quarta-feira, 25 de setembro de 2013

COMPREENSÃO INTEGRADA

O que você quer dizer com ‘aflição’? É alguma coisa apartada de você? Uma coisa fora de você, internamente ou externamente, que você observa, que você experimenta? Você é meramente o observador que experimenta? Ou é diferente? Certamente esse é um ponto importante, não é? Quando digo “eu sofro”, o que quero dizer com isto? Eu sou diferente do sofrimento? Certamente essa é a questão, não é? Vamos descobrir. Há sofrimento, eu não sou amado, meu filho morreu, o que você quiser. Há uma parte de mim que pergunta por que, as razões, as causas. A outra parte de mim está agoniada por várias razões. E também há outra parte de mim que quer ficar livre do sofrimento, que quer ir além dele. Nós todos somos estas coisas, não somos? Então, se uma parte de mim está rejeitando, resistindo ao sofrimento, outra parte busca uma explicação - está presa em teorias - e outra parte de mim foge do fato; como então eu posso compreender isto totalmente? Apenas quando sou capaz de compreensão integrada pode haver a possibilidade de liberdade do sofrimento. Mas se sou levado em diferentes direções, então não posso ver a verdade disto. Agora, por favor, ouça com cuidado e você verá que quando existe um fato, uma verdade, só há compreensão disto quando posso experimentar a coisa toda sem divisão, e não quando existe a separação do “eu” observando o sofrimento.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SEU DEVER DEVE SER FEITO COM RETIDÃO (KARMA E DHARMA)

Seu dever (Karma) deve ser feito com retidão (em Dharma). Aqueles dominados pela ignorância (Thamas) fazem seu dever unicamente por causa dos seus frutos e recorrem a todo o tipo de subterfúgios, a fim de obter os resultados que desejam. Para essa categoria de pessoas, o fim justifica os meios. Aqueles dominados pela paixão (Rajas) são orgulhosos e pomposos, e se vangloriam de serem os executores, os benfeitores e os que tiveram as experiências. Aqueles governados por qualidades de calma e serenidade (Sathwa) fazem seus deveres independentemente de seus frutos e entregam o resultado ao Senhor. Eles não vão se preocupar se isso leva ao sucesso ou fracasso, sempre conscientes de seus deveres e nunca dos seus direitos. De fato, há mais alegria no esforço verdadeiro do que no resultado advindo. Essa atitude deve ser a experiência de todo buscador verdadeiro.



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

AVENTURAS MARAVILHOSAS

Sob uma forma ou outra, as aventuras de todos os seres humanos apresentam analogias com as aventuras maravilhosas relatadas nos contos. Sim, vós sois todos príncipes e princesas e tendes em vós todas as riquezas: o vosso coração, o vosso intelecto, a vossa alma e o vosso espírito são cofres cheios de ouro e pedras preciosas. E também sois mágicos: tendes uma varinha mágica, a palavra, cujos verdadeiros poderes ainda não experimentastes. Contudo, sabeis que, quando dizeis algo simpático a alguém, vedes imediatamente os resultados. Se insultardes essa mesma pessoa, também vereis imediatamente outros resultados: vós não tocastes na pessoa, não a feristes com uma faca, no entanto ela foi ferida como por uma faca. Sim, a palavra é mágica. Então, tende cuidado com aquilo que dizeis. Mas começai por estar atentos aos vossos pensamentos e aos vossos sentimentos, para que eles vos inspirem as palavras graças às quais, como os gênios bons, levareis por toda a parte o consolo, a paz e a alegria.



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O ETERNO E O TEMPORÁRIO

Jivi (alma individual) veio a este mundo a fim de revelar o esplendor da centelha da Divindade que Ela é. Um rato é atraído por um forte cheiro da pequena isca barata dentro da armadilha; ele negligencia todos os outros alimentos no celeiro e, portanto, cai presa de sua própria tolice. Da mesma forma, as pessoas ignoram e desperdiçam suas vidas na busca de riquezas mortais. Esteja atento e alerta. Viva no mundo, mas desenvolva as habilidades para inquirir e discernir entre o eterno e o temporário. Aprenda a ver através desse drama e descobrir o Diretor por trás das cenas, que nada mais é que Deus. Você pode facilmente desenvolver essas habilidades através de devoção (bhakti), com base na realização do dever sem qualquer expectativa de resultados (Nishkama Karma).



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

AS PESSOAS ESTÃO DORMINDO

Um garotinho estava brincando com seus blocos de madei­ra, quando o pai entrou no seu quarto.
“Quieto, papai, estou construindo uma igreja.”
O pai, querendo testar o conhecimento religioso do filho, disse: 
“Por que devemos estar quietos na igreja?”
“Nós devemos, porque as pessoas estão dormindo.”

O homem está dormindo. Este sono não é o sono comum, é um sono metafísico. Mesmo quando você pensa que está acor­dado, você permanece adormecido.

Com os olhos abertos, andando na rua, trabalhando em seu escritório, você permanece adormecido. Não é apenas na igreja que você está adormecido, você está adormecido em todo lugar. Você está simplesmente adormecido.

Esse sono metafísico tem de ser quebrado, esse sono metafísico tem de ser completamente abandonado. A pessoa tem do tornar-se uma chama de consciência. Somente então a vida começa a ser significativa, somente então a vida ganha significado, somente então é vida, não a vida do dia-a-dia, comum, rotina maçante - a vida tem poesia em si e mil e uma flores de lótus no coração. Então há Deus.

Deus não é uma teoria, não é um argumento. É uma expe­riência importante na vida. E a importância só pode ser sentida quando você não está adormecido. Como você pode sentir a importância da vida estando adormecido? A vida é significante, imensamente significante. Cada momento dela é precioso. Mas você está adormecido. Apenas olhos despertos podem ver essa importância, viver essa importância.

Um desses dias houve uma pergunta. Alguém indagou: Osho, você fica nos dizendo para celebrar a vida. O que há para celebrar? Eu posso entender. A pergunta é relevante. Pare­ce não haver nada para celebrar. O que há para celebrar? A per­gunta dele é a sua pergunta, é a pergunta de todo mundo.

Mas a realidade é exatamente o contrário. Há tudo para ce­lebrar. Cada momento é tão imenso, tão fantástico, cada mo­mento traz tanto êxtase. . . Mas você está adormecido. O êxtase vem, paira ao seu redor e se vai. A brisa vem, dança ao seu redor e se vai. E você permanece adormecido. As flores desabrocham e a fragrância vem a você, mas você está adormecido. Deus fica cantando de mil e uma formas, Deus dança ao seu redor, mas você está adormecido.

Você me pergunta: O que há para celebrar? O que não há para celebrar? Tudo que uma pessoa pode imaginar está aí. Tu­do que alguém pode desejar está aí. E é mais do que você pode imaginar. É em abundância. A vida é um luxo!

Pense num homem cego. Ele nunca viu uma rosa desabro­char. O que ele tem perdido? Você sabe? Você não pode sentir nenhuma compaixão por ele? Ele tem perdido algo, algo divino. Ele não vê o arco-íris. Ele não vê o nascer nem o pôr-do-sol. Ele não vê as folhagens das árvores. Ele não vê a cor. Que escura é a consciência dele! E você tem olhos e diz: O que há para celebrar? O arco-íris está aí, o pôr-do-sol está aí, as árvores verdes estão aí, uma existência tão colorida...

Mesmo assim eu entendo. Sua pergunta é relevante. Enten­do que sua pergunta tem algum sentido. O arco-íris está aí, o pôr-do-sol está aí, o oceano, as nuvens, tudo está aí — mas você está adormecido. Você nunca viu uma rosa. Você passou por ela, você olhou a rosa — não estou dizendo que não a tenha olhado, você tem olhos, assim, você olha — mas você não a viu, não meditou sobre ela, você não deu nem um único momento de sua meditação a ela, você nunca esteve em sintonia com ela, você nunca esteve ao lado dela, sentado perto, em comunhão, você nunca disse ‘oi’ para ela, você nunca participou com ela. A vida passa, você continua aí, sem participar. Você nunca está em harmonia com a vida, por isso sua pergunta é significativa. Você tem olhos mas não vê, tem ouvidos e não ouve, tem cora­ção e não ama — você está profundamente adormecido.

Isso tem de ser entendido, eis porque continuo a repetí-lo muitas vezes. Se você entende que está adormecido, o primeiro raio do despertar entra em você. Se você pode sentir que está adormecido, então você não está mais, então você está exata­mente à beira de onde o dia se rompe — a manhã, a alvorada.

Mas a primeira coisa essencial é entender que “eu estou adormecido”. Se você pensa que não está adormecido, você nunca estará acordado. Se pensa que essa vida que você tem le­vado até agora é a vida de um ser acordado, por que então você deveria buscar e procurar caminhos para acordar a si mesmo? Quando um homem sonha e sonha que está acordado, por que ele deveria tentar acordar? Ele já acredita que está acordado. Esse é o maior truque da mente e todos estão sendo enganados por ele. O maior truque da mente é dar a você a ideia de ser aquilo que você não é, é ajudá-lo a sentir que você já é aquilo.



Osho, em "Sufis: O Povo do Caminho"



Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ONDE EXISTE A POSSIBILIDADE DE DOR NÃO EXISTE AMOR

O interrogante quer saber como ele pode agir livremente e sem auto-repressão quando sabe que sua ação deve ferir aqueles que ele ama. Veja, amar é ser livre; ambas as partes são livres. Onde existe a possibilidade de dor, onde existe a possibilidade de sofrer no amor, não existe amor, existe meramente uma forma de possessão, de aquisição. Se você ama, realmente ama alguém, não existe possibilidade de lhe causar dor quando você faz uma coisa que considera correta. Só quando você quer que essa pessoa faça o que você deseja ou ela quer que você faça o que ela deseja, existe dor. Ou seja, você gosta de ser possuído; se sente seguro, a salvo, confortável; embora saiba que esse conforto é transitório, você se abriga nesse conforto, nessa transitoriedade. Assim, toda luta por conforto, por encorajamento, realmente evidencia a falta de riqueza interior; e por isso uma ação separada, apartada de outro indivíduo naturalmente cria perturbação, dor e sofrimento; e um indivíduo tem que suprimir o que ele realmente sente a fim de se ajustar ao outro. Em outras palavras, esta constante repressão, produzida pelo chamado amor, destrói os dois indivíduos. Nesse amor não existe liberdade; é meramente uma sutil escravidão.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 21 de setembro de 2013

TRILHAR O CAMINHO ESPIRITUAL (SADHANA)

Trilhar o caminho espiritual (Sadhana) é muito importante, pois os efeitos do karma devem ser removidos somente pelo karma, como um espinho só pode ser removido por outro espinho. Você não pode remover um espinho com uma faca ou um martelo ou até mesmo uma espada. O conhecimento de que o mundo é irreal foi propagado por grandes santos e almas nobres que perceberam o Divino. Mas os grandes santos como Shankaracharya continuaram em atividade no mundo irreal, por meio de auxílio aos desfavorecidos, de escrever livros e de participar de debates difíceis. Isso é para ilustrar que você não pode desistir de fazer karma. No entanto, você deve tomar cuidado para que ele seja saturado com amor e que promova o bem-estar do mundo. Mergulhe no Amor e purifique seus pensamentos e ações com Amor, então o Próprio Senhor despertará sua consciência mais elevada!



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SÓ PODE SER LIVRE A PESSOA QUE ACEITA A RESPONSABILIDADE DE SER ELA MESMA

Para ser totalmente livre, a pessoa precisa estar absolutamente consciente, pois nosso cativeiro está enraizado na nossa inconsciência; ele não vem de fora.

Ninguém pode impedi-lo de ser livre. Você pode ser destruído, mas, a menos que você deixe, a sua liberdade não pode ser tirada de você. Em última análise, é sempre o seu desejo de não ser livre que tira a sua liberdade. É o seu desejo de ser dependente, o seu desejo de negar a responsabilidade de ser você mesmo, que faz de você uma pessoa sem liberdade.

No momento em que a pessoa assume a responsabilidade por si mesma... E lembre-se de que isso não é um mar de rosas, existem espinhos também; não é açúcar no mel, existem momentos de amargura também.

A doçura é sempre contrabalançada pela amargura; elas vêm na mesma proporção. As rosas são contrabalançadas pelos espinhos, os dias pelas noites, os verões pelos invernos. A vida mantém o equilíbrio entre os opostos polares.

Assim, uma pessoa que esteja pronta para aceitar a responsabilidade por ser ela mesma, com todas as suas belezas, amarguras, alegrias e aflições, pode ser livre. Só uma pessoa assim pode ser livre.

Viva isso em toda sua agonia e em todo o seu êxtase — ambos são seus. E nunca esqueça: o êxtase não pode vir sem agonia, a vida não pode existir sem a morte e a alegria não pode existir sem a tristeza.

É assim que as coisas são — não se pode fazer nada a respeito. Essa é a própria natureza, o próprio Tao das coisas.

Aceite a responsabilidade por ser como é, com tudo o que você tem de bom e com tudo o que tem de ruim, com tudo o que tem de belo e com tudo o que não é belo. Nessa aceitação, ocorre uma transcendência e a pessoa se torna livre.



Osho, em "Liberdade: A Coragem de Ser Você Mesmo"



Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: RecadoPop.com

EDUCAÇÃO VERDADEIRA

A mente cria através da experiência, tradição, memória. Pode a mente ficar livre do armazenado, embora ele seja experiência? Você compreende a diferença? O que é preciso não é o cultivo da memória, mas a liberdade do processo acumulativo da mente. Você me fere, o que é uma experiência; eu armazeno essa ferida, isso se torna minha tradição e, a partir dessa tradição, eu olho para você; eu reajo a partir dessa tradição. Esse é o processo cotidiano de minha mente e de sua mente. Ora, é possível que, embora você me fira, o processo acumulativo não ocorra? Os dois processos são inteiramente diferentes. Se você me diz palavras ásperas, isto me fere; mas se não é dada a isto uma importância, isto não se torna a base de onde eu ajo; então é possível que eu encontre você de novo. Isso é verdadeira educação, no sentido profundo da palavra. Porque, então, embora eu veja os efeitos condicionados da experiência, a mente não está condicionada.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

LUGAR INTERNO DE SILÊNCIO

Existe uma parte em você que é perfeita e pura. 

Ela não é tocada pelas características imperfeitas adquiridas ao viver num mundo imperfeito. 

Ela é preenchida com virtudes divinas, em constante estado de criatividade e bem-estar. 

Sua total ausência de conflito e negatividade torna essa parte de você um ponto sereno; uma profunda e enriquecida experiência de silêncio. 

Dê tempo a si e pratique chegar nesse lugar interno de silêncio. 

Isso trará um benefício indescritível.




Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

LIBRA - A BUSCA DO EQUILÍBRIO


O mantra espiritual de Libra é: “Eu escolho o caminho que conduz entre as duas grandes linhas de força.”

Essas “duas grandes linhas de força” são aquilo que chamamos de espírito e matéria. Essa é a grande dualidade fundamental no universo. Espírito e matéria são forças complementares, e é a interação entre os dois que cria todas as coisas existentes. Em cada coisa, tanto espírito como matéria estão presentes, em variadas proporções. A perfeição consiste no equilíbrio entre essas duas forças, ou seja: as duas se relacionarão de maneira que cada uma desempenhe o seu devido papel, em harmonia com a outra.

O equilíbrio entre espírito e matéria é alcançado através do grande processo evolutivo que está acontecendo em nosso universo — um processo do qual somos parte. Esse processo envolve primeiro a experiência e o conhecimento da matéria, depois a experiência e o conhecimento do espírito, e finalmente o equilíbrio entre ambos. Numa analogia talvez excessivamente simples, é como se fossemos medir quanto é a metade de um objeto: para isso pegamos a ponta de uma fita métrica e encostamos numa extremidade do objeto, depois estendemos a fita até a outra extremidade do objeto, assim conhecemos o seu tamanho total e só então podemos encontrar o seu meio. Portanto, ir de um extremo ao outro faz parte do processo de conhecer o todo, para então poder equilibrar corretamente.

A consciência humana está focalizada principalmente no lado material das coisas e simplesmente desconhece o lado espiritual. Assim, mesmo que não perceba, o ser humano leva uma vida desequilibrada e parcial, uma vida na qual predomina a materialidade. O que para nós parece equilíbrio ainda não é o verdadeiro meio-termo, pois ignoramos muita coisa. Como vemos só uma parte, achamos que o equilíbrio está ali em seu meio. Se víssemos o todo, perceberíamos que o ponto médio ainda está distante.

A espiritualidade é um convite a descobrir o outro lado, para assim descobrir o todo. Uma parte já conhecemos: a material; está faltando conhecermos a outra. A espiritualidade é um convite ao equilíbrio, mas um equilíbrio cada vez mais abrangente e completo. A descoberta do outro lado é um processo gradual. Cada novo pedacinho que vemos e incluímos nos leva a reposicionar o que consideramos como o meio. Por isso, em nossa busca por equilíbrio, devemos estar atentos para não estagnarmos numa concepção fixa de como o equilíbrio é. O que consideramos como equilíbrio vai mudando à medida que a consciência se expande.

A grande dualidade universal de espírito e matéria reflete-se no plano emocional como o que é chamado de pares de opostos — prazer e dor, felicidade e sofrimento, afeto e raiva, atração e repulsão etc. Esses pares de opostos apresentam a cada ser humano o primeiro campo de treinamento em equilíbrio. Normalmente, o ser humano vive ocupado com esses opostos emocionais, lutando com eles, distraído com eles, e não percebe a dualidade principal de espírito e matéria. Quando o indivíduo compreende que esses dois opostos emocionais são ambos parte da vida, quando pode aceitar ambos e ficar indiferente diante eles, então, tendo alcançado o equilíbrio emocional, torna-se possível confrontar a dualidade principal e avançar em direção a um equilíbrio maior.




Ricardo Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br





Fonte do Texto e da Gravura: Grupo Logos
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2012/10/7-libra.html

7º TRABALHO DE HÉRCULES (A CAPTURA DO JAVALI) - LIBRA: MODERAÇÃO E EQUILÍBRIO

O trabalho de Hércules relacionado ao signo de Libra é a captura do javali de Erimanto. 

Libra é um signo de moderação e de energia equilibradora, e este trabalho representa a busca e a conquista desta notável qualidade: equilíbrio. É uma qualidade que poderia parecer simples ou banal; em verdade, é muito difícil de ser alcançada e requer elevada sabedoria.

No Monte Erimanto, um javali gigantesco devastava toda a região. Hércules recebeu a tarefa de capturar o feroz animal. No caminho para a montanha, o herói encontrou seu amigo Folo, um centauro (metade homem, metade cavalo). Hércules esqueceu-se da tarefa, e os dois ficaram a conversar e beber. Em meio à bebedeira, iniciou-se uma briga com outros centauros, e Hércules acabou matando acidentalmente o seu amigo.

Com a tragédia, o herói recordou-se de sua tarefa e retornou a ela. Ele perseguiu o javali montanha acima, de modo que a fera fugisse sempre para mais alto. No topo, o javali não tinha muito espaço para se esquivar, então Hércules colocou uma armadilha e logo capturou o animal. Hércules conduziu o javali montanha abaixo segurando as suas patas traseiras e empurrando-o como um carrinho de mão. E no caminho, todos se alegravam e riam com a cena inusitada.

No mito, Hércules representa a alma ou Eu Superior. O selvagem javali representa a nossa natureza inferior: nossos apetites, instintos, hábitos, preferências, desejos. O trabalho consiste em equilibrar estas duas partes do nosso ser, a superior e a inferior, e trazê-las a um estado de cooperação, cada uma desempenhando a sua devida função. Hércules conduzindo o javali representa tal equilíbrio e cooperação dentro do próprio indivíduo, de modo que a alma se expresse perfeitamente através do corpo.

Esta conquista acontece no alto da montanha. Com sua forma triangular, a montanha é um símbolo da consciência espiritual. Subir uma montanha significa elevar a consciência. Assim, para alcançar equilíbrio e cooperação internos, é preciso buscar uma perspectiva superior, mais ampla e sábia, que possa compreender o correto papel de cada coisa — dentro e fora de nós. Com tal visão abrangente, podemos juntar corretamente todas as peças do quebra-cabeça da vida, e compor um todo harmonioso.

Os lados opostos da montanha ficam cada vez mais próximos um do outro à medida que subimos. E no topo da montanha, já não existem lados, mas apenas um ponto de síntese. Para nos elevarmos, devemos estar dispostos a abrir mão dos extremos. É a moderação o que possibilita a elevação. Ao lidarmos conosco mesmos, com as situações da vida e com as outras pessoas, as atitudes radicais e extremistas produzem distanciamento e separação. Nós nos afastamos das pessoas e da realidade da vida, e dentro de nós mesmos as coisas também ficam desconexas. Já a moderação é uma abertura para o outro, o diferente, o novo. Ela torna possível a expansão e elevação da consciência. Mas isso também não significa ser condescendente com os outros ou conosco mesmos. 

No mito, o encontro de Hércules com Folo representa a busca do prazer independentemente do dever. Quando Hércules procurou apenas agradar o amigo e a si próprio, o resultado foi dor. Temos que estar vigilantes, pois há sempre a tentação de fazer aquilo que é mais fácil e prazeroso, em vez daquilo que é justo e direito. 

Por outro lado, com o cumprimento do dever, o mito termina em riso e alegria. Quando trilhamos o caminho da moderação, atentos ao dever, buscando equilíbrio e cooperação, o resultado é uma genuína alegria, que se irradia.



Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br



Fonte do Texto e da Gravura: Grupo Logos
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2011/10/libra-moderacao-e-equilibrio.html

LIBRA - A BELEZA DE UM SIGNO



O sentido da Luz é uma constante quando a Alma consegue despertar o seu reflexo que é a personalidade. A partir desse momento, trabalhar nela e por ela se converte em um fluir cada vez mais necessário.

Talvez não nos apercebamos – percebem mais os que nos rodeiam – como os nossos hábitos vão mudando, prescindindo cada vez mais de hábitos e necessidades. Vai se produzindo em nós um novo senso de valores e este processo não deixará de evoluir, pelo menos até que a nossa Luz seja tão potente que seja observada pelos senhores da Face Escura, e apresentem ante uma vida determinada, o espelhismo disfarçado de oportunidade que mais possa contatar com nossos ideais.

Durante as energias emanadas desta Constelação de Libra, faz-se mais patente que nunca o dom dos Senhores da Chama à humanidade: O Princípio Mental. 

Através de Libra como Signo, flui o Terceiro Raio e seu Regente Exotérico Vênus, nos conecta com o Quinto Raio. A Mente oferece durante cada mês de Libra uma oportunidade especial. Equilibrar – palavra sempre chave do Signo – a mente inferior e a superior.

O Terceiro Raio nos torna conscientes do que significa Inteligência Ativa, nos leva a ser seletivos. É o Raio do buscador, do filósofo e ativa o nosso potencial para a subjetividade, ao mesmo tempo que o concreto se torna mais sutil. O Quinto Raio faz vibrar a nossa Mente Superior.

Possivelmente sob a influência de Libra e em um determinado ciclo da vida, aparece a visão do Caminho e o projeto para o qual nos sentimos afins. Para isso o nosso sistema de valores deve ser cada vez mais revisado e trabalhado. O Mestre Tibetano o define como “o estreito caminho do fio da navalha caminhando entre duas forças”.

Libra patrocina o direito, as leis, destaca as diferenças entre o bem e o mal, entre a noite e o dia, entre Oriente e Ocidente, cujas diferenças só se equilibrarão através de uma nova visão do que consideramos Lei.

Sua relação com a beleza e a diplomacia, algo totalmente venusiano, faz nascer sob seu influxo a pessoas capazes de mediar entre conflitos.

Podemos intuir o quanto serão necessárias as vidas que nascerão sob a influência de Urano, Regente Esotérico de Libra, durante os sete anos que aproximadamente estará em Áries, estando especialmente protegido este processo pela passagem de Júpiter neste mesmo Signo.

Surgirão reformadores pioneiros nos campos em que a humanidade mais precisa. Defensores uranianos dos direitos humanos. Mudanças de paradigmas sociais. Pode ser muito importante em nível mundial tudo o que ocorrer nestes anos.

Urano emprega aproximadamente oitenta anos em trânsito no firmamento até voltar ao ponto de partida e em 1761 podemos constatar pela primeira vez a influência sobre nossa humanidade desta mistura de energias, pois como também em 2010, Urano se encontrava em Áries, compartilhando durante um ano seu caminho junto a Júpiter.

Nessa época começa a queda do império espanhol, ao perder a batalha naval contra a Inglaterra, dando vez ao princípio da influência anglosaxã. Um mundo acaba e outro começa.

Em 1845 encontram de novo Urano e Júpiter nos primeiros graus de Áries e o parlamento britânico promulga uma famosa lei que significará um passo decisivo na direção da liberação da escravidão. Podemos imaginar a intensa mudança de paradigma em uma sociedade estancada no que diz respeito aos direitos sobre outros seres humanos. O impacto sobre as relações econômicas e sociais foi muito profundo.

É curioso refletir sobre a possibilidade de que mediante a lei conhecida como a “Lei Aberdeen” e seu desejo de abolição da escravidão, hoje seja um homem de etnia negra que dirige Estados Unidos.

Em 1927, o seguinte ponto em que se encontram em Áries as mesmas energias, pela primeira vez se consegue fazer um voo sem escalas sobre o Atlântico, aproximando continentes e países. Ao mesmo tempo a revolta do exército chinês abriu caminho para o Exército Vermelho, o qual transformou a história do país. Mussolini abre as portas ao fascismo enquanto Stalin, expulsa León Trotsky e se converte em líder total do PC e da URSS.

Enquanto escrevo isto, escuto que o Prêmio Nobel da Paz, foi concedido a um dissidente chinês pela luta para conseguir direitos democráticos. Pode ser o ponto de partida de uma nova mudança em um país que não respeita os direitos humanos. Urano segue atuando ali onde se faz necessária a sua força. É um dos Três Grandes Deuses da Mudança, junto com Netuno e Plutão.

Pode-se ver historicamente, como as energias descristalizadoras e liberadoras de Urano unidas às energias arianas e ao sentido de compromisso social de Júpiter fazem finalizar umas formas de vida e dão nascimento a outras.

Observemos também a beleza e harmonia com que atuam as energias dos planetas quando Libra brilha no firmamento.

Saturno com seu sentido de lei e ordem, se exalta em Libra. Vive com maior fluidez a mensagem de responsabilidade ao mesclá-la com a ética e a diplomacia de Vênus. A Lei com coração ou unida ao amor que é o mesmo.

O Sol “cai” neste Signo. Dilui a fortaleza agressiva do Eu de Áries, para entregar seu brilho a esses “outros” que é também um dos significados de Libra.

Urano entrega sua inteligência e luz ao sentido de grupo para que este seja uma forma de viver e finalmente Marte, o Planeta da coragem, do sentido de defesa, está débil em Libra, como que respeitando a esfera de relações que o Signo representa e, ao mesmo tempo, se preparando para recolher toda a sua força e utilizá-la no Signo seguinte, Escorpião.

Em 2010 começa uma nova andadura destas energias. Urano em Áries, acompanhado durante um ano por Júpiter. Estamos vendo cair estruturas profissionais, econômicas, religiosas… tudo está cambaleando para poder deixar entrar o ar fresco e forte desta união. 

O que ocorrerá nestes tempos de oportunidade em nossas vidas?  Em principio, nos tornarmos responsáveis por tudo o que ocorre em nossas vidas. Não podemos projetar sobre as pessoas nem sobre as circunstâncias da vida o que nos acontece. Estar o mais centrados possível no coração, na paz e no silêncio, tal como nos aconselha Master Kumar, para assim podermos escutar, sentir a intuição de Urano em nossas mentes.

Identificar-nos constantemente com o que cremos que é nosso projeto de vida ou serviço. Como diz o Mestre Tibetano…“atuar como se…”. Como se realmente fôssemos discípulos aceitos, viver com esta confiança e esse compromisso.

Que toda a bendita energia de um Signo especial, compenetre nossos pensamentos com seu sentido de beleza e harmonia.



Joanna Garcia



Fonte do Texto e da Gravura: Grupo Logos
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2010/10/libra-beleza-de-un-signo.html

LIBRA - A ENTRADA NO EQUILÍBRIO


A primeira ideia que vem à mente quando pensamos em Libra é o equilíbrio. Em uma etapa definida do Caminho, o equilíbrio diz respeito à estabilização do eu na esfera mental, a fim de não flutuar tanto emocionalmente e ser capaz de tomar uma decisão correta. É interessante apontar que uma decisão, como bem disse Ricardo Georgini, procede da liberdade e, esta, do contato interno.

Esse contacto interno é cultivado durante o período regido por Virgem, e se revela como estabilidade durante Libra, como resultado de um processo subjetivo muito enlaçado com o silêncio. É que o silêncio é o pai dessa luz que garante a liberdade, e Libra tem muito a ver com sua construção e com a transmissão da luz.

O silêncio denota inatividade, um intervalo de transição e inclusive de passividade, da perspectiva do eu inferior. Mas visto de outro ângulo, o silêncio é a base vivente que demonstra com sua presença a existência de um processo interno latente, que necessita da estabilidade para se desenvolver.

O silêncio pode ser entendido como um efeito, um estado de supremo equilíbrio, de dinâmico recolhimento e de percepção do que se encontra mais além da mente. Por esta razão Libra é um signo muitas vezes associado ao plano búdico ou intuitivo; sua energia leva às portas do plano etérico cósmico, de onde se filtram fragmentos da Vida Una e se conhece a unidade em que se fundamenta o manifestado.

Em nível hierárquico, Libra é regido por Saturno, o planeta do carma, que também se encontra em exaltação ali, reforçando seu poder. O Sol, por sua vez, está em queda. Aqui temos algumas reflexões interessantes para fazer: antes de tudo, podemos considerar o carma que nos rege como a atração da Terra em relação às vidas que formam nossos distintos corpos, cuja “queda” nos arrasta (fruto de nossa identificação com o Sol, ou eu) e gera sofrimento.

Se examinamos o exposto acima em nível de consciência, veremos que o equilíbrio dinâmico que emana do coração se “corta” quando a mente emerge, o que nos submerge em planos inferiores de percepção; perde-se a unidade intrínseca até que eventualmente seja novamente encontrada, e essa busca da entrada na corrente de vida se torna um desafio permanente em uma etapa do Caminho.

Em troca, a consciência fragmentada é por natureza separatista e gera a percepção e a interação com “o outro”, tão próprias do signo e de sua influência geral. Saturno opera como o grande cristalizador que castiga nosso pouco contato interno. Uma forma de buscar a união perdida é, nos três mundos, o sexo, e é por isso que na Astrologia Esotérica é regido por Libra e não por Escorpião, que é a sua versão astral e um reflexo da queda anterior. A busca do equilíbrio na matéria procura compensar o que não ocorre tão intensamente do plano interno.

Visto de outro ângulo, é possível fazer maior reflexão sobre o processo de queda, e entendê-lo não somente como a aplicação da “gravidade” ou atração terrestre, mas como a ausência de energia solar, base oculta de todo carma humano. O sofrimento nos leva a pôr em equilíbrio e a transmitir a luz que iluminará o nosso caminho futuro; daí também que o progresso seja aparente na matéria, já que se avança para depois retroceder, mas, em troca, há uma grande ampliação da expressão espiritual. A chave passaria a estar, então, não na luta, mas em “esgotar a taça” e se situar dentro do ponto dinâmico de equilíbrio solar, onde por direito próprio se supera a atração terrestre e oportunamente a dobra com a pura força do espírito.

É por isso mesmo que a vitória a se alcançar sobre a personalidade em Escorpião está pré-condicionada pelo que se faça em Libra, pelo grau de compromisso interno que se tenha desenvolvido e as porções de silêncio que tenhamos conquistado com o coração. Essa mesma condição explica porque o êxito do trabalho da alma e do serviço do eu depende do acionar subjetivo e não do objetivo, que é o efeito.

Explorando um pouco mais essa dimensão do ser, é interessante observar que somente se alcança o equilíbrio quando nos abrimos a ele, em que pese as consequências, com a virginidade conhecida em Virgem, o frescor emanante da mente ante o vazio eletricamente imbuído. Este estado de incerteza equipara a nossa percepção material com a dinâmica do espírito, e nesse ponto médio permanecemos por um fugaz instante até volver a sofrer a “lei”.

O período regido por Libra é propício, então, para o cultivo do equilíbrio interior, algo que desde a personalidade pode ser visto como passividade, e somente em um sentido sutil pode ser aproveitado ativamente. Uma etapa para ir saindo das profundezas da matéria e estabelecer um ponto de tensão no espaço de onde as energias da alma possam se manifestar em todo seu poder, com um desgaste mínimo de forças. E, desse modo, dar cumprimento aos processos cármicos em curso, já conhecendo seu final como geradores de equilíbrio.

Mas esse luminoso ponto de tensão oportunamente vai se esgotando e se revelando insuficiente. É o momento para aquele que, tendo subido por méritos próprios acima da forma e “estendido o olhar ante o vasto espaço”, surge entre o meio do equilíbrio e se chama ao silêncio, afasta a luz e se descobre como o Uno. Para isso Libra também oferece um caminho muito interessante durante este mês, para quem quiser (e puder) percorrê-lo.

É importante recordar que o lema corrente do signo é “que se faça uma escolha”, mas que como discípulos devemos já ter escolhido se aceleraremos a evolução e o carma, e assim resta simplesmente seguir “o caminho que conduz entre duas linhas de força” e consolidar a consciência no plano onde estejamos chamados a consolidar o equilíbrio. 

Sejamos o exemplo, para que a humanidade possa, neste período, dar um passo mais na direção deste ponto central.



Martín Dieser



Fonte do Texto e da Gravura: Grupo Logos
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2010/10/libra-entrada-no-equilibrio.html

LIBRA - ESCOLHER O BEM


O signo de Libra, ou Balança, está relacionado com equilíbrio e com escolha. É somente em meio a condições equilibradas que qualquer escolha é realmente possível. Neste período, as energias de Libra estarão amplamente disponíveis, estimulando-nos a um maior equilíbrio e a exercermos mais plenamente a nossa capacidade de escolher.

A escolha pressupõe liberdade. Uma escolha feita sem liberdade já não é uma escolha. Mas quão livres somos, dentro de nós mesmos, para escolher? Naturalmente, deve haver também liberdade externa, em nosso ambiente, para podermos manifestar as nossas escolhas. Mas é principalmente a ausência de liberdade interna, psicológica, o que impossibilita-nos escolher. Normalmente, estamos condicionados internamente por uma série de apegos, crenças, hábitos, desejos etc. O que pensaremos sobre certo assunto, o que faremos em certa situação, como viveremos a nossa vida — tudo isso, embora não percebamos, fica grandemente determinado pelos nossos condicionamentos internos, e sobra pouco espaço para real escolha.

Muitas vezes, ao experimentarmos um sentimento ou desejo, tendemos a nos identificar excessivamente com ele. Isto significa que, no extremo, agimos como se aquele sentimento fosse tudo o que somos, como se nós fôssemos só aquele sentimento e nada mais. Então, ficamos restritos apenas àquilo, numa condição de desequilíbrio. Mas o fluxo natural da vida sempre nos traz outros estímulos e demandas, e nos convida a nos abrirmos para outras possibilidades. A energia de Libra contribui para esta alternância e variabilidade, que promove um equilíbrio. Assim, a mente e o coração são arejados, e os pensamentos e sentimentos ficam mais moderados e amenos. E já não estamos mais atados a certo sentimento ou desejo, mas podemos, sim, escolher.

Com frequência, também ficamos excessivamente identificados com as nossas opiniões e o nosso próprio lado em qualquer questão. Libra nos incentiva a nos abrirmos para o outro lado e tentarmos nos colocar no lugar do outro e ver pela sua perspectiva. Assim, podemos descobrir que opiniões divergentes muitas vezes são complementares, e cada uma tem algo a contribuir. Esta atitude equilibrada nos permite ampliar o nosso conhecimento e compreensão, e só então podemos, verdadeiramente, fazer uma escolha.

Também tendemos a nos identificar excessivamente com a nossa própria pessoa, família, grupo ou nação, considerando-nos completamente separados e independentes dos demais. E dedicamos a nossa vida a atender estritamente aos nossos interesses e aos interesses dos nossos. Libra nos ensina que não existe bem individual, particular. É um mal disfarçado, uma ilusão. Todos os seres estão inexoravelmente interligados, e algo só será, de verdade, bom para qualquer um, se também for bom para todos. O bem é necessariamente algo compartilhado, é sempre bem comum.

A influência de Libra conduz à moderação e equilíbrio nos sentimentos e pensamentos, para que não fiquemos atados a nada e possamos ampliar cada vez mais nosso conhecimento, de modo a fazermos escolhas cada vez mais conscientes. E quando um ser humano é verdadeiramente consciente, sabe que é um com todos os demais, e naturalmente escolhe viver pelo bem comum.


Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br



Fonte do Texto e da Gravura: Grupo Logos
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2010/09/libra-escolher-o-bem.html

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

PRECISÃO E INTUIÇÃO

Precisão é usar o tempo para fazer seu trabalho bem e sem erros. Mas há uma dimensão mais sutil que se refere aos bons poderes intuitivos. Estar no lugar certo e na hora certa também é precisão. Todos nós tempos uma pequena voz interior que nos diz se algo não está muito correto. Quando desconsideramos esta voz, fazemos algo impreciso. Quando agimos de acordo com a voz interior geralmente ficamos agradavelmente surpresos sobre como tudo acabou tão bem. Precisão também é aproveitar as dicas que surgem em muitas situações na vida. Esses são os avisos e sinais que falam para nós, mas discretamente. Se estivermos conectados, notaremos.



Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A FELICIDADE NÃO PODE SER PERSEGUIDA

O que você quer dizer com felicidade? Alguns dirão que felicidade consiste em conseguir o que você quer. Você quer um carro, o consegue e fica feliz. Eu quero um sari ou roupas; eu quero ir à Europa e, se posso, fico feliz. Quero ser o maior político e se o conseguir fico feliz; se não o conseguir, fico infeliz. Assim, o que você chama de felicidade é conseguir o que quer, realização ou sucesso, se tornar nobre, conseguir alguma coisa que você quer. Enquanto quiser alguma coisa e puder consegui-la, você se sente perfeitamente feliz; você não fica frustrado, mas se não conseguir o que quer, então a infelicidade começa. Todos nós estamos interessados nisto, não só o rico e o pobre. Tanto o rico quanto o pobre querem conseguir alguma coisa para si mesmos, para suas famílias, para a sociedade; e se eles forem impedidos, interrompidos, ficarão infelizes. Não estamos discutindo, não estamos dizendo que o pobre não consegue ter o que quer. Não é esse o problema. Estamos tentando descobrir o que é felicidade; e se felicidade é uma coisa da qual você está consciente. No momento em que você está consciente de que é feliz, que você tem muito, isso é felicidade? No momento em que você está consciente de que é feliz, não é felicidade, é? Então você não pode ir atrás da felicidade. No momento em que você está consciente de que é humilde, você não é humilde. Então a felicidade não é uma coisa a ser perseguida; ela chega. Mas se você a procura, ela se vai.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

ADAPTAÇÃO - O FINO EQUILÍBRIO

Toda vez que nos deparamos com uma nova situação ou nova fase em nossas vidas, pode haver um período de transição de desconforto e incerteza. Então nos adaptamos e encontramos nosso conforto novamente. O segredo é não resistir, mas manter o fino equilíbrio de ser verdadeiro consigo e fazer os ajustes necessários para se adaptar à nova situação. É quando vivemos e trabalhamos com pessoas novas que nossos poderes de adaptação são especialmente requeridos. Para cada situação ser sustentável deve haver harmonia. Para alcançar harmonia precisamos apreciar a nova dança, evitar conflitos de personalidade e ainda nos expressar autenticamente.



Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

FRACASSO E REABILITAÇÃO

No capítulo das expiações, o Espírito que fracassa durante o trânsito carnal, chegando à Erraticidade, adiciona, ao insucesso da experiência perdida, os erros anteriores que o propeliram à reencarnação.

Dando-se conta da gravidade dos seus delitos, assume alguma das atitudes que consideraremos:

- enlouquecimento, pelo receio de enfrentar a consciência;

- depressão, por descobrir as graves responsabilidades que, desrespeitadas, transformam-se em fardo insuportável;

- anestesia do discernimento, como mecanismo de fuga às lembranças doridas, procurando evadir-se por um tipo qualquer de alienação.

Revolta-se, vitimado pelo orgulho, e, desesperado pelo fracasso pessoal, deblatera (esbraveja) e dá vazão aos instintos primitivos nele predominantes, mais complicando a própria situação. Ou foge, qual errante peregrino da consciência procura fugir de si mesmo para lugar nenhum, sendo, então, acoimado pelos adversários que, por pouco, não o enlouquecem em tais circunstâncias.

Dois fenômenos ocorrem em nome da Divina Misericórdia: o retorno ao arcabouço carnal ou o intercâmbio mediúnico, para ter diminuídas as aflições e encontrar o norte que deixou à margem.

A experiência por meio da psicofonia atormentada desperta-o, sem o macerar demasiadamente, pois que, tomando tal medicamento conscientiza-se, ao mesmo tempo diminui-se-lhe o sofrimento.

O mergulho na reencarnação expiatória faculta-lhe evadir-se de si mesmo, ressurgindo como autista, para fugir da consciência de culpa; psicótico, apagando as lembranças; vitimado pela claustrofobia ou instável, irrequieto ou desconfiado, quando não traz as dolorosas mutilações no corpo e na emoção, graças ao que, volta-se para Deus, a fim de recomeçar com equilíbrio.



João Cleofas / Divaldo Pereira Franco



Fonte: do livro "Suave Luz nas Sombras"
http://www.caminhosluz.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

TEMPOS DE DESASTRE SÃO MUITO REVELADORES

Os tempos de desastre o tornam consciente da realidade como ela é. A vida é sempre frágil; todos estão sempre em perigo.

Em tempos normais você "dorme" profundamente e por isso não o percebe. Continua sonhando, imaginando belas coisas para os próximos dias, para o futuro.

Mas, nos momentos em que o perigo é iminente, então de repente você toma consciência de que pode não haver futuro, não haver amanhã, e que este é o único momento que você tem.

Então, os tempos de desastre são muito reveladores - eles não trazem nada de novo ao mundo; eles simplesmente o tornam consciente do inundo como ele é. Eles acordam você.

Se você não entender isso, pode enlouquecer; se entender, pode despertar.



Osho, em "Poder, Política e Mudança: Como Ajudar o Mundo a se Tornar Um Lugar Melhor?"



Fonte do Texto e da Gravura: www.palavrasdeosho.com

FELICIDADE NÃO É SENSAÇÃO

A mente não pode encontrar a felicidade. A felicidade não é uma coisa a ser perseguida e encontrada, como a sensação. A sensação pode ser encontrada vezes e mais vezes, porque está sempre sendo perdida; mas a felicidade não pode ser encontrada. A felicidade relembrada é só uma sensação, uma reação a favor ou contra o presente. O que está acabado não é felicidade; a experiência de felicidade que está acabada é sensação, pois lembrança é o passado e o passado é sensação. Felicidade não é sensação. O que você conhece é o passado, não o presente; e o passado é sensação, reação, memória. Você lembra que foi feliz; e pode o passado dizer o que é felicidade? Ele pode lembrar, mas não pode ser. Reconhecimento não é felicidade; saber o que é ser feliz, não é felicidade. Reconhecimento é a resposta da memória; e pode a mente - o complexo de memórias, experiências - ser feliz? O próprio reconhecimento impede o experimentar. Quando você está cônscio de que está feliz, existe felicidade? Quando há felicidade, você está cônscio dela? A consciência só surge com o conflito; o conflito da lembrança do mais. Felicidade não é a lembrança do mais. Onde existe conflito, a felicidade não está. Conflito é onde a mente está. O pensamento, em todos os níveis, é a resposta da memória e assim, invariavelmente, nasce o conflito. Pensamento é sensação, e sensação não é felicidade. As sensações estão sempre buscando gratificações. O fim é sensação, mas a felicidade não está no fim; ela não pode ser buscada.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

MATURIDADE E ALEGRIA DE VIVER

(...) Podemos afirmar que um dos sinais fundamentais que distinguem o homem maduro é que ele NÃO É FIXO, NÃO É ESTÁTICO, mas continua a crescer, a desenvolver-se, a caminhar para a frente (Chardin) qualquer que seja a sua idade. 

(...) Uma pessoa madura não é uma pessoa que chegou a um certo grau de perfeição e se estabilizou. Ela é, preferivelmente, uma pessoa em amadurecimento, uma pessoa cujas ligações com a vida se tornam sempre cada vez mais fortes e mais ricas (Overstrett). 

(...) Não se pode definir a maturidade porque ela não é um ponto fixo, não é algo estático, mas é, antes de tudo, uma ATITUDE INTERIOR, uma DISPOSIÇÃO DE ÂNIMO E DE MENTE, seja para consigo mesmo seja para com a vida, é uma fermentação interior no sentido do desenvolvimento sempre cada vez mais amplo e abrangente, que torna o homem capaz de expressar as suas faculdades mais elevadas, de "centralizar-se" primeiramente no seu eu mais íntimo, em seguida de "descentralizar-se" sobre seus semelhantes e, finalmente, de "centralizar-se em" seu Deus. (Chardin) 

(...) Um sinal inconfundível de maturidade é a ALEGRIA DE VIVER, porque o progresso na direção da maturidade é o progresso na direção da felicidade. (Overstrett) De fato, o homem pode dizer que é feliz quando pode utilizar todas as suas faculdades e "mergulhar o corpo e a alma na vida", no sentido mais elevado destas palavras. A maturidade também poderia ser definida como o desenvolvimento completo e harmônico de todas as faculdades do homem e a capacidade de expressá-las na vida. 



Dra. Angela Maria La Sala Bata



Fonte: do livro "Maturidade Psicológica"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ESCOLAS E PROVAS DA EVOLUÇÃO

Nós não viemos à terra para ver os acontecimentos desenrolarem-se conforme os nossos desejos (sobretudo porque os desejos de uns raramente estão em sintonia com os desejos dos outros!), mas para aprender a tirar lições de tudo, a raciocinar, a analisar e a descobrir as leis que regem a criação e as criaturas. Devemos aceitar sentar-nos nos bancos desta universidade que a vida é e que nos oferece todas as possibilidades: bibliotecas, laboratórios, jardins botânicos e zoológicos, e tudo aquilo de que necessitamos para nos instruirmos, se quisermos observar bem, tomar notas… E, regularmente, é também a vida que nos faz passar por exames para verificarmos em que ponto estamos. Todos são chamados a passar por provas nas escolas celestes, como acontece nas escolas humanas, e por isso não se deve descurar nenhum exercício. Mesmo as preocupações, os desgostos, as decepções… são uma matéria sobre a qual se deve trabalhar para se ser forte e poderoso.



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: RecadoPop.com

UNIÃO COM O DIVINO

A Divindade está acima e além do intelecto e inacessível através dos sentidos. É a sua própria lei, é independente de todas as restrições e costumes. Cada um dos sentidos pode executar apenas uma operação para contribuir com a obtenção de conhecimento. O ouvido pode informá-lo sobre o som, os olhos sobre a cor, a língua sobre o gosto etc. Saiba que o Divino está além de todas as sensações e sistemas. Criação, Manutenção e Dissolução (Srishti, Sthithi e Laya) são três expressões da vontade Divina. Você deve compreender o significado profundo da Criação (Srishti) realizando seu dever na forma de adoração (Karma Yoga); é necessário compreender o significado de Manutenção (Sthithi) por meio da devoção ao Senhor (Bhakti Yoga), e quando você alcança a sabedoria (através de Jnana Yoga), chega-se a experiência de Laya, a União com o Divino.



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal