terça-feira, 7 de maio de 2013

OBSESSÕES - TROCAS INVOLUNTÁRIAS DE ENERGIA



Sempre que o assunto é obsessão, é normal haver uma carga emocional muito forte sobre a questão. Isso acontece pelo simples fato que temos o costume de separar obsessor do obsidiado, e com facilidade formamos a figura da vítima (obsidiado) e do vilão (obsessor), sem compreendermos que um não vive sem o outro, portanto ambos são cúmplices (parceiros de vibração) no processo.

Nosso objetivo aqui é procurar expor o tema de uma forma diferente, com foco nos aprendizados que podem ser extraídos, porque na realidade dos fatos, as lições que tiramos desses eventos é o que mais importa.

Os cenários mudam, os atores mudam, os locais mudam, mas quando o tema é obsessão, as compreensões necessárias são sempre as mesmas.

Os estudos das interferências energéticas nocivas é amplamente difundido na comunidade espiritualista brasileira e mundial. Hoje em dia é comum encontrarmos dezenas de excelentes livros e publicações à respeito do tema e suas particularidades. Contudo, como nosso maior objetivo é a evolução espiritual na prática, vamos desenvolver uma visão de contexto sobre o assunto, para não tratarmos de forma isolada do todo.

O que é a obsessão?

A obsessão é um processo em que um indivíduo, entidade, situação ou força, prejudica uma outra situação, entidade, pessoa ou força, exercendo influências que alterem seus estados. Essa influência pode ser consciente ou inconsciente, por ambas as partes.

É normalmente considerado obsessor aquele que exerce influência sobre um outro, alterando, diminuindo ou desorganizando a energia ou vibração de uma ou mais pessoas ou entidade. Em resumo, é aquele que realiza influência sobre.

O obsidiado é a pessoa ou entidade que recebe essa influência, sofrendo as consequências dessa alteração, desorganização ou diminuição da energia.

Na comunidade espiritualista, é muito comum estudarmos o tema focando a atenção nas obsessões apenas do plano Espiritual.

Isso acontece porque pouquíssimas pessoas nesse mundo capitalista e mecanicista está treinada para perceber as interferências de ordem sutil (espirituais), logo invisíveis aos olhos do indivíduo destreinado nas capacidades da alma. Assim sendo, acabamos por nos preocupar mais com aquilo que não podemos ver.

É importantíssimo desenvolver habilidade e conhecimento sobre os processos envolvidos nas obsessões do plano espiritual, todavia, não podemos nos esquecer que grande parte das obsessões de desencarnados sobre encarnados se iniciaram aqui na Terra. Talvez se os envolvidos do processo obsessivo pudessem em vida ter tido o esclarecimento necessário, muito provavelmente a realidade seria outra. Se todos compreendermos que muitas atitudes que temos com o nosso próximo tratam-se de comportamentos muitas vezes obsessivos, poderíamos diminuir essas consequências danosas ainda em vida, de pessoa para pessoa. Essas obsessões de desencarnados para encarnados acontecem porque a morte não separa os laços kármicos.

Aquele que hoje morre com ódio mortal de seu vizinho em vida, quando no plano espiritual, tende e produzir da mesma forma seus fluídos perniciosos imanentes de seu psiquismo desequilibrado. E esse desencarnado, quando voltar a Terra, com sua personalidade congênita, tende a ser um encarnado que exerce influência negativa para aquele mesmo vizinho, porque seus corações não se harmonizaram. As obsessões atravessam as barreiras do tempo e das dimensões.

Tomemos como exemplo a educação no Brasil e no mundo. Muitas nações já perceberam que a saída para a maioria dos problemas sócio-econômicos está na educação. Muitos pais investem tudo que tem para proporcionar aos filhos educação e estudo digno para torná-los almas mais evoluídas. E qual a consequência disso? A liberdade! Ou como diria Jesus: "A Verdade que Liberta".

Primeiro precisamos compreender o assunto, sabendo de suas causas raízes, para depois atuarmos condizentes, dizimando suas consequências negativas e proporcionando um aprendizado coletivo.

É muito parecido com a questão da violência e marginalidade no mundo. Sem uma base de projetos e ações sociais, jamais serão resolvidos na raiz do problema.

Antes de ir mais a fundo nesse conteúdo, queremos convidar a todos a pensar. Sempre que o assunto em questão for obsessão, precisamos exercitar a visão do todo. Precisamos procurar compreender a causa raiz, porque se centrarmos o nosso foco apenas na consequência ou no momento presente, jamais seremos efetivos, logo não estaremos evoluindo, apenas girando em círculos. Esse exercício de reflexão pretende fazer com que você perceba que trocamos de papel frequentemente: as vezes somos obsessores, as vezes obsidiados.

Exemplos:

Somos obsessores do planeta Terra quando estamos destruindo, poluindo, explorando.

Somos obsidiados quando no trânsito alguém nos xinga com força e raiva no olhar.

Somos obsessores de tudo (de nós, dos outros, das coisas e ambientes) quando negativos, pessimistas ou vítimas.

Somos obsidiados quando permitimos que os outros nos desrespeitem, nos explorem, nos critiquem sem motivo.

Somos obsessores quando culpamos. 

Somos obsidiados quando somos culpados.

Sempre que houver trocas perniciosas de energias, podemos considerar como um fluxo obsessivo. Porque há disputa, há combate, há conflito, mesmo que as duas partes não estejam conscientes. Sempre há desgaste, há tensão, mesmo que invisível.

Uma obsessão começa quando uma parte tem interesse na energia do outro, e vice-versa.

Uma obsessão termina quando uma ou as duas partes começam a ter consciência da obsessão e suas consequências. Quando somente uma das partes desperta para o entendimento, a cura (pelo menos de sua parte) pode acontecer. O fato de uma das partes não aceitar a harmonização não impossibilita a cura por parte do interessado no fim do vínculo obsessivo, no entanto, se buscada apenas por uma das partes, torna o processo mais difícil e demorado. E nesse caso, quando quem quer a cura consegue seu objetivo contrariando a outra parte, que não aceita a transformação, o ciclo obsessivo deverá continuar, sendo que nesse caso, o obsessor naturalmente irá procurar um novo alvo para obsidiar, porque ele tem dependência.

Em casos que há consciência, intenção e iniciativa por ambas as partes, para que o processo obsessivo seja transmutado, e finalmente isso acontece, há no universo a formação de um ponto de luz, que gira a engrenagem da evolução do mundo, porque manifesta iluminação, libertação e harmonia; diga-se de passagem, é tudo que o universo precisa!

Essas trocas involuntárias de energias, ou melhor, essas influências energéticas entre almas, situações, lugares, se dão em todos os níveis: físico, espiritual, emocional, mental. Também acontecem muito entre pessoas que se amam, entre pais e filhos, marido e mulher, chefe e empregado, professor e aluno, e assim por diante. Porque sempre que entendermos que precisamos da energia do outro para sobreviver estaremos sugando-lhe suas melhores vibrações. Porque sempre que esquecemos que fazemos parte do Todo, da Fonte ilimitada, estaremos nos limitando. Portanto, necessitaremos das migalhas que conseguimos explorar do nosso próximo. Mas não se assuste, não se culpe, roubamos energia alheia porque não estamos treinados para receber energia abundante, ilimitada, direto da Fonte.

A consciência de que temos a eternidade, que somos ilimitados nos facilita saciar a sede de nossas almas desse manancial de Luz que é Deus.

As relações cotidianas de controle, ciúmes, posse, inveja são apenas indícios dos efeitos devastadores que as obsessões geram em toda malha magnética da Terra. Mais uma amostra de nosso egoísmo e alienação espiritual. Também é uma demonstração de que o desenvolvimento de nossas consciências espirituais é o grande trunfo que temos para mudar essa realidade para melhor. Consciência é tudo que precisamos!

O melhor antídoto para interferências obsessivas é a expansão da consciência ou evolução espiritual, quando o ser desperto descobre que não é vítima de nada, que não existem vilões e que tudo que acontece nesse universo é milimetricamente regulado por uma Consciência Superior, para que os aprendizados aconteçam.

As obsessões acontecem por interesse, que embora seja uma palavra forte, é a mais adequada para explicar esse tema. O interesse que muitos temos em uma pessoa ou situação, e que de forma iludida, distanciados da fé divina e das boas vibrações, concluímos com nossas mentes inferiores, que só podem acontecer dessa ou daquela maneira. Assim ficamos escravos de nossas convicções ou condicionamentos mentais, criando nossas falsas metas, bem como nossos ridículos meios, para atingir nossos também equivocados objetivos. E nesse caminho acabamos, por consequência de estarmos distanciados de nossas essências espirituais, obsidiando ou sendo obsidiados.

A saída para essa condição escravizante é a conexão com Deus, através da disciplina espiritual da oração, da meditação, das boas práticas de saúde e equilíbrio em todos os corpos. A partir do momento que o homem se re-liga com o Criador, que fica consciente da missão da sua alma, da necessidade de evolução, tudo muda, um novo sol surge em seu horizonte.

Obsessão se dá sempre por mais de uma parte, quando os integrantes do ciclo estão alimentando o processo. Se alguém para de alimentá-lo, ele se encerra. Esse é o maior aprendizado prático que podemos tirar!





Bruno J. Gimenes - sintonia@luzdaserra.com.br




Fonte:http://www.luzdaserra.com.br/48/obsessoes-perdas-involuntarias-de-energia/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 6 de maio de 2013

DEPRESSÃO SE ESPALHA COMO INFECÇÃO


Das Notícias de "Notre Dame News": “De acordo com um novo estudo da Universidade de Notre Dame, um estilo particular de pensamento, que torna as pessoas mais vulneráveis ​​à depressão, pode realmente ser ‘contagioso’ para os outros e aumentar seus sintomas de depressão seis meses mais tarde …

“Nossas descobertas sugerem que pode ser possível usar o ambiente social de um indivíduo como parte do processo de intervenção, seja como um complemento às intervenções cognitivas existentes ou, eventualmente, como uma intervenção autônoma, de acordo com o professor de psicologia da Notre Dame, Gerald Haeffel.

“Nosso estudo demonstra que a vulnerabilidade cognitiva tem o potencial de aumentar e diminuir ao longo do tempo, dependendo do contexto social, o que significa que a vulnerabilidade cognitiva deve ser pensada como maleável ao invés de imutável."

Comentário de Rav Michael Laitman: Além disso, isso é transmitida como todos os nossos outros impactos ao meio ambiente, e depois volta, do meio ambiente para nós, na forma de ondas “virais”, de influências, que não sentimos. Uma vez que nós estamos todos conectados à rede de conexão universal entre nós, bem como a todo o mundo inanimado, vegetal e animal, nós pegamos esse “vírus” e, inversamente, ele pega o nosso estado emocional.

Isso é visto mais claramente na relação entre animais de estimação e seus donos: os animais têm o risco de contrair as mesmas doenças, especialmente a depressão. O estudo confirma mais uma vez que uma pessoa só consegue sentir felicidade numa sociedade “saudável”, ou seja, que isso depende apenas do nosso relacionamento e desejo mútuo de felicidade.



Rav Dr. Michael Laitman, PhD.



Fonte: http://laitman.com.br/2013/04/estudos-depressao-se-espalha-como-infeccao/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ESTRESSE E DEPRESSÃO - ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SEGUNDO A PSICOLOGIA ESPÍRITA


A Psicologia Espírita compreende a saúde mental a partir de um paradigma Holístico (ou seja, globalizante, amplo e sintetizador) bio-psico-sócio-espiritual (ou seja, que engloba as variáveis biológicas, psíquicas, sociais e espirituais, em seu conceito de ser humano integral). Sua intervenção se dá tanto em nível “curativo” (não no sentido médico ou psiquiátrico ortodoxo de “curar doenças mentais”, mas sim de melhorar a qualidade de vida psicossocial e ético-espiritual) quanto preventivo, e engloba também a atenção na relação ecológica entre o homem, a natureza e o ambiente. Essa resenha objetiva mostrar como esse modelo pode ser útil para nos ajudar a lidar melhor com dois grandes males modernos: o estresse e a depressão.

Inúmeras pesquisas sugerem existir relação entre Estresse e Depressão, e embora historicamente ambos acompanhem o homem desde o seu surgimento no mundo, é nos últimos tempos que a civilização mais tem se submetido a situações estressoras, criando uma sociedade altamente depressiva. Corroborando essa hipótese, observamos que os Estados Unidos perdem cento e cinquenta bilhões de dólares anualmente, com problemas acarretados pelo estresse, refletindo diminuição da produtividade, incidência maior de doenças, perdas por morte, incapacidade, e acidentes de trabalho. Nos países em desenvolvimento como o Brasil, a Argentina, e no continente africano a situação é ainda pior, devido a diversos estressores sociais como a instabilidade sócio-econômica, insegurança empregatícia e pública, corrupção, inflação, crises de abastecimento etc. Nas grandes metrópoles, milhões de pessoas vivem juntas, submetidas aos atritos de todas as disparidades anti-sociais, sob exigências do tempo, transporte, meio ambiente, e pressões de toda espécie (Fajardo, 1997).

O estresse, em si, não é “bom” nem “mau”. Um certo nível de estresse é normal, e ajuda o indivíduo a enfrentar os desafios da vida. Porém, muito estresse faz com que o corpo e a mente reajam de forma desagradável, perturbando a homeostase (ou seja, perturbando o equilíbrio de funcionamento psicossomático, e portanto, do próprio perispírito).

Sabemos que existe uma dialética entre o individual e o coletivo, que caminham lado a lado na história da humanidade. Assim, se por um lado, como vimos, existe uma série de fatores coletivos e sociais que determinam situações de estresse, por outro lado, é a atitude individual de cada um, constituindo a coletividade, que incrementa os estressores sociais.

Pesquisas mostram que a personalidade predisposta ao estresse caracteriza-se especialmente pela (1) destacada ambição social e financeira, (2) exibicionismo, (3) liderança, (4) auto-exigência e perfeccionismo, (5) competitividade, (6) dificuldade em relaxar, (7) responsabilidade e pontualidade extremadas, (8) gosto por desafios e situações novas etc. (Fajardo, 1997).

Esse perfil geral de personalidade é típico do materialista cético apegado a valores externos, mas não só dele. Na verdade, algumas dessas qualidades (não todas), quando presentes em moderação, e alicerçadas em consistentes parâmetros pessoais de ética e moral construtiva, resultam em pessoas produtivas, otimistas e eficazes.

O que ocorre, porém, na maioria dos casos, é o contrário. O ser humano ainda se deixa corromper pelos exageros do egoísmo, fonte maior de inúmeras misérias, segundo Allan Kardec. Como disse Kardec, em sua "Obras Póstumas", como “cada um pensa em si, antes de pensar nos outros, e quer a sua própria satisfação antes de tudo, cada um procura, naturalmente, se proporcionar essa satisfação, a qualquer preço, e sacrifica, sem escrúpulos, os interesses de outrem, desde as menores coisas até as maiores, na ordem moral como na ordem material; daí todos os antagonismos sociais, todas as lutas, todos os conflitos e todas as misérias, porque cada um quer despojar o seu vizinho”. Levando-se, em conta, que em maior ou menor grau, todos expressamos tal conduta, daí resulta, pela atitude conjunta de todos, a configuração de nossa cultura depressiva, estressada e ansiosa, expressa nos moldes da sociedade capitalista de consumo predominante.

A depressão, por sua vez, é um efeito definido pela sensação de tristeza, perda da esperança e desânimo, estando frequentemente associada a sintomas autônomos, como distúrbios que afetam o sono, perda do interesse nos prazeres usuais, distúrbios do apetite e dificuldade de concentração. Apenas um especialista (médico, psiquiatra, psicólogo clínico etc.) pode realizar um diagnóstico preciso de depressão.

Quando o organismo é continuamente sobrecarregado por tensões, a reação de estresse será seguida por depressão na esfera psíquica e na física por queda da resistência imunológica, dando origem à invasão microbiana, virótica, ou mesmo, ao acometimento de doenças auto-imunes, onde o organismo passa a atacar a si próprio.

Isso nos torna diretamente responsáveis pelo nosso próprio bem-estar. Alimentação inadequada (provocando azia, gastrite, diarreia, prisão de ventre etc.), atividades físicas desequilibradas, repouso insuficiente, cigarro e bebida, são todos estressores potenciais, segundo dados de pesquisas recentes, que também relacionam o binômio estresse-obesidade. O estudo do perispírito colabora para explicar como a inadequada atuação sobre a matéria biológica afeta a saúde da mente e do espírito e vice-versa.

A Psicologia, o Espiritismo e a ciência, como um todo, mostram que a solução se encontra na transformação de nós mesmos, em todos os níveis, inclusive no ético-moral. Há a necessidade de determinação vital para a modificação de hábitos, acrescentando vida aos nossos dias. A chamada Reforma Íntima deve se fazer acompanhar por um processo contínuo de Autoconhecimento (ver questão 919, em "O Livro dos Espíritos" de Allan Kardec). Quando uma pessoa não conseguir isso sozinha, ela não deve deixar de procurar a ajuda de amigos e parentes, de um terapeuta especialista, e de Deus.

Em relação ao estresse e a depressão, pesquisas mostram que as técnicas de psicoterapia em grupo e programas educacionais conseguem as maiores taxas de sucesso, seguidas pela Acupuntura e as técnicas variadas de relaxamento (massagem bioenergética, Yoga etc.), e depois pela medicação alopática. As técnicas de auto-ajuda com áudio e vídeo alcançam menos resultados, mas combinações das várias técnicas citadas conseguem resultados ainda melhores, pois uma técnica potencializa a outra. Psicoterapia Individual também tem alta taxa percentual de sucesso. Exercícios físicos, cultivo do bom-humor e reeducação alimentar possuem comprovadamente, efeitos terapêuticos contra o estresse e a depressão, especialmente quando presentes em contexto interdisciplinar com as terapias psicológicas citadas. Nesse caso, abre-se espaço de atuação para outros profissionais como fisioterapeutas, professores de educação física, nutricionistas e médicos naturalistas trabalharem em conjunto.

Quanto à dimensão espiritual, estudos embasados em pesquisas experimentais mostram que ao se buscar a verticalidade do relacionamento com a Providência (Deus), o estresse é modificado e administrado dentro dos parâmetros de máxima saúde e capacidade reprodutiva (Fajardo, 1997). O interessante é que esse fato é observado tanto por pesquisadores de orientação espírita, quando por pesquisadores não-espíritas. A pesquisa em ciência espírita conclui, portanto, que um serviço de orientação espiritual - coligado aos trabalhos terapêuticos citados nas pesquisas realizadas - é um procedimento complementar útil à manutenção da saúde integral do corpo, da mente e do espírito.




Adalberto Ricardo Pessoa
Psicólogo Clínico e Analista Junguiano e Transpessoal
Membro da Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas (ABRAPE)




Referência Bibliográfica
Fajardo, Augusto e cols. Qualidade de vida com saúde total. Vila Prudente: Editora Health Ltda, 1997. (Pág. 403: artigo “Como enfrentar o estresse” do Dr. Irineu César Silveira dos Reis).


Fonte: http://bvespirita.com/Livros2-T.html
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal


sábado, 4 de maio de 2013

NÃO TE LAMENTES


Quando uma pessoa perde um ser amado, é o momento de maior desconexão com o Criador para um indivíduo. Mas a verdade é que nunca existe a morte, só existe a carência. De onde nos encontramos e devido a nossa própria negatividade e desejo de receber para si mesmo, criamos uma separação da Luz do Criador, e como resultado, vemos morte e carência. Assim, quando a cabala se refere à "tumat met" (impureza da morte), está se referindo a qualquer visão de carência, sendo a morte a maior de todas, obviamente, mas isto inclui tudo o que observamos como carência em nossas vidas.

A partir de nossa perspectiva e dos véus de nosso mundo, "vemos" que alguém "morre"; entretanto, o indivíduo que "morreu" não experimenta essa morte. Esse indivíduo experimenta uma continuação. A Luz existe, e está viva todo o tempo, e como cada um de nós é criado a partir da Luz do Criador, a morte realmente não pode haver. Então, quando vemos morte, é tão somente uma ilusão que criamos.

A Consciência de morte não é apenas morte, é carência, é obscuridade. Se queremos trazer uma mudança para o mundo, não podemos estar presos a esta consciência. Não podemos ter nenhuma queixa ou lamentação, porque se as tivermos quer dizer que há uma carência, uma obscuridade, uma morte.

Isso foi o que Moisés quis nos ensinar quando se referiu à "impureza da morte" (tumat met): devemos afastar a impureza da morte, a consciência de carência, a consciência de obscuridade. Este era o trabalho dos sacerdotes, e este é nosso trabalho. A maioria de nós está neste nível ainda. Quando o Criador disse a Moisés: "diga aos sacerdotes", agora sabemos que quer dizer "diga" a todos que querem trazer mudanças, misericórdia e Luz ao mundo. "Diga" que devem deixar a consciência de morte e suas queixas. Se alguma vez nos lamentamos, se não nos sentimos bem, ou que algo vai mal, então o motivo é que estamos mais conectados com a consciência de morte (a falta da Luz Divina).

Quando um número suficiente de pessoas chegar a essa consciência, o "guemar hatikun", o "fim da correção" será revelado ao mundo.

Devemos começar e nos esforçar a eliminar a consciência de morte, a falta de Luz de nossas vidas. E é nos menores atos que devemos fazê-lo, porque, então, lentamente, iremos remover o véu da morte, a falta de luz.

(texto adaptado)


Rav Michael Berg



Fonte: Centro de Cabala 
http://www.michaelberg.net/es/articles/deja-de-quejarte
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 3 de maio de 2013

REAÇÃO E RESPOSTA ÀS ENERGIAS ENVIADAS À HUMANIDADE


O processo de receber e distribuir energias vindas ao nosso planeta é levado a cabo primeiramente através de mecanismos da humanidade como um todo. É a humanidade que recebe as energias, que reage ou responde, e que reflete essas energias aos reinos inferiores. A recepção e a distribuição da humanidade são poderosas e eficazes devido a seus poderosos pensamentos, emoções e consciência.

As energias vêm com um propósito específico, mas, quando se chocam com o mecanismo humano e com a sua consciência, diversificam-se em muitas qualidades e se espalham por muitas direções diferentes. A humanidade atua como um prisma. Cada energia refletida leva consigo parte ou uma característica da natureza humana. Cada energia caracterizada ou qualificada influencia de modo diverso as formas inferiores de vida. Nisso reside a responsabilidade humana.

Quando a humanidade recebe as energias e as reflete para os reinos inferiores, essas energias “intensificam a organização das formas”, ou ajudam-nas a se organizarem ou a se reorganizarem melhor. Isso acontece porque as energias recebidas pelas formas inferiores de vida são previamente qualificadas ou “coloridas” pela consciência e existência humana, podendo assim criar uma nova visão e esforço nas formas inferiores de vida.

Quando a humanidade, ou certo número de seres humanos, atinge um estágio de consciência onde pode receber energias do Cosmo de modo consciente, e conhece o caráter e o destino de cada energia, então os reinos inferiores avançarão em linhas predeterminadas e começarão a Iniciação em seus próprios níveis.

Recepção, realização e direcionamento correto das energias do Cosmo são os três principais deveres dos seres humanos. A humanidade está aqui para servir os reinos inferiores e dar ao seu espírito liberdade e estados mais elevados de consciência.

Existem outros agentes receptores – os devas e anjos -, que, em especial durante as crises, procuram assimilar os aspectos construtivos dos choques e ajudar a humanidade a responder a eles.

Infelizmente, muitos devas e anjos são obrigados a abandonar as esferas humanas devido à poluição moral e física dos seres humanos. Mas, quando podem ajudar, fazem-no com grande abnegação.


Torkom Saraydarian



Fonte: do livro “Choques Cósmicos”, cap. 9, p.62/3, Ed. Pensamento, São Paulo, 1989
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

TRABALHAI INCESSANTEMENTE, MAS NÃO VOS APEGUEIS AO TRABALHO


Lemos muitas vezes no Bhagavad Gita que todos devemos trabalhar incessantemente. Todo o trabalho é, pela sua natureza, composto de bem e de mal. Não podemos fazer trabalho algum que não resulte em bem algures, e não pode haver trabalho algum que não cause algum mal algures. Bem e mal terão ambos seu resultado, produzirão seu Karma. Boas ações acarretam-nos bons efeitos; más ações acarretam-nos maus efeitos. Mas, boas e más, ambas são cadeias para a alma. A solução alcançada no Bhagavad Gita em relação a essa natureza produtora de cadeias do trabalho, diz que, se não nos apegarmos ao trabalho que fazemos, ele não terá qualquer efeito aprisionador sobre nossa alma. Essa é a ideia central no Bhagavad Gita: trabalhai incessantemente, mas não vos apegueis ao trabalho.

Cada trabalho que realizamos, cada movimento do corpo, cada pensamento que nutrimos, deixa uma impressão sobre a matéria da mente, e mesmo que essas impressões não sejam evidentes à superfície, são suficientemente fortes para agir sob a superfície, subconscientemente. O que somos, a cada momento, é determinado pela soma total dessas impressões na mente. O que eu sou, exatamente neste momento, é o efeito da soma total de todas as impressões da minha vida passada. Isso é, realmente, o que se chama caráter. O caráter de cada homem é determinado pela soma total dessas impressões. Se boas impressões prevalecem, o caráter torna-se bom, se as más prevalecem, o caráter torna-se mau.

Quando um homem fez uma certa quantidade de bom trabalho e pensou uma quantidade de bons pensamentos, há nele uma tendência irresistível para fazer o bem. Mas há um estágio ainda mais alto do que o de ter boa tendência, e é o desejo de libertação. Deveis recordar-vos de que a liberdade da alma é a meta de todas as yogas, e cada uma delas conduz igualmente ao mesmo resultado. Buda foi um trabalhador "jnane", e Cristo era "bhakta", mas idêntica meta foi alcançada por ambos.

Entretanto, há uma dificuldade. Libertação significa liberdade integral, liberdade das ataduras do bem tanto quanto liberdade das ataduras do mal. Uma cadeia de ouro é tão cadeia como a cadeia de ferro. Há um espinho em meu dedo. Eu uso outro espinho para retirar o primeiro, e quando o tiver tirado jogo ambos fora. Não tenho necessidade de conservar o segundo espinho, porque ambos, afinal, não passam de espinhos.

Trabalha, mas não deixa que a ação ou o pensamento do trabalho produza impressão funda em sua mente. Como se pode fazer isso? Vemos que a impressão de qualquer ação à qual nos liguemos, permanece. Portanto, sede desapegados. Deixai as coisas trabalharem; deixai os centros do cérebro trabalharem, trabalhai incessantemente, mas não deixeis que uma ondulação domine a vossa mente. Trabalhai como se fosseis um forasteiro nesta Terra, um residente temporário. Este mundo não é nossa habitação, é apenas um dos muitos estágios através dos quais estamos passando. A essência toda deste ensinamento é que deveríeis trabalhar como senhores e não como escravos, trabalhar incessantemente, mas não fazer trabalho de escravo. Noventa por cento da humanidade trabalha, mas como escravos, e o resultado é angústia, porque todo esse trabalho é egoístico.

Assim, trabalhai através da liberdade, através do amor. O amor jamais chega enquanto não houver liberdade. Não é possível haver amor verdadeiro no escravo. O trabalho e o dever raramente são doces. Só quando o amor lubrifica as rodas é que ele corre mansamente. De outra maneira, a fricção é contínua. A única forma de subir é cumprir o dever que nos está próximo, e assim reunir forças, subindo até alcançar o mais alto estágio.

Cumpramos o dever que é nosso por nascimento, e quando o tivermos feito, cumpramos, então, o dever que é nosso por nossa posição na vida e na sociedade. Portanto, precisamos recordar que devemos, sempre, tentar ver o dever de outros através de seus próprios olhos e nunca julgar os costumes de outros povos pelos nossos próprios padrões. Eu não sou o padrão do universo. Tenho que me acomodar ao mundo, e não o mundo a mim. Vemos, assim, que o ambiente modifica a natureza de nossos deveres, e cumprir o dever que é nosso em qualquer ocasião em particular, é a melhor coisa que podemos fazer neste mundo.

O trabalhador que se apega aos resultados é quem resmunga a propósito da natureza do dever que lhe coube. Para o trabalhador desapegado todos os deveres são igualmente bons e se tornam instrumentos eficientes com os quais o egoísmo pode ser morto e a liberdade da alma assegurada. Todos temos tendência para pensar muitíssimo bem de nós mesmos. Nossos deveres são determinados pelos nossos merecimentos, em extensão muito maior do que gostaríamos de supor. A competição desperta inveja, e mata a bondade do coração. Para o resmungão, todos os deveres são desagradáveis, nada o satisfaz e toda a sua existência está voltada ao insucesso.

Trabalhemos, fazendo em nosso caminho o que quer que seja de nosso dever, e mostrando-nos sempre prontos a pôr nossas mãos à obra. Então, e seguramente, veremos a Luz.


Swami Vivekananda




Fonte: do livro "Quatro Yogas de Auto-Realização", Ed. Pensamento, São Paulo, 1972
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 2 de maio de 2013

CAUSA FUNDAMENTAL DA DOENÇA


Vimos que o homem nada mais é que uma célula viva, mais ou menos consciente de sua unidade com a infinita Vida Universal, Autocriativa e Todo-Poderosa, e que essa Vida se fundamenta no Equilíbrio, pois, para cria e recriar-se, o equilíbrio é indispensável. Todo desequilíbrio é uma parada da evolução e prova nosso distanciamento das Leis da Vida Universal.

Podemos facilmente compreender, agora, que o homem é um centro vital que faz parte integrante  do Universo da Vida; ele está sujeito às mesmas Leis do Equilíbrio. É um centro de atração, assimilação e exteriorização da Vida em todos os planos. Quando há um desequilíbrio em suas funções, podemos constatar que há um obstáculo ao fluxo natural da Vida; chamamos isso de sofrimento, doença, dor. A doença é pois, um desequilíbrio que pode se produzir tanto no plano espiritual como no plano mental, emocional ou físico; seja qual for o plano em que se manifeste, esse desequilíbrio também afetará os demais planos pois, repetimos, tudo tem relação na Vida.

Aquele que tenha consciência do Divino em si mesmo e que viva de acordo com essa consciência, não se afastará jamais, em nenhum plano, das leis Vitais e Espirituais; ele as obedecerá e encontrará a Felicidade integral; estará na harmonia da Vida, permanecerá no Equilíbrio da Vida, e poderá criar-se constantemente. Mas aquele que não souber viver integralmente em todos os planos dessa Consciência Espiritual, que violar as Leis da Vida por ignorância ou por mau hábito, criará um desequilíbrio; produzirá um retardamento em sua Evolução e, por consequência, na Evolução geral. Mesmo que esse retardamento ocorra em um só desses planos (físico, moral ou espiritual), se a causa persistir, o desequilíbrio atingirá também os demais planos, pois existe uma interdependência entre eles e tudo que está relacionado na Vida.

Que é a doença do ponto de vista fisiológico? Um desequilíbrio devido a um erro ou infração das Leis Naturais da Vida. Esse erro será frequentemente de origem espiritual ou moral, mas acabará por se estender gradualmente a todos os planos. Dissemos que a matéria é formada pelo Espírito; portanto, é fácil compreender que toda doença física tem uma causa espiritual, e que a consciência e a matéria se influenciam reciprocamente. É evidente que o espiritual tem uma importância bem superior ao moral e ao físico, e que o homem consciente de sua espiritualidade dominará esse outro completamente. Entretanto, como a humanidade atual é profundamente materialista, infelizmente é o contrário que acontece.


Romolo Mantovani




Fonte: do livro “A Arte da Autocura”
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

"PEQUENOS" DETALHES


Você deve prestar atenção aos pequenos detalhes em sua vida diária, pois a devoção (bhakti) não é apenas uma pose que alguém exibe. É uma série de pequenos atos, guiados pela atitude de reverência pela Divindade em todos os seres. 

Cuidado com a mentira que se esconde na língua, com a violência que se esconde por trás de seu punho, com o ego que se esconde sorrateiramente por trás de uma ação. Contenha-os antes que se tornem hábitos e influenciem sua personalidade para frustrar seu destino. 

Deus é como um comerciante que tem uma loja completa, com todas as coisas que você precisa em sua vida. Se você, como cliente, for à loja e pedir uma toalha, o lojista lhe dará uma camisa? Deus é assim, Ele entrega exatamente o que você pede. 

As coisas materiais não são de forma alguma importantes. Tenha discernimento e peça a Deus por Devoção (bhakti) e Sabedoria Espiritual (Jnana).


Sathya Sai Baba




Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

TRABALHO ESPIRITUAL


Na maior parte dos casos, a ideia de trabalho é associada à de esforço e até de castigo que o Criador teria infligido ao homem para expiação do seu pecado original. Contudo, o trabalho pode ser uma fonte de alegria. Claro que não se trata, neste caso, de um trabalho qualquer, mas sim daquele de que vos falam numa Escola Iniciática que é um trabalho com a luz e com o amor, um trabalho para a luz e para o amor...

O que melhor simboliza este trabalho é o sol, que, incessantemente, ilumina, aquece, vivifica. É um trabalho em que os humanos nunca pensaram, mas vós começai a levá-lo a sério. De início, é claro, sereis desajeitados e não vereis grandes resultados, não é fácil irradiar a luz, o calor e a vida do sol. Mas, assim que tiverdes iniciado este trabalho (Espiritual), sentireis que todos os prazeres que conhecestes antes estão muito aquém dele. Nestes esforços por levar por toda a parte a luz, o calor e a vida, vós sentireis uma alegria com a qual nada se pode comparar.



Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A EVOLUÇÃO DO HOMEM

Charles Darwin nunca declarou que o homem é descendente direto de um primata qualquer. Seus postulados e pesquisas transmitem a ideia de que existe uma "árvore genealógica de descendência" e que há formas aparentadas que são ramificações de pais comuns. Mais simplesmente, ele quis dizer que a vida, em sua origem, proveio de formas comuns, mais simples. Com o tempo, essas formas parentais comuns desenvolveram numerosos ramos. Esses ramos, ou suas variações, explicam as diferentes espécies devidas à seleção natural e aos fatores ambientais.

Em sua célebre obra "As Origens das Espécies", Charles Darwin declara que essas variações são responsáveis pelos diferentes organismos que resultam da luta pelo alimento escasso. Os Seres que possuem variações favoráveis sobrevivem e produzem sua espécie. O homem não foi criado tal como é hoje, mas sua estrutura orgânica deriva de diversos fatores de sua existência durante sua gradativa sobrevivência. Além disso, o impacto de condições diversas provocou outras mudanças progressivas nele. As mãos, por exemplo, não lhe foram dadas espontaneamente, do jeito que são atualmente; sua qualidade preênsil desenvolveu-se pela necessidade de enfrentar o ambiente.

Em seus trabalhos, Darwin mostra que o desenvolvimento embriológico do indivíduo "tende a seguir o desenvolvimento evolutivo de sua espécie, revelado pelos restos fósseis". Isso significa que o embrião humano sofre mudanças que podem ser observadas e que correspondem a organismos primitivos dos quais foram encontrados restos fossilizados. E indica que o homem guarda em si as formas primitivas dos organismos vivos pelas quais seu Eu físico passou antes de atingir seu estado atual de desenvolvimento mais elevado.

Ao invés de chocar e diminuir a condição do homem, essa constatação indica realmente que o homem ainda não alcançou o seu apogeu. Existe nele a potencialidade para um desenvolvimento ainda maior, o que constitui uma grande homenagem às leis e aos fenômenos cósmicos. Charles Darwin expressou esse pensamento de uma maneira muito bela com as seguintes palavras: "O homem pode ser desculpado por sentir orgulho de ter se elevado ao cume da escala orgânica, embora não o fosse sempre por seus próprios meios, e o fato de ter se elevado ao lugar onde seu ser não foi colocado originalmente pode dar-lhe a esperança de um destino ainda mais elevado no futuro".



Ralph Maxwell Lewis, FRC



Fonte: do livro "O Olho da Mente"
Fonte da Gravura: acervo de autoria pessoal

terça-feira, 30 de abril de 2013

A QUESTÃO PRIMEIRA


Uma obra erudita geralmente é avaliada por um crítico sério após lê-la e relê-la por diversas vezes, tendo em vista que ele precisa se familiarizar, primeiramente, com o assunto abordado e com a forma como a abordagem é feita, para, depois, supridas as eventuais deficiências de conhecimento sobre o que vai analisar, ele possa fazê-lo da melhor forma possível.

Ora, todo estudioso espírita já leu e releu O Livro dos Espíritos uma infinidade de vezes, se não de ponta a ponta, pelo menos de forma livre, consultando frequentemente esta ou aquela questão, as respostas a ela dada pelos Espíritos e o comentário pertinente colocado pelo Codificador antes de passar à questão seguinte. 

Pois bem, apesar de esta obra basilar da Doutrina Espírita já ter sido objeto de incontáveis estudos pelos mais diversos estudiosos de várias partes do mundo, cremos que a sua Questão Primeira contém um significado que passou despercebido até hoje para a maioria dos espíritas. 

Dizemos isso porque temos ouvido a toda hora oradores e escritores respeitáveis e cultos referindo-se a Deus como “o Criador” ou “o Pai Criador”, a despeito de não terem os Espíritos usado tal designação em sua resposta, fato este, a meu ver, de uma significância profunda que precisa ser mais bem entendida. 

A pergunta de Kardec foi de imensa sabedoria. Intuído, como sempre, por Espíritos de grande adiantamento, o Codificador não criou restrições para a resposta, o que teria feito se tivesse perguntado “Quem é Deus?“ Em vez disso, para não condicionar a resposta, ele perguntou “Que é Deus?“

Notável resultado obteve Kardec com a sua pergunta, pois, ao responderem os Espíritos que Deus é “a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas”, eles, também, deixaram claro que Deus não era localizável pelo homem em qualquer escala por ele conhecida hoje ou que venha a sê-lo no porvir. 

O termo “criador”, por outro lado, está associado em nosso entendimento a uma criatura, um ser que cria alguma coisa. É assim que os agnósticos se divertem com os crentes perguntando a eles: “Já que vocês dizem que Deus criou o Universo, nos digam quem criou Deus”. 

O homem primitivo, ainda habitante das cavernas ou de precários abrigos e vivendo da caça e da coleta, carecia de conhecimento sobre o porquê das coisas. Desse modo, para ele, em sua religiosidade simples, tudo o que ele desconhecia, ele julgava ser obra direta de um deus criador. Para ele, um deus havia criado tudo, fosse concreto ou abstrato. 

Com o avanço da civilização, os homens foram, pouco a pouco, entendendo os mecanismos da natureza e verificando que as causas para tais mecanismos eram passíveis de verificação. As religiões que haviam sido congeladas nas interpretações primitivas do porquê das coisas resistiram o mais que puderam ao avanço do conhecimento humano mas este, no fim de contas, acabou-se libertando das amarras da religião, alçando o vôo próprio que até hoje teme o contato com aquela que um dia lhe tolhia os movimentos. 

Alguns religiosos, no entanto, com a mente aberta diante do avanço da ciência, procuravam encontrar nela um nicho onde lhes fosse possível colocar Deus, como se Deus pudesse ser colocado em algum lugar restrito. Houve, pois, o tempo em que, diante da teoria da evolução de Darwin, eles não mais diziam que Deus tinha feito os animais e as plantas, mas que havia feito os mundos e a mecânica do universo. Depois, com os avanços da astronomia e as teorias de formação de estrelas e planetas, tiveram que restringir Deus a criador das leis que governam o universo. Mais tarde, veio a teoria do “big-bang”, colocando-o como o início do universo conhecido e de suas leis, e Deus foi colocado como o criador do “big-bang”. Quanto mais avançava a ciência, mais para trás colocavam o deus “criador”. 

Quanta sabedoria, portanto, tiveram os Espíritos na sua resposta! Causa primeira, em um universo onde todo efeito possui causa, é um conceito claro. Antes do que é primeiro não há nada. A causa primeira é a única causa incausada. Não há necessidade de mudar essa definição à medida que a ciência evolui. Ela era válida no século XIX, é válida hoje, no século XXI e o será para todo sempre. Se nos perguntarem, portanto “que é Deus?” ou, mesmo, “quem é Deus?”, saibamos responder como os Espíritos o fizeram, dizendo apenas: “Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas”. 




Renato Costa



Fonte: http://www.ieja.org/portugues/p_index.htm 

Artigo publicado originalmente em O Espírita Fluminense, Ano L, No 308 – Setembro/Outubro 2006
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ZAZEN


Você está simplesmente sentado, sem fazer nada. Tudo é silêncio, tudo é paz, tudo é felicidade. Você encontrou Deus, você encontrou a verdade.

Os praticantes do Zen nos recomendam apenas sentar e não fazer nada. A coisa mais difícil no mundo é exatamente sentar sem fazer nada. Mas, depois que você desenvolve a aptidão para isso, muitas coisas irão acontecer. Você vai se sentir sonolento, começará a sonhar. A sua mente ficará atulhada de pensamentos, além de muitas outras coisas. Ela dirá: “Por que você está desperdiçando o seu tempo? Você poderia ter feito alguma coisa para ganhar dinheiro. Pelo menos poderia ter assistido a algum filme, se divertido, ou ter conversado com os amigos. Poderia ter visto televisão, ou pelo menos poderia ter lido o jornal que acabou não lendo. Por que está desperdiçando o seu tempo?”

A mente vai fazer tudo o que for possível para impedi-lo de simplesmente ficar sentado. Se você perseverar, um dia o sol nascerá.

Chegará um dia em que você não se sentirá mais sonolento - a mente terá se cansado, terá desistido da ideia de que você poderia ser enganado! Acabou tudo: sono, alucinação, sonho, pensamentos. Então você se descobrirá sentado, sem fazer nada, e tudo será silêncio, paz, felicidade. Você encontrou Deus, encontrou a verdade.

Sente-se em qualquer lugar, mas não olhe para nada muito excitante. As coisas não devem estar se movimentando muito, do contrário se tornam uma distração. Você pode observar as árvores, porque elas não saem do lugar e a cena permanece constante. Pode observar o céu ou apenas sentar num canto olhando para a parede.

Além disso, não olhe para nada em especial: apenas observe o vazio. É preciso olhar para alguma coisa, mas não busque nada em particular. Não focalize nada nem se concentre em coisa alguma - veja apenas uma imagem difusa.

A terceira coisa é relaxar a respiração. Não a produza, deixe que aconteça naturalmente e isso o relaxará ainda mais.

Por último, o seu corpo deve permanecer na maior imobilidade possível. Encontre uma boa postura - sente-se sobre uma almofada, um colchão ou qualquer coisa que lhe agrade, mas, assim que se posicionar, permaneça imóvel, porque se o corpo não se mover a mente se cala automaticamente. Corpo e mente não são duas coisas: são uma coisa só, uma só energia.

No princípio parecerá um pouco difícil, mas depois de alguns dias você verá, pouco a pouco, as camadas da mente começarem a cair. Chegará um momento em que você estará lá, sem a mente.

Instruções:
Sente-se de frente para uma parede, a uma distância equivalente ao comprimento do seu braço. Os olhos devem estar meio abertos, permitindo que o olhar descanse suavemente sobre a parede. Mantenha as costas eretas e descanse uma das mãos dentro da outra com os polegares se tocando para formar uma oval. Mantenha o corpo imóvel o mais possível por 30 minutos.

Enquanto estiver sentado, permita uma percepção sem escolha, não dirigindo a atenção para nada em especial, mas mantendo a atitude de maior receptividade e maior atenção possíveis. 


Osho, em "Meditação: A Primeira e Última Liberdade"



Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A LIÇÃO DO FOGO


Um membro, que regularmente frequentava um determinado grupo de estudos, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades. 

Após algumas semanas, o Mestre daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O Mestre encontrou o homem em casa, sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor. 

Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao Mestre, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. No silêncio sério que se formara, apenas contemplavam a dança das chamas em torno das rachas de lenha, que ardiam. 

Ao cabo de alguns minutos, o Mestre examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado. Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto. Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada. Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos. O Mestre, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele. 

Quando o Mestre alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse: 

- Obrigado por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo. Muito obrigado!

Aos membros de um grupo vale lembrar que eles fazem parte da chama e que longe do grupo eles perdem todo o brilho.

Reflexão:
Aos Mestres e lideres vale lembrar que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.



Francisco Cândido Xavier/Emmanuel



Fonte: http://www.mensagemespirita.com.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

DESENVOLVER A SENSIBILIDADE AO MUNDO DIVINO


Diz‑se muitas vezes que as pessoas simples, primitivas, pouco instruídas, são, por natureza, mais facilmente felizes do que as pessoas cultas. E é verdade que, ao desenvolver‑se a inteligência e o gosto, se fica mais sensível e, portanto, mais vulnerável aos acontecimentos, às variações das condições materiais ou psicológicas em que se vive. Então, que conclusão há a tirar disto? Que, para se ser feliz, se deve ficar num estado primitivo, selvagem?... Nesse caso, por que não ir ainda mais longe e descer até ao reino animal? Os animais são felizes... E pode ser que as plantas sejam ainda mais felizes pelo facto de não sofrerem... E as pedras? Elas não sentem nada; portanto, é ainda melhor... É uma lógica! 

O que gera a principal diferença entre os diversos reinos da Natureza – as pedras, as plantas, os animais, os homens – é a sensibilidade, porque a evolução é proporcional à sensibilidade. As plantas são mais sensíveis do que as pedras, os animais mais sensíveis do que as plantas e os homens mais sensíveis do que os animais. Mas a cadeia dos seres não fica por aqui: para além dos homens, há os anjos, os arcanjos, as divindades... Sim, toda uma gradação de criaturas cada vez mais sensíveis... até ao próprio Deus. O Senhor é omnisciente, Ele sente tudo, vê tudo, sabe tudo, precisamente porque só Ele é verdadeiramente sensível. São estas as verdadeiras dimensões da sensibilidade. O único ser verdadeiramente sensível é o Senhor. Quanto ao homem, é verdade que, tornando‑se mais sensível, ele fica mais vulnerável e sofre mais. Mas é preferível ele desenvolver a sensibilidade, porque é ela que o faz evoluir.

Para ver claro neste assunto, é preciso voltar à questão das duas naturezas em nós: a natureza inferior e a natureza superior. Enquanto o homem não tiver empreendido um trabalho sobre si mesmo, para dominar as tendências egocêntricas da sua natureza inferior, é evidente que o desenvolvimento da sensibilidade é acompanhado por dificuldades e sofrimentos de toda a espécie. E a instrução que é dada nas escolas e nas universidades só agrava esta tendência: pondo a tônica na aquisição de conhecimentos e não na formação do caráter, continua‑se a fornecer aos jovens pretextos para eles se tornarem cada vez mais egoístas, difíceis e exigentes. Não se faz nada para ensinar os estudantes a usarem os conhecimentos que recebem com um propósito mais nobre, mais generoso. Pelo contrário: em todos os domínios, cada um aprende a servir‑se dos seus conhecimentos para a sua elevação social, para o seu prestígio, para o seu bem‑estar material. E, quando se tornam adultos responsáveis na sociedade, todos pensam só em retirar o melhor para si próprios, o que gera, por toda a parte, descontentamento, agressividade, querelas, porque cada um sente‑se atacado e lesado pelo comportamento egocêntrico dos outros. 

Esta sensibilidade doentia que é alimentada pela natureza inferior, a personalidade, torna a vida impossível e foi por isso que se concluiu que, para se ser feliz, mais vale não se ser sensível. 

Na realidade, é preciso estabelecer uma diferença entre a verdadeira sensibilidade e a sensibilidade doentia à qual deveríamos chamar, mais propriamente, suscetibilidade ou pieguice. A verdadeira sensibilidade é uma faculdade que nos torna capazes de nos elevarmos muito alto, muito longe, e de ter acesso a um mundo cada vez mais subtil para captar as suas realidades. A suscetibilidade, essa, é uma manifestação da natureza inferior, que se toma pelo centro do mundo, que acha sempre que não lhe manifestam a suficiente consideração, que se sente frustrada, ferida e se torna agressiva. Quando se percebe esta distinção, compreende‑se que há todo um trabalho a fazer sobre a natureza inferior para a dominar, para a subjugar: é a única maneira de permitir que a verdadeira sensibilidade se desenvolva e se enriqueça. 

A sensibilidade não é somente a faculdade que nos faz emocionarmo‑nos e maravilharmo‑nos perante os seres que amamos, perante a beleza da natureza ou das obras de arte. Ela abre‑nos também as portas da vastidão, da luz, dá‑nos a compreensão da ordem divina das coisas, permite‑nos vibrar em uníssono com as regiões, as entidades e as correntes do Céu. 

É esta sensibilidade que todos devem cultivar, senão a humanidade irá regredir. Veem‑se tantas pessoas que dão a impressão de estarem a regressar ao estádio do animal, do vegetal ou mesmo da pedra! Sim, elas não fazem qualquer esforço para educar a sua sensibilidade, deixam‑se levar por ela, e quando alguém se deixa levar assim anda necessariamente para trás. Pelo contrário, graças ao trabalho para desenvolvermos a verdadeira sensibilidade, a nossa matéria torna‑se mais fina, mais leve, mais pura, vibra de outro modo e, ao mesmo tempo que nos torna mais capazes de perceber o mundo divino, fecha‑nos à tolice, à maldade, aos ultrajes; já nem sequer lhes damos atenção. Antes de se ter desenvolvido essa sensibilidade elevada, reage‑se à menor agressão, ao passo que depois já não se sofre. É a verdadeira sensibilidade, a da alma e do espírito, que nos protege da suscetibilidade, essa sensibilidade ridícula que é própria da nossa natureza inferior. Então, há duas vantagens: abrimo‑nos à luz, à beleza, à felicidade do mundo divino, e escapamos às trevas, às baixezas, aos sofrimentos da terra. Eis, pois, um assunto que merece reflexão. 

Mas, para desenvolverdes essa sensibilidade ao mundo divino, é também muito importante que, cada vez mais, tomeis consciência do valor de certos momentos que viveis, esses momentos em que, no silêncio, no recolhimento, recebeis uma luz, uma graça do Céu. Muitos dos vossos sofrimentos vêm justamente do facto de não terdes consciência disso. Vós recebeis bênçãos, mas isso não dura, depressa acabais por perdê‑las, muito simplesmente porque ignorais o valor daquilo que recebestes. Há sempre qualquer outra preocupação que vos parece mais importante: alguma coisa para resolver, alguma discussão a propósito de questões insignificantes. Vós imaginais que o Céu deve estar sempre a derramar as suas bênçãos e que vós, quando vos apetecer, quando não tiverdes nada mais interessante para fazer, aceitareis parar alguns minutos para as receber. Não, não é assim que as coisas devem passar‑se. O Céu não está à disposição das pessoas fúteis e descuidadas. Num determinado momento, em certas condições, ele derrama as suas bênçãos, e se vós não estiverdes suficientemente conscientes para as receber ou não souberdes conservá‑las, paciência!, elas deixar‑vos‑ão. 

Por isso, estais atentos! Nos dias em que sentirdes que recebeis uma revelação, uma graça do Céu, procurai conservá‑la preciosamente. Eu dei‑vos mesmo um método. Experimentai lembrar‑vos dos momentos mais luminosos da vossa existência, estudai por que é que eles aconteceram e como, trazei‑os muitas vezes à vossa memória, exatamente como repetis muitas vezes uma música de que gostais, e revivereis novamente as mesmas sensações de pureza, de liberdade, de luz. 

Infelizmente, a maior parte das pessoas fazem mais o contrário, lembram‑se precisamente daquilo que as fez sofrer, transportam isso consigo, olham para isso, ruminam isso. Esta atitude é muito perigosa; não se deve voltar àquilo que foi mau. Há que retirar daí uma conclusão, de uma vez por todas, e não pensar mais nisso. Faz‑nos mal relembrar continuamente estados ou acontecimentos negativos. 

Então, de hoje em diante, quando Deus vos der as suas bênçãos, conservai‑as preciosamente, porque a felicidade está numa atenção constante às coisas belas, numa sensibilidade a tudo o que é divino. Quando sentirdes que o espírito, a luz, veio visitar‑vos, não deixeis apagar essas impressões, pensando logo noutra coisa; procurai deter‑vos nelas durante muito tempo, para que penetrem profundamente em vós e produzam resultados. Assim, elas deixarão registos que perdurarão para sempre. É um hábito que é preciso adquirir: em vez de insistirdes sempre nos estados negativos – as decepções, as animosidades –, alimentando‑os, reforçando‑os, deixai‑os de lado, desembaraçai‑vos deles e concentrai‑vos em tudo aquilo que aconteceu de bom, de puro, de luminoso. 


Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: do livro «SEMENTES DE FELICIDADE», cap. 10
www.publicacoesmaitreya.pt 
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ESFORÇOS SISTEMÁTICOS


Assim como existe um método para derrubar um edifício antigo, há um método a se seguir para demolir a estrutura complexa de sua mente. 

Você pode definitivamente alcançar o sucesso através de esforços sistemáticos e se tornar um mestre de si mesmo. A escada deve ser tão alta quanto a altura que você deseja subir, não é? Igualmente, sua prática espiritual deve ser executada até a Realização (Sakshathkaram) ser alcançada. 

O arroz na panela deve ser bem fervido para se tornar suave e saboroso. Até que isso aconteça, o aquecimento deve estar ligado. Do mesmo modo, no recipiente do corpo, com a água dos sentidos, cozinhe o arroz (mente) até que esteja macio. O calor é a sua prática espiritual (Sadhana). Mantenha o seu Sadhana luminoso e brilhante; o jiva (Indivíduo) finalmente se tornará Deva (Deus).



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

CRIANDO RELACIONAMENTOS MAIS SÓLIDOS


(...) Um dos ensinamentos centrais do Zohar é que somos seres divinos. Nascemos do Criador e na verdade carregamos uma faísca do Criador dentro de nós. Nosso trabalho neste mundo é nos conectarmos com essa faísca e revelarmos nossa Luz; uma Luz que é única em cada um de nós e que nenhuma outra pessoa pode revelar. Quanto mais realizamos esse trabalho de viver nosso verdadeiro propósito, tanto mais podemos receber plenitude. 

E como fazer isso? Como revelar nossa Luz única?

Uma coisa é certa: não podemos fazer isso sozinhos. Os kabalistas ensinam que a chave para revelarmos nossa Luz é nos conectarmos com os outros. 

Existem determinadas pessoas em nossas vidas às quais somos ligados em base regular. Sejam nossos pais, nossos filhos, o colega de trabalho que senta perto de nós ou a pessoa com quem falamos no ônibus – essas são pessoas que vemos quase todos os dias das nossas vidas, e isso não acontece por obra do acaso. Essas pessoas são colocadas em nossas vidas porque nossas almas estão ligadas às suas almas. Existem ensinamentos que podemos aprender com elas e ensinamentos a serem compartilhados.

O universo coloca as pessoas certas em nossas vidas, aquelas com quem precisamos nos conectar para revelar Luz. 

Criar relacionamentos mais sólidos com os outros não é apenas uma coisa boa – é a razão pela qual estamos aqui! Também é a chave secreta que abre as portas para um mundo pleno de harmonia e amor. Qualquer que seja nosso nível atual de atenção com os outros, é nosso dever aumentá-lo consistentemente, aproximando-nos cada vez mais do estado de seres incondicionais.

Observe aqueles que fazem parte da sua vida diária (aliás, isso inclui amigos e desafetos) e encontre maneiras de se aproximar deles.

Ao aumentarmos nosso nível de atenção para com as pessoas com quem convivemos constantemente em nossas vidas, revelamos nossa Luz e criamos uma existência mais plena para todos.




Rav Yehuda Berg





Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 29 de abril de 2013

CARMA NÃO É SANÇÃO OU PUNIÇÃO

O misticismo rosacruz emprega a doutrina do carma, mas a aplicação que dela faz é sensivelmente diferente da de seus predecessores orientais. 

Para o rosacruz, o carma é comparável à lei da causalidade. Para todo o efeito deve haver uma causa ativa e uma causa passiva. Toda ação mental ou física traz um resultado que tem um valor ligado à própria causa. Assim, se colocamos em movimento uma sucessão de atos criadores, moralmente bons, esses atos acabarão contribuindo vantajosamente para o indivíduo. A lei da causalidade, como ensinamento dos rosacruzes, não conhece, nem no misticismo nem na ciência, nenhuma censura. Os efeitos devem necessariamente seguir-se à causa. Por causa de certas faltas, podemos vivenciar certo sofrimento. Entretanto, o sofrimento que pode ser associado ao resultado de uma ação NÃO É INTENCIONAL. É INEVITÁVEL. Ele provém da necessidade da causa, mas NÃO É PLANEJADO COMO UMA PUNIÇÃO. NÃO SE TRATA DE UMA SANÇÃO. Os efeitos de sofrimento - que também podem ser de prazer - ENSINAM ao homem as consequências de seus atos causativos. Ele sabia o que o esperava quando os executou. Dessa forma, O CARMA DÁ A CADA INDIVÍDUO UMA EXPERIÊNCIA ÍNTIMA DAS DIVINAS LEIS CÓSMICAS. É uma experiência que ele tem de viver em sua própria consciência. Ela não lhe é trazida pelos outros. O carma, consequentemente, faz desaparecerem a fé cega, as dúvidas, o ceticismo, e os substitui pelos conhecimentos necessários para uma vida reta.

Não há desculpa para uma conduta maldosa, mesmo que seja devida à ignorância. Existem consequências cármicas maiores e menores que criamos através de nossas ações. Na verdade, criamos a cada dia consequências cármicas menores quase impossíveis de enumerar. Por exemplo, podemos comer uma coisa qualquer e sofrer uma indigestão. Esse sofrimento não é um castigo infligido pela natureza. Não é uma sanção, mas a consequência natural da lei da causalidade. É como somar certo número de cifras; chegamos a um total, o que provém da necessidade matemática das próprias cifras ou números, não pelo fato de que um cérebro trabalha para exigir ou fornecer esse total. Os efeitos cármicos maiores estão na violação de leis cósmicas e princípios divinos. Essa violação reside em um mal intencionalmente causado aos outros para finalidades egoísticas. 

Nem sempre é necessário sentirmos um efeito para sabermos o que procede da causa. Fomos dotados de um barômetro espiritual, que é o senso moral que possuímos, a nossa consciência. Esse barômetro nos avisa todas as vezes que nossos atos ou os atos que pretendemos realizar são contrários às leis e aos princípios cósmicos. Ele pode se manifestar na forma de uma repugnância em continuar certas ações ou em prosseguir numa certa direção que demos ao nosso pensamento. Se persistirmos, a despeito dos avisos desse barômetro que é a consciência, sentiremos, naturalmente, os efeitos desagradáveis que nos ensinarão lições muito amargas.



Ralph Maxwell Lewis, FRC



Fonte: do livro "O Santuário Interior"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

QUEM ACHOU O MUNDO E SE ENRIQUECEU RENUNCIE AO MUNDO

DISSE JESUS: QUEM ACHOU O MUNDO E SE ENRIQUECEU RENUNCIE AO MUNDO. (O Evangelho de Tomé, Texto 110)

É este o princípio básico de todos os Mestres espirituais: possuir para não possuir. Lao-Tse, no seu Tao, não se cansa de repetir que todo o segredo da auto-realização está em agir pelo não-agir, ou seja, possuir pelo não-possuir.

Não se pode renunciar sem antes ter possuído. Ninguém pode despossuir-se de algo que não possua. Quem não se apega, a nada pode renunciar.

Certos filósofos orientais acham que todos os bens materiais da vida são "maya", ilusão, e por isto não os querem possuir. Mas, quem não dá valor a um objeto não o pode sacrificar. E assim o homem se priva da possibilidade da evolução pelo despossuimento.

O ocidental, geralmente, considera as coisas materiais como reais e por isto as ama e se apega firmemente a elas. Falta-lhe, porém, o último passo: desapegar-se daquilo a que se apegou. Isto é sacrifício, quer dizer "sacrum facere", fazer coisa sagrada.

Por isto, quem possui o mundo e o ama, deu o primeiro passo; e quem se despossui do mundo, dá o último passo, que é libertação, auto-realização.

Nesse sentido escreveu Albert Schweitzer: "O cristianismo é uma afirmação do mundo que passou pela negação do mundo." E ainda: "Não há heróis da ação, há tão somente heróis da renúncia e do sofrimento."

Ninguém pode possuir algo sem perigo se não estiver disposto a despossuir-se daquilo que possui; só assim pode possuir sem ser possuído.

Quem se enriqueceu com a posse do mundo se enriquece mais ainda com o voluntário despossuimento dele.



Prof. Huberto Rohden (comentários)



Fonte: do livro "O Quinto Evangelho - A Mensagem do Cristo segundo Tomé", pp. 184/5, Ed. Alvorada, 5ª edição, 1988
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal