sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

EMISSÕES DE ONDAS MENTAIS

Quando se emite uma onda mental, e que esta emissão é projetada, vibrada com o conhecimento no resultado, constitui-se uma força tão intensa, positiva, que todas as irradiações de caráter deprimente, maléfico, elementos negativos, transformam-se em elementos positivos.

É esta lei que governa os mundos super-sensíveis, inter-astrais, planetários e o microcosmo (pequeno mundo em que vive o homem).

Desta forma fica compreendido que o transformador das maravilhosas energias do ser humano é a vontade quando educada, pois que ela pode alcançar uma velocidade tão intensa, capaz de destruir os núcleos vibratórios das irradiações maléficas que, em torno do indivíduo, originam sérias alterações físicas (saúde ou doença), os empecilhos e obstáculos de ordem emocional (paixões, ideias fixas), as reações de desequilíbrio sentimental e físico transtornando o indivíduo ao ponto de cometer os atos mais degradantes, como se fora um louco, podendo persistir ou neutralizar-se, isto é, haver a destruição dos resíduos psíquicos, os quais se manifestam e se desenvolvem com tal intensidade, que se for solicitado novamente ao subconsciente, reavivando a ideia, esta produz uma centelha elétrica, cujo fenômeno é semelhante ao do magnésio nas fotografias, produzindo um alarme de socorro maléfico, dando-se, novamente, outra infestação micro-psíquica. Esta explosão magnética reflete-se abalando todas as células, que de intensidade em intensidade, produz a infecção física, física mental, deixando o indivíduo como que fulminado por uma descarga elétrica, de pequena voltagem; indiferente, desanimado, super sensitivo, altamente sugestionável, sem vontade, com incapacidade para qualquer ação, um motor-vivo; metamorfose que se opera, constantemente, com todos os seres humanos, tornado-se menos intensa para os que conhecem as transmutações das correntes volitivas. Alcançando assim, a vontade a supremacia absoluta, condutora da energia, do ânimo, da calma, da resistência consciente, do otimismo consciente e por fim o triunfo otimista, verdadeiro flagelo para essas ondas de maldade calculada, larvas, formas pensamentos perturbadoras, astrais inferiores, elementos básicos da baixa goecia.

O resultado que se opera no indivíduo é o seguinte: o indivíduo quando em estado positivo consciente irradia em torno de si uma fosforescência, cuja ação térmica é tão intensa que chega a produzir nas entidades inferiores verdadeiros choques elétricos e as centelhas que se desprendem desses choques, produzem um fenômeno semelhante ao de ligarmos um intenso foco de luz elétrica, claridade essa que dá como consequência, uma verdadeira cegueira, atordoamento nas forças inferiores do invisível, acontecendo, no plano físico um outro fenômeno analógico, como o da luz sobre a escuridão, a inteligência sobre a ignorância.

Com as maravilhas das infinidades de fenômenos que podemos alcançar, nenhum ser deixará de se deslumbrar.




Dr. Gerson de Paula Lima





Fonte: Extrato de conferência proferida no Tattwa Nirmanakaia
do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento
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REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

É hora de ser desapegado e amoroso. Quando ficamos desapegados, automaticamente somos amorosos. Um cisne só pega as joias. Um cisne é desapegado. Ele pode nadar e também voar. Veja a si como um cisne e você se sentirá especial. Você sentirá que é capaz de voar. (Dadi Janki)

Estamos conectados por uma rede sutil de pensamentos. Quando tenho um pensamento fraco, toda a rede fica fraca. Quando meu pensamento é de vitória, todos se tornam vitoriosos. Minha responsabilidade é tal que eu nunca deveria permitir que o desânimo e a tristeza se alojassem dentro de mim. Mesmo naqueles dias em que os recursos internos parecem estar inacessíveis, diga para si que está tudo 'ok' e a força virá.

Quando a qualidade das nossas conversas é elevada, isso cria uma vibração que pode se espalhar ao redor. Paz profunda cria bons sentimentos de amor para todos. Assim conseguimos experimentar as qualidades profundas dentro de nós - este é o objetivo da meditação. Treinar nossas mentes para sermos pacíficos e guiar os nossos sentidos para serem silenciosos. Então, com o uso do intelecto, conseguimos absorver poder do Divino. Isso nos dá a experiência de uma vida de sucesso. (Dadi Janki)

Quanto valor pode ser dado a alguém que é capaz de trazer luz e leveza a um lugar ou momento onde outros deixaram apenas sua escuridão? Como uma coroa de jóias brilhantes, a presença e as palavras dessa pessoa são inestimáveis. Pode ser apenas um sorriso gentil de conforto ou uma atitude de interesse genuíno. Aquele que permanece radiante em espírito, enquanto outros tecem sua escuridão, é um iluminado e um iluminador. Fique atento por tais momentos onde você pode iluminar. Torne esses momentos significativos!





Brahma Kumaris






Fonte: www.bkumaris.org.br
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A BASE DO MUNDO É O AMOR DIVINO (PREMA)

Quando a lua brilha no céu, você pode vê-la diretamente. Você não precisa do auxílio de uma tocha, ou de uma lâmpada, ou de qualquer outra fonte de luz artificial. A razão é que é possível para nós observar a lua por meio da luz da lua. Da mesma forma, se você quer ser mais próximo e mais querido por Deus ou compreender Deus, que é a personificação do amor, isso será possível fazê-lo apenas por meio do amor que é a sua própria natureza. Deus, que é a personificação do amor, não se limita a um lugar ou país. Ele está presente em todos os lugares, em todos os cantos do mundo. Por isso, todos, incluindo jovens, devem amar a todos e considerar o amor a todos os seres como o amor a Deus, pois Deus está presente em cada ser vivo. Uma vez que Deus é altruísta, você também deve praticar o serviço desinteressado. (Rosas de Verão nas Montanhas Azuis, 1976, Capítulo 14)

Para nos capacitar a conseguir a graça do Senhor, há muitos caminhos diferentes. Os caminhos da sabedoria (jnana), da ação (karma) e do yoga são mais difíceis que o caminho da devoção (Bhakti). Devoção nos ajudará a alcançar Deus, estar perto de Deus e entender o Senhor e Seus milagres. Entre todos os outros caminhos, o caminho mais curto e mais fácil é o caminho do amor. Deus é a personificação do amor. Para alcançar Deus e compreender Sua divindade, o caminho do amor é a melhor abordagem. O Amor Divino (prema) não é algo que está fixo em um indivíduo ou em uma comunidade, ou em um objeto específico. É muito grande, altruísta e sempre em expansão. É somente quando ampliamos nosso amor usando estes princípios, que seremos capazes de compreender e experimentar o amor divino sagrado de Deus. (Rosas de Verão nas Montanhas Azuis, 1976, Capítulo 14)

A base do mundo inteiro é o amor (prema) do Senhor. Mesmo se alguém for capaz de aprender de cor a essência de todas as escrituras (Vedas), e for capaz de compor poesia de uma forma muito atraente, mas se essa pessoa não tiver um coração purificado, ela será uma pessoa inútil. Que outra verdade maior Eu posso lhe transmitir hoje? Educação nos dias de hoje não é a verdadeira educação. Parece que a educação de hoje é apenas um hobby para que você possa ganhar a vida. Ao perseguir esse caminho que lhe permite ganhar a vida, você também provoca o egoísmo individual. O objetivo da verdadeira educação deve ser o desenvolvimento do caráter. Esse tipo de educação em que não há santidade e caráter, é inútil. Qual é a utilidade de adquirir tantos tipos diferentes de educação? Você deve tentar aprender aquela sabedoria por meio da qual você pode escapar da morte. (Rosas de Verão nas Montanhas Azuis, 1976, Capítulo 13)





Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
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O CONHECEDOR E A MENTE

Temos de insistir sobre o tema porque é a base de todo verdadeiro conhecimento e fundamento de todos os arcanos.

Usou o leitor alguma vez, ainda que por instantes, lentes de cor? E, se o fez, como viu os objetos? Este exemplo nos serve para compreender o Conhecedor e a Mente. Por enquanto, podemos comparar o centro de visão, no cérebro, com o conhecedor; os objetos vistos através da lente de cor, com as coisas conhecidas; ao passo que o olho é a ponte que une os dois; e apressamo-nos a dizer que a mente não é o conhecedor e dele deve sempre distinguir-se cuidadosamente. A mente não é nada mais que um instrumento para obter conhecimento; é como o olho, instrumento da visão, e não a mesma visão.

A mente é dual: concreta e abstrata. A mente concreta é a que influi e é influída por cada unidade separada da consciência, como o homem que coloca em seus olhos um vidro de cor. O Conhecedor está ali, porém conhece as coisas segundo o cristal através do qual miram os olhos, isto é, com expressão muito limitada.

Todos os efeitos de nossos pensamentos passados, desejos e obras, formam em nós a Mente que é uma parte do NÃO-EU, modelada por nosso próprio uso e, somente por meio dela, podemos conhecer.

Todas as impressões vindas do exterior modificam-se e são modificadas por essa massa existente; de maneira que não podemos trocá-la bruscamente por um esforço de vontade, nem prescindir dela, nem suprimir-lhe instantaneamente as imperfeições.

O Conhecedor acha-se inconsciente da influência da mente, como quem houvesse visto, por um cristal azul, toda a vida. Neste sentido podemos dizer que a ilusão não existe nas coisas vistas a não ser na mente que usou um vidro colorido.

“A Mente é o Criador da Ilusão” diz o livro dos preceitos de Ouro. A Mente abstrata é aquela parte superior da mente humana que estuda as coisas tais quais são, em seu aspecto fenomenal em vez de estudá-las mediante as vibrações modificadas pela mente concreta. Também se pode conhecer a ideia no mundo dos números, de que a forma expressa o aspecto fenomenal. A mente abstrata funciona quando está livre da mente concreta e de seus sentidos.

Em resumo, o estado atual do homem conhece as impressões das coisas por meio de sua mente concreta e não as coisas em si pela mente Abstrata.




Dr. Jorge Adoum .'.
Fraternitas Rosicruciana Antiqua






Fonte: do livro "As Chaves do Reino Interno"
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A ÁGUA COMO SÍMBOLO DA MATÉRIA PRIMORDIAL

«No começo, Deus criou o céu e a terra. A terra era informe e vazia; havia trevas à superfície do abismo e o espírito de Deus movia-se acima das águas.»

O que significam estas primeiras linhas do livro da Gênese? Tal como indicam as palavras “informe”, “vazio”, “trevas”, “abismo”, o universo anterior à criação era um espaço não organizado e obscuro. Mas, por cima desse caos, planava o espírito de Deus. A água representa a matéria cósmica original que o espírito de Deus, o fogo primordial, penetrou para a fertilizar. Contrariamente àquilo que geralmente se crê, não é o elemento terra que melhor exprime e manifesta as propriedades e as qualidades da matéria: é a água, com a sua receptividade, a sua adaptabilidade, a sua maleabilidade. A água é, pois, o símbolo da matéria primordial que recebeu os genes fertilizadores do espírito. Ao fecundar a matéria, o espírito trabalha sobre ela e, à medida que aparecem novas criações, ele descobre os seus poderes, vai conseguindo conhecer-se.

Então, se me perguntardes por que razão Deus criou o universo, eu responder-vos-ei: …para Se conhecer. A Cabala ensina que Deus quer conhecer-Se através do seu reflexo e ela representa precisamente essa ideia por intermédio de uma extensão de água na qual se reflete o seu rosto.





Omraam Mikhaël Aïvanhov







Fonte: www.prosveta.com
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

É PELA “EDUCAÇÃO”, MAIS DO QUE PELA “INSTRUÇÃO”

Algumas propostas sócio pedagógicas atuais são elogiáveis para instruir e formar o homem, entretanto "é pela educação, mais do que pela instrução, que se transformará a humanidade". [1] Para o notável Allan Kardec, “há um elemento que não se ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral, e nem ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar o caráter, aquela que cria os hábitos adquiridos”. [2]

O que identificamos de forma generalizada é o absoluto distanciamento dos pais contemporâneos ao nível de educação dos filhos nesse sentido. De regra, transferem suas responsabilidades para as escolas ou para o Estado, enquanto eles, os pais, é que tinham que ensinar aos filhos se isso ou aquilo é acertado para eles. Sobretudo “os pais espiritistas devem compreender essa característica de suas obrigações sagradas, entendendo que o lar não se fez para a contemplação egoística da espécie, mas sim para santuário onde, por vezes, se exige a renúncia e o sacrifício de uma existência inteira.” [3]

Para Viviane Senna, coordenadora do Instituto Ayrton Senna (IAS), que vem organizando programas de reforço escolar, capacitação de professores, “numa escola não dá para continuar com um sistema retrógrado em que o professor é o detentor do conhecimento e o aluno um arquivo em que esse conteúdo deve ser "depositado". Segundo Viviane, o aluno não pode apenas decorar conceitos, precisa desenvolver um pensamento crítico e um raciocínio lógico aguçado, desenvolver sua capacidade de inovar, ser criativo e flexível e de resolver problemas. [4]

A fase infantil, em sua primeira etapa, é a mais importante para a educação, e não podemos relaxar na orientação dos filhos, nas grandes revelações da vida. Sob nenhuma hipótese, essa primeira etapa reencarnatória deve ser enfrentada com insensibilidade. Até aproximadamente os sete anos de idade é o período infantil mais acessível às impressões que recebe dos pais, razão pela qual não podemos esquecer nosso dever de orientar os filhos quanto aos conteúdos morais. [5]

Numa análise espírita da questão cremos que a escola (pública ou particular – espírita ou não) deve formar um homem novo e precisa ser uma escola inteiramente inovadora, rompendo com o modelo do século XIX do sistema vigente, pois a educação tradicional, conforme aferimos, já não atende às necessidades da atual geração. A escola deve incentivar a participação, a interação, o diálogo, o debate livre, o estudo em grupo e abolir todas as formas de repressão.

A rede de escolas charter KIPP (Knowlegde is Power Program), nos Estados Unidos, tem como meta levar seus alunos (quase 90% oriundos de famílias pobres) até a universidade. A proposta consubstancia-se em diversas atividades visando despertar entusiasmo, perseverança, autocontrole, gratidão, otimismo, inteligência social e curiosidade em seus alunos. Uma de suas unidades, localizada no Harlem, em Nova York, extrapolou e criou uma inusitada aula de “CARÁTER”. Nesse sentido a escola investiu no ensino de habilidades como comunicação, resiliência e determinação. A proposta é para fazer conexões com a ciência e explicar como o cérebro funciona, através de técnicas de meditação, concentração e yoga. [6]

Os pais são responsáveis pelo desenvolvimento dos valores dos filhos e não devem apostar somente na escola para exercer essa tarefa. Um pai legítimo é aquele que cultiva em casa a cidadania familiar. Ou seja, ninguém em casa pode fazer aquilo que não se pode fazer na sociedade. É preciso impor a obrigação de que o filho faça isso, assim, cria-se a noção de que ele tem que participar da vida comunitária. Não há dúvida, que ante as balizas do bom senso e moderação os pais precisam educar estabelecendo limites. Porém essa exigência é muito mais acompanhar os limites, daquilo que o filho é capaz de fazer.

Uma legítima educação é aquela em que os poderes espirituais regem a vida social. Antigamente, a pureza das crianças era uma realidade mensurável. Sua perspectiva não ultrapassava os simples livros didáticos, um único humilde caderno e brinquedos baratos. Para repreendê-las e educá-las, às vezes, bastava um olhar firme dos pais. Porém, aquele imaginário infantil, de quietude e sonho ingênuo, desmoronou sob o impacto da era do sensualismo, da violência, do materialismo.

Estejamos atentos à verdade de que educar não se resume apenas a providências de abrigo e alimentação do corpo perecível. A educação, por definição, constitui-se na base da formação de uma sociedade saudável. A tarefa que nos cumpre realizar é a da educação das crianças pelo exemplo de total dignificação moral sob as bênçãos de Deus. Nesse sentido, os postulados Espíritas são antídotos contra todos os venenosos ardis humanos, posto que aqueles que os conhecem têm consciência de que não poderão se eximir das suas responsabilidades sociais, sabendo que o futuro é uma decorrência do presente. Destarte, é urgente identificarmos no coração infantil o esboço da futura geração saudável.




Jorge Hessen





Fonte do Texto e da Gravura:
ARTIGOS ESPÍRITAS - JORGE HESSEN
https://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br





Referências bibliográficas:

[1] Kardec, Allan. Obras Póstumas, Rio de Janeiro: Ed. FEB 1980, página 384.
[2] ______ Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed FEB 2000, questão 685-A:
[3] XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995, Perg. 113
[4] Disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/06/150525_viviane_senna_ruacesso 19/06/2015
[5] XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995, perg. 113
[6] Disponível em http://www.mundosustentavel.com.br/2014/06/escola-nos-eua-inclui-aula-de-carater-no-curriculo/ acesso em 14/08/2014

REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

Precisamos prestar atenção às nossas palavras e às nossas ações, mas sem tensão. Coloque um A em frente à tensão e você terá atenção. Quando ficamos livres de tensão e prestamos atenção, nossa mente será tocada por tudo aquilo que é preciso. Então, nossas interações serão muito agradáveis ​​e os outros irão gostar de interagir conosco. (Dadi Janki)

Circunstâncias são como objetos. Elas não são vivas, você é que dá vida a elas. O positivo é mais poderoso do que o negativo. O positivo é inato. O negativo indica que algo está faltando. Luz existe e sua ausência é a escuridão. Nunca esqueça que você pode decidir que atitude tomar. Você tem um imenso potencial positivo a ser descoberto. Esses pensamentos lhe ajudarão a enfrentar qualquer circunstância com uma perspectiva diferente. (Enrique Simó, The Gift of Peace, Brahma Kumaris Information Services, London, 2002)

Não é possível ter quietude quando fico perguntando: O que este está fazendo? O que aquele está fazendo? Não precisamos dar tempo para esse tipo de pensamento. É preciso entendimento para acalmar a mente. Ter a compreensão de que cada um tem um papel a desempenhar dentro do drama. Dizemos paz de espírito e felicidade do coração. A mente quer paz e o coração diz: eu quero felicidade. (Dadi Janki)

Quando ficamos em solitude, entramos profundamente dentro de nós mesmos. Há uma riqueza interior que nos faz sentir bem sobre nós mesmos. Quando você realmente reconhece o eu interior, então você pode acessar toda a riqueza do eu. Você percebe essa riqueza quando você não desperdiça tempo, energia e dinheiro. Tudo isso tira você da quietude da mente. Não há quietude quando há tantas atrações. Precisamos permanecer em introversão, tornar o intelecto puro e a mente pacífica. Reconhecer a verdade dentro do eu e renascer disso. (Dadi Janki)

Se alguém insultar você, transforme esse insulto em misericórdia em um segundo. Se alguém vier na sua frente com uma visão arrogante (consciência do corpo), transforme essa visão em uma visão espiritual (consciência da alma). Se você aprender esse método de trazer tal transformação, você se tornará um conquistador de obstáculos. Todos que vierem até você lhe agradecerão por isso.





Brahma Kumaris







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domingo, 11 de dezembro de 2016

EXAMINAR SUA PRÓPRIA NATUREZA

Atualmente, o egoísmo é galopante entre os devotos e eles amam a Deus não por causa de Deus, mas apenas para realizar seus desejos egoístas. Enquanto o egoísmo prevalece, o Divino não pode ser compreendido. O festival de Navaratri deve ser utilizado como uma ocasião para examinar sua própria natureza, seja ela humana, animalesca ou demoníaca, e se esforçar para transformar a natureza animal em humana e, em seguida, divinizar a humana. Durante as orações de Navaratri, você recita "Netram Samarpayami", afirmando: “eu ofereço meus olhos ao Senhor”. Isso significa que você deve oferecer seus olhos? Não! O verdadeiro significado do Mantra é você pensar no Divino em tudo o que você ver ou fazer. O verdadeiro significado das orações que oferecem seus membros ao Senhor (Angaarpana Puja) é declarar que você deve oferecer-se em serviço ao Senhor em todos os momentos. Por isso, a partir de hoje, a cada trabalho que você fizer, faça-o como uma oferenda somente a Deus. (Discurso Divino, 06 de outubro de 1992)





Sathya Sai Baba






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REINTEGRAÇÃO NA INEFÁVEL UNIDADE

(...) compreende bem que o Altruísmo é a única senda que conduz ao fim único e derradeiro: a reintegração dos submúltiplos na Unidade divina. A única doutrina que acena com o meio para a consecução dessa finalidade, meio esse consistente no dilaceramento dos entraves materiais para a ascensão, através das hierarquias superiores, rumo ao astro central da regeneração e da paz.

Jamais esqueças que o Universal Adão é um Todo Homogêneo, um Ser vivo, do qual somos os átomos orgânicos e as células constitutivas. Todos nós vivemos uns nos outros, uns pelos outros, e, caso fôssemos salvos individualmente (para falar a linguagem cristã), cessaríamos de lutar só quando todos os nossos irmãos fossem salvos como nós.

O Egoísmo inteligente conclui, então, como conclui a Ciência tradicional: a fraternidade universal não é um artifício, mas uma realidade. Quem trabalha para os outros trabalha para si mesmo; quem mata ou fere seu próximo fere e mata a si próprio; quem ultraja o semelhante insulta a si mesmo.

Que esses termos místicos não te amedrontem. A alta doutrina nada tem de arbitrário. Somos os matemáticos da antologia, os algebristas da metafísica. Lembra-te, Filho da Terra, que tua grande ambição deve ser reconquistar o Éden zodiacal de onde jamais deverias ter descido, e, finalmente, reingressar na Inefável Unidade, FORA DA QUAL NADA ÉS e no seio da qual encontrarás, após tantos trabalhos e provações, a paz celeste, o sono consciente que os Hindus conhecem por NIRVANA: a beatitude suprema da Onisciência em Deus.




Marquês Marie Victor Stanislas de Guaita, S.'.I'.'






Fonte: do livro "NO UMBRAL DO MISTÉRIO"
Apêndice IV - Discurso iniciático relativo a uma iniciação martinista (reunião do 3° grau)
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O QUE REALMENTE SABEMOS DOS OUTROS?

Os humanos não são naturalmente impelidos a entrar na situação uns dos outros e é daí que provêm tantos erros de julgamento, tantas injustiças e crueldades. Quando vos pronunciais sobre uma pessoa, o que é que sabeis da situação em que ela se encontra?... Então, antes de a criticar, de a acusar, pelo menos durante alguns minutos, esforçai-vos por pôr-vos no seu lugar: talvez vos apercebais de que, se estivésseis na sua situação, agiríeis dez vezes pior do que ela. Vale a pena tentar entrar na situação das pessoas que vos são desagradáveis e que estais sempre a condenar. Bastam alguns minutos por dia deste exercício e ganhareis qualidades de paciência, de indulgência, de doçura, de generosidade, de que vós beneficiareis e elas também.





Omraam Mikhaël Aïvanhov






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O SER HUMANO SEGUNDO A ANTROPOSOFIA

Segundo a Antroposofia, cada elemento, substância e ser vivo sobre a face da Terra fazem parte de um conjunto harmônico que respira como um verdadeiro cosmo vivo. Esse cosmo possui um aspecto sensível, visível e mensurável com o qual nos relacionamos através de nossos sentidos e que compreendemos racionalmente através da nossa ciência acadêmica, mas também possui um conjunto de forças não visíveis, o seu aspecto imaterial ou supra-sensível. Para a Ciência Espiritual de Rudolf Steiner, esse campo supra-sensível é tão real e passível de ser estudado quanto o mundo material. O ser humano ocupa uma posição muito peculiar dentro dessa cosmovisão. Ele é considerado uma imagem condensada desse mundo ao seu redor. Um microcosmo em permanente interação com o macrocosmo material e espiritual.


Os três princípios constituintes do homem ou Trimembração

Quando contemplamos o corpo humano, podemos perceber três partes bem distintas: cabeça, tronco e membros. Por trás dessa aparente simplicidade esconde-se, no entanto, um dos grandes segredos da arte antroposófica de curar. Para um médico antroposófico, o ser humano é um organismo trimembrado. Aprofundando-se nessa direção, ao observarmos a cabeça, vemos que nela predominam os processos neurossensoriais. Se observarmos o cérebro, vemos uma estrutura de baixíssima vitalidade e alta especialização. Através da cabeça, a maioria dos estímulos sensoriais penetra no cérebro por meio dos pares cranianos. Uma outra característica da cabeça é que seus ossos têm formas planas e arredondadas e situam-se na periferia, de maneira a proteger o cérebro. No pólo oposto encontram-se o abdômen e os membros, com predomínio de intensa atividade metabólica, onde os processos de regeneração celular são muito ativos e há um "ir para o mundo" tanto através das mãos e dos pés, quanto através dos resíduos que eliminamos. Os ossos, nesse pólo, são longos e retilíneos e encontram-se protegidos por musculatura, dando-lhes sustentação. Entre essas duas regiões de características tão distintas, encontra-se o tórax, que, na Medicina Antroposófica, abriga o equilíbrio entre as polaridades descritas, sendo a sede do sistema rítmico, que promove a inter-relação saudável entre o pólo neurossensorial e o pólo metabólico. Aí encontram-se órgãos rítmicos: coração e pulmões, protegidos por um arcabouço, as costelas, que também se movimenta. E assim, resumidamente, temos um homem trimembrado em seus sistemas neurossensorial, rítmico e metabólico. Cada um deles permeia todo o organismo humano, mas concentram-se principalmente em uma região do corpo.

No caso do sistema neurossensorial, ele está mais concentrado na região da cabeça, mas sabemos que todo o corpo humano possui nervos.

O sistema rítmico concentra-se principalmente na região do coração e pulmões, isto é, no tórax, mas todo o corpo humano possui artérias que pulsam ritmicamente e a respiração também acontece em cada célula de nosso corpo.

O sistema metabólico concentra seus órgãos principalmente no abdômen e o movimento ativo nos membros, mas cada parte do nosso corpo possui seu metabolismo e movimento próprios.

Na vida psíquica, essa trimembração pode ser identificada nas três atuações básicas: pensar, sentir e agir.


Os quatro elementos constituintes do ser humano ou Quadrimembração

"O homem é o que ele é através do corpo físico, do corpo etérico ou vital, do corpo astral (alma) e do Eu (espírito). Ele deve ser visto como homem sadio a partir desses membros; ele deve ser percebido, quando doente, no equilíbrio perturbado deles; para sua saúde devem ser encontrados medicamentos que restabeleçam o equilíbrio perturbado".

Uma das maneiras de apresentar o homem à luz da Antroposofia, é relacioná-lo com a natureza ao seu redor. Nessa abordagem, o homem é visto como um ser que compartilha semelhanças com os reinos mineral, vegetal e animal, mas que também se distingue deles pela presença da sua autoconsciência. Podemos dizer que o homem guarda em si todos esses reinos, sendo portador de quatro estruturas essenciais, de quatro elementos constituintes, também chamados de "corpos" no jargão médico-antroposófico.

Corpo físico: é a estrutura sólida, material, palpável e mensurável, sujeita às leis da física e da química. É o corpo que compartilhamos com os minerais. É uma estrutura totalmente inerte e morta quando não permeada pelo segundo elemento (corpo etérico).

Corpo Etérico ou Vital: são as forças responsáveis por todo o princípio da vida, seja nos vegetais, animais ou seres humanos. O corpo vital nos dá a possibilidade de desenvolvermos vida vegetativa: crescimento, regeneração e reprodução.

Corpo Astral (corpo anímico ou alma): são as forças da consciência, presentes nos reinos animal e humano, e que formam o fundamento para uma vida sensitiva. Tem um papel de "organizador" dos processos vitais e, de maneira didática, podemos dizer que ele manifesta-se como sistema nervoso e vida psíquica.

Organização do Eu (espírito): é o elemento característico do ser humano, que o distingue dos demais reinos e seres da natureza. É o responsável pela atuação saudável dos demais corpos e o aparecimento do andar ereto, da fala e do pensar. É a nossa individualidade, nossa entidade espiritual. Relaciona-se com os processos de calor no âmbito do organismo.

Uma analogia pode ser feita com os quatro elementos da medicina hipocrática e também da alquimia: terra (corpo físico), água (corpo etérico), ar (corpo astral) e fogo (Eu).


As etapas do desenvolvimento humano ou biografia humana

Uma das grandes contribuições da Antroposofia para a Medicina e a Psicologia é o aprofundamento do estudo das leis biográficas. Se observarmos o ser humano em seu processo de desenvolvimento, veremos que este se dá em ciclos de sete anos, marcados por acontecimentos significativos no campo biológico ou psicológico. Do nascimento aos sete anos de idade, vemos profundas transformações relacionadas com o crescimento e desenvolvimento neuropsicomotor. O bebê transforma-se em uma criança com pensar lógico, com sentimentos, vontade própria e muita agilidade. A troca dos dentes e o início da alfabetização, em torno dos sete anos, marcam essa mudança de ciclo. Aos quatorze anos, a maioria dos jovens atingiu a puberdade, marcando um amadurecimento biológico, e aos 21 anos geralmente buscam a sua independência da família, já tendo alcançado a maioridade jurídica. E assim, a alma humana vai se transformando junto com o seu corpo físico-biológico, à medida que o Eu, a individualidade, vai se aprofundando em seu caminho pela Terra. De maneira mais resumida, vemos três grandes marcos biográficos: do nascimento aos 21 anos; dos 21 aos 42 anos; dos 42 aos 63 anos/final da vida. Cada um desses ciclos pode ser dividido em três setênios com características muito definidas. Mas, num olhar abrangente sobre o ciclo de vida humana, vemos um início de vida com muita vitalidade física e pouca consciência; depois um período com maior desenvolvimento emocional e o "apropriar-se do mundo", seguido geralmente por uma fase de maturidade, sabedoria e desenvolvimento de consciência social, mas com baixa vitalidade. No fim da vida há um "desprender-se do mundo". Segundo a Antroposofia, o Eu humano tem uma trajetória encarnatória, descendendo dos mundos espirituais de onde se origina, do nascimento à metade da vida (por volta dos 42 anos), quando esse processo chega ao fim. Logo após começa a sua trajetória de volta aos mundos espirituais, caracterizando uma trajetória excarnatória, um processo ascendente. Entre esses acontecimentos, o Eu humano desenvolve uma história individual, única: a sua biografia.

Compreender o processo de saúde e de doença significa também compreender o momento biográfico, suas crises e seus frutos.







Fonte: ABMA - Associação Brasileira de Medicina Antroposófica
http://www.abmanacional.com.br/
Fonte da Gravura: http://www.antroposofy.com.br/

sábado, 10 de dezembro de 2016

APROPRIAR-NOS DE NOSSAS EXPERIÊNCIAS

Muitos de nós pensam que nossa responsabilidade está a cargo de outras pessoas. Como resultado, quando levamos algum tranco da vida, imediatamente procuramos um bode expiatório. Entretanto, ao culparmos os outros, estamos apenas nos amarrando à nossa própria escravidão, nossa consciência reativa. A verdade é que, no minuto em que caímos em julgamento dos outros, de nós mesmos ou da situação diante de nós, perdemos a oportunidade de ver e agir imediatamente e aproveitar a oportunidade de nos reconectarmos com a Luz.

Cada um de nós é um professor e cada um de nós é um aluno, o que significa que todas as coisas que acontecem em nossas vidas são lições para aprendermos. Quando conseguimos ver nossa realidade através das lentes de nossa responsabilidade pessoal, em vez das lentes do julgamento e de culpar os outros, ganhamos a capacidade de nos libertarmos das influências kármicas que fazem com que continuemos a vivenciar os mesmos padrões repetidamente.

Assim, precisamos consistentemente perguntar a nós mesmos: ”Por que estou neste filme? Qual a reação que esta experiência está provocando em mim e pela qual eu preciso assumir 100 % de responsabilidade, e depois me desapegar para sempre?”

Fique aberto e não julgue a si mesmo, aos outros ou a situação diante de você. Em vez disso, apenas observe a reação que a pessoa ou a situação provoca em você e aproprie-se dela.




Karen Berg






Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalahcentre.com.br
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REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

No mundo atual, movido pela pressão, há uma crescente demanda não só por eficiência e oportunidade em nossas relações com o mundo, mas também por mais sensibilidade emocional em nossos relacionamentos. Esses suportes de vida são possíveis apenas se tivermos comando sobre nós mesmos. Se queremos realmente ser capazes de liderar os outros, primeiro temos que ser capazes de liderar a nós mesmos. Não podemos exigir dos outros o que nós mesmos não estamos dispostos a fazer e mostrar. (Vivendo Nossos Valores, Brahma Kumaris, 2014)

Paciência é uma daquelas virtudes que pode transformar um momento de grande ansiedade em quietude, uma rápida agitação mental no fluir suave de um rio. Na presença de uma pessoa paciente somos envoltos por uma aura de calma como se entrássemos na luz tranquila da ausência de pressa dela. Mesmo quando ela está ocupada, a qualidade da sua ocupação irradia paciência. Para ser paciente, observe a natureza. A natureza é sempre pacientemente ocupada. (Mike George)

Apreço é uma ferramenta poderosa para a mudança pessoal e social. E começa comigo. Se eu quero mais apreço na minha vida, eu preciso demonstrar apreço primeiro – para mim mesmo, meu parceiro, meus pais, meus filhos, amigos e colegas. E também para aqueles que me servem e para as pessoas que não conheço e que encontro na rua. Quanto mais valorizo os atos diários de bondade e consideração de outras pessoas, mais eles irão apreciar os meus. Juntos nós podemos criar um sentimento de cooperação, comunidade, harmonia, seja onde estivermos. (Vivendo Nossos Valores, Brahma Kumaris, 2014)

Como seres humanos somos muito sensíveis ao ambiente ao nosso redor. Podemos entrar em uma casa onde houve uma discussão e imediatamente sentir a tensão no ar, mesmo que ninguém diga nada. Da mesma forma, podemos sentir o ambiente de paz e calma de uma igreja, templo, mesquita ou sala de meditação. Um ambiente negativo pode nos influenciar ou podemos optar por influenciá-lo. Usar as virtudes, ter pensamentos positivos, praticar boas ações são algumas maneiras de criar uma atmosfera positiva onde quer que estejamos. (Vivendo Nossos Valores, Brahma Kumaris, 2014)





Brahma Kumaris







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REALIDADE DO ATMA

Cada um tem sua própria força e fraqueza, debilidades e medos, habilidades e desvantagens, por isso, nenhuma receita pode ser sugerida para todos. Você deve proceder a partir de onde está atualmente, no seu próprio ritmo, de acordo com sua própria luz interior. Mas, desde que se tenha um vislumbre da Realidade do Atma, da fonte de onde se surgiu e a meta na qual se fundirá, o objetivo da viagem será alcançado mais cedo ou mais tarde. O fascínio pelo corpo e os sentidos que o dominam, e o mundo que alimenta os sentidos, bem como o encanto pelas aventuras vaidosas em busca de fama e fortuna - tudo isso perderá o sentido e desaparecerá assim que você receber um vislumbre dessa Realidade do Atma, quer através da graça ou através de um Guru ou através de outros meios. A pessoa terá, então, em vez de deha-bhranti (apego ao corpo), que agora o atormenta, o desejo de conhecer e se estabelecer em Dehi, o Morador Divino. (Discurso Divino, 16 de março de 1966)





Sathya Sai Baba







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DE ONDE SURGE A MALDADE?

O significado do termo maldade tem conexão com a qualidade daquele ou daquilo que é mau, com a ação maligna, a iniquidade e a crueldade. Mas por que alguns têm atrativo pela perversidade? O tema sempre inquietou os pensadores dos mais diversos campos do saber e da ação humana: filosofia, ciência, arte, religião.

Historicamente, segundo alguns modelos previsíveis, os males humanos pareciam não mais destinados a preocupar os pensadores, pois que a maldade parecia ser circunscrita. Para alguns estudiosos o “holocausto”, durante a Segunda Grande Guerra, reacendeu-se o debate sobre os limites da barbárie, da perversidade humana, lançando no universo intelectual europeu e mundial uma onda de pessimismo e ceticismo.

Hanna Arendt, filósofa judia, que estudou as questões do mal, escreveu o livro “Eichmann em Jerusalém”, que analisa o julgamento do verdugo nazista, mentor da morte de milhares de pessoas. Tendo como referencial o “caso Eichmann”, a autora justifica que o mal pode tornar-se banal e difundir-se pela sociedade como um fungo, porém apenas em sua superfície. Para Arendt, as raízes do mal não estão definitivamente instaladas no coração do homem e por não conseguirem penetrá-lo profundamente a ponto de fazer nele morada, podem ser extirpadas.

Para muitos, o mal seria mais forte que o bem, e que os espíritos do mal estariam conseguindo sobrepujar os Benfeitores espirituais, frustrando-lhes os desígnios superiores. Em que pese a antiga tradição de tais assertivas, elas são insustentáveis e falsas; diríamos mesmo absurdas. Admitir o triunfo do maligno a prejuízo da humanidade é o mesmo que negar ao Senhor da Vida os atributos da onisciência e da onipotência, sem os quais não poderia ser o Senhor da Vida.

O mal não advém dos Estatutos do Todo-Poderoso como concebem alguns incautos, especialmente aqueles que vivem distanciados do entendimento da Boa Nova. O mal é transitório, não tem raízes. Para o Espiritismo o mal é criação do próprio homem e não tem existência senão temporária, transitória, pois no arranjo maior da Vida não tem sentido a permanência do mal. No capítulo em que trata da escala espírita, o Codificador, ao situar os espíritos imperfeitos na terceira ordem, traça como seus caracteres gerais “Predominância da matéria sobre o espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são consequentes.”. [1]

A humanidade vem nos últimos anos passando por transformações viscerais. A influência do materialismo sobre as questões e a vida social cresce consideravelmente. Os valores morais estão sendo corrompidos com assombrosa velocidade. Nunca o mundo precisou tanto dos ensinos espíritas como nestes tempos atuais. Vivenciamos instantes em que se aguça a revolta nos corações em face das imposições de ideologias falidas, e nos vendavais da tecnologia somos remetidos aos acirramentos das separatividades e isolamentos, estabelecendo-se níveis de revoltas sociais inaceitáveis.

Obviamente não há como se desconhecer a luta pela subsistência. Há as enfermidades, as insatisfações, os conflitos emocionais, os desenganos. As imperfeições próprias daqueles com os quais convivemos. Enfim, as variadas vicissitudes da existência. Nessa autêntica desordem, usando e abusando do livre arbítrio, cada qual vai colhendo vitórias ou amargando derrotas, segundo o grau de experiência conquistada. Uns riem hoje, para chorarem amanhã, e outros que agora se exaltam, serão humilhados depois.

Devemos interrogar a própria consciência, passando em revista os atos cotidianos, para a identificação dos desvios dos deveres que deveriam ter sido cumpridos e dos motivos alheios de queixa por conta dos nossos atos. Revisemos periodicamente nossas quedas e deslizes no campo moral, ativando a memória para nos lembrarmos dos tantos espinhos que já trazemos cravados na "carne do espírito"[2], tal como ensina Paulo de Tarso. Estes espinhos nos lembrarão a nossa condição de enfermos em estágio de longa recuperação, necessitados de cautela. O mal não é invencível, pelo contrário.

Não conseguiremos nos livrar das consequências advindas dos males que praticamos. O mal que nasce em nós nos impregna e temporariamente passa a fazer parte de nossa personalidade. Paulo de Tarso, na sua carta aos romanos, tece comentários sobre as lutas que se deve travar para combater o mal em nós mesmos, em frase já célebre: "Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço"[3]. O mal a que se refere Paulo em suas epístolas é o mal trivial que subsiste em nós e é alimentado por nossa vontade. E que, em certa medida, nos proporciona prazer pelo torpor de consciência.

A escuridão é somente ausência da luz. Não é real. Só Deus é Vida; somente o Bem é a finalidade da vida. Para que possamos vislumbrar um mundo sem angústias e nem problemas sociais, livres das misérias econômicas e políticas, apelemos para o amor incondicional, que possui os recursos eficazes para a conciliação, o perdão, a transformação moral, fomentando o bem para o progresso, o que concorre para enriquecer nossa sensibilidade, aprimorar nosso caráter, fazer que se nos desabrochem novas faculdades, o que vale dizer, se dilatem nossos gozos e aumente nossa felicidade.

Em suma, o mal deriva do coração humano e a batalha do bem contra o mal, tema de incontáveis livros e filmes, deve ser travada nos domínios dos nossos próprios corações, acima de tudo.




Jorge Hessen






Fonte: Artigos Espíritas
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Referências bibliográficas:

[1] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, pergunta 89, RJ: Ed. FEB, 2000
[2] II Coríntios 12:7
[3] Rom 7:19

ESCREVER O LIVRO INTERIOR

Pode-se comparar o ser humano a um livro, um livro que ele próprio está a escrever. E, muitas vezes, é um conjunto de garatujas (rabiscos), uma grande confusão, um amontoado de insanidades, de aberrações… E, quando dois desses livros se encontram e sentem atração um pelo outro, ficam dia e noite ocupados a ler-se. Mas o que é que eles aprendem com essa leitura? Os humanos conhecem certamente muitas coisas, mas ainda não aprenderam a escrever o seu próprio livro. Eles só se preocupam em criar no exterior de si mesmos: esculpir, modelar, desenhar, escrever… sempre no exterior. O interior permanece um terreno inculto. É tempo de eles aprenderem a escrever o seu próprio livro. Então, sempre que se encontrarem, ficarão maravilhados por poderem ler e ver uns nos outros palavras, frases, poemas e desenhos sublimes: as qualidades, as virtudes, os dons que cada um se terá esforçado por desenvolver em si mesmo.





Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

A CORRETA DEVOÇÃO ELIMINA A TRISTEZA, A PREOCUPAÇÃO, A ANSIEDADE E O SOFRIMENTO

Hoje todo mundo é atormentado por preocupação e ansiedade. Não há um momento em que você esteja livre de preocupações. "Nascer é uma preocupação, viver na Terra é uma preocupação; o mundo é uma causa de preocupação e a morte também é um motivo de preocupação; toda a infância é uma preocupação e assim é a velhice; a vida é uma preocupação, o fracasso é uma preocupação; todas as ações e dificuldades causam preocupação; até mesmo a felicidade também é uma preocupação misteriosa", diz um poema télugo! O apego ao corpo é a principal causa de todas as ansiedades. É impossível experimentar a felicidade sem sofrer dificuldades e preocupações. O prazer é um intervalo entre duas dores. Você empreende diversas atividades das quais algumas são boas e outras más. Seu pensamento (sankalpa) é a causa fundamental dessa dualidade. Bons pensamentos levam a boas ações e vice-versa. Você é a personificação de resoluções e negações (sankalpas e vikalpas). A verdadeira prática espiritual consiste em controlar seus pensamentos e aberrações. (Discurso Divino, 10 de setembro de 2002)

Se desenvolvermos compaixão e bondade (maitri), Deus parecerá estar perto de nós. Quer sintamos dor ou prazer, quer estejamos em dor ou dificuldade, em todos os momentos devemos expandir nosso coração de tal forma que sejamos capazes de receber Prema de Paramatma (o amor de Deus). Por outro lado, se acolhermos más características como querer cometer pecado, ou ouvir coisas que não se deve ouvir ou ferir e prejudicar os outros, então, justiça, bondade e honestidade nunca passarão perto de nós. Portanto, você deve desenvolver qualidades sagradas. Os Pandavas eram tais pessoas nobres, e é por isso que, por direito, desfrutavam da proximidade do Senhor. Para os Pandavas, Krishna era o sopro vital e, para Krishna, Seu corpo eram os Pandavas. Para os Pandavas, não houve um único momento em que Krishna não estivesse presente. O que quer que eles vissem ou fizessem, foi apenas sob o impulso e a força que eles receberam de Krishna. (Rosas de Verão nas Montanhas Azuis, 1976, Capítulo 12)

Quem quer que a pessoa possa ser, sob qualquer condição, se alguém não dá espaço algum ao desânimo, se a pessoa não tiver medo algum e se alguém se lembrar do Senhor com fé inabalável e sem qualquer outro motivo, todo sofrimento e tristeza desaparecerão. O Senhor nunca indagará a qualquer momento sobre a casta a que pertence ou os preceitos ou tradições que você segue. A devoção não consiste em usar um tecido ocre, organizar festivais, realizar sacrifícios rituais, raspar o cabelo, transportar pote de água ou bastão, trançar o cabelo etc. Em vez disso, as características da devoção são: a mente pura (antah-karana), contemplação ininterrupta de Deus (em tudo aquilo que se possa estar fazendo), a sensação de que tudo é criação do Senhor, e, portanto, a) desapego aos objetos dos sentidos, b) aceitação de todos em idêntico amor, e c) dedicação à verdadeira fala. (Prema Vahini, Capítulo 61)





Sathya Sai Baba







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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

USO INADEQUADO DA MENTE, ESFORÇO, POSIÇÃO E RIQUEZA

Todo ser recebe socorro e alívio somente de Deus, de quem você se originou. Tome o caminho espiritual com um sentimento de urgência, pois a morte está esperando para arrebatar a vida de você! Esqueça todos os desejos mesquinhos. Não se deleite e desperdice momentos preciosos com os prazeres vazios. A razão de fazer isso é somente porque você se identifica com o corpo. O corpo é apenas um lugar de habitação, um veículo e um invólucro. Veja-se como um residente no mesmo, e, quase que imediatamente, sua dor desaparecerá. Você ficará menos egocêntrico e sentirá afinidade com os outros; aqueles que gostam de você são meros residentes em seus corpos. (Discurso Divino, 20 de fevereiro de 1966)

Sem remover a servidão aos sentidos e nosso corpo, não podemos progredir na vida. Por isso, devemos controlar nossos sentidos. Para obter resultados eficazes, é preciso primeiro comprometer-se a promover amor, compaixão e sacrifício. Quando preenchermos nosso coração com essas três qualidades, ele florescerá em um belo jardim com flores exuberantes (Nandanavana). Por outro lado, se preenchê-lo com características como ódio, ciúme e raiva, então ele se tornará uma piscina fedorenta. Devemos olhar interiormente e decidir se queremos que o nosso coração seja um Nandanavana ou uma piscina imunda, malcheirosa. As pessoas devem fazer todos os esforços para preencher seus corações com qualidades sagradas. Quando vemos pessoas felizes, devemos nos sentir felizes por sua felicidade. Quando vemos sofrimento e dificuldades, devemos também compartilhar seus sofrimentos. Esta atitude é chamada maitri-bhava. Faça todas as tentativas para promover a compaixão e a bondade. (Rosas de Verão nas Montanhas Azuis, 1976, Capítulo 12)

Hoje as pessoas não estão fazendo uso adequado de sua mente, esforço, posição e riqueza (mati, gati, sthiti e sampatti). Como resultado, elas perdem a energia sagrada que Deus deu e também estão sujeitas a miséria e sofrimento por causa de maus traços como desejo, raiva e ganância (kama, krodha e lobha). Você não tem absolutamente nenhum controle sobre seus desejos. Quando um desejo é realizado , você começa a ansiar por outro! A raiva é outra má característica que estraga as pessoas. "Uma pessoa com raiva não será bem sucedido em qualquer empreendimento. Ela vai cometer pecados e ser ridicularizado por todos", diz um poema Telugu. O ódio é ainda mais perigoso do que a raiva. Ela dá origem a muitas más qualidades que intervêm no caminho de experimentar a Divindade. Não se transforme em um animal, permitindo que essas qualidades malignas dominá-lo. Constantemente lembre-se de que você é um ser humano e mantenha sob controle suas tendências animais. (Divino Discurso, 10 de setembro de 2002)





Sathya Sai Baba







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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A DOR É EFEITO DE NOSSAS AÇÕES, PORTANTO NÃO EMANA DE DEUS

Se compreendêssemos melhor os mecanismos da Lei de ação e reação evitaríamos infortúnios, ambições e desonras que, definitivamente, não estariam em nosso roteiro, seríamos mais comedidos nas ações diárias. Precisamos refletir a Lei de causa e efeito com o máximo discernimento, a fim de nos conscientizarmos sobre a sua imposição rígida e fatal, que desfere tanto reparações chocantes, quanto gratificações surpreendentes, sempre, justas, judiciosas e controladas, as quais expressam a resposta da Natureza, ou da Criação, contra a desarmonia constituída ou submissões aos códigos divinos em seus suaves aspectos.

“Quão severa e temível é a lei que rege os destinos da Criação! Os homens terrenos precisam ser avisados destas impressionantes verdades, a fim de que melhor se conduzam durante as obrigatórias travessias das existências.”[1] A Lei de ação e reação ou causa e consequência também popularizada como Lei do “carma” [2], é conhecida desde as civilizações mais antigas.

Ninguém está sujeito ao império aleatório do “acaso”, pois este não existe. A casualidade não tem espaços nos dicionários espíritas, portanto não traz poder capaz de reger nossos destinos. É a Lei do “carma”, Lei de “causa e efeito” ou a Providência divina, que tudo ordena, corrige e atua, interferido tanto nas dimensões infinitesimais do microcosmo, como na imensidade colossal do macro universo. Tal divino ditame objetiva exclusivamente administrar o aprimoramento incessante de todas as coisas e seres que estruturam a harmonia da Lei do Criador.

A Lei de causa e efeito tonifica a contabilidade divina com o seu saldo credor ou devedor para conosco. Os altivos regulamentos do Pai demonstram que “a semeadura é livre, mas a colheita obrigatória”, e “a cada um será dado conforme as suas obras”, portanto, não permitem exceções a ninguém, mas ajustam as criaturas à disciplina individual e coletiva, tão necessárias ao equilíbrio e harmonia da Humanidade.

O principal meio de modificar para melhor o chamado “carma” ou conta do destino criada por nós mesmos reside no controle dos nossos desejos, pensamentos, palavras e ações, pois, à medida que nos melhorarmos, reduziremos ou modificaremos os débitos do passado e criaremos um novo “carma” para o futuro.

Sofremos após a desencarnação os resultados de todas as imperfeições que não conseguimos corrigir na vida física. A Lei divina institui que felicidade e desdita sejam reflexos naturais do grau de pureza ou impureza moral. A completa felicidade reflete a purificação completa do Espírito, enquanto a imperfeição causa sofrimento e privação de alegria. Portanto, toda perfeição alcançada é fonte de gozo e atenuante de sofrimentos.

Pela justiça de Deus sofremos não apenas pelo mal que fizemos mas pelo bem que deixamos de fazer seja na Terra ou no Além-túmulo. O sofrimento (expiação) varia segundo a natureza e gravidade da falta, podendo a mesma falta produzir expiações distintas, segundo as circunstâncias, atenuantes ou agravantes, em que for cometida. Para a Codificação espírita não há regra absoluta nem uniforme quanto à natureza e duração da penalidade: - a única lei geral é que toda falta terá punição, e todo ato meritório terá gratificação, segundo o seu valor.

Em face do livre arbítrio somos sempre juízes do próprio destino, podendo delongar os sofrimentos pela persistência no mal, ou atenuá-lo e até anulá-los pela prática do bem. Um dos mecanismos que suavizam o sofrimento é a contrição. Entretanto não nos basta o arrependimento, pois são imprescindíveis a expiação e a reparação. Allan Kardec explana o seguinte: “arrependimento, expiação e reparação constituem as três condições necessárias para aplacar os traços de uma falta e suas implicações. O arrependimento suaviza os amargores da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito distraindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação.”[3]

O arrependimento pode dar-se por toda parte e em qualquer tempo; se for tarde, porém, o culpado sofre por mais tempo. Até que os últimos vestígios da falta desapareçam, a expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que lhe são consequentes, seja na vida atual, seja na vida espiritual após a morte, ou ainda em nova existência corporal. A reparação consiste em fazer o bem àqueles a quem se havia feito o mal. Em que pese a diversidade de gêneros e graus de sofrimentos dos Espíritos imperfeitos, a Lei de Deus estabelece que o sofrimento seja inerente à imperfeição.

Toda imperfeição, assim como toda falta dela decorrente, traz consigo a própria punição nas consequências naturais e inevitáveis. Assim, a moléstia pune os excessos e da ociosidade nasce o tédio, sem que haja mister de uma condenação especial para cada falta ou indivíduo. Podendo todo homem libertar-se das imperfeições por efeito da vontade, pode igualmente anular os males consecutivos e assegurar a futura felicidade. A cada um segundo as suas obras, no Céu como na Terra: - tal é a lei da Justiça Divina. [4]





Jorge Hessen





Fonte do Texto e da Gravura:
ARTIGOS ESPÍRITAS - JORGE HESSEN
https://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br/




Referências bibliográficas:

[1] Pereira, Ivone. Dramas da Obsessão, ditado pelo espírito Bezerra de Menezes, RJ: Ed. FEB, 2004

[2] Expressão hinduísta exprimindo o efeito que nossas ações geram no futuro (tanto nesta como em outras encarnações) 

[3] Kardec, Allan. O Céu e o Inferno, As penas futuras segundo o espiritismo, seção: código penal da vida futura, RJ: Ed. FEB 1977

[4] Idem

SIGNIFICADO MAIS PROFUNDO DA VIDA

Nesta longa jornada chamada vida, você deve viajar com menos bagagem (desejos). Daí a citação: "Menos bagagem, mais conforto, faz da viagem um prazer". Assim, a partir de hoje, pratique e adote a nobre máxima do limite aos desejos. Aspire abreviar seus desejos diariamente. Você está sob a noção equivocada de que a felicidade reside na satisfação dos desejos. Mas, na verdade, a felicidade começa a despontar quando os desejos são totalmente erradicados. Quando reduz seus desejos, você avança rumo ao estado de renúncia. Você tem muitos desejos. O que obtém deles? Você é obrigado a enfrentar as consequências quando imagina algo como seu. Quando reivindica um pedaço de terra como seu, então você terá de fazer a colheita. Esse instinto de ego e apego o colocará em sofrimento. Você será feliz no momento em que desistir do ego e do apego. (Discurso Divino, 14 de março de 1999)

Os Vedas nos ensinam que nosso coração é como um céu e, no céu de nosso coração, a mente é a lua, os olhos e a inteligência são como o Sol. No céu do seu coração, trate seus pensamentos como nuvens passageiras. Se no céu de seu coração há milhões de nomes do Senhor brilhando como estrelas, e sua mente brilhando como a lua, então você está bem posicionado para alcançar a felicidade. A felicidade é a união com Deus. Treine sua mente para ser como a lua cheia e purifique seu coração. O Senhor Krishna deseja que você mantenha sua mente pura e aceite a verdade e a honestidade como seus princípios de vida fundamentais. Nossa própria conduta é responsável pela decadência ou o envelhecimento do nosso corpo. Nossos desejos conduzem nosso comportamento. Não viva no mundo para simplesmente satisfazer seus desejos. Dor e prazer são como nuvens passageiras que se movem em nosso coração. Então, trate-os como tal, e nada mais. (Rosas de Verão nas Montanhas Azuis 1976, Capítulo 11)

Quando você se torna consciente da luz, adquire sabedoria e percebe o sentido da existência, você é transportado da agonia ao êxtase. Luz aqui não significa a luz do Sol, da Lua ou da lâmpada, mas a do coração. A sabedoria não se refere ao conhecimento científico, mas à iluminação provocada pela transformação do coração. E quanto à existência? A consciência da sua verdadeira realidade é o sentido apropriado da existência. A consciência de sua realidade está na percepção de que você não é o corpo, a mente ou os sentidos. Verdadeira realização consiste em compreender o fato de que você é fundamentado em um princípio transcendental que ultrapassa os limites da matéria. Deve-se investigar seriamente a presença da Divindade na vida humana. A consciência do próprio dever da pessoa é o mesmo que a consciência da Divindade na vida humana. (Chuvas de Verão, Capítulo 1, 20 de maio de 1996)

Para um observador superficial, a vida parece girar em torno de comer e beber, trabalhar e dormir. Mas, na verdade, a vida tem um significado muito mais profundo. A vida é um sacrifício (yajna). Cada pequeno ato é uma oferenda ao Senhor. Se os seus dias forem gastos em obras realizadas neste espírito de entrega, seu sono será uma imersão total na Consciência Divina (Samadhi)! A maioria das pessoas comete o grande erro de identificar-se com o corpo e elas acumulam uma variedade de coisas para sua manutenção e conforto. Quando o corpo se torna fraco e decrépito com a idade, elas ainda tentam reforçá-lo por um meio ou outro. Por quanto tempo pode a morte ser adiada? Quando o mandado de Yama (Senhor da Morte) chega, todos devem sair. Posição, orgulho e poder - todos desaparecem diante da morte. Lembre-se, você não é esse corpo! É seu veículo para servir a todos. Percebendo isso, esforce-se dia e noite, com pureza no corpo, mente e espírito, para realizar o Eu Superior. (Prema Vahini, Capítulo 6)




Sathya Sai Baba






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