terça-feira, 13 de novembro de 2012

A IGREJA CATÓLICA E A REENCARNAÇÃO

O Concílio de Constantinopla – 553 D.C

Até meados do século VI, todo o Cristianismo aceitava a Reencarnação que a cultura religiosa oriental já proclamava, milênios antes da era cristã, como fato incontestável, norteador dos princípios da Justiça Divina, que sempre dá oportunidade ao homem para rever seus erros e recomeçar o trabalho de sua regeneração, em nova existência.

Aconteceu, porém, que o segundo Concílio de Constantinopla, atual Istambul, na Turquia, em decisão política, para atender exigências do Império Bizantino, resolveu abolir tal convicção, cientificamente justificada, substituindo-a pela ressurreição, que contraria todos os princípios da ciência, pois admite a volta do ser, por ocasião de um suposto juízo final, no mesmo corpo já desintegrado em todos os seus elementos constitutivos.

É que Teodora, esposa do famoso Imperador Justiniano, escravocrata desumana e muito preconceituosa, temia retornar ao mundo, na pele de uma escrava negra e, por isso, desencadeou uma forte pressão sobre o papa da época, Virgílio, que subira ao poder através da criminosa intervenção do general Belisário, para quem os desejos de Teodora eram lei.

E assim, o Concílio realizado em Constantinopla, no ano de 553 D.C, resolveu rejeitar todo o pensamento de Orígenes de Alexandria, um dos maiores Teólogos que a Humanidade tem conhecimento. As decisões do Concílio condenaram, inclusive, a reencarnação admitida pelo próprio Cristo, em várias passagens do Evangelho, sobretudo quando identificou em João Batista o Espírito do profeta Elias, falecido séculos antes, e que deveria voltar como precursor do Messias (Mateus 11:14 e Malaquias 4:5).

Agindo dessa maneira, como se fosse soberana em suas decisões, a assembléia dos bispos, reunidos no Segundo Concílio de Constantinopla, houve por bem afirmar que reencarnação não existe, tal como aconteceu na reunião dos vaga-lumes, conforme narração do ilustre filósofo e pensador cristão, Huberto Rohden, em seu livro " Alegorias ", segundo a qual, os pirilampos aclamaram a seguinte sentença, ditada por seu Chefe D. Sapiêncio, em suntuoso trono dentro da mata, na calada da noite: "Não há nada mais luminoso que nossos faróis, por isso não passa de mentira essa história da existência do Sol, inventada pelos que pretendem diminuir o nosso valor fosforescente".

E os vaga-lumes dizendo amém, amém, ao supremo chefe, continuaram a vagar nas trevas, com suas luzinhas mortiças e talvez pensando - "se havia a tal coisa chamada Sol, deve agora ter morrido". É o que deve ter acontecido com Teodora: ao invés de fazer sua reforma íntima e praticar o bem para merecer um melhor destino no futuro, preferiu continuar na ilusão de se poder fugir da verdade, só porque esta fora contestada pelos deuses do Olimpo, reunidos em majestoso conclave.


Vivaldo J. de Araújo



Fonte: www.espirito.org.br
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/igreja-catedral-arquitetura-bancos-3481187/

SAFED, A CIDADE DOS LEGISLADORES E DOS MÍSTICOS


Safed é uma pequena cidade na Alta Galiléia, situada numa terra montanhosa, que é parte da Terra Sagrada consagrada nas Escrituras para a Tribo de Naftali. Foi lá que Rabi Yossef Caro escreveu no século XVI: "Após quase 500 anos vivendo no exílio e na perseguição, Ele, D'us, recordou a aliança feita com seus antepassados e os trouxe de volta do cativeiro nos quatro cantos do mundo e os assentou na Terra da Glória, na cidade de Safed, cobiçada por todos os povos". O impulso para se estabeleceram na "Terra da Glória", ao invés dos grandes centros comerciais da Europa, foi de ordem puramente religiosa. Depois das atividades sofridas na Espanha, um grande número de exilados emigrou para a Terra Santa, o país que desde os tempos dos profetas até Yehuda Ha Levi e do Gaon de Vilna, até Israel Baal Shem Tov, nos séculos XVIII e XIX, foi sempre considerada a grande matriz das "oportunidades espirituais".

Safed não é mencionada na Bíblia ou no Talmud. Ela começa a aparecer no início do século XVIII quando o viajante Samuel ben Shimshon escreve que encontrou uma comunidade com mais de 50 membros. Na última década do século XV surge o Rav Yossef Saragossi, onde fundou uma escola. No decorrer dos anos, Safed cresceu e chegou a ter vinte e uma sinagogas, dezoito colégios talmúdicos, vinte professores e quatrocentos alunos, mantidos pelos judeus ricos da Turquia. A cidade não apenas cresceu como se tornou um centro de excelência religiosa em Israel. Duas figuras foram especialmente proeminentes: Rav Yossef Caro e Rav Issac Luria, chefes da escola mística responsáveis pela fama que Safed adquiriu na história do judaísmo. Iossof Caro não é apenas o autor do Shulchan Aruch, "a mesa posta" um código que permite ao aluno compreender o significado de cada Lei, como também do monumental Beth Yossef.

Existe, porém uma outra personalidade em Safed que atingiu uma fama enorme na História do Judaísmo. Trata-se do Rabino Isaac Luria. Dele se conta que foi anunciado pelo Profeta Eliahu ao pai de Isaac, com as seguintes palavras: "Saiba que o Santo, bendito seja, o abençoou e que sua mãe, com a mulher de Abraão te dará um filho que se chamará Isaac e que terá o poder de redimir muitas almas. Através dele será revelada a Cabalá do Povo de Israel." Desde cedo o jovem Luria revela-se como um dedicado aluno da Torá. Aos oito anos espantava e maravilhava os rabinos com os seus conhecimentos do Talmud. Teve como mestre o famoso Rabino Bezalel Askenazi, autor do Shibtah Melanbezet. Aos quinze anos casou-se com a filha do seu benfeitor, o rico Mordechai Francis, no Cairo.

Conta a lenda que um dia apareceu um estranho que resolveu rezar na Sinagoga de Luria. Ele se sentou numa cadeira do lado oposto de Luria e começou rezar de um manuscrito que tinha nas mãos e que não acompanhava o Sidur normal da comunidade. Claro está que a curiosidade despertou em Luria a vontade de dar uma vista de olhos naquele estranho livro e qual não foi a sua surpresa ao verificar que o manuscrito continha os grandes mistérios da fé. Respondendo às indagações de Luria, o estranho lhe disse que era marrano e não sabia decifrar as palavras hebraicas, já que desconhecia o sentido de cada letra. Luria quis comprar o manuscrito que se revelou ser o Livro do Esplendor, o Sepher Ha-Zohar, que havia sido escrito por Shimon Bar Yohai, no século II.

Durante os oito anos seguintes Luria dedicou-se ao estudo da Cabalá e conta-se que teria recebido instruções do próprio Profeta Eliahu, ordenando-lhe que abandonasse o solo do Egito e fosse residir em Safed. Em Safed, Luria estreitou relações com estudiosos de grande sabedoria, como Joseph Caro, Cordovero e Joseph Askenazi. Com eles aprendeu a Teoria da Concentração, ou Tzimtzum, uma forma de entender o Universo, o Homem, as Criações Divinas e o Poder do Ente Supremo, autor de tudo que se encontra no céu, acima e na terra, em baixo. A linguagem usada para explicar os mistérios é repleta de metáforas. Por exemplo, a primeira manifestação do mais Oculto de todos os Ocultos, seria o Homem Original (Adam Kadmon), o arquétipo da Criação. Os cabalistas, porém, eram muito cautelosos nas interpretações dessas metáforas. O próprio Rabi Shimon Bar Yochai dizia que a metáfora do Adam Kadmon não deveria ser entendida em seu sentido literal. A Bíblia, quando fala de Adão, não especifica a sua anatomia: pernas, braços etc. Ele aparece como o Primeiro Homem, dotado das qualidades místicas que D'us lhe deu ao criá-lo.

Foi neste ambiente que Luria viveu em Safed, onde encontrou os dois homens que mais o impressionaram pela sua sabedoria: Caro e Cordovero. Por sua vez, eles encontraram em Luria um agente ágil e um sutil conhecedor e intérprete do Talmud e logo os três se tornaram grandes amigos. Conta-se que no casamento do filho de Luria com a filha de Caro, este ao voltar para casa, teria dito à esposa: É muito difícil para mim descrever o que aprendi dos segredos da Torá após ouvir o discurso de Luria no banquete. Nem mesmo um anjo saberia tanto quanto ele. Ele tem a alma dos antigos profetas.

O nome de Luria aparece, em geral, como ARI (leão), formando o anagrama das palavras hebraicas O Divino Rabi Isaac. Sua história é longa e rica demais para se enquadrar no espaço de um editorial. Mas, como final, queremos lembrar que, para Luria, uma das principais funções da vida era a oração. Através da oração o homem fica mais próximo de D'us. Cada palavra do ritual, cada letra, é um repositório de mistérios que vão além do seu sentido literal. E quando, durante as orações, a pessoa não se entrega devotadamente à oração que está pronunciando durante os serviços, ela se torna um grande obstáculo para a redenção de Israel.



Eliezer Burlá




Fonte: Or Torá Beth-El
http://www.riototal.com.br/comunidade-judaica/juda5a1.htm
Fonte da Gravura: https://www.flickr.com/photos/qu4ttrophoto/10958501096

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

DEUS GEOMETRIZA


Em culturas antigas, a ciência da geometria era considerada tão importante dentro da filosofia espiritual que foi considerada a mais próxima da Mente Divina. Portanto, não é em vão que na parte superior do pórtico da Academia de Platão, em Atenas, havia uma inscrição que dizia: “Não é permitido que entre alguém que não seja um Geômetra”. Estas convicções foram ensinadas a partir da crença que Deus criou o universo de acordo com um plano geométrico; que seu estudo e entendimento levaria a uma consciência mais profunda do Divino; e, que as representações terrenas de medidas e proporções em arquitetura eram consideradas estar em sintonia com a harmonia dos céus. O aforismo Hermético “como é em cima é em baixo” é fundamental para o entendimento e apreciação da geometria sagrada. O conceito de geometria sagrada está entrelaçada em muitas das tradições espirituais do mundo. A fusão das culturas hebraica e grega durante o início do cristianismo levou à filosofia do Platonismo Cristão. Quatro temas, relacionados aos números, formaram uma parte significativa desta nova ala de pensamento: aritmética como número puro, música, ou harmonia, como número no tempo; geometria como número no espaço; e astronomia-astrologia como número no espaço-tempo. No Islam, e em particular durante o período dourado da vida islâmica na Espanha Moura, a ciência da geometria sagrada e, de passagem, as ciências da filosofia, arquitetura, astronomia e astrologia foram estudadas diligentemente.

Não obstante, o conceito de Deus como Geômetra precede às culturas gregas, judaico-cristã e islâmicas, e nos leva a um período distante da história humana que não está documentada, exceto, única e possivelmente, pelo ensinamento da Sabedoria Eterna. Nas tradições Maçônicas, por exemplo, Deus como uma Trindade é conhecida como o “Superior”, o “Grande Geômetra” e o “Grande Arquiteto do Universo”. A maçonaria sugere ainda que o “Templo nos Céus”, feito sob a Majestade de Deus Trino, proporciona o arquetípico desenho para aquele que eventualmente existirá na Terra.

Ainda que não nos demos conta, a sagrada geometria está intrinsecamente relacionada com “Triângulos”. Através do “Trabalho de Triângulos” (*) está sendo modificado o desenho geométrico do veículo etérico planetário de “quadrados” para “triângulos”. Os quadrados representam o quaternário, o ser inferior ou personalidade. Muitos milênios se passaram onde o desenho do planeta etérico quadrado atraiu, absorveu e distribuiu energias específicas que ajudaram a dar forma à personalidade humana e a desenvolver a mente inferior. Agora estamos nos movendo rumo a uma era onde a cultura da alma deve ser nutrida na vida da humanidade e, consequentemente, o desenho etérico está mudando lentamente para o desenho de triângulos inter conectados. O símbolo do triângulo é usado há tempo para representar a natureza da Divindade. Chegar a ser o centro da Consciência Divina sobre o planeta é o destino nobre e profundo da humanidade.


(*) "Trabalho de Triângulos" é uma atividade de serviço mundial onde as pessoas se unem, mediante o pensamento, em grupos de três pessoas, para criar uma rede planetária de triângulos de luz e boa vontade.



Fonte do texto e da gravura: Boletim Triângulos, nº 181, setembro de 2012
Escola Arcana, Boa Vontade Mundial e Triângulos
http://www.lucistrust.org/es

O ALTÍSSIMO HABITA EM SEU ÂMAGO


Que o homem aprenda, então, a revelação de toda a Natureza, profundamente refletida; especificamente: que o Altíssimo habita em seu âmago; que as fontes da Natureza estão em sua mente, se aí se encontra o sentimento do dever. E se percebe que o grande Deus lhe fala, deve “entrar em seu quarto e fechar a porta”, como disse Jesus. Deus não se manifestará a covardes. O homem deve escutar muito a si mesmo, afastando-se de todas as expressões da devoção de outros homens. As preces dos outros devem mesmo ser-lhe perniciosas, até que ele tenha formulado a sua própria prece. A alma não faz apelo algum por si mesma. Nossa religião vulgarmente se apóia em números de crentes. Sempre que se apela para números (não importa quão indiretamente), nisto mesmo se está declarando que não se trata de religião. Aquele que sente Deus como um pensamento que lhe é doce e envolvente não conta sua companhia. Se eu me coloco nessa presença, quem ousará intrometer-se? Quando me ponho em perfeita humildade, quando me sinto arder em puro amor, que podem Calvino e Swedenborg dizer?


Ralph Waldo Emerson


Fonte: dos escritos Rosacruzes
Ordem Rosacruz (AMORC)
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/mandala-fantasia-simetria-igualdade-2402062/

A COMPREENSÃO DA VONTADE DE DEUS É A NOSSA VONTADE LIVRE



EU SOU O QUE O CRIADOR É. LOGO:

EU SOU O CRIADOR FEITO CARNE. EU SOU A VIDA ETERNA. EU SOU A ETERNIDADE DO AMOR. EU SOU O ETERNO AGORA.

EU SOU a vontade divina, herança divina em cada homem. Quando a LUZ DO — EU SOU — começa a brilhar em nós, já não nos é possível fazer outra coisa, senão cumprir com SUA LEI E VONTADE. Aqui atua o livre-arbítrio, para eleger e decretar nosso proceder em nossas vidas e mundos.
 
Deus, somente, pode atuar em nossas vidas e mundos, de acordo com a nossa direção consciente.

Devemos gravar estas palavras com letras de fogo em nossas mentes. 
 
Esta é a nota chave: A COMPREENSÃO DA VONTADE DE DEUS É A NOSSA VONTADE LIVRE.
 

Dr. Jorge Adoum .'.
Fraternitas Rosicruciana Antiqua


Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 10 de novembro de 2012

A DIVINDADE CONSAGRADA NO CORAÇÃO


É verdade que o leite contém manteiga, sementes de gergelim contêm óleo, e açúcar provém da cana. Mas se apenas segurar o leite na mão, você não obtém manteiga; o pavio da lâmpada não acende enchendo-a com sementes de gergelim; chacoalhar a cana não resultará em um banho de açúcar. Ao colocar os doces em uma bandeja em sua frente e recitar 108 vezes "doces, doces ..." sua língua pode saboreá-los? Da mesma forma, você estuda muitos livros sagrados e canta mantras e hinos. 

Naturalmente, o tempo gasto nessas atividades torna-se, assim, sagrado. Mas estes não estão ajudando-o a transformar o trabalho em que está envolvido em uma oferta aceitável a Deus. 

Você tem colocado em prática pelo menos um por cento do que lê ou recita? 

A mera leitura e canto não o livrarão do ciclo de nascimento e morte. Deus deve ser plantado firmemente na mente, o Deus onipresente deve ser consagrado no coração; Deus deve fluir com o sangue nas veias. Deus deve ser visualizado através do olho interior.


Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A TERRA PROMETIDA

O cabalista lê a Bíblia de uma maneira diferente. Ele sabe que este é um livro divino, codificado, e que lembra histórias que são sempre atuais para a humanidade. Uma história bíblica bem conhecida é a de Moisés, aquele que retirou o povo hebreu da escravidão.

A história conta que para salvar a vida de seu bebê, a mãe de Moisés deixou-o em uma pequena cesta às margens do rio Nilo. A filha do Faraó encontrou o bebê e acabou criando-o no palácio real, com todo o conforto. Um dia, já crescido, Moisés resolveu sair do palácio e ver o que se passava fora dele. Ao defender um escravo hebreu que era surrado violentamente por um egípcio, acabou matando o egípcio. E por isto teve que se afastar.

Durante o exílio, Moisés viveu em uma cidade vizinha. E foi lá que ele recebeu pela primeira vez a revelação de Deus. Moisés caminhava à luz do dia, em profundo estado meditativo, quando se deparou com uma sarça ardente. A sarça era um tipo de planta comum naquela região e era comum arbustos daquele tipo pegarem fogo devido ao calor. No entanto, este arbusto continuava a pegar fogo e jamais se consumia. Mantinha-se ileso. E foi assim que Moisés pela primeira vez viu a face de Deus.

É interessante observar que a primeira revelação de Deus a Moisés se deu através de uma planta comum, em uma situação comum, quando ele olhava para baixo. Normalmente temos a ideia de que uma revelação de Deus deveria se dar em uma grande aparição no céu, em uma noite magnífica. Mas Deus está em todo lugar, e para aquele que está preparado, tomado pela consciência da humildade (e ele olhava para baixo) esta revelação pode se dar a qualquer momento. Todo momento pode ser especial.

Naquele momento Moisés era eleito para libertar os hebreus da escravidão e a partir de então travou uma grande batalha espiritual contra o Faraó, até que conseguiu libertar seu povo, promovendo a abertura do mar.

A história é toda repleta de códigos. O Faraó, mencionado no texto, representa nosso ego exacerbado, que faz-nos esquecer que somos parte de um todo muito maior, e nos impele no desejo de receber só para nós mesmos. É a pura visão da casca. Tanto que os faraós, ao morrer, retiravam os órgãos e mumificavam o corpo, ou melhor, a casca do corpo.

O Egito é uma palavra-código que se refere a uma situação de escravidão à qual a grande maioria dos seres humanos está submetida. É o nosso comportamento repetitivo, caracterizado por padrões compulsivos, que nos afasta de uma vida significativa.

A Travessia do Deserto é o caminho longo, árduo e cheio de dificuldades, que percorremos para sair deste estado de escravidão do aparente e chegar a uma nova consciência.

Finalmente, a Terra Prometida é o estado de consciência elevada, que dá real sentido à nossa existência. Momento em que compreendemos nosso lugar nesta existência, em que atingimos o significado da palavra Amor. Neste estado não há espaço para o medo. Nesta dimensão compreendemos o valor de cada obstáculo com que nos deparamos. Cada um deles traz um significado a mais à nossa vida.

Este episódio nos ensina sobre uma possibilidade sempre atual de mudarmos nossa consciência. Sair do mundo da escravidão significa mergulhar em um mundo desconhecido, para uma travessia muito longa e difícil. Somente com um propósito muito claro é possível enfrentar os confrontos áridos deste deserto e encontrar os caminhos que levam a uma vida significativa.


Ian Mecler



Fonte: do livro “Os Segredos da Cabala”
Fonte da Gravura: IA (AI)

MEDITAÇÃO É DELEITE


Meditação é simplesmente deleitar-se na sua própria presença; meditação é um deleite no seu próprio ser.

É muito simples — um estado de consciência totalmente relaxado onde você não está fazendo nada. Quando começa a fazer, você torna-se tenso; a ansiedade surge imediatamente. Como fazer? O que fazer? Como obter sucesso? Como não falhar? Você já se moveu para dentro do futuro.

Meditação é simplesmente ser, sem fazer nada — nenhuma ação, nenhum pensamento, nenhuma emoção. Você simplesmente é, e isso é um puro deleite.

De onde vem esse deleite quando você não está fazendo nada? Ele não vem de lugar nenhum, ou, vem de toda parte. Ele é incausado, porque a existência é feita de uma matéria chamada alegria. Ela não precisa de nenhuma causa, de nenhum motivo.

Quando você está infeliz, há um motivo para estar infeliz; quando está feliz, você está simplesmente feliz — não há motivo algum. Sua mente tenta encontrar um motivo, porque ela não pode acreditar no incausado, pois ela não pode controlar o incausado — com o incausado, a mente se torna simplesmente impotente. Dessa forma, a mente continua a descobrir uma razão ou outra.

Mas eu gostaria de lhe dizer que sempre que você está feliz, você está feliz sem motivo algum, absolutamente. Sempre que você está infeliz, você tem algum motivo para estar infeliz — porque a felicidade é exatamente a matéria da qual você é feito. Ela é o seu próprio ser, é o seu ser mais recôndito.

Alegria é o seu ser mais recôndito.

Olhe para as árvores, os pássaros, as nuvens e as estrelas... e se tiver olhos verá que toda a existência é feliz.

Tudo é simplesmente feliz. As árvores são felizes sem qualquer motivo; elas não se tornarão primeiros-ministros ou presidentes, e elas não se tornarão ricas e nunca terão nenhuma conta bancária.

Olhe para as flores — não há qualquer motivo para serem felizes. É simplesmente inacreditável como as flores são felizes.

A matéria-prima de toda a existência é a felicidade.



Osho, em "O Que é Meditação"



Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

OBJETIVO DO CONHECIMENTO



(…) O maior de todos os erros é a má interpretação do objetivo final do conhecimento; pois, alguns homens ambicionam o conhecimento em função de uma natural curiosidade e uma índole inquiridora; alguns para entreter a mente com variação e deleite; alguns, para fins de retórica e reputação; alguns, para contendas e triunfos; muitos, para lucro e subsistência; e, bem poucos, a fim de empregar o Divino dom da razão para uso e benefício da humanidade.

Assim, alguns parecem buscar, no conhecimento, repouso para um espírito inquiridor; outros, rumos para uma mente errante; outros, posição elevadas; outros, uma cidadela, ou um posto de comando; outros, finalmente, uma loja, para lucro ou venda, ao invés de um patrimônio para a glória do Criador e o enriquecimento da vida humana.

Não obstante, o conhecimento deve ser dignificado e exaltado pela mais íntima e estrita conjunção de contemplação e ação (…). Porém, aqui não entendemos, por uso e ação a aplicação do conhecimento para fins lucrativos, pois, isto embarga o progresso do conhecimento, assim como o “pomo de ouro” atirado diante de Atalanta, que, ao se abaixar para apanhá-lo, perdeu a corrida. (…)


Francis Bacon


Fonte: Ensinos Rosacruzes (Ordem R+C, AMORC)
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O QUE SIGNIFICA MUDAR O MUNDO?



É possível nós mudarmos o mundo com suficiente rapidez e eficácia?
 
Mudar o mundo significa explicar como ele é atualmente e como ele deveria ser. Ao corrigir-me começo a ser uma parte integrante de todo este espaço dentro deste sistema. É assim que eu mudo o mundo. Quando eu explico para o mundo inteiro o que está acontecendo com ele e como precisamos mudar, a fim de trazer o mundo ao equilíbrio, estou alterando-o.

Basicamente, eu estou explicando para que as pessoas se alterem. Não há coerção na mesma. Eu não posso forçá-las, não posso vir acima com alguma nova sociedade, colocá-las lá, e então o mundo seria melhor, por qualquer meio.

Estamos em um estágio onde não pode haver nenhuma outra alteração. A natureza tem sempre nos levado para a frente. Pensávamos que estávamos mudando o mundo, mas, na realidade, estávamos simplesmente empurrado a felicidade com uma "vara". Estávamos sempre tentando fazer algo e, finalmente, chegamos a um tal estado onde podemos melhorar o mundo apenas por melhorar a nós mesmos com nossa consciência, uma compreensão racional da natureza, e nossa conexão e equilíbrio com ele.


Rav Dr. Michael Laitman, PhD


Do KabTV de "Fundamentos da Sociedade Integral" 2/26/12

Fonte: Bnei Baruch - A Sabedoria da Cabala
http://laitman.com.br/2012/04/o-que-significa-mudar-o-mundo/

Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O PREÇO DA LIBERDADE



Ser livre não é fácil.

Até mesmo os israelitas, enquanto vagavam pelo deserto, ansiavam voltar para a vida de escravidão.

Por que alguém iria desejar voltar a ser escravo?

A resposta está nos desafios que acompanham a liberdade.

Quando estavam no Egito, os israelitas não tinham escolhas a fazer, responsabilidades a assumir.

Cuidado com a tentação de permanecer em situações insatisfatórias para evitar o processo penoso de entender a si mesmo e mudar.

 
Rav Yehuda Berg



Fonte do texto: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/pomba-liberdade-paz-confiar-em-3426159/

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

OS DOZE PONTOS ORIGINAIS DA MAÇONARIA (as 12 Tribos de Israel)



Existem na Franco-maçonaria doze pontos originais, os quais formam a base do sistema, e que fazem parte do ritual de iniciação. Sem a existência desses pontos, nenhum homem poderia ter sido legalmente aceito na Ordem. Toda pessoa que se tornou um maçom deve estudar estas doze formas da cerimônia, não somente no primeiro grau, mas em cada um dos posteriores.
 
Portanto, podemos observar que nossos antigos Irmãos os consideravam de suma importância nas cerimônias de iniciação e, consequentemente, deve lhes ter dado muito trabalho conseguir uma explicação simbólica para eles. Embora eles não façam mais parte dos Sermões da Grande Loja Unida da Inglaterra, é de valor dar uma pequena explicação do que eles representam.

A cerimônia de Iniciação, já que esses pontos constituíam parte importante do ritual, foi dividida em doze partes, em alusão às 12 tribos de Israel, e cada uma das quais se referia a um ponto, da seguinte forma:

1ª parte: A abertura da Loja, era simbolizada pela tribo de Rubem, o primogênito de Jacob, que o chamava "o princípio de sua energia." Por conseguinte, era devidamente apropriada e adaptada como emblema dessa cerimônia, que é essencialmente o começo de toda iniciação.

2ª parte: A preparação do candidato era simbolizada pela tribo de Simeão, porque ele preparou os instrumentos de guerra para a luta contra os Shequemitas; essa parte da cerimônia em que se descreve essas armas ofensivas, era praticada como sinal de repulsa pela crueldade implacável que resultou desse incidente.

3ª parte: A informação dada pelo C. I. refere-se à tribo de Levi, porque na guerra contra os Shequemitas, supõe-se que foi ele que deu o sinal de aviso a Simeão seu irmão, com quem havia combinado a lutar contra esse povo.

4ª parte: A entrada do candidato na Loja simbolizava a tribo de Judah, porque foi a primeira a cruzar o rio Jordão e penetrar na terra prometida, eles que vinham de um lugar de servidão e ignorância, assim como da solidão do deserto por onde passaram, agora para eles Canaan lhes significava a terra da luz e da liberdade.

5ª parte: A invocação era simbolizada pela tribo de Zebulão, porque a oração e bênção que Jacob proporcionou a ele, e não a seu irmão Issachar.

6ª parte: As viagens referem-se à tribo de Issachar, que considerada como indolente e inútil, necessitava como diretor supremo um guia que a elevasse à mesma altura das outras tribos.

7ª parte: O avanço até o altar era simbolizado pela tribo de Daniel, para nos demonstrar, por oposição, que devemos avançar até a verdade e santidade tão rapidamente, e não fazer como essa tribo que se lançou à idolatria, e cujo objeto de veneração era a serpente de cobre.

8ª parte: A obrigação se refere a tribo de Gad, e se refere ao juramento solene feito por Jephtah, Juiz de Israel, que pertencia a essa tribo.

9ª parte: A confidência feita ao candidato, dos mistérios, era simbolizada pela tribo de Asher, porque era então que ele recebia os ricos frutos do conhecimento maçônico, assim como Asher se dizia ser o herdeiro da fartura e dos esplendores reais.

10ª parte: A investidura com a pele de cordeiro, o avental, pelo qual se declarava o candidato livre, se refere à tribo de Neftali, a qual foi investida por Moisés com uma liberdade singular quando disse: "Oh! Neftali, recebei os benefícios, pois o Senhor os tem coberto com seus favores, e possuis portanto o Ocidente e o Sul."

11ª parte: A cerimônia do ângulo Nordeste da Loja se refere à tribo de José, porque esta cerimônia nos recorda a parte mais rudimentar da Maçonaria pelo motivo de que as duas metades das tribos de Efraim e de Manasseh, das quais foi formada a tribo de José, eram consideradas mais rudimentares que as demais, por descender dos netos de Jacob.

12ª parte: O encerramento da Loja era simbolizado pela tribo de Benjamim, que foi o filho caçula de Jacob, e com ele termina a energia transmitida por ele.

Estes eram os doze pontos importantes da Franco-maçonaria, que constavam dos sermões e leituras antigas. Embora atualmente não sejam conhecidos, não se pode negar que eles contribuíram em algo ao simbolismo e a informação religiosa da Franco-maçonaria.

De qualquer maneira, são ensinamentos da antiguidade Maçônica, e como tais merecem nossa atenção.

. . .

Em outra versão:

Os Doze Pontos da Maçonaria (por Anibal Santos .'.)

Os doze pontos originais foram baseados nos 12 filhos de Jacob, e simbolizam o caminho do candidato através de seu primeiro grau. São eles:

1. Abertura da loja: Refere-se à tribo de Rubens, o primeiro nascido de Jacob – o início de sua força. Sem a abertura não poderia haver loja.

2. Preparação do Candidato: Simboliza a tribo de Simeão, porque Simeão preparou os instrumentos para a matança do Semitas. Em parte, isto simboliza a repugnância maçônica à crueldade, manifestada neste evento. (ser destituído de todos os objetos metálicos).

3. As Informações do 2° Diác.: Refere-se à tribo de Levi. A lenda diz que Levi preveniu seu irmão Simeon da execução da matança do semitas. A Franco-maçonaria denuncia a crueldade com pessoas desamparados.

4. Entrada do Candidato na Loja: Simboliza a tribo de Judá; eles foram os primeiros a cruzarem o Rio Jordão, e alude ao transcurso do candidato do deserto da escuridão para a terra da luz e liberdade.

5. A Prece: Simboliza a tribo de Zebulão, porque as orações e bênçãos que Jacob recebia eram em deferência à seu irmão Issachar.

6. A Perambulação: Se refere à tribo de Issachar. Sendo pouco desajeitada em caráter, esta tribo precisou de um líder especial para que avançasse a um grau evolutivo igual às outras tribos.

7. Avançando para o Altar da Franco-maçonaria: Simboliza a tribo de Dan. Mostra-nos que deveríamos avançar em direção à verdade e santidade com velocidade, contrastando com o rápido declínio de Dan na idolatria.

8. O Juramento: Refere-se à tribo de Gad, e alude para o voto solene feito por Jefté, juiz de Israel, e membro desta tribo.

9. Confiando os Mistérios da Ordem: Foi simbolizado pela tribo de Asher. Esta tribo foi presenteada com os frutos repletos de conhecimentos maçônicos.

10. A Investidura do Avental: Refere-se à tribo de Naphtali. Esta tribo foi investida com uma liberdade peculiar por Moisés na profecia, “oh Naphtali, satisfeito com o favor e cheio com as bênçãos do Senhor, possua tu o oeste e sul.”

11. Cerimônia no Canto Nordeste: Refere-se à tribo de José, e seus dois filhos Ephraim e Manasseh, cabeças de duas meias-tribos.

12. Fechamento da Loja: Refere-se à tribo de Benjamim, o filho mais jovem de Jacob, deste modo concluindo sua força.



(Autor e fonte desconhecidos)



Postado por Diego Acioly .'.

Fonte: http://lojaganganellidorio.com.br/blog/?p=179
Fonte da Gravura: voxcalantisindeserto.blogspot.it

A HERANÇA

(...)  “E guardarás os seus estatutos e os seus mandamentos, que eu te ordeno hoje, para que seja bem para ti e para teus filhos depois de ti.” (Deuteronômio 4:40)

O texto aparentemente fala de uma herança intelectual, que é passada de pai para filho. Mas com a sabedoria da Cabala, podemos decifrar os códigos ocultos no texto.

A herança intelectual e espiritual é o que permite a evolução da humanidade como um todo. Por isso os textos cabalísticos foram passados de mão em mão, por milhares de anos, resistindo à catástrofes naturais, guerras e perseguições. E não é por acaso que a repetição do texto dos dez mandamentos aparece nesta porção da Torá. A energia contida naquele episódio, um espetáculo do mundo espiritual, precisa ser sempre relembrada.

Este legado precisa ser passado para nossos filhos, biológicos ou não. Mais ainda, precisa ser passado de nós para nós mesmos. Sim, porque já recebemos muitas bênçãos em nossas vidas e teimamos em esquecê-las, perdendo assim nossa confiança e nosso propósito. Que possamos lembrar destes milagres, em especial o maior deles: a vida que acontece neste exato momento.



Ian Mecler



Fonte: Portal da Cabala
www.portaldacabala.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SONHO E REALIDADE



Uma pessoa tem um pesadelo, sonha, por exemplo, que está a ser perseguida. Ela corre, corre, e depois abre-se diante de si um abismo vertiginoso para onde ela cai... Que angústia! Mesmo depois de despertar, durante alguns minutos ela ainda fica perturbada como se aquilo que acabou de sonhar fosse a realidade. 

Que conclusão é possível tirar desta experiência? Se se pode tomar o sonho por realidade, também se pode considerar a realidade como um sonho. Sim, e é o que fazem os sábios. Seja o que for que lhes aconteça, eles dizem: «Eu estou a sofrer, estou angustiado, sinto-me perseguido, mas trata-se de um sonho e, quando eu despertar, não restará um vestígio de tudo disto.»
 
Vós direis que todos estes raciocínios não vos impedirão de sofrer. Claro que não, mas aqueles que têm pesadelos também sofrem: agitam-se na cama, gritam; no entanto, o que os faz reagir assim não é a realidade. Aliás, é isso mesmo que eles dizem para si próprios quando acordam. Então, quando estiverdes a sofrer, dizei para vós próprios que isso não é a realidade.
 
Omraam Mikhaël Aïvanhov


Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

7 RAIOS - 7 PLANETAS




7 raios (qualidades) 
7 planetas (sagrados)

Os 7 raios são as 7 energias básicas que vivificam e constroem através da matéria básica primordial (prakriti) todas as formas do universo, conduzidos e regidos pela “mente de Deus” ou propósito primordial.

Raio é o termo aplicado a uma força ou a um determinado tipo de energia que enfatiza a qualidade que exibe tal força, e não o aspecto forma que ela cria. Esta é a verdadeira definição de raio. (Alice Bailey - Psicologia Esotérica I, 250)

Portanto, quando falamos de raios, não falamos de formas expressas, mas das consciências ou qualidades que estas aparências contêm.

Este setenário energético está presente em todos os lugares do universo, e em relação ao nosso sistema solar, seus órgãos de expressão são os 7 planetas sagrados, que para a astrologia da Alma são: Vulcano (não descoberto), Júpiter, Saturno, Mercúrio, Vênus, Netuno, Urano.

Colocando de forma simples, nosso sistema solar tem 7 chacras – glândulas (planetas) que condicionam toda a sua qualidade expressiva. Este padrão tem reflexo em nosso microcosmo e suas distintas consciências: física – etérica – emocional – mental – personalidade (inteligência prática) – alma (intuição) – espírito (vontade) sendo estas três últimas as mais poderosas.

Aqui faremos uma reflexão sobre estas 7 energias de um ponto de vista psicológico e tendo em conta a dualidade: mais evoluído - menos evoluído. A dualidade neste caso é uma ferramenta que nos serve para poder aprofundar nos conceitos através da comparação e o reconhecimento, não para estereotipar o ser humano, já que este é, por essência, muito mais que uma dualidade, é um todo que recebe, assimila, experimenta, compreende e evolui.

A consciência sempre é a regente deste processo; quanto maior consciência, maior capacidade de compreender e dirigir a qualidade do raio – planeta implicado e menor dependência do aspecto forma ou aparência.

Assim como pensa em teu coração, assim és tu.


VII Raio de Magia e Ritual – Urano
 
Não Evoluído: A desordem e a exagerada atividade vistas como algo original. Extravagância e perversão. O raio VII está muito conectado com a matéria e o poder das formas, (chacras sacro e raiz) daí sua capacidade para dominar o meio ambiente de forma egoísta, magia negra.
 
Evoluído: A ordem e a correta atividade produzem magia branca. Sua conexão com a realidade é total, não conhece o apego e pode manifestar vontade espiritual. Para a astrologia esotérica Urano é o Mago Branco e sua qualidade básica é a capacidade de manifestar o divino através da Matéria. Daí que na entrante Era de Aquário de VII raio se fale tanto da manifestação material do reino de Deus na terra.
 
Urano: As revoluções, originalidades, cerimônias, serviço social, grupos, magia, eletricidade, pedras preciosas, internet, ocultismo… aplicadas com dinâmica e efetividade. A luz da geometria, a irradiação do “brilhante”.


VI Raio de Devoção e Idealismo – Netuno (plexo solar)

Não Evoluído: Para um ser não evoluído Netuno se mostra através de um Marte egoísta: Suspeitas, violência, fanatismo, personalidade exagerada; o guerreiro Marte é um planeta não sagrado regido pelo VI Raio. Esta energia não evoluída confere supremacia ao aparente (espelhismo emocional).
 
Evoluído: aqui a qualidade do VI Raio (Netuno) aparece através da capacidade de ser amoroso, empático, ter personalidade generosa, ser pacífico, devocional e corretamente dirigido. Marte transmutado, o guerreiro interior, a coragem divina, sentimento místico.
 
Netuno: a flexível imaginação amorosa. O ideal do Coração de todos.


V Raio de Ciência concreta – Vênus

Não Evoluído: Um excesso de devoção à forma - matéria das coisas. Capacidade de analisar para separar, intenção de adquirir, possuir. A mente inferior destruidora do real, crítica, separatista. A consciência não evoluída utiliza a qualidade de pensar e analisar para obter atividade material.
 
Evoluído: Luz na mente, relação correta com nossa Alma através de uma mente sábia. O poder de avançar, de não cair em espelhismos nem ilusões infundadas. Atitude frente às experiências da vida cheia de sabedoria, saber antes de falar e fazer. Na bíblia a qualidade positiva de Vênus se expressa na frase: “E Deus viu que era bom”.
 
Vênus: Relação das dualidades através do centro ajna, atitude harmônica, mente dirigida. O pensar do coração.


IV Raio de Harmonia no conflito – Mercúrio

Não Evoluído: confusão, constante luta, crise, instabilidade, “compreensão ou curiosidade exagerada” por “algo” que não é útil para a Alma, falta de equilíbrio.

Evoluído: Equilíbrio que evoca a intuição. Harmonia, unidade, expressão da beleza da Alma. Mercúrio esotericamente é a “grande curiosidade” capaz de unir as dualidades internas e assim conquistar maior harmonia entre o superior e o inferior.
 
Mercúrio: a capacidade de unir o “céu com o inferno”


III Raio de Inteligência prática – Saturno (chacra – garganta)
 
Todos os raios-planetas têm sua lei inquebrantável, mas talvez seja neste III raio-Saturno onde a Lei é mais exigente, já que esta energia tem uma relação direta com a qualidade mais desenvolvida na Matéria: Inteligência – Prática (reação naturalizada). Como diz o ditado: “uma macieira não pode dar peras, mas maçãs”.

Não Evoluído: manipular forças (pensamentos, emoções …) através do desejo ou do medo e com intenções egoístas. Atividade excessiva, anseios materiais, ilusão, maya.

Evoluído: Manipular forças para revelar a verdade e a beleza, atividade ordenada, correta ação, boa vontade. Serviço inteligente e prático.
 
Saturno: a oportunidade de servir à humanidade de forma real e eficiente. Evolução real graças à possibilidade de compreender a experiência “difícil” como uma oportunidade (Inteligência prática).


II Raio de Amor e Sabedoria – Júpiter (chacra coração)

Este é o raio matriz deste universo, daí a “grandeza de Júpiter”. O último propósito deste universo é expressar a plenitude do Amor. Todos os raios e formas de expressão estão matizados por este grande raio, já que todos vivem no mesmo universo. Por tanto, todos os 7 Raios têm o matiz de Amor.
 
Não Evoluído: Poder de construir para fins egoístas, realização destes fins. Capacidade de sentir, mas ao mesmo tempo de ser “frio”, distante. Fazer as “coisas” para que as pessoas gostem dele.
 
Evoluído: Capacidade de construir - ensinar através da compreensão e da palavra a favor do Plano – Humanidade. Sensibilidade ao todo, inclusividade. A iluminação. A correta linguagem graças à sabedoria adquirida. Amor dirigido.
 
Júpiter: a expansão do amor que compreende e inclui.


I Raio de Vontade e Poder – Vulcano - Velado pelo Sol (chacra coronário)


Não Evoluído: Desejo centralizado, capacidade de dominar, controlar, destruir, de estar isolado, sem amor…. de fato nas personalidades egoístas este raio se expressa através de uma personalidade (Sol) excessiva e/ou com um Plutão controlador centralizado.

Evoluído: A palavra chave é Vida, o raio um (Sol-Vulcano) evoluído é um ser dinamicamente ativo, vital, com intenção de servir a humanidade, e capaz de compreender a qualidade amorosa da destruição e do poder. Destrói para poder dar liberdade ao amor construtor. Includente do próprio ser vital. 

Plutão (não sagrado): Este planeta está relacionado com o chacra raiz e sua capacidade de transmutar a matéria. Quer dizer, a kundalini é despertada quando chega o momento através da influência do centro coronário, sua intenção é destruir e purificar, e é despertada quando chega o momento graças à correta atitude mental.

Sol – Vulcano: A máxima energia a serviço do bem. Vontade para o bem: Vulcano.


Saber relacionar honestamente estes 7 raios-planetas com os nossos 7 corpos de consciência é um dos primeiros passos que deve dar aquele que pretende seguir o aforismo grego: “conhece-te a ti mesmo”.

Não é difícil… a palavra-chave é “simplicidade”.




David C. M.





Fonte do texto e da Gravura:
LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/



Para aprofundamento as seguintes obras são aconselhadas:

- "Tratado dos 7 Raios", de Alice A. Bailey
- "A Astrologia e os Sete Raios", de Alan Oken
- "Os Sete Temperamentos Humanos". de Angela Maria La Sala Bata

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

ALINHAMENTO: PERSONALIDADE - INDIVIDUALIDADE


O equilíbrio, purificação, ou melhor, sublimação da personalidade, é trabalho do Eu Superior; portanto, pode ser realizado em qualquer encarnação e será uma conquista permanente do Eu reencarnante. Grandes pensadores de qualquer raça são os que já conseguiram estabelecer uma sintonia de vibrações entre os três veículos (o físico, o emocional e o mental). Quando os veículos da personalidade se equilibram, a mente, não mais formadora de pensamentos, nem simples receptora de formas pensamento oriundas do mundo que a rodeia, é então a transmissora dos pensamentos abstratos, emanados do Mundo da Realidade. Começa-se a sentir as vibrações do Mundo Real, o que somente é possível quando a personalidade já está em recíproca vibração com o Ego ou o Espírito Divino.

Não se deve supor que isto se consiga numa única existência, porém o trabalho realizado numa vida é continuado nas seguintes. Jamais o Ego perde o tempo aplicado nesta obra, porque em cada nova encarnação a personalidade traz maiores possibilidades e oportunidades de se comunicar com o Eu Superior, e de se aproximar dos Mestres da Sabedoria e Compaixão por meio de sucessivas iniciações. Antes, porém, de chegar a este ponto, convém a realização das pequeninas iniciações pelo domínio e emancipação parcial dos corpos, um por um, instrumentos do Espírito, afinando-os e equilibrando-os, convertendo-os em verdadeiros canais da Vida Eterna, em focos inesgotáveis da Sabedoria e Amor provindos de Deus.


Cinira Riedel de Figueiredo



Fonte: do livro “Iniciação Esotérica”, Ed. Pensamento
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A VONTADE CRIATIVA - O TRABALHO DOS IRMÃOS MAIS VELHOS DA HUMANIDADE



É impossível compreender ou explicar a natureza de qualquer ser exceto através da Evolução, que é sempre um desenvolvimento de dentro para fora, isto é, a expressão do espírito ou da consciência através da inteligência adquirida. A vontade do espírito produziu tudo o que existe.

Se nós entendermos que a vontade inteligente está na base de tudo o que existe, que ela é a causa de tudo o que ocorre e é a Criadora no Universo, talvez possamos ter uma ideia do que é necessário saber para usar adequadamente as nossas energias.

Nós todos existimos como criadores no meio das nossas criações. Há criadores abaixo de nós na escala da inteligência. Estamos em outro lugar, com uma visão mais ampla, um fundo maior de experiência adquirida; assim, podemos ver que abaixo de nós, infinitamente abaixo de nós, há seres tão pequenos que muitos deles poderiam ser reunidos na ponta de uma agulha. No entanto, os cientistas, depois de examiná-los de muitos modos, não podem negar que estes organismos infinitesimais possuem uma certa inteligência, uma capacidade de procurar o que gostam e de evitar o que não gostam. A partir do menor ponto de percepção e ação que se possa conceber, há um campo sempre crescente de expressão, de evolução, um desenvolvimento cada vez maior na direção de uma escala mais ampla de existência. Esta evolução da inteligência, ou alma, ocorre muito lentamente nos reinos inferiores, ganha mais rapidez no reino animal, e no homem ela atinge aquele estágio em que o próprio ser sabe que existe, sabe que é consciente, sabe que pode entender até certo ponto sua própria natureza e a natureza dos seres abaixo dele, e ver as relações deles entre si.

O homem atingiu agora um ponto em que começa a se perguntar o que mais existe que ele possa conhecer. Ele deixou de pensar exclusivamente nas coisas materiais; ele está percebendo sua própria natureza, e pergunta: "o que sou eu, de onde venho e para onde vou?"

Se temos estas ideias, podemos perceber que deve ter havido no passado alguns seres humanos que se fizeram estas mesmas perguntas que estamos fazendo, e que deram os passos necessários para chegarem a um nível mais elevado de experiência do que aquele em que estamos agora. São estes mesmos seres, agora mais elevados que nós, que formam uma camada de consciência, de conhecimento e de poder, que nós não temos –; homens que passaram pelos estágios em que estamos agora. São eles que de tempos em tempos vêm a este mundo como Salvadores.

Se somos cristãos, olhamos para o advento de um destes Seres, no passado, e pensamos que Ele é único. No entanto ele veio, em Seu tempo, apenas para uma pequena nação; ele mesmo disse que veio apenas para os judeus. Por acaso não sabemos que todas as civilizações e todas as tribos que existiram em qualquer tempo sempre tiveram registros similares sobre algum grande Personagem que surgiu entre eles?

Em todas as religiões há o registro e a tradição de algum grande Personagem. E nós descobrimos um fato assombroso ao estudar as escrituras e os ensinamentos de outras épocas: todos estes grandes Professores ensinaram as mesmas doutrinas. Não há diferença entre os ensinamentos de Jesus e os ensinamentos de Buddha, embora estejam registrados em línguas diferentes e um período de tempo de seiscentos anos tenha separado os dois grandes Professores. E este fato também ocorre em relação a todos os outros numerosos Salvadores de diferentes épocas e povos –; todos eles ensinaram as mesmas ideias fundamentais.

Este fato sugere que há um conjunto de Homens, de seres humanos aperfeiçoados, que resultaram de evoluções e civilizações passadas; nossos Irmãos Mais Velhos, na verdade, que adquiriram e são os Guardiães do conhecimento e da experiência obtidos ao longo de longas eras. O conhecimento que eles têm é de fato a própria Ciência da Vida, porque inclui cada departamento da existência, da natureza. Eles conhecem a realidade e os processos dos seres abaixo do homem e acima do homem assim como nós conhecemos os processos da vida comum da experiência diária. Eles registraram e preservaram este conhecimento, e lembram dele do mesmo modo como nós lembramos das experiências e acontecimentos do dia de ontem.

Eles não ampliaram o seu poder de saber. Cada um de nós tem o mesmo poder de saber que eles possuem. Mas eles ampliaram as funções dos instrumentos que possuem. Eles melhoraram o que possuem. Eles têm cérebros melhores. Têm corpos físicos melhores. Como os adquiriram? Fizeram isso através do cumprimento de cada dever colocado diante deles, fossem quais fossem as consequências para eles próprios. Não pensavam em adquirir poder e conhecimento para si mesmos; pensavam apenas em obter poder para beneficiar todos os seres vivos. Ao fazer isso, abriam as portas do poder do Espírito interior.

Nós fazemos exatamente o oposto. Contraímos o poder divino do Espírito e o colocamos dentro de buracos do tamanho de cabeças de alfinete, feitos de desejos pessoais e egoísmo. Não vemos isso? Não vemos que nós próprios impedimos o uso do poder dentro de nós, porque nossas idéias são egoístas, pequenas, mesquinhas?

O grande trabalho da evolução ocorre de dentro para fora. A Alma é o Observador; ela olha diretamente para as coisas. A ação da vontade flui através das ideias. As ideias dão as direções. Com ideias pequenas, a força é pouca; com grandes ideias, a força é grande; a Força em si mesma é ilimitada, porque é a força do Espírito, infinita e inesgotável. O que nos falta são ideias universais. Necessitamos despertar em nós mesmos o poder de percepção que irá abrir diante de nós todo o campo do ser. Uma corrente não pode erguer-se acima da sua fonte.

A natureza do homem nunca pode ser compreendida, nem sequer parcialmente, através das idéias e dos métodos que os psicólogos e cientistas modernos, e as religiões populares, têm seguido. Todos eles operam a partir da vida física, e muitos deles acreditam que haja uma vida apenas. Eles registram e classificam muitos tipos de experiências, sem qualquer base firme sobre a qual colocar o seu pensamento, a sua razão, e assim nunca chegam a qualquer conclusão definida ou conhecimento real sobre o que é o ser humano, ou sobre os poderes que o ser humano pode ter. Este é o uso que eles fazem do poder criativo, mas é um uso limitado, é um mau uso. Aqueles que seguem este caminho normalmente têm algum propósito egoísta na base do seu desejo; há alguma coisa ou alguma vantagem que desejam alcançar para si mesmos. Este não é o caminho correto.

A teosofia afirma que se o desejo e a aspiração forem inegoístas, nobres, universais, então a força que flui através do indivíduo será grande, nobre e universal em seu caráter. Afirma também que cada ser humano possui em si mesmo os mesmos elementos e as mesmas possibilidades que qualquer outro, inclusive os seres mais nobres e mais elevados neste sistema solar ou em qualquer outro. Isso coloca o ser humano em uma posição muito diferente de onde ele é colocado pelas nossas religiões, nossa ciência, ou nossa filosofia ocidental.[1] Todas elas tratam o homem como se ele fosse seu corpo ou sua mente, como se ele fosse a criatura, e não o criador.

O corpo muda; nós mudamos as nossas mentes; mas há Alguma Coisa em nós que não muda, que não depende de mudanças, sejam mudanças do corpo, da mente ou das circunstâncias; este Algo é o criador, o governante, o vivenciador de todas as mudanças de qualquer tipo. É esta parte da nossa natureza – o real Ser Humano dentro de nós – que devemos conhecer em sua essência. Se pudermos atingir um ponto de percepção que nos permita captar o fato que é a presença do Espírito dentro de nós, teremos alcançado um ponto em que é possível um conhecimento de nós mesmos; e se tivermos um conhecimento de nós mesmos, então teremos, através dele, um conhecimento de todos os outros seres.

Os grandes Professores destacam o fato de que a base real da natureza humana é a Divindade, o Espírito, Deus. A Divindade não é algum outro ser, por maior que seja. Não é algo externo. Ela é o que há de mais elevado em nós mesmos e em todos os outros. Isso é o Deus, e tudo o que qualquer homem sabe deste Espírito é o que conhece em si mesmo, de si mesmo, e através de si mesmo. Esta é a idéia que todos os antigos expressam ao dizer que há apenas um Ser, e que devemos ver o Ser em todas as coisas e todas as coisas no Ser. Isto é o que todos nós fazemos até certo ponto; nós vemos o Ser, mais ou menos. Nada é visto fora de nós; tudo o que nós vemos ou sabemos está dentro de nós. Mas nós pensamos no Ser em nós como algo mortal, perecível, como se ele não tivesse existência fora deste corpo e desta mente, e como se ele fosse algo separado de todas as outras formas do Ser.

Se tivéssemos dentro de nós e como nosso alicerce todo o poder que existe no universo, e não tivéssemos um canal pelo qual aquela energia pudesse fluir – ou tivéssemos apenas um canal estreito, torcido e distorcido – aquele grande Poder não seria útil para nós. Seria como se não existisse. Para abrir o canal é preciso entender a base real: o Deus interior, imortal e eterno, a Fonte de todo ser, os nossos verdadeiros seres; e em segundo lugar, entender que toda ação procede daquela Fonte e Centro do nosso ser e de todos os seres.

Quem é, então, o construtor de tudo? Como foi provocada toda esta evolução? Todos os seres envolvidos nela fazem tanto o mundo como os seus habitantes. Tudo o que existe é auto-produzido, auto-evoluído –; a criação dos seres espirituais atua em cada um, sobre cada um, através de todos eles, reciprocamente. A força inteira da evolução, e todo o poder que está por trás dela, é a vontade humana, no que diz respeito à humanidade. Nós não compreendemos que toda forma ocupada por qualquer ser é composta de Vidas, cada uma delas passando por uma evolução própria, ajudada, impelida ou dificultada pela força da forma mais elevada de consciência que a gerou. Porque este universo é Consciência ou Espírito corporificados. E assim como uma só gota de água contém dentro de si todos os elementos e características do oceano inteiro, assim também cada ser, por mais baixo que seja o seu grau de inteligência, contém dentro de si a potencialidade e a possibilidade daquilo que é de suprema elevação. A vontade do Espírito em ação produziu tudo.

A grande mensagem da teosofia tem dado a cada buscador interessado o meio pelo qual ele pode conhecer a verdade sobre si mesmo e sobre a natureza. Assim como os Irmãos Mais Velhos ajudaram no passado, eles têm ajudado no presente. Tudo o que a humanidade necessita foi dado a nós. Mas como você consegue transmitir a alguém aquilo que ele não quer? Como você consegue fazer com que entre na mente de alguém o que a mente não deseja receber?

É preciso que haja uma mente aberta, um coração puro, um intelecto ardente, uma clara percepção espiritual, antes que haja qualquer esperança para nós. Enquanto nós estivermos centrados em nós mesmos, enquanto estivermos satisfeitos com o que sabemos e com o que temos, esta grande mensagem não será para nós. Ela é para os famintos, os cansados, para aqueles que estão desejosos de conhecimento, para aqueles que vêem a absoluta escassez daquilo que foi colocado diante deles como conhecimento por parte daqueles que se apresentam como professores. Ela é para aqueles que não encontram uma explicação em parte alguma para os mistérios que nos rodeiam, que não conhecem a si mesmos, que não compreendem a si mesmos. Para eles, há um caminho; para eles há alimento mais do que suficiente; para eles todo este Movimento é mantido vivo por uma única vontade, a vontade dos Irmãos Mais Velhos, que têm preservado estas grandes verdades eternas através de momentos melhores e piores, de modo que a humanidade pudesse ser beneficiada; sem desejar recompensa alguma, sem desejar qualquer reconhecimento, mas desejando apenas que os Seus companheiros de humanidade, Seus irmãos mais jovens, possam conhecer, possam compreender o que Eles sabem.

Robert Crosbie



[1] Robert Crosbie se refere aqui à filosofia ocidental recente. O problema não ocorre com a filosofia ocidental clássica. (NT)

O texto acima é reproduzido do boletim mensal "O Teosofista", edição de julho de 2008. A coleção completa de "O Teosofista" constitui uma seção independente deste website.

O texto foi traduzido do livro "The Friendly Philosopher", de Robert Crosbie, Theosophy Company, Los Angeles, USA, 416 pp., 1945, pp. 268-273. Título original: "The Creative Will".

O pensador Robert Crosbie fundou a Loja Unida de Teosofistas, LUT, em Los Angeles em 18 de fevereiro de 1909.



Fontes: Loja Unida de Teosofistas, LUT
www.FilosofiaEsoterica.com
http://www.teosofiaoriginal.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A ARTE DE SE AJUDAR



“Durante anos trabalhei como médium ajudando os outros. Se fiz tanto bem, por que tudo vai mal em minha vida?” (Rosane)

Porque você só se ocupou com os outros e esqueceu-se de si mesma. Assim deixou de lado sua responsabilidade maior que é a de desenvolver seus potenciais e alargar sua consciência. Foi para isso que você reencarnou.

Fazer o bem é agradável, e o que você fez em benefício dos outros certamente lhe granjeou muitos amigos, mas é só. Não acrescentou nada a seu progresso pessoal, não lhe abriu as portas do conhecimento das leis da vida, nem lhe ensinou como lidar com suas emoções, disciplinar sua mente. Esses são fatores indispensáveis a sua felicidade.

Os desafios no dia-a-dia representam oportunidades maravilhosas para que você identifique as causas dos problemas que a afligem. Saber ler esses recados é perceber o próprio processo de amadurecimento interior e encontrar a maneira mais adequada para cada situação, com menos sofrimento e mais sucesso. Significa ver as coisas como são.

Quando alguém a prejudica ou destrata, ao invés de ficar magoada ou com raiva, já experimentou se perguntar: “Como eu atraí isso para mim?”

A vida a trata como você se trata. Se você se critica, maltrata, anula, sua energia fica ruim e atrai coisas ruins. Você é a única responsável por tudo que lhe acontece. Culpar os outros encobre a verdade e provoca julgamentos inadequados, alimentando mágoas, criando desentendimentos, aumentando a infelicidade, criando doenças.

Mas cuidado, descobrir que é você quem provoca os fatos ruins em sua vida não significa ficar se perseguindo ainda mais por causa disso, mas sim perceber seu poder na criação do próprio destino e usar inteligentemente essa descoberta substituindo suas crenças depreciativas e inadequadas por outras mais positivas. É só o que precisa para melhorar sua vida.

Cuidar melhor de si mesmo significa reconhecer as qualidades que você sabe que tem, perceber os pontos fracos com naturalidade, sem ficar contra você nem julgar-se menos por isso. Reconheça que você é só o que é. Nem mais nem menos do que ninguém. Essa é a verdadeira humildade. Valorize suas qualidades, discipline sua mente evitando entrar nos exageros da dramaticidade. Continue a usar sua mediunidade em favor dos outros se o faz por prazer, mas lembre-se de que o mais importante é cuidar de seu progresso espiritual, de seu amadurecimento interior, de sua serenidade. Isso é o que realmente importa. 

Experimente e verá!


Zíbia Gasparetto



Fonte: do livro "Conversando Contigo"
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/apoio-suporte-ajuda-7965543/