sábado, 31 de dezembro de 2016

DECISÕES PARA O ANO NOVO

O Modo Certo de Reiniciar um Ciclo da Vida


“… A nossa vontade opera na verdade em todas as partes da nossa vida física, embora talvez não possamos perceber e compreender o processo.”


Todos indubitavelmente já tomaram decisões alguma vez na época do Ano Novo, e todos, sem dúvida, já falharam ao tentar cumpri-las. Deve haver alguma razão para as nossas falhas, assim como para o fato de que em certa época do ano temos uma inclinação a tomar decisões.

Estas razões estão ocultas nas profundezas do nosso próprio ser.

Talvez, sem que saibamos, nós tenhamos uma percepção natural da lei oculta ao olharmos para este período específico do ano. Os antigos celebravam o chamado “nascimento do Sol”, ou o retorno do Sol, que começa – no hemisfério norte do planeta – dia 21 de dezembro. [1] Eles sabiam que todas as forças ocultas da natureza têm uma tendência a crescer e a elevar-se a partir do retorno do Sol. Quando os raios solares ficam mais quentes e mais fortes, todas as outras forças que acompanham o Sol e que estão presentes em nós se fortalecem em nosso interior. [2] Na onda crescente de renovação psíquica e espiritual, tudo o que desejamos fazer ganha  um impulso maior do que nas outras épocas do ano.

A razão para o fracasso em nossas decisões pessoais está no fato de que não entendemos nossa própria natureza. Consequentemente, não somos capazes de usar a força e a influência que há em nosso interior, do ponto de vista físico, e nos parece difícil cumprir decisões de qualquer tipo. Nosso primeiro erro é tomar decisões negativas. Nós dizemos: “não vou mais ingerir bebidas alcoólicas”, “não vou mais mentir”, “não vou mais fazer isso ou aquilo”. Mas a decisão certa a tomar é – “eu vou fazer isso ou aquilo” – indo além da situação atual.

Neste caso fazemos uma afirmação direta da vontade, enquanto na outra forma adotamos uma posição apenas negativa. Talvez tenhamos pensado, em relação aos outros ou a nós mesmos, que não fazer uma série de ações questionáveis é suficiente para ser “bons”. Nesta situação, na verdade, apenas não seremos maus. É uma posição negativa. Mas a verdadeira bondade é uma posição positiva.

Para colocar em prática nossas decisões em relação ao novo ano, devemos evocar a vontade do ser humano, porque a vontade não pode ser bloqueada por qualquer forma de obstáculo. No entanto, aqui não estamos usando a palavra “vontade” no sentido convencional. Temos a tendência a pensar que uma pessoa muito determinada na busca dos seus próprios objetivos possui “uma vontade forte” e é muito definida em seu caráter, mas este tipo de pessoa mostra apenas uma forma de vontade.  Este tipo de indivíduo tem desejos muito fortes, e é guiado por eles, mas não possui Vontade.

Há muitos aspectos da Vontade. Alguns deles são difíceis de reconhecer. O próprio desejo de viver é um aspecto sutil da Vontade. Se o desejo de viver não estivesse presente, não viveríamos. Não é o corpo físico que nos mantém aqui, mas o desejo de viver. Atrás da Vontade, há sempre o Desejo. De algum modo, cada um dos órgãos e processos corporais do ser humano tomou forma através de um esforço consciente. Até o processo de digerir,  o processo de assimilar, o esforço das batidas do coração e as várias qualidades e funções de todos os órgãos foram produzidos como resultado de esforços conscientes. Hoje temos órgãos que trabalham automaticamente, enquanto focamos nossa consciência, nossa percepção e atenção em outras direções. Deste modo, a nossa vontade opera na verdade em todas as partes da nossa vida física, embora talvez não possamos perceber e compreender o processo. Há também uma fase mental da vontade que deve ser cultivada através da prática: a atenção fixa, ou concentração em determinada direção, de modo a produzir certos resultados desejados.

A real e verdadeira Vontade é conhecida como Vontade Espiritual. Ela voa como a luz e corta todos os obstáculos tal como uma espada afiada. É esta Vontade, surgindo da mais elevada parte espiritual da nossa natureza, que faz com que o ser humano seja um processo de evolução. A evolução avança de dentro para fora, através de todos os tipos de substâncias, e continua a produzir instrumentos neste estado material. Todos os poderes que existem ou que podem existir – ainda que expressos precariamente – estão presentes, em potencial, no plano espiritual da natureza. Nós aproveitamos nossa natureza espiritual em uma pequena medida porque a maior parte de nós tem suas ideias tão presas à existência material que enxerga a vida como se ela fosse apenas a existência material. 

Houve um tempo em que tínhamos consciência da nossa natureza espiritual. À medida que fomos descendo através dos planos da matéria até a condição de hoje, fizemos um progresso intelectual às custas da  percepção espiritual. Com nosso intelecto, sempre raciocinamos desde as premissas até as conclusões, enquanto que a natureza espiritual tem o poder de conhecer diretamente a natureza de qualquer coisa que seja observada. Assim, nosso ganho intelectual ocorreu ao lado da perda da percepção espiritual, e é inútil que a teologia, a ciência e a psicologia tentem avançar desde as percepções físicas e pessoais para obter uma compreensão do que o ser humano é na realidade: segundo tais campos de conhecimento, as causas psicológicas são apenas reflexos das ideias físicas. Na realidade, para compreender a nós mesmos, devemos começar desde o ponto mais alto da nossa natureza, reconhecendo em primeiro lugar que tal ponto existe, e em seguida mantendo a força de tal reconhecimento. Começamos a ver a luz através da própria afirmação da natureza espiritual.

Tal como estamos hoje, sempre usamos nossa vontade ao longo da linha dos nossos desejos e daquilo que gostamos e não gostamos, pensando erradamente que esta é uma base adequada para o pensamento e a ação. O realmente necessário é um alicerce verdadeiro para o nosso pensamento.

Devemos eliminar a falsa ideia de que se somos criaturas fracas, que tendem ao erro e possuem todas as falhas dos nossos pais e avós, isso ocorre porque nascemos assim.

É necessário destruir a ilusão mental de um criador externo. Devemos entender o propósito da vida e compreender que somos o produto de muitas das nossas próprias vidas anteriores.

Devemos reconhecer que a evolução ocorre de acordo com a lei. A lei reúne em si verdade e compaixão, e opera por toda parte. É porque esta lei funciona em um ciclo sempre renovado que nós tomamos decisões para o Ano Novo. Podemos colocar na prática estas decisões, se compreendermos e usarmos a lei da repetição cíclica. (….)


Algumas Decisões a Tomar

Devemos, portanto, tomar uma grande decisão. Devemos decidir que buscaremos o conhecimento, e que pensaremos e agiremos corretamente.

Devemos decidir que obteremos algo daquele conhecimento que sempre existiu; o conhecimento de que o ser humano permanece sendo um ser espiritual através de todas as flutuações do reino da matéria.

À medida que confiamos cada vez mais no Eu superior, começamos a expressar e usar o poder que nós já temos; e este poder é muito maior do que imaginamos.

Podemos ajudar a nós mesmos colocando em prática as sugestões contidas nos ensinamentos teosóficos. Elas são sugestões dos Mestres. Assim, à medida que o poder estabilizador da vontade é mantido ao longo da linha em que desejamos agir, surge uma ajuda mais direta dos Irmãos Mais Velhos da nossa humanidade. A cada momento do dia e do ano, eles estão dispostos a encontrar aqueles que tiverem uma visão suficientemente clara para ver o seu verdadeiro destino, e que tiverem um coração suficientemente nobre para trabalhar pela grande órfã, a humanidade.




Robert Crosbie



Fonte do Texto e da Gravura: do Blog "Filosofia Esotérica"
http://www.filosofiaesoterica.com/




Nota Editorial:

O artigo foi traduzido do volume “The Friendly Philosopher”, de Robert Crosbie, Theosophy Company, Los Angeles, 1945, 415 pp., pp. 310-314. O texto conclui mencionando o fato de que, segundo os Mestres de Sabedoria, a humanidade em seu conjunto é a grande órfã, já que poucos indivíduos pensam no bem dela como um todo. Muitos sofrem de grave ignorância espiritual e pensam apenas em si mesmos isoladamente. Acrescentamos duas notas explicativas. (Carlos Cardoso Aveline)




NOTAS:

[1] No hemisfério norte, a época do Natal marca a retomada de força por parte do Sol, após o período mais forte do inverno. No hemisfério sul, por outro lado, o período de 21 a 25 de dezembro corresponde ao momento em que a luz do sol, depois de chegar ao seu auge, passa lentamente a perder força, preparando o outono e o inverno. Há uma simetria entre os hemisférios norte e sul do planeta. Com o decréscimo cíclico da luz física, que começa na época de Natal no hemisfério Sul, a vida passa a se recolher. Este recolhimento abre espaço para a luz sutil da alma imortal – o sol interior. 

[2] Além do ciclo solar, há o fator numerológico. Segundo a teosofia, os números têm poder oculto. Os primeiros dias do primeiro mês do ano possuem o dom de inaugurar tendências que abrirão caminho e durarão, potencialmente, por todo o ciclo de doze meses.

A PAZ É DESTRUÍDA PELO EGO

De que serve uma montanha de conhecimento livresco se você não pode assegurar a verdadeira felicidade como um ser humano? Não cuidará Deus de alguém que coloca fé no Divino? O que se consegue com preocupação incessante em ganhar a vida, esquecendo-se do Senhor que permeia tudo? Todo mundo clama por paz dizendo: "Eu quero paz". Mas a paz pode ser encontrada no mundo externo, que só é preenchido com pedaços? A paz deve ser encontrada dentro de si mesmo ao se livrar do "eu" e do desejo. A paz está sendo destruída pelo ego e pelos desejos insaciáveis. Restrinja seus desejos. Você deve reduzir desejos e cultivar vairagya (desapego) para que você possa ter verdadeira paz de espírito. O homem é assombrado por intermináveis preocupações de muitos tipos. Somente voltando a mente para Deus, alguém pode se livrar das preocupações. Enquanto o Senhor está sempre ao lado do homem, ele está procurando por Deus em todo o mundo. Ao explorar o externo, você nunca pode purificar o interno. (Discurso Divino, 25 de dezembro de 1989)




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Tumblr.com

SOMOS LEGATÁRIOS DAS NOSSAS OBRAS

Pesquisando aqui e ali esbarrei com histórias curiosas. Uma delas foi o recente reencontro entre dois amigos (ex-jogadores de futebol) que se uniram deslumbrados pela bola e após abandonarem os gramados seguiram rumos opostos. Seus nomes? Ronaldo Souza e Carlos Eduardo se conheceram na década de 1990 no pequeno time da Portuguesa da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Contudo a vida dos dois tomaria caminhos diferentes: Carlos virou magistrado e Ronaldo traficante de drogas. Decorridos quase 20 anos, o caminho dos dois se cruzou outra vez e, graças à intervenção de Carlos (o magistrado), Ronaldo (o criminoso) ganhou o benefício de trabalhar fora da cadeia. [1]

A história dos dois começou na juventude. Além da Portuguesa, a dupla atuou junto em outros times pequenos do Rio. Carlos jogava mais pela ala esquerda e Ronaldo era centroavante. Posteriormente, separados, eles passaram por vários clubes do Brasil. Carlos jogou no Vila Nova, Aracruz e União Barbarense, mas percebeu que o futebol não lhe daria equilíbrio financeiro. Estudou muito e se formou em direito e em seguida passou no concurso de juiz. Hoje, é o titular da vara de Execuções Penais e cuida dos cerca de 25 mil presos do Estado do Rio.

Ronaldo, porém, nos últimos anos de carreira, já desmotivado, começou a se envolver no submundo do crime. Foi preso em 2003. O processo criminal de Ronaldo caiu na mesa de Carlos em dezembro de 2014. Com um atestado de bom comportamento na prisão, Ronaldo solicitava o benefício de trabalhar fora da cadeia. Carlos, impedido de decidir por ter laços de amizade com Ronaldo, deixou o processo nas mãos de outro juiz. Mas, como titular da vara, foi ele quem assinou o documento que oficializou o benefício.

No dia do reencontro no fórum, Ronaldo parecia tenso, constrangido, mas a gratidão no rosto e nas palavras prevaleceram. Pronunciou ao amigo e então meritíssimo juiz que “na lei da semeadura colhemos o que semeamos, então temos que procurar plantar coisa boa, pra colher coisa boa, sei que infelizmente não plantei o melhor”. Após agradecer a oportunidade e relembrar os momentos de jogador, o tão esperado momento de sair do carceragem enfim aconteceu. 

Outro episódio singular ocorreu na corte de justiça de Miami nos EUA, quando dois ex-colegas do “ginasial” se reencontraram em situações de vida bastante adversas. Em uma sessão, a juíza Mindy Glazer reconheceu Andy Booth (acusado de assalto e distúrbios na ordem de trânsito) – como seu ex-colega de turma. O acontecimento (difundido pelo You Tube) e citado pela imprensa internacional foi ainda mais impactante quando a juíza pronunciou, em palavras francas, que Booth era “o cara mais legal da escola”. Entretanto, diferente do desfecho entre o juiz Carlos e o traficante Ronaldo, ocorrido no Rio de Janeiro, lá nos EUA o assaltante Booth chorou muito diante da ex-colega de ginásio quando a reconheceu. A juíza Glazer lastimou a situação do ex-colega de escola e aplicou-lhe a penalidade cabível, emitindo sinceros votos para que Andy conseguisse mudar o próprio futuro. [2]

Tais fatos incomuns e inesperados foram amplamente divulgados, e valem como uma sentença para reflexões: a todo momento devemos fazer opções na vida e as alternativas cotidianas edificam nossa história. Gradativamente vamos bancando nossa caminhada e cada dia em que preenchemos os espaços da experiência com boas decisões precisa ser celebrado. A conquista de uma situação social digna e segura é erigida palmo a palmo, dia após dia, insistindo no caminho do esforço e do bem.

Na Lei de Causa e Efeito estão compendiadas as dinâmicas que harmonizam as demandas ético-morais. Compreendemos que a justiça humana está apoiada na legislação terrestre, sob códigos judiciais instituídos pelos juristas. Quando há uma demanda qualquer, os conhecedores desses códigos analisam o processo, julgam e decidem os corretivos aplicáveis ao réu. A justiça dos homens se alicerça no arbítrio e segundo a visão dos meritíssimos.

Contudo, considerando a justiça divina a apreciação das infrações tem outra conotação. Os efeitos dos atos se dão de forma direta e natural, sem intercessores. Numa falta, a punição se situa de modo adequado e interrompe espontaneamente, com os mecanismos do arrependimento eficaz, da expiação e da reparação do erro. 

Nos códigos da justiça divina não há dois pesos e duas medidas. Inexiste espaço para injustiças e as leis são inabaláveis e não podem ser burladas. As leis divinas não admitem exceções, nem concessões. Todavia, como reconhecer essas leis? Ora, auscultando a consciência, que é onde está escrito o código divino. 

Se sabemos que as consequências dos nossos atos ocorrerão, que somos herdeiros das nossas obras, podemos suscitar, se quisermos, efeitos suaves para o futuro. Se hoje padecemos as sequelas de atos equivocados já cometidos, basta enfrentar os efeitos, sem nos queixar dos sofrimento, e agir com um comportamento ético-moral harmônico com o resultado que aspiramos conseguir amanhã. 

No campo moral a justiça divina rege a vida humana, distribuindo a cada um segundo as próprias obras, sem intermediários. Destarte, se desejamos um futuro próspero, procuremos acertar nossos passos em consonância com a consciência, que é sempre um guia infalível onde estão grafadas as leis do Criador. 

E, se não tivermos certeza de como agir corretamente, recordemos aquela regra de ouro: “façamos aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem” [3], e não há como errar.




Jorge Hessen





Fonte: do Blog "Artigos Espíritas"
https://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br/
Fonte da Gravura: 
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgVy31ig-OZXSlMy_JKQhXn4l6PLDXBHKtLFj7YHn-GndXhrVra1ryfahsFN2sdD7J9wfqys1C0ZdTA-nv2qAbazg1jQkYbO2TSrR8Kt1NnDc4ckMTCzKu9ze2xNu7dv5KKsALqncjjiVk/s1600/aaa.jpg





Referências:

[1] Disponível em http://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/2013/08/o-traficante-e-o-juiz-um-reencontro-anos-apos-abandonarem-o-futebol.html acesso 28/07/15

[2] Disponível em http://revistamarieclaire.globo.com/Web/noticia/2015/07/suspeito-de-roubo-chora-em-julgamento-ao-reconhecer-que-juiza-era-sua-amiga-de-escola-assista.html acesso em 28/07/15

[3] Mateus 7:12

O CAMINHO DAQUELE QUE ENTRA NA VIDA ESPIRITUAL

Longo e difícil é o caminho daquele que entra na vida espiritual. Mas o seu trabalho pode resumir-se em algumas palavras: em vez de deixar a sua natureza inferior, instintiva, animal, assumir preponderância, para o dominar e o afastar continuamente do Paraíso, ele esforça-se por dar sempre a última palavra ao espírito, por se submeter às leis do espírito, para que as forças da eternidade venham reinar nele. O espiritualista trabalha, assim, para introduzir na sua existência quotidiana elementos sutis, quintessências que ele possui na parte mais elevada do seu ser. Por intermédio dos seus pensamentos, dos seus sentimentos, da sua fé, dos seus esforços, ele alimenta a centelha que existe no seu interior; ele acrescenta, ao desenrolar comum dos acontecimentos, algo que jorra, que irradia, e no qual se manifesta a presença do mundo divino.




Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Tumblr.com

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

AS DOZE NOITES SANTAS (7ª NOITE - 30/31 dezembro)

De novo temos o nascer do sol que anuncia o novo dia, e no final deste o cair da noite. Uma nova estrela brilha no céu emanando luz da Constelação da Virgem, o portal do qual emanam as forças dos Kyriotetes, os Seres da Sabedoria, também chamados Domínios.

Na evolução, eles acordaram ao perceber a existência de outros Seres, para os quais criaram então o espaço do acolhimento. Estamos ainda no âmbito da segunda hierarquia, os Seres que acolhem e realizam os planos divinos. As forças do Signo da Virgem configuraram o ventre, que é um aspecto físico do feminino que pode receber e gerar outro ser. A alma, a nossa vida interna também tem esta qualidade do feminino, de levar para dentro, de acolher no íntimo e de guardar a nossa essência, o nosso Eu.

A Virgem é a imagem terrestre da Alma cósmica, a Sofia, e ela é considerada virgem porque corresponde a um aspecto de nossa alma que permanece intocada pelas necessidades terrestres, e pode então acolher e gerar o Espírito individualizado em nós. Isto significa um estado de entrega e doação constantes, de cortesia e polidez.

Na sétima Noite Santa através do portal da Virgem recebemos os impulsos espirituais dos Kyriotetes, que são capacidades de criar o espaço para algo novo Ser gestado no íntimo, e de encontrar forças a partir do seu próprio interior, para fazer desabrochar a sua vida.

Nesta noite concentre-se, como faz a semente, na essência do que você quer realizar. Da região da Virgem, os Kyriotetes, Espíritos de Sabedoria, trazem a você a capacidade de encontrar forças a partir do seu próprio interior, para fazer desabrochar a sua vida.





Texto de Rudolf Steiner e Serguei Prokoffief
Pesquisa Edna de Andrade






Fonte do Texto e da Gravura: www.noitessantas.com.br
Via Biblioteca Virtual da Antroposofia
http://www.antroposofy.com.br/

ACESSAR A CERTEZA

O que é ter certeza?

Ter certeza é saber que, seja o que for que encontremos em nossas vidas, independente de quanto desagradável ou difícil, é para trazer benefícios ao nosso crescimento espiritual.

Essa certeza não acontece quando as coisas vão muito bem. Afinal, se tudo estiver correndo bem em nossas vidas, se tivermos tudo que precisamos, para que precisaríamos dessa certeza?

Cada um de nós vem a esse mundo com seu próprio pacote: sua própria energia, seu próprio trabalho, sua própria posição no Jogo da Vida. Para a maioria de nós, o caminho para alcançar o que nascemos para fazer está repleto de desafios.

O valor de ter Certeza na Luz reside em entendermos que, quanto maior o desafio, mais esforço é necessário para alcançar o lugar de nosso crescimento, e mais energia existe guardada para nós dento do processo.

Esperamos que, por meio das lições que aprendemos em nossas jornadas, obtenhamos a capacidade de dar um passo atrás e olhar para a situação e dizer: ”Embora esta situação pareça ser difícil, eu sei que de alguma maneira é uma oportunidade para eu crescer.”

É essa certeza que nos permite dizer: “Não sei como aquela porta vai abrir, mas eu sei que abrirá.”




Karen Berg





Fonte: Centro de Kabbalah
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Tumblr.com

O SONO E OS SONHOS (A Consciência Superior do Ser Humano)


Há alguma coisa em nós que entra no estado chamado de sonho, no estado chamado de sono, e no estado chamado de morte. Nenhuma compreensão pode ser obtida dos estados a que passamos, e dos quais emergimos, exceto com base na ideia de que existe um Ego, um pensador, um observador, um conhecedor, um experienciador, que ingressa nos estados e emerge deles, e de que este Ego, o verdadeiro ser humano, preserva a sua integridade em todos eles.

Nós somos mais do que qualquer um dos estados em que ingressamos, por mais admiração que possamos ter por algum destes estados. Mesmo se imaginarmos que já alcançamos, ou que podemos alcançar o estado mais elevado de inteligência e ação – aquele que chamamos de  divino – somos nós que ingressamos nele. Assim, uma compreensão dos estados nos quais ingressamos só pode ser obtida quando reconhecermos que existe um Algo em nós que atravessa todos aqueles estados; devemos, portanto, tentar entender o que é este algo, e começar o esforço exatamente onde nós estamos agora. Não podemos começar de qualquer outro lugar ou posição que não seja aquele em que estivermos no momento.

O que descobrimos, então? Que somos uma identidade continuada. Já passamos por muitas mudanças desde o nascimento até agora, mas nossa identidade não mudou, sejam quais foram as mudanças pelas quais ela necessitou passar. Quando temos este fato claramente fixado em nossas mentes, alcançamos o ponto da percepção de que há uma natureza imortal em cada um de nós; de que ela é divina em sua essência, e de que não é sujeita a mudanças, mas imutável.

Entramos no estado de sonho logo que saímos do corpo, antes de passar para o estado de sono sem sonhos; e, antes de acordar, ele é novamente o estado de transição, ao qual nós retornamos antes de reassumir o estado de vigília no corpo. Sabemos que temos todos os sentidos durante os sonhos, embora o corpo esteja quieto, e os órgãos dos sentidos não estejam sendo usados. Podemos ver e sentir; nós escutamos, falamos e agimos, assim como fazemos no estado de vigília, mas sem usar os órgãos físicos associados com estas sensações e ações. Isto mostra que estamos conscientes, vivos, que existimos, embora o corpo não perceba coisa alguma. Sabemos, além disso, que a nossa identidade não é perturbada pelo ingresso no estado de sonho; somos nós mesmos, e mais ninguém, que está vivenciando aquele estado.

Sabe-se que o estado de sonho dura muito pouco, se comparado com o estado de vigília. É sabido que podemos vivenciar no sonho o que parece um período muito longo de tempo, embora a experiência não dure mais do que alguns segundos de acordo com o relógio. Há uma parte do descanso de uma noite, de longe aquela parte que é a maior, que só é conhecida por nós, durante o estado de vigília, como “o sono sem sonhos”. Este é apenas o sono do corpo. O corpo fica então quase como se tivesse sido inteiramente abandonado. No entanto, o ser deve estar em algum lugar, porque ele existe o tempo todo, e é consciente, tendo a mesma identidade. Se isso não fosse verdade, nós não acordaríamos, ou então, ao acordar, haveria outro ser completamente diferente.

Os psicólogos ocidentais não foram além destas ideias, em  relação a sono e sonho. [1] Eles não sabem o que já era sabido eras atrás e ainda é conhecido hoje por alguns; que o Ego, o homem, o pensador, está mais completamente ocupado, e está mais em seu verdadeiro ser, durante o sono sem sonhos do corpo, do que em qualquer outro momento. Por isso já se disse que o dia claro do corpo é a noite da alma, e a noite do corpo é o dia claro da alma. Quando o corpo adormece, o verdadeiro homem fica ativo ao máximo, com o grau maior de inteligência, mas pensando e agindo em um plano diferente dos planos que conhecemos durante a existência comum em estado de vigília.

Nada sabemos sobre o sono, embora digamos que passamos por esta experiência. O que sabemos é que estamos ficando sonolentos – isto é, que o corpo está ficando exausto – mas o sono nunca vem a nós. Estamos acordados durante o dia; estamos conscientes; pensamos. Mas, quando acordados, a nossa capacidade de ver e saber se aplica quase exclusivamente a coisas externas de tipo material, de modo que aquilo que chamamos conhecimento – conhecimento do estado de vigília – é, praticamente, uma aplicação de todas as nossas forças à existência física, e só a ela. Quando dormimos, o que ocorre?

Durante aquele intervalo, sabemos que o corpo está absolutamente sem responder a qualquer coisa externa. Não sabemos nem sentimos qualquer coisa que aconteça a nossos amigos. Podem ocorrer as piores calamidades ao nosso redor, mas nada saberemos sobre elas até que retomemos o controle do corpo. No entanto, devemos estar vivos, conscientes, e com a mesma identidade. Isto coloca as nossas mentes diante da questão de por que, ou como, ao acordar, nada sabemos daquela atividade em planos mais elevados e completamente diferentes, durante o sono profundo do corpo.

Temos dentro de nós, em estado suspenso, mas não esquecido nem inacessível, todo este conhecimento. Ele está registrado e inscrito em nossa natureza imperecível tão verdadeiramente quanto qualquer outro registro pode ser feito – qualquer coisa pela qual tenhamos passado, cada aspecto da experiência, do conhecimento que tenhamos alguma vez  adquirido. Quando dormimos – isto é, quando o corpo dorme – nós voltamos àquela fonte de conhecimento que está dentro de nós; mas não “despertamos” pela manhã nem um pouco mais sábios. Como pode ocorrer que, possuindo um tal conhecimento, possuindo os poderes que pertencem ao Espírito imortal, à Inteligência divina, nós não possamos usá-los, e não sejamos sequer conscientes da sua presença em nós?

Há uma lei conhecida como Carma, a lei da ação e da  reação, que tem sido enunciada da seguinte maneira: “O que se planta, se colhe.” Nós pensamos e atuamos, enquanto estamos no corpo, de um modo a produzir um instrumento que contradiz a nossa verdadeira natureza. Empregamos o poder da nossa inteligência para avaliar e usar coisas materiais – coisas que pertencem a um nível de existência inferior ao nosso próprio – e assim ficamos envolvidos com tais objetos. O cérebro que usamos responde quase inteiramente a estas ideias inferiores, de modo que, quando retornamos a ele, ao acordar, não há nada no cérebro que possa receber a mais leve impressão ou registro daqueles níveis de consciência pelos quais passamos.

Se somos seres que passam por altos níveis de consciência durante o sono, como poderemos, em algum momento, recuperar o conhecimento deste nosso patrimônio? Se nos dizem que somos naturalmente divinos e não terrestres; que temos um passado imenso; que temos planos de consciência mais altos do que este e capacidade de agir naqueles planos – qual é o efeito disso sobre nós? O que isso nos transmite? O que isso desperta em nós? Isso não nos faz olhar a vida de um ponto de vista diferente daquele que estamos, até agora, acostumados a adotar?

Tudo o que fazemos na vida e cada resultado que colhemos é governado por alguma atitude mental que adotamos diante da vida. Se alguém é ateu, digamos, ou materialista, e pensa que a vida começou com este corpo e vai terminar com ele, todos os seus pensamentos e ações estarão sobre esta base. Mas se o indivíduo troca esta ideia pela premissa de que ele é imortal em sua natureza essencial, então este fato começa, por si mesmo, a provocar uma transformação.

O importante não é o que vivemos, mas o que aprendemos com a vida. O que devemos desejar é conhecimento, e não conforto ou posição social. Nós desejamos conhecer porque, ao ter conhecimento, percebemos a coisa certa a fazer e os pensamentos corretos a alimentar. Já que pensamos o tempo todo, estamos tendo sempre pensamentos bons, maus ou indiferentes; e nossas ações são boas, más ou indiferentes – conforme nossos pensamentos. Se começamos a pensar corretamente, damos uma direção àquela Força Espiritual que é a própria essência da nossa natureza. Se um homem pensar corretamente, se pensar e agir sem egoísmo, ele seguramente abrirá circuitos em seu cérebro que levarão a uma percepção e uma compreensão cada vez maiores da sua própria natureza. Quando alcançar determinado ponto, ele será capaz de perceber que, seja qual for o estado da sua consciência – em vigília, sonhando ou em sono sem sonhos, e ainda que o corpo tenha passado para o estado chamado de morte – não há cessação para ele.

Supondo que sejamos capazes de passar do estado de vigília para o sonho; do sonho para o sono; do sono para a morte; e da morte para o renascimento em outro corpo – e que passemos por todos estes estágios e mudanças sem uma só perda de memória, de modo que possamos não só manter uma memória intacta ao ir de estados inferiores para superiores, mas também trazê-la conosco ao vir de estados superiores para inferiores, ao longo de cada plano, e trazendo o conhecimento neste ou em outro corpo – o que seríamos nós? Seríamos, neste caso, exatamente o que somos. Saberíamos a relação que existe entre este plano e todos os outros. Poderíamos ler os corações das pessoas. Poderíamos ajudá-las a adotar um ponto de apoio mais elevado. Não seríamos mais iludidos pelas ideias que motivam a maior parte das pessoas. Não lutaríamos mais por destaque ou posições sociais. Lutaríamos apenas por conhecimento, e por todo tipo de condições que nos permitissem ser mais capazes de ajudar e ensinar aos outros. Quer estivéssemos em um corpo ou fora dele, nós estaríamos junto à Divindade o tempo todo.

É para despertar os seres humanos para uma compreensão da sua própria natureza e para o uso correto dos seus poderes que a Teosofia foi trazida novamente até eles, como foi feito em uma época após a outra, por Aqueles que são maiores do que nós – Aqueles que passaram pelos mesmos estágios em que estamos agora – nossos Irmãos Mais Velhos, os Cristos de todos os tempos, as Encarnações Divinas. São eles que vêm para lembrar-nos das nossas próprias naturezas; e para despertar-nos para a ação, de modo que o que realmente somos possa ser conhecido e expressado por nós aqui, neste plano físico mais inferior, no qual estamos realizando nosso destino – um destino feito por nós mesmos, um destino que só pode ser mudado por nós, pelo próprio poder daquele Espírito que nós somos.

Ninguém pode saber coisa alguma através de outra pessoa. Cada um tem que saber por si mesmo. Cada um deve fazer o seu próprio aprendizado. O objetivo da Teosofia é ensinar e mostrar ao ser humano o que ele é, e apresentar a ele a necessidade de que conheça a si mesmo. Nenhuma salvação vicária, nenhuma transmissão indireta de conhecimento é possível. Mas pode ser indicado o rumo em que se encontra o conhecimento; os passos que nos levarão naquela direção podem ser mostrados; e isso só pode ser feito por quem já trilhou o caminho antes. É exatamente essa tarefa que está sendo feita. Este tem sido o procedimento de todos os salvadores da humanidade. É a doutrina de Krishna, de Buddha, de Jesus, e também a doutrina de H. P. Blavatsky. Os dois ensinamentos que o Ocidente necessita mais urgentemente são os do Carma e da Reencarnação, isto é, as doutrinas da esperança e da responsabilidade. Carma, a doutrina da responsabilidade, significa que tudo o que o homem plantar, colherá. Reencarnação, a doutrina da esperança, significa que, seja o que for que ele esteja colhendo agora, nunca haverá um tempo em que ele não possa plantar as sementes de algo melhor. O próprio fato de sofrer é uma bênção. O Carma e a Reencarnação nos mostram que o sofrimento é provocado por pensamentos e ações errados. Através da dor, podemos chegar a uma compreensão de que estávamos em um rumo equivocado. Aprendemos através do nosso sofrimento.

A vida é uma grande escola que ensina a Ser, e já chegamos a aquele estágio em que  é a hora de compreender o propósito da existência; de assumir firmemente o comando do nosso ser. É hora de usar todos os meios que estão à nossa disposição, nas diferentes dimensões – vigília, sonho, sono sem sonhos ou qualquer outro estado – para colocar toda a nossa vida em harmonia, de modo que o nosso instrumento inferior possa estar “alinhado”, e assim seja, cada vez mais, um reflexo da nossa natureza interiormente divina.




Robert Crosbie





Fonte: do Blog "Filosofia Esotérica"
http://www.filosofiaesoterica.com/sono-os-sonhos/
Fonte da Gravura: www.papoderespeito.com.br/saude/sono-durma-rapido-e-acorde-renovado/



O texto foi traduzido do livro “The Friendly Philosopher”, de Robert Crosbie, Theosophy Co., 1945, 416 pp., pp. 258-263, e publicado pela primeira vez na edição de fevereiro de 2008 de “O Teosofista”. Seu título original é “Sleep and Dreams”. (Carlos C. Aveline)



NOTA:

[1] Este texto foi escrito por Robert Crosbie entre 1909 e 1919.  (C. C. Aveline)

O DHARMA DO CORAÇÃO É O DHARMA SUPREMO

Um verdadeiro ser humano é aquele que segue e pratica o princípio da retidão (dharma). Queimar é a natureza (dharma) do fogo. Frio é o dharma do gelo. O fogo não é fogo sem queimar. O gelo não é gelo sem esfriar. Da mesma forma, o dharma de um ser humano reside em realizar ações com o corpo e seguir os comandos do coração. Todo ato realizado com pensamento, palavra e ação em harmonia é um ato de retidão (dharma). Uma vida reta (dhármica) é uma vida divina. Dizemos a palavra dharma sem conhecer sua verdadeira natureza e majestade. Dharma é de vários tipos: dharma de um chefe de família, de um celibatário, de um recluso e de um renunciante. Mas o dharma do coração é o dharma supremo. Este dharma do coração é, na verdade, o dharma da vida também. O Ramayana consagra em si mesmo a própria essência do dharma do indivíduo, da família e da sociedade. Na verdade, todo ser humano que encarna os ideais de Rama, de certa forma, é o próprio Rama. Por isso, é imperativo por parte de cada indivíduo cultivar os ideais de Rama. (Chuvas de Verão, 1996, Capítulo 2)




Sathya Sai Baba





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A MULHER ATLANTE

A Evolução pela qual as mulheres passaram no período Lemuriano, levou ao exercício de um importante papel dado ao sexo feminino na próxima raça raiz, a Atlante. Essa próxima raça apareceu sob a influência de entidades altamente desenvolvidas, familiarizados com as leis da formação de raças e capazes de orientar as forças existentes da natureza humana para  dar à luz uma nova raça. Desses seres falamos mais tarde; para o momento é suficiente dizer que tinham um poder e sabedoria sobre humanos. O que eles fizeram foi deixar de lado um pequeno grupo de seres humanos da humanidade lêmure e os destinaram a se tornar os ancestrais da seguinte raça Atlante. Eles foram isolados nos trópicos. Sob a sua orientação, os membros deste grupo foram instruídos para o controle das forças naturais.

Eles eram muito vigorosos e sabiam como obter os mais diversos tesouros da Terra. Eles podiam cultivar os campos e usar seus frutos para subsistir e adquiriram uma forte Vontade (força de vontade) por meio da disciplina a que haviam sido submetidos. A alma e o coração eram subdesenvolvidos, o que não acontecia com as mulheres que tinham um grande desenvolvimento da memória e fantasia e de tudo o que se relaciona a elas.

Os guias acima mencionados, fizeram que o grupo fosse dividido em grupos menores. Eles fizeram que as mulheres se encarregassem de ordenar e estabelecer essas comunidades. Graças à memória que possuíam, elas tinha adquirido a capacidade de fazer úteis as experiências e aventuras do passado. O que foi útil ontem levou a percepção que seria útil amanhã. Portanto, delas emanaram as iniciativas da vida em comunidade, e também os conceitos de “bem” e “mal”, já que sua vida reflexiva lhes tinham dado uma compreensão da natureza.

Observando a natureza, elas desenvolveram idéias em seu interior com as quais dirigiam as ações dos homens. Os guias tinham organizado tudo para que, através da alma feminina, é enobrecida e refinada a natureza volitiva e força vigorosa do homem. É evidente que temos de imaginar este começo como quase infantil. As palavras de nossa língua podem evocar muito facilmente representações da vida moderna.

Através da alma desperta das mulheres, os guias começaram a desenvolver a vida anímica dos homens. Na colônia que descrevemos, a influência das mulheres era, por conseguinte, enorme.

Tinham que recorrer a elas quando queriam ler os sinais da natureza. Todo o caráter da vida da alma feminina, estava, no entanto, ainda dominado pelas forças anímicas “ocultas” do ser humano. Nós não podemos descrever com precisão esse estado, apenas aproximadamente, como um estado de contemplação sonhadora naquelas mulheres. Em alguns sonhos elevados foram transmitidos os segredos da natureza e recebiam deles o impulso para a ação. Para elas, tudo tinha uma alma e lhe apareciam em poderes e aparições psíquicas. Elas se entregaram à teia misteriosa de forças psíquicas e o que as impelia a agir eram “vozes interiores” do que diziam as plantas, os animais, as pedras, as rochas, as nuvens, o sussurro das árvores etc.

Deste estado de espírito que surgiu o que chamamos de “religião”. Gradualmente começou-se a venerar e adorar o espiritual na natureza e na vida humana. Algumas mulheres conseguiram uma certa supremacia, porque elas podiam interpretar o que estava no mundo, com base em profundidades especiais misteriosas.

O que vivia dentro dessas mulheres poderia tornar-se uma espécie de linguagem natural. Porque o início da linguagem é um elemento semelhante ao cantar. O poder do pensamento foi transformado em som audível e o ritmo interior da natureza soou dos lábios das mulheres “sábias”. As pessoas costumavam se reunir em torno destas mulheres e suas frases, semelhantes a música, manifestavam expressões de poderes superiores. Com essas coisas começou a adoração dos deuses.

Nesse período, não se pode falar sobre o “significado” do que era falado. O que se percebia era som, tom e ritmo, e não se pensava em relacionar coisas a isso; simplesmente se absorvia na alma o poder do que foi ouvido. Todo o processo estava sob a direção dos guias superiores que inspirou as sábias sacerdotisas com tons e ritmos de uma forma que não podemos continuar a explicar aqui. Isto teve um efeito enobrecedor sobre as almas dos homens. Indiscutivelmente, assim, o homem começou a despertar a verdadeira vida anímica.

Com este cenário pode se ver belas cenas da Crônica do Akasha. Imaginemos uma delas: Estamos em uma floresta perto de uma árvore gigante, o sol nascendo no leste. A árvore, semelhante a uma palmeira, se eleva solitária e projeta longas sombras. A sacerdotisa voltada para o oriente, em êxtase, e está sentada em um assento feito de objetos estranhos e plantas. Gradualmente, em sequência rítmica, sons repetidos vêm de seus lábios. Um certo número de homens e mulheres estão sentados em um círculo em torno dela, seus rostos imersos em sonhos, absorvendo a vida interior do que estão ouvindo.

Pode-se ver outras cenas: Em um lugar, disposto da mesma forma, uma sacerdotisa “canta” em uma maneira similar, mas seus tons têm algo mais poderoso, mais potente. Aqueles a sua volta se movem em danças rítmicas. Porque essa era outra maneira pela qual a “alma” penetrou na humanidade. Os misteriosos ritmos da natureza que se podiam ouvir eram imitados pelos movimentos dos membros. Assim sentiam-se conectados com a natureza e os poderes que atuavam na mesma.





Rudolf Steiner






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Tradução: Leonardo Maia
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O SOFRIMENTO DOS JUSTOS

A maior parte das religiões ensinam que os nossos sofrimentos vêm de Deus: é Deus que envia provações aos justos, porque os ama, e é também Deus que persegue os maus, para os punir pelos seus erros e os obrigar a voltar ao caminho certo. Como é, na realidade? Existem leis imutáveis que regem o universo criado por Deus, assim como o seu funcionamento. Como o ser humano faz parte do universo, se ele transgride as leis, vai contra as forças cósmicas e sofre as consequências disso. Num certo sentido, pode-se dizer, pois, que Deus o pune. E, se ele se esforçar por compreender e respeitar sempre melhor as leis, as dificuldades que necessariamente encontra também são para ele uma causa de sofrimentos; mas estes sofrimentos que cada um encontra no caminho da evolução contribuem para o seu desenvolvimento interior. Por isso, pode-se dizer, igualmente, que Deus faz sofrer os justos: Ele fá-los sofrer porque é o seu amor que quer que eles cresçam, que eles se desenvolvam. Este amor também faz parte das leis cósmicas.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

AS DOZE NOITES SANTAS (6ª NOITE - 29/30 dezembro)

Temos o nascer do sol, a passagem de mais um dia e o cair da sexta Noite Santa. Uma nova estrela brilha no céu, irradiando da Constelação de Balança o portal através do qual emanam as forças espirituais dos Dynamis, também chamados de Virtudes, os Seres do Movimento! Continuamos no âmbito da segunda hierarquia. Na evolução, os Dynamis acordaram ao perceber o que estava ocorrendo a sua volta, e atuaram criando um equilíbrio dinâmico, uma correta relação, uma permanente reciprocidade entre as coisas. Estar em desequilíbrio significa estar separado, não está inserido na unicidade de todas as coisas. Suas forças configuraram a bacia, que é responsável pelo equilíbrio no manter-se ereto.

No trabalho biográfico estudamos a expressão da Balança por volta dos 28 anos, que é o marco de mudanças entre as forças do passado que nos carregaram até aí e as forças do futuro que trazem a possibilidade de uma nova expressão da nossa individualidade através da nossa capacidade de transformar a herança da educação herdada. Os Dynamis nos oferecem a possibilidade de colocar as influências do passado e as possibilidades do futuro, o dentro e o fora, os processos de fusão e de separação em uma correta relação de reciprocidade, em um equilíbrio dinâmico.

Na sexta Noite Santa, através do portal da Balança, recebemos dos Dynamis, ou Virtudes, os impulsos espirituais para desenvolver o equilíbrio interior e conseguir conter as forças de dispersão para que tenhamos uma vida coerente e harmoniosa.

Nesta noite reconheça quais os pontos de equilíbrio de sua vida. Da região de Libra, os Dynamis, Espíritos do Movimento, trazem a você a capacidade para equilibrar na alma as forças de dispersão e ter uma vida coerente e harmoniosa.





Texto de Rudolf Steiner e Serguei Prokoffief
Pesquisa Edna de Andrade






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O VERDADEIRO DILEMA DE ARJUNA (no Bhagavad Gita)

O “famoso” problema do conflito do ego, foi dissecado há 5 mil anos por Krishna, mas com o tempo o sentido da sua análise se perdeu, e se pretendeu insuflar metafísica demasiada naquilo que tinha mais a ver com simples psicologia humana (como também aconteceu, em parte, com os conceitos de “maya” e de “vazio”).

Krishna criticou a inação de Arjuna, demonstrando que Arjuna não queria agir porque, através disto, se projetava o seu “eu”. Arjuna julgava então que na inação, estaria mais garantida a sua isenção pessoal. “Ledo engano, meu caro Arjuna!”, disse-lhe Krishna.

“(...) o homem, enganado pela ilusão do ‘Eu’, pensa: ‘Eu sou aquele que faz.’ Mas aquele que conhece a verdade, sorri, porque por detrás da personalidade, enxerga a fonte real da ação, a causa e o efeito.” (Bhagavad Gita, 27-8)

A resposta não está na inação, afirma Krishna, mas no desapego. Através da ação virtuosa, o homem dá um exemplo multiplicador, e sabemos o quão poderoso pode ser o efeito do bom exemplo, até por ser raro, despertando o bem latente em cada um. O inativo (socialmente falando) pode não projetar a sua ação mais ostensivamente, dentro de um campo de conflitos potenciais, mas mantém todos estes conflitos latentes, dentro e fora de si. Assim, a inação apenas aumenta a confusão e a ignorância das pessoas:

“O sábio não deve confundir a mente dos ignorantes que atuam apegados ao resultado de suas ações; porém, deve executar suas ações com desapego e devoção e assim estimulá-los a que façam o mesmo.” (Bhagavad Gita, III, 27-8)

A inação apenas escamoteia as coisas, evita os conflitos potenciais, mas também posterga as soluções. Traz para o plano pessoal aquilo que deveria ser resolvido no coletivo, e deixa este sem solução, resultando não em inação, mas na omissão.

Tudo isto reflete a “velha” confusão entre ter um objetivo, e trilhar o caminho até ele, demonstrando claramente a necessidade de um auxiliar exterior para enxergar com clareza a situação. Afinal, somente quem trilhou o caminho, pode saber realmente onde é necessário chegar.

A importação de uma doutrina espiritual, é tão problemática quanto a tradução de um texto profundo de filosofia. Toda a pregação oriental contra o ego, se reduz hoje quase a um clichê zen de pacifismo improvisado que não passa de simples omissão. Por mais que Krishna insista na inconveniência da inação, os Arjunas que andam por aí estão decididos a permanecer na sua atitude individualista e manter a espada embainhada, a menos que alguém ameace o seu conforto pessoal. Pois o único objetivo deste discurso cético, é erigir a própria torre-de-marfim, que é um dos lugares prediletos do ego.

Porém, é preciso ir além do quietismo, porque estamos numa era – que é a de Maitreya - muito mais parecida com a de Krishna que com a de Buda. Insistir hoje no quietismo místico ou no individualismo, é tão errado quanto pretender militar na política na época de Jesus. O mundo está entrando em convulsão, e é preciso encontrar caminhos tão poderosos quanto esta crise que se aproxima.




Luís A. W. Salvi 





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A PRÁTICA DA RETIDÃO (DHARMA)

Dharma (retidão) não é uma palavra casual para ser tratada de forma leviana. Repetir frases frequentemente citadas tais como "Retidão é o que sustenta" (Dharayateeti Dharmaha) ou “Retidão protege seus protetores” (Dharmo Rakshati Rakshitaha) é uma prática muito comum, mas não é suficiente. O que é necessário é a prática da Retidão. Somente a conduta correta constitui o Dharma. A pessoa que leva uma vida justa é fadada a encontrar a paz. Quem quer que entre em cidades e aldeias para propagar a retidão deve lembrar e praticar estas quatro injunções importantes: "Não cause mal a ninguém", "Não abuse de ninguém", "Realize seus deveres com devoção amorosa" e "Torne seu coração puro". Embora a maioria de nossas ações esteja relacionada a preocupações mundanas, a realização do Divino é a meta. A única maneira de santificar todas as nossas ações ao conduzir a nossa vida diária é fazer cada ato como um ato de adoração, como uma oferenda ao Divino. Assim, toda a sua vida será transformada em uma existência sagrada. (Discurso Divino, 7 de janeiro de 1988)





Sathya Sai Baba





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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

AS DOZE NOITES SANTAS (5ª NOITE - 28/29 dezembro)

Nasce de novo o sol, atravessamos um novo dia e cai a noite e uma nova estrela brilha no céu irradiando da Constelação de Escorpião através da qual emanam as forças espirituais dos Exusiai, os Seres da Forma, também chamados de Potestades ou Poderes.

Agora atingimos o âmbito da segunda hierarquia. Eles também foram seres de um estado evolutivo anterior tão avançados em seu processo que podem acolher os planos divinos e torná-los manifestos, de forma que haja uma concordância entre a esfera macrocósmica da consciência do Cosmos e o nosso sistema Solar, que é uma expressão microcósmica onde a nossa existência humana está inserida, onde acontece a nossa biografia humana.

Os Exusiai estão envolvidos nos processos de criação de um novo ser, na transformação de uma forma em outra, na metamorfose constante da substância. Na Bíblia eles são chamados de Elohins, e no corpo humano as forças de Escorpião configuraram os genitais a partir dos quais é possível a procriação ou seja, a criação de um novo ser físico. Estamos no âmbito das forças sexuais, que são as forças que oscilam tanto para o egoísmo mais absoluto, aquilo que pode ser caracterizado como o mal, porque ao oferecer a possibilidade da maior satisfação imediata podem subjugar o humano ao nível do animalesco. Mas que também trazem uma das maiores possibilidades para a superação do egoísmo e transcendência de forças.

Se em Sagitário tínhamos a imagem de um cair e levantar constantes entre o animalesco e o humano, aqui temos a imagem de uma luta, na nossa vida interior, entre a morte e ressurreição. E esta é uma luta muito individual, onde em liberdade oscilamos entre as sombras que obscurecem o nosso ser, os esconderijos onde vive o Escorpião venenoso, e as forças de expansão do Ser, representadas pela águia que se eleva às alturas e de lá contempla o Todo.

O Escorpião é então o signo das forças duplas, tanto destrutivas, retrógradas, que mudam constantemente de aparência e invadem a nossa alma trazendo caos à nossa vida, como é também portador de forças construtivas que têm a ver com transmutação constante e contínua superação, para que a substância divina, o Espírito, possa em nós ser plasmado de novo e sempre! No apocalipse esta característica de forças duplas é apresentada como a espada de dois gumes.

Nesta quinta Noite Santa, recebemos através do portal de Escorpião os impulsos espirituais dos Exusiai, ou Potestades, para aceitar por um lado as nossas fraquezas, e por outro lado receber os impulsos espirituais para a superação e transformação dessas forças.

Nesta noite procure ficar em paz consigo mesmo. Da região de Escorpião, os Exusiai, Espíritos da Forma, lhe trazem a capacidade de renascer das crises e de todos os processos de perda, impotência, dor e desespero.




Texto de Rudolf Steiner e Serguei Prokoffief
Pesquisa Edna de Andrade






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ESFORÇAI-VOS POR VIVER BEM HOJE

Esforçai-vos por viver bem hoje, pois o amanhã ainda não existe; e, se vos inquietardes com ele, é como se lançásseis as vossas energias no vazio. Trabalhai sobre o hoje, pois o hoje não morrerá, apenas se prolongará e, ao prolongar-se, tornar-se-á o amanhã. Jesus dizia: «Não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã cuidará de sim mesmo.» Estas palavras obrigam-nos a meditar sobre a ideia de duração, de continuidade. Aquele que fabrica uma corrente deve fazer com que cada elo seja sólido, pois, se um único elo for frágil e se partir, de nada serve que todos os outros aguentem: o conjunto foi quebrado. Nós devemos, pois, viver cada dia segundo as leis divinas, a fim de fazermos desse dia uma malha sólida, para que a corrente não se quebre. Hoje é um novo elo que vai acrescentar-se aos outros e é nesse elo que nós devemos concentrar-nos.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





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PROCURA O CAMINHO

"A descoberta do Caminho" é certamente o desabrochar da flor da Alma." (Rohit Mehta)


No Bhagavad Gita há uma declaração que diz:

"Como quer que os homens se aproximem de Mim, Eu lhes dou as Boas Vindas, porque qualquer caminho que eles escolham é Meu caminho".

Este enunciado sugere que existem inumeráveis caminhos para a Realidade, e assim, o que importa de onde partimos? Examinando superficialmente esta sentença parece que a descoberta de um exato ponto de partida não é, afinal, bastante essencial.

Como que contradizendo isto, há um enunciado num dos Upanishads que diz: "Não há nenhum outro Caminho para seguir", significando com isto, claramente, que só existe um Caminho para a Realidade.

Como se podem reconciliar estes dois enunciados? Há muitos caminhos para a Realidade, ou há apenas um? Por muito estranho que pareça, ambos estes enunciados estão absolutamente certos. Não há dúvida de que há tantos caminhos quantos são os indivíduos, porém cada um pode tomar somente o caminho que ele próprio descobriu. Assim, não há outro caminho para seguir, a não ser o que é descoberto pelo indivíduo.

Mas, desde que a descoberta tem que ser individual e não coletiva, haverá tantas descobertas quantos forem os indivíduos. E assim o ponto de partida da jornada espiritual diferirá de indivíduo para indivíduo, e contudo cada ponto de partida terá sua fonte de emanação somente naquilo que o indivíduo descobriu. Não há, com efeito, outro caminho para seguir, a não ser o caminho que cada um descobriu por si.





Rohit Mehta





Fonte: do livro "Procura o Caminho"
Serviço de Divulgação do Livro Teosófico, São Paulo, 1962
Traduzido por Teosofistas de São Paulo do “Serviço de Divulgação do Livro Teosófico”
e comparado com a edição de Vasanta Press, Adyar, Madras 20 1955, 1957
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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

AS DOZE NOITES SANTAS (4ª NOITE - 27/28 dezembro)

Atravessamos mais um dia, cai a noite e uma nova luz brilha no céu irradiando da Constelação de Sagitário, de onde emanam as forças espirituais dos Arqueus, os Seres da Personalidade, também chamados de Principados. Isto significa que eles não só possuem um Eu como sabem que o possuem e através dessa consciência intensificada eles criam uma imagem de si no exterior. Eles projetam no exterior a força de sua luta interna que é a própria luta do centauro, do ser humano emancipado por um lado na sua inteligência mas por outro lado, em luta constante para superar suas forças animalescas, seus instintos selvagens, suas forças egoísticas.

Os Arqueus são considerados os Espíritos do Tempo porque essa luta é a própria luta do desenvolvimento humano no nosso tempo, abrangendo algo que ultrapassa todas as etnias e se torna uma influência cultural na nossa civilização.

Aqui a tarefa anterior dos Arcanjos, que era proteger a sabedoria cósmica das intenções egoístas é ampliada pelos Arqueus, estando expressa no desafio da nossa civilização moderna na luta entre o materialismo exacerbado e a preservação dos recursos naturais.

No portal sul da Catedral de Chartres, a escultura de Micael preside as 3 hierarquias. Rudolf Steiner constantemente se refere a ele como o Regente desta nossa Época, com a missão de dominar o Dragão, o ser mítico representado pelo nosso intelecto, quando a sabedoria cósmica é apropriada através da compreensão das leis, através da ciência natural e precisa ser colocada no mundo de forma mais ampla para o bem de todos. Tanto no aspecto pessoal de construção da personalidade como neste aspecto temporal, esta luta representa um cair e levantar constantes.

Nesta quarta Noite Santa recebemos através do Portal do Sagitário os impulsos espirituais dos Arqueus, também chamados de Principados, para o fortalecimento da personalidade, de forma que tenhamos forças de estabelecer e sustentar impulsos mais abrangentes na nossa vida que nos orientem para o futuro e que contenham metas espirituais para a nossa existência.

Nesta noite reavalie as suas qualidades pessoais. Da região de Sagitário, os Arqueus, Espíritos da Personalidade, lhe trarão as forças da inteligência que erguem você, que sustentam você, e apontam a direção do futuro. Eles injetam clareza no seu pensar para que você perceba e assuma o compromisso com o que há de melhor em você.





Texto de Rudolf Steiner e Serguei Prokoffief
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TOLERÂNCIA OU PERDÃO (KSHAMA) - QUALIDADE PARA REALIZAR A DIVINDADE

Entre as qualidades que são necessárias para realizar sua Divindade, a mais importante é "Kshama", tolerância ou perdão. É essencial para todo ser humano. É suprema entre as virtudes. A tolerância é verdade, retidão, compaixão e não-violência; Kshama compreende todas as outras qualidades. A pureza da mente deve ser praticada para adquirir Kshama. A pureza da mente requer a eliminação total dos apegos e aversões da mente. Ódio e inveja não devem ter lugar. Hoje as pessoas não podem suportar ver os outros felizes ou prósperos; este é o sinal de uma mente poluída. Para ser verdadeiramente humano, você deve ter uma mente pura e imaculada. Você deve cultivar um grande coração para retribuir o mal com o bem e não causar dor a ninguém em qualquer circunstância. Esta é a marca de uma mente pura. Reconheça que a mesma Divindade - o mesmo Espírito puro que habita em você e o Poder que o anima - está igualmente presente em todo ser humano. (Discurso Divino, 07 de janeiro de 1988)




Sathya Sai Baba






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RELIGIÃO SOLAR

Devemos pôr no coração da nossa vida interior, no centro dos nossos pensamentos, esse princípio universal que está na origem de todas as religiões, o sol, e penetrar-nos com o exemplo que ele nos dá todos os dias. Iluminar, aquecer e vivificar todas as criaturas, sem exceção – é a isso que nós chamamos a “religião solar”. Antes mesmo de os humanos apareceram na terra, o sol já aí estava, e desde sempre ele lhes diz: «Alargai a vossa consciência, libertai-vos das vossas concepções tão limitadas, fazei como eu: iluminai, aquecei, vivificai, abraçai o mundo inteiro, graças à vossa inteligência e ao vosso amor.» A religião solar é a única verdadeira religião. Ela ensina-nos como nos tornarmos luminosos, calorosos, vivificadores, isto é, como trabalharmos para possuirmos interiormente a sabedoria que ilumina e resolve os problemas, o amor desinteressado que embeleza, encoraja e consola, e a vida sutil, espiritual, que torna ativo, dinâmico e audacioso, a fim de realizarmos o Reino de Deus e a sua Justiça na Terra. Aquele que tenta opor-se a ela só se torna mais pequenino e obscurece a vida nele mesmo.




Omraam Mikhaël Aïvanhov






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