quinta-feira, 21 de março de 2013

ÁRIES, OU CARNEIRO




Áries, ou Carneiro, é o primeiro signo do Zodíaco e, como tal, está relacionado a inícios e ao processo de criação. Durante este período, temos a oportunidade de compreender melhor como a Vida cria e nos descobrirmos co-criadores com a Vida.

A energia de Áries promove a vontade de viver e de realizar. É a fonte do impulso criativo e do ímpeto para a ação. Normalmente, expressamos esta energia como intensa atividade no mundo, mas podemos expressá-la também de modo mais refinado e sutil, como pensamento vivo e criativo.

Em Áries, é fundamental compreender o papel do pensamento no processo de criação. É o pensamento — esclarecido, compreensivo e imaginativo — que fecunda a ação externa com força criativa. A mera ação mecânica, irrefletida, não pode criar nada, e muda apenas a aparência das coisas. Portanto, se queremos recriar as nossas vidas e recriar o mundo, temos que descobrir e empregar o poder criativo da mente.

Tudo é criado através do pensamento. O universo inteiro foi criado pelo pensamento do Criador. E cada um de nós, humanos, criadores em nossas próprias vidas, criamos as nossas condições, relacionamentos e circunstâncias através de nossos pensamentos cotidianos. Quando conquistarmos uma compreensão dos nossos processos mentais e a capacidade de dirigi-los conscientemente, poderemos conduzir as nossas próprias vidas com sabedoria e liberdade. Por isso é tão valiosa a prática da meditação, que treina a mente para focar-se no que quer que escolhamos.

Além disso, o treinamento em meditação conduz, finalmente, a uma profundidade de pensamento que permite apreender ideias eternas e universais, tais como: o amor, a liberdade, a beleza, a coragem etc. Entretanto, há uma distinção fundamental entre ideias e palavras. Palavras são apenas símbolos que representam ideias. Entender o sentido de uma palavra ainda não é compreender a ideia que ela representa. As palavras servem como pistas, para que a mente, indo em busca do significado mais profundo, possa chegar até as ideias. Ideias são sempre plenas de vida e energia, sempre criativas e transformadoras. Uma ideia, quando compreendida, sempre transforma a percepção do indivíduo, conduzindo inevitavelmente à transformação também de sua vida.

Na verdade, as ideias são os pensamentos criados pela Mente Universal, o Criador. Quando a mente humana consegue captar uma ideia, ela pode cooperar com a Mente Universal em seu processo criativo e contribuir para trazer tal ideia à concretização. A principal ideia que a Mente Universal está procurando materializar na atualidade é a de fraternidade mundial. Isto significará, entre outras coisas, uma distribuição mais equilibrada dos recursos do planeta, a convivência pacífica entre os diversos povos e culturas, a cooperação entre as nações pelo bem-estar humano. 

Uma nova ordem mundial está em criação. E a cada ano, durante o mês em que o Sol se alinha com Áries, temos uma oportunidade especial de captar as novas ideias que nos permitirão criar este novo mundo.




Ricardo Georgini



Fonte do Texto e da Gravura: LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2010/03/aries-ou-carneiro.html

quarta-feira, 20 de março de 2013

O MILAGRE DA UNIDADE


O algarismo 8 é formado por dois círculos colocados um por cima do outro e que se tocam num ponto. O círculo superior representa o mundo de cima, o círculo inferior, o mundo de baixo, e os dois mundos estão em contacto. Nesta figura que é o 8, em que o círculo inferior é exatamente o simétrico do círculo superior, podemos ver a ilustração do princípio enunciado por Hermes Trismegisto na Tábua de Esmeralda: "Tudo o que está em baixo é com o que está em cima e tudo o que está em cima é como o que está em baixo, para fazer o milagre de uma só coisa." O círculo que está em baixo é como o que está em cima e, como eles estão em comunicação, fazem, efetivamente, o milagre de uma só coisa.

É a mesma ideia que encontramos no “Pai-nosso”, quando Jesus diz: "Seja feita a tua vontade, assim na terra como no Céu." Jesus deseja que o mundo do alto possa descer ao mundo de baixo, para que a terra seja um dia o reflexo exato do Céu. Assim se realizará o milagre da unidade. O Céu que está em cima deve descer à terra, e esta “terra” somos também nós, os humanos: nós temos a missão de ligar em nós o Céu à terra e a terra ao Céu, manifestando na nossa existência as qualidades do Céu.



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

1º TRABALHO DE HÉRCULES - ÁRIES - CONCENTRAÇÃO E INOFENSIVIDADE



O trabalho de Hércules que está ligado ao signo de Áries é a "captura das éguas devoradoras de humanos"

Áries é o signo dos inícios e dos processos criativos, e este trabalho representa os primeiros passos no caminho espiritual e a necessidade de iniciar pela criação de uma nova mentalidade — mais focada, compreensiva e inofensiva.

O beligerante rei Diomedes era filho de Marte (Senhor da Guerra e regente do signo de Áries) e em seu reino criava éguas extremamente selvagens e violentas, que devoravam seres humanos. Elas assolavam toda a vizinhança e provocavam grande medo na população. Hércules recebeu do rei Euristeu a tarefa de capturar essas éguas e levá-las até ele. No reino de Diomedes, Hércules encontrou as éguas à solta e espalhadas por toda parte. Então ele começou a tocar as várias éguas, de modo que gradualmente se concentrassem em certa região. Quando estavam todas reunidas, o herói as cercou e acorrentou-as juntas, e assim pode conduzi-las até o rei Euristeu, para serem domesticadas.

Cavalos simbolizam o pensamento, que é capaz de nos transportar para longe. Cavalos femininos, ou éguas, representam a fertilidade da mente, incessantemente criando imagens, falas internas e explicações para tudo. As éguas do mito, selvagens e devoradoras de humanos, são a mente indisciplinada, continuamente gerando pensamentos críticos que ferem as pessoas. O mito descreve a situação habitual de cada um de nós: nossos pensamentos críticos provocam destruição ao nosso redor e prejudicam aqueles que nos circundam.

Entretanto, uma das primeiras lições a serem aprendidas pelo aspirante espiritual é a da inofensividade. Seus pensamentos, palavras e vida devem deixar de ser ofensivos e destrutivos, de acordo com preconceitos e predileções pessoais, e tornarem-se criativos e construtivos, de acordo com o Plano Divino. Diferente do que talvez pudesse parecer, a inofensividade (ou não-violência) não é uma condição passiva e inócua, mas uma atitude dinâmica e efetiva. É uma autodisciplina que positivamente se abstém de criticar e ferir. É um empenho criativo para ajudar, apoiar e curar — os outros e nós mesmos.

O mito não só apresenta qual é o problema a ser solucionado, mas também indica como solucioná-lo: concentração. A causa da dificuldade está no fato de que as éguas são selvagens e estão à solta, ou seja, a mente não foi disciplinada e os pensamentos vagueiam dispersos. Funcionando assim, a mente toca apenas a superfície das coisas, e é isto o que torna possível a sua postura crítica. É apenas na superfície que as coisas parecem más, conflitantes e caóticas. E mesmo o que já nos parece pensamento profundo, porque mais elaborado, ainda é apenas superficial. Na verdadeira profundidade, reinam sempre a beleza, a harmonia e a unidade. Através da meditação, exercitando o pensamento concentrado, podemos acessar isso.

É interessante notar que Hércules não tenta paralisar as éguas, mas as reúne e cerca. Portanto, ele não tenta calar a mente, mas concentrá-la profundamente em algum assunto. A mente está sempre pensando, e isto, por ora, nós não podemos mudar — e nem precisamos. Mas nós podemos escolher em que pensar e como pensar. Isto é meditação: pensamento consciente.

O início no caminho espiritual requer as qualidades conferidas por Áries: muita energia e esforço. Tais qualidades devem ser empregadas para desenvolver a concentração, para que possamos verdadeiramente compreender — ou seja, acessar o sentido maior por trás das aparências. Assim, poderemos trazer para as nossas vidas cada vez mais inofensividade e criatividade espiritual.




Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br




Fonte do Texto e da Gravura: http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2011/04/aries-concentracao-e-inofensividade.html

ÁRIES - A POTÊNCIA DA ALMA


Pensamento Semente: "Eu me exteriorizo, e do plano da mente, rejo."

A primeira coisa a compreender sobre os mantras espirituais dos doze signos é que o seu sujeito é o Eu Superior ou alma, e não o nosso eu mental, emocional e físico. Portanto, é a alma que afirma: "eu me exteriorizo", "eu rejo".

O Eu Superior é a nossa essência espiritual; ele reside no mais íntimo, além de tudo com que estamos acostumados em nós — além da nossa aparência e condição corporal, além dos nossos desejos e nossas emoções, além da nossa mente. Tudo o que conhecemos sobre nós mesmos é apenas uma expressão parcial do potencial infinito que se encontra em nossa alma. Ela é como uma fonte interna inesgotável, repleta de energia potencial espiritual.

A influência espiritual de Áries estimula a alma humana a uma maior vivacidade e uma maior demonstração do seu potencial. É como se incentivasse o Eu Superior a mostrar do que mais ele é capaz. Isso pode aparecer em nossa experiência como algum novo interesse, ou uma renovada determinação de realizar algo, ou uma persistente inclinação em certa direção etc. Podemos perceber esses significativos impulsos internos se, em meio às atividades e acontecimentos da vida, nos mantivermos atentos também ao que se passa dentro de nós. Assim podemos reconhecer e conscientemente atender esses chamados da alma.

Os impulsos do Eu Superior nos conduzem a desafios cada vez maiores. É simplesmente natural que vários aspectos e níveis do nosso potencial permaneçam adormecidos enquanto não houver oportunidade de se manifestarem. Se os recursos atuais da nossa personalidade forem suficientes para dar conta de certa situação, então não há necessidade ou oportunidade de a alma se manifestar. Mas quando, por um genuíno chamado interno e para o benefício de todos, ousamos assumir uma responsabilidade para a qual a nossa personalidade não está inteiramente capacitada, isso cria um campo para a ativação do potencial da alma, e ela não deixará de aproveitar e atuar.

Nesse processo de trazer a alma a uma expressão cada vez mais plena, a mente desempenha um papel crucial. Quando apenas o instrumento emocional (através da devoção) está à disposição da alma, ela não encontra condições para manifestar-se adequadamente, sem distorções. Já quando o instrumento mental (através do questionamento inteligente e da busca de compreensão) também está disponível, a alma tem a oportunidade de manifestar-se de maneira lúcida, consciente e sábia. É a mente meditativa que pode conhecer e interpretar corretamente as potências e qualidades da alma, e trazê-las para se expressarem na vida prática. É a mente iluminada que pode perceber a natureza ilusória dos cinco sentidos e das emoções, e assegurar a realidade da alma. É a mente treinada que pode organizar e dirigir a vida da personalidade de acordo com os valores e propósitos da alma. É através da mente que a alma pode reger.

A influência espiritual de Áries estimula poderosamente tanto a alma como a mente, e favorece a interação entre as duas. Através da recorrente reflexão sobre o mantra de Áries, podemos compreender mais e mais a influência espiritual deste signo e nos sintonizar com a sua energia.



(o autor não está especificado no texto)



Fonte: http://www.encontroespiritual.org/astrologiadaalma/reflexoes/28-apotenciadaalma.html

Fonte da Gravura: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgszb9im_PkNHHunbxzB7rZNjcW2uaeUvJySGhl-wWvJBnNSrOA9h3O8EUP5f63oUwLHoaxRB2s41N7KHTmBLLLhlK-z4jIsbxRsClgGSd8XHPWcS7WERVOIE94h0cWbSjUbv1dnBYQym0/s1600/aries.jpg

terça-feira, 19 de março de 2013

NECESSITAR E DOAR, AMAR E TER



Flor cresce em meio a tábuas

C. S. Lewis dividiu o amor nestes dois tipos: “amor-necessidade” e “amor-dádiva”. Abraham Maslow também divide o amor em dois tipos. O primeiro ele chama de “amor-deficiência” e o segundo de “amor-ser”. A distinção é significativa e precisa ser entendida.

O “amor-necessidade” ou o “amor-deficiência” depende do outro; é o amor imaturo. Na realidade, não é verdadeiro amor - é uma necessidade. Você usa o outro, você usa o outro como um meio. Você explora, manipula, domina. Mas o outro é limitado, o outro é quase destruído. E exatamente o mesmo está sendo feito pelo outro. Ele está tentando manipular você, dominá-lo, possuí-lo, usá-lo. 

Usar outro ser humano implica desamor. Assim, só parece amor; é uma moeda falsa. Mas isso é o que acontece a quase 99 por cento das pessoas porque a primeira lição de amor que você aprende é na sua infância.

Uma criança nasce, ela depende da mãe. Seu amor para com a mãe é um “amor-deficiência” — ela precisa da mãe, não pode sobreviver sem a mãe. Ela ama a mãe porque ela é a sua vida. De fato, não é realmente amor — ela amará qualquer mulher, quem quer que a proteja, quem quer que a ajude a sobreviver, quem quer que satisfaça suas necessidades. A mãe é um tipo de alimento de que ela se serve. Não é apenas leite que ela obtém da mãe; é amor também — e isso também é uma necessidade.

Milhões de pessoas continuam crianças por toda a vida; elas jamais crescem. Crescem em idade mas nunca em mentalidade; a psicologia delas permanece pueril, imatura. Estão sempre precisando de amor, estão sempre ansiando por ele como por comida.

O homem amadurece no momento em que começa a amar em vez de necessitar. Ele começa a transbordar, a partilhar; ele começa a dar. 

A ênfase é totalmente diferente. Com o primeiro, a ênfase está em como adquirir mais. Com o segundo, a ênfase está em como dar, em como dar mais, em como dar incondicionalmente. Trata-se do crescimento, da maturidade, chegando até você. 

Uma pessoa madura dá. Só uma pessoa madura pode dar, porque só uma pessoa madura tem. Então, o amor não é dependente. Você pode estar amando quer o outro esteja ou não amando. O amor não é uma relação, é um estado.

O que acontece quando uma flor floresce numa floresta densa sem ninguém para apreciar isso, ninguém para tomar conhecimento de sua fragrância, ninguém para passar e dizer “que bela!”, ninguém para sentir-lhe a beleza, a alegria, ninguém para partilhar — o que acontece à flor? Morre? Sofre? Fica apavorada? Comete suicídio? 

Ela continua a florescer, simplesmente continua a florescer. Não faz nenhuma diferença se alguém passa ou não; isso é irrelevante. Ela continua espalhando sua fragrância aos ventos. Continua a oferecer sua alegria a Deus, ao todo.

Se eu estiver sozinho, então também eu serei tão amável quanto sou quando estou com você. Não é você que está criando o meu amor. Se você estivesse criando o meu amor, então, naturalmente, quando você se fosse, meu amor também haveria de ir-se. 

Você não está tirando o meu amor de mim; eu é que estou derramando amor sobre você — esse é o “amor-dádiva”, é o “amor-ser”.

E eu realmente não concordo com C. S. Lewis nem com Abraham Maslow. O primeiro tipo que eles chamam de “amor” não é nenhum amor, é uma necessidade. Como pode uma necessidade ser amor? O amor é um luxo. E abundância. E ter tanta vida, que você não sabe o que fazer com ela; assim, você a partilha. 

É ter tantas canções no coração que você tem de cantá-las - se alguém ouve, não importa. Se ninguém ouve, então você também terá de cantar a sua canção, você terá de dançar a sua dança. O outro pode ter isso, o outro pode perder isso — mas, no que diz respeito a você, ela está fluindo; está transbordando.

Os rios não fluem para você; eles estão fluindo quer você esteja lá ou não. Eles não fluem para a sua sede, para os seus campos secos; eles simplesmente estão fluindo. Você pode matar a sua sede e pode não conseguir isso — tudo cabe a você. 

O rio realmente não estava fluindo para você, o rio estava só fluindo. É um acidente você não conseguir água para o seu campo, é acidental você conseguir água para as suas necessidades.

Quando você depende do outro, sempre há infelicidade. No momento em que você depende, você começa a se sentir infeliz porque a dependência é escravidão.

Então você começa a se vingar de modos sutis, porque a pessoa de quem você depender ganha poder sobre você. Ninguém gosta que alguém tenha poder sobre os outros, ninguém gosta de ser dependente porque a dependência mata a liberdade. E o amor não pode florescer na dependência — o amor é uma flor de liberdade; precisa de espaço, precisa de espaço absoluto. O outro não tem de interferir com ele. Isso é muito delicado.

Quando você é dependente, o outro decerto o dominará, e você tentará dominar o outro. Essa é a batalha que prossegue entre os assim chamados apaixonados. Eles são inimigos íntimos, lutando continuamente. Os maridos e as mulheres — o que estão fazendo? O amor é muito raro; a luta é a regra; o amor, uma exceção.

E de todo modo eles tentam dominar — até mesmo por meio do amor eles tentam dominar. Se o marido pede à mulher, esta recusa, ela está relutante. Ela é muito avarenta: ela dá mas muito relutantemente, ela quer que você a adule. E esse é o caso com o marido. Quando a esposa está em necessidade e lhe pede, o marido diz que está cansado. No escritório, havia muito trabalho, ele realmente está esfalfado e gostaria de ir dormir.

Essas são maneiras de manipular, de subjugar o outro, de deixá-lo cada vez mais necessitado, de modo que ele fique mais dependente. Naturalmente, as mulheres são mais diplomáticas sobre isso do que os homens, porque o homem já é poderoso. Ele não precisa achar modos sutis e astuciosos para ser poderoso; ele é poderoso.

Ele administra o dinheiro - esse é o seu poder. Em termos de músculos, ele é mais forte. Durante séculos, ele condicionou a mente da mulher quanto a ele ser mais poderoso e ela não ter poder. O homem sempre tentou achar uma mulher que, em todos os sentidos, fosse inferior a ele.

Um homem não quer se casar com uma mulher mais educada do que ele, porque então o poder está em jogo. Ele não quer se casar com uma mulher que seja mais alta do que ele, porque uma mulher mais alta parece superior. Ele não quer se casar com uma mulher que seja muito intelectualizada, porque nesse caso ela questiona, e o questionamento pode destruir o poder. 

Um homem não quer uma mulher que seja muito famosa, porque então ele se torna secundário. E por séculos o homem exigiu uma mulher que fosse mais jovem do que ele. Por que a mulher não pode ser mais velha do que você? O que está errado? Mas uma mulher mais velha é mais experiente - isso destrói o poder.

Assim, o homem sempre exigiu uma mulher menor — eis por que as mulheres diminuíram sua estatura. Não há nenhuma razão para elas terem uma estatura menor do que a dos homens; nenhuma razão; elas diminuíram sua estatura porque a mulher menor sempre era escolhida.

Aos poucos, isso penetrou-lhes na mente de uma maneira tão profunda, que aconteceu o que aconteceu. Perderam a inteligência, porque uma mulher inteligente não era necessária; uma mulher inteligente era uma extravagância.

Você ficará surpreso ao saber que só neste século a altura delas voltou a aumentar. Até mesmo os ossos da mulher estão ficando maiores, o esqueleto está ficando maior. Em apenas cinqüenta anos... particularmente na América. E o cérebro delas também está crescendo, ficando maior do que era; o crânio está ficando maior.

Com a ideia de liberdade para as mulheres, destruiu-se um pouco desse condicionamento. O homem já tinha o poder, de modo que ele não precisava ser muito inteligente, não precisava ser muito indireto. As mulheres não tinham poder.

Quando você não tem poder, você tem de ser mais diplomático — isso é um sucedâneo. O único modo de elas se sentirem poderosas era tornando-se necessárias, que o homem necessitasse delas continuamente. Isso não é amor, isso é um negócio, e eles estão continuamente barganhando o preço. É uma luta constante.

C. S. Lewis e Abraham Maslow dividem o amor em dois. Eu não o divido em dois. Eu afirmo que o primeiro tipo de amor é só um nome, uma moeda falsa; não é verdadeiro. Só o segundo tipo de amor é amor.

O amor só acontece quando você está maduro. Você só se torna capaz de amar quando é adulto. Quando você sabe que o amor não é uma necessidade mas um transbordamento — “amor-ser” ou “amor-dádiva” — então você dá sem quaisquer condições.

O primeiro tipo, o assim chamado amor, deriva da necessidade profunda de uma pessoa em relação à outra, enquanto o “amor-dádiva” ou “amor-ser” transborda de uma pessoa madura para outra em função da abundância. 

A pessoa é inundada com esse amor. Você o possui e ele começa a rodeá-lo, assim como quando você acende um abajur e os raios da luz começam a se propagar na escuridão.

O amor é um subproduto do ser. Quando você é, você tem a aura do amor em torno de você. Quando você não é, você não tem essa aura ao seu redor. E quando você não tem essa aura ao seu redor, você pede ao outro que lhe dê amor.

Repetindo: quando você não tem amor, você pede ao outro que lho dê; você é um mendigo. E o outro está lhe pedindo para dá-lo. Ora, dois mendigos estendendo as mãos um diante do outro, e ambos esperando que o outro tenha algo... Naturalmente, ambos se sentem derrotados e ambos se sentem enganados.

Você pode perguntar para qualquer marido e para qualquer mulher; você pode perguntar para qualquer namorado — eles se sentem enganados. Era uma projeção pensar que o outro o amava - se a sua projeção era errada, o que o outro pode fazer? Sua projeção se desfez; o outro não se mostrou de acordo com a sua projeção, isso é tudo; mas o outro não tem nenhuma obrigação de se mostrar de acordo com as suas expectativas.

E você enganou o outro — esse é o sentimento do outro, porque ele estava esperando que o amor fluísse de você. Ambos estavam esperando que o amor fluísse do outro, e ambos estavam vazios — como o amor pode acontecer?

No melhor dos casos, vocês podem ser infelizes juntos. Antes, vocês costumavam ser infelizes sozinhos, separados; agora vocês podem ser infelizes juntos. E lembre-se, sempre que duas pessoas são infelizes juntas, isso não é uma simples adição, é uma multiplicação.

Sozinhos, vocês estavam se sentindo frustrados; agora, juntos, vocês se sentem frustrados. Há algo bom nisso, no sentido de que agora você pode atribuir a responsabilidade ao outro — o outro o está fazendo infeliz; esse é o ponto positivo. 

Você pode se sentir à vontade. “Nada está errado comigo, mas o outro... O que fazer com essa mulher — detestável, rabugenta? A gente tem que ser infeliz. O que fazer com um marido desses — feio, avarento?” Agora você pode pôr a culpa no outro; vocêachou um bode expiatório. Mas a infelicidade continua, se multiplica.

Ora, esse é o paradoxo: os que se apaixonam não têm nenhum amor, e por isso se apaixonam. E porque não têm amor, não podem dar amor. E mais — uma pessoa imatura sempre se apaixona por outra pessoa imatura, porque só elas podem entender a linguagem uma da outra. Uma pessoa madura ama uma pessoa madura. Uma pessoa imatura ama uma pessoa imatura.

Você pode continuar trocando de marido ou mulher mil e uma vezes, você achará de novo o mesmo tipo de pessoa e a mesma infelicidade se repetirá — de maneiras diferentes, mas a mesma infelicidade, quase a mesma. Você pode trocar de mulher, mas você não muda — ora, quem vai escolher a nova parceira? Você vai escolher. A escolha advirá novamente da sua imaturidade. Você vai escolher um tipo semelhante de mulher.

O problema básico do amor é, primeiro, amadurecer. Então, você achará um parceiro maduro; as pessoas imaturas não o atrairão. É bem assim. Se você tem 25 anos, você não se apaixona por um bebê de dois anos.

Exatamente da mesma maneira, quando você é uma pessoa madura, psicologicamente, espiritualmente, você não se apaixona por um bebê. Isso não acontece. Não pode acontecer; você pode perceber que isso não terá sentido.

Na realidade, a pessoa madura não “cai de amores”; amando ela “se ergue”. A palavra cai não é correta. Só pessoas imaturas caem; elas tropeçam e caem apaixonadas. De alguma forma, estavam controlando as coisas e se mantendo de pé. Agora não podem controlar nada nem ficar de pé — acham uma mulher e eles se vão, acham um homem e se vão. Elas sempre estiveram prontas para cair por terra e rastejar. Não têm a coluna vertebral, a espinha; não têm integridade para ficar sozinhas.

A pessoa madura tem integridade para ficar sozinha. E quando uma pessoa madura dá amor, faz isso sem nenhuma amarra que a ate — ela simplesmente dá. Quando a pessoa madura dá amor, ela se sente grata pelo fato de você ter aceitado o amor dela, não vice-versa. Ela não espera que você seja grato por ele — não, de forma alguma; ela nem sequer precisa dos seus agradecimentos. Ela é grata a você por você ter aceitado o seu amor.

E quando duas pessoas maduras estão apaixonadas, um dos maiores paradoxos da vida acontece, um dos fenômenos mais belos: elas estão juntas e ainda se sentem imensamente sós. Estão de tal modo juntas que são quase uma única pessoa; mas sua unidade não destrói a sua individualidade — na realidade, aumenta-a, elas se tornam mais individuais.

Duas pessoas maduras e apaixonadas se ajudam uma à outra para se tornarem mais livres. Não há nenhuma política envolvida, nenhuma diplomacia, nenhum esforço para dominar.

Como você pode dominar a pessoa que você ama? Reflita sobre isso — a dominação é um tipo de ódio, de raiva, de inimizade.Como você pode pensar em dominar a pessoa que você ama? Você adoraria ver essa pessoa totalmente livre, independente; você lhe daria mais individualidade. 

Eis por que eu chamo a isso de o maior paradoxo: elas se sentem tão unidas, que são quase uma pessoa, mas ainda nessa unidade elas são indivíduos. A individualidade delas não é desfeita - aumentou. O outro a enriqueceu no que concerne à liberdade.

As pessoas imaturas que se apaixonam destroem a liberdade uma da outra, criam uma forma de servidão, uma prisão.Pessoas maduras e apaixonadas se ajudam a ser livres; se ajudam mutuamente a destruir todos os tipos de escravidão. E quando o amor flui com liberdade, há beleza. Quando o amor flui com dependência, há feiúra.

Lembre-se: a liberdade é um valor superior ao amor. Eis por que na índia chamamos ao valor máximo moksha; moksha significa “liberdade”. A liberdade é um valor superior ao amor. Assim, se o amor está destruindo a liberdade, ele não é digno. O amor pode ser descartado, a liberdade tem de ser salva — a liberdade é um valor superior.

E sem liberdade você nunca pode ser feliz, não é possível. A liberdade é o desejo intrínseco de cada homem, de cada mulher - a liberdade absoluta, a liberdade total. Assim, qualquer coisa que se torne nociva à liberdade é alvo de ódio para a pessoa.

Você não odeia o homem que você ama? Não odeia a mulher que você ama? Você odeia! Esse é um mal necessário, você tem de tolerá-lo. Pelo fato de você não poder estar sozinho, você tem de achar um jeito de ficar com alguém, e tem de se adaptar às exigências do outro. Tem de tolerar, tem de suportá-las.

O amor, para ser realmente amor, tem de ser “amor-ser”, “amor-dádiva”. O “amor-ser” significa um estado de amor — quando você chegou em casa, quando você soube quem você é, então o amor aflora no seu ser. A fragrância se espalha e você pode dá-la aos outros.

Como você pode dar algo que não tem? Para dar amor, a primeira exigência básica é ter amor.


Osho  


Fonte: "Maturidade: A Responsabilidade de Ser Você Mesmo"
Fonte do Texto e da Gravura: 
Imagem por wonderferret
www.palavrasdeosho.com

OS 7 RAIOS NO INDIVÍDUO E A ASTROLOGIA




De acordo com os ensinamentos esotéricos, os sete raios são a base de toda a manifestação. Em geral pensamos em um sentido objetivo, mas o realmente interessante é fazê-lo de uma ótica interna. Vejamos de que maneira podemos esclarecer sobre o tema.


Antes de tudo é importante ter a reflexão de que os raios são Vidas e, em consequência, quando os estudamos não estamos frente a um conhecimento morto, mas frente a Propósitos em ação. Cada raio tem um sentido, um impulso que se desenvolve e imprime sua nota em cada aspecto de sua manifestação; um raio se expressa em cada nível de consciência ou plano para cumprir um determinado fim: seu objetivo de raio, o qual se entrelaçará inevitavelmente com a finalidade de raio das suas Vidas irmãs, sob o impulso causal de uma entidade ainda superior que usa todos como agentes.

Esotericamente, afirma-se que isto é válido desde as partículas subatômicas e o diminuto átomo, passando pelo homem e sua alma, até um planeta e seu sistema solar, ou este e as grandes constelações. Em todos os casos será possível rastrear energia em ação, uma energia que cumprirá um propósito e que, conforme se avança na abstração, se revelará como uma parte de outra corrente de consciência ainda mais ampla, mas sempre com um sentido próximo ao nosso coração, pois de uma maneira misteriosa formamos parte dele.

Pode-se dizer que essas energias seguem um padrão de desenvolvimento inteligente, e essa forma de expressão é a astrologia esotérica, que descreve como tais energias se manifestam no tempo. Ambos os aspectos possuem uma estreita relação e, antes de levantar uma carta natal, seria muito útil saber a que raios pertence a pessoa, sendo este conhecimento preliminar para uma boa interpretação. Desse processo de descobrimento nos ocuparemos a seguir aqui, em geral.

No plano humano, o campo de aplicação dos raios ocorre em nível de consciência e é estudado através da psicologia esotérica, que ensina a constituição do homem como alma, personalidade, corpos mental-emocional-físico, atribuindo um raio a cada núcleo e analisando suas inter-relações.

Assim, serão muito distintos os fins de uma Vida que empregue o 1º raio de Vontade ou Poder no plano mental do que se utilizasse o 4º de Harmonia através do Conflito. Entre outras coisas, em um caso teríamos uma necessidade da alma de dominar a mente, adquirir polarização mental e talvez dominar as emoções; também pode ter a ver com a introdução firme e decidida de uma ideia na humanidade. De outro lado, uma mente de 4º raio se vincula ao sentido da Harmonia através do Conflito: será importante o desenvolvimento da faculdade do discernimento e, por ser um raio de atributo e não de aspecto, também é provável que o objetivo não seja tanto o aprendizado ou a introdução de ideias como o embelezamento das já existentes. Por outra parte, a luz que surge dos momentos de harmonia (por exemplo, na meditação) contribuirá para iluminar a personalidade e tranquilizar o corpo emocional, se é que é necessário; ou as dúvidas e a tensão agravarão os conflitos emocionais, segundo o êxito que se tenha. A obtenção da unidade mental será também uma meta possível. Isto contrastará com a relação mais drástica que uma mente de 1º raio terá com as emoções, e ao refletir porque a alma decidiu encarnar com um veículo com essas qualidades e não outras torna-se muito esclarecedor. Aqui incide sobremaneira o grau de evolução da pessoa em questão, porque a função de cada raio variará de acordo com a necessidade da alma. Tenhamos em conta a importância de conhecer o estado de consciência em que vive a pessoa, antes de extrair conclusões sobre o sentido de seus raios. 



Como estudar os raios?

Assentada a necessidade de conhecer sobre os raios e a evolução espiritual, vale assinalar que é fundamental em toda esta matéria a abordagem que se faz à mesma, isto é, o quanto o nosso enfoque é altruísta.  Na realidade, a questão é muito simples e se encontra sintetizada no famoso axioma oculto, “o ocultista vai do geral ao particular, e nunca na ordem inversa”.

Isto tem uma base energética, porque em nosso caso começar do particular implicaria estudar o tema dos raios desde o ponto de vista do eu, em lugar das Vidas maiores. Como seria isto? Basicamente, direcionar a busca sobre os raios para ver “o que me podem dizer” de novo ou de importante. Esta atitude envolve a personalidade e, de acordo com a Lei de Afinidade, nos porá em contacto com energia proveniente de fontes análogas.

Agora, é um problema, porque em geral quem estudar a matéria terá um grau de despertar espiritual e, portanto, inspiração egoica ou álmica. Se queremos buscar o sentido transcendente da questão, uma abordagem egoísta nos cerrará a dimensão da alma e, portanto, poucas de nossas conclusões poderão “fechar” e ter sentido, já que nossos próprios corpos estão imbuídos tanto de energia egóica como de personalidade. Em outras palavras, não poderemos compreender apenas com uma chave, e isso nos deixará uma certa frustração, ou nos fará forçar a interpretação e incorrer em ilusões ou espelhismos. A falha não estará nos livros, mas no nosso enfoque.

A chave então passa por estudar os Raios segundo o aporte que façam à humanidade, ao Plano, à evolução planetária, porque isso nos conectará com a alma e nesse nível há muitas respostas. De que maneira a energia da Vontade contribui para a evolução? O que pode trazer uma mente carregada de vontade? Isso poderá nos ilustrar sobre o funcionamento de uma mente de 1º raio. Como pode ser de utilidade uma mente que tende a buscar a luz e a harmonia? Ali teremos indícios sobre a atividade de uma mente de 4º, e o mesmo para os demais.

Perguntas pelo estilo nos permitem sintonizar com o Plano em níveis egóicos das Vidas de Raio e, portanto, com a nossa alma, assim como com a de quem nos consulte, se procuramos determinar seus raios ou lhe prestar uma assessoria astrológica. E como sugeríamos, é a partir deste estado de consciência onde podemos começar a oferecer respostas abrangentes, compreensivas e coerentes. Certo é que deveremos refrear a “curiosidade pessoal”, mas o esforço bem vale a pena, porque em verdade se pode prestar um profundo serviço compreendendo consciência de uma ótica energética.

E, naturalmente, a base teórica se encontra na literatura esotérica, desde os teósofos como Leadbeater ou Ernest Wood até as obras de Alice Bailey em geral e, em especial, o "Tratado sobre os Sete Raios", tomos I e II, os quais não somente dão indícios sobre a expressão dos raios, como também oferecem seu fundamento oculto.

Métodos para determinar os raios:

Se já estamos corretamente enfocados, possuímos suficiente compreensão sobre os raios e conhecemos relativamente o grau de evolução da pessoa, o passo seguinte é meditar a fim de determinar os raios expressados através da pessoa. Esta meditação pode ser entendida no sentido clássico do termo (sobretudo se já conhecemos a pessoa), mas também pode ser praticada como reveladora de luz desde a forma.


Em princípio, um bom ponto de partida é ir do geral para o particular: procurar conhecer primeiro a que raio egóico pertence a pessoa e, depois, quais são seus raios subsidiários, os quais em certa medida estarão controlados pela alma.

Se o método de meditação direta não é apropriado, pode-se trabalhar desde a forma, mediante o estudo de múltiplas facetas: características faciais, tonalidade e profundidade da voz, reações emocionais, formas de encarar um problema, vocação, defeitos, virtudes.

Vicente Beltrán Anglada dizia que cada pessoa tem uma forma de respirar que reflete o ritmo de consciência da Vida de raio ao qual serviria. Assim, a frase “colocar-se nos sapatos de” tem uma profunda implicação esotérica, pois se encontra também ligada ao ritmo de vida de uma pessoa e, oculto no ritmo, subjaz sempre a consciência que o origina.

E inclusive da carta natal é possível extrair significados, embora seja melhor interpretar com uma hipótese prévia e depois vinculá-la aos signos e planetas.

Como se verá, os métodos abundam, e de uma maneira ou outra implicam ou sintonizam-se com a vibração da outra pessoa para depois especificar suas qualidades.

Por outro lado, existem também métodos mais impessoais e dedutivos: uma exaustiva obra de Michael Robbins, "The Tapestry of the Gods" (disponível somente em inglês), desenvolve um por um os tipos de alma, personalidade, mente, emoções e físicos por raio, indicando como se comportam. O tomo II é particularmente interessante, porque expõe o desenvolvimento da relação entre cada raio de alma e sua combinação com a personalidade, em três grandes etapas: desarmonia, inter-relação e fusão.

Também na linha “acadêmica”, existe um teste chamado PIP II, em o que se fazem umas 130 perguntas, cada uma com cinco possibilidades de respostas. Finalmente, oferece-se como conclusão uma hipótese sobre quais raios escolheu a nossa alma para servir nesta encarnação.

Mais além das técnicas ligadas à forma, o método mais confiável é o da reflexão ampla dos conceitos sobre os raios e fundamentalmente o emprego da intuição. Quanto mais desenvolvida esteja a intuição, menor será o “tempo” de que necessitaremos para conhecer os raios, assim como menor será a necessidade de recorrer a métodos indiretos.

Nesse marco, a astrologia também tem um papel, porque velados atrás dos planetas e do Ascendente pulsam os raios de cada veículo e portanto subjaz o propósito da encarnação. A interpretação conjunta de raios e planetas é outra maneira de expressar harmonia entre a alma e as formas mediante as quais ela se expressa, e embora esta ciência esteja na infância, seu ponto de partida é muito simples: o amor pela humanidade e a busca da união entre todas as consciências manifestadas, cumprindo assim o Propósito Uno. E tal simplicidade é possível porque a Astrologia Esotérica é na forma a expressão dos raios, mas essencialmente a linguagem do coração.



Martín Dieser







NA TRILHA DE HÉRCULES




O mito dos Trabalhos de Hércules é uma representação simbólica da jornada humana em busca de autoconhecimento, autotransformação e autotranscendência. Cada um dos doze trabalhos descreve uma etapa do desenvolvimento progressivo do ser humano ao longo do caminho espiritual. Os desafios, provas e lutas enfrentados por Hércules são os mesmos que nos confrontam em nossas vidas diárias, e as soluções encontradas por ele podem servir também para nós. Depois, Hércules se casou e teve três filhos. Isto significa que, dentro de si mesmo, ele alcançou a união com a sua essência espiritual ou alma. E passou a expressar as três qualidades principais da alma: vontade ou propósito, amor-sabedoria e luz ou inteligência. Mas logo Hércules foi tomado de loucura e matou a esposa e os filhos. Aqui fica representada uma tendência comum nos principiantes no caminho espiritual, que sacrificam indevidamente tudo e todos pelo seu próprio progresso espiritual. Quando Hércules caiu em si, foi consultar o oráculo, que lhe aconselhou realizar doze trabalhos que o rei Euristeu lhe apresentaria. Neste processo, Hércules emendaria os seus erros, purificaria e redimiria a sua natureza humana e exaltaria a sua natureza divina ou espiritual. Antes, porém, do início dos trabalhos, os deuses vieram oferecer a Hércules certos presentes. Minerva deu-lhe um manto, símbolo da vocação espiritual. Vulcano deu-lhe um peitoral de ouro, símbolo da força vital, que protege. Netuno deu-lhe uma parelha de cavalos, símbolo da sensibilidade e da imaginação. Mercúrio deu-lhe uma espada, símbolo da mente, com sua capacidade de separar o real do irreal. Apolo deu-lhe arco e flecha de luz, símbolo do foco espiritual e da percepção intuitiva. Esses são os requisitos para trilhar o caminho espiritual.

Cada trabalho de Hércules está relacionado a um signo do Zodíaco, e aqui temos oportunidade de abordar a astrologia de modo diferente do habitual. Podemos entender os signos como doze arquétipos, doze qualidades centrais, doze tipos básicos de energia. Todos nós estamos em contato com todas estas doze energias, em maior ou menor medida. Por isto, dizer que uma pessoa é ariana ou aquariana é uma grande simplificação. Todos podemos e devemos aprender a expressar conscientemente todos os doze tipos de energia ou qualidades centrais.

Em cada trabalho de Hércules, estão representados os desafios e as oportunidades próprios do signo que corresponde àquele trabalho. Em cada trabalho, Hércules terá uma tarefa a cumprir, e para fazer isto, terá que disciplinar a sua própria natureza, aprender certas lições e aperfeiçoar o modo como ele expressa as qualidades daquele signo correspondente.

O mito conta que Hércules era filho do deus Júpiter e da mortal Alcmena. Portanto, a sua natureza era dual: uma parte dele era divina, mas outra parte era humana e mortal. Assim, Hércules representa cada um de nós, com a dualidade básica que nos caracteriza: de um lado, possibilidades espirituais, do outro, limitações materiais.

Hércules foi educado pelos melhores instrutores da época, era versado em todas as ciências e artes e desenvolveu todas as habilidades. Ele aproveitou e aprendeu o que o mundo e a vida têm a oferecer e ensinar, e estava apto, assim, a trilhar genuinamente o caminho espiritual. Para transcender o humano, é preciso antes ser plenamente humano. Conta-se que, então, ele matou os seus instrutores, o que é uma forma simbólica de dizer que ele passou a se apoiar em si mesmo e estava livre de qualquer autoridade externa.




Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br




Fonte do Texto e da Gravura: http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2011/03/hercules.html

A IMPORTÂNCIA DOS PLENILÚNIOS



Seremos muito pontuais no desenvolvimento desta ideia. O aspecto central a destacar e manter presente na mente é que o plenilúnio representa uma definida oportunidade de colaborar com a afluência de energias espirituais para o planeta e, assim, de colaborar com o aspecto do Plano que carmicamente nos corresponda.


Assim como a humanidade cria nos planos inferiores, recebe sua inspiração e guia dos planos superiores, e na tensão criada entre ambos acelera a sua própria evolução espiritual. 


Essa evolução é regida por ciclos, por processos de invocação e evocação que, em sucessão e sob a Lei de Economia, evitam um sobre-estímulo de energia, tanto para a matéria como para o espírito. 

Nesse marco, um plenilúnio é o ponto máximo de afluência de energias espirituais. Astrologicamente é representado como a oposição entre a Lua e o Sol, dois polos da consciência, e essa oposição ilustra o ponto de máxima tensão experimentado pela forma e a consciência sob a influência de um determinado signo. 

Dado que a tensão implica em oportunidade, torna-se claro que o ponto mais propício para realizar um esforço em prol da evolução é durante o período do plenilúnio que, segundo o Mestre Tibetano, constaria de dois dias de preparação, um de contato e dois de recepção. 

Passemos agora ao individual: o período de tensão é precisamente isso, uma vivência de esforço e desafio, sobretudo na relação alma-personalidade (corpos mental, astral e físico). E pode ocorrer que o razoável progresso experimentado durante o mês se veja ameaçado pelo sobre-estímulo, e então se chegue ao plenilúnio com uma postura “light”, desatenta à necessidade e à oportunidade de se manter firme na luz. 

Tenhamos em conta que se trata de um ciclo de maior consciência, e que isso evidenciará os problemas da personalidade, assim como aumentará, talvez, a consciência da atividade dos senhores lunares, isto é, dos veículos inferiores. Trata-se em si de uma afluência de luz, mas se não formos capazes de permanecer espiritualmente alinhados, nosso serviço para a humanidade, a se prestar no plenilúnio, se verá frustrado, e individualmente se fechará outra porta para a nossa evolução espiritual. 

Em conclusão, cada plenilúnio é, para um discípulo com formação esotérica, como uma prova do seu compromisso com o Plano Divino e com a vida superior com a qual se comprometeu a viver; é importante se orientar corretamente e realizar um esforço para elevar a vibração durante aqueles dias. No momento atual, cada esforço é necessário, a fim de edificar uma nova ordem mundial cada vez mais harmônica com a visão obtida a partir do pós-guerra. 




(Não consta o nome do autor na fonte)



Fonte do Texto e da Gravura:
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2010/01/importancia-dos-plenilunios.html

segunda-feira, 18 de março de 2013

VIVER NOSSA VERDADE


Todos nós usamos máscaras.

Ninguém é 100% de si durante 100% do tempo. Desde um sorriso forçado, quando tivemos um dia realmente horrível, até fingir compartilhar com alguém quando temos segundas intenções, nossas máscaras estão sempre escondendo uma coisa: a verdade.

O ego impede-nos de vivermos nossa verdade. Ele nos convence de que nossa máscara nos protege. Mas essa personalidade falsa que incorporamos para evitar sofrer ou sentir dor é a mesma que nos bloqueia e impede de vivenciarmos a plenitude.

Assim como é impossível obter um bronzeado com uma máscara no rosto, também não conseguimos nos conectar com a Luz quando fingimos ser quem não somos.

Quando despimos nossa alma e paramos de esconder nosso lixo – nosso casamento falido, relacionamentos problemáticos, medos financeiros ou baixa autoestima – podemos criar conexões verdadeiras com as pessoas. Sem mencionar que isso também abre para os outros um espaço seguro para serem quem são, porque provavelmente seus medos e problemas são similares aos nossos. 

Não é uma coisa fácil de fazer, mas quando reunimos forças para expor nossas fraquezas, damos um passo além e nos conectamos com a Luz.

Ao removermos nossas máscaras e vivermos nossa verdade, permitimos que a Luz brilhe sobre nós e que nossa própria Luz brilhe sobre os outros.



Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

QUANDO O HOMEM SE CONFUNDE COM DEUS (SUFISMO - ISLAMISMO)


O sufismo é o caminho místico do Islã que, como muitas outras religiões, possui um aspecto exterior e outro INTERIOR. O aspecto exterior é aquele da Lei revelada, a Sharia, que se ocupa da observância dos ritos e dos atos de devoção. O aspecto interior existe ATRAVÉS DO SUFISMO, designado na doutrina islâmica pelo termo árabe tasawwuf, cujo objetivo é purificar o coração a fim de permitir que aquele que o pratica venha a se confundir com Deus.

O sufismo se apresenta como uma sequência de experiências pessoais que compõem uma busca espiritual interior, visando permitir que o homem realize a unidade com Deus e reencontre sua natureza de "homem perfeito", recordando sua origem divina e espiritual.

Conta-se que quando Deus criou o homem, ele deixou uma parte dele em seu coração - e é justamente através do coração que o homem pode acessar Deus e sua essência divina.

"Alá soprou na alma humana o seu próprio espírito, seu coração, que é o espírito divino, dando vida a esse corpo e conferindo um lugar privilegiado na criação. Só que a alma humana esqueceu da sua origem", diz o Sheik brasileiro, Muhammad Ragip, que representa no Brasil a Ordem Sufi Halveti AI-Jerrahi. "Nós entendemos a religião como um método de despertar em nossos corações o amor a Deus. Compreendemos que a grande carência humana, esse vazio que permeia todo ser humano que sai em busca de um sentido para sua vida, é fruto da desconexão com essa origem divina", diz Ragip.

Para recordar essa origem divina, os sufis praticam o "zikr", que se baseia na repetição de atributos e nomes divinos de Alá, e é também o nome dado às cerimônias sufi, repletas de orações, músicas e, dependendo da ordem sufi, a famosa dança cósmica dos dervixes rodopiadores. A prática do zikr pode ser individual e deve prosseguir até que o nome divino se aposse do coração daquele que o invoca.

Um sufi é aquele em que cada palavra e cada ato que pratica corresponde a um estado interior. Ele é aquele que conseguiu unificar os dois mundos.

Segundo Sergio Rizek - dono da Attar Editorial, que publica alguns livros sufis - esse objetivo é a realização do grande "jihad" islâmico: "A palavra jihad passou por um alto grau de corrupção. Ela não quer dizer guerra santa, e sim a unificação entre os dois mundos: a interioridade e a intenção declarada com atos e palavras. O processo de unificação entre oração, palavra e atos é que é o grande jihad".

Recordar Deus até submergir nele

Assim como em outras religiões orientais, o objetivo da experiência espiritual sufi é a identidade do visível com o invisível, do ser com o não-ser. No sufismo, o longo aprendizado da via conduz o homem ao despojamento interior a fim de possibilitar um estado de total e livre interpenetração entre ele e o divino, entre a aparência (que é seu mundo visível) e a Realidade Última (Deus). Para isso, ele tem que se libertar de sua natureza terrestre e reencontrar a natureza divina, que tem sede no fundo de seu coração. Para o sufismo, é dentro de cada um que se deve buscar a essência divina da Realidade. O próprio Profeta Maomé já havia dito que aquele que conhecia a si mesmo, conhecia a seu senhor, conhecia Alá.

A estrutura do caminho sufi se baseia na "sharia", as Leis escritas presentes no Alcorão, na "tarika", o caminho espiritual (escola ou ordem sufi) e na "hakkikat", que literalmente significa Realidade ou Verdade, e que quer dizer o sentido espiritual que se coloca além da enunciação exterior da Lei. Essa estrutura é representada por um círculo de cuja circunferência saem raios que se encontram no centro. A linha que forma o círculo é a sharia, as leis externas ou religiões normativas. Os raios são as tarika, os diversos métodos de busca espiritual - pois, como diz o mestre sufi, "há tantos caminhos quanto corações". No centro, onde se encontram todos esses diferentes raios, está a hakkikat, ou verdade incondicional e eterna.

O islamismo se baseia na submissão voluntária à vontade de Deus e no reconhecimento e afirmação da unidade divina. De acordo com o Sheik Ragip, o que distingue um sufista, o dervixe, de um crente comum, é que ele tem uma "abordagem mais amorosa da religião". O dervixe pratica tudo que um muçulmano pratica, mas, segundo Risek, enquanto o último tem que se lembrar de Deus nas cinco orações diárias obrigatórias, o sufi procura "transformar a própria respiração em prece", para recordar-se constantemente de Deus. "O ideal é fazer o zikr o tempo todo", diz ele.

Através das escolas, o sufista aprende a encarar as coisas deste mundo como superficiais e se "cura" de um certo número de comportamentos. O ideal sufi é TRANSCENDER AO DOMÍNIO DO EGO e das paixões que ele provoca. Entre as virtudes buscadas pelos dervixes ocupam a primeira fila a humildade, a paciência, a caridade, a fidelidade, a confiança e a mais elevada de todas: a veracidade. Para os sufistas, as virtudes não são somente atos ou qualidades exteriores da vontade, mas também, e antes de tudo, modos de ser. Elas são atributos do homem perfeito e, assim, têm sua origem na própria realidade divina.

Diante de Deus, na primeira fila: a história do sufismo

O nome sufi é de origem incerta. Provavelmente é derivado da palavra "saf" (puro) contido no termo "tasawwuf", e foi designado aos dervixes por causa da pureza de seu íntimo. Entretanto, costumava-se vincular a origem da palavra sufismo à vestimenta de lã branca (suf), usada pelos primeiros místicos em sinal de humildade, e pelos primeiros discípulos do profeta Maomé, conhecidos como "os companheiros com manto de lã". Outros tratados definem que os sufistas foram chamados por esse nome por estarem diante de Deus, na primeira fila (saffa).

Talvez no Brasil o sufismo possa ter deitado raízes muito mais profundas do que se pode supor, já que a religião muçulmana chegou até aqui primeiramente através dos escravos Malês. De qualquer modo, hoje em dia, sabe-se da presença de algumas ordens: a Chisti, muito difundida na Índia, a Naqshabandiya, que existe aqui há 25 anos, a Surawaardi, Shadhiliya, a Ordem Sufi Internacional e a Halveti AI-Jerrahi.

Principais mestres

Ibin Arabi - Considerado o maior gênio místico da história do Islã, Ibin Arabi nasceu em Múrcia, na Andaluzia, em 1165. É chamado de o "vivificador da religião" ou de "o maior dos mestres", pois deixou obra considerável que dá testemunho de um espírito ao mesmo tempo sintético e profundo. A ele são atribuídas nada menos que 800 obras. O número pode ser meio exagerado, mas não resta dúvida de que Ibin Arabi era prolífico. Pouco antes de sua morte ele mesmo organizara uma lista de suas obras, que totalizavam 270. No entanto, muito poucas chegaram até nós. As duas mais importantes são as "Revelações de Meca" e a "Sabedoria dos Profetas".

Al Ghazzali - Nasceu e morreu em Tus (1058-1111), no leste do Irã. Recebeu formação de teólogo e de jurista ortodoxo, o que lhe permitiu ser nomeado diretor da universidade Nizamiyya de Bagdá. Chegou a ser conselheiro do califa de Bagdá, desempenhando um papel não-desprezível no contexto das tensões religiosas da época. No ápice de sua carreira, ele renuncia à sua cátedra e deixa Bagdá para se dirigir a diversos lugares santos do Islã, da Síria, em Meca e em Jerusalém. Aspirando a uma experiência mais pessoal, não hesita em praticar a dúvida e, em particular, questionar o uso da razão como única abertura para o conhecimento místico. Dá longas explicações a esse respeito em seu livro "Erro e Libertação", onde conclui pela primazia da experiência intuitiva na abordagem mística. É considerado o maior teórico do sufismo. Suas obras tendem a reconciliar - nos planos moral, místico e metafísico - a via sufista e a ortodoxia islâmica.

Rumi - Nascido em Balkh, no Korasã, em 1207, o grande poeta Rumi é filho do eminente teólogo Baha al-Din Walad, discípulo de Kubra, outro grande mestre sufi. Shams de Tabriz foi seu mestre espiritual, a quem amou profundamente. Esse estranho dervixe errante teria então uns 60 anos de idade e tinha oferecido a Deus, segundo dizem, sua própria vida em troca do encontro com um de seus santos. Shams e Rumi permaneceram juntos até 1247, quando Shams desapareceu (talvez assassinado por discípulos de Rumi, ciumentos da ascendência que ele exercia sobre seu mestre). Inconsolável, Rumi escreveu Poemas Místicos, em homenagem a Shams, que é uma compilação de poemas de "amor e de luto". Para Rumi, o amor que ele sentia por Shams personificava o amor divino. Depois do desaparecimento de Shams, Rumi criou o a dança cósmica, o sama, praticada pela ordem sufi Mevlevi, conhecida como a ordem dos dervixes rodopiadores. Sergio Rizek explica que essa dança se inspira no movimento dos astros. "Assim como todos os corpos giram por amor ao sol, os dervixes também giram por amor ao divino, que muitas vezes precisa de uma contrapartida humana, pois no Islã o amor humano é símbolo e reflexo do amor divino".

A obra de Rumi marcou profundamente o pensamento religioso do Islã. Muitos o consideram o maior poeta místico de todos os tempos. Entre suas principais obras estão o "Rubaiyat", os "Poemas Místicos", editado em 1996 pela Attar Editorial, e o "Mathanawi", um vasto poema de 45 mil versos.

Attar - A vida do grande poeta persa que foi Attar permanece um profundo mistério. Sabe-se que nasceu em Neshapur, na província de Korassã, entre 1120 e 1140, e que morreu entre 1200 e 1230. Conta-se que trabalhou toda a vida com o florescente comércio de perfumes, unguentos e especiarias herdado de seu pai, e por isso tornou-se Attar, que significa "aquele que faz o comércio de perfumes". Diversas lendas circulam a respeito das circunstâncias de sua conversão. Em uma delas, um mendigo apareceu em sua loja e tendo a esmola recusada o perguntou: "Como irás morrer?", ao que Attar respondeu: "Da mesma maneira que tu". Então o mendigo se estendeu sobre o solo e exalou seu último suspiro. Verdade ou não, o fato é que Attar certamente deve ter passado por uma experiência decisiva para ter se iniciado no sufismo. A ele são atribuídas diversas obras - poucas, entretanto, tem sua autoria comprovada. Entre as mais célebres estão "Memorial dos Santos", "O Livro Divino", "O Livro dos Conselhos", "Os Livro dos Segredos" e a que é talvez a sua obra-prima: "A Linguagem dos Pássaros", um célebre poema iniciático que mostra o caminho da alma até o aniquilamento do Ser Revelado.

As-salaamu alaikum: Paz do meu coração para o seu coração!




Débora F. Lerrer




Fonte: http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2004/09/quando_o_homem.html
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/quran-islamismo-livro-livro-sagrado-6114872/

sábado, 16 de março de 2013

O MELHOR CONSELHO

Por que é tão mais fácil enxergar as soluções para os problemas dos outros do que descobrir as respostas para os nossos? É como dirigir um carro. Quando estamos no nosso carro, não podemos vê-lo de verdade. Não enxergamos os insetos nos faróis ou a sujeira nas portas e nas rodas. Mas em todos os outros carros que passam, vemos a sujeira tão clara como o dia.

Quando se trata dos desafios que nossos entes queridos enfrentam, às vezes enxergamos as soluções potenciais, e queremos ajudar a remover a sujeira, para que eles possam ter uma viagem melhor. Quantas vezes você quis dizer a um amigo: “Você não vê que se sair desse relacionamento abusivo, ficará muito mais feliz?” ou “Você tem tentado a mesma tática de negócio durante anos e continua falhando. Você não acha que está na hora de tentar uma abordagem diferente?”.

O problema é que eles estão nos seus próprios carros com seus próprios pontos cegos, incapazes de enxergar o que você enxerga. Então, a reação deles pode ser negativa. Eles podem insistir em que você esteja errado ou podem até se sentir ofendidos.

Os kabalistas ensinam que existem dois pré-requisitos para dar conselhos: 

- Uma pessoa só deve dar conselhos quando solicitada a fazê-lo.
- O conselho só deve ser dado se puder ser recebido da maneira correta. 

Isso significa que devemos nos perguntar o seguinte: ”Será que essa pessoa está pronta para escutar isso? Existe uma maneira de dizer isso sem magoá-la?”, “Será que devo esperar até que ela esteja um melhor estado de espírito?” 

Uma das grandes restrições do nosso professor, O Rav, era não dizer aos alunos no que eles precisavam melhorar. O Rav estava em um estado tão elevado de consciência, que via todas as soluções. É claro que, querendo ver seus alunos manifestarem seu potencial pleno, ele desejava compartilhar tudo que via! Mas ao restringir-se, ele nos deu uma coisa muito mais poderosa do que conselho. Ele nos deu a Luz para descobrirmos as respostas sozinhos. 

Não importa quanto amemos alguém, nós não podemos travar suas batalhas. O que podemos fazer é dar-lhes Luz. Podemos ser pacientes e amorosos, oferecendo um ombro para que chorem ou um ouvido para escutar quando eles mais precisarem.

Nosso amor pode inspirar muito mais mudança do que qualquer conselho que desejemos transmitir.

Isso não quer dizer que não existam momentos em que uma intervenção não seja necessária ou em que é realmente certo compartilhar ideias que possam ajudar alguém ao longo do seu caminho. Mesmo nesses momentos, é a Luz que compartilhamos que os ajudará a transcenderem seus desafios, não nossas palavras.



Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal