segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A TEORIA DOS SETÊNIOS – “OS CICLOS DA VIDA”

A teoria dos setênios nos ajuda a compreender a condição cíclica da vida, em que a cada ciclo soma-se os conhecimentos adquiridos no anterior e busca-se um novo desafio:

0 a 7 anos – O ninho: Interação entre o individual e o hereditário

7 a 14 anos – Sentido de si, autoridade do outro

14 a 21 anos – puberdade/adolescência: crise de identidade

21 a 28 anos – O “Eu”: a independência e a crise do talento

28 a 35 anos – fase organizacional e crises existenciais

35 a 42 anos – crise de autenticidade

42 a 49 anos – altruísmo x querer manter a fase expansiva

49 a 56 anos – ouvir o mundo

56 a 63 anos – (e adiante) abnegação/sabedoria

A Antroposofia é uma linha de pensamento criada pelo filósofo Rudolf Steiner que entende estabelece uma espécie de “pedagogia do viver”, pois ela abrange vários setores da vida humana como a saúde, a educação, a agronomia e outros. A Antroposofia compreende que o ser humano tem que conhecer a si para também conhecer o Universo, pois somos todos parte e participantes desse mundo. Conforme Steiner a Antroposofia é “um caminho de conhecimento que deseja levar o espiritual da entidade humana para o espiritual do universo”.

Dentro desse pensamento filosófico encontra-se uma forma cíclica de ver a vida chamada “teoria dos setênios”. Tal teoria foi elaborada a partir da observação dos ritmos da natureza, da natureza no sentido da vida, na qual todos nós estamos imersos. Ela divide a vida em fases de sete anos, vale lembrar que o número sete é um número místico dotado de muito poder em quase todas as culturas conhecidas.

A teoria dos setênios nos ajuda a compreender a condição cíclica da vida, em que a cada ciclo soma-se os conhecimentos adquiridos no anterior e busca-se um novo desafio. Claro que a teoria dos setênios pode também ser entendida como uma metáfora sistêmica, sabemos que as pessoas mudaram de um século para o outro, nosso desenvolvimento está mais acelerado, nosso organismo mais adaptado, talvez nem todas as descrições dos setênios façam tanto sentido hoje, mas ela continua atual em sua percepção do ser humano e suas fases. Assim, os setênios não são exatamente sete anos no tempo cronológico, mas a cada ciclo de X anos, de tempos em tempos.

Há também uma subdivisão possível desses ciclos. Os três primeiros ciclos, que compreendem nossa fase de 0 a 21 anos, são denominados “setênios do corpo”. É o ciclo do amadurecimento físico, do corpo, e também da formação da nossa personalidade. Os três ciclos seguintes que vão de 21 a 42 anos, são conhecidos como setênios da alma. É a fase em que, superadas as experiências básicas da vida, nos inserimos na sociedade fazendo as escolhas como casar ou não, trabalhar em uma área específica, conviver mais ou menos com a família. E, apenas a partir dos 42 anos, vivenciando os últimos setênios, estamos realmente prontos para imergirmos na vida com maturidade, profundidade e espiritualidade.

Vamos então conhecer essa teoria extraordinária e refletir sobre como nossa vida é cíclica e sobre como isso reflete na forma como mudamos e nos refazemos sistemicamente.

0 a 7 anos – O ninho: Interação entre o individual (adormecido) e o hereditário

A primeira infância é uma fase de individuação, de construção do nosso corpo, já separado do da nossa mãe, da nossa mente e da nossa personalidade. Nesse ciclo nossos órgãos físicos estão sendo formados para que sejamos indivíduos únicos. O crescimento está ligado à nossa cabeça, ao ponto mais alto, o superior, o pensar.

A separação da mãe é um momento importante para a psique e para o corpo. Outros estudiosos já trataram disso, como Winicot. É uma transmutação importante, em que a consciência da criança se constitui fisicamente e mentalmente tomando conhecimento sobre si mesma. A pedagogia Waldorf, usada nas escolas que tem como filosofia a Antroposofia, entende que na primeira infância a criança tem que perceber os aspectos positivos do mundo, para quererem estar aqui e cultivarem a felicidade em longo prazo.

O primeiro setênio deve oportunizar o movimento livre, a corrida, as brincadeiras, deve permitir que a criança teste e conheça seu corpo, seus limites e suas percepções de mundo. Por isso o espaço físico é muito importante, bem como o espaço do pensar e o do viver espiritual.

7 a 14 anos – Sentido de si, autoridade do outro

O segundo setênio promove um profundo despertar do sentimento próprio. A energia que emanava do polo superior, da cabeça, se dilui e se encontra no meio do corpo. Os órgãos desse setênio são o coração e os pulmões, esses se desenvolvem promovendo a interiorização e exteriorização da vivência.

É nesse ponto que a autoridade dos pais e professores assume um papel importante, pois eles são mediadores do mundo no qual a criança se insere. Se a autoridade é excessiva, a criança pode ter uma visão pesada e cruel do mundo, se a autoridade e cobrança são muito fluídas e sem ressonância, a criança pode ter uma visão demasiadamente libertária do mundo, não inibindo comportamentos perigosos. O papel do adulto, pais e professores, determinam a imagem de mundo que a criança receberá.

A autoridade é excessiva pode gerar uma maior inspiração do que expiração, desequilibrando o ritmo, e isso pode levar desde a uma timidez no futuro, à introversão, ou quadros somáticos de asma, etc. Quando a autoridade é insuficiente, a expiração maior pode conduzir à extroversão exagerada, que leva a criança a desconhecer seu limite e o do outro, até quadros mais histéricos, de dissolução da identidade.

Nesse ciclo as normas e os hábitos estão sendo absorvidos, o desenvolvimento sadio do ser humano está relacionado à dosagem, o equilíbrio e a harmonia das relações de autoridade, valores, limites e permissões. É o sentir que está sendo afetado, o desenvolvimento das emoções. Do interior para o exterior e vice-versa. As estórias infantis, contos de fadas, todo ato de brincar é extremamente saudável pois a criança cria e molda sua participação no mundo. Isso, para o desenvolvimento humano, é bastante mais saudável que situações em que ela se faz apenas como expectadora, como no caso da televisão, ou de jogos eletrônicos

A arte deve ser estimulada desde o primeiro ciclo, mas nesse momento ela se faz muito mais importante, bem como a religião. Os mundos artístico e religioso auxiliam no sentido de si e do mundo, fluindo a alma, que busca a beleza e a fé. E, sobretudo, fazendo um contraponto à dura descoberta das diferenças, pois é também nessa fase do conhecimento de si que percebemos como uns e outros são diferenciados na sociedade, como as diferenças sociais, religiosas, raciais ou mesmo geográficas.

14 a 21 anos – puberdade/adolescência – crise de identidade

O que todo adolescente busca? … liberdade!

Eles não querem os pais, irmãos mais velhos nem professores “pegando no pé”. O que rege esse ciclo é o sentido de liberdade. No sentido corporal, as forças que se acumulavam nos órgãos centrais se espalham e chegam aos membros e no sistema metabólico.

A postura ereta é uma diferenciação dessa fase para as outras. O corpo já está formado, já aconteceram as primeiras trocas com a sociedade, o corpo já não precisa de tanto espaço para se locomover, o espaço agora adquire outro sentido, o da possibilidade de “ser”. O espaço dessa criança é o mundo, já não pode se resumir a família nem a Escola. Ele precisa se reconhecer e ser reconhecido, aceito, achar a “sua turma” para compor um grupo no qual se identifique.

A liberdade nesse ciclo atua como a vivência do “bom” no primeiro ciclo e do “belo” no segundo ciclo. Ocorre que a liberdade só se dá num ambiente de tensão entre as possibilidades, impossibilidades e desejos. Essa tensão costuma gerar rompimentos, as vezes esses rompimentos são violentos, mas são necessários e próprios desse ciclo.

Essa liberdade também tem um sentido de exposição. Tudo está voltado para o externo, para fora, para o mundo. Há uma dificuldade em ouvir o outro e entender suas posições, tudo deve seguir o seu sentimento de mudança, de julgamento de certo e errado, de bom e ruim. É tanta energia interna para ser extravasada que o sujeito pode perder o controle de si mesmo e precisar de intervenção – salvo se os ciclos anteriores tiverem cumprido bem os seus papéis. As trocas nesse ciclo são importantíssimas. O diálogo, a abertura ao novo, a prática da compreensão, da solidariedade, assim como o seu reconhecimento e o pertencimento.

O binarismo entre o ideal e o real também estão muito presentes. O ideal de mundo, de Homem, de cultura, vindo de uma essência pura e etérea do ser humano entra em choque com o real das ruas, da política, o prazer sexual, as práticas ilícitas, tudo se torna um turbilhão. As representações que forem mais fortes para o sujeito – as de idealizações ou as do real, serão definitivas nos próximos ciclos.

Os questionamentos são fruto desses choques. É o momento de questionar a tudo e a todos. O caminho contrário do “habitual” pode ser exclusivamente para reforçar a tensão. As drogas podem estar nesse contexto. É importante que saibamos que é uma fase extremamente difícil, onde o adolescente precisa negar e se opor, para que, a partir da percepção do que não é, encontrar-se a si mesmo.

Também é o momento do discernimento, das escolhas profissionais, do vestibular, do primeiro emprego, pois a liberdade também só faz sentido quando percebemos a vida econômica. O dinheiro então pode ganhar um sentido de poder que talvez não seja saudável. É a partir desta idade que começamos a ter um pensamento mais autônomo, ainda que, nesta época, acreditemos estar amadurecidos para efetuar julgamentos.

21 a 28 anos – O “Eu” – a independência e a crise do talento

A partir dos 21 anos nossa individualidade, nosso self, toma uma força considerável na tentativa de estabilização. O “Eu” começa realmente a se mostrar, mesmo ainda estando em formação. No entanto, para que esse “Eu” apareça e se forme, mesmo sendo algo subjetivo e interno, ele depende do mundo exterior, da sociedade.

O fim do crescimento corporal instaura o início de um processo de crescimento mental e espiritual, somos então “cidadãos de dois mundos: o celeste e o terrestre”. Geralmente já não moramos mais com a família e já não estamos mais na escola. É o momento da autoeducação, do emprego, do desenvolvimento dos talentos, etc.

A história das pessoas começa a ser traçadas por elas mesmas, pois há uma tomada de caminho que não depende mais, diretamente, das outras instituições. É uma emancipação em todos os níveis, mas como resultado de toda a experiência nos três primeiros setênios. Surpreendentemente, é também a fase em que mais nos influenciamos pelos outros, pois a sociedade dirá o ritmo da vida de cada um.

Nesse ciclo, os valores, aprendizados, e lições de vida passam a fazer mais sentido. As energias estão mais pacificadas. Nosso lugar no mundo é o principal objetivo. A colocação profissional assume um papel muito importante. O não atingimento desse objetivo pode gerar muita ansiedade e frustração, especialmente se todos os anos até aqui não foram suficientes para descobrirmos e desenvolvermos os nossos talentos.

28 a 35 anos – fase organizacional e crises existenciais

Quem nunca ouviu falar na “crise dos 30”? ela não é um mero mito, ela existe e tem explicação. O 5º setênio começa com essas crises na vida, o abalo da nossa identidade, a cobrança do sucesso que talvez ainda não tenha atingido, a certeza de não podermos tudo, de onde vem a frustração e tristeza.

A sensações de angústia e vazio são muito comuns. Em algumas sociedades as pessoas nesse ciclo não encontram um lugar para si e se veem entre a juventude e a velhice ou maturidade. As pessoas passam a não se conhecerem, pois, seus gostos mudam – ou por si mesmos ou pela pressão dos outros. Sentimo-nos impotentes nesta passagem da juventude para a maturidade, de um viver mais impulsivo para um viver mais sério, responsável, voltados para a família e para o trabalho.

Nesse ciclo os sentimentos nos levam também a uma busca espiritual maior, um “caminho da alma”. Estamos suscetíveis ao cosmos, às oscilações e às vezes a harmonia custa a acontecer. Somos cobrados por estrutura, firmeza, estabilidade, uma base, um pilar, que seja material e que também sejam mental e espiritual. A Antroposofia acredita que logo após o 31 ½ ano, que corresponde à metade do 63º ano de vida, estamos no final das atuações planetárias e zodiacais. Depois dessa idade, ficamos mais livres.

Estamos realmente, nessa fase, em organização. É nesse ciclo que passamos a pesar uma série de coisas, avaliar a trajetória da nossa vida, esse não lugar nos força a perguntar “quem sou eu”. Há uma renovação a partir desse ciclo. Estamos tendo crises, mas é por meio dessas crises que construímos novos pensamentos, novos valores, terminamos relacionamentos e começamos outros, mudamos de emprego, de ideologias, de partidos políticos, enfim… crises, desorganizações e reorganizações.

35 a 42 anos – crise de autenticidade

Esse setênio, embora tenha suas peculiaridades, está ainda ligado ao setênio anterior, ruminando os resultados das crises. Reconhecemos também uma espécie de crise nesse setênio, mas uma crise que busca uma autenticidade, gerada pelas reflexões do ciclo anterior.

Temos, aqui, mais capacidade de julgamento, gozamos de mais maturidade psíquica e emocional. Em geral, já acumulamos alguns bens materiais ou ao menos conseguimos uma renda que seja suficiente para as questões básicas de consumo. O desafio, então, é encontrar valores espirituais e nos reconhecermos como seres únicos. A pergunta é: como é que encontro o caminho para a essência do mundo e para a minha própria essência?

Esse setênio configura a última fase do desenvolvimento da alma propriamente dita, estamos propensos a adentrar mais profundamente no nosso mundo espiritual, na parte mais sensível de nós. Buscamos a essência de tudo, no outro e em nós. Isso passa a acontecer com mais força nesse setênio pois, aqui, já há maturidade e aprendizado suficiente para esse conhecimento.

A carreira, a família (ou não) os desejos, tudo já teve seu tempo. Já alcançamos as conquistas que nos eram urgentes. Há um desaceleramento do ritmo do nosso corpo e da nossa mente, o que é algo importante para alcançarmos frequências mais sutis de pensamento, onde estará nosso corpo suprassensível.

É possível que esse ciclo traga um descontentamento com o novo. Pode ser que o sujeito questione se, chegando aos 40 anos, ainda há algo novo para se fazer. Buscar coisas novas é um exercício importante para esse ciclo. Em contraponto ao novo, há uma aceitação maior do que se é, de como se é, das histórias e experiências de vida.

42 a 49 anos – altruísmo x querer manter a fase expansiva

É um ciclo que tem um “ar” de recomeço, de ressurreição, de alívio, até. A crise dos trinta perde a força e parece não ter tido resultados tão graves como se pensava. É, porém, o momento de buscar, desesperadamente, por algo novo, para que a vida adquira sentido.

As mudanças nesse setênio são urgentes. Mesmo que nem todos estejam preparados para elas. As questões existenciais retornam com uma certa força, mas agora elas mais dinâmicas e menos melancólicas pois o sujeito já se vê capaz de produzir essas mudanças. O lema é “como está, não da pra ficar”.

Essa dinâmica impulsiona a tomada de decisões que, por vezes, ficou anos sendo gestadas dentro de si. Pode ser a separação conjugal, a saída de uma empresa, ter um filho, etc. É uma fase que corresponde, em termos energéticos, à fase que vai dos 14 aos 21 anos. Ficamos saudosistas, queremos ir à Disney e reviver coisas da nossa adolescência. Voltamos a desafiar nosso corpo e fazer esporte. É uma fase solar.

O medo do envelhecimento surge. As questões internas despertadas pelos ciclos anteriores perdem um pouco de espaço para a estética e a necessidade de se fazer coisas que os jovens fazem. As rugas e a menopausa são os espinhos das mulheres nesse setênio. A sexualidade retoma uma importância crucial. Contudo, a força que se perde com o declínio da sexualidade pode e deve ser empregada em outros nichos.

Esse setênio traz o contraditório: queremos mudanças, estamos em busca do novo, mas o envelhecimento que é uma mudança natural nos assusta, incomoda, gera ansiedade, muda nosso comportamento com relação a nós mesmos e ao mundo. Assim, sucumbimos à força do “sósia”, ou seja, da sombra, daquilo que está diretamente ligado aos aspectos pessoais não resolvidos, não integrados.

Nos enxergamos nas sombras do outro e entramos em confronto. As relações ficam à mercê das emoções distorcidas pelo que não vemos em nós mas vemos nitidamente nas pessoas. No entanto, o que acontece é um espelhamento.

49 a 56 anos – ouvir o mundo

Podemos reconhecer essa fase como sendo do “pai e da mãe universal”. É a fase de desenvolvimento do espírito. É um setênio tranquilo e positivo. As forças energéticas voltam a estar concentradas na região central do corpo, mas estão voltadas ao sentimento da ética, da moral, do bem-estar, questões universais, humanísticas.

É um momento em que estamos mais conscientes do mundo e de nós mesmos. É um bom momento para reconhecer os méritos da nossa história, aceitando-a sem julgamentos. Esse ciclo desperta em nós o existencialismo para observarmos mais de perto o valor simbólico das coisas. Deixamos o pessoal, particular em busca do universal, do humanístico, do existencial.

Contudo, alguns podem incorrer na falha dos egocentrismos, pois um ciclo depende do seu anterior. Assim, pode haver pessoas nesse setênio completamente voltadas para si, suas necessidades e do seu grupo. O desapego é uma consequência da vida pregressa.

Em termos físicos, esta fase espelha fisiologicamente o setênio 7 a 14 anos, o elemento do ritmo tem de ser priorizado, especialmente na condução de uma rotina. A vida nos ensina nesta época uma nova audição, temos a possibilidade de ouvir a voz do coração para esta renovação ético / moral que agora é propícia.

56 a 63 anos – (e adiante) abnegação/sabedoria

A Antroposofia acredita que o 56º ano de vida traz uma brusca mudança. Ela está na forma como a pessoas se relaciona consigo e com o mundo. Como os ciclos se correspondem, esse se liga ao primeiro setênio, aquele que vai do nascimento até os sete anos de vida. A audição, a visão, o paladar das pessoas dessa fase se igualam e o mundo fica estranho.

É importante pensar que essa teoria foi pensada em uma época em que a expectativa de vida era muito baixa e as pessoas com 60 anos eram verdadeiros anciãos. Logo é preciso também compreender que os ciclos são metafóricos e não tem uma relação matemática exata.

Contudo, essa fase, por exemplo, evidencia uma volta para dentro de si. O interno passa a fazer muito mais sentido que o externo. É importante internalizar-se, desenvolver os sentidos espirituais. A comunicação com o mundo externo passa a ter ruídos, principalmente pelas mudanças que a sociedade sofreu nesse período inteiro.

A reclusão passa a ser algo natural, boa para a autorreflexão e a busca pela essência. A sabedoria pelo conhecimento acumulado e a intuição que passa a ser mais clara, tornam-se elementos fundamentais dessas pessoas. Elas são o contraponto do sentimento de fracasso e insucesso que, porventura, possa aparecer, vindo dos questionamentos daquilo que se alcançou ou deixou de alcançar.

Certos cuidados se fazem muito importante, como a estimulação da memória, mudanças de hábitos, recursos criativos. Isso porque a aposentadoria pode ser algo limitador, especialmente para aqueles que durante toda a vida atribuíram muita importância ao status profissional e agora temem não ter outra forma de autorrealização.

Atividades muito bem-vindas nesse setênio são as acadêmicas – lecionando ou fazendo novos cursos – escrever textos ou um livro, o laser em grupos de pessoas na mesma fase da vida, viagens e outras formas que relacionem prazer e aprendizado. A aproximação da família ou a construção de novas famílias também ajudam a dar novo sentido à vida.

Concluindo

Como você vê, nossa vida é feita de uma forma cíclica. Nossa energia vital circula pelas diversas fases da nossa vida. Nossa mente tem diferentes estágios de aprendizado e nossa espiritualidade pode estar mais ou menos aberta também conforme cada estágio.

Hoje talvez essa divisão seja um pouco diferente e, com certeza, faz sentido pensar em mais um ou dois ciclos de sete anos, visto que estamos vivendo cada dia mais, mas o aprendizado com a Antroposofia e a teoria dos setênios é enorme. Metaforicamente ou não, poucas linhas de pensamento conseguem dar pensar de forma sistêmica como essa. De forma que é impossível pensarmos em algo tão complexo quanto a nossa vida de forma linear e homogênea.

Compreender as fases ou ciclos da vida é importante para aprendermos mais sobre nós mesmos e sobre o outro, adquirindo mais expertise no cuidado com as pessoas, especialmente os coaches, que devem ser peritos no desenvolvimento e aprendizagem humana. Saber sobre cada etapa nos possibilita saber mais sobre as crises e lidar melhor com elas.

Há uma série de arquétipos que podem ser observados nessas diversas fases, mas isso é assunto para um novo artigo. Lembre-se sempre de se lembrar de nunca esquecer que o saber é o nosso bem maior, cada leitura, cada livro, cada conhecimento acumulado é uma forma de sermos melhores e mais capacitados, além de nos conhecermos mais a cada dia.




José Roberto Marques






Fonte do Texto e das Gravuras: do Blog "JRM - José Roberto Marques
http://www.jrmcoaching.com.br/blog/a-teoria-dos-setenios-os-ciclos-da-vida/#
Via Biblioteca Virtual da Antroposofia
http://www.antroposofy.com.br/

REENCARNAÇÕES NA TERRA: AJUSTES E TRABALHO

Há tantas pessoas que se agarram desesperadamente à vida, porque ignoram que esta não termina com aquilo a que se convencionou chamar a morte. Elas são mesmo capazes de cometer todos os crimes para subsistir. Mas, deste modo, contraem consequências cármicas que terão de ajustar numa próxima encarnação. O discípulo de uma Escola Iniciática tem outra filosofia. Por vezes, ele diz para si próprio: «Viver na Terra é penoso! Estamos limitados, somos achincalhados, violentados, atormentados, esmagados.» Mas ele também sabe que está aqui para fazer um trabalho e reparar os seus erros do passado. Então, aceita as circunstâncias, pensando que, quando tiver terminado esse trabalho, poderá viver livre, no espaço e na luz. É esta a verdade que os espiritualistas conhecem. Por isso, embora saibam que a verdadeira vida não é aqui, eles estão convencidos de que têm algo a fazer na Terra. Enquanto não tiverem regularizado tudo, enquanto não tiverem terminado o trabalho que o Céu lhes atribuiu, o resto é-lhes indiferente. Eles não se questionam se preferem viver ou morrer, querem apenas terminar o seu trabalho. Mas, logo que ele termina, com que alegria eles vão embora, porque sabem que não vale a pena ficar agarrado à Terra.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

domingo, 15 de janeiro de 2017

O ESPIRITISMO ANTE O MERECIMENTO E AS DESIGUALDADES

A economia do mundo atual está periclitante e não consegue se recuperar da debacle econômica de 2008, aliás, a maior das últimas 8 décadas. Tudo teve início nas quebras de grandes bancos nos EUA, deixando um rombo estimado em quase US$ 3 trilhões. A crise de então se expandiu pelo planeta, provocando amplos cenários de desemprego e recessão. A rigor, as principais economias do mundo ainda não se recuperaram. Apesar de toda essa tempestade econômica, paradoxalmente o número de bilionários duplicou.

Os fatos demonstram que as crises econômicas têm o poder de concentrar renda e deixar os ricos mais ricos. Como resolver isso? Seguramente não será com as ideologias extremistas do igualitarismo. Quanto maior a desigualdade econômica num país, mais forte tende a ser a divisão ideológica entre os chamados grupos do “igualitarismo” e do “liberalismo”. E a história sugere que a superconcentração de recursos redunda em algum tipo de desordem. Por isso, a desigualdade das riquezas é um dos problemas que preocupa muita gente. Mas, debalde se procurará resolver tal desigualdade levando em conta apenas a unicidade das existências.

Afinal, por que não são igualmente ricos todos os homens? Indagou Kardec aos Benfeitores que responderam: “Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar”. [1] E mais, é fato matematicamente demonstrado que “a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente. Por outra, se efetuada essa partilha, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões. Supondo ainda que seja possível e durável essa divisão, cada um teria somente com o que viver e o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade”. [2]

Ora, “se Deus concentra a riqueza em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades. Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos”. [3] Eis aí uma prova da Sabedoria e da Bondade Divina. Dando o livre-arbítrio ao homem, quer Deus que o mesmo chegue, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e opte pelo bem, de livre vontade e por seus esforços. Obviamente a harmonia da sociedade não virá por decretos, nem de parlamentos que caracterizam sua ação por uma força excessivamente passageira.

Os conceitos do Espiritismo defendem a meritocracia do ideário liberal, a liberdade individual e quem pugna por esses valores não deve ser tido como um reacionário. O princípio da improfícua ideologia igualitária sempre fascinou a mente revoltosa, porque parece ser mais “justa”, e atender melhor à parte mais desprotegida da humanidade. Irrisão! Essa ideologia carrega consigo uma mancha execrável. Não é capaz de respeitar o que é inerente ao ser humano, que é o livre arbítrio individual. Como não conseguirá jamais se estabelecer com a concordância dos cidadãos, precisa se impor à força para que os “mais iguais” (grupos artificiais) minoritários liderem e dirijam a “liberdade” do resto da população reprimida.

Reafirmamos que os adeptos do materialismo sonham com a igualdade irrestrita das criaturas, sem compreender que, recebendo os mesmos direitos de trabalho e de aquisição perante Deus [aceitem ou não!], os homens, por suas próprias ações, são profundamente desiguais entre si, em inteligências, virtude, compreensão e moralidade. E consta nos anais da História que o “trabalho” , o “batente”, o “rala rala”, o “labor diário” para o ganha não é a credencial moral dos reivindicadores dos princípio igualitário.

Sob o ponto de vista reencarnacionista, o Espiritismo ilustra os contra-sensos das teorias radicais do igualitarismo e coopera na restauração do adequado caminho da evolução social. Emoldurando a ideologia igualitária nos apelos cristãos, não se deslumbra com as reformas exteriores, para rematar que a excepcional renovação considerável é a do homem interior, célula viva do organismo social de todos os tempos, justando pela intensificação dos movimentos educativos da criatura, à luz eterna do Evangelho do Cristo.

De acordo com a História sempre existiu, existe e deploravelmente existirá grupos de materialistas, ateus e rebeldes extremistas em número significativo, que são estrepitosos, violentos e constituem ameaça à liberdade do cidadão. E quem se opõe à sua cartilha agressiva não pode ser considerada uma “maioria” alienada e muito menos cidadãos que se sentem ameaçados nas suas conquistas, construídas com trabalho e dignidade. Ora, qualquer ideologia de princípios igualitários não pode perder de vista a sábia máxima do Cristo “a cada um segundo seus merecimentos”.

Cabe ressaltar ainda que os princípios contidos em o Livro dos Espíritos relativo às leis morais, e mesmo no Evangelho de Jesus, dão sustentação a fraternidade sem quaisquer pechas de ideologias igualitárias. Será perda de tempo valer-se da retórica vazia de que o livro “Nosso Lar” descreve uma comunidade com as falácias socialistas igualitárias, não é verdade! Pois lá se reafirma a lógica da meritocracia em que o indivíduo é abonado pelas virtudes e talentos morais conquistados. Aliás, um exemplo para qualquer sociedade de hoje ou amanhã.




Jorge Hessen





Fonte do Texto e da Gravura: do Blog "Artigos Espíritas"
https://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br





Referência bibliográfica:
[1] Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVI, RJ: Ed. FEB
[2] Idem
[3] Idem

A PROFUNDA QUIETUDE

Um dos 72 Nomes de Deus, Aleph Nun Yud, é o Nome que nos garante acesso à “visão global”. É o Nome que nos ajuda a ligar os pontos das experiências que já vivemos, nos permitindo uma visão mais rica e mais holística de nossa realidade.

É interessante observar que o segredo do Nome Aleph Nun Yud reside verdadeiramente em suas letras. Em hebraico, as letras Aleph Nun Yud podem compor a palavra "Ani", que significa “Eu”. Se mudarmos a ordem dessas letras para Aleph Yud Nun, obteremos a palavra "Ayn", que significa “nada”.

Em nossas vidas, a chave para enxergarmos mais profundamente e nos conectarmos com a visão global, reside em nossa capacidade de trazer o nosso “eu” (ou seja, nosso ego) para a condição de “nada”. Se quisermos receber mensagens do Criador, se quisermos realmente sentir Sua presença no fundo de nosso ser, precisamos nos retirar do espaço de nosso ego e entrar na vasta quietude que existe dentro de nós.

Ao meditarmos, repetimos um mantra, ou olhamos fixamente para uma vela, com o objetivo de levarmos a nós mesmos a esse espaço vazio, porque é lá que podemos ser um com a Luz do Criador. Ao diminuirmos nosso ego e darmos a nós mesmos o espaço e o tempo para ir mais fundo dentro de nós, obtemos acesso às infinitas possibilidades que ali residem.

(Obs.: visualizar as três letras da direita para a esquerda)





Karen Berg





Fonte do Texto e da Gravura: Centro de Cabala
www.kabbalah.com

sábado, 14 de janeiro de 2017

CONDIÇÕES PARA O NOSSO SUCESSO E FELICIDADE

Todas as condições para o nosso sucesso e para a nossa felicidade existem, mas, muitas vezes, nós não queremos reconhecer isso. Por que? Porque os acontecimentos raramente surgem como nós imaginávamos ou esperávamos. Mas, se aquilo que esperamos se realizasse tal como o desejamos, talvez estivéssemos expostos a complicações e decepções ainda maiores. Já pensastes nisto? A sabedoria divina responde aos nossos pedidos, mas fá-lo por intermédio de acontecimentos cujo sentido nos escapa. Ainda não somos suficientemente clarividentes para interpretar os sinais que nos revelariam o porquê desses acontecimentos, dos encontros que temos ou da presença de certas pessoas no nosso círculo de relações. Compreendê-lo-emos, certamente, um dia. Entretanto, devemos confiar no Céu, que previu tudo para a nossa evolução.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Tumblr.com

NO GRÂNULO DA VIDA ESTÃO A LEMBRANÇA E O SABER

O Universo é uma escala de repetições progressivas, determinadas por leis e forças preexistentes. No primeiro degrau devem existir os demais degraus latentes com as particularidades proporcionais daquilo que há de existir nas causas dos efeitos vindouros. A seu tempo, também os efeitos se convertem em causas de outros efeitos e, assim, sucessivamente. A vida, então, não é mais que um eterno recordar e saber ou um eterno intuir e recordar, que se gravam indelevelmente no grânulo da vida. Essa mesma prática é a que faz o mestre.

Essas sucessivas repetições são as que formam ou determinam o automatismo psíquico em todos os indivíduos, mas com particularidades diferentes em cada um. O sábio desenvolveu algumas partes da massa cerebral devido à sua consciente vontade de trabalhar e, por isso, ele é sensível a determinados estímulos mais do que eu.

Na célula seminal primitiva estão, em partes iguais, os elementos masculinos e femininos, e a diferença está em que os elementos de certa classe alcançam maior desenvolvimento. A diferenciação se dá em virtude da maior atividade dos elementos que produzem hormônios de certas classes e que dependem de muitos fatores, como, por exemplo, a temperatura, a luz, a presença no interior de determinados ácidos, de certos sais minerais, da força vital que aviva a ação de uns elementos e conserva outros em equilíbrio estável etc...

No grânulo da vida está, em potência, o conhecimento destas fórmulas e a subconsciência e consciência possuem os órgãos físicos que permitem liberá-lo, porém falta-nos a chave mestra que nos abra totalmente a porta da SUPERCONSCIÊNCIA.

Que é a superconsciência? É a consciência que sabe sem pensar e trabalha sem equívoco. Que nos falta para obter esta chave mágica? É necessário alcançar três objetivos:

1 - Disciplina física: Submeter-se a um regime racional e adequado de dietas e exercícios musculares e respiratórios, até alcançar um domínio sobre si mesmo.

2 - Disciplina mental: Instruir-se nas ciências humanas, aprender e conhecer a unidade da vida e das ideias com as formas, até fazer-se apto para compreender e fazer-se compreensível.

3 - Disciplina espiritual: Penetrar nos mistérios da criação, nas leis de causa e efeito, nos processos de transmutação e veículos que unem o mental ao espiritual até que se identifique e se faça um com o todo.

Estas disciplinas dão ao adepto o poder de abrir conscientemente suas portas internas e fazer com que sua consciência leia os arquivos da subconsciência e, assim, libere sua superconsciência ou Onisciência, e se converta em sacerdote do saber, vendo o passado, o presente e o futuro. A ALMA QUE SABE SE CONSOME NO DESEJO DE SABER MAIS. A QUE VISLUMBRA DEUS SE CONSOME NO DESEJO DE CHEGAR A ELE... disse a Torah.





Dr. Jorge Adoum.'.
Fraternitas Rosicruciana Antiqua






Fonte: do livro "O Átomo da Vida"
Tradução de Yara Ramos
1ª ed., Niterói, RJ, 2000
Fundação Cultural Avatar
Fonte da Gravura: tumblr.com

ADORANDO A DEUS SEM FORMA EM SEU CORAÇÃO

Tradicionalmente, na adoração de Deus com forma, você pode adotar muitos tipos de rituais de adoração. Você pode oferecer flores ao Senhor, você pode banhar Sua estátua com água sagrada, você pode queimar incenso ou usar outras formas de adoração. Estes rituais proporcionarão alguma satisfação. Adorar a forma do Senhor externamente, com vários artigos sagrados, proporciona satisfação. Mas, uma vez que você estabelece Deus dentro de seu coração, então, você vai adorá-Lo através das flores de seu coração. Depois que a consciência do corpo e a ilusão associada a esta são destruídas, então, a divindade que você antes adorou de forma externa, com flores e vários artigos de adoração, será, agora, estabelecida em seu aspecto informe nas profundezas de seu coração e você desejará adorá-la com as graciosas flores de seus sentimentos. Isto proporcionará a verdadeira alegria imutável.

Enquanto estiver adorando o Senhor com forma, você usará flores físicas tais como rosas, calêndulas e jasmins. Todas estas flores são impermanentes. O corpo que executa esta adoração também é impermanente. Mas, se você quiser adorar a Deus sem forma em seu coração, então as flores serão diferentes. Essas flores serão permanentes. Essas flores são as qualidades nobres que você desenvolve em seu coração e oferece ao Senhor. São as flores da não-violência, da restrição dos sentidos, da verdade, da resignação e da paciência, da perseverança, do amor e compaixão, da caridade e do sacrifício. Todas estas flores são destinadas à adoração interna. Para elevar-se à adoração do princípio sem forma, você terá que desenvolver estas flores do coração e usá-las em sua adoração. Então, você experimentará a alegria inefável e imutável do espírito e entrará no caminho que irá conduzi-lo para casa, para a sua origem divina.




Sathya Sai Baba






Fonte: do livro "Ensinamentos de Sai Baba"
Fonte da Gravura: Tumblr.com

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A AUTODESTRUIÇÃO NUMA PRECISA ANOTAÇÃO ESPÍRITA

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1 milhão de pessoas se matam por ano em todo o mundo. A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio. Somente no Brasil, quase 30 pessoas se suicidam por dia, e infelizmente os números são crescentes. As maiores incidências são nos países ricos. O leste europeu registra um dos mais altos índices de suicídio proporcionalmente. Países da Ásia, como Coreia do Norte, China e Japão são os recordistas mundiais.

Em 2014, mais de 25 mil pessoas cometeram suicídio no Japão. Isso dá uma média de 70 por dia. A maioria é de homens. O assunto voltou a ter destaque recentemente com o suicídio de um homem de 71 anos, que ateou fogo no corpo dentro de um trem bala. Para o psicólogo Wataru Nishida, da Universidade Temple, em Tóquio, a solidão na velhice é o fator número um que antecede a depressão e o suicídio. Tese que encontra respaldo em John Cacioppo, cientista e professor de psicologia da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, que sugere ser o isolamento um fator impactante para acelerar o extermínio “prematuro” do idoso solitário. Para Cacioppo há fatores de risco em face do sentimento de solidão, dentre os quais estão a interrupção frequente do sono, elevação da pressão arterial, aumento do cortisol (hormônio do estresse), alterações no sistema imunológico e aumento da depressão. [1]

Talvez realmente a solidão seja preocupante enfermidade dos dias de hoje. Mas não são apenas os idosos homens com problemas pessoais que estão tirando suas vidas. O índice vem crescendo rapidamente entre homens jovens, fazendo com que o suicídio seja a principal causa de morte entre os homens japoneses com idades entre 20 e 40 anos. E as evidências apontam que estes jovens estão se matando porque perderam completamente a esperança e são incapazes de pedir ajuda. [2]

Para alguns pesquisadores as causas do suicídio podem estar relacionadas a distúrbios psicossociais, como exclusão, dependência química, desesperança e traumas emocionais. Não raro, o suicídio é tido como consequência da depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, anorexia e desvios de personalidade. E os especialistas procuram responder o que leva o ser humano a desrespeitar o seu instinto de autopreservação.

Sob a tese sociológica, o escritor francês Albert Camus, no seu livro intitulado “O Mito de Sísifo” defende a tese que só existe um problema filosófico realmente grave: o suicídio - Julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida é responder a questão de filosofia. Que o confirmem os peculiares escritores Artur Shopenhauer no seu macabro livro “As Dores do Mundo”, que induz o leitor fragilizado ao suicídio, e Friederich Nietzsche, que em “Assim Falava Zaratustra” afirma que orar é vergonhoso. Emille Durkhein, um dos maiores pesquisadores das teses suicidógenas, afirma que a culpa maior para uma pessoa cometer um ato tão extremo, de vencer o próprio instinto de conservação é da sociedade, que é a grande pressionadora para esse ato extremo do homem - é o ser psicológico sendo abatido pelo ser social.

Os Espíritos explicam que o adiamento de uma dívida moral significa reencontrá-la mais tarde com juros somados com cobrança sem moratória. A vida na Terra foi dada como prova e expiação e depende de cada um lutar com unhas e dentes para ser feliz o quanto puder, amenizando as suas dores com amor. [3] Como explicar o descontentamento da vida que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos? Certamente é resultado da ociosidade, da falta de fé, e também da saciedade. É óbvio que ninguém tem o direito de acabar com a própria vida. O suicídio é uma grave transgressão às leis de Deus.

O suicídio cometido por desgosto da vida é uma brutal estupidez, uma loucura. Ora, por que tais infelizes rebeldes da vida não trabalhavam para o próximo? Com certeza a existência seria menos pesada. Infelizes são os que não têm a coragem de suportar as adversidades da existência. Deus ajuda os que sofrem e não os que carecem de energia e de coragem. As consternações da vida são provas ou expiações. Felizes os que as suportam sem se queixar, porque serão recompensados. O suicídio é resultado da ociosidade, da falta de fé, e geralmente da saciedade. [4]




Jorge Hessen




Fonte do Texto e da Gravura: do Blog "Artigos Espíritas"
https://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br





Referência bibliográficas:

[1] Disponível em http://oglobo.globo.com/saude/solidao-aumenta-em-14-as-chances-de-idosos-morrerem-de-forma-prematura-11609030#ixzz2yAIPeewV,acesso em 05/10/2015

[2] Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/07/150705_japao_suicidio_rb, acesso em 07/10/2015

[3] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, questão 920, RJ: Ed. FEB. 2000

[4] Idem, questões de 943 a 949

MANIFESTAÇÕES ESPIRITUAIS DO AMOR

Os espíritos luminosos do mundo invisível estão sempre a fazer trocas de amor: eles encontram-se no espaço, saúdam-se, penetram-se uns aos outros com raios puros e continuam a sua rota. Não ter corpo físico não impede que se faça trocas e se ame. Também vós fazeis, com as criaturas que vos rodeiam, milhares de trocas que não são físicas. Não dais beijos a toda a gente, não tomais toda a gente nos braços, mas não parais de ter encontros que vos alimentam e vos tornam felizes. Por que não haveis de aumentar o número e a qualidade dessas trocas? O amor, tal como é compreendido pela maioria dos humanos, esse amor ávido, egoísta, possessivo, ciumento, cruel, é uma verdadeira escravatura. Vós direis: «Mas nós temos um corpo, não podemos manifestar-nos como anjos.» Ficai a saber que, na realidade, não é o vosso corpo que mais se opõe às manifestações espirituais do amor, é o vosso mundo psíquico, que não aprendestes a controlar, a iluminar. Ter um corpo não nos impede de nos aproximarmos desta concepção espiritual do amor, pois a alma e o espírito em nós são tão reais como o nosso corpo físico e podem fazer trocas com todas as outras almas e todos os outros espíritos do universo.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Tumblr.com

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

UMA DAS QUALIDADES INERENTES DA ÁGUA (MIKVEH)

Os kabalistas há muito tempo reconheceram e abraçaram os benefícios espirituais da água. É o seguinte: Andamos pelo mundo e encontramos pessoas que podem nos olhar com desdém, pessoas que podem ter inveja de nós, pessoas que podem ter raiva de nós. Na verdade, nunca sabemos realmente que pensamentos os outros podem ter a nosso respeito.

Quando imergimos nossos corpos na água, neutralizamos essas forças negativas, sejam elas quais forem ou de onde venham. Essa imersão é uma ferramenta kabalística chamada mikveh.

A água representa o fluido amniótico e, assim, quando imergimos na água, vivenciamos um tipo de retorno ao útero. Então, quando emergimos da água, é como se tivéssemos acabado de renascer. O poder da água está na sua capacidade de remover a negatividade espiritual que se prende a todos nós diariamente.

Um dos 72 Nomes de Deus, Vav Mem Bet, nos ajuda na conexão com a qualidade espiritual inerente da água e a purificar as águas que bebemos e utilizamos todos os dias. Os kabalistas dizem que a água pode curar naturalmente, nos rejuvenescer e nos conectar com a energia da Força da Vida. Passe seus olhos por essas letras para ajudá-lo a conectar-se com este poder.

(obs.: ler e/ou visualizar as três letras da direita para a esquerda)




Karen Berg





Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com

RECONHECENDO A UNICIDADE E O CONHECIMENTO DO ABSOLUTO (BRAHMAJNANA)

Todos são filhos de Deus. Ele é o único Senhor da humanidade. As pessoas podem parecer diferir em seus nomes e formas, e em suas crenças e práticas. Mas o pai é somente um. O reconhecimento desta verdade básica de unicidade é Brahmajnana (Conhecimento do Absoluto). Este conhecimento não é adquirido pelo estudo das escrituras e pela realização de discussões metafísicas. O que tem de ser reconhecido é a verdade de que cada ser no universo é uma encarnação do Supremo. A consciência da unidade que incorpora a diversidade é o conhecimento mais elevado. A simples tradição livresca é inútil. Todas as religiões têm ensinado o que é bom, e todos devem levar uma vida justa baseada neste conhecimento. Se as mentes são puras, como pode qualquer religião ser má? Todas as religiões são caminhos diferentes, levando a um e o mesmo destino. Todos os devotos devem experimentar esta verdade e viver de acordo com ela em suas vidas diárias, dando um exemplo para o resto do mundo. Sua devoção não deve ser artificial. Eles devem aderir ao caminho certo, levar vidas justas e, assim, experimentar a bem-aventurança duradoura. Só então seu esforço espiritual será frutífero. (Discurso Divino, 8 de janeiro de 1988)






Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Tumblr.com

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

CHRISTO - ABRAXAS - BAPHOMET - THELEMA

Eis aqui quatro palavras, e no fundo uma só. Eis aqui quatro forças, contudo, em essência, uma força única: a LUZ...

Os primitivos cristãos, que não esqueceram os Mistérios, foram Gnósticos e serviram-se dos símbolos antigos. Disto temos uma nova prova magnífica.

Uma das coisas que mais me impressionou em minha viagem ao Oriente, foi a mesquita HAGUIA SOPHIA (antiga Basílica de Santa Sophia) de Constantinopla. Esse templo único no mundo, foi construído no ano 325, pelo Imperador Constantino.

Depois da conquista turca, verificada em 1453, a basílica cristã foi convertida em mesquita maometana. Com este propósito, foram retirados as imagens e a ornamentação cristãs, mas como se tornou extremamente dispendioso arrancar o assoalho da basílica e substitui-lo por outro, resolveram cobrir o assoalho da igreja com terra e pavimentar o templo com lousas, ocultando assim o assoalho da igreja que era um afiligranado mosaico, único no mundo. A verificação desta verdade data de pouco tempo. Ao serem executados certos trabalhos, no referido templo, descobriram – oh! surpresa - que o mosaico antigo era representação de um grande quadro em cujo centro se distinguia o CRISTO e em que se lia a seguinte legenda: ”EU SOU A LUZ”.

Tudo de fato que o cristianismo adotou posteriormente, deriva desta primeira ideia gnóstica de que o CRISTO simbolizava o SOL. CRISTO era, portanto, um primeiro aspecto derivado do PAI, do SOL CENTRAL.

Essa Luz atua de modos diferentes. Para os Gnósticos tinha aspectos e um dos principais é patenteado pelo símbolo ABRAXAS que em seu valor numérico dá 365. Abraxas representa pois essa força que atua diariamente sobre a face da Terra e sobre os seres de maneira completamente distinta conforme a estação. Era representado por um homem com cabeça de galo e bico falomórphico.

Existe uma estátua de ABRAXAS no Vaticano em cujo pedestal lê-se: ”O SALVADOR DO MUNDO”.

Outro aspecto desta força é BAPHOMET, representado por um bode. Pretenderam relacionar esta força com Lúcifer ou Satã. Seu valor numérico é 666; é um aspecto mais grosseiro, porque é a força astral.

Outro aspecto desta força é THELEMA que significa a Vontade Atuante na Luz.

O discípulo não deve esquecer que todos esses nomes e símbolos representam forças, e nos Mistérios usavam-se esses símbolos para objetivar essas forças.

Tendo esquecido esta significação o catolicismo romano caiu em um culto pessoal e criou fantasmas, como o diabo, que não negamos que “exista”, já que nessas forças residem seres (...)

Assim, pois, a força de ABRAXAS manifesta-se de modos distintos da força de BAPHOMET, porém são forças derivadas da força espiritual da Luz, que os Gnósticos chamam FORÇA CRISTÔNICA.

O discípulo precisa aprender o manejo de todas essas forças.





Dr. Arnold Krumm Heller (Huiracocha)






Fonte: Artigos - Revista Gnose, 1936
Colección “Rosae Crucis” Nº 67
Biblioteca Upasika - www.upasika.com
Fonte da Gravura: Tumblr.com

REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

Em qualquer trabalho, o sucesso vem através dos nossos bons sentimentos, de uma mente positiva e uma abordagem otimista diante das pessoas e eventos. Honestidade, integridade e coragem também determinam o progresso no trabalho sob a ótica da espiritualidade. Deveríamos sempre trabalhar juntos, em grupos. Nenhum de nós faz nada individualmente. Assim como as contas de um rosário, deveríamos ser cooperativos e trabalhar harmonicamente dentro da equipe. (Dadi Janki)

O pensamento é a energia da consciência. O pensamento cria a experiência de realidade e expressa a qualidade da alma. Cada pensamento contém energia capaz de afetar o mundo. Pensamentos de alta qualidade podem energizá-lo ao nutrir sua mente e alma. Procure dedicar alguns momentos para considerar cada pensamento e experimentar a energia que vem dele. Absorva o significado deste pensamento e veja como ele se aplica a você. A prática de intencionalmente escolher pensamentos preenchidos com energia de alta qualidade é conhecida como Raja Yoga.

A mente é realmente um campo de batalha que tenta nos dissuadir a fazer o trabalho dela. Mas precisamos estar atentos e intervir toda vez que for necessário. Repetir o pensamento desejado e trazê-lo para a ação de forma que um novo hábito seja criado. A boa notícia sobre a mente é que ela é uma criança obediente diante de um mestre amoroso. Com um pouco de esforço os pensamentos desejados começam a surgir automaticamente e desencadeiam a mudança desejada na ação através de um processo natural de dentro para fora.

Pessoas famosas e importantes têm uma agenda com todos os compromissos marcados de antemão. Você também é uma pessoa muito importante. Você é um agente de transformação do mundo. Então, a partir de hoje, faça uma agenda dupla que contemple: (1) a tarefa a ser realizada e (2) os pensamentos que você cultivará durante a realização da tarefa. Esse hábito trará mais valor às suas ações e mais quietude na sua mente. Mas para isso, os pensamentos que você escolher devem ser elevados, amorosos e positivos. Isso é meditar na ação, uma prática efetiva para pessoas muito ocupadas e ativas.




Brahma Kumaris






Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Tumblr.com

domingo, 8 de janeiro de 2017

O REI NOS CONTOS DE FADAS (Flexibilidade e Mudanças são salutares)

Os contos de fadas são recheados de figuras mágicas, bem como pessoas da realeza como reis, rainhas, princesas e príncipes.

Gostaria de falar um pouco sobre o Rei nos contos de fadas, pois se trata de uma figura central nas histórias.

O rei é uma figura de grande destaque na sociedade.

Nos tempos mais antigos era considerado a manifestação de Deus na Terra. Psicologicamente sua figura pode ser associada a imagem do Self, aquele centro regulador da psique que se torna uma representação da atitude coletiva nos contos de fadas.

Von Franz (2005) diz que o rei incorpora um princípio divino, do qual depende o bem-estar físico e psíquico de toda a nação. É o princípio divino na sua forma mais visível, é sua encarnação e sua moradia.

Dessa forma observando a figura do rei podemos tirar alguns aprendizados sobre o Self e como a consciência coletiva (e individual) funciona mediante esse centro regulador.

Associar o rei ao Self faz sentido, pois no nível individual é desse centro regulador que depende todo o bem estar psíquico do individuo.

Nos contos de fadas o rei geralmente está velho, ou muito doente e precisa ser substituído. Ou seja, ele é incompleto. Mas, como um símbolo do Self, envelhece e precisa ser renovado.

Se transportarmos isso para o estudo das religiões, a tendência dos rituais ou dogmas religiosos é tornarem-se superados depois de um tempo, e perderem seu impacto emotivo original, tornando-se fórmulas mortas.

Embora adquiram qualidades positivas da consciência, como a continuidade, eles perdem o contato com a corrente irracional da vida e tendem a tornar-se mecânicos (Von Franz, 2005).

Isso vale para doutrinas religiosas e sistemas políticos que, com o tempo, se tornam obsoletos, e também para tudo em nossa vida.

Quando nos tornamos conscientes de algo, isso nos enche de vida e traz sentido à vida. No entanto, quando algo fica consciente muito tempo e não nos renovamos, esse conteúdo se petrifica e a vida se torna enfadonha.

Podemos então concluir que esse centro da psique não é estático e se renova constantemente.

Ele precisa ser compreendido e assimilado para que nossa vida coletiva e individual não se torne uma formula morta e sem sentido.

Entretanto, em alguns contos de fadas o rei se nega a ser substituído.

Por exemplo, no conto de fadas "O velho Rinkrank", dos irmãos Grimm, o rei manda construir uma armadilha contra os pretendentes a mão de sua filha, tentando evitar que o futuro genro assuma seu lugar.

No nível pessoal é possível observar que o ego, centro da consciência, possui uma tendência em se tornar unilateral.

A consciência adora ter o poder, e sair desse estado é muito difícil e doloroso, mesmo que isso cause uma neurose no indivíduo.

Por esse motivo muitas pessoas relutam em fazer psicoterapia, ou desistem no meio do caminho, pois o ego deve abrir mão do controle e deixar que novas possibilidades surjam.

Muitas preferem se manter na unilateralidade e na neurose.

É uma zona de conforto! Realmente fazer analise é um ato heroico.

Em termos coletivos, vemos o quão difícil é a aceitação de algo novo por parte da consciência coletiva.

Mas se quisermos evoluir e não nos tornarmos doentes precisamos lembrar que aquilo que um dia foi um bom remédio e algo excelente acaba se tornando destrutivo com o tempo.

Perseverar em um curso de ação é bom até um determinado momento, por isso precisamos desenvolver uma flexibilidade e aceitar que possivelmente, em algum momento, teremos que rever esse curso de ação e buscar um novo.




Hellen Reis Mourão




Fonte do Texto e da Gravura: Biblioteca Virtual da Antroposofia
http://www.antroposofy.com.br/forum/o-rei-nos-contos-de-fadas/

O CAMINHO ESPIRITUAL E AS CONSEQUÊNCIAS DO COMPORTAMENTO

Muitas decepções esperam todos aqueles que imaginam que, quando se empenham na via da espiritualidade, ficarão rapidamente libertos de todos os seus males. Eles estão no bom caminho, mas estar no bom caminho não significa que se chegou ao fim. Por um lado, é verdade, certos tipos de sofrimento desaparecem, à medida que eles fazem esforços para se purificar e viver em harmonia com o mundo da luz. Mas, por outro lado, as consequências das transgressões que eles cometeram nesta vida ou em vidas anteriores não serão imediatamente apagadas. Por isso, não devem admirar-se se, apesar da nova orientação que tomaram, ainda têm de passar por certos sofrimentos. Para simplificar, podemos dizer que as boas ações dos humanos se acumulam num reservatório e as suas más ações num outro: pelas más ações, eles devem ser sancionados, e, pelas boas ações, são recompensados. Qualquer que seja a sua orientação atual, eles passam, pois, por acontecimentos e estados psíquicos ou físicos que são as consequências mais ou menos longínquas do seu comportamento passado.





Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SER PARA SI MESMO O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA

Toda a natureza do ser humano deve ser usada com sabedoria por aquele que deseja ingressar no caminho. Cada um é para si mesmo absolutamente o caminho, a verdade e a vida. Mas isso só se torna um fato quando ele domina firmemente toda a sua individualidade, e, com a força da sua vontade espiritual despertada, reconhece que esta individualidade não é ele próprio, mas um instrumento que com a sua dor ele criou para seu próprio uso, e graças ao qual ele pretende, à medida que seu crescimento lentamente desenvolve sua inteligência, chegar até a vida que está além da individualidade. Quando percebe que é para isso que a sua maravilhosa vida complexa e separada existe, então, de fato, e só então, ele está no caminho. [1]





Mabel Collins






Fonte:  do livro “Luz no Caminho”, de M.C., edição luso-brasileira com tradução, notas e prólogo de Carlos Cardoso Aveline, The Aquarian Theosophist, Portugal, 2014, 85 pp., ver p. 25.
Fonte da Gravura: Tumblr.com