quinta-feira, 12 de setembro de 2013

AFINIDADE - "INGERIMOS PENSAMENTOS"

O homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção.

Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.

Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.

O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá.

Sem os raios vivos e diferenciados dessa força, os valores evolutivos dormiriam latentes, em todas as direções.

A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir.

Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente.

De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos.

Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.

Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que cercam.

Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis.

Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.

Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados.

Conversações alimentam conversações.
Pensamentos ampliam pensamentos.
Demoramo-nos com que se afina conosco.
Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos.
Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.

Somos obsidiados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental.

Daí, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.

Trabalhar incessantemente é dever.
Servir é elevar-se.
Aprender é conquistar novos horizontes.
Amar é engrandecer-se.

Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contacto com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.




Emmanuel / Francisco Cândido Xavier




Fonte: do livro "Roteiro"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A FELICIDADE PODE SER ENCONTRADA ATRAVÉS DE ALGUMA COISA?

Nós buscamos felicidade através de coisas, relações, pensamentos, ideias. Então as coisas, a relação e as ideias se tornam mais importantes que a felicidade. Quando você busca felicidade através de uma coisa, então a coisa se torna de maior valor que a própria felicidade. Quando apresentado desta maneira, o problema parece simples e é simples. Buscamos felicidade na propriedade, na família, no nome; então propriedade, família, ideia se tornam o mais importante, porque assim a felicidade é buscada através de um meio, e o meio destrói o fim. Pode a felicidade ser encontrada através de algum meio, através de alguma coisa feita pela mão ou pela mente? Coisas, relação e ideias são muito visivelmente inconstantes; ficamos sempre infelizes por elas. As coisas são inconstantes, elas se gastam e se perdem; relação é constante atrito e a morte aguarda; ideias e crenças não têm estabilidade nem permanência. Buscamos felicidade nelas e, contudo, não percebemos sua inconstância. Assim, o sofrimento se torna nossa companhia constante e, superá-lo, nosso problema. Para descobrir o verdadeiro significado de felicidade, devemos explorar o rio do autoconhecimento. O autoconhecimento não é um fim em si mesmo. Existe uma fonte para uma correnteza? Cada gota de água do início ao fim faz o rio. Imaginar que vamos encontrar felicidade na fonte é estar enganado. Ela é para ser encontrada no ponto em que você está no rio do autoconhecimento.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

OS PRÉ-REQUISITOS PARA SER UM DISCÍPULO

Perguntaram a Osho:

Quais são os pré-requisitos para ser um discípulo?

Nenhum.

Um coração aberto, um coração amoroso, uma profunda confiança em si mesmo e nada mais é necessário.

Você não tem que se render a algum mestre, você não tem que adorar um Deus, você não tem que fazer alguma oração para alguma divindade hipotética.

Você não tem que ir para templos e igrejas artificiais para descobrir o que está escondido DENTRO DE VOCÊ.

Um discípulo é a semente de um mestre. O discípulo também é uma flor de lótus, ele é exatamente isso que você ESTÁ PROCURANDO EM OUTRO LUGAR E NÃO DENTRO DE SI MESMO.



Osho, em "Live Zen"




Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

REMUNERAÇÃO ESPIRITUAL

"O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos." Paulo - ll Timóteo, 2:6

Além do salário amoedado o trabalho se faz invariavelmente, seguido de remuneração espiritual respectiva, da qual salientamos alguns dos itens mais significativos: acende a luz da experiência; ensina-nos a conhecer as dificuldades e problemas do próximo, induzindo-nos, por isso mesmo, a respeitá-lo; promove a auto-educação; desenvolve a criatividade e a noção de valor do tempo; imuniza contra os perigos da aventura e do tédio; estabelece apreço em nossa área de ação; dilata o entendimento; amplia-nos o campo das relações afetivas; atrai simpatia e colaboração; extingue, a pouco e pouco, as tendências inferiores que ainda estejamos trazendo de existências passadas.

Quando o trabalho, no entanto, se transforma em prazer de servir, surge o ponto mais importante da remuneração espiritual: toda vez que a Justiça Divina nos procura no endereço exato para execução das sentenças que lavramos contra nós próprios, segundo as leis de causa e efeito, se nos encontra em serviço ao próximo, manda a Divina Misericórdia que a execução seja suspensa, por tempo indeterminado. E, quando ocorre, em momento oportuno, o nosso contato indispensável com os mecanismos da Justiça Terrena, eis que a influência de todos aqueles a quem, porventura, tenhamos prestado algum benefício aparece em nosso auxílio, já que semelhantes companheiros se convertem espontaneamente em advogados naturais de nossa causa, amenizando as penalidades em que estejamos incursos ou suprimindo-as, de todo, se já tivermos resgatado em amor aquilo que devíamos em provação ou sofrimento, para a retificação e tranquilidade em nós mesmos.

Reflitamos nisso e concluamos que trabalhar e servir, em qualquer parte, ser-nos-ão sempre apoio constante e promoção à Vida Melhor.



Emmanuel / Francisco Cândido Xavier



Fonte: do livro "Perante Jesus"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O AMOR PRECISA IR ALÉM DO CORPO

Pergunta a Osho:

Recentemente, tenho começado a perceber como até mesmo a pessoa que eu amo é uma estranha para mim. Ainda assim, há um intenso anseio para sobrepujar a separação entre nós. Chega quase a parecer como se fôssemos duas linhas correndo paralelas uma à outra, destinadas a nunca se encontrar. O mundo da consciência é como o mundo da geometria, ou há uma chance de as paralelas se encontrarem?

Esta é uma das grandes misérias que todo amante tem de enfrentar: não há como dois amantes acabarem com o desconhecido, com o não-familiar, com a separação entre eles. Na verdade, todo o funcionamento do amor está ligado a isto: eles devem ser pólos opostos. Quanto mais distantes estão, mais atraentes. A separação é a atração entre eles. Eles se aproximam, chegam bem perto, mas nunca se tornam um.

Eles chegam tão perto que parece que, um passo a mais, eles se tornarão um. Mas esse passo nunca foi dado. Não pode ser dado por pura necessidade, por causa de uma lei natural.

Pelo contrário, quando eles estão muito próximos, imediatamente começam a se separar novamente, a se afastar. Porque, quando eles estão muito próximos, a atração é perdida; eles começam a brigar, a reclamar, tornam-se rancorosos. Esses são os meios de se criar distância novamente. E quando a distância acontece, imediatamente eles começam a se sentir atraídos. E isso vai se repetindo como um ritmo: aproximan­do-se, afastando-se, aproximando-se, afastando-se.

Há um anseio profundo para se tornarem um - mas em termos de biologia, em termos de corpo, não é possível se tornarem um. Mesmo enquanto estão fazendo amor, vocês não são um. A separação no nível físico é inevitável.

Você diz: "Recentemente, tenho começado a perceber como até mesmo a pessoa que eu amo é uma estranha para mim".

Isso é bom. Isso faz parte de uma compreensão cres­cente. Somente pessoas infantis pensam que conhecem um ao outro. Você nem mesmo se conhece, como pode conce­ber que conhece o seu amado?

Nem o amado se conhece, nem você se conhece. Dois seres desconhecidos, dois estranhos que não conhecem nada sobre si mesmos, estão tentando conhecer um ao outro - é um exercício fútil. Está fadado a se tornar uma frustração, um fracasso. Por isso todos os amantes ficam com raiva um do outro. Eles pensam que talvez o outro não lhe esteja permitindo entrar em seu mundo particular. “Ele está me mantendo separado, está me mantendo um pouco distan­te.” E ambos vão pensando da mesma forma. Mas não é verdade, todas as acusações são falsas. Simplesmente eles não entendem a lei da natureza.

Corporalmente, vocês podem se aproximar, mas não po­dem se tornar um. Somente no nível do coração vocês podem se tornar um - mas apenas momentaneamente, não permanen­temente.

No nível do ser, vocês são um. Não há nenhuma ne­cessidade de se tornarem um. Isso tem apenas de ser desco­berto.

Você diz: “Ainda assim, há um intenso anseio para so­brepujar a separação entre nós”.

Se você continuar tentando no nível físico, continuará fracassando. O anseio profundo simplesmente mostra que o amor precisa ir além do corpo, que o amor quer algo mais elevado do que o corpo, algo maior do que o corpo, algo mais profundo do que o corpo.

Até mesmo o encontro coração com coração - embora doce, embora imensamente deleitoso - ainda é insuficiente, porque ele ocorre somente por um momento e então, no­vamente, estranhos são estranhos. A menos que vocês des­cubram o mundo do ser, vocês não serão capazes de preen­cher o anseio profundo de se tornarem um. E o fato estra­nho é o seguinte: no dia em que você se tornar um com seu amado, você se tornará um com toda a existência também.

Você diz: “Chega quase a parecer como se fôssemos duas linhas correndo paralelas uma à outra, destinadas a nunca se encontrar”.

Talvez você não conheça a geometria não-euclidiana, pois ela ainda não é ensinada em nossos institutos educa­cionais. Ainda nos ensinam, nas universidades, a geometria euclidiana, que tem dois mil anos de idade. Na geometria euclidiana, as linhas paralelas nunca se encontram. Mas foi descoberto que, se você continuar e continuar e continuar, elas se encontram. A última desco­berta é que não existem linhas paralelas; por isso é que elas se encontram. Não se pode criar duas linhas paralelas.

As novas descobertas são muito estranhas: você não pode nem mesmo criar uma linha, uma linha reta, porque a terra é redonda. Se você criar uma linha reta aqui, se conti­nuar prolongando-a de ambos os lados e continuar e conti­nuar, finalmente, você descobrirá que ela se tornou um cír­culo. E se uma linha reta traçada até o seu máximo torna-se um círculo, ela, em primeiro lugar, não era uma linha reta; era apenas parte de um círculo muito grande, e uma parte de um círculo grande é um arco, não uma linha reta. As linhas desapareceram na nova geometria não-euclidiana e, quando não há linhas, o que dizer de linhas paralelas? Não existem linhas paralelas também.

Assim, se fosse uma questão de linhas paralelas, ha­veria uma chance de os amantes poderem se encontrar - talvez na velhice, quando eles não podem mais lutar, não têm mais energia disponível ou ficaram tão acostumados que... Qual o sentido? Já tiveram aquelas mesmas discus­sões, os mesmos problemas, os mesmos conflitos; ambos estão cansados um do outro.

Com o decorrer do tempo, os amantes até mesmo param de falar um com o outro. Qual o sentido? Porque começar a falar significa começar uma discussão - e é a mesma discussão, ela não vai mudar. Eles já discutiram tantas vezes e o fim é sempre o mesmo. Mas, mesmo assim, as linhas paralelas, no que diz respeito aos aman­tes... Na geometria elas podem começar a se encontrar, mas no amor não há nenhuma esperança; eles não podem se encontrar.

E é bom que eles não possam se encontrar, porque, se os amantes pudessem satisfazer seu anseio profundo de se tornarem um em termos de corpo físico, eles nunca olha­riam para cima. Nunca tentariam descobrir que há muito mais escondido no corpo físico - a consciência, a alma, o deus.

É bom que o amor fracasse, porque o fracasso do amor está destinado a levá-lo a uma nova peregrinação. O anseio profundo o perseguirá, até que ele o leve ao templo onde o encontro acontece. Mas o encontro sempre acontece com o todo, no qual estará o seu amor, mas no qual também esta­rão as árvores e os rios e as montanhas e as estrelas... Nesse encontro, somente duas coisas não estarão presentes: seu ego não estará ali e o ego do seu amado não estará ali. Fora essas duas coisas, toda a existência estará presente. E esses dois egos eram realmente o problema, era o que estava fazendo deles duas linhas paralelas.

Não é o amor que está criando o problema; é o ego. Mas o anseio profundo não será satisfeito. Nascimento após nascimento, vida após vida, o anseio profundo permane­cerá, a não ser que você descubra a porta certa para ir além do corpo e entrar no templo.

Um casal de velhos - um com 93 anos e o outro com 95 - vai ao seu advogado e diz que quer se divorciar.

“Divórcio?!”, exclama o advogado. “Na idade de vocês?

Mas, seguramente, vocês agora precisam mais que nun­ca um do outro! E, de qualquer forma, vocês estão casa­dos há tanto tempo! Qual o sentido disso?”

“Bem”, diz o marido, “nós estamos querendo o divór­cio há anos, mas achamos que deveríamos esperar até que os filhos morressem.”

Eles realmente esperaram! E todos os filhos morreram. Agora, não há nenhum problema, eles podem se divorciar. Não houve nenhum encontro, mas houve o divórcio.

Simplesmente mantenha o anseio profundo ardendo, chamejante. Não perca o coração.

Seu anseio profundo é a semente da sua espiritualidade. Seu anseio profundo é o começo da união final com a existência. Seu amado é apenas um pretexto.

Não fique triste, fique feliz. Alegre-se de que não haja possibilidade de encontro no nível físico. De outra forma, os amantes não teriam nenhum meio de transformação. Eles permaneceriam atolados um com o outro, eles se destrui­riam um ao outro. E não há mal nenhum em amar um estra­nho. Na verdade, é mais excitante amar um estranho.

Quando vocês não estavam juntos, havia grande atra­ção. Quanto mais vocês se aproximaram, mais a atração se tornou nublada. Quanto mais vocês se tenham tornado co­nhecidos um do outro, superficialmente, menor é a excita­ção. A vida torna-se muito rapidamente uma rotina.

As pessoas vão repetindo as mesmas coisas sem pa­rar. Se olhar para o rosto das pessoas mundo afora, você ficará surpreso: por que todas essas pessoas parecem tão tristes? Por que seus olhos dão a impressão de que perde­ram toda a esperança? A razão é simples, a razão é a repetição. O homem tem inteligência; a repetição cria té­dio. O tédio traz a tristeza, porque a pessoa sabe o que vai acontecer amanhã, e depois de amanhã... até chegar à cova será a mesma coisa, a mesma história.

Um judeu e um polaco estão sentados à noite num bar, assistindo ao noticiário da TV. No programa, eles estão mostrando uma mulher de pé, sobre a saliência de um rochedo, ameaçando pular. O judeu então diz ao polaco:

“Vou lhe propor uma coisa. Vamos fazer uma aposta: se ela pular, eu ganho vinte dólares. Se ela não pular, você ganha vinte dólares. Certo?”

“Combinado”, diz o polaco.

Alguns minutos mais tarde, a mulher salta despenhadeiro abaixo e morre. O polaco tira vinte dólares da carteira e dá ao judeu. Mais alguns minutos, o judeu se vira para o polaco e diz:

“Olhe aqui, não posso ficar com esses seus vinte dólares. Tenho que lhe confessar uma coisa: eu já tinha visto isso no noticiário do início da tarde. Foi uma reprise o que passou agora.”

“Não, não!”, diz o polaco. “Você fica com o dinheiro, você o ganhou legitimamente. Olhe, eu também vi isso na TV no início da tarde.”

“Você viu?! Então por que apostou que a mulher não pularia?”, perguntou o judeu.

“Bem”, respondeu o polaco, “eu não pensei que ela fosse tão estúpida para pular de novo!”

A vida é assim...

Essa tristeza no mundo, esse tédio e essa miséria po­dem ser mudados se as pessoas souberem que estão pe­dindo o impossível.

Não peça o impossível. Encontre a lei da existência e siga-a.

Seu anseio profundo de se tornar um com o outro é o seu desejo espiritual, é a sua própria natureza religiosa es­sencial. Só que você está focando o ponto errado.

Seu amado é apenas um pretexto. Deixe seu amado ser uma experiência para um amor maior - o amor por toda a existência.

Deixe seu anseio profundo ser uma busca pelo seu próprio ser interior. Lá, o encontro já está acontecendo. Lá, nós já somos um. Lá, ninguém jamais se separou.

O anseio profundo é perfeitamente certo; apenas o objeto do anseio profundo não está certo. Isso está criando o sofrimento e o inferno. Simplesmente mude o objeto, e a sua vida se torna um paraíso.


Osho, em "Vida, Amor e Riso"



Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 10 de setembro de 2013

UM MESTRE NÃO PODE TORNAR MELHORES AQUELES QUE SE RECUSAM MELHORAR-SE

Muitos admiram-se pelo fato de um grande Mestre, pela sua autoridade, pela sua irradiação, não produzir efeitos miraculosos sobre todos os que dele se aproximam. Mas no que é que eles acreditam? Um Mestre não pode tornar melhores aqueles que recusam melhorar-se, pois, interiormente, eles são livres. Pode-se prender alguém, cortá-lo em pedaços, mas, se ele não permitir, não se pode agir sobre o seu coração nem sobre o seu intelecto. Um Mestre pode sempre transmitir conhecimentos, isso é fácil, mas não pode mudar o caráter e o temperamento dos humanos. Se eles deixarem adormecer a sua alma e o seu espírito, se eles não tiverem outras necessidades na vida a não ser deixar-se guiar pelos seus instintos grosseiros, sem se preocuparem com as desordens e as infelicidades que provocam à sua volta, um Mestre é impotente. Ele apenas pode tentar levá-los a entrever a beleza desse mundo de que, por enquanto, eles estão tão afastados, esperando que, numa próxima existência, eles tenham o desejo de se aproximar dele.



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 7 de setembro de 2013

ABORDAGEM ESPÍRITA DAS PSICOSES

O Dr. Jorge Andréa lembra-nos que: "As psicoses representariam os mais severos quadros de doenças mentais, com multiplicidade sintomática, quase sempre associadas em complicações psicológicas, de modo a traduzir graves e profundas lesões psíquicas."

"Consideremos as psicoses como autênticas doenças da alma ou espírito, em severas respostas cármicas, quase sempre demarcando toda a jornada carnal, apesar da terapêutica ao nosso alcance. Algumas vezes o tratamento pode alcançar êxito, banindo definitivamente os sintomas, mas quase sempre ficarão marcas psicológicas de maior ou menor evidências; outras vezes, consegue-se, apenas, ampliar as fases intercríticas, mas não afastar a doença. O indivíduo passa a vida envolvido em sintomas, alguns dos quais, por não terem o devido esgotamento no campo do exaustor físico (personalidade) perduram e refletem-se em outra jornada reencarnatória." (Dr. Jorge Andrea - "Visão Espírita das Distonias Mentais")

O Espírito Carneiro Campos traz novos conhecimentos quando afirma que: "O psicótico maníaco-depressivo, por exemplo, traz gravados nas paisagens do inconsciente os hediondos desvios morais pregressos que escaparam à justiça estabelecida nos códigos da humana legislação e que ora expungem, como tendência à fuga ao dever e à responsabilidade, pelo suicídio."

Ele mesmo afirma que: "O esquizofrênico, na sua múltipla classificação, é igualmente um espírito revel, enredado nas malhas dos abusos que praticou noutra vida e que, sem embargo, passaram desconsiderados quanto ignorados pelos compares da existência anterior."

E continua dizendo: "Não nos desejando fixar, apenas nessas, constatamos que, mesmo as psicoses de climatério, cujas causas são óbvias, fazem-se escoadouro purificador, recurso de que se utilizam as Leis Divinas para alcançar os infratores e relapsos que pretenderam ludibriar o código de ética universal, inviolável."

"Em todo problema de psicoses, seja ele de natureza neurótica ou psiconeurótica" (o termo neurótica é usado aqui como sinônimo de neurológica e a expressão psiconeurótica semelhante a psicogênica), "tenha o gravame da psicopatia ou não, o ser espiritual é sempre o responsável pela conjuntura que padece." (Divaldo Pereira Franco - "Sementes da Vida Eterna")

O Espírito Manoel P. Miranda relata em "Loucura e Obsessão" as orientações do Dr. Bezerra de Menezes, quando este conclui: "Sem dúvida - respondeu-me, solícito - como sabemos, a esquizofrenia é enfermidade muito complexa, nos estudos da saúde mental. As pesquisas psiquiátricas, psicanalíticas e neurológicas tem projetado grande luz às terapêuticas de melhores resultados nas vítimas dessa terrível alienação. No entanto, há ainda muito campo a desbravar, em razão de as suas próprias origens profundas se encontrarem ínsitas no Espírito que delingue. A consciência individual, representando, de algum modo, a Cósmica, não se poupa, quando se descobre um delito, após a liberação da forma física, engendrando mecanismos de auto-reparação ou que lhe são impostos pelos sofrimentos advindos da estância do além-túmulo." (Divaldo P. Franco - “Loucura e Obsessão")



Dr. Roberto Lúcio Vieira de Souza



Fonte: do livro "Por que Adoecemos?"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

POR QUE SINTO-ME INCAPAZ DE DAR UMA RISADA AUTÊNTICA?

Pergunta a Osho: Por que sinto-me incapaz de dar uma risada autêntica? E existe algum meio de recuperar minha capacidade natural de soltar uma gargalhada?

Você é a vítima, mas não está sozinho. Quase toda a humanidade é vítima: vítimas de pretensões, vítimas do uso de máscaras, vítimas da falta de naturalidade, porque vale a pena ser artificial — a sociedade concede respeito aos falsos.

A sociedade não tem respeito pelos autênticos e verdadeiros, porque os falsos podem ser controlados e a sociedade está muito interessada em controlar todos os indivíduos.

Mas os autênticos não podem ser controlados e a sociedade tem muito medo das pessoas que são autênticas, verdadeiras e sinceras, porque não consegue forçá-las à escravidão, à obediência, a qualquer tipo de estado opressivo, à exploração.

A falsidade recompensa. O desejo de recompensa continua a fazer a sociedade respeitar os falsos.

E porque o falso é respeitado, toda criança começa, devagar, a seguir os falsos. O ensinamento dos pais, o ensinamento dos professores — o esforço todo é para que você adquira uma natureza aceitável pelos outros.

O resultado final é um mundo fingido, onde ninguém é verdadeiro, onde os sorrisos são falsos, onde o amor é apenas uma palavra.

Ainda hoje recebi notícias da Inglaterra. Pesquisaram desde crianças de cinco anos até jovens de vinte e cinco, fazendo-lhes uma única pergunta: "Quais são os dois valores que você considera mais importantes e significativos na vida?"

É chocante ler a resposta dadas por todos, desde as crianças de cinco anos até os jovens de vinte e cinco.

As respostas são: dinheiro e sucesso. Essas são as duas coisas mais importantes na vida. Não o amor, não o riso, não a meditação, não o contentamento, nem mesmo Deus. Dinheiro e sucesso.

Todavia, em um mundo onde o dinheiro e o sucesso são tudo, você não pode ser autêntico — é perigoso. Você terá de reprimir sua individualidade e a cada passo transigir por causa do sucesso, por causa do dinheiro.



Osho, em "Riso: A Religião Essencial"



Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

SUA PASSAGEM PELA TERRA

Quantas pessoas refletem verdadeiramente sobre o que significa a sua passagem pela terra? Sim, quantas se questionam: «O que estou eu a fazer aqui? Por que é que estou aqui?» A maior parte comporta-se como se não tivesse nada de melhor a fazer do que procurar passar o tempo da forma mais agradável possível. Muito poucas têm consciência de que devem considerar como um estágio estas dezenas de anos que lhes é dado viver na terra. Sim, um estágio durante o qual o Céu lhes pede que aprendam e se aperfeiçoem, isto é, que melhorem o seu caráter, pois isso é a única coisa que lhes restará e que levarão com elas para o outro mundo. Quando se deixa a terra, é-se obrigado a deixar todas as aquisições materiais e até intelectuais, e quem não fez qualquer trabalho interior apresenta-se miserável, pobre e nu diante dos Espíritos celestes do alto. O discípulo de uma Escola Iniciática compreende que deve trabalhar sobre qualidades que passará a possuir eternamente; e, quando voltar, noutra encarnação, o Céu dar-lhe-á melhores condições e meios mais eficazes para continuar o seu trabalho.



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NEUROSE, EGOÍSMO E REBELDIA

No livro "No Mundo Maior", de André Luiz, o mentor Eusébio declara: "Somos no palco da crosta planetária, os mesmos atores do drama evolutivo. Utilizando corpos sagrados, perdemos, entretanto, quais despreocupadas crianças entretidas apenas em jogos infantis, o ensejo santificante da existência. Assim fazemo-nos réprobos das leis soberanas, que nos enredam aos escombros da morte, como náufragos piratas, por muito tempo indignos de retornar às lides do mar."

"Enquanto milhões de almas desfrutam bons ensejos de emenda e reajustamento, de novo entregues ao esforço regenerativo nas cidades terrestres, milhões de outras deploram a própria derrota, perdidas no átrio recesso da desilusão e do padecimento." (André Luiz - "No Mundo Maior") 

Sabemos que o determinismo divino de toda criatura é atingir a perfeição, pois todo espírito traz em si a herança do Pai, isto é, potencialidades a se desabrocharem, ao da caminhada evolutiva.

"A compreensão da Evolução é fundamento doutrinário que oferece uma clareza do que seja o homem . Partindo da ideia do fluido cósmico universal e do princípio inteligente, ocorre, pelo implemento do amor divino em ambos, um processo constante de transformação que, em nosso caso específico, há alguns milênios, resultou no aparecimento do espírito que se vinculou ao princípio material, delineando formas mais perfeitas, surgindo o homem."

"Todo o trabalho só foi possível na base da sucessão de repetidas experiências: primeiro na mônada e, finalmente, na individualidade. A partir de então, a reencarnação faz-se lei constante de aprimoramento e pelas aquisições do livre-arbítrio, surge, muitas vezes, como elemento de enriquecimento, de prova ou de reparação de condutas."

"Juntando-se a tudo isso a certeza de que o nosso papel é de seres fadado à perfeição, entendemos que tendo o mesmo princípio, só poderemos ter o mesmo fim." (Espíritos Diversos - "O Homem Sadio")

Dessa forma, percebemos que, para atingir a perfeição, a criatura necessita trilhar um longo caminho, de esforço e vivências de experiências, que lhe permitam fixar gradualmente as lições aprendidas. Este aprendizado exige a humildade do reconhecimento do erro e o propósito de redimir-se, através do trabalho de autoconhecimento e discernimento das tarefas apropriadas a serem realizadas.

Temos conhecimento de que, na erraticidade, no espaço entre reencarnações, é permitido ao espírito reconsiderar seu passado, quando, então, muitos se propõem a atitudes de reparação.

A reencarnação, por misericórdia divina, permite ao indivíduo esquecer-se dos fatos transatos, entretanto conteúdos que impulsionem as sensações de culpa e remorso, permanecem latentes no limiar do consciente da criatura.

Essas reminiscências aparecem como forma de angústia básica, pois o indivíduo, ao nível da consciência mais ampla, tem a percepção do contraste entre os conceitos "o que sou" e "o que eu deveria ser."



Dra. Lígia Maria Pompeu Dutra



Fonte: do livro "Por que Adoecemos?"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

domingo, 1 de setembro de 2013

PERTURBAÇÃO PSÍQUICA - DESOBEDIÊNCIA À LEI DE DEUS

A causa geral de qualquer perturbação psíquica reside na desobediência constante às determinações da Lei de Deus. Esta, cujo mecanismo impregna todas as coisas, coloca os seres inteligentes nas situações adequadas ao seu aperfeiçoamento mental: aproxima desafetos e reúne casais e pais e filhos, tudo sob o mesmo teto, torna um defeituoso, outro miserável, um terceiro milionário, e assim por diante. 

Ora, poucos conformam-se com essas decisões legais e o mais frequente é haver revolta com o esquecimento dos deveres atribuídos, em favor de uma vida plena de baixas satisfações, sob o comando de impulsos sem controle. E, assim, passam-se várias existências, com o abandono sistemático das obrigações impostas pela lei. 

A resultante acumulação de deslizes, erros, crimes, tarefas não cumpridas etc., vão aos poucos minando a resistência do espirito, à qual se associa a atuação de espíritos dedicados ao mal ou desejosos  de vingança (obsessão). 

Em síntese, uns estão rebelados contra a Vida, o Mundo e Deus; outros estão desanimados entre os obstáculos a remover do próprio caminho. 

Um dia, eclodem os variados sintomas neuróticos ou psicóticos, conforme a intensidade da perturbação íntima.



Carlos Toledo Rizzini



Fonte: do livro "Evolução para o Terceiro Milênio", EDICEL
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

LEVEZA - ALÉM DA ATRAÇÃO DA MATÉRIA

Para experimentar leveza, considere-se apenas luz. 

Sem peso e além da atração da matéria, a alma pode voar e tocar a liberdade verdadeira. 

Assim, torna-se fácil ficar acima dos problemas e manter a mente clara, perspicaz e livre de escravidão. 

A descoberta da sua própria leveza atrai e eleva os outros. 

Sua boa companhia removerá as preocupações da mente e o peso do coração deles.



Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 31 de agosto de 2013

"DOR" - AGENTE INDUTOR DA EVOLUÇÃO

Agente indutor da evolução, a evolar-se (dissipar-se) ante o progresso legitimamente efetivado.

A dor também é o efeito da Lei violada, a se fazer sentir em seus ditames de reconstrução da ordem, que tudo quer reconduzir para Deus; é a reação chamada "punição", cujo objetivo é coibir futuras ações que podem ou possam agravar as experiências pessoais. 

Uma imagem que poderia tornar mais clara a ideia, seria uma estrada, cujas laterais terminam em precipícios, e para nossa defesa foram adornadas com ferros pontiagudos. Todas as vezes que nos deslocássemos em sentido equivocado, para as bordas, seríamos tocados e a dor nos alertaria para retomarmos o sentido divino.

Ao limitar nossos desmandos, a Misericórdia Divina praticamente, se "materializa" em nossas vidas, semelhante ao Pastor que conduz as ovelhas pelo caminho seguro.

Sublime instrumento a nos projetar no rumo da felicidade, "A dor é a nossa companheira até o momento de nossa integração total com a Divina Lei." (F. C. Xavier - Pérolas do Além) 



Dra. Lenice Aparecida de Souza Alves



Fonte: do livro "Por que Adoecemos?"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

UNIDADE - BEM COMUM

Unidade é a harmonia dentro e entre indivíduos. 

Ela é construída através de visão compartilhada para o bem comum. 

É apreciar os valores de cada um e suas contribuições singulares. 

Quando existe a vontade interna de acomodar os outros, a unidade floresce. 

Quando eu dou o primeiro passo para ultrapassar as barreiras nos relacionamentos, outros também irão mudar.



Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

FIXAÇÃO NO PRESENTE

Não poucas criaturas, malbaratando o presente e não investindo no futuro, gastam-se e desgastam-se na posocupação. A posocupação é ocupação vã, porque retém a mente fixada em algo já ocorrido no pretérito e que poderia estar superado. É uma atitude típica do depressivo que se compraz, de maneira enfermiça, em fixar-se nas experiências negativas transatas, desperdiçando tempo, energia e oportunidade.

De outras vezes, o ser desgasta-se numa atitude de preocupação. Preocupar-se, como o indica a própria palavra, é o ocupar-se antes com a ocorrência que imagina ocorrerá mais tarde. Com isso a pessoa ocupa-se pelo menos duas vezes, antes da ocorrência e enquanto ela se dá. Na hipótese de posocupar-se com o problema, a criatura terá se ocupado três vezes, isto é, antes durante e depois.

Pensar e refletir com serenidade e confiança na problemática, é positivo e necessário. Preocupar-se em excesso é inútil e nada de bom acrescenta.

O ideal, para a existência humana, é a criatura procurar viver sem tristeza pelo passado e sem ansiedade negativa pelo futuro, num interminável e abençoado presente, vivendo cada instante, totalmente, não se preocupando de maneira estéril com o que virá, e também não se posocupando com o que de negativo sucedeu.

A hora é agora.

Como ensina velha canção, "quem sabe faz a hora, não espera acontecer..."

Emmanuel, pelas mãos queridas de Francisco Cândido Xavier, assevera que hoje é o dia mais importante de nossas vidas; nem o ontem, que já vivemos com suas experiências, nem o amanhã que poderá surgir modificado...




Izaias Claro



Fonte: do livro "DEPRESSÃO - Causas, Consequências e Tratamento"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O REGENTE ESOTÉRICO DE VIRGEM



                                                   Virgem

Virgem faz referência à pureza da Matéria, e à capacidade desta de responder ao impacto do Amor de Deus sobre Ela. A Virgem (mãe-matéria) é essencialmente receptiva e sua resposta sempre depende da consciência que a habita. O corpo nunca nos dará as costas, somos nós que descuidamos dele. É necessário ter cuidado com o corpo, porque em sua generosa receptividade está o trampolim para a correta atitude, o caráter purificado que mais tarde será a base para a expressão do Amor inclusivo ou princípio Crístico.

Como no caso de um brilhante ou pedra preciosa, para que a Alma possa se expressar em plenitude, necessita de um longo e lento processo de adaptação, no qual a Mãe-Matéria é seu guardião e, ao mesmo tempo, a substância que alimenta o caminho.


Mercúrio: “o filho da mente”

Mercúrio é o governante da mente concreta e abstrata. Virgem (a mãe) protege e nutre o crescimento de referida mente e, através do tempo, Mercúrio (o mensageiro dos deuses) aprende a relacionar seu habitáculo material com as mensagens divinas, dirigindo assim a mãe-matéria para a expressão do Amor Puro. Isto é ser inteligente: saber harmonizar a realidade material com a espiritual.

Virgem, através de uma consciência “egoísta” pode trazer fracassos que levam à introversão, pois este signo de terra não é impositivo e extrovertido como seu signo anterior (Leão), é bastante introvertido e com tendência a reanalisar em excesso os erros próprios ou alheios que referida consciência crê que impedem o triunfo. O excesso é um sintoma de egoísmo e é precisamente no “fracasso” que se torna introvertido e onde reside a oportunidade (para a consciência preparada) de conquistar a transmutação. A análise honesta e a aceitação do que isso implica e com o consequente silêncio mental, é a antessala da verdadeira criatividade.

A introversão em Virgem é uma tendência natural, sua polarização ou atenção da consciência se põe nos profundos e silenciosos processos físicos (terra) internos, onde as formas básicas (lunares) de determinada vida devem ser postas em harmonia com a nova consciência da Alma que surge em contraposição com as velhas forças da consciência pessoal.

Quando a energia de Virgem é utilizada por uma consciência “generosa”, Mercúrio oferece poder discriminador e intuitivo para que a Matéria ou Personalidade primária possa ser bem construída. A palavra-chave em Virgem evoluído é CONSTRUIR, e para isso Mercúrio é nutrido pela matéria mas, ao mesmo tempo, ele, é seu governante. A receptiva substância, o material básico para construir, está simbolizada pelo regente esotérico de Virgem: a Lua.


A Lua: “a vontade de Deus para a manifestação na forma”

A Lua é o aspecto mãe da divindade que nutre e protege o Cristo ou Amor interno, assim relacionando consciência e forma. Esta relação constrói o que chamamos centros de autoconsciência (Leão – luz própria), primeiro passo para entrar no processo que mais tarde expressará o serviço altruísta (Aquário) e o sacrifício amoroso (Peixes) de um Filho de Deus.

Em Virgem a Lua é o receptáculo “feminino” onde a relação espírito-matéria é desenvolvida sob as leis da Mãe, neste sentido Áries é todo o contrário.

Quando o sujeito de Virgem (ascendente) é capaz de reconhecer em sua consciência a reação que produz o impacto das exigências da Alma em seus corpos lunares, (físico-emocional-mental inferior) e, com este reconhecimento, na calma e escura profundidade das sensações, consegue relacionar através da Mente superior Mercurial a vida da personalidade com a intenção da Alma, estará construindo uma nova forma de expressão, mas em consonância com a vontade de Deus

É evidente que esta atitude interna se baseia em uma dualidade, na qual a matéria deve se acostumar ao novo poder representado pela “energia da Alma” em detrimento de sua velha e boa amiga: “a força da personalidade”. O Dom de Virgem foi expresso por Jesus quando, aos 12 anos se afastou da proteção de Maria para ir ao templo compartilhar com os Sábios: “devo me ocupar dos assuntos do meu pai”. Jesus mostrou aqui uma inflexão dando prioridade ao desenvolvimento de seu Cristo interno frente às obrigações da personalidade, simbolizadas pelas até então naturais exigências da Mãe.


A frase- chave:


“Eu sou a mãe e o filho, Eu, Deus, matéria sou”

Nestas palavras podemos observar um criativo jogo de palavras que mesclam a divindade com a matéria, sem esquecer do Eu, o princípio Alma, que une graças à sua capacidade de empatia com os diversos conceitos: Matéria, mãe - filho, Deus, ….. Eu compreendo os dois, e minha identificação com eles me permite o processo de união para ser Eu.

Este Eu é Mercúrio, o filho da mente, a luz da Alma, o fio condutor capaz de reconhecer e mesclar a divindade entre a Matéria e Deus.




Astrologia:

Em astrologia, a Lua está especialmente “forte” em quatro signos:

  • Em Touro ela mostra o poder das “sensuais” formas externas geradoras de desejo.

  • Em Câncer ela mostra o poder da emoção velada pelo corpo físico (somos 70% de água).

  • Em Virgem a Mãe Lua é a inércia protetora da Substância-Matéria, oferecendo o calor interno para o longo processo de “construir” um filho-Deus.

  • Em Aquário a forma Lunar mostra seu esplendor na expressão de um serviço fraternal e inclusivo. Aquário é a liberação externa do trabalho interno de Virgem.

Netuno, Júpiter e Vênus perdem poder neste signo, devido a que, na profundidade e escuridão da matéria, caverna ou cocho estes planetas não podem brilhar. Somente Mercúrio (o filho da mente) é capaz de mostrar sua exaltação, regendo através da razão pura (intuição) a Matéria Mãe (Lua). Mais tarde, quando a sabedoria interna alcança certo nível de expressão externa, graças ao cuidado e purificação da formas, estes três planetas acima indicados poderão expressar seu justo poder. 

 

Raios através de Virgem:

O II Raio de amor-sabedoria,(Júpiter), em uma consciência evoluída pode ser muito bem expresso através de Virgem, devido à capacidade de referida consciência de conseguir que a matéria, a parte mas grosseira e profunda da manifestação, responda ao impacto do Amor externo. Aqui o II Raio através de Virgem centrado em Júpiter demonstra que Deus reside em todas as partes.

O IV Raio de beleza através do conflito está presente na relação Lua(mente inferior) e Mercúrio(mente superior) oferecendo através disso circunstâncias e dificuldades para alcançar a harmonia.

O I Raio de vontade também está presente,através de Vulcano velado pela Lua, mas em sua forma construtora positiva. A persistência, resistência e poder de redimir ou transmutar a matéria são qualidades de primeiro raio.

O VI Raio de devoção também deve ser levado em conta, pois muitas vezes, quando falamos de Virgem, a Lua também vela Netuno, dando a entender o poder que têm as emoções, e sua correta direção para um ideal, nas importantes primeiras etapas de crescimento interno.

O IV e VI raios estão mais presentes nas primeiras etapas de crescimento, assim como o II nas últimas. A persistência e o poder do I Raio é uma constante em todas elas.



Fonte do Texto e das Gravuras: 
LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2013/08/o-regente-esoterico-de-virgem.html

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

OTIMISMO

Geralmente quando nos deparamos com problemas, nossa mente se vê aprisionada em preocupações e medo. 

Por causa disso, os problemas parecem ser maiores do que realmente são e perdemos a habilidade de encontrar soluções e trabalhar construtivamente. 

Quando reconheço um problema, o primeiro passo é sorrir para mim. 

Quando estou certa de que estou feliz internamente sei que a situação passará e que terá algo a me ensinar. 

Assim as soluções vêm de forma rápida e fácil. 

Ao considerar obstáculos como um jogo sou capaz de superá-los enquanto sorrindo e cantando.




Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal