quarta-feira, 24 de julho de 2013

LEÃO: A CONSCIÊNCIA E O TODO

A energia de Leão é a da identidade espiritual, a do ponto em um centro que abarca todos os pontos. É o fogo solar, o fogo do coração, que outorga um apoio “no tempo” para que o ser demonstre o Plano que o inspira.

Já dissemos, em outra ocasião, que o Sol rege Leão, e que isto não seria assim para outros reinos da natureza; consciência para o homem é sensibilidade “desperta” ao não eu, pelo menos nas primeiras etapas, e é correto que assim seja: a fim de que a alma se desenvolva em todo seu potencial, é necessário um receptáculo conscientemente refinado e adaptado à sua energia; o trabalho na forma deve acompanhar o do eu superior, e o trabalho sob Câncer simboliza essa preparação prévia.

Em todo caso, a energia de Leão é a que possibilita este maravilhoso estado que é o da percepção de si mesmo. Como dizem os livros, “todos os seres são, mas somente o homem sabe que é”. Para gerar esta percepção individual, é imprescindível a separação, que o ser tenha a capacidade de se diferenciar do resto, e essa energia vem através do Quinto Raio de Conhecimento Concreto (chamado no Tratado dos Sete Raios “A Espada Divisora”), que por essa razão se expressa mediante Leão. Isto pode se manifestar ou não nos raios da pessoa; se não o faz, é possível que a energia esteja cumprindo uma função mais interna, mas nem por isso estará ausente.

Por sua vez, intimamente vinculada à separação, está a afirmação do ser, que assim como se percebe diferente se conhece como uma potência, como um ente gerador de causas, como o amo da sua própria vida. Trata-se da energia do Primeiro Raio de Vontade ou Poder, que também se expressa por meio de Leão. É por isso que, em certo sentido, a energia de Leão rege os governantes do mundo, porque a atividade deles tem muito a ver com o exercício da autoridade, que (diga-se de passagem) de acordo com as disposições mais aceitas, requer o consentimento do povo.

Caberia aqui uma reflexão sobre a democracia e a representação: pode-se ver como a igualdade e a fraternidade, a compreensão e o respeito, simbolizados pela democracia, constituem a base sobre a qual se ergue um verdadeiro governo que, em certo sentido, é a cabeça da sociedade, da qual está constantemente recebendo demandas. Aprecia-se aqui uma ação combinada de raios: o 2º de Amor – Sabedoria está simbolizado pela democracia e suas qualidades de bondade e busca horizontal de decisões; sempre o 2º é a base do 1º, que sintetiza a energia atraída até convertê-la em um ponto com somente o essencial. 

Neste caso, o governo é a síntese das deliberações do povo, e assim como a autoridade espiritual se sustenta no amor e na compreensão, da mesma maneira a democracia é a base espiritual dos cargos representativos de governo. É por isso que O Tibetano, em O Destino das Nações, diz que a energia da Hierarquia de Mestres se encontra por trás da democracia, e a de Shamballa, que é a sua síntese, está por trás das figuras do rei ou do ditador.

Em todo caso, o período influenciado por Leão é muito propício para indagar interiormente acerca das origens da autoridade, da convicção que emana da verdade interior, do conhecimento de si mesmo. Outro fator ligado a essa condição é a identidade espiritual: todo ser humano tem um centro de consciência, um ponto a partir do qual se integra ao mundo e interatua com ele. De início, esse centro é o Sol físico, manifestando energia de 2º raio, e o ser crê que é o centro do universo, que tudo depende e gira em torno dele.

À medida que avança a evolução, gradualmente vai tomando consciência da inter-relação com o mundo, mas ainda mantém o estado no qual, em Astrologia Esotérica, descreve-se como “aquele que permanece só”, isto é, a percepção do eu próprio e do alheio nas questões diárias.

O interessante disto é que o anterior não seria o último degrau na evolução da consciência. À medida que a alma ganha em controle e revela seu poder, vai passando para a motivação espiritual, para a sensação do eu separado e também à colaboração e entrega aos demais, o que põe em ação uma energia oposta. A identidade espiritual se mantém, ao mesmo tempo em que a fortaleza do eu aparece como a etapa prévia imprescindível para expansões de consciência posteriores. Isto ocupa largo tempo.

Vem em seguida uma condição em que realmente é possível entender as palavras “Eu sou aquele, aquele sou eu”, lema esotérico do signo. 

O sentido do eu, da personalidade vinculada à alma, é muito particular: o discípulo não vê indivíduos, vê energia e Plano, vê a consciência una e não as partes, a unidade que subjaz na diversidade da forma; não crê ser uno, É uno, respira unidade e assim se expressa nos três mundos, sendo por isso tão potentes e duradouros os efeitos que produz; é a energia do Amor de Deus em ação. Crer que a unificação chegará por meio de uma anulação do eu, ou que se produzirá uma misteriosa fusão com as ações de outros, é uma deformação (e um perigo) no sentido oposto ao que mencionava.

Na realidade, e como bem sabe quem percorreu o Caminho com sinceridade e dedicação aos demais, a consciência não tem uma forma tão cerrada como a que conhecemos. O sentido do eu se mantém, ao mesmo tempo que a energia que expressa é compartilhada, conflui ativamente com a Grande Energia que é o Plano de Deus. É a consciência do Todo que se tornou ponto; como diz Vicente Beltrán Anglada, “não é a gota no mar, mas o mar na gota”.

A crença de que a consciência ocupa um lugar é por si uma ilusão da mente humana, mas muito maior é a ilusão de crer que cada consciência ocupa um lugar separado da outra. Isto poderia ser melhor entendido através de uma analogia com a figura de um círculo concêntrico: à medida que se chega ao centro, muitas vidas passam a compartilhar de um “espaço” comum. 

Esse espaço comum, esse vazio criador no qual se vive e sobre o qual se passa a afirmar a consciência é um conjunto de energias cuja forma mental é o Ashram, e no centro se encontra o Sol Central Espiritual, simbolizado pelo Mestre. Em uma escala menor, cada um de nós é parte dessa consciência grupal, e temos aí a base oculta da telepatia, embora não tenha que funcionar tão explicitamente e se manifesta como inspiração, recepção de ideias, etc.

Essa consciência comum é a base espiritual do princípio da fraternidade, que só pode ser entendido se for considerado da alma e não a partir da matéria, onde somos tão diferentes. É também a razão pela qual o trabalho espiritual pode ser realizado em grupo, porque coincide a fonte de inspiração e é a mesma energia que nos atravessa a todos; pela mesma razão, um discípulo pode implementar uma parte do Plano e outro dar continuidade a ela no plano físico, por exemplo; cada um, do seu estado de consciência, e todos necessários.

Outra reflexão que se extrai acerca da regência do Sol é sobre a união com a consciência alheia: muitas vezes se busca a aproximação através da palavra, o convencimento, a ênfase, etc. Seria útil, aqui, observar o Sol, que pela gravidade, concentração ou atenção consegue atrair o que o circunda. Em tal sentido, poderíamos dizer que uma boa maneira de se aproximar à consciência de outro é aprofundando esse nível antes que fazendo esforços do eu; a atenção baseada no amor, sobre si mesmo e sobre os demais, mas sempre tendo em conta o destino comum que é o da unidade da vida, é a maneira mais simples e profunda de chegar ao outro.

Leão nos proporciona então um ciclo onde é mais fácil levar a consciência para dentro, dar a ela mais profundidade e reforçar a identidade, para assim oferecer à alma um eu firme e valioso para prestar serviço; é ainda, como se assinalava, um ciclo para compreender em toda a profundidade o significado e as potencialidades da fraternidade espiritual.



Martín Dieser



Fonte do Texto e da Gravura: Grupo Logos
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2010/08/leao-consciencia-e-o-todo.html

5º TRABALHO DE HÉRCULES (A CAPTURA DO LEÃO DE NEMÉIA) - LEÃO: O PEQUENO EU E O EU SUPERIOR


O trabalho de Hércules relacionado ao signo de Leão é a morte do leão de Neméia. Quinto signo do Zodíaco, Leão estimula nos seres humanos a autoconsciência e a auto regência. Este trabalho representa a descoberta de um eu mais profundo e o exercício de conduzir-se na vida a partir deste centro.

Um terrível monstro, um leão enorme e de pele impenetrável a qualquer arma, assolava a região de Neméia. Os seus habitantes estavam atemorizados e não podiam viver e se desenvolver normalmente. Hércules recebeu a tarefa de eliminar a fera. Quando ele encontrou o leão, disparou-lhe flechas, que bateram em sua pele e caíram ao chão. O leão foi aproximando-se do herói, rugindo de modo amedrontador, mas Hércules gritou com igual força, então a fera se pôs a fugir.

Hércules perseguiu o leão até o seu covil, que era uma caverna com duas aberturas. O herói entrou por uma abertura e atravessou a caverna escura até sair pela abertura do outro lado, sem encontrar a fera. O leão tinha saído pela segunda abertura e tornado a entrar pela primeira. Então Hércules reuniu algumas toras e bloqueou uma abertura, entrou pela outra e bloqueou-a também. E assim, no escuro da caverna, enfrentou sozinho e desarmado o monstro. Hércules agarrou o leão pelo pescoço, apertando-o até que morresse sufocado. Depois usou a garra do próprio leão para cortar-lhe e retirar-lhe a pele, e passou a vesti-la.

O leão é chamado o rei da floresta e representa o regente no interior de cada ser humano: o nosso eu. O eu é como o Sol; é a fonte da luz da consciência e o centro da nossa vida psicológica. Uma das principais tarefas evolutivas de todo ser humano é desenvolver a autoconsciência, e isso é o que estamos todos fazendo, quer percebamos ou não, através de tudo o que buscamos e realizamos no mundo. Quando há autoconsciência, o eu pode atuar como o regente interno, harmonizando pensamentos, sentimentos, desejos, palavras e ações, e produzindo uma vida de sucesso.

Os que aspiram trilhar o caminho espiritual devem estar bem encaminhados no desenvolvimento da autoconsciência. Não há espiritualidade genuína sem autoconsciência. Contudo, o longo e árduo trabalho de desenvolver a autoconsciência e fortalecer o eu se faz através do auto centramento e auto interesse, e muitas vezes leva a um egoísmo exacerbado, ambição desmedida, orgulho exagerado e vaidade excessiva. É essa condição que o leão monstruoso do mito representa.

Por trás desse eu que conhecemos, há o que poderíamos chamar de um eu mais profundo: o Eu Superior, a nossa essência espiritual. O pequeno eu é caracterizado por um sentido de isolamento e separação, mas o Eu Superior sabe que é um com todos e com tudo. No mito, Hércules representa esse Eu Superior, procurando eliminar os excessos do pequeno eu.

O leão era invulnerável a qualquer arma, o que significa que nenhum artifício mental, teoria, crença ou técnica poderá solucionar a exacerbação do eu. As duas entradas da caverna representam os pensamentos e os sentimentos, e enquanto estivermos envolvidos com eles, o pequeno eu continuará a nos despistar e ludibriar.

A solução encontrada por Hércules foi sufocar o leão, impedindo-o de respirar o ar que lhe dava vida. O ar que vivifica o pequeno eu é o nosso interesse em nós mesmos. Assim, sufocar o leão significa deixar de dar tanta importância e prestar tanta atenção ao pequeno eu, com seus defeitos e qualidades. A exacerbação do eu é causada pelo auto interesse e não poderá ser corrigida pela preocupação com o auto aperfeiçoamento. A solução é o auto esquecimento.



Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br




Fonte da Gravura e do Texto: Grupo Logos
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2011/08/leao-o-pequeno-eu-e-o-eu-superior.html

terça-feira, 23 de julho de 2013

LEÃO - CONSCIÊNCIA DE SI



O mantra espiritual de Leão é: “Eu sou Aquele e Aquele sou eu.”

O eu mencionado nesse mantra não é o pequeno eu pessoal ou a nossa personalidade (mental, emocional e corporal). O mantra fala sobre a ampla consciência do Eu Superior ou alma, que sabe que é um com o Todo Maior (“Aquele”). Mas nós somos simplesmente humanos, e isso significa que cada um de nós ainda está no caminho de descobrir que é a alma, para assim descobrir a sua unidade com tudo e com todos.

Sob o Plano Evolutivo, o progresso da consciência começa pelo desenvolvimento de uma consciência individual ou pessoal, que depois se amplia tornando-se consciência grupal ou coletiva, e ainda depois chega a ser consciência planetária ou universal. Mas para garantir esses desenvolvimentos posteriores, deve haver aquele ponto de partida consistente, aquele firme ponto de apoio para a consciência, e esse é o eu pessoal. A consciência individual ou autoconsciência é apenas o começo da jornada espiritual consciente, mas é um passo tremendo, profundamente significativo e imprescindível.

O processo de desenvolvimento do eu pessoal é marcado por muitas características e buscas que tenderíamos a classificar como antiespirituais, mas que são simplesmente a preparação para a espiritualidade. No mundo das formas materiais, todas as coisas são conhecidas por comparação, e assim o eu busca conhecer a si mesmo comparando-se e competindo com os demais. O eu testa o seu próprio poder desafiando o mundo ao seu redor. Para construir e consolidar a própria identidade, o eu procura afirmar-se perante os outros. Mas quando, por meio dessas experiências, o eu finalmente conhece o seu valor, todas essas características da consciência imatura são naturalmente transcendidas e dão lugar a outras buscas, mais amplas.

A compreensão do próprio eu torna possível compreender que o outro também é um eu. 

Ao conquistar a consciência de mim mesmo, posso deixar de me comparar com outro e começar a ter consciência do outro. Então o outro deixa de ser para mim apenas um objeto, e torna-se, por assim dizer, um co-sujeito. A competição dá lugar à busca de cooperação. O indivíduo descobre aquilo que tem em comum com os seus semelhantes, e se une a eles para empreenderem uma busca grupal. Assim o indivíduo coopera com o grupo, não por lhe faltar desenvolvimento e poder pessoal para fazer diferente, mas porque começa a ter consciência de si como uma célula do grupo. Ele se identifica com o propósito do grupo e escolhe apoiá-lo. A cooperação consciente é, portanto, muito mais que estar junto, seguindo o rebanho; é uma participação voluntária e inteligente, fazendo a diferença, co-criando, enriquecendo e fortalecendo o grupo.

Através da experiência grupal, além de compreender que existem outros eus no mundo, o indivíduo começa a compreender também que existe um Eu Uno, abarcando todos os eus em Si. Finalmente, ele começa ter consciência de si como uma célula do Uno ou do Todo Maior (Deus, como alguns preferem chamar). Então o eu considera a si mesmo como apenas um representante e agente do Uno, e a genuína consciência disso é simplesmente um perfeito equilíbrio entre valor próprio, humildade e responsabilidade.

Talvez o maior mistério sobre Deus seja que Ele está verdadeiramente no ser humano. E talvez a maior revelação sobre o ser humano seja que ele é verdadeiramente expressão de Deus.


Ricardo Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br


Fonte do Texto e da Gravura: Grupo Logos http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2012/08/leao.html

A ARTE DE OUVIR É A ARTE DA LIBERAÇÃO

Alguém está lhe dizendo alguma coisa, você ouve. O próprio ato de ouvir é o ato de liberação. Quando você vê o fato, a própria percepção desse fato é a liberação desse fato. O próprio ouvir, o próprio ver algo como um fato, tem um extraordinário efeito sem o esforço do pensamento.Tomemos uma coisa, digamos, a ambição. Nós já examinamos suficientemente o que ela faz, que efeitos tem. Uma mente que é ambiciosa nunca pode conhecer o que é simpatizar, ter piedade, amar. Uma mente ambiciosa é uma mente cruel seja espiritualmente ou externamente ou internamente. Você ouviu isto. Você ouve isto; quando ouve isso, você traduz e diz, “Como posso viver neste mundo construído sobre a ambição?”. Portanto, você não ouviu. Você respondeu, reagiu a uma informação, a um fato; portanto, não está olhando para o fato. Está apenas traduzindo o fato ou dando uma opinião sobre o fato ou respondendo ao fato; portanto, não está olhando para o fato. Se a pessoa ouve sem qualquer avaliação, reação, julgamento, certamente então, o fato cria essa energia que destrói, varre, afasta qualquer ambição que cria conflito.



J. Krishnamurti 



Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O REGENTE ESOTÉRICO DE LEÃO





Leão

Nos três signos de fogo (casas 1-5-9) nos é mostrado o poder do fogo mental. Em Áries a “Ideia” é exposta através de um poderoso e brilhante impulso; em Leão referida “Ideia” é “recriada”, (intelectualizada positivamente), e expressa ativamente pelo “si mesmo”; em Sagitário toda a positiva capacidade de Leão de autoafirmar a poderosa “Ideia” de Áries é reorientada para um objetivo definido e altruísta.

Leão é o signo que simboliza todas as qualidades da quinta (5) casa: a criatividade individual, a capacidade de fazer “coisas” a partir da própria certeza interna, a inteligência mais pessoal, as emoções mais generosas, o corpo causal, “o talento da Alma”, “os filhos da Ideia”.

O ambiente:

Em Câncer (casa 4) o indivíduo é dependente, sensível e apegado às suas raízes, ao lar e ao seu ambiente mais próximo e popular, seu trabalho é aprender a ser consciente da dependência para assim poder oferecer verdadeira sensibilidade “maternal”. A aceitação do “apego” é o primeiro passo para convertê-lo em empatia e compreensão para si mesmo e os demais. A Luz do lar depende da atitude interior.

Seguindo a lógica da roda zodiacal, em Leão, (casa 5) surge o indivíduo com a capacidade de dizer “EU SOU”, a dependência ao seu ambiente é mínima, Leão é o dirigente de referido entorno a partir da sua positiva atitude “paternal”, e dependerá muito do grau de evolução do sujeito se referida regência do ambiente será egocêntrica e impositiva ou generosa e altruísta.

O Sol

Em Áries o Sol está exaltado porque a Luz irrompe da escuridão, e em Leão o Sol é seu regente porque através dele a própria Luz é reafirmada, regida e interatuada.

Por que o Sol é o regente de Leão? 

A qualidade destacada de Leão é a sua capacidade de adquirir autoconsciência ou irradiação própria através da interação com o ambiente. Em nosso sistema solar, a fonte de todo tipo de consciência pertence ao Sol, daí que ele seja o dirigente da capacidade de Leão. Poderíamos dizer que o sujeito condicionado por Leão é capaz de “roubar” os diferentes segredos solares segundo sejam suas necessidades.

Urano - Netuno

O sujeito de Leão se expressa como um Sol, já que realiza todas as suas interações com seu ambiente a partir do centro do seu próprio universo, mas segundo seja a sua necessidade evolutiva, as suas atividades solares poderão estar mais ou menos “veladas” por Netuno e Urano, dois planetas que ajudam o Sol (autoconsciência) a aceder e expressar os segredos cada vez mas profundos e liberadores do “si mesmo”.

Mostramos aqui uma breve reflexão sobre os caminhos que um sujeito condicionado por Leão deve percorrer, conforme for a sua necessidade evolutiva:

Sol físico: Aqui a autoconsciência é adquirida através da experiência da personalidade com as necessidades físicas e emocionais mais básicas. O padrão Lunar - Netuniano impõe a lei. O “leão” (a personalidade) se mostra egoísta por necessidade sendo capaz de impor sua lei no entorno para assim satisfazer o próprio instinto-desejo. Saturno marca os limites físicos. (multiplicidade) 

O coração do sol: Aqui a autoconsciência se identifica com as qualidades da Alma: Autopercepção inteligente e Sensibilidade amorosa, sem esquecer o poder que a personalidade ainda exerce. Hércules (a Alma) está dentro da cova lutando com a personalidade (“o leão”). Nesta etapa intermediária, Urano oferece “inspirações” de caráter mental para que Netuno transmute suas forças astrais-emocionais em forças de devoção e aspiração. O plexo solar deseja conhecer o centro cardíaco. O “leão” pode ser muito generoso, embora também egoísta (dualidade). 

O sol espiritual: Aqui a autoconsciência é adquirida através do reconhecimento da Vontade Divina. A Vida corre em abundância através do corpo etérico do ser humano. Hércules venceu o “leão”, (a personalidade expressa através do corpo astral), e o utiliza e recria como a “vestidura” ou a ferramenta para servir aos demais. Nesta etapa final Urano exerce seu poder oferecendo a capacidade de materializar o Propósito Divino na Terra (unidade), graças à sua mente cósmica. 

Como sabemos, o processo de muitas vidas está em adquirir consciência e relação entre os dois primeiros sóis, e o triunfo final do segundo sobre o primeiro. A autoconsciência da grande maioria de nós flutua entre as nossas emoções mais pessoais e as possibilidades que a nossa consciência é capaz de perceber para “transmutar” desejos pessoais e alcançar atitudes mais altruístas e fraternais. Em última instância, estar motivado e ativado pelo desejo não indica verdadeira autoconsciência, mas que esta existe quando o ser humano demonstra percepção mental através de uma vida autodirigida para um objetivo definido. O sujeito muito evoluído de Leão é capaz de ser autoconsciente das suas capacidades pessoais em união com as espirituais, a ação e o objetivo podem ir juntos e quando isto acontece o Sol (a luz da Alma) é inspirado por Urano. 

Leão não é regido por nenhum planeta, é bem “aconselhado”, já que a autoconsciência (Sol) tem a última palavra, daí a grande capacidade de Leão de atuar sem condicionantes. Observem a atitude das pessoas influenciadas por Leão e observarão sua grande capacidade de se expressar livremente. Leão é a liberação pessoal do controle externo.

Frase:

A frase para Leão pouco evoluído é: “que outras formas existam e eu reine porque eu sou”. 

A palavra para o ser evoluído é: “ Eu sou Aquele, Aquele sou Eu”.

A primeira frase é muito evidente: há uma dualidade, onde uma da partes se impõe sobre a outra. A segunda dá a entender uma dualidade incluída, isto é, o ser continua reafirmando sua verdade: “Eu sou”, mas em sua afirmação inclui o outro: “Aquele”. O poder da sua autoafirmação lhe permite a máxima identificação com o “outro”, a multiplicidade em um todo igual; observemos que tanto o “Eu” como o “Aquele” estão em maiúscula. 

De um ponto vista subjetivo é curioso observar que a frase começa e acaba com o “Eu”, sendo este a expressão externa (personalidade), e o duplo “Aquele”, no interior da frase, como algo protegido e gerador de amor-sabedoria (alma).

Mas ainda podemos ir mais além, e pensar que o “Eu” é o pai (vontade), e o “Aquele” é o filho (personalidade purificada); espírito e matéria, unidos graças à qualidade (alma) do Leão.

Raios (I, II, VI, VII)

Leão traz em seu “ADN” o 1º raio, daí a sua poderosa capacidade de dirigir, regular (Regulus) e expressar. 

Por outro lado, e segundo nos dizem os livros esotéricos, o nosso sistema solar é de 2º raio, daí que o Sol seja chamado o olho de Júpiter (o agente do 2º raio)

Para falar de forma clara e sintética dos raios que condicionam o sujeito de Leão, utilizaremos um texto do Mestre DK: 

“O homem perfeito de Leão, a alma autoconsciente e amorosa (2º raio), leva seu poder de expressão (1º raio) diretamente do seu próprio plano ao plano da manifestação externa, mas conservando ao mesmo tempo o controle interno (Urano – 7º raio) e, deste ponto de realização, converte seu objetivo ideal (Netuno – 6º raio) em realidade em sua consciência, mediante a sensibilidade da vibração superior e o dirigido e inteligente serviço ao Plano. Reflitam sobre este resumo” (Alice Bailey (AE))



David C.M.  
logos.astrologiaesoterica@gmail.com



Fonte do Texto e da Gravura: http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2013/07/o-regente-esoterico-de-leao.html

LEÃO - A CHAMA DA AUTOCONSCIÊNCIA

Leão é um signo intimamente relacionado à humanidade. A energia deste quinto signo do Zodíaco estimula a autoconsciência — a grande característica que faz de nós seres humanos. Neste atual período o Sol está alinhado com Leão, avivando a sagrada chama da autoconsciência em toda a humanidade.

A autoconsciência é o que distingue o humano do animal. O animal está consciente do que se encontra ao seu redor, mas só o ser humano pode, além disto, estar consciente também de si próprio, o sujeito consciente. Assim, o animal simplesmente vê, ouve, sente, enquanto o ser humano não apenas vê, mas sabe que vê; não apenas sente e pensa, mas sabe que sente e pensa; e não apenas sabe, mas sabe que sabe.

Na maioria de nós, a autoconsciência permanece num estado brando, e ainda há muito a ser feito para desenvolvê-la plenamente. Grande parte do aperfeiçoamento humano tem a ver, especialmente, com este maior desenvolvimento da autoconsciência. A influência de Leão contribui para isto, como que soprando a brasa da autoconsciência, para que se intensifique e cresça — queimando e transformando, aquecendo e acalentando, iluminando e esclarecendo.

Faz parte do nosso potencial, como seres autoconscientes, perceber não apenas o que se passa ao nosso redor, mas também o que se passa dentro de nós mesmos. Contudo, habitualmente, a nossa atenção fica quase totalmente voltada para as coisas externas a nós, e temos uma percepção apenas vaga do nosso corpo e dos sentimentos e pensamentos que nos ocupam. No entanto, o tempo todo, são os nossos pensamentos, emoções e corpo que determinam as nossas experiências na vida, e não tanto as circunstâncias externas. Por isso, cultivar e exercitar a habilidade de auto observação é um requisito fundamental para estarmos mais conscientes na vida, compreendendo apropriadamente as nossas experiências e podendo escolher como nos conduzir.


O desenvolvimento da autoconsciência nos leva a descobrir-nos como o sujeito de nossa própria vida e história. O animal reage automaticamente aos estímulos externos, sem reflexão ou escolha. O ser humano pode ponderar, pode valer-se de sua experiência, pode conter-se ou empenhar-se e, assim, pode escolher como responder às suas circunstâncias. Portanto, o animal é sempre aquilo que o seu ambiente faz dele, mas o ser humano pode vir a ser o que ele mesmo fizer de si. À medida que compreendemos isso, desenvolvemos um correto senso de responsabilidade e nos apropriamos mais plenamente de todo o nosso potencial.



A autoconsciência leva também ao senso de individualidade. Fortalece internamente o indivíduo, de modo a poder apoiar-se em si mesmo, sem depender indevidamente dos demais. Permite ao indivíduo conhecer-se a si mesmo e saber aquilo que ele tem de próprio e único, aquilo que é a sua contribuição específica e original à coletividade. Cada indivíduo é único, e o seu valor, portanto, é inestimável. Se apenas um indivíduo não existisse, o Universo já não seria o mesmo. Cada indivíduo faz a diferença. A autoconsciência lhe permite fazer a diferença conscientemente, e portanto, mais potentemente.



A cada mês de Leão, anualmente, temos uma especial oportunidade de fortalecer em nosso interior a chama da autoconsciência e nos tornarmos cada vez mais plenamente Humanos.




Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br




Fonte do Texto e da Gravura: http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2010/07/leao-chama-da-autoconsciencia.html

DEFINITIVAMENTE, OS OPOSTOS NÃO SE ATRAEM!

Certa vez, criaram esta expressão – “os opostos se atraem” – para explicar um fenômeno específico, que realmente não vem ao caso agora. No entanto, resolveram aplicar a mesma expressão para tentar explicar a união de duas pessoas que nada têm a ver uma com a outra, na esperança de que poderiam se dar muito bem!

Porém, infelizmente, esta não é uma verdade. Muito pelo contrário, cada dia estou mais convencida de que, quando se trata de convivência, de compartilhar sentimentos e vida, quanto maiores forem as diferenças, mais difícil se torna caminhar lado a lado. Ou seja, se você quer viver um grande amor, se quer dividir os seus dias com alguém que realmente lhe complete, fuja dos seus opostos! Aprenda, de uma vez por todas, que os opostos não são complementares; e o amor, para sobreviver, para crescer e se tornar forte, precisa de complemento!

Se levarmos em conta que não há ninguém igual a ninguém, que todos nós somos particulares e, sendo assim, apesar de quaisquer semelhanças, seremos sempre únicos, teremos de nos conformar com as adversidades, que existirão sempre! Mas, definitivamente, não precisamos, por causa disso, deixar-nos enganar!

Num primeiro momento, uma pessoa muito diferente de nós, possivelmente nos atrairá. Afinal, somos seres naturalmente inteligentes e estamos sempre em busca do novo. Contudo, não podemos suportar as grandes disparidades por muito tempo.

Quando o assunto é amor, casamento, troca e evolução, precisamos de parceiros, de companheiros que caminhem ao nosso lado por estradas paralelas, que visualizem o mesmo horizonte, que se encantem pela mesma magia que nós! E para que a história aconteça, as prováveis diferenças deverão acrescentar, tornar mais fácil a caminhada...

Então, busque o seu complementar. É disso que se trata a expressão “Alma Gêmea”. Alguém que tenha uma alma gêmea da sua; alguém que, apesar das diferenças, carrega em sua essência um desejo muito parecido com o seu!

Provavelmente, a sua próxima questão seria: como identificar uma alma que seja gêmea da minha?!? E, para mim, só existe uma resposta: conhecendo muito bem a sua própria alma! A minha sugestão é que você se empenhe em conhecer tão bem a si mesmo que o encontro certo será inevitável!

Pare de tentar encontrar a resposta no outro. Pare de tentar justificar as suas escolhas a partir do jeito “assim” ou “assado” da pessoa escolhida. Descubra, antes de mais nada, qual é o perfil de sua própria alma, do que você realmente gosta e, principalmente, quão profundo é o amor que você está disposto a dar.

Somente depois de conseguir essas respostas, poderá encontrar o seu complemento, poderá desfrutar do prazer de compartilhar. Enfim, saiba o que você possui, quais são os seus tesouros... e, então, poderá identificar a pessoa que realmente está pronta para se interessar por você!



Rosana Braga
(Escritora, Jornalista e Consultora em Relacionamentos e Palestrante)



Fonte: Somos Todos Um
http://somostodosum.ig.com.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A BUSCA DA VERDADE E O ABANDONO DAS ILUSÕES

Um dos primeiros e mais importantes obstáculos à busca da verdadeira sabedoria é "tamas", a rotina, que se manifesta mental e emocionalmente através do apego a certas "ideias de estimação". Este apego possui tamanha força que muitas vezes, por medo de enfrentar o desconhecido, até mesmo buscadores sinceros da sabedoria evitam sistematicamente encarar a verdade dos fatos. É por um sistema subconsciente de apegos e rejeições emocionais que a verdade é deixada de lado. Por isso encontramos esta severa constatação, em um famoso documento que relata a posição do grande "Chohan" frente ao movimento teosófico: 

"... A pomba branca da verdade dificilmente encontra um lugar onde possa descansar seus pés desprezados e exaustos." ("Cartas dos Mestres de Sabedoria", Ed. Teosófica, p. 18.)

Na realidade, a pomba da Verdade é a mesma pomba da Paz. Porque não pode haver paz separada da verdade, ou paz separada da justiça, ou da ética. A atual falta de harmonia no mundo é resultado de um forte déficit de ética e de veracidade. O movimento esotérico existe para ajudar a resolver esse problema, e não para aumentá-lo através de fantasias e manipulações, "religiosas" ou não.




Fonte: Boletim "O TEOSOFISTA", Julho de 2007.
http://www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=366 
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A DUALIDADE CRIA CONFLITO

Conflito de qualquer tipo – fisicamente, psicologicamente, intelectualmente – é um desperdício de energia. Por favor, é extraordinariamente difícil compreender e estar livre disto porque a maioria de nós é educada para lutar, fazer esforço. Quando estamos na escola, essa é a primeira coisa que nos ensinam, fazer esforço. E essa luta, esse esforço é levado pela vida afora, ou seja, para ser bom você tem que lutar, deve brigar como o diabo , resistir, controlar. Assim, educacionalmente, sociologicamente, religiosamente, os seres humanos são ensinados a lutar. Dizem a você que para encontrar Deus você tem que trabalhar, se disciplinar, praticar, retorcer e torturar sua alma, sua mente, seu corpo, negar, suprimir; que não deve olhar; que deve lutar, lutar, lutar nesse chamado nível espiritual que não é absolutamente nível espiritual. Então, socialmente cada um é por si, por sua família.Assim, por todo lado, estamos desperdiçando energia. E esse desperdício de energia em essência é conflito: o conflito entre “Eu deveria” e “Eu não deveria”, “Eu devo” e “Eu não devo”. Uma vez criada a dualidade, o conflito é inevitável. Então a pessoa tem que compreender esta totalidade do processo da dualidade não que não existe homem e mulher, verde e vermelho, luz e escuridão, alto e baixo; tudo isso são fatos. Mas no esforço que passa por esta divisão entre o fato e a ideia, há desperdício de energia.



 
J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ATRAVESSANDO MOMENTOS DIFÍCEIS


Se ultimamente você tem achado mais difícil ficar inspirado ou proativo, tenha a certeza de que não está sozinho. O calendário kabalístico nos dá conhecimento de que existem determinados momentos do ano em que o universo se encontra alinhado de tal forma que sentimos que podemos alcançar tudo, enquanto existem outros momentos em que não sentimos sequer vontade de sair da cama. (...)

Muitos de nós podemos estar até enfrentando alguns desafios sérios ou nossa certeza pode estar sendo testada.

Ainda assim, os kabalistas ensinam que não importa o que aconteça, existe sempre uma forma de sair da escuridão e passar para a Luz. (...)

Como isso é possível?

O Rav sabia que existe na realidade mais Luz disponível do que o normal durante esses dias, porque os momentos difíceis são como uma pista de alta velocidade para a linha de chegada no sentido de manifestar nosso potencial maior. Ao transformar nosso egoísmo agora, quando é mais difícil fazê-lo, podemos apressar a remoção de tudo que nos segura, mudando padrões repetitivos e criando novos caminhos logo em seguida. Podemos nos tornar a pessoa melhor que estamos destinados a ser.

Com essa mudança em nossa consciência, nos damos conta de que não é um período para sentir medo, mas sim para despertar o senso de urgência para enfrentar o verdadeiro trabalho árduo que temos que realizar, a fim de causar uma mudança positiva em nossas vidas.

Qualquer quantidade de escuridão sempre é igual à quantidade de Luz que pode ser revelada. (...)

Seremos apresentados às coisas que precisamos mudar e receberemos oportunidades de nos elevar além das nossas limitações. Se agarrarmos essas oportunidades, sairemos do outro lado mais fortes, mais seguros e com maior consciência sobre nossas próprias aptidões.

Rav Yehuda Berg 
 
Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

CORPO - ENFERMIDADES - JUSTIÇA



1 - O que estrutura espiritualmente o corpo de carne?

Emmanuel - O corpo espiritual ou perispírito é o corpo básico, constituído de matéria sutil, sobre o qual se organiza o corpo de carne.

2 - O erro de uma encarnação passada pode incluir na encarnação presente, predispondo o corpo físico às doenças? De que modo?

Emmanuel - A grande maioria das doenças tem a sua causa profunda na estrutura semi-material do corpo espiritual. Havendo o espírito agido erradamente, nesse ou naquele setor da experiência evolutiva, vinca o corpo espiritual com desequilíbrios ou distonias, que o predispõem à instalação de determinadas enfermidades, conforme o órgão atingido.

3 - Quais os dois aspectos da Justiça?

Emmanuel - A Justiça na Terra pune simplesmente a crueldade manifesta, cujas consequências transitam nas áreas do interesse público, dilapidando a vida e induzindo à criminalidade; entretanto, esse é apenas o seu aspecto exterior, porque a Justiça é sempre manifestação constante da Lei Divina, nos processos da evolução e nas atividades da consciência.

4 - Qual a relação existente entre doenças e a Justiça?

Emmanuel - No curso das enfermidades, é imperioso venhamos a examinar a Justiça, funcionando com todo o seu poder regenerativo, para sanar os males que acalentamos.

5 - O que faz o Espírito, antes de reencarnar-se visando à própria melhoria?

Emmanuel - Antes da reencarnação, nós mesmos, em plenitude de responsabilidade, analisamos os pontos vulneráveis da própria alma, advogando em nosso próprio favor a concessão dos impedimentos físicos que, em tempo certo, nos imunizem, ante a possibilidade de reincidência nos erros em que estamos incursos.

6 - Que pedem, para regenerar-se, os intelectuais que conspurcaram os tesouros da alma?

Emmanuel - Artífices do pensamento, que malversamos os patrimônios do espírito, rogam empeços cerebrais, que se façam por algum tempo alavancas coercitivas, contra as nossas tendências ao desequilíbrio intelectual.

7 - Que medidas de reabilitação rogam os artistas que corromperam a inteligência?

Emmanuel - Artistas, que intoxicamos a sensibilidade alheia com os abusos da representação viciosa, imploramos moléstias ou mutilações, que nos incapacitem para a queda em novas culpas.

8 - Que emendas solicitam os oradores e pessoas que influenciaram negativamente pela palavra?

Emmanuel - Tarefeiros da palavra, que nos prevalecemos dela para caluniar ou para ferir, solicitamos as deficiências dos aparelhos vocais e auditivos, que nos garantam a segregação providencial.

9 - Que providências retificadoras pedem para si próprios aqueles que abraçaram graves compromissos do sexo?

Emmanuel - Criaturas dotadas de harmonia orgânica, que arremessamos os valores do sexo ao terreno das paixões aviltantes, enlouquecendo corações e fomentando tragédias, suplicamos as doenças e as inibições genésicas que em nos humilhando, servem por válvulas de contenção dos nossos impulsos inferiores.

10 - Todas as enfermidades conhecidas foram solicitadas pelo Espírito do próprio enfermo, antes de renascer?

Emmanuel - Nem sempre o Espírito requisita deliberadamente determinadas enfermidades de vez que, em muitas circunstâncias quais aqueles que se verificam no suicídio ou na delinquência, caímos, de imediato, na desagregação ou na insanidade das próprias forças, lesando o corpo espiritual, o que nos constrange a renascer no berço físico, exibindo defeitos e moléstias congênitas, em aflitivos quadros expiatórios.

11 - Quais são os casos mais comuns de doenças compulsórias, impostas pela Lei Divina?

Emmanuel - Encontramos numerosos casos de doenças compulsórias, impostas pela Lei Divina, na maioria das criaturas que trazem as provações da idiotia ou da loucura, da cegueira ou da paralisia irreversíveis, ou ainda, nas crianças-problemas, cujos corpos, irremediavelmente frustrados, durante todo o curso da reencarnação, mostram-se na condição de celas regenerativas, para a internação compulsória daqueles que fizeram jus a semelhantes recursos drásticos da Lei. Justo acrescentar que todos esses companheiros, em transitórias, mas duras dificuldades, renascem na companhia daqueles mesmos amigos e familiares de outro tempo que, um dia, se acumpliciaram com eles na prática das ações reprováveis em que delinquiram.

12 - A mente invigilante pode instalar doenças no organismo? E o que pode provocar doenças de causas espirituais na vida diária?

Emmanuel - A mente é mais poderosa para instalar doenças e desarmonias do que todas as bactérias e vírus conhecidos. Necessário, pois, considerar igualmente, que desequilíbrios e moléstias surgem também da imprudência e do desmazelo, da revolta e da preguiça. Pessoas que se embriagam a ponto de arruinar a saúde; que esquecem a higiene até se tornarem presas de parasitas destruidores; que se encolerizam pelas menores razões, destrambelhando os próprios nervos; os que passam, todas as horas em redes e leitos, poltronas e janelas, sem coragem de vencer a ociosidade e o desânimo pela movimentação do trabalho, prejudicando a função dos órgãos do corpo físico, em razão da própria imobilidade, são criaturas que geram doenças para si mesmas, nas atitudes de hoje mesmo, sem qualquer ligação com causas anteriores de existências passadas.

13 - Qual a advertência de Jesus para que nos previnamos dos males do corpo e da alma?

Emmanuel - Assinalando as causas distantes e próximas das doenças de agora, destacamos o motivo por que os ensinamentos da Doutrina Espírita nos fazem considerar, com mais senso de gravidade, a advertência do Mestre: “Orai e vigiai, para não cairdes em tentação”.




EMMANUEL/Francisco Cândido Xavier




Fonte: do livro “Leis do Amor”

Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

domingo, 21 de julho de 2013

GRATULAÇÃO

No torvelinho das aflições, fácil é para o homem esquecer-se das doações superiores com que o Senhor da Vida o aquinhoou.

Por qualquer insignificante problema, a contrariedade lhe tisna a lucidez, fazendo que blasfeme ou se desgaste em injustificável rebelião. Diz-se comumente que a vida não merece ser vivida, pois que somente decepções e lutas se amontoam por todo lado, em torva conspiração contra a paz.

E há tanta beleza e harmonia na Terra!

No entanto, acostumado às bênçãos, não as aquilata devidamente, reportando-se ao seu valor somente quando as circunstâncias o privam de qualquer uma dessas concessões.

Necessário é, portanto, sair um pouco do castelo do eu para examinar com lucidez a Casa do Pai Criador e valorizar os tesouros de que pode dispor, exaltando a glória do viver.

Se possuís visão, recorda os que a perderam. Se dispões da audição, pensa nos que não conseguem ouvir.

Se podes movimentar-te, evoca os limitados na paralisia.

Se desfrutas saúde, considera os padecentes das múltiplas enfermidades.

Se és aquinhoado com um lar, examina a situação dos desabrigados.

Se te fizeste pai ou mãe, tem em mente os que não lograram fruir tal aspiração.

Se reténs os valores transitórios, medita a respeito dos que nada possuem.

Mas se te escasseia esta ou aquela dádiva, tem paciência e espera.

Ninguém na Terra se encontra afortunadamente completo, como ninguém há que esteja em abandono total.

Aqueles que te parecem felizes, apenas parecem. E os que se te afiguram desgraçados, estão temporariamente resgatando dívidas, dirigidos por sábios desígnios.

Gratidão é rara moeda entre os homens. Habituados à ambição desenfreada, da vida somente desejam gozar, sem outra aspiração, aquela que conduz à plenitude permanente, a dos valores imperecíveis.

Os problemas são frutos da inércia do próprio homem que, negligente, acumula dificuldades, por egoísmo, desaire ou precipitação.

A vida é um desafio que merece carinhoso esforço de coragem e significativa contribuição de trabalho.

Ser grato pela oportunidade de crescer, significa o mínimo que se pode responder a esse empreendimento que é a reencarnação.

Todos rogam atingir novas metas, sem embargo não se fazem reconhecidos do Senhor pelos alvos lobrigados.

Gratidão, por isso, nas horas da agonia, como do testemunho, mediante a humildade ante as provações redentoras, necessárias.

Em qualquer situação em que te encontres, agradece a Deus, abençoando por meio da confiança no futuro as horas difíceis do presente.

Convidado diretamente ao desespero, não olvides as alegrias fruídas, e, conduzido à rebeldia, recua na direção da paz já desfrutada.

(...)



Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis



Fonte: do livro "Florações Evangélicas"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A ENERGIA CRIA SUA PRÓPRIA DISCIPLINA

Buscar a realidade requer imensa energia, e se um homem não está fazendo isto, ele dissipa sua energia de formas que criam danos, e assim a sociedade tem que controlá-lo. Ora, é possível liberar energia buscando Deus ou a verdade e, no processo de descobrir o que é verdadeiro, ser um cidadão que compreende as questões fundamentais da vida e que a sociedade não pode destruir? Veja, o homem é energia, e se o homem não busca a verdade, esta energia se torna destrutiva; consequentemente a sociedade controla e modela o indivíduo, o que abafa esta energia. E talvez você tenha notado um outro fato interessante e muito simples: que no momento em que você quer realmente fazer alguma coisa, você tem a energia para fazê-la. Essa própria energia se torna o meio de controlá-la, então você não precisa de disciplina exterior. Na busca da realidade, a energia cria sua própria disciplina. O homem que está buscando a realidade espontaneamente se torna o tipo correto de cidadão, que não é aquele de acordo com o padrão de um governo ou sociedade particular.





J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 20 de julho de 2013

CADA VIBRAÇÃO TENDE A ENCONTRAR OUTRA VIBRAÇÃO SEMELHANTE PARA SE FUNDIR COM ELA


A lei da afinidade ensina-nos que, uma vez que cada vibração tende a encontrar outra vibração semelhante para se fundir com ela, todas as criaturas, pelas suas vibrações, pelos seus comprimentos de onda, entram em relação com outros seres, outras entidades e outras forças do cosmos que têm os mesmos comprimentos de onda, as mesmas vibrações.

 
Assim, pelos seus pensamentos, sentimentos e atos, o homem entra em afinidade com regiões e entidades que vibram no mesmo comprimento de onda e, pela força da atração, mais cedo ou mais tarde eles irão encontrar-se.

 
Quer tenhais consciência disso, quer não, vós sois atraídos e absorvidos pela região com a qual estais em ressonância; vós mesmos determinais isso ao escolherdes o vosso ideal. Se o vosso ideal for a beleza, a luz, determinais-vos instantaneamente no alto, no mundo sutil. Mas é evidente que, para sentirdes as consequências disso no plano físico, ainda tereis de trabalhar muito...


Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

TRANSMUTAR CONHECIMENTO EM SABEDORIA

Sabedoria: a síntese do amor e conhecimento. (Divaldo Pereira Franco)

Ser sábio é não fazer do mundo um fim, quando ele não é senão um meio. (Pietro Ubaldi)

O conhecimento reside em cabeças com pensamentos alheios. A sabedoria em mentes que refletem por si mesmas. (Helena Petrovna Blavatsky)

A verdadeira sabedoria não apenas abrange a maneira de pensar e de agir da pessoa, mas também preocupa-se com as relações entre pessoas e com o ordenamento da sociedade. (N. Sri Ram)

Evita, domina, foge de tudo o que não for o bem! Isso desagradará aos insensatos, porém agradará aos sábios. (Dhamapada – Buda)

Da mesma forma que a rocha não é abalada pela tempestade, o sábio se mantém impertubável diante das censuras, ou dos elogios. (Dhamapada - Buda)

Em qualquer circunstância, o sábio não emprega palavras fúteis, nem se deixa levar pelo desejo; a dor e a alegria não o alteram. (Dhamapada – Buda)



Informações possuem pouco valor se não vivermos o que se entende ser correto. O conhecimento genuíno fundamenta-se na vivência e na consciência plena, o que resulta na sabedoria.

A sabedoria é a expressão pura do conhecimento direto da realidade. Emerge do interior do ser à medida que a consciência se expande e o conhecimento se torna vivenciado. A sabedoria está além da erudição, pois esta se constitui de informações geralmente teóricas.

A sabedoria fala tanto pelo silêncio quanto pela palavra e é transformadora e infinita, manifestando-se em graus de aprofundamento.

É fruto da união consciente da personalidade (nosso eu atual) com a alma (o "eu" superior permanente), e estimulada pelo amor à verdade.

O conhecimento pode apenas condicionar as pessoas mal preparadas para uma vida útil, mas sem objetivo. O condicionamento torna-se nefasto quando é visto apenas como posse, um fim e não como um caminho, um meio. Ao contrário, a sabedoria é liberdade e objetivo pleno.

Na realidade, a sabedoria tem como missão não somente a sabedoria em si mesma, mas também a erradicação das causas do sofrimento.

Sabedoria, portanto, é o conhecimento amplificado pelo amor, pela revelação (a herança espiritual da humanidade), pela compaixão e por um propósito elevado e em conformidade com o Plano Divino.


Prof. Hermes Edgar Machado Jr. (Issarrar Ben Kanaan)



Fonte da Imagem: Acervo de autoria pessoal