonte do Texto e da Gravura:
LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com/2014/04/wesak.html
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terça-feira, 29 de abril de 2014
FESTIVAL DE WESAK - FESTIVAL DE TOURO
segunda-feira, 28 de abril de 2014
RENASCER
O transitório esquecimento do passado facilita os recomeços, ensejando mais amplas possibilidades ao entendimento e à cordialidade. Lembrasse-se o Espírito dos motivos da antipatia ou do amor, vincular-se-ia apenas aos seres simpáticos, afastando-se daqueles por quem se sentiu prejudicado, complicando, indefinidamente, a libertação das causas infelizes do fracasso.
Assim, o filho revel retorna na condição de pai, a esposa ultrajada volve como mãe abnegada, o criminoso odiento reinicia ao lado da vítima antiga, o infrator da existência física, autocida, reencarna com as limitações que ocasionou, mediante o atentado perpetrado contra a organização somática. A cerebração mal aplicada redunda em idiotia irreversível e a impiedade, o ultraje, o abuso de qualquer natureza constroem o suplício da miséria, física ou moral, como medida educadora de que necessita o defraudador.
Seja qual for a situação em que te encontres, agradece a Deus a atual conjuntura expiatória ou provacional, utilizando-te do tempo com sabedoria e discernimento, de modo a construíres o futuro, desde que o presente se te afigure afligente ou doloroso.
O que hoje possuis vem de ontem, podendo edificar para o amanhã, através do uso que faças das faculdades ao teu alcance.
Qualquer corpo, mesmo quando mutilado ou limitado, assinalado por enfermidades ultrizes e rigorosas, constitui concessão superior que a todos cabe zelar e cultivar, desdobrando recursos e entesourando aquisições, mediante os quais poderá planar logo mais nas Regiões Felizes, livre dos retornos dolorosos e recomeços difíceis.
Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis
Fonte: do livro "Estudos Espíritas", FEB
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal
A MUDANÇA DELIBERADA NÃO É ABSOLUTAMENTE MUDANÇA
Na própria ação da mudança individual, certamente, o coletivo mudará também. Eles não são duas coisas separadas em oposição uma à outra, o individual e o coletivo, embora certos grupos políticos tentem separar os dois e forçar o indivíduo a adaptar-se ao chamado coletivo. Se pudermos elucidar juntos todo o problema da mudança, como provocar uma mudança no indivíduo e o que essa mudança implica, então talvez, no próprio ato de ouvir, participar na investigação, pode haver uma mudança sem sua vontade. Para mim, uma mudança deliberada, uma mudança compulsória, disciplinar, conformativa, não é absolutamente mudança. Força, influência, alguma nova invenção, propaganda, um medo, um motivo obriga você a mudar – isso não é absolutamente mudança. E embora intelectualmente você possa concordar muito facilmente com isto, eu lhe asseguro que penetrar a verdadeira natureza de mudar sem um motivo é totalmente extraordinário.
J. Krishnamurti
Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal
sexta-feira, 18 de abril de 2014
3400 ANOS DE ESCRAVIDÃO (OS CÓDIGOS CABALÍSTICOS DE PESSACH/PÁSCOA)
A história tradicional de Pêssach fala de escravidão, exílio e liberdade para os Israelitas que saíram da terra do Egito. Tradicionalmente, essa escravidão tem sido descrita como tendo sido brutalmente difícil e com trabalho duro e chicotadas com muito sangue, suor e lágrimas. Os antigos kabalistas, entretanto, trouxeram LUZ à história, revelando alguns fatos interessantes que foram desconsiderados igualmente por muitos rabinos, sacerdotes, ministros, papas e acadêmicos.
Em um nível literal, a história de Pêssach nos conta que os Israelitas estavam na prisão no Egito por 400 anos. Eles eram escravos e filhos de escravos aprisionados pelo cruel e sem coração Faraó, rei do Egito.
Veio então um grande líder chamado Moisés. Numa missão enviado por Deus, Moisés ganhou a liberdade para o seu povo. Ele então liderou-os numa longa e árdua jornada, incluindo o famoso episódio da travessia do Mar Vermelho. No final, eles chegaram no Monte Sinai onde tiveram um compromisso com o destino.
Mas aqui está a parte interessante: os Israelitas estavam experimentando a liberdade pela primeira vez em séculos e mesmo assim, começaram a reclamar, a se lamentar, sendo ingratos assim que o calor e a temperatura esquentava um pouco no deserto.
Eles até chegaram a implorar a Moisés que os levasse de volta para o Egito! Eles até acusavam Moisés de tentar matá-los.
Será que devemos acreditar que os Israelitas estavam mesmo numa boa no Egito? A vida no deserto era muito pior do que a escravidão no Egito?
Parece que algo aqui não está muito certo. A história literal não faz sentido. Por que então ano após ano nós temos que recontar essa história tão questionável no feriado de Pêssach?
E a escravidão de outros povos através da história? Devemos partir do pressuposto que somente os Israelitas tiveram um período de dureza enquanto a vida era um piquenique, um passeio de lazer no parque e um prazeroso tempo livre na praia para os outros povos?
O grande kabalista conhecido como o Ari (Rav Isaac Luria) viu essas mesmas discrepâncias; ele fez as mesmas perguntas verificando no Zohar Sagrado, um livro que traz Luz para todas as nações e todos os povos. O que se segue são algumas respostas iluminadas do Ari e do Zohar.
REVELANDO O CÓDIGO
O Ari revelou que a história bíblica completa é um código. Egito é uma palavra código para o ego humano. Egito é uma metáfora para a incessante natureza humana de reatividade e autossatisfação. Qualquer aspecto de nossa natureza que nos controla é Egito.
Portanto pare de culpar os antigos Egípcios, Árabes ou Mulçumanos hoje em dia pelos nossos problemas.
Ninguém ou nenhuma outra pessoa é o nosso problema ou o nosso mestre malvado.
É o nosso ego, simples e puramente, que a Bíblia e o Zohar estão se referindo quando estão discutindo sobre “Egito”.
O controle e a influência do ego humano sobre nós é a mais antiga relação de senhor e escravo em toda a Criação. Todos os seres humanos – não apenas os Israelitas – estão escravizados a esta força negativa chamada ego.
O ego é alimentado de duas formas:
1 - Nós o alimentamos. Como? Nossas ações egocêntricas buscam satisfação imediata. Todas as vezes que escutamos e cedemos às tentações do ego, nós recebemos uma gratificação momentânea que nos dá um flash de energia e o ego captura a Luz que nos foi destinada pelo Criador caso tivéssemos resistido ao ego. É assim que funciona o jogo da vida. Portanto, toda vez que reagimos ao ego, nós o fortalecemos e perdemos a energia e a Luz do Criador.
2 - Existe uma força global de escuridão que incita nosso comportamento reativo. Nossos egos individuais também nutrem a força escura global. Essa força global causa terremotos, tsunamis, vírus ebola, pandemia, tufões, e outros desastres “naturais”. O ego individual é o que causa problemas nos negócios, no casamento, na saúde pessoal, no nosso bem estar emocional, e os nossos medos, preocupações e ansiedades. E mais importante, o nosso ego individual é o que causa nossas dúvidas e ceticismo sobre tudo que acabei de escrever. Especialmente a ideia de uma força global de escuridão. É assim que ela existe e continua a existir. A dúvida em nossas mentes é a sua estratégia de sobrevivência.
Ego e a escravidão tomam muitas formas diferentes:
Somos aprisionados pelos aspectos baseados no ego de nossa existência material.
Somos mantidos na escravidão por nossos desejos egocêntricos e reativos.
Somos escravizados pelos nossos incansáveis impulsos.
Somos prisioneiros das percepções que os outros tem de nós.
Somos mantidos presos dos nossos empregos, carreiras, e relacionamentos superficiais.
Somos encarcerados pela necessidade do nosso ego de sermos aceitos pelos outros.
Somos reféns da nossa constante necessidade de sermos melhores do que os nossos amigos.
Nosso ego é o nosso verdadeiro algoz e o ego faz o seu trabalho tão bem que a maioria de nós não percebe que está escravizado.
Nós queremos começar uma dieta mas deixamos para depois. É o ego.
Nós queremos fazer exercícios mas adiamos e continuamos a engordar. É o ego.
Nós queremos parar de fumar, de gritar com os outros, de falar de maneira grosseira e abusiva. Mas não temos força de vontade. É o ego.
Ele nos controla.
A única maneira de ganhar a liberdade de sua superpoderosa influência é no período de Pêssach.
Você pode negar tudo isso e o seu ego vai amá-lo por isso.
Você pode não acreditar nisso que escrevemos e o ego vai te agradecer e fazer você se sentir mais inteligente do que os demais.
A força global da escuridão fez com que Pêssach se tornasse um feriado tradicional e um período para reunião com a família (onde geralmente nos desentendemos ou brigamos com os nossos familiares), ao invés de ser o mais poderoso instrumento de tecnologia e ferramenta para nos libertar da força da morte. Você consegue imaginar? Estamos cegos em relação ao poder de Pêssach e falamos de negócios ou mantemos a tradição ou ignoramos tudo e ficamos sofrendo, e estamos morrendo por causa disso. Pêssach, quando feito incorretamente sem uma compreensão e sem a tecnologia e as ferramentas da Kabbalah para ativá-lo, se torna uma experiência vazia espiritualmente trazendo zero resultados. Os últimos 2.000 anos de sofrimento global é uma prova disso.
Pêssach não tem feito nada para mudar o mundo.
E esse tempo todo, os segredos do Zohar e de Pêssach estavam escondidos no Zohar.
RESPONSABILIDADE
Enquanto eram escravos no Egito, os Israelitas não eram responsáveis por suas próprias vidas. Eles permaneciam como vítimas. Se o caos acontecia com eles, não tinham que aceitar a culpa. É muito mais fácil ser vítima – um escravo – do que aceitar a responsabilidade pelos problemas da vida.
E nós amamos muito estar como vítimas. É uma delícia e um prazer. Nós conseguimos receber muita energia reclamando e mal dizendo a sorte, nos sentindo péssimos, e sugamos a energia daqueles que nos escutam e simpatizam com a nossa situação. O problema é que a energia que recebemos é temporária. É um passo para frente e dois passos pra trás. Fazemos com que nossa situação piore ainda mais quando reclamamos.
A consciência de vítima foi a verdadeira escravidão no Egito. O êxodo dos Israelitas os levou a uma liberdade genuína e controle de seu próprio destino. Mas quando a liberdade chega, temos que assumir a responsabilidade e isso é muito desconfortável.
Nós detestamos assumir a responsabilidade. Eu sei que detesto. Pressupõe um grande esforço se tornar responsável. A vitimização é como uma cola super bonder. É difícil de tirar quando ela seca e gruda em você.
Esse é o significado espiritual por trás das repentinas reclamações dos Israelitas e seus desejos de retornarem ao Egito. Era muito mais fácil para os Israelitas serem escravos e vítimas e botar a culpa de tudo nos egípcios. Dessa forma os eventos negativos eram simplesmente “além do nosso controle”.
Mas a realidade é esta: nenhum evento está além do nosso controle. Entretanto, nossa natureza reativa nos cega para essa oportunidade de liberdade e do segredo da responsabilidade. Repentinamente somos desafiados a olhar no espelho e assumir a culpa pelo caos e dificuldades que caem sobre nós. E de alguma forma, temos que assumir a responsabilidade pelo resto da dor que existe no mundo também.
Se nós aceitarmos esta responsabilidade (e isso não é fácil), nós podemos então atingir o poder da liberdade genuína e obter o controle sobre o cosmos e colocá-lo na palma da nossa mão.
Quando nos tornamos a causa absoluta dos nossos problemas, nós então somos capazes de nos tornarmos a causa absoluta das nossas soluções.
MAIS CÓDIGOS
Os rituais conectados com Pêssach são cabos, a tecnologia pela qual o cabo de fibra ótica espiritual alcança a nossa vida. É a banda larga da tecnologia para o download da energia intensa de liberdade nas nossas vidas. Vamos examinar o significado interno espiritual por trás dos conceitos mais comuns de Pêssach.
ABSTINÊNCIA DE PÃO
Durante oito dias de Pêssach, o pão é substituído por Matzá.
Provavelmente 95% das pessoas que vemos observar a tradição de Pêssach não tem a mínima ideia sobre a tecnologia genial e o poder que essa simples comida pode trazer. A maioria das pessoas faz gozação com a Matzá e existem piadas incontáveis sobre todo esse período de Pêssach.
Mais uma vez, o ego é o sabotador e mantém a morte, a dor e o sofrimento vivos para o mundo todo e para nós.
Os kabalistas ensinam que o pão é uma ferramenta poderosa, como uma antena que transmite energia espiritual, é por isso que pão é incorporado em todos os rituais de muitas religiões.
A Kabbalah ensina que pão também está relacionado metafisicamente ao ego humano. Assim como o pão tem o poder de expandir e crescer, nosso ego tem a habilidade de crescer e expandir.
PÃO SEM EGO
Matzá é pão sem a consciência do ego. É pão no qual a natureza egoísta foi desligada e erradicada. Ao comer Matzá com a consciência e as meditações kabalísticas apropriadas e a intenção correta, recebemos o poder de desligar e erradicar nosso próprio ego. Dessa maneira podemos nos libertar da escravidão e nos elevarmos para alturas espirituais enormes. Se comermos Matzá porque nossos pais ou avós comeram Matzá e queremos preservar a tradição, tudo que iremos captar são as calorias. Se torna sem sentido e sem valor nutritivo.
Se compreendermos o que ela realmente é, se nos defendermos do nosso ceticismo e nosso cinismo, e captarmos um pedacinho dos mecanismos geniais e os desígnios que embasam a manufatura dessa comida tecnológica, iremos obter o poder de cura, o poder de liberdade e o poder de uma existência absoluta e imortal destruindo a fonte do anjo da morte – o ego global e individual.
VELOCIDADE DA LUZ
Pão também atrai uma energia imensa para dentro de casa. Por essa razão, nem mesmo uma migalha de pão é permitida durante Pêssach, quando essa infusão de energia atinge intensidades ultra altas. Considere esse exemplo: Você está dirigindo um carro a 30 milhas por hora. Se você abre a janela do carro a mudança na pressão do ar dentro do carro é mínima. Você ainda pode controlar o automóvel sem problema nenhum. Suponha agora que você está num jato 747 voando numa linha aérea. Quer saber? Mesmo a abertura mínima ou uma rachadura minúscula na janela pode colocar o avião em risco e o piloto pode perder o controle e provocar um desastre. Durante Pêssach, nós estamos voando na velocidade da Luz – isso é a intensidade da energia da Luz de liberdade para nós. O ego é tão forte e tão magnânimo em seu poder de influência crua que requer uma infusão de Luz para nos libertar de suas garras, especialmente o ceticismo.
Até mesmo o mínimo pedaço de pão em nosso sistema mandará você e seu sistema reativo de comportamento numa rota de colisão com o caos no ano todo.
AS DEZ PRAGAS
Os cientistas e os kabalistas concordam que a realidade consiste em dez dimensões, cada uma das quais é expressa em sua própria forma espiritual. Em outras palavras, nosso ego e nossos impulsos reativos englobam dez graus de negatividade.
A história bíblica fala das Dez Pragas que aconteceram no Egito. Os antigos kabalistas explicam que isso na verdade significa que dez injeções de energia foram necessárias para apagar os dez níveis de negatividade que se mantinham dentro da nossa natureza humana. Quando os dez níveis foram erradicados, nós alcançamos a liberdade genuína do nosso ego.
Todos os segredos e mistérios por trás dos rituais de Pêssach foram revelados completamente na Hagadá de Pêssach da Kabbalah.
CÓDIGO DO TEMPO
De acordo com o calendário hebraico, a noite de Pêssach abre uma janela de oportunidade única no Universo. Os portões da prisão são abertos subitamente. Temos a chance de escapar dos nossos medos e de nossas inseguranças.
Esta abertura foi criada há 3.400 anos atrás quando os Israelitas foram libertados da escravidão nessa mesma data.
A liberdade que apareceu no Egito foi com um único propósito – criar um reservatório de energia para as futuras gerações, de forma que nós pudéssemos acessar o poder da liberdade em nossas vidas.
A física moderna nos fala que a energia não se dissipa ou desaparece. A mesma energia espiritual de liberdade retorna todos os anos na noite de Pêssach.
O tempo é como uma roda girando. A liberdade que se tornou disponível há 3.000 anos atrás no Egito volta de novo exatamente nessa data. Os eventos não passam por nós como um trem numa linha de mão única. Nós nos movemos através da roda do tempo enquanto ela gira, revisitando os mesmos momentos a cada ano. A única coisa que muda são as “decorações externas” que nos dá a ilusão de um novo ano e de uma vida diferente.
Que possamos acordar e enxergar como o nosso ego colocou a cortina sobre os olhos do mundo, um mundo preso ao materialismo que nos dá gratificação imediata juntamente com dor e sofrimento no longo prazo. Nós simplesmente falhamos em ligar os pontos. Não nos damos conta de que todo caos, qualquer que seja ele, pode ser conectado ao passado em alguma ação que praticamos que estava enraizada no nosso ego.
Por que não ligamos os pontos? Por que não enxergamos a ordem subjacente e a conexão com a consciência humana?
Porque nossa escravidão nos cega.
Que possamos todos atingir a liberdade verdadeira esse ano e que todas as pessoas de todas as nações possam experimentar a Luz curadora do Criador de tal forma que a paz venha para nós eternamente.
Billy Phillips
Fonte: Estudantes de Kabbalah
http://wp.me/p32BQd-gB
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal
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A COMPREENSÃO É O SEGREDO DA TRANSFORMAÇÃO
Procure ter uma compreensão um pouquinho maior de todos os seus sentimentos e emoções — eles têm um certo lugar na harmonia total do seu ser. Mas estamos quase cegos para as nossas potencialidades, dimensões.
Fique um pouco mais alerta com relação a tudo e lembre-se de que o natural é superior e o artificial é falso...
Desde o início, temos de lembrar que estamos em busca de um lugar, de um espaço, onde nada se eleva — nem poeira, nem fumaça; onde tudo é puro e limpo, absolutamente limpo, é só amplidão. Desde o início, temos de ter uma ideia clara do que estamos procurando.
A atenção consciente é necessária, não é uma condenação — por meio dela a transformação acontece espontaneamente. Se você tomar consciência da sua raiva, a compreensão acontece. Basta que você observe, sem nenhum julgamento, sem dizer que aquilo é bom ou ruim, só observe o seu céu interior.
Cai um raio, a raiva, o seu sangue ferve, todo o sistema nervoso se agita e estremece, e você sente um tremor no corpo inteiro — é um momento de beleza porque, quando a energia está em movimento, você pode observá-la com facilidade; quando ela não se movimenta, isso não é possível.
Feche os olhos e medite a respeito. Não lute, só olhe o que está acontecendo — todo o céu cheio de eletricidade, com tantos raios, com tanta beleza — deite-se simplesmente no chão, olhe para o céu e observe.
Então faça o mesmo interiormente. As nuvens se acumulam, porque sem nuvens não pode haver raios — nuvens negras, pensamentos. Alguém insultou você, alguém riu de você, alguém disse isso e aquilo... muitas nuvens, negras, no céu interior e muitos relâmpagos. Observe! É uma cena belíssima — terrível também, porque você não a compreende.
Ela é misteriosa e, se você não compreende o mistério, ele fica terrível, você tem medo dele. Sempre que um mistério é compreendido, ele se torna uma graça, uma dádiva, porque você passa a ter as chaves — e com as chaves você é o amo.
Você não controla o mistério, você só se torna o amo quando está consciente. E quanto mais consciente, mais fundo você mergulha, porque a consciência é um mergulho interior, ela sempre se volta para dentro: quanto mais consciente, mais para dentro; se você está perfeitamente consciente, está perfeitamente dentro; quanto menos consciente, mais fora você está; inconsciente — você está totalmente fora, está fora de casa, perambulando por aí.
Osho, em "Emoções: Liberte-se da Raiva, do Ciúme, da Inveja e do Medo"
Fonte: http://www.palavrasdeosho.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal
segunda-feira, 14 de abril de 2014
SERVIR A UM IDEAL
Antes de decidirdes servir um ideal, vós sois livres de fazer o que vos apetece, mas, depois de tomardes essa decisão, já não sois, estais comprometidos: desencadeastes um movimento e é suposto que permaneçais fiéis ao vosso compromisso. Sabendo isso, alguns pensarão que é preferível não se comprometerem para preservarem a sua independência... Têm esse direito. Mas a independência tal como eles a compreendem trará inevitavelmente decepções, provações, e aí é que eles se sentirão verdadeiramente atados de pés e mãos. Outros dirão que a ideia de servir um ideal os enche de entusiasmo, mas que sabem que são fracos e receiam cair pelo caminho. Eu responder-lhes-ei que as quedas não são assim tão graves: eles levantar-se-ão, procurarão entender por que caíram e depois, fortalecidos por essa experiência, na próxima vez saberão melhor como vencer as suas fraquezas. Desde que se permaneça no bom caminho, mesmo que se caia, chega um dia em que se alcança o objetivo. Imaginai que precisais de atravessar uma floresta muito densa e emaranhada para ir ter com uns amigos: certamente ireis tropeçar de vez em quando, mas, se tiverdes uma bússola para manter a direção, acabareis por encontrá-los. É preferível tropeçar para chegar ao objetivo do que não fazer nada com o pretexto de que se conhece as suas limitações.
Omraam Mikhaël Aïvanhov
Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/
sábado, 12 de abril de 2014
SE A MENTE ESTÁ OCUPADA
Se a mudança é provocada consciente ou inconscientemente, é ainda a mesma. A mudança consciente implica esforço; e o empenho consciente para provocar uma mudança também implica um esforço, uma luta. Assim, enquanto houver luta, conflito, a mudança é meramente imposta, e não há compreensão; e, portanto, não é absolutamente mudança. Então, é a mente capaz de chegar ao problema da ganância, por exemplo, sem fazer um esforço, apenas vendo toda a implicação da ganância? Porque você não pode ver a totalidade do conteúdo da ganância enquanto houver empenho para mudá-la. A verdadeira mudança só pode acontecer quando a mente chega ao problema nova, não com todas as memórias velhas de milhares de ontens. Obviamente você não pode ter uma mente nova, viva, se a mente estiver ocupada. E a mente deixa de estar ocupada apenas quando ela vê a verdade sobre sua própria ocupação. Você não pode ver a verdade se não estiver dando sua completa atenção, se estiver traduzindo o que é dito em alguma coisa que lhe convenha, ou traduzindo em seus próprios termos. Você deve chegar a algo novo com uma mente nova, e a mente não é nova quando está ocupada, consciente ou inconscientemente.
J. Krishnamurti
Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/
quarta-feira, 9 de abril de 2014
O VERDADEIRO HEROÍSMO
As condições que os humanos criaram é que vão obrigá-los a desenvolver sentimentos mais fraternos. Por enquanto, eles ainda não compreenderam bem: aqueles que podem tirar proveito dos meios materiais postos à sua disposição estão tão maravilhados com eles que não se preocupam em perceber se aquilo que consideram útil e benéfico para si próprios também o é para os outros, e usam e abusam desses meios; tentam sempre ser os primeiros nisto e naquilo, e tornam-se cruéis, desumanos. São esses os heróis que as pessoas em geral tomam como modelos, sem se aperceberem de que, muitas vezes, esses modelos são monstros! Pois bem, agora são necessários outros heróis, heróis para o nosso tempo. O verdadeiro heroísmo é conseguir vencer o seu egoísmo, esse egoísmo que leva sempre ao confronto com os outros. Se todas essas pessoas ricas, poderosas e influentes que há por todo o planeta usassem para procurar um pouco mais de fraternidade uma parte da energia que canalizam para ser bem-sucedidas no plano material, a abundância e a paz reinariam em toda a terra.
"As condições que os humanos criaram é que vão obrigá-los a desenvolver sentimentos mais fraternos."
Omraam Mikhaël Aïvanhov
Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal
NOSSA RESPONSABILIDADE
Para transformar o mundo, devemos começar conosco mesmos; e o importante em começar conosco mesmos é a intenção. A intenção deve ser o compreender a nós mesmos e não deixar para os outros se transformarem ou provocarem uma mudança modificada pela revolução, ou pela esquerda ou pela direita. É importante compreender que esta é nossa responsabilidade, de vocês e minha; pois, conquanto pequeno o mundo possa ser, vivemos nele, se pudermos nos transformar, trazer um ponto de vista radicalmente diferente para nossa existência diária, então talvez possamos afetar o mundo livremente, a relação ampliada com os outros.
J. Krishnamurti
Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal
ACEITAÇÃO (JÚPITER - VÊNUS -NETUNO)
Introdução
Os
textos espirituais utilizam muito a palavra aceitação, como o passo
prévio para poder aprofundar com maior eficácia a autoconsciência e seu
posterior reflexo nas experiências da vida.
Neste
artigo vamos procurar aprofundar referido conceito, tentando
relacionar seus aspectos mais psicológicos com suas diferentes
expressões astrológicas.
Júpiter – Vênus – Netuno
Estes
três planetas, sagrados, presidem em um horóscopo tudo que se relaciona
com o atributo-qualidade das nossas emoções. Eles são os encarregados
de dar “cor” à nossa emoção, eles a sensibilizam e idealizam (Netuno), a
fazem generosa e includente (Júpiter), e a harmonizam gerando beleza
(Vênus).
Os
aspectos mais básicos da nossa personalidade, (Lua – Marte), são
nutridos e motivados por esses três, condicionando e enriquecendo assim,
através das muitas vidas, nossa sensibilidade, desejos, aspirações e
valores.
As
qualidades sagradas destes 3 planetas são o que oferece profundeza à
emoção lunar, e ao agressivo desejo marcial, convertendo estas 2 forças
mais básicas em algo cada vez mais “nobre” (mais receptivo e menos
agressivo).
- Júpiter (Raio II): mostra a expansão do Amor, seu cumprimento por generosidade e compreensão includente.
- Vênus (Raio V): está no centro, relacionando com sua Luz mental as dualidades, e expressando com sua sabedoria a beleza na forma.
- Netuno (Raio VI): é a base, o plexo solar onde o poder motivador é gerado. A imaginação criadora que gera o sentimento idealizado, antessala da ação.
ACEITAÇÃO
Aceitação é uma palavra relacionada com o aspecto emocional da existência.
Aceitar algo implica em compreender com o coração, mas isto é muito fácil de dizer e muito difícil de aplicar.
A
palavra aceitação esconde atrás de si algum tipo de frustração que,
necessariamente, nos leva a aprender uma nova atitude mental,
compreensiva e silenciosa, que seja capaz de pacificar nosso convulsivo
mundo emocional, armadilhado no desejo insatisfeito ou excessivo.
Como sabemos, na carta natal, a principal dificuldade geradora de frustração, vem escrita por Saturno, que nos mostra o tipo de padrão mental-emotivo que se imiscui, vezes seguidas, na conquista do desejado, como um impedimento.
Porém,
tudo o que sabemos é que a aceitação é uma compreensão-empática para as
nossas dificuldades e que tal compreensão deve nos conduzir ao
silêncio, não propriamente à ação. Também sabemos que o nível de tal
compreensão dependerá muito do tipo de consciência que experimenta a
dificuldade.
Tipos de consciência
Com
a intenção de aprofundar a análise deste conceito, enfocaremos nossa
reflexão em dois tipos de consciência muito diferentes, sem esquecer por
isso que, entre os dois extremos, há muitos matizes.
- Consciência de Alma: “o Filho pródigo retorna ao Pai”.
O Ser includente – desapegado exerce dominio sobre os corpos instintivos.
Quem manda é o desejo de exercer serviço altruísta.
- Consciência de Personalidade: “o Filho pródigo se afasta do Pai”.
O Ser egoísta – centralizado, condiciona a consciência.
Quem manda é o desejo da aquisição de experiências materiais.
Observemos
que os dois filhos são o mesmo, mas um está polarizado em “ter
(possuir) para o si”, e o outro, em “ter (oferecer) para o Tu”. Seria
possível dizer, em honra aos “dois filhos em Um”, que para poder dizer “eu sou tu”, primeiro há que saber dizer “eu sou”.
A
Alma necessita da Personalidade para expressar o amor includente, e a
Personalidade necessita da Alma para purificar seu poder ativo.
“O filho que retorna”
Para a consciência de Alma,
o impedimento é entendido como a pedra angular que permite polarizar a
nossa mente para as responsabilidades que a nossa sensibilidade ou
percepção do ambiente gera para nós.
A aceitação,
para esta consciência, é vivenciada como o silêncio interior que acolhe
a compreensão das necessidades mais imediatas do nosso entorno. O aqui e
o agora nos permitem não pensar no que será.
As
responsabilidades frente a familiares, amigos, necessitados, grupos
espiritual... tornam-se, graças ao silêncio alcançado, vitalmente
dinâmicas, e esta atitude, tudo e o constatar das dificuldades, permite à
autoconsciência identificar-se com um desejo mais descentralizado e
incluente.
O
desejo gerador de frustração passa para um segundo plano, para não
dizer quase ao esquecimento, e seu posterior cumprimento ou não
cumprimento não dependerá tanto da luta para consegui-lo, mas do seu
direito divino de ser manifestado. Este direito divino, como se poderia
pensar, não tem tanto a ver com a Lei do Carma, mas com o
desenvolvimento e frutificação de uma compreensão profundamente honesta
do significado da frase de Jesus o Cristo: “primeiro realiza a Deus e o demais virá por acréscimo”.
Todo
desejo não realizado sempre esconde um desequilíbrio, um excessivo
apego às forças "velhas", frente ao poder que exercem as "novas"
energias entrantes. Esta relação gera muitos desajustes, vividos no
reflexo de uma personalidade desequilibrada. O "novo" demanda maior
atenção e flexibilidade por parte do "velho" e, na medida em que a ordem
é estabelecida, assim pode ser vivida a dificuldade como uma
oportunidade.
O impedimento é a possibilidade de integrar as "novas" energias que demandam mais
predomínio da mente inteligente frente ao excesso de desejos
materiais, e/ou mais empatia amorosa frente ao excesso de emoção
centralizada, e/ou mais atividade includente frente ao excesso de ação
individualista. O "velho" deixa de ser tão válido e é preciso refletir antes de atuar.
A autocomiseração, (sentido de própria culpa - complexo de inferioridade), neste
tipo de consciência, é um “perigo” que deve ser evitado, aplicando, com
constância, a atitude dinâmico-positiva frente ao ambiente. A
consciência em constante atenção sabe que, na cura do irmão, está a
própria cura.
“O filho que se afasta”
Para a consciência de Personalidade o
impedimento é vivido como uma derrota, que permite, graças ao amor
próprio, reconduzir as forças para uma personalidade cada vez mais
centralizada.
A aceitação,
neste caso, é entendida como o descanso ou retirada para poder
recarregar as baterias e tornar a intentar a conquista do desejado mais
tarde. A atitude, aqui nos mostra uma grande rebeldia inconsciente, mas,
por outro lado, esta inconsciência é entendida como um direito, uma
liberdade necessária, que oferece o poder de seguir tentando.
Nesta
atitude repetitivo-compulsiva, o padrão mental saturnino se imiscui
vezes seguidas, frustrando a ação e gerando, na consciência pessoal, a
sensação de que a dificuldade está desafiando seu amor-próprio. Há que
ser valente e não desfalecer, se diz a si mesma este tipo de
consciência, enquanto continua a luta, motivada por sua necessidade de
adquirir poder de autoexpressão. Esta persistência, por outra lado, tão
natural nela, é a que lhe oferecerá, mais cedo ou mais tarde, a
experiência necessitada.
Temos
de pensar, por isso, que todo triunfo de um ato pessoal, experimentado
no momento e ambiente adequado, tem todo o direito de ser manifestado.
O
ressentimento e a resignação, neste tipo de consciência mais pessoal, é
o “perigo”. Para evitá-lo, a personalidade deve se esforçar para
encontrar sua verdade: o nobre desejo que permite obter suas
experiências criadoras, e não se fixar tanto em inimigos imaginários que
impedem a realização ou em prestar atenção, (baixar os braços), ao medo
à repetição do fracasso.
Quando a maior exerce seu poder incluindo a menor
Visto
do ponto de vista mais elevado, a Consciência da Alma, inclui a
consciência pessoal, já que, em suas reflexões, a Alma não é
separatista, levando em conta, para suas atividades, tanto as
necessidades do entorno como as suas mais próprias, inclusive as
pessoais.
A
Alma sabe que a personalidade deve ser respeitada, a Alma, necessita
para sua expressão de uma personalidade equilibrada e integrada e,
portanto, na medida em que as necessidades desta deixam de ser
excessivamente egoístas, a Alma as inclui em seus planos de expressão.
Da Alma, e também em certa medida da personalidade, a aceitação é elevar os poderes do plexo solar para o coração, através da correta atitude mental.
Há que recordar que no plexo solar é onde reside o cérebro animal, e seu poder reativo-defensivo. É ali onde o poder de Vênus se deixa notar, oferecendo com sua luminosa mente, (a mente luminosa é a mente condicionada pela Alma - a análise includente), um plexo solar mais netuniano e
menos marcial, mas sensível e menos agressivo, onde os desejos mais
emotivo-agressivos se convertem em poderosas devoções e ideais a seguir
as quais, paulatinamente chamarão as portas do coração-Júpiter,
para expressar, daquele ponto, a generosidade inata, expansiva e
inclusiva de toda Alma desapegada dos desejos mais egoístas de sua
personalidade.
Em Netuno – Vênus - Júpiter se
esconde a energia capaz de matizar a emoção, oferecendo-lhe um novo
lar, onde serão acolhidas todas as tristezas e levadas à Luz da
Compreensão Empática. O lugar onde o sentimento é a expressão da
intuição.
Finalizamos com algumas palavras de Alice Bailey que, como sempre, sintetizam muito adequadamente a problemática exposta:
“… hão de amar seus semelhantes, mas não como a pessoa de sexto raio**,
com devoção separatista, mas como a de segundo raio, com uma apreciação
cabal da humanidade, um coração compreensivo, mais uma mente analítica,
que ama firmemente apesar do erro constatado, com uma clara percepção dos "haveres e deveres" de um indivíduo ou de uma raça ..” (“Espelhismo (Glamour)”Pág.: 172)
**a
qualidade do 6Raio, em si mesma não é negativa, o que ocorre é que
muitas vezes o excesso de identificação com as emoções ou devoções mais
personalistas gera atitudes muito afastadas da verdadeira luz deste
raio. O 6Raio bem entendido é a luz do ideal sensível, a luz do valor
divino que nos faz avançar, o crescimento da árvore que busca a luz
solar.
David C.M. ( logos.astrologiaesoterica@gmail.com )
Fonte do Texto de das Gravuras:
LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2014/04/aceitacao-jupiter-venus-netuno.htmltrologiaesotericaport.blogspot.com/
LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
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terça-feira, 8 de abril de 2014
TENSÃO E RELAXAMENTO: LIVRANDO-SE DAS CULPAS E DOS MEDOS
Pergunta a Osho: “Sinto muito estresse e tensão. Como posso relaxar mais?”
Comece relaxando a partir da circunferência - é aí que estamos, e só podemos começar de onde estamos. Relaxe a circunferência do seu ser - relaxe o corpo, o comportamento, as atitudes. Caminhe de modo relaxado, coma de modo relaxado, ouça de modo relaxado. Diminua o ritmo de todo o processo. Não tenha pressa, não se afobe. Viva como se toda a eternidade estivesse à sua disposição - na verdade, está à sua disposição.
Estamos aqui desde o princípio e continuaremos aqui até o fim; isso, se houvesse um princípio e um fim. Na realidade, não há princípio nem fim. Nós sempre estivemos aqui e aqui ficaremos para sempre. As formas vão mudando, mas não a substância; as roupagens vão mudando, mas não a alma.
Tensão significa pressa, medo, dúvida. Tensão significa um esforço constante para se proteger, para ficar em segurança. Tensão significa preparar-se agora para o amanhã ou para a vida após a morte. Com medo do amanhã, você não conseguirá enfrentar a realidade; então, prepare-se. Tensão significa o passado que você não viveu, apenas contornou de alguma forma. E algo pendente, um resquício do que passou e que ainda o envolve.
Lembre-se de uma coisa essencial sobre a vida: qualquer experiência que não foi vivida continuará à sua espera, insistindo: “Conclua-me! Vivencie-me! Complete-me!” Existe uma característica intrínseca em toda experiência, que é querer ser concluída. Depois disso ela evapora, mas enquanto estiver incompleta irá persistir, torturando-o e assombrando-o, atraindo a sua atenção. Ela diz: “O que você vai fazer a meu respeito? Ainda estou incompleta - conclua-me!”
Todo o seu passado espera sem conclusão, porque nada foi vivido realmente. Tudo foi contornado de algum modo, vivido parcialmente, sem entusiasmo. Não houve intensidade, não houve paixão. Você viveu como um sonâmbulo. Portanto, esse passado está pendente e o futuro causa medo. E esmagado entre o passado e o futuro está o presente, a única realidade.
Você terá de relaxar começando pela circunferência. O primeiro passo é relaxar o corpo. Lembre-se, sempre que possível, de olhar o corpo, se estiver sentindo tensão em algum lugar - no pescoço, na cabeça, nas pernas. Relaxe essa parte conscientemente. Dirija a atenção para ela e convença-a, dizendo carinhosamente: “Relaxe!”
Ao se dirigir a qualquer parte do corpo, você notará que ela ouvirá e o obedecerá - trata-se do seu corpo! Com os olhos fechados, mergulhe no interior do corpo, desde o dedão do pé até a cabeça, procurando por qualquer lugar onde sinta tensão. Converse com essa parte como se estivesse falando com um amigo, deixe que haja um diálogo entre vocês. Diga: “Não há nada a temer. Não tenha receio. Eu estou aqui para cuidar de você - pode relaxar.” Bem lentamente, você aprenderá a lidar com seu corpo.
Depois, dê mais um passo, um pouco mais profundo: diga à mente para relaxar. Se o corpo ouve, a mente também ouve, mas você não pode começar pela mente - tem de começar do início, não pode começar do meio. Muitas pessoas começam com a mente e fracassam. Tudo tem de ser feito na ordem certa.
Se foi possível relaxar o corpo voluntariamente, também será possível ajudar a mente a relaxar da mesma forma. A mente é um fenômeno mais complexo. Quando você tiver confiança de que o corpo o ouve, acreditará mais em si mesmo. Agora até a mente conseguirá ouvi-lo. Levará um pouco mais de tempo com a mente, mas é possível.
Quando a mente estiver relaxada, comece a relaxar o coração, o mundo dos sentimentos, das emoções - que é ainda mais complexo e sutil. Porém agora você está agindo com mais confiança. Sabe que tudo isso é possível. Se é possível com o corpo e a mente, também será com o coração.
E só então, quando já tiver dado esses três passos, poderá dar o quarto. Poderá ir até o âmago do seu ser, que está além do corpo, da mente e do coração, que é o próprio centro da sua existência. E também será capaz de relaxá-lo.
Esse relaxamento certamente traz uma alegria suprema, o máximo em êxtase, em aceitação. Você se sentirá pleno e jubiloso. Sua vida será como uma dança.
Toda a existência está dançando, exceto o ser humano. Toda a existência está num movimento extremamente relaxado; o movimento existe, não há dúvida, mas é absolutamente relaxado. As árvores estão crescendo; os pássaros, cantando; os rios, correndo; as estrelas, se movendo; tudo está avançando de um modo bem relaxado. Sem pressa, urgência, preocupação ou desgaste. Exceto o ser humano.
O homem passou a ser vítima da própria mente. Ele pode se elevar acima dos deuses e descer mais do que os animais. O homem possui um espectro enorme, é uma escada indo do mais baixo ao mais alto. Você caminha num determinado ritmo, isso se tornou habitual, automático. Agora, tente caminhar mais devagar. Buda costumava dizer aos discípulos: “Caminhem bem devagar e dêem cada passo com muita consciência.” Se der cada passo com consciência, acabará andando mais devagar. Se estiver correndo, com pressa, se esquecerá disso.
O corpo precisa ficar totalmente relaxado, primeiro, como uma criancinha. Depois é possível tentar atingir a mente. Avance cientificamente: primeiro o mais simples, depois o mais complexo e afinal o mais complexo ainda. Só então você conseguirá relaxar o âmago do seu ser.
O relaxamento é um dos fenômenos mais complexos que existem. É muito rico, multidimensional. Todas essas coisas fazem parte dele: o desprendimento, a confiança, o amor, a aceitação, o seguir com o fluxo, a união com a existência, a ausência de ego, o êxtase.
As pretensas religiões deixaram as pessoas muito tensas porque inspiraram culpa. Todo o meu empenho é em ajudá-lo a se livrar da culpa e do medo. Não existe inferno nem céu. Portanto, não tenha medo do inferno e não cobice o céu. Tudo o que existe é este momento.
Você pode fazer deste momento um inferno ou um céu - isso é certamente possível -, mas não existe céu nem inferno em outro lugar. Inferno é quando você está todo tenso e céu é quando está relaxado. O relaxamento total é o paraíso.
Osho, em "Corpo e Mente em Equilíbrio"
Fonte: http://www.palavrasdeosho.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal
quinta-feira, 3 de abril de 2014
EXISTE UMA QUIETUDE
Espero que vocês ouçam, mas não com a memória do que já conhecem; e isto é muito difícil de fazer. Você ouve uma coisa e sua mente reage imediatamente com seu conhecimento, suas opiniões, suas conclusões, suas memórias passadas. Ela ouve querendo uma compreensão futura. Apenas observe a si mesmo, como você está ouvindo, e verá que é isto que acontece. Ou você está ouvindo com uma conclusão, com conhecimento, com certas memórias, experiências, ou você quer uma resposta, e está impaciente. Você quer saber o que é tudo isto, o que é a vida, a extraordinária complexidade da vida. Não está realmente ouvindo. Você só pode ouvir quando a mente está quieta, quando a mente não reage imediatamente, quando há um intervalo entre sua reação e o que é dito. Então nesse intervalo há uma quietude, há um silêncio onde existe compreensão, que não é compreensão intelectual. Se há uma lacuna entre o que é dito e sua reação ao que é dito, nesse intervalo, se você observar, surge a clareza. Esse intervalo é o novo cérebro.
Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/
EQUILÍBRIO NO VIVER
É este equilíbrio que todos deveriam conseguir encontrar: como viver no mundo, ter relações com ele, trabalhar nele, mas dando primazia ao essencial: a alma e o espírito. Evidentemente, este ajustamento é difícil e cada caso é um caso. Claro que todos os seres humanos têm fundamentalmente a mesma natureza, todos têm necessidades físicas e necessidades espirituais (mesmo que destas muitos não tenham consciência), mas o seu temperamento não é o mesmo, a sua vocação nesta existência não é a mesma e cada um deve encontrar individualmente o seu equilíbrio. Aquele que se sente impelido a constituir família não pode resolver esta questão como aquele que prefere ficar solteiro. Alguém que precisa de muita atividade física não pode levar a mesma vida que alguém que tem um temperamento meditativo, contemplativo. O essencial é que cada um seja capaz de se analisar bem para conhecer as suas tendências profundas. E, quando as conhecer, deve esforçar-se por equilibrar na sua vida o material com o espiritual.
Omraam Mikhaël Aïvanhov
Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/
quarta-feira, 2 de abril de 2014
SILÊNCIO - FELICIDADE
O silêncio é uma grande terapia. Quando ficamos quietos e concentrados, poupamos energia, conseguimos nos voltar para dentro e até mesmo ajudar a curar o corpo. Todo dia a mente precisa de um espaço tranquilo para se refrescar e refletir, da mesma forma que o corpo precisa de pausas regulares para descanso e alimentação. O refrescar ocorre quando a mente é capaz de recarregar-se para manter-se positivo, leve e criativo. Reflexão (olhar para dentro) é o tempo que damos a nós mesmos para refinar nossa compreensão interna de situações externas, de modo que a nossa interação com os outros seja da mais alta qualidade. Através da reflexão podemos mudar a nossa maneira de pensar, sentir e interagir.
Não há nutrição como a felicidade. A felicidade é um tesouro e também um tipo de alimento. Não importa o que aconteça, não podemos perder isso. Somos tutores, nada pertence a nós. Assim não há motivo para preocupação. Não há razão para não ser feliz. Se houver alguma razão eu simplesmente elimino estas razões. Se eu fico feliz, aqueles que estão comigo ficam felizes também.
Brahma Kumaris
Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/
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