quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

HUMANIDADE - A PORTADORA DE LUZ DO PLANETA

Na história da humanidade, dois grandes mestres espirituais destacam-se entre os demais. O primeiro, Buda, considerado universalmente como a encarnação da luz; os preceitos e o ensinamento do Buda permitem ao homem coordenar-se com sua mente, encontrar o caminho entre “os pares de opostos”, mediante a prática do desapego e do desapaixonamento e, finalmente, alcançar a iluminação e a sabedoria.

O outro grande Mestre, Cristo, é a encarnação do Amor. Trouxe aos homens um novo mandamento, dizendo que devemos "amar-nos uns aos outros", transcendendo, assim, em um único preceito de profunda importância, todos os sistemas de vida e ética baseados na negativa: "tu não o farás..."

É dito que o desenvolvimento da mente e do coração, e o estabelecimento de relações entre eles, são o propósito subjetivo da manifestação. Com o Buda e o Cristo, temos a demonstração da consecução em ambas as linhas. Pela correta compreensão e conexão entre Seus ensinamentos, o homem resolverá todos os problemas humanos e construirá uma ponte sobre a antiga ruptura entre Oriente e Ocidente, chegando, assim, a compreender o paradoxo da vida.

Sim, porque a vida é um paradoxo. Diz-se no Oriente que a mente "mata o real". Compreendemos aproximadamente o significado deste ditado observando o intelectualismo estreito e a pretensa lógica que despojam a vida de todo significado verdadeiro. Somente quando a mente está sob a influência do amor pode ser verdadeiramente iluminada e se tornar instrumento da revelação. 

Da mesma maneira, o amor é cego, se lhe faltam o poder equilibrador da mente e a luz que traz sabedoria e compreensão.

É destino próprio e especial da humanidade converter-se em portadora planetária de luz. A mente é a característica que distingue a humanidade das outras vidas em evolução. Foi a inteligência que elevou o homem acima do reino animal e é fundamentalmente responsável pela posição dominante que agora ocupa nos mundos mental, emocional e físico.

A importância excessiva dada ao aspecto racional e concreto da mente é o que pode convertê-la no que “mata o real” e que constitui um perigoso elemento na situação mundial atual. A mente abstrata e a alma, princípios essenciais da própria consciência, também devem estar ativos. Assim, a luz da sabedoria e a luz da compreensão combinam-se com a luz do conhecimento, que é o dom natural da mente concreta. Estes três aspectos da luz: sabedoria, compreensão e conhecimento portam três aspectos da energia da alma para a alma que se encontra em toda forma, por intermédio da alma do mundo.

A humanidade nunca teve tanta necessidade de Portadores de Luz. Abordamos um período único na história da humanidade, pelas possibilidades que nos oferece. A “evidência” dos problemas mundiais é um desafio: devemos procurar soluções com a ajuda de um pensamento inclusivo e universal.





Fonte: Boletim "Triângulos"
Unidade de Serviço Buena Voluntad Rosario
www.sabiduriarcana.org
www.sabiduriarcana.org/literaturalucis.htm
Fonte da Gravura: Tumblr.com

JULGAMENTOS E AUTOCONFIANÇA

Onde as seis qualidades de zelo, determinação, coragem, inteligência, habilidade e heroísmo estiverem presentes, lá a ajuda Divina se manifestará! Em qualquer campo, a qualquer momento, quem estiver dotado com todas essas seis qualidades preciosas, o sucesso lhe estará assegurado. Elas garantirão a sua completa prosperidade. No entanto, essas qualidades enfrentam várias dificuldades de tempos em tempos. Assim como um estudante enfrenta vários exames para se formar, essas nobres qualidades também estão sujeitas a julgamentos. Tais julgamentos devem ser considerados como trampolins para as altas realizações. Estes ensaios são na forma de perdas, problemas, dores, sofrimentos e calúnias. Deve-se superar esses problemas com coragem e autoconfiança e seguir em frente. Sem autoconfiança, as seis qualidades não podem ser adquiridas. Os alunos devem desenvolver autoconfiança e embarcar na jornada da vida com fé em Deus. (Discurso Divino, 14 de janeiro de 1997)




Sathya Sai Baba






Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Tumblr.com

LIBERDADE OU DESTINO?

O homem é livre ou está submetido ao destino? Esta questão é discutida há milênios. O erro está em acreditar que todos os indivíduos estão sujeitos às mesmas leis. Aqueles que, como os animais, só obedecem aos seus impulsos puramente instintivos, estão inevitavelmente submetidos às leis da fatalidade; é a sua própria natureza que cria para eles essa fatalidade. Ao passo que aqueles que adquiriram o domínio dos seus instintos, das suas paixões, escapam à fatalidade para ficarem sujeitos à lei da Providência, da graça, onde conhecem a luz e a liberdade. Não se deve pensar que toda a gente pode ser livre ou que toda a gente tem de se sujeitar a um destino inexorável. Não, a liberdade depende do grau de evolução. Segundo a sua maneira de pensar, de sentir e de agir, o ser humano fica sujeito à fatalidade ou atrai as bênçãos da Providência. Portanto, em certos domínios, ele fica amarrado, fica submetido ao destino, e noutros escapa-lhe, é livre… Até ao dia em que, depois de muito trabalho e muito esforço, ele disporá plenamente da sua liberdade.




Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
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SE CRISTO VOLTAR NESTE NATAL

O Que Ocorrerá Se Subitamente Surgir Em Público Um Grande Instrutor Da Humanidade?


Os rótulos não substituem a realidade. A sabedoria divina flutua acima de aparências visíveis, nomes próprios e imagens personalizadas.

O conhecimento universal é como um círculo infinito cujo centro está em todas as partes: a essência de cada religião ou filosofia contém, portanto, a essência de todas as outras.

Quando olhamos em profundidade para a figura de Jesus Cristo, o reconhecemos como um símbolo daqueles sábios e instrutores que, atravessando o oceano do tempo, conduzem os seres humanos na direção da verdade. Krishna, Buddha, Pitágoras, Platão, Lao-tzu, Confúcio e Cristo ensinam a mesma sabedoria universal.

Os grandes sábios jamais se afastaram da humanidade, mas o contato com eles não é verbal nem visual. Os seres humanos recebem sua ajuda e sua inspiração em planos superiores de consciência, acima do que é percebido pelos cinco sentidos e pelo nível “pessoal”, denso e primário, da atividade do cérebro. Deve-se buscar contato com a sabedoria em si mesma e não com a personalidade externa deste ou daquele instrutor.

Qual é, então, o verdadeiro significado que possui a esperança de uma volta visível de Jesus?

Do ponto de vista da alma, a ideia simboliza o retorno dos sábios ao convívio humano, em um plano consciente. É a volta da sabedoria, e a reconquista da paz e do equilíbrio nos assuntos humanos visíveis. Não há por que personalizar indevidamente o retorno. Trata-se de recuperar a paz individual e coletiva, e não de pedir autógrafo ou favores pessoais a algum artista famoso recém-chegado do céu.

“Quando ocorrerá a volta?”, perguntam as pessoas de boa vontade.

Vale a pena examinar a questão. Suponhamos que, de fato, um dos grandes instrutores da humanidade aceite a tarefa de retomar uma presença reconhecida e consciente junto à comunidade humana atual. Adotemos, também, a hipótese de que, para a ocasião, ele decida aproveitar o clima de confraternização das festas de final de ano, retomando o contato de um modo que sua presença física possa ser facilmente reconhecida pelas pessoas de boa vontade como a presença do mesmo Jesus do Novo Testamento.

Ele se tornará visível em Nova Iorque, entrando na sede das Nações Unidas? Ele conversará ali, a portas fechadas, com o secretário-geral? Ou ele surgirá curando doentes entre os povos mais pobres e humildes da África? Talvez o instrutor sagrado mande um email para os principais chefes de Estado? Quais as consequências políticas, sociais e econômicas do seu reaparecimento? Estas perguntas práticas são incômodas. A aparição pública entre nós de um grande ser, um mestre sagrado, poderia colocar em cheque os hábitos pessoais e os apegos de muitos. Abalaria instituições e estruturas sociais.

Para investigar o que ocorreria de fato se Jesus reaparecesse na próxima véspera de Natal, o primeiro passo consiste em resgatar um texto clássico. O escritor russo Fiódor Dostoievsky descreveu em 1880 como teria sido o retorno físico de Cristo durante o século 16.

Ao escrever o relato, intitulado “O Grande Inquisidor”, Dostoievsky pode ter sido inspirado desde níveis superiores de consciência. Um raja-iogue dos Himalaias não só pediu que o trecho fosse traduzido do russo e publicado em inglês por Helena Blavatsky em 1881, mas também escreveu, em uma carta para um discípulo leigo:

“A sugestão de traduzir O Grande Inquisidor é minha; porque seu autor, sobre quem já pesava a mão da Morte enquanto escrevia, deu a descrição mais convincente e mais verídica jamais escrita da Sociedade de Jesus. Está contida ali uma grande lição para muitos, e mesmo você poderá tirar proveito dela.” [1]

A narrativa faz parte da obra “Os Irmãos Karamázovi”, e nela Dostoievsky descreve a aparição do instrutor divino entre os habitantes de Sevilha, na Espanha. Na época, a Inquisição estava no auge. O Vaticano prendia, torturava e matava em nome de Jesus. O Inquisidor tinha poder absoluto na Espanha. Supostos hereges eram queimados vivos todos os dias em fogueiras públicas, “para maior glória de Deus”, conforme o lema dos implacáveis jesuítas. Como seria, nestas condições, a volta do Cristo?

Segundo a narrativa de Dostoievsky, o Mestre decidiu voltar sem anúncio prévio:

“Ele apareceu docemente, sem se fazer notar e – coisa estranha – todos o reconheciam imediatamente. (…) Atraído por uma força irresistível, o povo comprime-se à sua passagem e segue-lhe os passos. Silencioso, ele passa por entre a multidão com um sorriso de compaixão infinita. Seu coração está abrasado de amor, seus olhos desprendem uma Luz, uma Ciência, e uma Força que irradiam e despertam o amor nos corações. Estende-lhes os braços e  abençoa-os. Uma força curativa emana do seu contato e até mesmo de suas vestes. Um velho, cego desde a infância, exclama no meio da multidão: ‘Senhor, cura-me e eu te verei’. Uma casca cai dos seus olhos e o cego vê. O povo derrama lágrimas de alegria e beija o chão sobre as marcas dos seus passos. As crianças lançam flores e gritam ‘Hosanna!’ à passagem do Senhor.” [2]

Os membros do povo repetem emocionados: “é Ele, é Ele”. O Cristo avança pela praça de Sevilha e ressuscita uma garota. No auge da emoção popular, surge na praça da cidade a figura temível do grande Inquisidor. É um ancião quase nonagenário, com uma rigorosa seriedade no rosto e a expressão de quem não admite ser contrariado. Vestido com uma velha batina preta, rodeado pela sua guarda pessoal, ele percebe num instante o que está ocorrendo. Diante do seu olhar severo a multidão emudece e se inclina até o chão, respeitosa e atemorizada. “Tão grande é o seu poder, e o povo está de tal maneira acostumado a submeter-se, a obedecer-lhe tremendo, que a multidão se afasta imediatamente diante dos guardas”, conta Dostoievsky. Em meio de um silêncio mortal, Cristo é arrastado para a prisão.

Horas depois, a porta de uma masmorra se abre, rangendo, e o Inquisidor entra na cela do prisioneiro. Ele olha a Santa Face, como para confirmar a identidade do seu interlocutor, e diz ao Mestre:

“És tu? Não digas nada. Cala-te. Aliás, que poderias dizer? Não tens o direito de acrescentar uma palavra além do que disseste outrora. Por que vieste estorvar-nos? Porque tu nos estorvas, bem o sabes. Mas sabes o que acontecerá amanhã? Ignoro quem tu és e não quero sabê-lo: tu ou apenas tua aparência. Mas amanhã eu te condenarei e serás queimado como o pior dos heréticos, e este mesmo povo que hoje te beijava os pés, amanhã, a um sinal meu, irá alimentar a tua fogueira.”

Enfático, o chefe da Inquisição faz um discurso sacerdotal. Ele alega que o “caminho estreito” ensinado pelo Mestre não pode ser percorrido na prática. Ele é demasiado difícil e só causa mais sofrimento, porque é excessivamente verdadeiro. Afirma que é impossível avançar de fato  pelo caminho da luz e do amor incondicional. Só uma religião autoritária, em que o dogma substitua a sabedoria, pode dar felicidade ao povo. Apenas a mentira organizada e institucionalizada pode garantir a ordem. A verdade universal não é conveniente.

Cristo apenas escuta. Ele fita seu carcereiro com olhos serenos, enquanto nos seus lábios há um sorriso de compreensão infinita. A mente do teólogo-carcereiro não tem segredos para ele. Suas frases já são conhecidas antes que as pronuncie. O guardião da Igreja condena a liberdade individual pregada por Jesus. Os sacerdotes necessitam rebanhos. O Inquisidor considera absurda a ideia de que cada homem seja senhor do seu próprio destino. Ele conclui assegurando ao preso que a sua heresia, e a sua audácia de reaparecer em público, serão punidas com a morte.  

Terminadas as longas alegações, o Mestre não diz uma palavra, mas mantém seu silêncio calmo e cheio de paz. Depois de alguns instantes, Jesus ergue-se, olha seu acusador nos olhos e o abraça. O poderoso Inquisidor fica surpreso, confuso, assustado.  Ele luta para manter o autocontrole psicológico. A força da santidade do Mestre parece vencê-lo. Ele abre com força a pesada porta da cela. Ele aponta nervosamente para a saída e diz ao Cristo:

“Vá embora. Vá e não volte jamais. Nunca mais!”

O prisioneiro não responde. Com o olhar iluminado e os passos calmos, ele sai da cela, passa pelos guardas e desaparece na noite escura.

Este, resumidamente, é o relato de Dostoievsky referente ao século 16.

O que ocorreria se Cristo aparecesse subitamente no momento atual, cinco séculos depois? Os desafios não seriam poucos. Quem estaria disposto a largar seus dogmas para viver o ensinamento? O escritor Anthony de Mello, jesuíta herege do século 20 que foi inspirado por ideias teosóficas e duramente criticado pelo Vaticano, examinou este dilema em um pequeno conto simbólico, ambientado em uma situação posterior à volta de Cristo.

Mello escreveu:

“Foi feita uma proposta, nas Nações Unidas, no sentido de que se corrigissem todos os livros sagrados de todas as religiões. Tudo o que neles tivesse algum sabor de intolerância, crueldade ou fanatismo deveria ser eliminado. O mesmo se faria com toda e qualquer parte que atentasse contra a dignidade e o bem-estar do homem. Imaginem o burburinho quando se veio a saber que a proposta viera do próprio Jesus Cristo! Os repórteres correram à sua residência, ávidos de esclarecimento. A sua explicação foi simples e curta: ‘As Escrituras, como o Sábado, foram feitas para o homem, e não o homem para as Escrituras!’, disse ele.” [3]

O que seria então das grandes instituições humanas se Jesus voltasse, e não fosse morto nem encarcerado? Qual o poder revolucionário da sua presença física consciente entre os habitantes do século 21?

Como Jesus é judeu, ele poderia reaparecer em meio a um tiroteio, no auge de um conflito provocado por antissemitismo e ódio religioso.

Quando os atiradores o metralhassem, veriam que seu corpo era imaterial: o Mestre estaria usando apenas um corpo sutil – uma réplica do seu corpo físico – o mayavi-rupa da filosofia esotérica. Ele seria perfeitamente visível, mas não poderia ser tocado ou morto.

Depois disso, o Mestre surgiria nas ruas de Nova Iorque com seu corpo físico denso. Ele caminharia em direção ao prédio da ONU e seria reconhecido ao atravessar uma rua com sinal vermelho. Os carros parariam. Uma aura de luz branca, transparente, rodearia completamente seu corpo. “Só pode ser Ele”, pensariam as pessoas imediatamente.

O engarrafamento de trânsito se expande enquanto ele avança. Não se ouvem buzinas, porém. Os carros são abandonados com as portas abertas. Homens e mulheres se ajoelham ao ver o Mestre. Crianças correm para Ele e ele abençoa o povo. De quando em quando, ele interrompe sua caminhada por um momento e cura alguém; e aconselha, consola, ensina. No portão externo do prédio das Nações Unidas, ele menciona que quer falar com o secretário-geral e são solicitados seus documentos. O Mestre explica que não tem passaporte consigo, mas avisa que “não pretende tomar muito tempo do secretário-geral”.

O sistema de segurança é acionado: em poucos segundos, o Mestre é rodeado por forças especiais do FBI e detido para interrogatório. Quando as perguntas começam, o “estrangeiro sem documentos” permanece em silêncio. Quando a pressão institucional aumenta, o Mestre sorri, abandona o plano material denso e desaparece no ar.

Do episódio restou apenas a perplexidade do público e dos policiais. Ficava claro mais uma vez para os Iniciados que uma aproximação visível e consciente entre os Mestres e a nossa civilização não é fácil. O Mestre volta ao silêncio do seu retiro nos Himalaias, um dos locais  sagrados do planeta de onde são inspirados os corações de boa vontade.

Devido às limitações da consciência humana no seu estágio atual de evolução, nenhum grande instrutor pode aparecer no mundo desta forma externa e óbvia, que gera constrangimento e incompreensão. Os Mestres tampouco “canalizam” mensagens verbais através dos numerosos profetas e intermediários que hoje se pode encontrar a cada esquina. Toda “volta” ou “aparição” personalizada, ocorrendo no plano físico ou verbal, é ilusão.  

O Jesus do Novo Testamento é um personagem simbólico, e não histórico.

A narrativa da sua vida segundo os evangelhos cristãos constitui uma bela parábola com lições teosóficas, budistas e pitagóricas. Os evangelhos mais conhecidos atualmente contam que Jesus só foi reconhecido como um mestre e compreendido por alguns poucos indivíduos. Mesmo entre os poucos, a compreensão do Mestre foi parcial e precária, como é ilustrado em inúmeros episódios, inclusive a traição de Judas e o fato de Pedro negar o Mestre três vezes.

Os Imortais, os Arhats, os Rishis, os Mestres de Sabedoria, ajudam anônima e incessantemente a humanidade há milênios sem conta. Eles têm colocado à nossa disposição, sob diferentes linguagens e roupagens culturais, uma sabedoria eterna que contém respostas para todos os males humanos. Taoismo, budismo, hinduísmo, judaísmo, islamismo, cristianismo e diversas filosofias e tradições de distintas épocas contêm lições de suprema beleza e eficácia. Para tirar real proveito delas, basta transcender o dogmatismo e o emocionalismo que tendem a personalizar indevidamente o que é sagrado.

As diferentes personificações da sabedoria – entre elas as figuras de Cristo, Krishna, Buddha e Lao-tzu – funcionam como sinais da existência de seres aperfeiçoados. Tais Mestres não têm vida pública. Eles preservam corpos físicos, mas vivem anonimamente, afastados da vida social, e trabalham em um plano de consciência elevado, em que palavras não são necessárias, mas que dá vida e significado às palavras.

Em um nível subjetivo, as imagens públicas dos instrutores podem sintetizar as nossas melhores aspirações à virtude e à sabedoria. As imagens conscientes que as pessoas de boa vontade alimentam sobre eles são, em parte, projeções criadas a partir da divindade presente na alma humana. Porém, não devem ser entendidas de modo literal.

Existe em cada ser humano uma semente divina, e ela deve germinar. Esotericamente, a verdadeira “volta” ou “reaparição” de Cristo é o processo de re-nascimento na alma humana deste nível universal de consciência. Sobre a volta de Jesus, o Evangelho segundo Mateus afirma:

“Então, se alguém vos disser: ‘Eis que o Cristo está aqui’, ou ‘ali’, não lhe deis crédito. Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: ‘Eis que ele está no deserto’, não saiais. ‘Eis que ele está no interior da casa’; não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem.” (Mt. 24: 23-27)

A luz da sabedoria vem do Oriente, de fato. Mas, na última frase desta citação, a palavra grega parusia, traduzida como “vinda”, significa, na realidade, presença. A frase afirma que a presença de Cristo será percebida como um relâmpago de leste a oeste, isto é, em todo o mundo. Helena Blavatsky, a fundadora do movimento esotérico moderno, escreveu que o significado desta passagem é duplo.

Em primeiro lugar, a expressão “Vinda de Cristo” significa na verdade a presença da consciência crística “em um mundo regenerado e não, de forma alguma, a vinda corporal de Cristo Jesus”.

Em segundo lugar, este “Cristo” não deve ser buscado “nem no deserto nem em lugares retirados, nem no santuário de algum templo ou igreja construída pelo homem, porque Cristo – o verdadeiro Salvador esotérico – não é um homem mas o Princípio Divino em cada ser humano.” 

Para Helena Blavatsky, ver Cristo literalmente como um ser humano é um equívoco, mas a imagem pode ser usada no plano simbólico. Ela prossegue:

“Aquele que se esforça por promover a ressurreição do Espírito crucificado em si mesmo pelas suas próprias paixões terrenas, e enterrado profundamente no sepulcro da sua própria carne, aquele que tem força para fazer rolar a pedra da matéria para longe da porta do seu próprio santuário interno, este faz despertar Cristo em si mesmo.” [4]

Há milhares de anos, nas mais diferentes tradições, o céu simboliza o mundo da alma espiritual e a consciência elevada.

A reaparição de Cristo “entre as nuvens do céu” (Mateus, 24:30) significa que o Mestre interior e a sabedoria divina ressurgirão primeiro nos níveis superiores da mente humana, isto é, no plano da inteligência espiritual, da fraternidade universal e do amor incondicional à verdade.

Neste sentido, Cristo não é uma pessoa, mas a luz da Lei do Universo. A “volta” dele deve ocorrer como um renascimento em cada coração humano. De fato, qualquer grande instrutor da humanidade só poderá aparecer no mundo externo – e ser interiormente reconhecido – quando houver em nós a pureza, a ética e a verdade que formam a essência do sentimento religioso e filosófico. Como diz 2 Coríntios, 6:16:

“Que há de comum entre o templo de Deus e os ídolos? Ora, vocês é que são o templo do Deus vivo…”

A grande oportunidade diante de nós é, pois, a tarefa da autotransformação. O Natal que comemoramos a cada final de ano simboliza o ressurgimento periódico da esperança de redenção individual e coletiva. Ele significa a renovação cíclica do nosso aprendizado, e também a decisão de nascer de novo a partir da consciência do Mestre interior, a alma imortal, que vive em unidade com o universo.

Um renascimento interior acontece enquanto o Natal externo se desdobra. A troca de presentes e outras celebrações visíveis refletem externamente a renovação da consciência da vida no plano do coração.

Quando olhamos além das formalidades vemos que cada Natal traz, na medida das nossas possibilidades, a volta de Cristo, de Buddha e de outros grandes instrutores.

Nesta época do ano, um sentimento de paz ilumina a mente humana “como um relâmpago que sai do Oriente”. Ele ilumina o planeta inteiro. Ele cura os sofrimentos das almas e as prepara para um novo ciclo anual.

Não pergunte, pois, quando, ou onde, se dará a volta do Cristo. A volta do Cristo se dará em sua mente e seu coração, neste exato Natal e neste Ano Novo, e sempre e quando você estiver preparado para ela.

É da consciência de cada cidadão de boa vontade que o grande Advento se irradia, estimulando a regeneração e a renovação de todas as formas de vida.




Carlos Cardoso Aveline





Fonte: Blog Filosofia Esotérica
http://www.filosofiaesoterica.com/cristo-voltar-neste-natal/
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NOTAS:

[1] “Cartas dos Mahatmas Para A.P. Sinnett”, edição em dois volumes, Ed. Teosófica, Brasília, 2001, ver volume I, Carta 21, p. 142.

[2] “Os Irmãos Karamázovi”, de Fiódor Dostoievsky, Ed. Nova Cultural, Círculo do Livro. Veja o Capítulo V do Livro V, pp. 203-217. Em alguns detalhes, segui a tradução feita por Helena Blavatsky diretamente do russo e publicada na revista The Theosophist, Índia, edição de novembro de 1881.

[3] “O Canto do Pássaro”, de Anthony de Mello, S. J., Edições Loyola, SP, 1995, p. 61.

[4] “Collected Writings”, Helena P. Blavatsky, TPH, EUA-Índia, volume VIII, pp. 172-173.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

SIMBOLOGIA ESOTÉRICA DA ÁRVORE DE NATAL

Entre os mais variados elementos tradicionais e praticamente indispensáveis em qualquer decoração de festas de fim de ano, a Árvore de Natal não é apenas um objeto decorativo, mas representa uma verdadeira síntese de símbolos e representações esotéricas da alquimia, cabala e astrologia.

Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indica a Alemanha como país de origem. Uma das mais populares atribui a novidade ao padre Martinho Lutero, autor da Reforma Protestante do século XVI. Contam as tradições que certo dia, olhando para o céu através de alguns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o salpicado de estrelas.

Esta visão era semelhante a um colar de diamantes que pairava por sobre a copa das árvores. Tomado pela beleza deste cenário, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e decorou-o com pequenas velas acesas nas pontas dos ramos e papéis coloridos.

Muito antes na história, na época da Roma Antiga, havia uma festa chamada Saturnália, na qual os deuses do submundo eram cultuados, especialmente Saturno, o deus das colheitas e da morte. Nesta festa, os participantes entregavam oferendas a Saturno, pois acreditavam que o inverno era a fase em que a Terra repousava, sendo estéril devido às condições climáticas. Estas comemorações aconteciam entre 17 e 23 de dezembro, mesmo período em que atualmente é o Natal. Nesta época os romanos penduravam máscaras em pinheiros para representar o deus Baco, que também era reverenciado e invocado.

Há também um paralelo interessante da Árvore de Natal com o esoterismo hebraico. Ela é a perfeita representação do famoso Etz Chaim (Árvore da Vida), o diagrama cabalístico da manifestação divina no cosmos, que se inicia na séfira Kether e em espiral desce até a séfira Malkuth. É muito comum que as árvores de Natal sejam adornadas por uma espiral de pequenas luzes, uma alusão à energia divina que flui pelas esferas da árvore, levando a luz da divindade até os pontos mais escuros e densos da Criação.

Nas sociedades secretas chinesas, o pinheiro figura na porta da Cidade dos Salgueiros, ou Morada da Imortalidade. Ainda no Oriente, encontramos a árvore Boddhi, sob a qual Buda recebeu a iluminação, numa alusão à mesma Árvore da Vida hebraica, e também ao próprio Buda como força crística de transformação espiritual.

Para os gnósticos contemporâneos, conhecedores da magia elemental, o pinheiro representa a energia da Era de Aquário. Os elementais do pinheiro são responsáveis por conduzir a alma reencarnante ao seio familiar onde haverá de nascer uma vez mais. Além disso, a magia do pinheiro está relacionada à clarividência e à intuição, faculdades que permitem o acesso direto à Verdade, sem a necessidade do processo seletivo do intelectual.

A árvore de Natal é sempre uma conífera, ou seja, que produz frutos – ou conos – e tem forma aproximada de cone que simbolicamente é um triângulo em rotação e representa a Unidade de Deus em seu vértice superior e a Natureza ou multiplicidade nos indefinidos pontos que formam sua base. Em síntese representa a origem e a manifestação da natureza.

As bolas da árvore de Natal, originalmente, eram os frutos de verdade, especificamente os de casca amarelada, pois reportam os frutos de ouro do Paraíso. Na mitologia grega, as Hespérides viviam em um jardim de maçãs de ouro, cuja entrada é defendida por um dragão. Estes frutos paradisíacos são como desdobramentos do Sol, que é a origem e o provedor da vida.




Maria Cecilia Coutinho






Fonte: http://www.sgi.org.br/cristianismo/simbologia-esoterica-da-arvore-de-natal
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DESTRUIÇÃO DE NARAKASURA - A DESTRUIÇÃO DO MAL E A RESTAURAÇÃO DO BEM

Nossos festivais e dias santos devem ser observados no espírito certo, com uma compreensão do seu significado interior. A destruição do demônio Narakasura simboliza a destruição do mal e a restauração do bem. Observe Deepavali como um dia para se livrar de todas as más características em nós. Muitas Gopikas que foram encarceradas por Narakasura foram libertadas pelo Senhor Krishna no mesmo dia. Isto implica que devemos libertar as boas qualidades presas dentro de nós e permitir que elas se manifestem de forma refulgente. Enquanto qualidades demoníacas permanecerem dentro das pessoas, elas estarão imersas na escuridão. Maus atributos e pensamentos devem ser eliminados completamente. Quando você perceber a impermanência do corpo e de todas as experiências sensoriais, você irá adquirir desapego (vairagya). Cumpra seus deveres, trate o corpo como um instrumento dotado por Deus para esta finalidade. (Discurso Divino, 09 de novembro de 1988)





Sathya Sai Baba






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A ORDEM DAS COISAS

Ao longo dos séculos, os humanos conseguiram impor-se, cada vez mais, à natureza. A natureza é paciente, é certo, mas, quando sente que os humanos teimam em perturbar a ordem que a rege, reage violentamente e eles sofrem essas reações não apenas no seu meio ambiente, mas também neles mesmos. Eles creem que podem praticar impunemente todo o tipo de abusos, mas não preveem que essas desordens que criam na natureza também as criam no seu organismo físico e no seu organismo psíquico. E por que é que eles não conseguem pôr-se de acordo entre si, por que é que estão sempre em conflito? Também neste caso, é porque não respeitam a ordem das coisas que o Criador estabeleceu na natureza e neles mesmos. Quem aprendeu a harmonizar o seu mundo interior com a ordem pretendida pelo Criador não se impõe à natureza. E também não se impõe aos humanos, não é um peso para eles, não procura aproveitar-se deles. Pelo contrário, ele põe-se ao seu serviço, tanto quanto lhe é possível.




Omraam Mikhaël Aïvanhov






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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A SIMBOLOGIA CÓSMICA E ESOTÉRICA DO NATAL

Segundo a tradição esotérica, as festividades do Natal são muito mais antigas que a Cristandade, remontando ao tempo das religiões do paganismo. Aliás a simbologia da tradicional "Festa do Natal" é completamente alheia ao dogma cristão moderno. A Igreja Católica, no Concílio de Nicéia, 400 anos depois do nascimento e morte de Jesus, resolveu estabelecer o nascimento de Jesus aos 25 de Dezembro.

Todavia, está provado que Jesus não nasceu nessa data, pois de acordo com registos Essênios de manuscritos, descobertos em Qumran, e outros, a data do seu nascimento terá sido 102 anos antes da Era Cristã, e conhecido na tradição Essênia por Jesus Ben Pandira.

O drama histórico e misterioso do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, assim como todos os acontecimentos da sua vida, têm sido descritos através da história por símbolos cósmicos e esotéricos. Jesus Cristo, pelo seu nascimento na Palestina, alcançou o supremo desígnio da personificação do Amor-Sabedoria e do princípio Cósmico do Amor. Pela sua realização como um ser humano no passado ele abriu a porta da Terceira Iniciação para a humanidade, permitindo que uma grande Luz começasse a penetrar no nosso planeta. Assim, à medida que os filhos dos homens se transformam em filhos da Luz, esta Luz aumenta e começa a abrir o caminho às almas que lutam com o fim de penetrarem numa Luz ainda maior.

Na literatura religiosa e esotérica a palavra Cristo tem cinco significados diferentes:

1) O Cristo Interno, o Anjo Solar, que é a esperança da glória ou o Cristo místico. Refere-se fundamentalmente à alma humana, que deverá tornar-se perfeita como o Nosso Pai que está no Céu, a própria Glória.

2) O Cristo Histórico, que viveu na verdade e sofreu como um homem, lutou para ultrapassar as limitações humanas e conseguiu entrar num nível elevado de evolução, estabelecendo, desta forma, a relação da humanidade com a casa do Pai, e deu-nos também o exemplo a seguir.

3) O Cristo Cósmico, que é a Alma do Universo, o elo ou a relação entre a matéria e o espírito e a energia redentora que conduz a vida adormecida na matéria para o glorioso desenvolvimento ilimitado. É denominado nas Religiões a segunda pessoa da Trindade, o Filho, o Segundo Logos, o Amor, a força consciente que mantém todas as coisas unidas, que conduz toda a vida manifestada em direção à perfeição final que revela o aspecto do Pai.

4) O Cristo propriamente dito, Líder da Hierarquia, que não pertence a nenhum religião específica, mas a toda a humanidade, a todas as religiões, visto todas elas se inspirarem na mesma fonte, ou seja, na Hierarquia.

5) Temos então o outro Cristo que na literatura antiga é denominado o símbolo da perfeição, o homem arquetípico, a imagem perfeita de Deus.

Será importante refletirmos sobre o significado esotérico e cósmico do Natal, com o nascimento do Cristo Sol que nos deve guiar aos Mundos Superiores da Consciência Cósmica. Se pretendermos seguir a Senda Espiritual teremos de nos saber guiar pelo Sol da Meia-Noite, pelo Cristo Sol e aprender a reconhecer os seus sinais e movimentos. Quando ele desaparece no ocaso está a indicar-nos que algo deve morrer em nós, e ao o vermos surgir do Oriente é porque alguma coisa deverá nascer dentro de nós.

Todas as religiões do passado celebravam o Natal. As Sagradas Escrituras falam sem dúvida do acontecimento solar. Assim como o Sol físico avança para o Norte para dar vida a toda a criação, também o Sol da Meia-Noite, o Sol Cristo, o Sol do Espírito nos dá vida, se aprendermos a cumprir com os seus mandamentos. Vivemos todos os anos no Macrocosmos o Drama Cósmico do Sol, tendo em conta que o Cristo Sol se deve crucificar todos os anos no mundo, viver o drama da sua vida, paixão e morte, para a seguir ressuscitar em tudo o que é, foi e será a criação. Para entendermos o Drama Cósmico é necessário que o Cristo Sol nasça primeiro dentro de nós. As Sagradas Escrituras falam de Belém e de um estábulo onde nasceu Jesus Cristo. Na verdade, o estábulo de Belém encontra-se dentro de cada um de nós. Nesse estábulo interior moram os animais do desejo, todos os “eus passionais” que carregamos dentro da nossa psique. O nome “Belém” é por si só esotérico. No tempo em que o grande “Kabir” Jesus veio ao mundo, a aldeia de Belém não existia, por isso o nome é simbólico.

A palavra Belém vem do termo Caldeu “Bel” que corresponde mais precisamente à Torre de Bel, a Torre do Fogo. Desta forma, assim que o Iniciado começa a lidar com o Fogo Sagrado, ao eliminar por completo da sua natureza íntima os agregados psíquicos, a fim de realizar a Grande Obra, passa sem dúvida pela Iniciação “Venusta”, da descida do Cristo para o coração do homem, acontecimento cósmico e humano de grande transcendência. Jesus de Nazaré, também conhecido por Jesus Ben Pandira, recebeu como homem a Iniciação “Venusta”, e encarnou o Cristo, se bem que não tenha sido o único a receber essa Iniciação. Cristo deverá ser entendido tal como é, não como uma pessoa ou como um indivíduo, visto estar para além da personificação, do eu e da individualidade. No autêntico esoterismo, Cristo é o Logos, o Logos Solar representado pelo Sol. Isto leva-nos a compreender melhor porque os Incas adoravam o Sol; os Nahuas lhe rendiam culto, assim como os Egípcios, os Maias etc. Não se trata da adoração ao Sol físico, mas ao que se oculta por detrás do símbolo físico. Na verdade, os povos adoravam o Logos Solar, o Segundo Logos, a Unidade Múltipla Perfeita, a energia que se move e palpita em todo o criado, e se expressa vivamente através de qualquer homem que esteja devidamente preparado. Este homem preparado passa pela Iniciação da encarnação do Cristo Cósmico dentro da sua própria natureza, porque o Senhor Cristo não virá de fora para dentro, mas sim do fundo do nosso coração. Paulo de Tarso quando fala em Jesus raramente alude ao Cristo histórico, ele fala em geral do Jesus Cristo Interno, que deve surgir do fundo da nossa Alma, do nosso Espírito.

Todo o simbolismo relacionado com o nascimento de Jesus é sem dúvida cabalístico e alquímico. Está descrito que os três Reis Magos vieram adorá-lo, guiados por uma Estrela. Porém, só compreenderemos esta passagem se for ponderada em alquimia, porque é um processo alquímico. Qual será afinal o significado da Estrela e dos Reis Magos? A Estrela é entendida como sendo o Selo de Salomão, a Estrela de Seis Pontas, o símbolo do Logos Solar, em que o triângulo superior representa o Enxofre, ou seja, o Fogo. E o triângulo inferior representa em Alquimia o Mercúrio, a Água, que segundo os alquimistas é a Água que não molha as Mãos, o Úmido Radical Metálico.

Jesus nasce, por conseguinte, no estábulo do nosso próprio corpo, dentro do qual habitam todos os animais do desejo, das paixões inferiores. Ele tem de crescer, se desenvolver, ascendendo através dos diversos graus, até se converter num Homem entre os homens, tomar ao seu cargo todos os nossos processos mentais, volitivos, emocionais etc., isto é, passar por um homem comum. Ainda que seja o Cristo, um Ser Perfeito, um Homem que não peca, o fato é que terá de viver e comportar-se como um homem normal, um pecador entre os pecadores. Porém, o Cristo vai crescendo e se desenvolvendo conforme vai eliminando em si os elementos indesejáveis que trazemos na nossa psique. E é assim que se realiza a Grande Obra, ao eliminar todo o Mercúrio Seco, todo o Enxofre venenoso, para que os Corpos Existenciais Superiores do Ser possam converter-se em veículos de Ouro Puro.

Ora, os três Reis Magos que vieram adorar o Menino Jesus representam as cores da Grande Obra. Sendo a primeira cor o “Negro”, o Corvo Negro da Morte, a Obra de Saturno simbolizada pelo Rei Mago de cor negra, quando estamos a aperfeiçoar o nosso corpo e temos de passar por uma morte, a morte dos nossos desejos, paixões etc., no Mundo Astral. A segunda cor é a branca, a pomba Branca, ou seja, o momento em que já desintegramos todos os Eus do Mundo Astral. Temos então o direito de usar a túnica de linho branco, do Phtah Egípcio, a túnica de Ísis, cuja cor é simbolizada pela Pomba Branca, sendo este o Rei Branco. O terceiro Rei Mago, de raça Amarela, simboliza o aperfeiçoamento já bastante avançado do Corpo Astral, quando aparece a Águia Amarela, a conquista da túnica Amarela.

Por fim, a coroação da Obra é a cor púrpura, quando um corpo, quer seja o Astral, o Mental ou o Causal, já se tornou de Ouro Puro e recebe a púrpura dos Reis, porque triunfou. Conclui-se, desta forma, que os Três Reis Magos não são três indivíduos, como se acredita, mas os símbolos das cores fundamentais da Grande Obra, e o próprio Jesus Cristo que vive dentro dela. Em Hebraico “Jesus” é “Jeshua”, que significa Salvador, sendo que como Salvador “Jeshuá” tem de nascer neste estábulo que existe dentro de nós a fim de se realizar a Grande Obra. O Grande Mestre é o Magnésio Interior do Laboratório Alquímico, por isso deverá surgir no fundo da nossa Alma, do nosso Espírito.

Então começa o aspecto mais duro para o Cristo Interno após o seu nascimento no coração do Homem, o Drama Cósmico, a sua “Via-Crucis”. Vemos no Evangelho as multidões que aparecem a pedir a crucificação de Jesus. Todavia estas multidões não são as de outrora, de há mais de dois mil anos, mas as multidões que se encontram dentro de nós, os nossos “Eus”, visto existir dentro de cada um milhares de pessoas, isto é, os “Eus” do ódio, dos ciúmes, da inveja, da cobiça, e de todos os nossos defeitos e vícios. São estes “Eus” que gritam para crucificá-Lo.

No que respeita aos três Traidores do Evangelho, Judas, Pilatos e Caifás, são as justificações dos nossos defeitos psicológicos, pois nunca nos sentimos culpados. Judas é o "demônio" do desejo, que troca o Cristo Íntimo por trinta moedas de prata, que segundo a alusão cabalista troca-o pelas coisas materiais, dinheiro, luxo e todos os prazeres animais. Pilatos significa o "demônio" da Mente, que nunca tem culpa, lava as mãos, não se acha responsável e encontra para tudo uma justificação e evasiva. Caifás será talvez o mais perverso de todos. O Cristo Interno nomeia muitas vezes um Sacerdote, um Mestre um Iniciado para que guie as suas ovelhas e as apascente. Contudo, esse Sacerdote em vez de orientar o seu povo de forma sábia, vende os Sacramentos, corrompe o Altar e abusa das devotas etc., isto é, trai o Cristo Interno, como fez Caifás. No fundo, embora seja muito doloroso, é o que tem acontecido com todas as religiões do mundo cujos sacerdotes traíram o Cristo Interno e se corromperam. Inclusive é possível que haja grupos que se denominam esotéricos, dirigidos por verdadeiros Iniciados, e que estes, muitas vezes traidores, tenham traído o Cristo Interno. Estes traidores levam o Cristo Interno ao suplício.

Se pensarmos no Cristo Interno no mais fundo de cada um de nós, senhor de todos os processos mentais e emocionais, a lutar para salvá-los e a sofrer, tendo os nossos próprios Eus a protestar contra ele, a blasfemar, colocando-lhe a coroa de espinhos e a açoitá-lo, constatamos ser este fato uma dura realidade do Drama Cósmico que vivemos interiormente. Finalmente o Cristo Interno sobe ao Calvário e baixa ao sepulcro, matando com a sua morte a própria morte. Depois ressuscita no Iniciado, que logo ressuscita nele. Assim se realiza a Grande Obra. Todo o Drama Cósmico é extraordinário e maravilhoso, e começa com o Natal do Coração.

Um fato também relacionado com o Drama foi a fuga de José, Maria e Jesus para o Egito, quando Herodes ordena a matança de todos os meninos, e ele tem de fugir. Porém, tudo isso é simbólico. Um Evangelho Apócrifo diz que Maria e José tiveram que fugir com Jesus para o Egito, e permaneceram vários dias sob uma figueira, de onde saiu um manancial de água pura.

Simbolicamente esta figueira representa sempre o sexo. Dizem que eles se alimentavam dos frutos desta figueira, os frutos da Árvore da Ciência do Bem e do Mal, sendo que a água pura que corria desta figueira é o Mercúrio da Filosofia Secreta. Não obstante, a decapitação dos inocentes é um fato também alquímico, pois todo o Iniciado tem de passar pela decapitação. O Cristo Interno tem de decapitar em nós o Ego inferior, o Eu de si mesmo, sendo o sangue que flui da decapitação o Fogo Sagrado pelo qual o Iniciado tem de se purificar, limpar, ainda que tudo isso seja profundamente esotérico.

Continuando o Drama Cósmico, verificamos os feitos efetuados pelo Grande Mestre, em que ele caminhava sobre as águas, sobre as Águas da Vida, que o Cristo Interno tem de caminhar, abrir a visão dos que não vêem, ministrando a palavra para que vejam a luz, destapar os ouvidos dos que não querem ouvir, para que ouçam a palavra. Quando já Iniciado tem de ter o dom da palavra, para ensinar o caminho, limpar os leprosos, que é a epidemia que todos têm dentro de si e que deve ser limpa. O Filho do Homem tem de curar os paralíticos que ainda não caminham pela Senda da Autorrealização, para que sigam para a montanha do Ser. Todo esse drama tem de ser vivido agora dentro de nós, de uma forma mais profunda, não é uma referência ao passado. Temos que amadurecer para sabermos apreciar melhor a mensagem que o Grande Kabir Jesus trouxe à Terra. Precisamos além disso de passar por Três Purificações, à base de ferro e fogo, sendo este o significado dos Três Cravos da Cruz. A inscrição INRI, esotericamente, diz muito, pois é o Fogo, que necessitamos de passar antes de conseguir a Ressurreição. É importante e necessário realizar a Grande Obra e não se poderia entender os quatro Evangelhos se não se estudasse a Alquimia e a Cabala, porque eles são alquimistas e cabalistas. Para sabermos mais sobre o Cristo, o Filho do Homem, temos de estudar a Árvore da Vida.

Para que vivamos o Natal de forma esotérica, temos que nos preparar para receber Jesus Cristo, no nosso Cristo Interno, que não virá de fora, mas de dentro do nosso coração, do fundo da nossa Alma e do nosso Espírito. Jesus, o Cristo só poderá nascer em Belém quando nascer primeiro dentro do nosso coração…

Que o vosso Natal seja iluminado pela Luz de Cristo!





Lubélia Travassos






Fonte: Fundação Maitreya
http://fundacaomaitreya.com
Fonte da Gravura: www.teologia.net

O GRANDE OBJETIVO DA VIDA

Você está ciente do grande objetivo de sua peregrinação na Terra? Não se afaste nas estradas secundárias e estradas erradas, elas somente o levarão ao desastre. Você coloca muita fé em coisas fora de si mesmo e planeja conseguir alegria delas e por meio delas. Você não sabe que todas as alegrias emanam apenas da fonte dentro de você? Você simplesmente envolve as coisas externas com sua própria alegria, e, em seguida, você a experimenta como se fosse aquela "outra coisa!" O reconhecimento de sua Divindade inata e a regulação da sua vida diária, de acordo com essa verdade, é a estrela guia para todo ser que está preso nas correntes e contracorrentes de conflito e luta. Sem essa orientação da luz divina (Atmajnana), a vida se tornará uma farsa sem sentido, uma zombaria, um jogo de tolos. É a aquisição de tal Autoconsciência que irá tornar sua vida sincera e frutífera. (Discurso Divino, 16 de março de 1966)




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
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sábado, 17 de dezembro de 2016

VIVER COM CONSCIÊNCIA

Embora venhamos a este mundo com um determinado destino, não estamos indefinidamente presos a ele. Na verdade, à medida que caminhamos na jornada de nossas vidas, nos são apresentadas escolhas e, através dessas escolhas, temos a possibilidade de experimentarmos diferentes rumos, por assim dizer. Se tomarmos uma determinada estrada, receberemos um rumo. Se pegarmos outra direção, receberemos outro rumo.

Não precisamos ser um tzadik (uma pessoa justa) para mudar o rumo de nossas vidas. O que precisamos, entretanto, é uma consciência do nosso poder e da nossa responsabilidade – estarmos conscientes de que nossa consciência é matéria viva e cada pensamento dará energia a ela, cada palavra que dizemos e cada ação que praticamos é um fator determinante do que vivenciaremos e para onde iremos em seguida.

Esse entendimento nos leva a perceber algo tão simples, mas muito profundo: uma das maneiras mais poderosas de mudar nossas vidas é fazer a diferença na vida de outra pessoa. A gentileza é transformadora, tanto para a pessoa que a oferece como para a pessoa que a recebe.

Estarmos dispostos a sair de nosso caminho para ajudar outra pessoa pode ajudar muito nossa própria realidade.




Karen Berg





Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
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O IRREAL QUE É REAL

O maravilhoso é uma necessidade da alma humana, e aquilo a que se chama irreal é, na verdade, inteiramente real, mais real do que aquilo que habitualmente se considera como a realidade. Há muitas pessoas que, se forem sinceras, têm de reconhecer que os contos de fadas as mergulham, pelo menos por um momento, numa espécie de encantamento. Por quê? Porque neles tudo é não só vivo, mas também animado e dotado de palavra: as rochas, as flores, as árvores, os animais… E as forças da natureza agem neles, muitas vezes, com sabedoria e até com amor. Mas, sobretudo, para além da sua ingenuidade aparente, estes contos descrevem realidades da nossa vida interior. Quando, em certas circunstâncias muito particulares, o sutil, o irreal, o feérico, irrompem na nossa vida, sentimo-nos como uma árvore que, arrancada outrora à sua terra a fim de ser transplantada para um meio hostil, reencontra, subitamente, a sua floresta natal, onde pode, de novo, enraizar-se e voltar a viver.





Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
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A LENDA DA ÁRVORE DE NATAL

Nota Editorial: O artigo a seguir foi divulgado pela primeira vez no jornal russo “Novoye Vremya”. Ele foi traduzido para o inglês provavelmente por Helena P. Blavatsky, e publicado na revista editada por ela, “Lucifer”, na edição de março de 1891, páginas 62-63. A palavra “Lúcifer” significa “portador da luz” e é um antigo nome do planeta Vênus, a estrela sagrada do amanhecer e do anoitecer, a “irmã mais velha” da nossa Terra, segundo a filosofia esotérica. Desde a idade média, o significado da palavra tem sido distorcido por teólogos desinformados. (Carlos Cardoso Aveline)



Uma Tradição Cristã Recente, Cuja Verdadeira Origem é Pagã e Antiga

O costume da árvore de Natal é uma instituição bastante recente. Surgiu em uma época tardia não só na Rússia, mas também na Alemanha, onde apareceu pela primeira vez. Da Alemanha ele se espalhou para todos os lugares, no velho mundo assim como no novo mundo. Na França, a árvore de Natal foi adotada só depois da guerra franco-alemã; após 1870, portanto. De acordo com crônicas da Prússia, o costume de iluminar a árvore de Natal como vemos hoje foi estabelecido cerca de cem anos atrás. [1] Ele chegou à Rússia em torno de 1830, e em pouco tempo foi adotado em todo o Império e pelas classes mais ricas.

É bastante difícil estabelecer a trajetória histórica deste costume. A sua origem pertence, inegavelmente, à mais remota antiguidade.

Os pinheiros sempre foram homenageados pelas nações antigas da Europa. Como são plantas perenifólias (cujas folhas duram o ano todo), eles simbolizam a vegetação que nunca morre e são considerados sagrados para as divindades da natureza, entre elas Pã [2], Ísis e outros deuses.

De acordo com o folclore antigo, o pinheiro nasceu do corpo da ninfa [3] de nome Pitys [4] (termo grego para esta árvore); a amada dos deuses Pã e Bóreas [5].

Durante os festivais da primavera, feitos em homenagem à grande deusa da Natureza, os pinheiros eram trazidos para os templos e decorados com violetas perfumadas.

Os antigos povos nórdicos da Europa tinham uma reverência semelhante pelos pinheiros em geral, e faziam uso intenso deles durante os seus festivais. Assim, por exemplo, é bem sabido que os sacerdotes pagãos da antiga nação alemã, quando celebravam a primeira etapa do retorno do Sol para o equinócio da primavera, erguiam em suas mãos galhos de pinheiros altamente ornamentados. Isso aponta para uma forte probabilidade de que o costume agora cristão de iluminar árvores de Natal seja um eco do costume pagão de considerar o pinheiro como símbolo de um festival solar, o precursor do nascimento do Sol.

Faz sentido pensar que a sua adoção e o seu estabelecimento na Alemanha cristã deu a este costume uma nova forma - uma forma até certo ponto cristã. [6]  

A partir de então surgiram novas lendas - como sempre acontece - explicando cada uma à sua própria maneira a origem do antigo hábito. Nós conhecemos uma destas lendas, profundamente poética na sua encantadora simplicidade, e que pretende explicar a origem do costume agora universalmente dominante de ornamentar árvores de Natal com velas de cera acesas.

Perto da caverna em que nasceu o Salvador do mundo havia três árvores: um pinheiro, uma oliveira e uma palmeira.

Naquela noite sagrada em que a estrela de Belém apareceu nos céus - a estrela que anunciou ao mundo, depois de tanto sofrimento, o nascimento d’Aquele que traria à humanidade a boa notícia de uma esperança abençoada - toda a natureza celebrou o fato, e conta-se que ela levou até os pés do deus-criança os seus melhores e mais sagrados presentes.

A oliveira que crescia na entrada da caverna de Belém ofereceu, entre outros, os seus frutos dourados. A palmeira deu ao Bebê a sombra verde da sua abóbada como proteção contra o calor e as tempestades. Só o pinheiro nada tinha para oferecer. A pobre árvore mergulhou no desânimo e na dor, tentando inutilmente pensar em um presente para o Cristo-Criança.

Seus galhos se inclinavam tristemente, e a intensa agonia do seu sofrimento fez afinal com que da sua casca e dos seus ramos se derramasse uma torrente de lágrimas quentes e transparentes, cujos pingos grandes, resinosos e pastosos caíam grossos ao seu redor.

Uma estrela, cintilando em silêncio na abóbada celeste, percebeu as suas lágrimas; e, confabulando com suas colegas - um milagre aconteceu.

Hostes de estrelas caíram como em uma grande chuva de luzes sobre o pinheiro, até que começaram a cintilar e já havia uma estrela brilhando em cada ponta de ramo da árvore, desde o alto até a base.

Então, feliz e trêmulo de emoção, o pinheiro orgulhosamente ergueu os seus galhos inclinados e apareceu pela primeira vez diante do mundo surpreso, mostrando um brilho cintilante nunca visto.  

Desde aquele momento, conta a lenda, os seres humanos adotaram o hábito de ornamentar pinheiros com grande número de velas acesas na véspera de Natal. 





Dr. Kaygorodoff




Fonte: do Blog "Vislumbres da Outra Margem"
http://www.vislumbresdaoutramargem.com/2010/12/lenda-da-arvore-de-natal.html
Fonte da Gravura: http://www.casacomdesign.com.br/index.php/2013/12/19/pinheiros-de-natal/




NOTAS:

[1] “Cem anos atrás”: em torno de 1790, portanto, já que o presente artigo foi escrito em torno de 1890. (CCA)

[2] Pã: O deus que simboliza a Natureza, na mitologia grega e latina. (CCA)

[3] Ninfa: na mitologia grega e romana, ninfas são divindades dos rios, bosques, árvores, florestas e campos. (CCA)

[4] Pitys: Uma ninfa amada pelo deus Pan e transformada em um pinheiro. (Nota de Helena P. Blavatsky)

[5] Bóreas: deus que personifica o vento norte. (CCA)

[6] Como no caso de muitos outros costumes, e mesmo dogmas religiosos, também tomados de empréstimo e preservados sem qualquer indicação sobre sua origem. Se a fonte é agora confessada, é porque isso não pode mais ser evitado, devido às possibilidades atuais de pesquisa e descobertas. (Nota de Helena P. Blavatsky)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

O QUE VALEM NOSSAS CONVICÇÕES

Alguém afirma com orgulho: «Eu tenho convicções e nunca as abandonarei, defendê-las-ei até ao limite.» E, com efeito, essa pessoa batalha, corajosamente, contra aqueles que não têm a mesma opinião. Não se pode censurar as pessoas por terem convicções, mas, por vezes, elas deveriam questionar-se sobre o valor dessas convicções e se não ganhariam em revê-las. Do ponto de vista da sabedoria, a atitude de certos homens e mulheres de convicções é mais a de orgulho, de teimosia ou de falta de inteligência, e as consequências podem ser terríveis: o fanatismo, a crueldade. A convicção não é, necessariamente, uma justificação, ela não impede ninguém de cometer os piores erros: o fato de se estar convencido não faz com que uma opinião errada se torne uma verdade. «Mas então – direis vós –, como podemos saber o que valem as nossas convicções?» Se elas vos tornam melhores, isto é, mais lúcidos, mais pacientes, mais generosos, mais abertos aos outros, deveis mantê-las. Mas, se não for o caso, não tendes razões para estar orgulhosos: fazei uma revisão severa a essas convicções.





Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Tumblr.com