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Afirmação de fé. Exemplo de confiança. As sombras se agitam, desorientadas, quando a luz se faz mais intensa. Indiscutivelmente, os problemas não desaparecem de vez. No entanto, é forçoso que o servidor se mantenha firme no posto de ação e vigilância, com a alegria de quem cumpre o dever. Rogamos observação e prece, firmeza de ânimo e disposição a servir. Estamos na condição do cultivador que se encontra em árduo serviço no solo, achanando a gleba e manejando o arado para lançar, por fim, a semente renovadora e produtiva. Realizado o trabalho da plantação, surge o período abençoado da espera. E de tanta paz carecemos na complementação do serviço que, para sermos mais precisos, somos impelidos a lembrar a tarefa do cirurgião cujo esforço, em seguida ao trabalho operatório, é compelido a aguardar as respostas orgânicas do paciente. Estejamos no desempenho de nossas atividades normais, dentro daquele preceito do “orai e vigiai”, porquanto, aqueles irmãos nossos do passado, a quem suplicamos renovação para eles e para nós, muito dificilmente se dispõem a essa mesma renovação. Tenhamos paciência e calma, bom ânimo e fé, e assim, como usamos medicamentos, em doses certas e nas ocasiões certas, a fim de que o desequilíbrio do corpo desapareça em favor da saúde, adotemos comportamento análogo mobilizando palavras de paz, amor e bênção, ante as dificuldades da alma, para que se nos refaça a harmonia espiritual. |
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Francisco Cândido Xavier / Batuira Fonte: do livro "Mais Luz" Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/pedras-pilha-seixos-pilha-de-pedra-2040340/ |
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
NA REVOLUÇÃO ESPIRITUAL
terça-feira, 20 de novembro de 2012
A REVELAÇÃO É A DESCOBERTA DA ALMA
A noção popular do que seja uma revelação, é a previsão do futuro.
Nos passados oráculos da alma, a compreensão tenta encontrar respostas a perguntas sensuais, e se propõe a extorquir de Deus o tempo pelo qual os homens existirão, o que suas mãos farão e quem serão seus companheiros, acrescentando até mesmo nomes, datas e lugares.
Mas não devemos forçar as fechaduras. Devemos reprimir esta curiosidade. Uma resposta em palavras é enganadora; ela não responde realmente a pergunta que fazemos.
Não exijas uma descrição dos países para os quais irás viajar. A descrição não os descreve, e amanhã chegarás lá e os conhecerás habitando-os.
Os homens perguntam pela imortalidade da alma, e pelas ocupações do céu, e não pelo estado do pecador, e assim por diante. Eles chegam mesmo a sonhar que Jesus deixou precisamente respostas para esses interrogatórios.
A revelação é a descoberta da alma.
Ralph Waldo Emerson
Fonte: de escritos Rosacruzes (Ordem Rosacruz - AMORC)
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/c%c3%a9u-em-chamas-revela%c3%a7%c3%a3o-nuvens-luz-2147351/
AMA SEMPRE
Encontrarás talvez, junto de ti, os que te pareçam errados.
Esse cometeu falta determinada, aquele se acomodou numa situação considerada infeliz.
Respeita o tribunal que lhes indicou tratamento, sem recusar-lhes auxílio. Quem conhecerá todas as circunstâncias para sentenciar, em definitivo, quanto às atitudes de alguém, analisando efeitos sem penetrar as causas profundas?
Deliciava-se certa jovem com o perfume das rosas que lhe vinham desabrochar na janela. Orgulhosa das ramas que escalavam paredes, de modo a ofertar-lhe as flores, quis corrigir o jardim, no pedaço de chão em que a planta se levantava. Pequeno monte de terra adubada, a destacar-se de nível, foi violentamente arrancado, mas justamente aí palpitava o coração da roseira.
Decepada a raiz, morreram as flores. Quantas criaturas estarão resignadas à moradia em situações categorizadas por lodo, para que as rosas da alegria e da segurança possam brilhar nas janelas de nossa vida?
Aceita os outros tais quais são.
Espera e serve.
Abençoa e ama sempre.
O errado hoje, em muitos casos, será o certo amanhã.
O julgamento é dos homens, mas a Justiça é de Deus.
Francisco Cândido Xavier / Meimei
Fonte: do livro "Amizade"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal
AVALIE A SI MESMO
O que é reformar?
É restituir ou restabelecer à organização primitiva.
É restituir ou restabelecer à organização primitiva.
O que é transformação?
É o ato ou efeito de transformar ou de ser transformado. É uma alteração, modificação ou uma mudança de uma forma em outra. Pode ser uma evolução ou mutação mais ou menos lenta de qualquer coisa.
É o ato ou efeito de transformar ou de ser transformado. É uma alteração, modificação ou uma mudança de uma forma em outra. Pode ser uma evolução ou mutação mais ou menos lenta de qualquer coisa.
O que é modificação?
É o ato ou efeito de transformar. É mudança no modo de ser de qualquer coisa. É transformação de uma coisa sem prejuízo da essência.
É o ato ou efeito de transformar. É mudança no modo de ser de qualquer coisa. É transformação de uma coisa sem prejuízo da essência.
O que é alteração?
É o ato ou efeito de modificar o estado normal de alguma coisa. Pode ser, também, o ato de decompor, ou degenerar alguma coisa.
É o ato ou efeito de modificar o estado normal de alguma coisa. Pode ser, também, o ato de decompor, ou degenerar alguma coisa.
Assim, adotamos a palavra
transformação por achá-la mais adequada ao que se
refere às mudanças comportamentais.
TRANSFORMAÇÃO ÍNTIMA
O QUE É TRANSFORMAÇÃO ÍNTIMA?
É um processo contínuo de auto-análise, de conhecimento de nossa intimidade espiritual, libertando-nos de nossas imperfeições e permitindo-nos atingir o domínio de nós mesmos.
O QUE PODEMOS FAZER PARA NOS TRANSFORMARMOS INTIMAMENTE?
Podem-se e devem-se substituir nossos defeitos como por exemplo, o Egoísmo ou Personalismo, o Orgulho, a Inveja, o Ciúme, a Agressividade, a Maledicência e a Intolerância por virtudes, tais como Humildade, Caridade, Resignação, Sensatez, Generosidade, Afabilidade, Tolerância, Perdão etc.
É um processo contínuo de auto-análise, de conhecimento de nossa intimidade espiritual, libertando-nos de nossas imperfeições e permitindo-nos atingir o domínio de nós mesmos.
O QUE PODEMOS FAZER PARA NOS TRANSFORMARMOS INTIMAMENTE?
Podem-se e devem-se substituir nossos defeitos como por exemplo, o Egoísmo ou Personalismo, o Orgulho, a Inveja, o Ciúme, a Agressividade, a Maledicência e a Intolerância por virtudes, tais como Humildade, Caridade, Resignação, Sensatez, Generosidade, Afabilidade, Tolerância, Perdão etc.
QUANTO TEMPO PODERÁ LEVAR PARA QUE TAIS MUDANÇAS OCORRAM?
O tempo não importa, o que importa é o esforço contínuo que se faz para atingir a Transformação Íntima. (“Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que emprega para domar as suas más inclinações”. Allan Kardec in O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XVII, Sede Perfeitos). Não se trata de esforço físico, mas de firme contenção de espírito, de um empenho que não sofra excessiva solução de continuidade. "Excessiva", porque, na verdade, também não podemos estar "continuamente" empenhados na transformação de nós mesmos. Deve haver, isto sim, uma persistência de propósito, e a esta persistência chamamos esforço. Em outras palavras, não é bom sintoma abandonar uma atividade ou desviar a energia para um curso mais fácil de ação, ao primeiro sinal de dificuldade. A referência do esforço é nesse sentido: continuidade, persistência em face das dificuldades. Mesmo que no dia a dia dê a impressão de que não houve nenhuma mudança, não se deve desanimar nem abandonar o propósito da transformação. Por isso devemos dizer que este esforço é para a vida toda. Estudar o Evangelho de Jesus, ouvir sugestões de pessoas experientes, assistir conferências, ler artigos e livros referentes a este assunto nos levará a conhecer ainda mais, e assim nos auxiliar na identificação dos defeitos que nos afetam em cada situação da vida e aprender aos poucos a prática das virtudes que irão substituí-los.
COMO FAZER?
O Conhecer a si mesmo é o primeiro passo para a nossa
Transformação Íntima, e Santo Agostinho em resposta à q. 919ª de
O Livro dos Espíritos nos oferece uma
excelente receita para isto:
“Quando estiverdes indecisos sobre o valor
de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se
praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não a
podereis ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que
Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça.
Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e
não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto estes
nenhum interesse têm em mascarar a verdade, e Deus muitas vezes
os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais
advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo.
Perscrute, conseguintemente, a sua consciência, aquele que se
sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar
de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas
daninhas; dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do
comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros e eu vos asseguro
que a conta destes será mais avultada que a daquelas. Se puder
dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem
receio o despertar na outra vida.
Formulai, pois, de vós para convosco, questões nítidas e
precisas e não temais multiplicá-las. Justo é que se gastem
alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna. Não
trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que vos
garantam repouso na velhice? Não constitui esse repouso o objeto
de todos os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e
privações temporárias? Pois bem! Que é esse descanso de alguns
dias, turbado sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação
com o que espera o homem de bem? Não valerá este outro a pena de
alguns esforços? Sei haver muitos que dizem ser positivo o
presente e incerto o futuro. Ora, esta exatamente a ideia que
estamos encarregados de eliminar do vosso íntimo, visto
desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de modo a não
restar nenhuma dúvida em vossa alma.”
Temos a tendência natural de sempre
justificar nossos defeitos com racionalismos. São artimanhas e
tramas inconscientes. Portanto, procuremos conhecer a fundo
esses defeitos em todas as suas particularidades, e em como eles
nos afetam, localizando as ocasiões em que estamos mais
vulneráveis à sua manifestação. Procuremos então nos afastar
desses procedimentos e buscar ferramentas adequadas para
substituí-los em nosso comportamento.
(...)
A IMPORTÂNCIA DAS QUEDAS
Um ponto importante é que precisamos
contar com as quedas, até que cresçamos espiritualmente, afinal
somos como crianças aprendendo a andar, e são as quedas que
fortalecem nossa vontade, e nos ensinam a ter persistência.
Somos aquilo que conseguimos realizar e
não aquilo que prometemos. Através das quedas aprendemos mais
sobre nós mesmos e podemos aperfeiçoar o modo de evitá-las. Mas
se cairmos porque nos falta vontade de acertar estaremos no
caminho descendente e, de queda em queda, nos enfraqueceremos.
A criança aprende a andar porque está
determinada a fazê-lo. Então, não desanimemos nunca,
levantemo-nos logo e sigamos em frente com tranquilidade, sem
nos martirizarmos, com conhecimento de causa, na firme
determinação de não mais errarmos.
CONCLUSÃO
A cada minuto de nossa vida, antes de
iniciar qualquer ação, façamos este exercício de nos
perguntarmos sempre:
Isto que estou fazendo agora seria bem aceito por Deus ou pela minha consciência?
Isto que estou fazendo agora seria bem aceito por Deus ou pela minha consciência?
Se for, o procedimento é correto; se não
for devemos descontinuar imediatamente o que iriamos fazer e não
pensar mais nisso.
“Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que
praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal
que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o
esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar,
porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós, mesmos
perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que
objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se
fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre
se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai
ainda mais: Se aprouvesse a Deus chamar-me neste
momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no
mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?
Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o
vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos
darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de
um mal que precise ser curado.”
- (SANTO AGOSTINHO in O Livro dos Espíritos,
q. 919a)
A auto-análise permite que alinhemos as nossas ações e pensamentos na direção das correções que necessitamos realizar, para que ajustemos os nossos atos de acordo com os ensinamentos do Mestre, tanto com relação a Deus como em relação ao nosso próximo.
A auto-análise permite que alinhemos as nossas ações e pensamentos na direção das correções que necessitamos realizar, para que ajustemos os nossos atos de acordo com os ensinamentos do Mestre, tanto com relação a Deus como em relação ao nosso próximo.
Através do esforço próprio e de exercícios
repetidos em direção às boas causas, sedimentaremos em nós o
próprio Bem.
Este processo é árduo, assim
necessitaremos de muita coragem, perseverança e determinação
para o realizarmos. Deus assiste e auxilia sempre, mas
precisamos fazer a nossa parte se desejamos verdadeiramente
melhorar.
Invistamos em nosso interior e procuremos melhorar nosso espírito eterno, transformando o que esta sociedade transitória estabeleceu como "normal" para nós. Lutemos o bom combate e não a luta mesquinha dos materialistas. A humanidade continuará ainda por muito séculos como é agora, mas nós, que já estamos disposto às mudanças de atitude, que já sentimos o amor ensinado pela Doutrina Espírita, que já estamos conscientes da realização de nossa evolução espiritual, que já começamos a compreender as palavras de nosso grande Mestre (Jesus), podemos fazer a nossa pequena parte vivendo a solidariedade no mais alto grau que é a caridade e realizar a transformação no íntimo de cada um, fazendo a Alquimia moderna de transformar chumbo em ouro.
Invistamos em nosso interior e procuremos melhorar nosso espírito eterno, transformando o que esta sociedade transitória estabeleceu como "normal" para nós. Lutemos o bom combate e não a luta mesquinha dos materialistas. A humanidade continuará ainda por muito séculos como é agora, mas nós, que já estamos disposto às mudanças de atitude, que já sentimos o amor ensinado pela Doutrina Espírita, que já estamos conscientes da realização de nossa evolução espiritual, que já começamos a compreender as palavras de nosso grande Mestre (Jesus), podemos fazer a nossa pequena parte vivendo a solidariedade no mais alto grau que é a caridade e realizar a transformação no íntimo de cada um, fazendo a Alquimia moderna de transformar chumbo em ouro.
ELIO MOLLO
Fonte: http://www.aeradoespirito.net/ArtigosEM/AVALIE_A_SI_MESMO.html
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal
Referências:
-O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
Referências:
-O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
-O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec
-Reforma íntima (artigo) - Paulo Antonio Ferreira - http://home.ism.com.br/~pauloaf/
-Reforma íntima (artigo) - Paulo Antonio Ferreira - http://home.ism.com.br/~pauloaf/
-Manual Prático do Espírita de Ney Prieto Peres, da Editora Pensamento.
-Fundamentos da Reforma Íntima - Abel Glaser pelo Espírito Caibar Schutel, da Editora O Clarim.
-Reforma Íntima (artigo) - João Batista Armani - http://www.espirito.org.br/portal/palestras/diversos/reforma-intima.html
-Fundamentos da Reforma Íntima - Abel Glaser pelo Espírito Caibar Schutel, da Editora O Clarim.
-Reforma Íntima (artigo) - João Batista Armani - http://www.espirito.org.br/portal/palestras/diversos/reforma-intima.html
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EU SOU A HARMONIA NOS PENSAMENTOS, SENTIMENTOS, PALAVRAS E OBRAS
EU SOU A INTELIGÊNCIA. EU SOU A BELEZA. EU SOU A HARMONIA NOS PENSAMENTOS, SENTIMENTOS, PALAVRAS E OBRAS.
Feliz é o aspirante que chega a sentir isto. A substância que rodeia o corpo é demasiadamente sensível e susceptível ao pensamento e sentimento conscientes, pelos quais se pode modelar qualquer forma.
Esta substância do corpo pode, pelo pensamento e sentimento conscientes, ser modulada e modelada à mais extraordinária beleza. Olhar no espelho e desejar a beleza aos olhos, ao rosto e às suas expressões, usando as afirmações conscientemente, sem dúvida a substância sensível e invisível os revestirá com a beleza do sentimento e do pensamento. Não muda a cor dos olhos, mas, os dota de uma simpatia demasiadamente atrativa e assim moldará o rosto com as irradiações que fluem dele.
O homem aspira os átomos afins aos seus pensamentos.
Dr. Jorge Adoum .'.
Fraternitas Rosicruciana Antiqua
Fonte: http://br.groups.yahoo.com/group/magojefa
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A LINGUAGEM DO INCONSCIENTE
Todos nós, no fim das contas, temos de aceitar as consequências de nossas opções. As opções nunca são tão simples quanto parecem. Mesmo a mais sábia das pessoas faz más opções, e são exatamente esses "erros", com toda a dor de suas consequências, que nos permitem adquirir alguma sabedoria.
(...)
É muito mais fácil culpar os pais por nossos problemas psicológicos, esquecendo conscientemente, que o poder que eles têm deriva do que é projetado neles; é mais fácil sair de um relacionamento ou de um casamento porque a monogamia está "fora de moda", ou porque o parceiro obviamente é uma besta totalmente responsável pela trapalhada. O reconhecimento da elemento de projeção é uma carga que muitos de nós não deseja assumir, pois se realmente assumimos essa carga, nem um só incidente - nem uma só discussão, disposição de ânimo, ataque de raiva, suspeita secreta ou explosão de ressentimento - pode passar sem o reconhecimento das próprias motivações. E também é preciso conversar sobre muita coisa, o que implica um tipo de confiança que não estamos acostumados a ter em nossos semelhantes, porque não confiamos em nós próprios. Não somos apenas completamente não educados nessa forma de olhar para dentro; também somos sujeitos a uma certa apatia, uma inércia que recusa o esforço de aprender a ver, preferindo o refúgio da inconsciência.
É preciso ter coragem de sofrer a morte das ilusões e a dissolução das projeções. É preciso ter coragem de errar. É preciso ter coragem de ser vulnerável, de ser inferior, de ser suficientemente magnânimo para permitir o fracasso dos outros, porque todo mundo está sujeito a eles; e é preciso ter a coragem de sofrer (e infligir) dor e orgulho ferido, também, às vezes, como um ego totalmente (machucado e magoado) que precisa ser sacudido para sair de sua autocomplacência. É preciso conservar o senso de humor. E é preciso estar disposto a aceitar o elemento da conivência inconsciente em todas as situações, por mais que pareçam ser a culpa de outra pessoa, pois nas raízes mais profundas de nosso ser, somos todos uma psique, e a mesma correnteza da vida nos impregna a todos.
Em cada um de nós existe o santo, o mártir, o assassino, o ladrão, o artista, o estuprador, o professor, o curador, o deus e o demônio. Os indivíduos são diferentes, mas a psique coletiva dá origem a todos nós.
É preciso reconhecer tanto a pequenez como a grandeza do SELF pessoal em todas as questões de opção.
Entretanto, há espaço, em cada um de nós, para a criança negligenciada, a criança cheia de potencialidades, que eternamente condenamos e reprimimos porque não se ajusta à nossa auto-imagem e às imagens das pessoas à nossa volta. Valorizar a criança permite que nos valorizemos a nós mesmos como pessoas inteiras, e só podemos nos valorizar enquanto pessoas inteiras. Precisamos nos educar para olhar através do egoísmo, da voracidade, da dependência, do ciúme, da possessividade e da vontade de poder e discernir as necessidades e energias que os governam; é essa discriminação modesta e não-dogmática, que vai nos capacitar a transmutar o desajeitado e feio em algo vulnerável e precioso.
Todos nós, em resumo, precisamos nos tornar alquimistas, e o trabalho da transmutação é sinônimo de aprender a amar. O mandamento de Cristo é amar o próximo como a si mesmo. Mas se você não se amar, o que vai ser capaz de fazer ao seu próximo, escorando-se no farisaísmo do seu próprio julgamento.
Mas enquanto é fácil se identificar com o herói, é um pouco mais difícil reconhecer que o inimigo, o feiticeiro, o dragão, a bruxa e a madrasta malvada, assim como a amada, são figuras que existem autonomamente e exercem poder dentro da nossa própria psique.
Não é fácil viver com a própria inferioridade, admiti-la, dar-lhe um santuário, alimentá-la e valorizá-la por si mesma. Todos nós ficamos terrivelmente embaraçados ao exibi-la mesmo para aqueles que amamos. E depois precisamos arranjar desculpas esfarrapadas quando, em vingança, o que deserdamos reivindica sua herança e executamos atos de violência contra os outros. Encarar o lado secreto e transexual da própria Natureza, iniciar o longo trabalho para libertá-lo e redimi-lo, também requer coragem. Preferimos deixar que um parceiro o vivencie por nós, de modo que, se ocorrer algum tipo de fracasso, será responsabilidade de outra pessoa.
Vivendo através e além do horóscopo do nascimento, está o indivíduo, que - no que diz respeito à consciência que desenvolve - não está limitado pelo seu Mapa Astrológico. Quem quer que tente diagnosticar problemas de relacionamento a partir da suposta incompatibilidade de signos vai ficar completamente desapontado. Porque, no fim, não é possível fugir do fato de que metade do relacionamento é sua própria criação e precisa ser investigado e manejado através do reconhecimento de sua própria Natureza, consciente e inconsciente - assim como o reconhecimento das motivações operando nele quando executa qualquer ato ou toma qualquer decisão importante. Se um indivíduo quer conhecer e experimentar o outro, precisa primeiro se conhecer e experimentar-se, e, para tanto, como nos dizem os contos de fadas, é preciso iniciar uma saga, uma jornada, durante a qual vai se deparar com os habitantes desconhecidos de seu próprio mundo interior, em estranhas formas e disfarces. E é preciso chegar à percepção de que eles não são criação do ego, mas participam, com o ego, da totalidade psíquica - e, nessa totalidade, o ego desempenha o papel de redentor amoroso e do servo dos deuses, não do ditador ou do escravo.
O verdadeiro terapeuta ou conselheiro é o processo de viver; é somente vivendo a própria vida com lealdade em relação ao SELF total, que se pode aprender a compreendê-la e tomar o conhecimento - quer na linguagem psicológica ou astrológica - realmente seu. Na época oportuna, no entanto, alguns indivíduos podem se beneficiar com a orientação, o aconselhamento ou a participação de experiência grupal; é só o medo e o orgulho sem sentido que nos convencem de que deveríamos ser sempre capazes de nos enxergar e nos ajudar calados e sozinhos. Muitos de nós também podem se beneficiar muito com a compreensão da astrologia, mas existem numerosas formas expressar o que o mapa simboliza, e nem todos entendem os mesmos símbolos. Acontece que, antes de a pessoa chegar a qualquer compreensão verdadeira, ela precisa tentar muitas coisas, vaguear por muito tempo na escuridão, sendo guiada somente por uma vaga intuição.
Nos momentos de maior necessidade, a psique inconsciente oferece ao consciente seus próprios símbolos de inteireza e do próximo estágio da jornada; se não quisermos viajar às cegas, precisamos aprender a ler esses símbolos em nossos sonhos e fantasias, assim como no horóscopo. É no reino dos símbolos, dos sonhos, dos mitos e contos de fadas, no domínio da sombra, no reino do filho idiota e do parceiro interior aprisionado que precisamos viajar, traçando nosso mapa enquanto caminhamos.
"O amor é uma força do destino cujo poder alcança desde o céu até o inferno" - JUNG
Mesmo a mais distorcida das projeções, se tiver o poder de impulsionar o indivíduo a se tornar maior do que era - a lutar, aspirar, crescer, tentar alcançar o outro -, abriga em algum lugar, o demônio do amor. Embora precisemos introjetá-las, as projeções também devem ser respeitadas, pois são emanações de nossa alma. Não é errado projetar. Pelo contrário, é muito provável que sejamos projeções do SELF. É só quando nos recusamos a reconhecer nossas projeções que somos culpáveis. O conteúdo de uma projeção é um aspecto, uma parte inseparável, da própria essência do indivíduo.
Não se trata de superar as ilusões infantis. Trata-se de aprender a viver tanto no mundo interior como no exterior, reconhecendo a linguagem de ambos - e que eles, e nós, fazemos parte da mesma totalidade.
LIZ GREENE
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/m%C3%A1scaras-veneza-m%C3%A1scara-veneziana-2415706/
"Ai do homem que vê apenas a máscara. Ai do homem que vê apenas o que está escondido atrás dela. Somente o homem que tem a verdadeira visão vê ao mesmo tempo, e num simples relance, a bela máscara e a horrível face por trás dela. Feliz o homem, que por trás de sua fronte, cria essa máscara e essa face numa síntese ainda desconhecida da Natureza. Somente ele pode tocar com dignidade e graça a flauta dupla da vida e da morte."
NIKO KAZANTZAKIS
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
A CRISE DA VELHA MORAL
[...] A moral é um instrumento de evolução enquanto procura educar o homem para uma forma de vida mais elevada. Para realizar esta ascensão, o ideal, antecipando o futuro, toma forma concreta em normas de conduta com o objetivo, através de longa repetição, de fazer o indivíduo assimilar hábitos e com isso enriquecê-lo de novas qualidades, de modo a transformá-lo num tipo biológico mais evoluído.
Ora, pode acontecer um choque entre a vontade superior do homem que quer fazê-lo evoluir, e a inferior que resiste, porque rebelde a realizar o esforço que aquela vontade exige para sua própria transformação. Temos uma luta entre o alto e o baixo, isto é, entre dois planos de evolução, um mais avançado e outro menos, o primeiro fazendo pressão para impor-se ao segundo, que ao contrário, quer ficar nas suas velhas e seguras posições, sem o esforço de criar o novo e o risco de aventurar-se no desconhecido. [...]
[...] O contraste resulta evidente em nosso mundo. Aqui a realidade biológica, em pleno vigor, impõe sua lei, bem diversa do ideal, proclamada pelas religiões. Porventura, não pregam estas que é necessário sermos bons? No entanto, o choque surgiu logo que apareceu o homem [...]
[...] Consoante a moral da vida, não há senão duas posições: a do forte, que vence e comanda, e a do débil, que, vencido, deve obedecer. Impondo-se à força, o primeiro expande-se e se satisfaz à custa do segundo; e este, suportando por bondade, retrai-se e renuncia a favor do primeiro. Então, a moral serve para os fortes em prejuízo dos fracos, ou seja, para impor deveres e renúncias a estes últimos, para vantagem daqueles. Em regime de plena moral, triunfa a lei do mais forte, a da Terra, ficando o ideal aqui invertido e vencido. [...]
[...] Isto é inevitável em um mundo de rivalidades, onde a vantagem de um se paga com o dano do outro. O resultado de tudo isso é que a moral, imersa em nossa realidade biológica, reduz-se a um meio para dominar; que bondade e honestidade se tornam defeitos que a vida pune, enquanto força e astúcia são virtudes que ela recompensa. [...]
[...] A religião pode tornar-se não um oásis de super-homens, mas um refúgio de instintos que nela procuram proteção mascarando sua fraqueza sob um manto de virtudes. A moral, então, é feita sobretudo para domar os fortes, que sabem lutar para sobreviver e resistir às restrições à sua expansão vital, e a eles deveria dirigir-se, antes que aos fracos, já por sua natureza submissos, necessitados de defesa. Estes são simples, de boa fé, acreditam com facilidade, enquanto a luta pela vida exige astúcia, desconfiança, sobretudo para com aqueles que os aconselham a crer. Para este ingênuo rebanho de crentes seria mais conveniente uma moral de tipo oposto, não restrito, mas vigorosa, não uma escola de sofrimentos, mas aquela que ensinasse a desvendar todas as velhacarias humanas. Além de virtude, honestidade e fé, uma escola que os habituasse a descobrir todos os truques de falsa moral, torcida a seu serviço pelos mais hábeis para enganar os bons [...]
[...] Estamos, portanto, de pleno acordo com os tempos, porque é exatamente agora que a nova geração está se levantando contra aquela moral do passado. Antes, nós o iniciamos quando esta estava em pleno poder e, portanto, tinha toda a razão. É certo que tais explicações não podem agradar a quem tem interesse que o belo jogo fique escondido e continue. Mas os tempos mudaram, e ele não governa mais. Então, é caridade cristã esclarecer os ingênuos, mesmo que os interessados se rebelem contra isso, com gritos de escândalo, porque terminada a boa-fé, perde-se a clientela. [...]
[...] Observemos, por exemplo, o que é na realidade a virtude da beneficência. Para poder fazê-la é necessário ter os meios isto é, ser rico. Mas, honestamente, apenas à força de trabalho, é difícil tornar-se rico. Então, não se pode fazer beneficência se não se foi primeiramente desonesto para poder enriquecer. O próprio Evangelho diz que se dê aos pobres o supérfluo. Entretanto, para dar aos pobres é necessário antes chegar a possuir. E evidente que não se pode ser generoso se, inicialmente, não se acumulou fortuna. O pobre tem mais em que pensar do que fazer beneficência. Ele está suficientemente oprimido pela sua própria luta, para poder encarregar-se à dos outros e ajudá-los. Assim, a virtude da beneficência permanece um luxo dos ricos, um embelezamento reservado para lhes servir de adorno, é qualidade vedada aos pobres, juntamente com a sua recompensa no paraíso, o que, ao contrário, os ricos esperam como benefício adquirido por direito. [...]
[...] na Terra, ideais, princípios, moral são utilizados para finalidades humanas. Observamos que isso se verifica em todos os campos, tanto em relação ao Cristianismo, como ao Comunismo, tanto para os conservadores, como para os revolucionários. Por exemplo, que objetivos diferentes da santidade se prestaram as Cruzadas! Tudo é utilizado para servir ao que mais convém: guerra, negócios, carreiras, conquistar posições, dominar, desabafar instintos etc. Esta é a realidade basilar, que depois é coberta de santas finalidades. O grande iniciador de cada movimento, com os seus métodos e princípios, em pouco tempo é posto de lado. Isto correu com Cristo, como com Karl Marx. Depois, por necessidade de adaptação à realidade, surge o revisionismo, conhecido pela Igreja. Assim, católicos e protestantes se dividiram, para um destes dois grupos construir um Cristo de acordo com as suas próprias necessidades, que eram diferentes. Com Karl Marx e Lenine, russos e chineses fizeram o mesmo. [...]
Pietro Ubaldi
Fonte: Trechos do capítulo 11 do livro "Um Destino Seguindo Cristo"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
O CUME DO SER HUMANO
Um microcosmos criado à imagem do macrocosmos – é assim que a Ciência Iniciática apresenta o ser humano. E, como no cume do universo reina o Senhor, no ser humano também existe um cume que representa o Senhor, e esse cume é o seu Eu superior. Por isso, quando vos concentrais no Senhor para que Ele satisfaça os vossos desejos, vós tocais no cume do vosso ser e então desencadeiam-se vibrações tão puras e subtis que, ao propagarem-se, produzem em vós transformações extremamente benéficas. E mesmo que vós não obtenhais do Senhor tudo o que pedistes, ganhareis alguma coisa, um elemento muito espiritual. É certo que, muitas vezes, os vossos pedidos não são atendidos, porque o Céu entende que aquilo que pedis não seria muito bom para vós e, então, pode acontecer ele recusar-se a conceder-vos isso. Mas a utilidade desse pedido é que vós conseguistes contactar o cume em vós mesmos. Pudestes desencadear assim um poder superior que, ao propagar-se, influencia todas as vossas células, todas as entidades que existem interiormente em vós, e que vos traz elementos extremamente preciosos.
Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/diversidade-diferen%c3%a7as-qualidades-1350043/
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
COMO ALCANÇAR A VERDADEIRA META
Alcançaremos nossa verdadeira meta através do seguinte: desinteresse, inocuidade e discurso ético; empenho crescente por perfeição; serviço abnegado; estudo; meditação; perseverança; paciência.
Desinteresse, inocuidade e discurso ético nos ajudarão a tingir a nossa verdadeira meta. O empenho crescente é necessário para manter a pessoa caminhando em direção à sua meta. Existem grandes perigos aguardando os que, no Caminho, relaxam e se acomodam, ou, no Caminho, se envolvem com atividades inúteis. O empenho crescente é necessário para manter afiada a espada da nossa vontade.
O serviço abnegado mantém uma pessoa no Caminho certo em direção à meta porque todo verdadeiro serviço abnegado liberta uma parte do seu verdadeiro "Self".
O estudo do que é mais essencial é importante, usando a ciência esotérica como guia.
A meditação, que é a contínua comunicação com a sua meta e propósito, é um aspecto importante para atingir a meta.
A perseverança, um esforço crescente direção à meta, é necessária.
A paciência, a capacidade de ver as coisas na luz do Eterno, nos ajudará no caminho para a nossa meta.
Esses sete passos serão os nossos maiores companheiros no Caminho.
Existem nove forças que nos puxam para baixo no alcançar da nossa meta. São: ganância, medo, raiva, ciúme, maledicência, maldade, ego, vaidade e vingança. Nós somos envenenados por essas forças; perdemos a força e o incentivo para escalar a montanha porque essas forças curto circuitam o nosso sistema de energia. Se alguém está ansioso para atingir a meta, deve tentar livrar-se deles, ou então elas o puxarão para baixo.
Muitos de nós fracassam quando se identificam com o trabalho e perdem de vista o propósito do trabalho.
Torkom H. Saraydarian
Fonte: do livro "O Senso de Responsabilidade na Sociedade"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal
A ÁRVORE DA VIDA E A VISÃO FRAGMENTADA
Entre os diversos códigos contidos na passagem de Adão e Eva, no Jardim do Éden, encontramos duas diferentes "árvores". Uma é chamada "Árvore da Penetração do Bem e do Mal" e a outra é chamada "Árvore da Vida".
A primeira "árvore" indica algo muito diferente da interpretação literal, que ouvimos desde crianças. Ela indica a visão fragmentada que nos faz enxergar o mundo físico, ou mundo dos dez por cento, completamente separado do mundo dos outros noventa por cento.
Já a Árvore da Vida vem a representar o mundo dos cem por cento, ou a consciência que permite-nos identificar nosso mundo físico como parte integrada à diversas outras dimensões. Esta estrutura é alimentada por uma substância primordial e infinita, que é a origem e satisfação de todos os nossos desejos, denominada Luz. E o desejo de receber esta luz é a nossa essência e o que nos mantém vivos.
Mas se temos disponível uma infinita fonte de luz e nossa essência é o desejo de receber luz como se explicaria o fato de tantas pessoas passarem a vida repletas de escuridão e sombra?
O problema é que no caminho extrafísico pelo qual esta luz se propaga, desde sua emanação até chegar aqui em nós, existem dez diferentes cortinas. O mundo físico, dos dez por cento aparentes, no qual vivemos, se encontra após a décima cortina, e é portanto onde se tem menor visão da totalidade. Por ficar delimitado por uma cortina passamos a achar que ele é tudo que existe.
Assim, quando surgem os obstáculos em nossa vida, normalmente os enxergamos apenas pela ótica mais aparente. Desta forma enxergamos apenas a ponta de todo o processo. E fica muito difícil resolver um problema enxergando, no máximo, um décimo de sua totalidade. Surgem então aqueles inúmeros problemas sem solução:
. Minha crise financeira não tem mais saída.
. Nunca tive sucesso em minha vida afetiva.
. Estou sempre com uma doença diferente.
Todos estes impasses, situações aparentemente sem solução, que assistimos com frequência em nosso cotidiano, são visões fragmentadas da realidade, de quem enxerga apenas o mundo aparente dos dez por cento. Quando passamos a enxergar a totalidade, ou seja, o mundo dos cem por cento, nossa visão se amplia em dez vezes e passamos a identificar um tesouro em cada obstáculo com que nos deparamos. Algo essencial para o nosso crescimento, pois somente vendo-se além do aparente é que é possível entender a profunda dinâmica relacionada a tudo aquilo que se apresenta em nosso caminho.
Ian Mecler
Fonte: Portal da Cabala
www.portaldacabala.com.br
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/%c3%a1rvore-floresta-%c3%a1rvore-de-abeto-706386/
MEDICAÇÃO PARA SANAR AMARGURAS
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Aceite-se, tal que é, buscando melhorar-se.
Suporte com paciência as provas do caminho. Se você caiu, erga-se logo para seguir adiante. Se já conhece o que seja tentação, já sabe claramente como evitá-la. Deixe de criar motivações a sofrimentos de que não tem necessidade. Abstenha-se de relações que lhe prejudiquem a paz. Não tente sanar amarguras da alma com medicações que lhe criem exagerada dependência. Cultive fortaleza de ânimo e acolha a realidade, tal como se apresenta. Faça todo bem que puder, auxiliando a todos, mesmo quando não possa estar com todos. Trabalhe sempre, confiando em Deus. Não diga que isso é óbvio ou que você já sabe tudo isso, porque os planos do bem devem ser infinitamente repetidos e a construção mais simples é sempre a mais difícil de se fazer. |
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Francisco Cândido Xavier / André Luiz
Fonte: do livro "Sinais de Rumo"
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/sakura-flores-abelha-inseto-2222228/
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VOCÊ FOI CAPAZ DE SER VOCÊ MESMO?
Nunca tente ser outra pessoa. Apenas tente descobrir quem você é, e permita-se ser, aceite isso, dê-lhe as boas-vindas, deleite-se nisso, aprecie, de modo que seu ser seja nutrido, de modo que ele cresça.
Através de você, Deus está tentando se tornar alguém que ele nunca tentou antes.
Deus não é repetitivo; sua criatividade é infinita. Ele nunca dirige o mesmo modelo novamente — ele não é um Henry Ford.
Ele é absolutamente inventivo: todos os dias vai tentando o novo, o fresco, nunca tem o incômodo de repetir um modelo novamente, vai sempre aperfeiçoando; é um grande inovador. É isso que é criatividade.
Assim, não tente se tornar um Jesus — porque então Deus não o receberá.
Um hassídico estava morrendo. Seu nome era Josias. Alguém lhe perguntou:
Através de você, Deus está tentando se tornar alguém que ele nunca tentou antes.
Deus não é repetitivo; sua criatividade é infinita. Ele nunca dirige o mesmo modelo novamente — ele não é um Henry Ford.
Ele é absolutamente inventivo: todos os dias vai tentando o novo, o fresco, nunca tem o incômodo de repetir um modelo novamente, vai sempre aperfeiçoando; é um grande inovador. É isso que é criatividade.
Assim, não tente se tornar um Jesus — porque então Deus não o receberá.
Um hassídico estava morrendo. Seu nome era Josias. Alguém lhe perguntou:
— Você orou a Deus, já fez a sua paz com Deus? Tem certeza de que Moisés será uma testemunha sua?
Josias olhou para o questionador e respondeu:
— Não estou preocupado com Moisés, porque, quando estiver frente a frente com Deus, sei perfeitamente bem que ele não me perguntará: "Josias, por que você não foi um Moisés?" Ele me perguntará: "Josias, por que você não foi um Josias?" Assim, estou preocupado comigo. Parem de falar absurdos! Moisés — o que eu vou fazer com Moisés? Toda a minha vida foi um desperdício nisso. Agora estou morrendo e encarando a verdadeira questão que ele me perguntará: "Você foi um Josias ou não? Eu o fiz para você ser alguém especial, alguém único. Você alcançou esse pico ou não? Você perdeu a oportunidade?"
Deus lhe perguntará certamente: "Você foi capaz de ser você mesmo?"
Nenhuma outra pergunta pode ser feita.
Osho, em "Palavras de Fogo: Reflexões Sobre Jesus de Nazaré"
Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/consci%c3%aancia-corpo-fantasma-alma-6849140/
terça-feira, 13 de novembro de 2012
DIRIGINDO CORRETAMENTE OS PENSAMENTOS
(...) Sendo o homem racional e portanto uma criatura pensante, nada há de mais meritório para seu ser que dirigir e empregar corretamente seus pensamentos; disso depende tanto a sua utilidade para os outros quanto seu próprio benefício presente e futuro em todos os respeitos.
A consideração deste assunto me tem obrigado a lamentar a infelicidade da humanidade, a qual, por fazer uma grande mistura e confusão de pensamentos, não tem sido capaz de fazer um julgamento seguro ou amadurecido das coisas.
A isto se devem as várias incertezas e confusões que vemos no mundo, e o zelo sem temperança que as ocasiona. A isto também, se deve atribuir o conhecimento imperfeito que temos das coisas, e o lento progresso que fazemos na obtenção de um conhecimento melhor (...).
Clareia, portanto, tua mente, organiza e dirige corretamente teus pensamentos e ganharás tempo, discernirás e farás bem teu trabalho; pois teu julgamento será claro, tua mente livre e tuas faculdades fortes e regulares. (...)
William Penn
Fonte: dos escritos Rosacruzes (Ordem R+C AMORC)
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal
EU SOU O PRINCÍPIO DA VIDA, AMOR E PODER
EU SOU O QUE O CRIADOR É. LOGO:
EU SOU O PRINCÍPIO DA VIDA, AMOR E PODER.
Cada filho de Deus tem a consciência que é onipresente e individualizada. NÃO É CERTO que Deus atua de acordo com sua PRÓPRIA VONTADE NA VIDA DE UM SER OU UM POVO. Deus é o PRINCÍPIO DA VIDA em cada mente individualizada e revestida de personalidade. Então, a personalidade é o veículo para o uso e expressão desta Poderosa Individualização, que é a Vontade de DEUS, ou seja o nosso livre-arbítrio. O mal somente se manifesta por nossa direção consciente. Meditemos nisto: A VONTADE LEI DE DEUS É UMA PARA TODOS OS MUNDOS E SERES; SÓ O HOMEM COM SUA MENTE CONSCIENTE PODE DESOBEDECER A LEI, PRIMEIRO PELO PENSAMENTO QUE SEMPRE PRECEDE AO ATO E LOGO PELA REPETIÇÃO DO ATO QUE FORMA O CARÁTER E O DESTINO DO HOMEM. Estes pensamentos e atos voluntários que desobedecem à LEI são os que causam as desgraças, as enfermidades e a desarmonia que aprisionam o — EU SOU — (temporariamente) e impedem que ELE EXPRESSE SUA VONTADE no homem. "VENHA A NÓS O TEU REINO (primeiramente) E FAÇA-SE TUA VONTADE".
EU SOU O PRINCÍPIO DA VIDA, AMOR E PODER.
Cada filho de Deus tem a consciência que é onipresente e individualizada. NÃO É CERTO que Deus atua de acordo com sua PRÓPRIA VONTADE NA VIDA DE UM SER OU UM POVO. Deus é o PRINCÍPIO DA VIDA em cada mente individualizada e revestida de personalidade. Então, a personalidade é o veículo para o uso e expressão desta Poderosa Individualização, que é a Vontade de DEUS, ou seja o nosso livre-arbítrio. O mal somente se manifesta por nossa direção consciente. Meditemos nisto: A VONTADE LEI DE DEUS É UMA PARA TODOS OS MUNDOS E SERES; SÓ O HOMEM COM SUA MENTE CONSCIENTE PODE DESOBEDECER A LEI, PRIMEIRO PELO PENSAMENTO QUE SEMPRE PRECEDE AO ATO E LOGO PELA REPETIÇÃO DO ATO QUE FORMA O CARÁTER E O DESTINO DO HOMEM. Estes pensamentos e atos voluntários que desobedecem à LEI são os que causam as desgraças, as enfermidades e a desarmonia que aprisionam o — EU SOU — (temporariamente) e impedem que ELE EXPRESSE SUA VONTADE no homem. "VENHA A NÓS O TEU REINO (primeiramente) E FAÇA-SE TUA VONTADE".
Dr. Jorge Adoum .'.
Fraternitas Rosicruciana Antiqua
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal
INFLUÊNCIAS
Por vezes, sem saberdes porquê, vós sentis subitamente uma alegria ou um desgosto. Há várias explicações possíveis para isso, mas vou dar-vos uma em que certamente não pensastes. Por certo já vos aconteceu passar na rua por alguém cujo rosto atraiu o vosso olhar e a quem enviastes espontaneamente um pensamento, um raio de amor... Essa pessoa nem sequer se apercebeu de que olhastes para ela, mas recebeu aquilo que lhe enviastes de bom através dos vossos olhos e beneficiou dos seus efeitos. Quando sentis subitamente uma alegria, talvez tenha sido uma entidade do mundo invisível que, ao passar, vos dirigiu o seu olhar projetando o seu amor sobre vós, e o vosso coração foi tocado. Onde quer que nós estejamos, estamos sempre rodeados por uma multidão de seres visíveis e invisíveis e recebemos ora coisas boas, ora coisas más, o que explica muitos dos nossos diferentes estados. O Sol, que nos olha todos os dias, também nos envia ondas vivificadoras. E como ele é uma imagem de Deus, o nosso Sol espiritual, devemos tornar-nos conscientes de que, através do Sol, é Deus que olha para nós. Amar Deus é apresentar-se todos os dias diante d’Ele para receber o seu olhar.
Omraam Mikhaël Aïvanhov
AKHENATON - ARAUTO DO CRISTO CÓSMICO NO EGITO
A Oitava Dinastia culminou na História Egípcia como um mundo poderoso. Sob o brilhante Faraó Amenophis III a dominação egípcia se estendia à Síria e Mesopotâmia. Tributos provenientes de cidades costeiras do Mediterrâneo enchiam rapidamente os cofres e a riqueza facilmente adquirida corrompia tudo que tocava.
Akhenaton não é lembrado pela riqueza, nem pelo poderio militar egípcio. Não valorizava nada disto, nem mesmo se contentava em predicar os cânones consagrados como verdade pela casta sacerdotal dominante. Viveu a vida de um sábio enquanto ocupava o trono.
A história das religiões nos informa que sempre quando uma nação atinge seu Zenith em prestígio e poder mundano, a religião dominante do referido período se cristaliza em formas convencionais quase totalmente desprovida de iluminação espiritual; e sempre um mensageiro é enviado pela Hierarquia Invisível para desobstruir o caminho. Segundo Corinne Heline tal condição prevalecia naquele período, vindo Akhenaton promover uma nova era de pensamento espiritual.
Os primeiros reis Egípcios foram Iniciados pelos Mestres Atlantes que oficiavam os vários graus de Iniciação no Templo de Mistérios da Grande Pirâmide. Posteriormente um elaborado cerimonialismo foi desenvolvido e transmitido em benefício das massas, mas o verdadeiro trabalho iniciático estava reservado à linhagem sacerdotal e à casa real, sendo tais privilégios transmitidos hereditariamente. Os faraós primitivos eram portadores da luz espiritual , sendo chamados de “Filho do Sol”, que designa Horus encarnado. O Templo de Heliópolis era o centro focal desta antiga Escola Iniciática, cujas raízes procedem do período primordial do Egito.
Segundo a Escola de Heliópolis, “Aton ou o Sol é o corpo físico do Logos diretor de nosso sistema solar emanado do Logos Universal. O globo solar, fonte de luz, calor e vida, é o transmutador prodigioso que recolhe as vibrações transcendentes da Divina Fonte, criadora de mundos, e as transforma em forças mentais, vibrações construtoras do Cosmos e energias vitais, que verte sobre os astros opacos que a ele estão subordinados. Assim fecunda nossa terra, virgem e mãe, sem tocá-la nem manchá-la. O Sol é a imagem viva da Divindade. Resplandece com a ofuscante luz da Verdade Absoluta. É o Senhor da Natureza”.
Tais verdades sagradas, esquecidas pela grande maioria foi preservada por muito poucos na época da Oitava Dinastia. Um sacerdócio rival, que colocava a política acima da espiritualidade e praticava grotescas formas de magia e feitiçaria derivadas de antigos cultos remanescentes, usurpara o prestígio e o poder que formalmente detinha o Templo de Heliópolis. As injustiças e crueldades impostas ao povo estão reportadas no Livro do Exodus. O principal Templo consagrado ao Deus Amon localizava-se em Thebas. O culto ganhou ascendência com Amenhotep III, refém político do sacerdócio de Amon, que restaurou o Templo de Luxor e construiu muitos outros templos consagrados a Amon. O Templo de Karnac, o grande Centro Esotérico, que perpetuava a tradição oculta do período Atlante se tornaria a mais magnífica ruína do mundo. O sacerdócio de Amon gradualmente conferiu a si mesmo o título de Deus de Heliópolis e, como Amon-Ra, ascendeu à supremacia como o Culto do Estado.
O alto-sacerdote de Amon-Ra era geralmente o Grande Vizir (primeiro-ministro) do Egito e frequentemente ultrapassava o próprio rei em poder e prestígio. Sua corte comportava hierarquias de sacerdotes a ele subordinado, que recebiam extraordinários privilégios.
Foi no meio deste cenário decadente que Akhenaton, um dos Irmãos Maiores, foi enviado para reacender a tocha espiritual que havia sido apagada pela idolatria, pelo luxo e pelo abuso de poder tanto da Igreja quanto do Estado. Em seu estudo sobre a XVII dinastia (1375-1358), Arthur Weigall escreve:
“Akhenaton foi o primeiro ser humano que possuiu o sentido do divino; o primeiro que enquanto o fragor das guerras dominava o mundo, predicou a paz, a simplicidade e a honradez; o primeiro que professou o amor à Humanidade, e o primeiro que livrou seu coração da queda na barbárie.”
“Como um raio de ofuscante luz na noite dos tempos, Aton, O Sol, símbolo do Deus verdadeiro, destaca-se por um instante no seio da escuridão egípcia e, mais uma vez, desaparece prenunciando as futuras religiões monoteístas ocidentais. Poder-se-ia crer que o misericordioso o Deus todo-poderoso teria se revelado, por alguns instantes ao Egito. Nenhum homem cuja mente esteja livre de preconceitos poderá ignorar a íntima semelhança dos ensinamentos de Cristo na religião de Akhenaton, tanto quanto em Abraham, Isaac e Jacob. A fé do patriarca é a linear ancestralidade da fé Cristã; porém o credo de Akhenaton é seu protótipo isolado. O Altíssimo Deus por um instante revelou-se a Si mesmo ao Egito, onde foi mais claramente interpretado que o fora na Síria ou na Palestina antes do advento de Cristo”.
Segundo Corinne Heline, a preparação para o nascimento de um Grande Avatar deve começar com seus avós. Tal postulado está exemplificado na vida de Akhenaton, que teria sido escolhido para ocupar o trono através da mediação da Esfinge. A Grande Esfinge de Gizeh e a Grande Pirâmide eram câmaras iniciáticas sob a guarda dos sacerdotes de Heliópolis, sendo o alto sacerdote conhecido como “o Profeta Clarividente”. Thutmose IV, que reinou de 1420 a 1411 a.C., avô de Akhenaton foi consagrado pelos sacerdotes de Heliópolis como “Filho de Aton que purifica Heliópolis e satisfaz Ra”. Akhenaton foi ativo na restauração da Esfinge.
Após a transição de Thutmosis IV ao Oriente Eterno, seu filho Amenhotep III assumiu o trono (1411 a 1375), conduzindo o Egito ao pináculo da glória material. Durante o reinado destes dois Faraós, a corte do Egito atraiu grande número de homens sábios e instruídos; entre os quais Amenhotep - Filho de Hapu - venerado por gerações como um santo e porta-voz dos Deuses. Ele era um dos articuladores da restauração do Templo de Heliópolis. Com Amenhotep IV (Akhenaton), sua influência foi marcante. Outro homem sábio tinha o nome de Ywaa, tinha uma filha chamada Tiy, que casou-se com Amenhotep III, tornando-se a Rainha Tiy (Taia), a mais brilhante e famosa das rainhas egípcias e mãe de Akhenaton.
A influencia da família materna é muito clara na vida de Akhenaton. A mãe de Amenhotep III recebera uma visão anunciatória do Deus Amon, e seu filho justificou sua visão em todos os aspectos. Em vez de seguir os passos de seu tolerante e político pai, Amenhotep III, caminhou em outra direção influenciado pela família materna e amigos de procedência Síria. Tanto a rainha, quanto seu sogro estavam engajados na preparação do advento do Cristo Cósmico.
Cerca de 1300 anos antes da era cristã, Akhenaton protagonizou como Cristo, uma vida como portador de Luz, recebendo como troca traições e perseguições. A bondosa rainha Tiy e seu santo pai, prepararam o jovem para a nobre missão, aconselhando-o a restaurar o Santo Culto de Heliópolis preferencialmente ao Culto a Amon - que, apesar de patrocinar a Casa Real, nunca ganhou totalmente os corações dos devotos de Ra e Ptah.
Reportando-se aos registros akásicos, afirma Corinne Heline: “Ainda que suas ideias ultrapassavam as de sua época, não intimidou-se a afirmá-las e pô-las em prática. Ainda hoje as modernas nações encontram dificuldade de praticar a doutrina da fraternidade entre os homens acima dos sectarismos de nacionalidade. Akhenaton não foi apenas um vanguardista de sua própria era; ele foi o precursor de sucessivas eras. Seu ideal ainda não foi atingido, ainda que seu eco se repita na boca de muitos sábios.”
O intervalo compreendido entre os treze e quatorze anos, é sempre um tempo marcante na vida de um Grande Mestre, sinalizando a direção que irá escolher em seu caminho. Este significante período em sua vida brindou o casamento de Akhenaton com Nefertiti e sua ascensão ao trono.
Nefertiti significa a personificação da beleza. Esta bela e bondosa rainha foi uma alma madura e devota colaboradora no esplendido trabalho de Akhenaton pelo povo egípcio. Foi muito admirada tanto por seu nobre caráter quanto por sua rara beleza. Ela compartilhou toda a gloriosa carreira espiritual de seu marido e sua existência foi marcada tanto pela inteligência como pela bondade e devoção.
Akhenaton não desperdiçou nenhum tempo no exercício de sua missão. Como o Mestre Jesus, mediador do Logos Solar, se ocupou desde cedo nos “negócios do Pai”. Instituiu reformas baseadas nos princípios fundamentais do Culto Solar de Heliópolis, porém numa oitava acima ou numa nova espiral. No quinto ano de seu reinado, com apenas dezesseis anos, eliminou o antropomorfismo, destruindo as estrelas erigidas em homenagem a Amon, sacrificando até as obras realizadas por seu pai. O Sol foi saudado como o símbolo de um Deus que amava todas as nações, que desejava a paz em vez de guerras, a irmandade entre as nações em vez de uma nação conquistar a outra. Seus hinos declaram que Deus é um Ser invisível que não pode ser representado por imagens; que Ele é o Deus de todas as nações; que Ele ama todos os homens em igual proporção; que Ele é o Criador, Preservador e Misericordioso Pai da humanidade e de todas as criaturas viventes.
“Quão múltiplas são as tuas obras!
Elas estão ocultas aos homens, Ó Deus único, a quem nenhum outro se compara. Criaste a Terra segundo o teu coração.”
Sua implicação com a Verdade está registrada num de seus decretos: “Este é o juramento que desejo proclamar, conforme a Verdade, e do qual, por toda a eternidade, jamais direi que é falso.”
Apesar de sua juventude, era sábio na sabedoria do espírito. Seu corpo era delgado e frágil, sua natureza era serena e gentil, seu temperamento era pensativo e estudioso. Adorava contemplar as belezas da natureza, e sua face se transfigurava em êxtase espiritual. Era reverenciado e adorado por seu povo, sendo chamado carinhosamente de “Senhor do Sopro da Doçura”.
De dezessete aos dezenove anos devotou-se completamente à nova religião. Rompeu com o sacerdócio de Amon-Ra e decidiu mudar a Corte para um lugar virgem, à beira do deserto, “que não pertencesse a algum deus ou deusa, príncipe ou princesa, e do qual ninguém pudesse reclamar a propriedade. Em 1370 a.C., acessorado pelo arquiteto Bek, construiu a nova capital em El Amarna, na planície de Hermópolis a uns trezentos kilômetros ao sul de Heliópolis, rompendo com a tradição religiosa de Tebas.
Reportando-se aos registros akásicos, Corinne Heline relata que “nenhuma utopia visualizada em nossa presente época poderia exceder em beleza a adorável cidade construída pelo jovem rei e chamada Akhetaton (Horizonte do Sol), atualmente Tell-el-Amarna. Ela foi dedicada à Luz, e a reverente comunhão com a natureza era essencial ao trabalho espiritual”.
Ao inaugurar a nova cidade, o jovem Faraó declarou: “Aton meu Pai que concebeu esta cidade; nenhum nobre me conduziu à ela; nenhum homem em toda a face da terra me guiou; Aton, meu Pai, mandou-me contruí-la. A Cidade do Horizonte, como o Sol no céu será eterna. Aos 21 anos sua residência foi fixada em Akhetaton. Mudou seu nome para Akhenaton (Aquele a quem Aton se satisfaz ou glória de Aton) e acrescentou um título usado até a sua morte: “Vivendo na Verdade”.
Por cerca de quatro anos prosperou o novo regime. Na beleza e na paz de sua santa cidade, Akhenaton concentrou sua energia na causa de Aton, porém , impaciente com a lenta conversão de seu povo, usou seu poder como Faraó para forçar a devoção a Aton em todo o Egito, o que provocou o antagonismo dos cultos rivais, principalmente a conspiração do sacerdócio de Amon, que fora hegemônico .
Akhenaton foi um Iniciado nos Mistérios Solares. Tal Iniciação era uma prerrogativa dos Faraós, apesar de que nem todos eles atingissem a mesma expansão de consciência. Alguns instrumentavam os poderes conquistados para manter sua autoridade sobre a nação e adquirir cada vez mais fortuna. Akhenaton foi totalmente na direção oposta. Ele só desejava estabelecer a beleza, a paz e a fraternidade sobre a terra. Fez do Sol Alado o símbolo da manifestação do Verbo, exaltou o valor da Verdade e exigiu uma moral mais humanitária.
“As asas estendidas do astro mítico, da fênix - diz Schuré - se abrem horizontalmente. Duas serpentes entrelaçadas e enroladas ao disco se erguem ladeando-o com suas cabeças vigilantes. Este é o signo de Hórus, o Verbo Solar, o Deus manifestado, o Apolo egípcio, símbolo capital e central desta religião que evoca o Deus que vive através do homem e da natureza. Seu curso ilustra as viagens da alma e a evolução do Universo. As duas serpentes, cujas cabeças se lançam fora do circulo do Infinito e que se encontram no caduceu do Hermes grego, personificam os dois movimentos do Espírito Eterno: sua aspiração e sua expiração. Uma insufla sua vida a todas as formas da matéria; outra, absorve as almas que retornam ao sol divino. O Sol alado de Hórus só tem um significado. Sua voz viril ressoa com a língua universal dos símbolos e domina aos demais como acorde perfeito que sintetiza todas as harmonias, e diz: O Espírito é Um; a Alma, que anima a carne, é imortal, e sua vida através dos mundos se denomina Ressurreição”.
Akhenaton proibiu que Aton fosse idolatrado através de imagens. Simbolizou-o como um disco solar irradiando raios de luz . Dirigiu a atenção do povo ao “Calor que está no Sol”, que representa o Cristo Cósmico, o Espírito Invisível e interno do Sol, que existe atrás do esplendor externo do Sol. Ao círculo interno Akhenaton se refere ao Sol Espiritual, não como “Aton”, mas como o “Mestre de Aton”. Mais tarde substitui a palavra Calor por Resplendor.
Akhenaton era tanto poeta quanto místico. Seus hinos podem ser comparados com os salmos de David, no Antigo Testamento. No Salmo XXIII, David canta: “O Senhor é meu pastor; nada me faltará”. Muito antes Akhenaton cantara: “ Não há pobreza para quem descansa no coração do Senhor”. “Aton vivo ao lado do qual não há nenhum outro”.
“Os antigos Templos Egípcios eram lugares fechados com muitas câmaras subterrâneas. Akhenaton concebe o culto a Aton como uma religião de luz e seus Templos se tornam emblemáticos deste fato. Delicados e graciosos em estrutura, abertos em todos os lados à luz solar e irradiando cor e fragrância, tais estruturas exemplificaram o espírito do Faraó ensinando que o homem está mais próximo de Deus quando mais próximo da natureza. Na vasta área externa do Templo de Aton, decorada com os sete tons da escala cromática, eram observados os cerimoniais da aurora e do místico por do sol, oficiando o próprio Faraó o ritual. Na parte menor e mais interna do Templo eram oficiados os ritos mais esotéricos de consagração, oficiados pela Rainha Nefertiti”, relata Corinne Heline. Os modernos ocultistas atentos aos ritmos da natureza sabem que a polaridade das forças liberadas na aurora do Sol é positiva ou masculina enquanto aquelas relativas ao por do sol são negativas ou femininas.
Da mais antiga dinastia procede ao eco de um cerimonial solar: “Ó Senhor, Que é coroado o rei dos deuses, faça o espírito de minha alma glorioso; faça Senhor o espírito de meu coração divino.” “No impressionante Ritual da Litania Solar“, escreve Corinne Heline, “que se refere ao trabalho dos nove graus dos Mistérios Menores, o alto-sacerdote, conduzindo uma estrela luminosa em cada mão, é seguido pelos aspirantes em uma procissão, cantando eles nove vezes em uníssono: “Abra-me o Caminho da Paz , da Verdade e da Justiça“. O hino do sol poente era cantado em tonalidade menor, enquanto que o hino do sol nascente era cantado em tonalidade maior. O Coral Aleluia, de o "Messias" de G. F. Haendel foi inspirado nestes majestosos e exultantes cantos que ecoam através dos séculos do Antigo Egito.
Com Akhenaton floresceram as artes e as ciências. Seu amor à natureza é comparado ao de São Francisco e seu sacerdócio inspirou a original Ordem fundada por São Francisco de Assis, que também pretendia restaurar a devoção ao Logos Solar, eclipsada pela opulência da Igreja Católica.
A universalidade de sua religião e a proibição da idolatria acabou provocando rebeliões internas, comandadas pelos sacerdotes tebanos e invasões externas, reduzindo o império a uma pequena faixa.
“Se algum homem deseja me seguir, que pegue a sua cruz e me siga”, disse Cristo a seus Doze Discípulos; porém tais palavras pertencem a todos os Grandes Mestres que foram enviados como portadores de Luz. Akhenaton também vivenciou a Agonia do Jardim do Gethsemane quando viu a bela e pacífica capital de Império, a cidade idealizada como a capital de um mundo governado e regulado pelo amor e sabedoria divina - cercada por forças malignas. O Egito não estava preparado para realizar seu sonho, amigos íntimos desertaram a cidade de amor e paz, muitos de seus soldados se juntaram aos exércitos inimigos e seus mais íntimos discípulos também dormiam, quando o Iluminado Mestre vivenciava sozinho seu Gethsemane.
Com o colapso do Império seu ardente coração cessou de bater, e sua missão terrestre como Mensageiro do Logos Solar, o Cristo Cósmico chegava ao fim.
Seu corpo mumificado depositado numa urna dourada foi colocado numa tumba em um monte especialmente preparada para ele. Aos seus pés foi colocado um de seus salmos:
"Eu respiro a doce fragrância que procede da boca do Senhor. Eu contemplo a Sua beleza todos os dias. É meu desejo poder ouvir a Sua doce voz, até mesmo nos ventos que sopram ao norte, que meus lábios possam ser rejuvenescidos com vida através do amor a Ti. Dê-me Tuas mãos, cubra-me com Teu Espírito. Que eu possa recebê-Lo e viver por Ele. Confira eternidade ao meu nome que jamais perecerá."
Pouco tempo após após a sua morte física seu trabalho foi destruído. Sua adorável cidade se tornava uma ruína e sua Corte retornava à Tebas, onde florescia novamente o culto a Amon-Ra e o poder de seu sacerdócio. Seu nome foi proscrito e sua memória amaldiçoada. Ele que tinha vindo com um sonho de fraternidade era lembrado como um herético e criminoso. O Karma Coletivo de um povo que rejeita um Mensageiro enviado pelo Governo Invisível é sempre muito difícil. Tanto a antiga quanto a história moderna registram de várias formas a lei inexorável por trás destes fatos. Como descreve uma profecia de Hermes, o Egito, a projeção dos céus, o santuário do mundo seria abandonado pelos deuses, e entregue a alienígenas, reduzindo-se sua gloriosa história a lendas sujeita a incredulidade dos homens...
Poucas almas sintonizadas com o espírito de amor de Akhenaton perpetuaram suas ideias nas tradições esotéricas e nas religiões monoteístas do Ocidente. O Departamento de Cura de Mt. Ecclesia, construído em forma de cruz, com um mandala representando uma rosa ao centro, circundado por um pentagrama formado por folhagens e cercado de rosas, na Terra onde a Águia bate as suas asas, constitui um renascimento do culto ao Logos Solar, o Cristo Cósmico, que viria a se manifestar plenamente na terra através do Mestre Jesus, que foi preconizado em toda a sua glória pelo Glorioso Akhenaton, o Faraó do Sol.
“Acrescenta meu amor por Ti Senhor, para que eu possa servir-Te de melhor forma cada dia. Faça com que as palavras de meus lábios, e as meditações de meu coração sejam gratas aos Teus Olhos. Ó Senhor, minha força, meu Redentor”.
Esta oração dedicada pelo Mestre Max Heindel ao Cristo Cósmico tem seu protótipo nos Salmos de Davi, inspirados nos hinos de Akhenaton.
Akhenaton não é lembrado pela riqueza, nem pelo poderio militar egípcio. Não valorizava nada disto, nem mesmo se contentava em predicar os cânones consagrados como verdade pela casta sacerdotal dominante. Viveu a vida de um sábio enquanto ocupava o trono.
A história das religiões nos informa que sempre quando uma nação atinge seu Zenith em prestígio e poder mundano, a religião dominante do referido período se cristaliza em formas convencionais quase totalmente desprovida de iluminação espiritual; e sempre um mensageiro é enviado pela Hierarquia Invisível para desobstruir o caminho. Segundo Corinne Heline tal condição prevalecia naquele período, vindo Akhenaton promover uma nova era de pensamento espiritual.
Os primeiros reis Egípcios foram Iniciados pelos Mestres Atlantes que oficiavam os vários graus de Iniciação no Templo de Mistérios da Grande Pirâmide. Posteriormente um elaborado cerimonialismo foi desenvolvido e transmitido em benefício das massas, mas o verdadeiro trabalho iniciático estava reservado à linhagem sacerdotal e à casa real, sendo tais privilégios transmitidos hereditariamente. Os faraós primitivos eram portadores da luz espiritual , sendo chamados de “Filho do Sol”, que designa Horus encarnado. O Templo de Heliópolis era o centro focal desta antiga Escola Iniciática, cujas raízes procedem do período primordial do Egito.
Segundo a Escola de Heliópolis, “Aton ou o Sol é o corpo físico do Logos diretor de nosso sistema solar emanado do Logos Universal. O globo solar, fonte de luz, calor e vida, é o transmutador prodigioso que recolhe as vibrações transcendentes da Divina Fonte, criadora de mundos, e as transforma em forças mentais, vibrações construtoras do Cosmos e energias vitais, que verte sobre os astros opacos que a ele estão subordinados. Assim fecunda nossa terra, virgem e mãe, sem tocá-la nem manchá-la. O Sol é a imagem viva da Divindade. Resplandece com a ofuscante luz da Verdade Absoluta. É o Senhor da Natureza”.
Tais verdades sagradas, esquecidas pela grande maioria foi preservada por muito poucos na época da Oitava Dinastia. Um sacerdócio rival, que colocava a política acima da espiritualidade e praticava grotescas formas de magia e feitiçaria derivadas de antigos cultos remanescentes, usurpara o prestígio e o poder que formalmente detinha o Templo de Heliópolis. As injustiças e crueldades impostas ao povo estão reportadas no Livro do Exodus. O principal Templo consagrado ao Deus Amon localizava-se em Thebas. O culto ganhou ascendência com Amenhotep III, refém político do sacerdócio de Amon, que restaurou o Templo de Luxor e construiu muitos outros templos consagrados a Amon. O Templo de Karnac, o grande Centro Esotérico, que perpetuava a tradição oculta do período Atlante se tornaria a mais magnífica ruína do mundo. O sacerdócio de Amon gradualmente conferiu a si mesmo o título de Deus de Heliópolis e, como Amon-Ra, ascendeu à supremacia como o Culto do Estado.
O alto-sacerdote de Amon-Ra era geralmente o Grande Vizir (primeiro-ministro) do Egito e frequentemente ultrapassava o próprio rei em poder e prestígio. Sua corte comportava hierarquias de sacerdotes a ele subordinado, que recebiam extraordinários privilégios.
Foi no meio deste cenário decadente que Akhenaton, um dos Irmãos Maiores, foi enviado para reacender a tocha espiritual que havia sido apagada pela idolatria, pelo luxo e pelo abuso de poder tanto da Igreja quanto do Estado. Em seu estudo sobre a XVII dinastia (1375-1358), Arthur Weigall escreve:
“Akhenaton foi o primeiro ser humano que possuiu o sentido do divino; o primeiro que enquanto o fragor das guerras dominava o mundo, predicou a paz, a simplicidade e a honradez; o primeiro que professou o amor à Humanidade, e o primeiro que livrou seu coração da queda na barbárie.”
“Como um raio de ofuscante luz na noite dos tempos, Aton, O Sol, símbolo do Deus verdadeiro, destaca-se por um instante no seio da escuridão egípcia e, mais uma vez, desaparece prenunciando as futuras religiões monoteístas ocidentais. Poder-se-ia crer que o misericordioso o Deus todo-poderoso teria se revelado, por alguns instantes ao Egito. Nenhum homem cuja mente esteja livre de preconceitos poderá ignorar a íntima semelhança dos ensinamentos de Cristo na religião de Akhenaton, tanto quanto em Abraham, Isaac e Jacob. A fé do patriarca é a linear ancestralidade da fé Cristã; porém o credo de Akhenaton é seu protótipo isolado. O Altíssimo Deus por um instante revelou-se a Si mesmo ao Egito, onde foi mais claramente interpretado que o fora na Síria ou na Palestina antes do advento de Cristo”.
Segundo Corinne Heline, a preparação para o nascimento de um Grande Avatar deve começar com seus avós. Tal postulado está exemplificado na vida de Akhenaton, que teria sido escolhido para ocupar o trono através da mediação da Esfinge. A Grande Esfinge de Gizeh e a Grande Pirâmide eram câmaras iniciáticas sob a guarda dos sacerdotes de Heliópolis, sendo o alto sacerdote conhecido como “o Profeta Clarividente”. Thutmose IV, que reinou de 1420 a 1411 a.C., avô de Akhenaton foi consagrado pelos sacerdotes de Heliópolis como “Filho de Aton que purifica Heliópolis e satisfaz Ra”. Akhenaton foi ativo na restauração da Esfinge.
Após a transição de Thutmosis IV ao Oriente Eterno, seu filho Amenhotep III assumiu o trono (1411 a 1375), conduzindo o Egito ao pináculo da glória material. Durante o reinado destes dois Faraós, a corte do Egito atraiu grande número de homens sábios e instruídos; entre os quais Amenhotep - Filho de Hapu - venerado por gerações como um santo e porta-voz dos Deuses. Ele era um dos articuladores da restauração do Templo de Heliópolis. Com Amenhotep IV (Akhenaton), sua influência foi marcante. Outro homem sábio tinha o nome de Ywaa, tinha uma filha chamada Tiy, que casou-se com Amenhotep III, tornando-se a Rainha Tiy (Taia), a mais brilhante e famosa das rainhas egípcias e mãe de Akhenaton.
A influencia da família materna é muito clara na vida de Akhenaton. A mãe de Amenhotep III recebera uma visão anunciatória do Deus Amon, e seu filho justificou sua visão em todos os aspectos. Em vez de seguir os passos de seu tolerante e político pai, Amenhotep III, caminhou em outra direção influenciado pela família materna e amigos de procedência Síria. Tanto a rainha, quanto seu sogro estavam engajados na preparação do advento do Cristo Cósmico.
Cerca de 1300 anos antes da era cristã, Akhenaton protagonizou como Cristo, uma vida como portador de Luz, recebendo como troca traições e perseguições. A bondosa rainha Tiy e seu santo pai, prepararam o jovem para a nobre missão, aconselhando-o a restaurar o Santo Culto de Heliópolis preferencialmente ao Culto a Amon - que, apesar de patrocinar a Casa Real, nunca ganhou totalmente os corações dos devotos de Ra e Ptah.
Reportando-se aos registros akásicos, afirma Corinne Heline: “Ainda que suas ideias ultrapassavam as de sua época, não intimidou-se a afirmá-las e pô-las em prática. Ainda hoje as modernas nações encontram dificuldade de praticar a doutrina da fraternidade entre os homens acima dos sectarismos de nacionalidade. Akhenaton não foi apenas um vanguardista de sua própria era; ele foi o precursor de sucessivas eras. Seu ideal ainda não foi atingido, ainda que seu eco se repita na boca de muitos sábios.”
O intervalo compreendido entre os treze e quatorze anos, é sempre um tempo marcante na vida de um Grande Mestre, sinalizando a direção que irá escolher em seu caminho. Este significante período em sua vida brindou o casamento de Akhenaton com Nefertiti e sua ascensão ao trono.
Nefertiti significa a personificação da beleza. Esta bela e bondosa rainha foi uma alma madura e devota colaboradora no esplendido trabalho de Akhenaton pelo povo egípcio. Foi muito admirada tanto por seu nobre caráter quanto por sua rara beleza. Ela compartilhou toda a gloriosa carreira espiritual de seu marido e sua existência foi marcada tanto pela inteligência como pela bondade e devoção.
Akhenaton não desperdiçou nenhum tempo no exercício de sua missão. Como o Mestre Jesus, mediador do Logos Solar, se ocupou desde cedo nos “negócios do Pai”. Instituiu reformas baseadas nos princípios fundamentais do Culto Solar de Heliópolis, porém numa oitava acima ou numa nova espiral. No quinto ano de seu reinado, com apenas dezesseis anos, eliminou o antropomorfismo, destruindo as estrelas erigidas em homenagem a Amon, sacrificando até as obras realizadas por seu pai. O Sol foi saudado como o símbolo de um Deus que amava todas as nações, que desejava a paz em vez de guerras, a irmandade entre as nações em vez de uma nação conquistar a outra. Seus hinos declaram que Deus é um Ser invisível que não pode ser representado por imagens; que Ele é o Deus de todas as nações; que Ele ama todos os homens em igual proporção; que Ele é o Criador, Preservador e Misericordioso Pai da humanidade e de todas as criaturas viventes.
“Quão múltiplas são as tuas obras!
Elas estão ocultas aos homens, Ó Deus único, a quem nenhum outro se compara. Criaste a Terra segundo o teu coração.”
Sua implicação com a Verdade está registrada num de seus decretos: “Este é o juramento que desejo proclamar, conforme a Verdade, e do qual, por toda a eternidade, jamais direi que é falso.”
Apesar de sua juventude, era sábio na sabedoria do espírito. Seu corpo era delgado e frágil, sua natureza era serena e gentil, seu temperamento era pensativo e estudioso. Adorava contemplar as belezas da natureza, e sua face se transfigurava em êxtase espiritual. Era reverenciado e adorado por seu povo, sendo chamado carinhosamente de “Senhor do Sopro da Doçura”.
De dezessete aos dezenove anos devotou-se completamente à nova religião. Rompeu com o sacerdócio de Amon-Ra e decidiu mudar a Corte para um lugar virgem, à beira do deserto, “que não pertencesse a algum deus ou deusa, príncipe ou princesa, e do qual ninguém pudesse reclamar a propriedade. Em 1370 a.C., acessorado pelo arquiteto Bek, construiu a nova capital em El Amarna, na planície de Hermópolis a uns trezentos kilômetros ao sul de Heliópolis, rompendo com a tradição religiosa de Tebas.
Reportando-se aos registros akásicos, Corinne Heline relata que “nenhuma utopia visualizada em nossa presente época poderia exceder em beleza a adorável cidade construída pelo jovem rei e chamada Akhetaton (Horizonte do Sol), atualmente Tell-el-Amarna. Ela foi dedicada à Luz, e a reverente comunhão com a natureza era essencial ao trabalho espiritual”.
Ao inaugurar a nova cidade, o jovem Faraó declarou: “Aton meu Pai que concebeu esta cidade; nenhum nobre me conduziu à ela; nenhum homem em toda a face da terra me guiou; Aton, meu Pai, mandou-me contruí-la. A Cidade do Horizonte, como o Sol no céu será eterna. Aos 21 anos sua residência foi fixada em Akhetaton. Mudou seu nome para Akhenaton (Aquele a quem Aton se satisfaz ou glória de Aton) e acrescentou um título usado até a sua morte: “Vivendo na Verdade”.
Por cerca de quatro anos prosperou o novo regime. Na beleza e na paz de sua santa cidade, Akhenaton concentrou sua energia na causa de Aton, porém , impaciente com a lenta conversão de seu povo, usou seu poder como Faraó para forçar a devoção a Aton em todo o Egito, o que provocou o antagonismo dos cultos rivais, principalmente a conspiração do sacerdócio de Amon, que fora hegemônico .
Akhenaton foi um Iniciado nos Mistérios Solares. Tal Iniciação era uma prerrogativa dos Faraós, apesar de que nem todos eles atingissem a mesma expansão de consciência. Alguns instrumentavam os poderes conquistados para manter sua autoridade sobre a nação e adquirir cada vez mais fortuna. Akhenaton foi totalmente na direção oposta. Ele só desejava estabelecer a beleza, a paz e a fraternidade sobre a terra. Fez do Sol Alado o símbolo da manifestação do Verbo, exaltou o valor da Verdade e exigiu uma moral mais humanitária.
“As asas estendidas do astro mítico, da fênix - diz Schuré - se abrem horizontalmente. Duas serpentes entrelaçadas e enroladas ao disco se erguem ladeando-o com suas cabeças vigilantes. Este é o signo de Hórus, o Verbo Solar, o Deus manifestado, o Apolo egípcio, símbolo capital e central desta religião que evoca o Deus que vive através do homem e da natureza. Seu curso ilustra as viagens da alma e a evolução do Universo. As duas serpentes, cujas cabeças se lançam fora do circulo do Infinito e que se encontram no caduceu do Hermes grego, personificam os dois movimentos do Espírito Eterno: sua aspiração e sua expiração. Uma insufla sua vida a todas as formas da matéria; outra, absorve as almas que retornam ao sol divino. O Sol alado de Hórus só tem um significado. Sua voz viril ressoa com a língua universal dos símbolos e domina aos demais como acorde perfeito que sintetiza todas as harmonias, e diz: O Espírito é Um; a Alma, que anima a carne, é imortal, e sua vida através dos mundos se denomina Ressurreição”.
Akhenaton proibiu que Aton fosse idolatrado através de imagens. Simbolizou-o como um disco solar irradiando raios de luz . Dirigiu a atenção do povo ao “Calor que está no Sol”, que representa o Cristo Cósmico, o Espírito Invisível e interno do Sol, que existe atrás do esplendor externo do Sol. Ao círculo interno Akhenaton se refere ao Sol Espiritual, não como “Aton”, mas como o “Mestre de Aton”. Mais tarde substitui a palavra Calor por Resplendor.
Akhenaton era tanto poeta quanto místico. Seus hinos podem ser comparados com os salmos de David, no Antigo Testamento. No Salmo XXIII, David canta: “O Senhor é meu pastor; nada me faltará”. Muito antes Akhenaton cantara: “ Não há pobreza para quem descansa no coração do Senhor”. “Aton vivo ao lado do qual não há nenhum outro”.
“Os antigos Templos Egípcios eram lugares fechados com muitas câmaras subterrâneas. Akhenaton concebe o culto a Aton como uma religião de luz e seus Templos se tornam emblemáticos deste fato. Delicados e graciosos em estrutura, abertos em todos os lados à luz solar e irradiando cor e fragrância, tais estruturas exemplificaram o espírito do Faraó ensinando que o homem está mais próximo de Deus quando mais próximo da natureza. Na vasta área externa do Templo de Aton, decorada com os sete tons da escala cromática, eram observados os cerimoniais da aurora e do místico por do sol, oficiando o próprio Faraó o ritual. Na parte menor e mais interna do Templo eram oficiados os ritos mais esotéricos de consagração, oficiados pela Rainha Nefertiti”, relata Corinne Heline. Os modernos ocultistas atentos aos ritmos da natureza sabem que a polaridade das forças liberadas na aurora do Sol é positiva ou masculina enquanto aquelas relativas ao por do sol são negativas ou femininas.
Da mais antiga dinastia procede ao eco de um cerimonial solar: “Ó Senhor, Que é coroado o rei dos deuses, faça o espírito de minha alma glorioso; faça Senhor o espírito de meu coração divino.” “No impressionante Ritual da Litania Solar“, escreve Corinne Heline, “que se refere ao trabalho dos nove graus dos Mistérios Menores, o alto-sacerdote, conduzindo uma estrela luminosa em cada mão, é seguido pelos aspirantes em uma procissão, cantando eles nove vezes em uníssono: “Abra-me o Caminho da Paz , da Verdade e da Justiça“. O hino do sol poente era cantado em tonalidade menor, enquanto que o hino do sol nascente era cantado em tonalidade maior. O Coral Aleluia, de o "Messias" de G. F. Haendel foi inspirado nestes majestosos e exultantes cantos que ecoam através dos séculos do Antigo Egito.
Com Akhenaton floresceram as artes e as ciências. Seu amor à natureza é comparado ao de São Francisco e seu sacerdócio inspirou a original Ordem fundada por São Francisco de Assis, que também pretendia restaurar a devoção ao Logos Solar, eclipsada pela opulência da Igreja Católica.
A universalidade de sua religião e a proibição da idolatria acabou provocando rebeliões internas, comandadas pelos sacerdotes tebanos e invasões externas, reduzindo o império a uma pequena faixa.
“Se algum homem deseja me seguir, que pegue a sua cruz e me siga”, disse Cristo a seus Doze Discípulos; porém tais palavras pertencem a todos os Grandes Mestres que foram enviados como portadores de Luz. Akhenaton também vivenciou a Agonia do Jardim do Gethsemane quando viu a bela e pacífica capital de Império, a cidade idealizada como a capital de um mundo governado e regulado pelo amor e sabedoria divina - cercada por forças malignas. O Egito não estava preparado para realizar seu sonho, amigos íntimos desertaram a cidade de amor e paz, muitos de seus soldados se juntaram aos exércitos inimigos e seus mais íntimos discípulos também dormiam, quando o Iluminado Mestre vivenciava sozinho seu Gethsemane.
Com o colapso do Império seu ardente coração cessou de bater, e sua missão terrestre como Mensageiro do Logos Solar, o Cristo Cósmico chegava ao fim.
Seu corpo mumificado depositado numa urna dourada foi colocado numa tumba em um monte especialmente preparada para ele. Aos seus pés foi colocado um de seus salmos:
"Eu respiro a doce fragrância que procede da boca do Senhor. Eu contemplo a Sua beleza todos os dias. É meu desejo poder ouvir a Sua doce voz, até mesmo nos ventos que sopram ao norte, que meus lábios possam ser rejuvenescidos com vida através do amor a Ti. Dê-me Tuas mãos, cubra-me com Teu Espírito. Que eu possa recebê-Lo e viver por Ele. Confira eternidade ao meu nome que jamais perecerá."
Pouco tempo após após a sua morte física seu trabalho foi destruído. Sua adorável cidade se tornava uma ruína e sua Corte retornava à Tebas, onde florescia novamente o culto a Amon-Ra e o poder de seu sacerdócio. Seu nome foi proscrito e sua memória amaldiçoada. Ele que tinha vindo com um sonho de fraternidade era lembrado como um herético e criminoso. O Karma Coletivo de um povo que rejeita um Mensageiro enviado pelo Governo Invisível é sempre muito difícil. Tanto a antiga quanto a história moderna registram de várias formas a lei inexorável por trás destes fatos. Como descreve uma profecia de Hermes, o Egito, a projeção dos céus, o santuário do mundo seria abandonado pelos deuses, e entregue a alienígenas, reduzindo-se sua gloriosa história a lendas sujeita a incredulidade dos homens...
Poucas almas sintonizadas com o espírito de amor de Akhenaton perpetuaram suas ideias nas tradições esotéricas e nas religiões monoteístas do Ocidente. O Departamento de Cura de Mt. Ecclesia, construído em forma de cruz, com um mandala representando uma rosa ao centro, circundado por um pentagrama formado por folhagens e cercado de rosas, na Terra onde a Águia bate as suas asas, constitui um renascimento do culto ao Logos Solar, o Cristo Cósmico, que viria a se manifestar plenamente na terra através do Mestre Jesus, que foi preconizado em toda a sua glória pelo Glorioso Akhenaton, o Faraó do Sol.
“Acrescenta meu amor por Ti Senhor, para que eu possa servir-Te de melhor forma cada dia. Faça com que as palavras de meus lábios, e as meditações de meu coração sejam gratas aos Teus Olhos. Ó Senhor, minha força, meu Redentor”.
Esta oração dedicada pelo Mestre Max Heindel ao Cristo Cósmico tem seu protótipo nos Salmos de Davi, inspirados nos hinos de Akhenaton.
Alexandre Passos (F. R+C. M. H.)
(Baseado na Obra de Corinne Heline)
Fonte: http://correiorosacruz.netfirms.com/
Fonte da Gravura: http://www.mistrealm.com/Akhenaton/Akhenaton.html
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