terça-feira, 6 de agosto de 2013

CONDIÇÕES QUE NOS FORAM DADAS

Se cometerdes erros, se não fordes bem-sucedidos naquilo que procurais realizar, nunca acuseis as condições. Mesmo que, aparentemente, tenhais razão quando considerais que elas não são boas, pensai que a vossa opinião talvez não seja impecável. Cada um tem uma ideia do que é bom ou mau para si, mas a Providência tem uma ideia diferente… O mais sensato é, pois, considerar que as condições que nos são dadas são as melhores para a nossa evolução. E, de todo o modo, elas são boas ou más consoante o que fazemos delas. As condições mais favoráveis, se não soubermos utilizá-las, só produzem catástrofes, ao passo que condições adversas, se soubermos utilizá-las, tornam-se as mais benéficas. Não é no momento, mas muito tempo depois, que podemos fazer um juízo sobre as condições que nos foram dadas: quando descobrimos que partido soubemos tirar delas.



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

OBSESSÃO E ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

A obsessão, como todas as enfermidades, pode ser curada através de tratamentos especializados, mas para se tratar essa enfermidade espiritual, são necessários alguns procedimentos terapêuticos.

De acordo com o Espiritismo, obsessão é a ação persistente que um espírito exerce sobre uma pessoa com o objetivo de causar-lhe sofrimento.

Na Bíblia, particularmente no Novo Testamento, há o relato de vários casos de obsessão – referidos como atormentados, endemoninhados, lunáticos, possessos – curados por Jesus e pelos discípulos.

Pela sua importância, o assunto é muito bem estudado pelo Espiritismo. Vários recursos são empregados na assistência espiritual, ou, como preferem alguns, no tratamento espiritual dos portadores desse transtorno. São eles: estudo e prática do Evangelho, oração, passe e água fluidificada, desobsessão.

O estudo e prática dos ensinamentos evangélicos, feitos com desejo sincero de se melhorar, provocam profundas mudanças no ser humano, enobrecendo os seus sentimentos, pensamentos e ações.

A ação dos espíritos obsessores é facilitada pelas nossas imperfeições morais. Quanto maiores estas, mais vulneráveis nos tornamos ao assédio dos espíritos imperfeitos. A esse respeito escreveu Allan Kardec: “[...] Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para isentá-lo da obsessão, é preciso fortificar a alma, pelo que necessário se torna que o obsidiado trabalhe pela sua própria melhoria, o que as mais das vezes, basta para o livrar do obsessor, sem recorrer a terceiros. [...]” (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, item 81.)

A água fluidificada é um dos importantes recursos usado na assistência espiritual.

Pensamento positivo, bom ânimo e otimismo são de importância muito grande. Jesus no momento em que dirigia aos discípulos palavras de despedida, encorajou-os: “[...] no mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”. (João, 16:33.)

Talvez o Mestre tivesse por objetivo evitar que os discípulos ficassem tristes, ou mesmo deprimidos.

O nosso estado mental torna-se então desfavorável às influências dos espíritos obsessores e favorável à ajuda dos bons espíritos.

A prática do bem, como manifestação do amor, aumenta os nossos méritos e atrai o auxílio dos espíritos elevados. Além disso, favorece a intervenção divina no sentido de abreviar a nossa expiação.

O apóstolo Pedro demonstrou ter entendido bem a misericórdia divina. Na primeira carta aos cristãos, escreveu: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobrirá a multidão de pecados [...]”. (1 Pedro, 4:8.)

A oração, além de nos proporcionar sensação de paz, força, coragem e aumento da resistência, atrai a assistência dos bons espíritos.

Allan Kardec enfatiza a importância da oração: “Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar de quem haja de atuar sobre o espírito obsessor”. (Op. cit., cap. XXVIII, item 81.)

O passe e a água fluidificada são recursos importantes para livrar o obsidiado dos fluidos negativos do obsessor e envolvê-lo com energias salutares.

Esclarece Allan Kardec: “Nos casos de obsessão grave, o obsidiado se acha como que envolvido e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele”. (Op. cit., cap. XXVIII, item 81.) É importante que o obsidiado deseje a própria cura, que colabore com a força da sua vontade.

Confiança em Deus e renovação íntima são de extrema importância para a recuperação do obsidiado.

Sobre isso, ensina Kardec: “A tarefa se apresenta mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a sua situação, presta o concurso da sua vontade e da sua prece [...]”. (Idem, ibidem.)

Quando o obsidiado não segue essas orientações, os resultados da assistência espiritual ficam aquém do esperado. Ele corre o risco de permanecer longo tempo tomando passe, melhorando e tendo recaída. Por outro lado, quando se esforça para segui-las, os resultados são altamente positivos.

Não se pode esquecer do trabalho incansável e imperceptível aos olhos humanos, desenvolvido pelos espíritos superiores, em todas as regiões do planeta, com a finalidade de aliviar os portadores de transtornos obsessivos.



Fonte: Revista Internacional de Espiritismo
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ÊXODO

O Gênese (Bereshit, No Princípio), representa, simbolicamente, a "criação" (emanação), a "saída" dos seres de Deus, a "queda" e os caminhos "longe" de Deus. O Êxodo, por sua vez, representa, simbolicamente, o caminho de “retorno” a Deus, a saída do exílio.

Em primeiro lugar, para entendermos o verdadeiro sentido do texto, devemos ter sempre em mente que, conforme nos ensina Rav Mario Meir (Academia de Cabala), o “Egito e Israel não são pontos geográficos no planeta, mas dimensões espirituais - é importante que isso fique bem claro. Podemos estar em qualquer um dos dois neste exato momento. Tudo vai depender da forma com que lidamos com as coisas ao nosso redor, do modelo de vida que adotamos. O estado de exílio é um estado de enfermidade espiritual, a nossa incapacidade de receber a Shechiná (a Presença Divina). Saímos do exílio ao aprender a receber a Luz Espiritual em nossas vidas, ao perceber a unidade em todas as coisas.”

O Livro do Êxodo nos narra que Moisés libertou o povo do jugo egípcio. Êxodo (Shemôt, Nomes) quer dizer “saída” nas línguas greco-latinas. Essa libertação ("saída") não pode ser entendida como algo que ocorreu no passado. O processo de libertação é atemporal. Cada ser humano, através da evolução, vai se desligando do seu "Egito" interior, ou seja, de uma vida egoísta e inferior. Com o tempo e crescimento, depois de uma vida escrava das próprias inferioridades, o ser humano chega à "Israel", à "Canaan", que simboliza uma vida elevada, evoluída e plena de Luz.

Este processo é simbolizado e narrado, como nos diz Z'ev ben Shimon Halevi, numa “jornada através do deserto que duraria 40 anos, ou um ciclo completo de experiência física, psicológica, espiritual e Divina, na qual os israelitas seriam submetidos a uma total transformação. (…) É o progresso do peregrino, de cada homem. A jornada, desde o começo dos tempos, através de todos os mundos e dos seus estágios (…). (Cabala Tolediana)

E o que é ou significa a condição humana de servidão?  É uma vida onde os únicos objetivos são:  comer, trabalhar, dormir, procriar e divertir-se. E mesmo quando procura uma “religião” é somente para obtenção de benefícios pessoais e voltados para a vida material.

Para sair do seu "Egito pessoal" o homem deve, depois de anos de escravidão e servidão a si mesmo como ego, perceber primeiramente que estava vivendo como um mineral, um vegetal e um animal. Precisa humanizar-se, equilibrar-se, deixar de ser reativo em seu comportamento e buscar o significado da vida. Somente assim cada um conseguirá deixar de ser um escravo e cruzar as "águas do Mar Vermelho" pessoal, e rumar à "Canaan", à "Terra Prometida" do Espírito liberto, consciente, evoluído e proativo. Isto se processa individualmente e coletivamente. É a lei da evolução.

O verdadeiro crescimento e evolução espiritual é muito diferente de simplesmente ter afinidade ou gostar de uma tradição espiritual qualquer, de seguir uma cartilha determinada, ou comodamente ler lindas mensagens. Sabe-se que nenhum instrutor desperdiçará seu tempo com pessoas sem um objetivo claro na vida espiritual. Por isto nós nos auto qualificamos ou nós nos auto desqualificamos para a caminhada espiritual. Mas tudo em seu tempo.

Se quisermos sair da escravidão e desenvolvermos nossas potencialidades devemos assumir isto com consciência, disciplina e esforço. Muito lixo psicológico, mágoas, ressentimentos, apegos e tantas coisas da escravidão do "Egito" deverão ser deixadas para trás. O nosso “êxodo” pessoal deverá ser conquistado depois de muita servidão. Pois é na servidão que nos conscientizamos, com o passar do tempo e amadurecimento, que estamos seguindo caminhos obscuros e tortuosos.

Possamos ter olhos abertos ao ler as entrelinhas do Livro do Êxodo e, a partir de suas histórias simbólicas, míticas e ilustrativas, avaliar a que ponto estamos na nossa servidão. Possamos ainda reavaliar se a nossa caminhada espiritual está sendo apenas o seguir uma tradição ou escola, enganados pelo nosso “oponente” interior (ego), que nos faz sentir satisfeitos (acomodados dentro da ilusão), ou estamos realmente conscientes e preparados para uma verdadeira e árdua caminhada e despertar.


Prof. Hermes Edgar Machado Jr. (Issarrar Ben Kanaan)



Fonte da Imagem: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

NOSSOS MEDOS - CAUSAS E TERAPÊUTICA

Porque temos medo?
Quais são seus medos?

Vive-se hoje “a era da ansiedade”, afirma o psicólogo Rollo May. Estamos sempre empenhados em realizar algo urgente. Parece até que os dias estão mais curtos para realizarmos tudo que precisamos fazer. Mas por que corremos tanto? E o que essa busca desenfreada pode nos causar? Afirma Dr. Emilio Mira y Lopes que “O medo é a mais primária das emoções humanas.”

“Herança atávica do homem primitivo, sua primeira emoção foi de medo, diante do caos que não entendia”, afirma nosso querido amigo Divaldo Pereira Franco. É nossa defesa frente aos perigos, portanto, normal, mas pode tornar-se patológico, transformando-se em fobias, associado à ansiedade, que podemos traduzir pela “ânsia por solução, ânsia por respostas”, às vezes de forma imediata e que pode nos levar a um quadro de ansiedade exagerada. Podemos entender a ansiedade normal como representativa de “um estado de alerta, como o aviso de um perigo iminente”, portanto necessária à nossa sobrevivência física. 

Afirma Rollo May que “a presença da ansiedade significa vitalidade, mas a ansiedade exagerada, patológica se traduz por uma “reação desproporcional ao perigo objetivo”, isto é, nosso psiquismo passa a aumentar de forma exagerada e descontrolada nosso grau de ansiedade, podendo levar a um quadro de transtornos, como o “Transtorno do Pânico” e o “Transtorno Obsessivo-Compulsivo” (TOC), dentre outros.

Mas, afinal, do que temos medo? E por que temos esses medos? Segundo a mentora espiritual Joanna de Ângelis, através do médium e tribuno Divaldo Franco, “sentimos medo da morte, da velhice (proximidade da morte), de adoecer (e em consequência, de morrer), da pobreza, da morte de entes queridos e da crítica alheia”. Tais medos seriam um sentimento de proteção e de preservação da vida física e emocional. Podemos então estender esses nossos medos: medo de ser assaltado, medo de animais, medo de lugares fechados, medo de errar, medo de amar etc.

A presença da ansiedade significa vitalidade, mas a ansiedade exagerada, patológica se traduz por uma reação desproporcional ao perigo objetivo.

Esses medos em alguns pacientes tornam-se incontroláveis, desproporcionais à ameaça (fobia). O indivíduo sente medo sem ter sequer um motivo concreto, que toma conta de sua mente, causando-lhe imenso pavor e insegurança. Como espíritos que somos, precisamos fazer algumas reflexões: Afinal o que é o mal para nós, o que é o bem, o que é o sofrimento?

Mal, no fundo, configura-se como uma atitude nossa prejudicial a outrem e a nós mesmos; não o mal que recebemos, pois que este, no fundo, é um bem, já que sabemos, pelas Leis Divinas, que só recebemos, aquilo de que precisamos, ou merecemos; portanto se algo de “mal” nos acontece, isto tornar-se-á um bem, se soubermos aproveitar as lições que esse “mal” nos traz, suportando-o com humildade, coragem e fé. Diante deste raciocínio o que devemos temer? Na verdade, a nós mesmos, às nossas próprias atitudes, pois serão elas que irão determinar em nosso futuro as dificuldades que teremos que enfrentar como forma de ressarcimento dessas atitudes equivocadas.

Não podemos alimentar culpas por termos errado, pois somos alunos numa escola, como espíritos reencarnados na Terra, e como tais, sujeitos ao erro. A venerável mentora espiritual Joanna de Ângelis nos afirma que “não somos culpados, somos responsáveis, pelos bons momentos da vida e pelas ocorrências negativas, devendo repará-las através de nossa recuperação moral.”

Libertemo-nos, pois, da culpa, assumindo a maturidade moral de nos comprometer com a correção do erro praticado, mediante a mudança de nossa conduta, voltando-nos ao bem do próximo e da coletividade.

Podemos entender como causas de nossos medos, primeiramente, desta existência: “Experiências traumáticas na infância ou adolescência, atitudes educacionais no lar, relacionamentos familiares agressivos”, dentre outros. E como causas anteriores do medo, ou seja, de outras existências, “ a herança da culpa no inconsciente.”

Afirma Divaldo P. Franco: “o medo é um grito de nosso inconsciente pedindo terapia para nos libertarmos de nossos conflitos mediante a Terapia do Amor, aplicada ao Bem.”

Há ainda um fator fundamental na análise de nossos medos, que são as influências espirituais. Vivemos imersos num oceano de vibrações, das mentes de encarnados e de desencarnados e, por sintonia vibratória, entramos em contato com essas diversas vibrações, podendo então receber e impor tais influências, conforme nossa vontade.

Não somos culpados, somos responsáveis, pelos bons momentos da vida e pelas ocorrências negativas, devendo repará-las através de nossa recuperação moral.

Podemos considerar as influências espirituais inferiores como geradores ou agravantes dos sintomas acima descritos. Tais influências ocorrem através de “clichês” mentais (indução telepática) por sintonia vibratória, com “ressonância no inconsciente profundo, onde estão armazenadas as experiências reencarnatórias”, ou seja, os “agentes” desencarnados, que na verdade são irmãos nossos em humanidade, aos quais devemos respeito e caridade, que atuam em nossa mente, quando nossos pensamentos entram na mesma faixa vibratória dos deles, atingindo nossas experiências malogradas do pretérito, fazendo com que estas ressoem em nosso ser. 

O Dr. Sérgio Felipe de Oliveira afirma que “fobias, pânicos, são convites para o trabalho interior, a busca de horizontes, de escolhas, são pedras, degraus para você se tornar melhor pessoa do que você é hoje”, ou seja, estamos, pela misericórdia Divina, tendo a oportunidade de trabalhar nossos sentimentos em desalinho, tendo contato com eles e transformando-os, através de diversas terapias, dentre elas, as que propomos a seguir:

Permitir-se errar, em vista de seu estágio evolutivo, com o compromisso de corrigir-se, quando necessário (auto-perdão); racionalizar o medo, percebendo o paciente que há mais de imaginação do que de ameaça real; enfrentamento gradual de seus medos; psicoterapia; medicação, quando necessária, com acompanhamento médico especializado pois “as alterações químicas do cérebro com fobias e pânicos representativas dos distúrbios mentais, como depressão, medo e ansiedade, na formação fetal são reflexos/projeções dos medos e fobias do espírito reencarnado, ou seja, o espírito com insegurança vai formar um cérebro construído com insegurança.”

Associada às terapias acima mencionadas, sabemos da eficácia da terapêutica espírita, qual seja: transformação moral do paciente; orientação ao agente desencarnado; prece por si mesmo e pelos agentes desencarnados; passe; água fluidificada; melhora da auto-estima, lembrando-se de que somos filhos amados de Deus e esses enfrentamentos do medo, da ansiedade e suas decorrências são sublimes oportunidades para alavancarmos nosso potencial divino; cultivo de bons pensamentos, boas leituras; ação dignificadora e beneficente na caridade; Fé, confiança inabalável em Deus, Jesus e seus mensageiros sublimes, lembrando-nos das vigorosas palavras do Mestre: “No mundo, tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João, 16:33)




Fonte: Revista Internacional de Espiritismo
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A INTUIÇÃO NÃO PODE SER EXPLICADA CIENTIFICAMENTE

A intuição não pode ser explicada cientificamente porque o fenômeno em si é irracional e não científico. O próprio fenômeno da intuição é irracional. Em termos coloquiais, parece certo perguntar: “A intuição pode ser explicada?” Mas isso quer dizer: “A intuição pode ser reduzida ao intelecto?” E a intuição é algo além do intelecto, algo que não faz parte do intelecto, algo que vem de algum lugar onde o intelecto é totalmente inconsciente. Assim, o intelecto pode sentir a intuição, mas não explicá-la.

O salto da intuição pode ser sentido porque existe uma lacuna. A intuição pode ser sentida pelo intelecto — pode-se notar que algo aconteceu — mas não se pode explicar, porque a explicação precisa da causalidade. A explicação significa responder à pergunta de onde a intuição vem, por que vem, qual é a causa. E ela vem de algum lugar, não do intelecto propriamente dito — logo, não há causa intelectual. Não existe uma razão, uma ligação, uma continuidade dentro do intelecto.

A intuição é um campo de ocorrência diferente, que não se relaciona ao intelecto de maneira nenhuma, embora possa penetrar o intelecto. Deve-se entender que uma realidade superior pode penetrar uma realidade inferior, mas a inferior não consegue penetrar a superior. Assim, a intuição pode penetrar o intelecto porque ela é superior, mas o intelecto não pode penetrar a intuição porque ele é inferior.

É exatamente como a sua mente poder penetrar o seu corpo, mas o seu corpo não poder penetrar a mente. O seu ser pode penetrar a mente, mas a mente não pode penetrar o seu ser. É por isso que, se você entrar no ser, você terá de se separar tanto do corpo quanto da mente. O corpo e a mente não podem penetrar um fenômeno superior.

Quando você ingressa numa realidade superior, o mundo de ocorrências inferior tem de ser deixado para trás. Não existe uma explicação do superior no inferior, porque os próprios termos da explicação não existem ali; eles não fazem sentido. Mas o intelecto pode sentir a lacuna, pode reconhecer a lacuna. Ele sente que “aconteceu algo que está além de mim”. Se até mesmo esse tanto puder ser feito, o intelecto terá feito muito.

Mas o intelecto também pode rejeitar o que aconteceu. É isso que significa ter fé ou não ter fé. Se você sente que o que não pode ser explicado pelo intelecto não existe, você é um “não-crente”. Então vai continuar nessa existência inferior do intelecto, atado a ele. Assim você recusa o mistério, não permitindo que a intuição se comunique com você.

Um racionalista é assim. O racionalista não vai nem mesmo ver que surgiu algo do além. Se você é educado racionalmente, não admite o superior; você vai negá-lo, você vai dizer:

— Não pode ser. Deve ser imaginação; deve ser um sonho meu. A menos que eu possa prová-lo racionalmente, não aceito.

A mente racional se fecha, encerrada dentro dos limites da razão, e a intuição não pode penetrar.

No entanto, você pode usar o intelecto sem ser fechado. Então, pode usar a razão como um instrumento, permanecendo aberto. Você está receptivo ao superior; se algo acontecer, estará receptivo. Então, poderá usar o seu intelecto como um auxiliar. Ele observa que “aconteceu algo que está além de mim". Ele pode ajudar você a entender essa lacuna.

Além disso, o intelecto pode ser usado para a expressão — não para a explicação, para a expressão. Um Buda não “explica” nada. Ele é expressivo, mas não explicativo. Todos os Upanixades são expressivos sem nenhuma explicação. Eles dizem: “Isso é assim, isso é assado; isso é o que está acontecendo. Se você quiser, venha para dentro. Não fique do lado de fora; nenhuma explicação é possível de dentro para fora. Portanto, venha para dentro — torne-se um integrante do grupo.”

Mesmo que vá para dentro, as coisas não lhe serão explicadas; você vai ter de chegar a conhecê-las e senti-las. O intelecto pode tentar entender, mas ele tende a fracassar. O superior não pode ser reduzido ao inferior.



Osho, em "Intuição: O Saber Além da Lógica"



Fonte: http://www.palavrasdeosho.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A CAUSA CENTRAL DO CONFLITO

Não pense que simplesmente por querer paz, você terá paz, se em sua vida diária de relação você é agressivo, aquisitivo, buscando segurança psicológica aqui ou ali. Você tem que compreender a causa central do conflito e sofrimento e então dissolver isto e não simplesmente olhar o lado de fora pela paz. Mas veja, a maioria de nós é indolente. Somos muito preguiçosos para tomar a nós mesmos e compreender a nós mesmos, e sendo preguiçosos, que é realmente uma forma de conceito, achamos que outros resolverão este problema para nós e nos darão paz, ou que deveríamos destruir as aparentemente poucas pessoas que estão causando as guerras. Quando o indivíduo está em conflito dentro dele mesmo, inevitavelmente deve criar conflito fora, e só ele pode gerar paz dentro dele mesmo e, então, no mundo, porque ele é o mundo.




J. Krishnamurti




Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

PERANTE A CODIFICAÇÃO KARDEQUIANA

A Codificação Kardequiana orienta o homem para o “construir-se”, de dentro para fora. Com semelhante afirmativa numerosas legendas repontam do plano individual, ampliando os distritos do mundo interior para a reestruturação da personalidade, ante o continuísmo da vida.

Edificação íntima, em cujo levantamento a criatura pode concluir de maneira instintiva:

- Deus é nosso Pai, mas a certeza disso não me exonera da responsabilidade de burilar-me, trabalhar e viver;

- moro presentemente na Terra, com a obrigação de compartilhar-lhe o progresso; entretanto, na essência, sou um espírito eterno, evoluindo na direção da Imortalidade;

- atravesso atualmente caminhos determinados pela lei da causa e efeito; contudo, já sei que desfruto o privilégio de renovar o próprio destino pelo uso sensato da liberdade de escolha;

- travo duras batalhas no campo externo, mas compreendo que a maior de todas elas é a que sustento, dia por dia, no campo íntimo, procurando a vitória sobre mim mesmo;

- possuo a família do coração; todavia, em todos os seres da estrada, encontro irmãos verdadeiros, componentes da família maior a que todos pertencemos — a Humanidade;

- sofro desafios e obstáculos, nas vias planetárias, porém guardo a certeza de que a alegria imperecível é a meta que me cabe atingir;

- desilusões de provas me assaltam comumente a senda diária; no entanto, reconheço que preciso aceitá-las por lições valiosas, necessárias, aliás, à minha própria formação espiritual, na academia da experiência;

- o mundo por vezes passa por transições inesperadas e rudes, todavia, tenho a paz imutável, no âmago do ser;

- o tempo é a minha herança incorruptível;

- a morte ser-me-á simplesmente estreito corredor para o outro lado da vida.

Revela-nos Jesus que o Reino de Deus está dentro de nós, e Allan Kardec complementa-lhe a obra ensinando-nos a desentranhá-lo, através de ação e discernimento, serviço e amor, a fim de que o homem sublimado consiga sublimar a Terra para que a Terra, por fora e por dentro, se incorpore, em espírito e verdade, ao Reino dos Céus.



Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier



Fonte: do livro "Doutrina de Luz"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 31 de julho de 2013

DEPRESSÃO - UMA ABORDAGEM ESPIRITUAL

O que é, por que e como ela surge. Médicos e renomados médiuns espíritas ensinam como vencer este mal.

Um estado de tristeza constante que persiste por mais de quinze dias consecutivos, queda de energia, vontade e interesse; alterações no apetite, sono e desejos sexuais, podem significar os primeiros sintomas de uma crise de depressão.

É um problema que atinge um número cada vez maior de pessoas nos tempos atuais, mas como prevenir e combater este mal da vida moderna?

Nesta entrevista, o médico neuropsiquiatra e psicoterapeuta, Dr. Franklin Antonio Ribeiro, dirigente do Grupo Espírita Hosana Krikor e membro do Núcleo de Estudos dos Problemas Espirituais e Religiosos (NEPER), do Instituto de Psiquiatria da USP, esclarece quais são seus principais agentes causadores e como a ciência e a doutrina espírita podem trabalhar juntas.

A depressão pode ocorrer em qualquer idade?

Acontece em todas as idades, inclusive na infância. Uma tese apresentada em um congresso de psicanálise em Roma, no ano de 1953, mostrou que a falta de carinho e atenção pode causar depressão. A experiência foi realizada com 165 meninos que conviveram com as mães durante pelo menos seis meses e depois se afastaram por algum motivo. No primeiro mês, os bebês começavam a chorar mais, se tornavam tristes e mantinham distanciamento das pessoas que se aproximavam. No segundo, já não tinham a mesma qualidade no ganho de peso e altura e no terceiro, se as mães não retornassem, passavam a adquirir infecções com maior facilidade. Alguns chegavam a falecer. No caso das mães voltarem, os bebês se curavam da depressão. Isso mostra que o amor é um elemento valioso para tratar o problema.

A depressão pode ocorrer também na adolescência, tendo como sintoma mais comum a irritabilidade, aliás, o número de jovens com depressão vem aumentando devido ao uso exagerado do álcool e das drogas. O álcool é o maior agente depressor de todos. Mexe com o sistema controlador do humor, levando o indivíduo a ter alterações de comportamento. À principio, o álcool desinibe, por isso a maioria das pessoas gosta de beber, só que se houver predisposição genética, pode ocorrer a dependência.

Já na terceira idade, ocorre alteração de memória. O esquecimento exagerado é um sinal no idoso.

Como a depressão é analisada do ponto de vista médico, humanístico e espiritual?

A depressão tem várias faces. Do ponto de vista humanístico, o amor, desde a infância, é fator primordial e começa dentro da família. Se há uma relação sincera entre os parceiros, a criança vai crescer dentro de um lar estruturado, mesmo com todas as dificuldades naturais de uma relação humana. O indivíduo aprende desde cedo a lidar com a insatisfação, com as crises, com o respeito, amizade, desprendimento e outros aspectos importantes nos relacionamentos.

Muitas vezes, se a pessoa está com a auto-estima baixa, sem autoconfiança, desanimada, desinteressada, sem prazer na vida e sente que alguém se interessa por ela, sua imunidade melhora muito. O ser humano precisa se sentir reconhecido. Sem isso, começa a sentir uma sensação de vazio e angústia.

O deprimido tem equívocos em relação ao que pensa sobre si mesmo. O indivíduo não se conforma com aquilo que está podendo ser e o que gostaria de se tornar.

Do ponto de vista médico, a depressão é uma falta de neurotransmissores no cérebro, que necessita de medicamento, ou seja, de um controle químico.

Pelo ângulo espiritual, a culpa, o remorso, a mágoa e o ressentimento levam a pessoa a estados depressivos, podendo causar o desenvolvimento de doenças psicossomáticas e até mesmo câncer. Portanto, o amor e o perdão que a doutrina espírita tanto nos ensina são sentimentos também preventivos.

Quais são os tipos de depressão?

Na depressão primária o indivíduo nasce com falta de neurotransmissores e com doses de remédio e amor a depressão pode ser evitada. Lembramos também que a depressão recebe os fatores genéticos. Estudos com irmãos gêmeos comprovam o fato.

Na secundária, há fatores que podem desencadear a depressão como alguns medicamentos que afetam o humor, períodos pós-cirurgia, pós-parto, pré-menstruais, menopausa, entre outros.

O que fazer diante dos sintomas de uma depressão?

Primeiro procurar um médico psiquiatra para que não sejam tomados remédios ministrados de forma errada. Cada paciente necessita de um antidepressivo específico. Se além do remédio, da terapia, dos cuidados com o sono, com a alimentação e das relações, o deprimido fizer um tratamento espiritual com passes magnéticos, água fluidificada e leitura do Evangelho, tanto melhor. O tratamento completo engloba o biológico, psicológico, social e espiritual.

Como prevenir?

Se o fator genético for muito forte, pode-se evitar os fatores psicológicos e espirituais. Psicologicamente, podemos ensinar a criança a lidar com a falta das coisas e das pessoas, estabelecendo limites. Educar é frustrar, porque a vida na Terra possui perda, dor, sofrimento e inevitavelmente passaremos por situações assim. Se formos educados desde cedo a enfrentar as situações, estaremos mais bem equipados. Se a cada sofrimento os pais derem um presente, ou de certa forma, satisfizerem o princípio do prazer o tempo inteiro, estarão criando seres inseguros, rebeldes, que aprenderão a ver na matéria a solução para seus problemas. Ao contrário disso, devem ensinar o princípio do perdão, da verdade, sinceridade, respeito, lealdade, companheirismo e diálogo.

A verdadeira prevenção está no autoconhecimento, no amor a si mesmo e ao próximo, tendo consciência de que os seres humanos são como são, e não da forma como gostaríamos que fossem. Só conseguimos compreender o outro, quando nos compreendemos, aprendendo a aceitar, a lidar com a insatisfação. Não há como prevenir depressão senão passarmos por nós mesmos. Deus está dentro de nós, então agradeça a Ele pela vida. Quando o temporal passa, surge um lindo sol.

A MEDITAÇÃO no combate à depressão

Apesar das técnicas de meditação serem ensinadas pelos orientais há séculos, estão sendo descobertas e utilizadas recentemente pelos ocidentais.

Humberto Pazian, autor do livro "Meditação - Um Caminho para a Felicidade", relata em sua obra como os conceitos, técnicas e experiências na prática da meditação podem auxiliar as pessoas a se sentirem mais felizes e realizadas. “Se entendermos que uma perfeita interação entre corpo, mente e espírito, nos fará atingir a verdadeira felicidade e reconhecermos a meditação como um caminho para alcançá-la, só nos faltará um pouco de determinação para criarmos em nossas vidas uma pequena porta para que adentre a Grande Luz”, diz. Existem variados tipos e técnicas para meditarmos, como a meditação zen-budista, hindu etc. A seguir, Pazian esclarece alguns pontos básicos sobre meditação.

O que é meditação e seus principais benefícios?

Existem diversas explicações e sentidos, de acordo com cada escola ou organização de estudos. No meu modo de entender, gosto de dizer que meditar é “estar” com Deus e isso traz paz e harmonia.

Quanto tempo a pessoa necessita para praticar?

Apenas como exemplo, Jesus “estava com Deus” todo o tempo e a sua vida é conhecida de todos nós pela sua grandeza.

Como estamos ainda no início de nossa caminhada evolutiva, alguns minutos pela manhã e pela noite, diariamente, são um excelente começo.

Como a meditação pode ajudar no tratamento da depressão?

A depressão não acontece de um dia para o outro, pois é um processo lento que vai se alojando e desarmonizando nosso ser. A prática da meditação vai trazendo novamente a harmonia e a eliminação do estresse que existe nesses casos, além de servir também como método preventivo.

Existem técnicas certas para meditar?

É só começar a buscar a Presença Divina em todo o momento possível e sem dúvida a maneira mais apropriada chegará até você.

Um exercício simples que as pessoas possam praticar se estiverem se sentindo cansadas e desanimadas:

Se possível, a pessoa deve acordar um pouquinho mais cedo do que o habitual, procurar um cantinho sossegado e sentar-se calmamente. Esquecer de tudo; horários, obrigações, tristezas e alegrias e concentre-se na respiração; inspirando e expirando com tranquilidade. Observe seus pensamentos, mas não se fixe neles. Após um breve período pense em Deus, procurem senti-lo com todo o amor que haja em seu coração e se deixe levar por essa sensação indescritível.

Quais têm sido os benéficos relatados pelas pessoas que leram o livro e passaram a praticar?

São inúmeros casos que nos chegam de pessoas que mudaram suas vidas em vários sentidos após a prática regular da meditação. No meu caso, por exemplo, posso assegurar que para realizar o trabalho espiritual que entendo como minha tarefa, a meditação tem sido fundamental. Não sei se seria possível sem ela.

Como utilizar a prece aliada à meditação no auxílio ao combate à depressão?

Orar pedindo, acreditando na melhora, meditar com amor e fazer por merecer a cura buscando no Evangelho o caminho a seguir.

Deixe-nos uma mensagem.

Num estado crônico de depressão é sempre importante procurar o auxílio de um profissional, seja médico ou terapeuta habilitado, além da ajuda espiritual. Porque como foi dito, o quadro depressivo não surge de um momento para o outro e a meditação - que é o nosso desejo de “estarmos com Deus” - tem sido um excelente método preventivo, não só contra a depressão, mas contra todos os males que surgem ou atingem nossos espíritos.



Erika Silveira



Fonte: Revista Cristã de Espiritismo, edição 24
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ONDE VOCÊ VÊ...

Onde você vê um obstáculo
Alguém vê o término da viagem
E o outro vê uma chance de crescer

Onde você vê um motivo pra se irritar
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência

Onde você vê a morte
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa

Onde você vê a fortuna
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total

Onde você vê a teimosia
Alguém vê a ignorância
Um outro compreende as limitações do companheiro, percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo. E que é inútil querer apressar o passo do outro, a não ser que ele deseje isso.

Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.

Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura.



Fernando Pessoa



Fonte: http://mensagensdiarias.com.br/onde-voce-ve/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

OBSESSÕES - TROCAS INVOLUNTÁRIAS DE ENERGIA

Sempre que o assunto é obsessão, é normal haver uma carga emocional muito forte sobre a questão. Isso acontece pelo simples fato que temos o costume de separar obsessor do obsidiado, e com facilidade formamos a figura da vítima (obsidiado) e do vilão (obsessor), sem compreendermos que um não vive sem o outro, portanto ambos são cúmplices (parceiros de vibração) no processo.

Nosso objetivo aqui é procurar expor o tema de uma forma diferente, com foco nos aprendizados que podem ser extraídos, porque na realidade dos fatos, as lições que tiramos desses eventos é o que mais importa.

Os cenários mudam, os atores mudam, os locais mudam, mas quando o tema é obsessão, as compreensões necessárias são sempre as mesmas.

Os estudos das interferências energéticas nocivas é amplamente difundido na comunidade espiritualista brasileira e mundial. Hoje em dia é comum encontrarmos dezenas de excelentes livros e publicações à respeito do tema e suas particularidades. Contudo, como nosso maior objetivo é a evolução espiritual na prática, vamos desenvolver uma visão de contexto sobre o assunto, para não tratarmos de forma isolada do todo.

O que é a obsessão?

A obsessão é um processo em que um indivíduo, entidade, situação ou força, prejudica uma outra situação, entidade, pessoa ou força, exercendo influências que alterem seus estados. Essa influência pode ser consciente ou inconsciente, por ambas as partes.

É normalmente considerado obsessor aquele que exerce influência sobre um outro, alterando, diminuindo ou desorganizando a energia ou vibração de uma ou mais pessoas ou entidade. Em resumo, é aquele que realiza influência sobre.

O obsidiado é a pessoa ou entidade que recebe essa influência, sofrendo as consequências dessa alteração, desorganização ou diminuição da energia.

Na comunidade espiritualista, é muito comum estudarmos o tema focando a atenção nas obsessões apenas do plano espiritual.

Isso acontece porque pouquíssimas pessoas nesse mundo capitalista e mecanicista está treinada para perceber as interferências de ordem sutil (espirituais), logo invisíveis aos olhos do indivíduo destreinado nas capacidades da alma. Assim sendo, acabamos por nos preocupar mais com aquilo que não podemos ver.

É importantíssimo desenvolver habilidade e conhecimento sobre os processos envolvidos nas obsessões do plano espiritual, todavia, não podemos nos esquecer que grande parte das obsessões de desencarnados sobre encarnados se iniciaram aqui na Terra. Talvez se os envolvidos do processo obsessivo pudessem em vida ter tido o esclarecimento necessário, muito provavelmente a realidade seria outra. Se todos compreendermos que muitas atitudes que temos com o nosso próximo tratam-se de comportamentos muitas vezes obsessivos, poderíamos diminuir essas consequências danosas ainda em vida, de pessoa para pessoa. Essas obsessões de desencarnados para encarnados acontecem porque a morte não separa os laços cármicos.

Aquele que hoje morre com ódio mortal de seu vizinho em vida, quando no plano espiritual, tende e produzir da mesma forma seus fluídos perniciosos imanentes de seu psiquismo desequilibrado. E esse desencarnado, quando voltar a Terra, com sua personalidade congênita, tende a ser um encarnado que exerce influência negativa para aquele mesmo vizinho, porque seus corações não se harmonizaram. As obsessões atravessam as barreiras do tempo e das dimensões.

Tomemos como exemplo a educação no Brasil e no mundo. Muitas nações já perceberam que a saída para a maioria dos problemas sócio-econômicos está na educação. Muitos pais investem tudo que tem para proporcionar aos filhos educação e estudo digno para torná-los almas mais evoluídas. E qual a consequência disso? A liberdade! Ou como diria Jesus: "A Verdade que Liberta".

Primeiro precisamos compreender o assunto, sabendo de suas causas raízes, para depois atuarmos condizentes, dizimando suas consequências negativas e proporcionando um aprendizado coletivo.

É muito parecido com a questão da violência e marginalidade no mundo. Sem uma base de projetos e ações sociais, jamais serão resolvidos na raiz do problema.

Antes de ir mais a fundo nesse conteúdo, queremos convidar a todos a pensar. Sempre que o assunto em questão for obsessão, precisamos exercitar a visão do todo. Precisamos procurar compreender a causa raiz, porque se centrarmos o nosso foco apenas na consequência ou no momento presente, jamais seremos efetivos, logo não estaremos evoluindo, apenas girando em círculos. Esse exercício de reflexão pretende fazer com que você perceba que trocamos de papel frequentemente: as vezes somos obsessores, as vezes obsidiados.

Exemplos:

Somos obsessores do planeta Terra quando estamos destruindo, poluindo, explorando.

Somos obsidiados quando no trânsito alguém nos xinga com força e raiva no olhar.

Somos obsessores de tudo (de nós, dos outros, das coisas e ambientes) quando negativos, pessimistas ou vítimas.

Somos obsidiados quando permitimos que os outros nos desrespeitem, nos explorem, nos critiquem sem motivo.

Somos obsessores quando culpamos.

Somos obsidiados quando somos culpados.

Sempre que houver trocas perniciosas de energias, podemos considerar como um fluxo obsessivo. Porque há disputa, há combate, há conflito, mesmo que as duas partes não estejam conscientes. Sempre há desgaste, há tensão, mesmo que invisível.

Uma obsessão começa quando uma parte tem interesse na energia do outro, e vice-versa.

Uma obsessão termina quando uma ou as duas partes começam a ter consciência da obsessão e suas consequências. Quando somente uma das partes desperta para o entendimento, a cura (pelo menos de sua parte) pode acontecer. O fato de uma das partes não aceitar a harmonização não impossibilita a cura por parte do interessado no fim do vínculo obsessivo, no entanto, se buscada apenas por uma das partes, torna o processo mais difícil e demorado. E nesse caso, quando quem quer a cura consegue seu objetivo contrariando a outra parte, que não aceita a transformação, o ciclo obsessivo deverá continuar, sendo que nesse caso, o obsessor naturalmente irá procurar um novo alvo para obsidiar, porque ele tem dependência.

Em casos que há consciência, intenção e iniciativa por ambas a partes, para que o processo obsessivo seja transmutado, e finalmente isso acontece, há no universo a formação de um ponto de luz, que gira a engrenagem da evolução do mundo, porque manifesta iluminação, libertação e harmonia; diga-se de passagem, é tudo que o universo precisa!

Essas trocas involuntárias de energias, ou melhor, essas influências energéticas entre almas, situações, lugares, se dão em todos os níveis: físico, espiritual, emocional, mental. Também acontecem muito entre pessoas que se amam, entre pais e filhos, marido e mulher, chefe e empregado, professor e aluno, e assim por diante. Porque sempre que entendermos que precisamos da energia do outro para sobreviver estaremos sugando-lhe suas melhores vibrações. Porque sempre que esquecemos que fazemos parte do Todo, da Fonte ilimitada, estaremos nos limitando. Portanto, necessitaremos das migalhas que conseguimos explorar do nosso próximo. Mas não se assuste, não se culpe, roubamos energia alheia porque não estamos treinados para receber energia abundante, ilimitada, direto da Fonte.

A consciência de que temos a eternidade, que somos ilimitados nos facilita saciar a sede de nossas almas desse manancial de Luz que é Deus.

As relações cotidianas de controle, ciúmes, posse, inveja são apenas indícios dos efeitos devastadores que as obsessões geram em toda malha magnética da Terra. Mais uma amostra de nosso egoísmo e alienação espiritual. Também é uma demonstração de que o desenvolvimento de nossas consciências espirituais é o grande trunfo que temos para mudar essa realidade para melhor. Consciência é tudo que precisamos!

O melhor antídoto para interferências obsessivas é a expansão da consciência ou evolução espiritual, quando o ser desperto descobre que não é vítima de nada, que não existem vilões e que tudo que acontece nesse universo é milimetricamente regulado por uma Consciência Superior, para que os aprendizados aconteçam.

As obsessões acontecem por interesse, que embora seja uma palavra forte, é a mais adequada para explicar esse tema. O interesse que muitos temos em uma pessoa ou situação, e que de forma iludida, distanciados da fé divina e das boas vibrações, concluímos com nossas mentes inferiores, que só podem acontecer dessa ou daquela maneira. Assim ficamos escravos de nossas convicções ou condicionamentos mentais, criando nossas falsas metas, bem como nossos ridículos meios, para atingir nossos também equivocados objetivos. E nesse caminho acabamos, por consequência de estarmos distanciados de nossas essências espirituais, obsidiando ou sendo obsidiados.

A saída para essa condição escravizante é a conexão com Deus, através da disciplina espiritual da oração, da meditação, das boas práticas de saúde e equilíbrio em todos os corpos. A partir do momento que o homem se re-liga com o Criador, que fica consciente da missão da sua alma, da necessidade de evolução, tudo muda, um novo sol surge em seu horizonte.

Obsessão se dá sempre por mais de uma parte, quando os integrantes do ciclo estão alimentando o processo. Se alguém para de alimenta-lo, ele se encerra. Esse é o maior aprendizado prático que podemos tirar!



Bruno J. Gimenes
sintonia@luzdaserra.com.br



Fonte:http://www.luzdaserra.com.br/48/obsessoes-perdas-involuntarias-de-energia/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 30 de julho de 2013

A TRANSITORIEDADE

Um milionário paga seu imposto de renda com lágrimas nos olhos. Um diretor deixa para trás os móveis e os aparelhos de laboratório da escola quando é transferido para outro lugar. Por quê? Porque o diretor sabe e acredita que ele é apenas o zelador e não o proprietário. Ele não se apega a esses objetos, pois sabe que pertencem ao Governo. Do mesmo modo, todos devem sentir que sua família, casa, campos e carro são todos de propriedade do Senhor. Você é apenas um administrador e deve estar pronto a abandoná-los sem murmurar, a qualquer momento. Sacrifício não significa que você não deve atribuir valor às coisas. Você deve de fato cuidar de tudo. Mas lembre-se que todas elas são transitórias e a alegria que dão é muito trivial e temporária. Conheça o verdadeiro valor das coisas, não as superestime ou desenvolva apego por elas.



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NECESSIDADE DA PRÁTICA

Há inúmeros discípulos de um Ensinamento espiritual que ainda não compreenderam a necessidade da prática. Eles mergulham em obras sobre a cabala, a astrologia, a magia, a alquimia, a espiritualidade hindu ou outras, e fazem delas tema de conversa em que cada um procura brilhar com os seus conhecimentos recentemente adquiridos. Não aprenderam nada no que respeita à humildade, pureza, paciência, bondade, gratidão, não sabem como entrar em harmonia com os humanos e com toda a criação, e, por isso, na primeira ocasião ficam perturbados, doentes: as suas leituras levaram-nos à beira de um precipício.

Não imagineis, pois, que ireis aceder assim tão facilmente aos grandes mistérios, resolver o enigma do universo, receber a Iniciação, e que, ocupados com esses projetos grandiosos, podeis descurar certas atividades da vida quotidiana, tão indignas de vós, assim como todas as verdades elementares que poderiam iluminar o vosso caminho, pois essas verdades elementares são as mais importantes. Se as aplicardes, encontrareis a atitude correta e, continuando a estudá-las, estareis protegidos.



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ALIENAÇÃO MENTAL E OBSESSÃO: CONSIDERAÇÕES DOUTRINÁRIAS (Espiritismo e Apometria)

De acordo com os postulados espíritas, as causas mais conhecidas de alienação mental residem nos grandes abalos emocionais vivenciados na presente reencarnação ou derivam dos delitos e prejuízos graves impostos aos semelhantes em vidas anteriores. Nesta última hipótese prevalece a ideia de que as atitudes nefastas, decorrentes do egoísmo, da inveja e da maldade premeditada, se fixam no inconsciente do ser e aí permanecem em estado de latência, vibrando em maior ou menor desarmonia na dependência do tipo de malvadeza infligido aos outros.

Quando as atitudes insanas atingem inúmeras vítimas, mais intensa é a sensação de angústia e remorso, sobretudo após a desencarnação do infrator. Somem-se a isto, os ímpetos de vingança das vítimas desencarnadas, impulsos que se traduzem na perseguição pertinaz, tendo como alicerce a ideia fixa de justiça a ser imposta pelas próprias mãos.

Diante da ofensiva das sombras, o espírito assediado costuma buscar uma alternativa capaz de protegê-lo das perseguições obstinadas, de tal forma que, a opção reencarnatória parece ser o caminho mais viável. No auge do sofrimento, a entidade atormentada imagina que o mergulho na carne possa preservá-lo das hostilidades sofridas nas zonas umbralinas. Contudo, quando reencarnado, o espírito vê-se às voltas com um outro fator agravante. O seu campo mental, deformado pelo excesso de maldade, imprime, nas matrizes psíquicas da zona consciencial do campo perispirítico (físico), os desequilíbrios latentes que ressumam das profundezas da alma. Resultado: tal contingência converte-se em fator predisponente das manifestações psicóticas identificadas no decorrer da experiência terrena, se bem que complicadas pela subjugação obsessiva atribuída aos credores desencarnados.

As pesquisas comprovam que tais criaturas, logo nos primeiros anos de vida, ressentem-se dos indícios sugestivos de alienação mental, até que mais tarde explodem com intensidade as características sintomáticas das esquizofrenias, das depressões profundas ou do autismo clássico, psicopatologias sabidamente graves implícitas na Lei de Causa e Efeito.

Inúmeras vezes, a moléstia mental marca indelevelmente o comportamento do encarnado durante toda a existência. Em seu curso inexorável, compromete o relacionamento afetivo, distorce a noção de espaço e de tempo, e converte a criatura em uma personalidade apática, indiferente e desligada dos acontecimentos ao seu redor. No entanto, a aparência física, absorta e impassível, não corresponde à realidade dos fatos. Lá na intimidade, o mundo psíquico do alienado fervilha por conta dos inúmeros conflitos psicológicos derivados da intensa sensação de culpa e da incontrolável dor moral associada ao arrependimento tardio.

Se as benesses prodigalizadas pelo Espiritismo atingissem o maior contingente possível de insanos, o prognóstico do desequilíbrio mental não seria tão reservado assim e a enfermidade evoluiria de forma menos comprometedora.

É uma lástima admitir que, após o surgimento do Espiritismo, os bancos acadêmicos ainda refutem as informações e pesquisas relativas à vida fora da matéria. Não obstante tal postura, o campo experimental da doutrina tem se mostrado de real valor no diagnóstico e tratamento dos distúrbios espirituais, conforme preconizam as diretrizes doutrinárias. A experiência dos grupos espíritas, acumulada nas lides desobsessivas permite destacar algumas condutas que gostaríamos de compartilhar com os leitores. Vejamos, então:

Os enfermos mentais graves, na vigência das crises agudas devem ser submetidos compulsoriamente ao tratamento fluidoterápico (passes), pelo menos quatro vezes por dia. Tal postura encontra respaldo no conhecido benfeitor espiritual, Manoel Philomeno de Miranda. No livro "Loucura e Obsessão" (FEB), ao analisar um caso de esquizofrenia submetido ao tratamento espiritual, o citado pesquisador assim adverte: "Enquanto isto, deve ele receber assistência fluidoterápica quatro vezes, ao dia, objetivando desencharca-lo das energias que o intoxicam." (Manoel P. de Miranda e Divaldo P. Franco. Loucura e Obsessão. 1ª ed., Rio de Janeiro, FEB, 1990, pág. 132).  

Habitualmente recorremos às técnicas desobsessivas, especialmente as que se alicerçam na utilização da Apometria, seguramente o procedimento eletivo de maior penetração nos casos em que a influenciação espiritual se manifeste de forma acentuada.

Contudo, pouco tem se dito a respeito dos benefícios hauridos pelos enfermos mentais com a aplicação dos tradicionais passes magnéticos. Aliás, muitos sequer imaginam que a quantidade de "passes" aplicados nos enfermos mentais possa variar de frequência em face da gravidade de cada situação. É exatamente tal complemento terapêutico que merece de nossa parte uma análise mais acurada em face dos efeitos salutares devidamente comprovados na prática e pelos espíritos qualificados no movimento espírita brasileiro. 

Caso o enfermo se encontre submetido ao regime de internação hospitalar, por se tratar de um caso agudo, equipes de passistas voluntários deverão revezar-se e dispensar o maior número possível de aplicações fluidoterápicas. A desobsessão individual, aquela em que todos os esforços e atenções convergem para um só paciente, nos casos mais complicados, poderá ser repetida semanalmente. Tal providência justifica-se porque, à medida que os algozes espirituais (bolsões kármicos) são atendidos e afastados, ocorre uma reversão no estado de abatimento geral do encarnado, seguida de sensível melhora na evolução do quadro clínico. Quando a terapêutica espírita é mobilizada em sua totalidade (passes e desobsessão apométrica), os enfermos mentais recuperam-se da fase aguda com mais rapidez, se comparados com aqueles outros submetidos apenas ao tratamento clínico. A experiência assim o tem demonstrado. 

Nas reuniões mediúnicas assistenciais, os espíritos obsessores, como de praxe, submetem-se aos benefícios da dinâmica desobsessiva. A repercussão favorável do intercâmbio mediúnico com os desencarnados hostis serve para reforçar a certeza de que a desobsessão espírita destaca-se como iniciativa da mais alta valia, não devendo jamais ser descurada pelos cultores da mediunidade com Jesus. Aliás, a interação magnética entre os campos vibratórios do obsessor e do médium de incorporação constitui-se uma forma de tratamento específico e ao mesmo tempo proveitoso ao desencarnado, conforme nos revela Manoel Philomeno de Miranda: "Trazido o espírito rebelde ou malfazejo ao fenômeno da incorporação, o perispírito do médium transmite-lhe alta carga fluídica animal, chamemo-la assim, que bem comandada aturde-o, fá-lo quebrar algemas e mudar a maneira de pensar" (Manoel P. de Miranda e Divaldo P. Franco. Loucura e Obsessão. 1ª ed., Rio de Janeiro, FEB, 1990, pág. 135).  

Mesmo que a entidade, por conta do lastimável estado de perturbação, não ofereça condições de diálogo, nada impede que ela seja submetida ao "choque anímico" ou terapia magnética de contato, prática pouco utilizada por falta de mais esclarecimentos a respeito. Em tese, a desobsessão sempre se destacou no contexto amplo da terapêutica espiritual alicerçada nos moldes doutrinários. Portanto, jamais deveria ser relegada a plano secundário por algumas instituições... Caso a desobsessão caia em desuso, haverá prejuízos para os doentes mentais e demais portadores de outras complicações obsessivas.

As considerações feitas até agora nos permitem fixar algumas iniciativas a serem levadas em conta quanto aos espíritos obsessores:

- recepcionar em cada oportunidade o maior número deles, por intermédio das tradicionais incorporações; 

- resgatá-los, sempre que possível, da erraticidade penumbrosa; 

- tentar demovê-los pela retórica esclarecedora, das perseguições vingativas contra o desafeto encarnado; 

- concitá-los ao perdão incondicional; 

- e, por fim, encaminhá-los às estâncias de recuperação no Astral.

De fato, com o passar do tempo, o tratamento espírita poderá surpreender. Uma vez satisfeita as exigências acima, não é incomum observar a melhoria lenta, mas sempre progressiva do doente mental.

Detalhe digno de nota refere-se às transformações especiais que se operam no íntimo do ser encarnado, no decorrer das desobsessões. O fato mais destacado, sem dúvida, diz respeito à redução do sentimento de culpa albergado na mente enfermiça. Quanto mais obsessores forem resgatados das sombras, mais evidente e animadora a recuperação do enfermo encarnado. É como se a consciência perturbada pelo sentimento de culpa, aos poucos manifestasse alívio, ao perceber que as suas vítimas do pretérito, retidas em verdadeiros bolsões kármicos, estão sendo socorridas após tanto tempo de sofrimento. Tal observação é corroborada pela informação do ilustre Manoel P. de Miranda: "A consciência de culpa somente desaparece quando o delinquente liberta aqueles que lhe sofreram o mal" (Manoel P. de Miranda e Divaldo P. Franco. Loucura e Obsessão. 1ª ed., Rio de Janeiro, FEB, 1990, pág. 89).  

Por conseguinte, uma vantagem incontestável da metodologia desobsessiva se expressa na possibilidade do mais amplo recolhimento dos espíritos obsessores. Fato que aos poucos vai sendo reconhecido pelo componente mental do próprio doente encarnado, com boa repercussão na melhoria gradual do seu estado de insanidade.

Assim que possível, não descurar das instruções de ordem ética, a serem repassadas ao encarnado, evitando, no entanto recorrer ao expediente do moralismo que humilha. Uma vez iniciado o período de convalescença lembrá-lo a necessidade de se familiarizar com as exortações da psicopedagogia evangélica. Orientá-lo, ainda, a se dirigir em prece ao Senhor da Vida, com a finalidade de elevar o próprio padrão vibratório mental, rogar o perdão das faltas e implorar o benefício da libertação de suas vítimas pretéritas. 

Por fim, no instante favorável, sugerir que ele se filie ao voluntariado filantrópico, com vistas a consolidar aos poucos a verdadeira cura que a alma endividada necessita perante a própria consciência.  



Referências bibliográficas:
(1) MIRANDA, Manoel P. e FRANCO, Divaldo P. Loucura e Obsessão. 1ª ed., Rio de Janeiro, FEB, 1990, p. 132. (2) Idem, p. 135 (3) Ibidem, p. 89


Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal