quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A TÉCNICA DO DISCÍPULO - A SENDA R+C

Em seu aspecto externo, a Ordem Rosacruz é uma organização que propaga um ensinamento sistemático, totalmente prático e de utilidade comprovada mundialmente; e, em seu aspecto interior, tem um caráter profundamente místico e esotérico. É neste último aspecto que a força operante reside e, aliás, dá orientação e estabilidade às múltiplas aplicações e usos na nossa vida cotidiana.

Condição de discipulado: o pensamento e a ação têm de receber nova direção e intenção; um caminho totalmente diferente do caminho terreno por ele percorrido até então, e tem de se preparar para se ajustar com novos princípios que não são nada fáceis de aceitar no começo, porque alguns deles se oporão a crenças e opiniões pessoais firmemente arraigadas.

Traço curioso na natureza humana é que um estudante muitas vezes aceitará a verdade da experiência de uma autoridade e negará e rejeitará a mesma experiência, apresentada de forma diferente, quando parte de outra autoridade. Esta não é a verdadeira condição de estudante e muito menos a atitude de um discípulo. Na verdade, é precisamente este conhecimento imediato da verdade, sob qualquer forma, que distingue o segundo.

Ninguém lhes pode dar o poder de ler no sentido oculto. Somente a profundidade e a intensidade  do viver concedem isto. O neófito que se esquiva das palavras profundamente significativas, profundidade e intensidade, melhor fará em afastar-se por algum tempo.

A senda é uma só; a verdade é uma só; os Mestres são um no Cosmos em percepção e iluminação, mas cada um com uma técnica aperfeiçoada e peculiarmente adaptada às constituições mentais, psíquicas e espirituais das várias escolas autênticas de disciplina e de iniciados que buscam sua ajuda visando realizar seu trabalho.

Qualquer que seja a razão específica que possa atrair o neófito para a disciplina da Senda, o objetivo real deveria ser o do serviço. Seu objetivo pode ser nova capacidade criadora e maior influência em sua profissão ou outras atividades, ou pode ser, como já se disse, inteiramente para propósitos místicos e ocultos: de qualquer modo, seu poder para serviço será, sem dúvida, ampliado e, tudo considerado, algum tipo de serviço para o mundo deveria vir a influenciar suas pesquisas na Senda.



Raymund Andea, FRC



Fonte: do livro "A Técnica do Discípulo", Ed. Renes, RJ
(Biblioteca Rosacruz, vol. XVI)
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

TER SAÚDE PARA SER FELIZ OU SER FELIZ PARA TER SAÚDE?

Richard Simonetti conta no livro “Para Viver a Grande Viagem”, que uma mulher chegou para seu médico e disse:

- Doutor! . . . Eu queria tanto ter saúde, afim de ser um pouquinho feliz!

O médico respondeu bondosamente:

- Minha filha! Este é o erro de toda gente, porque não se trata de procurarmos ter saúde para ser feliz, e, sim, de procurarmos ser feliz para ter saúde.

A felicidade não é uma conquista exterior e sim interior. E só seremos verdadeiramente felizes quando formos bons. Enquanto isso não ocorre, sofreremos as consequências de nossos delitos do passado.

Quanto às doenças que não encontram cura na Terra, é um remédio enérgico para a cura de nosso corpo espiritual. Alguns doentes necessitam mais que uma reencarnação dolorosa, a fim de que seu perispírito possa curar-se das tremendas manchas adquiridas através da transgressão da lei divina em existências passadas.




Fonte: Grupo de Estudo "Allan Kardec"
http://grupoallankardec.blogspot.com
Fonte da Gravura: www.angeosofia.com

SOFRIMENTO CONSCIENTE E INCONSCIENTE

Sofrimento é agonia, incerteza, o sentimento de completa solidão. Existe o sofrimento da morte, o sofrimento de não ser capaz de se realizar, o sofrimento de não ser reconhecido, o sofrimento de amar e não ser amado. Existem inumeráveis formas de sofrimento, e me parece que sem compreender o sofrimento, não há fim para o conflito, miséria, para o árduo trabalho diário de corrupção e deterioração. Existe sofrimento consciente, e existe também sofrimento inconsciente, o sofrimento que parece não ter base, sem causa imediata. A maioria de nós conhece o sofrimento consciente, e também sabemos como lidar com ele. Ou fugimos dele através da crença religiosa ou o racionalizamos, ou usamos algum tipo de droga, seja intelectual ou física; ou nos confundimos com palavras, com diversões, com entretenimento superficial. Nós fazemos tudo isto e, contudo, não podemos fugir do sofrimento consciente. E então há o sofrimento inconsciente que herdamos através dos séculos. O homem sempre procurou dominar esta coisa extraordinária chamada sofrimento, agonia, miséria; mas mesmo quando estamos superficialmente felizes e temos tudo que queremos, no fundo do inconsciente estão ainda as raízes do sofrimento. Então, quando falamos do fim do sofrimento, queremos dizer o fim de todo o sofrimento, tanto consciente como inconsciente. Para acabar com o sofrimento a pessoa tem que ter uma mente muito clara, muito simples. Simplicidade não é uma mera ideia. Ser simples demanda muita inteligência e sensibilidade.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.angeosofia.com

ATENÇÃO E DIREÇÃO DOS PENSAMENTOS


Seja para onde for nossa atenção é para lá que nossos pensamentos irão com mais frequência e interesse. Se tivermos uma mente complicada, que pensa muito sobre certas coisas desnecessariamente, nossa atenção vai para os obstáculos e as coisas que nos preocupam sob um ponto de vista crítico e negativo. Ao prestar mais atenção às dificuldades, alimentamos esses tipos de pensamentos com mais intensidade e atraímos essas situações para nós. Os problemas nos absorvem devido à quantidade de energia que investimos neles, transformando um montículo em uma montanha. Mas quando nos concentramos em buscar soluções para os problemas com uma atitude positiva e entusiasta, que atrai energia positiva, isso nos ajuda a transformar montanhas em montículos.



Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: www.angeosofia.com

CURAS ESPIRITUAIS E A FÍSICA MODERNA

"Os pensamentos positivos têm uma dupla atuação: podem ajudar a própria pessoa que os emite e os pacientes a que se destinam."

Através do pensamento, o ser humano torna-se co-criador do Universo, como afirmou André Luiz em sua notável Obra, sendo responsável pelo seu próprio destino e senhor das forças psíquicas capazes de promover a saúde, o bem-estar e a alegria de viver, tanto para si mesmo como para os seus semelhantes.

Na prece, a pessoa deve ser movida pela força de quem verdadeiramente ama a Deus, e pedir coisas justas, de acordo com as suas Leis. Esse ensinamento encontra-se na primeira epístola de S. João: "Se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve" (I Jo 5,14), significando que nossas ânsias serão atendidas se estiverem de acordo com as Leis Naturais - o Amor.

A faculdade de realizar curas espirituais é inerente à alma ou espirito, como disse o apóstolo Paulo: que são dados "pelo mesmo Espirito, os dons de curar" (I Cor 12,9). Praticamente todas as pessoas possuem essa faculdade e podem participar das realizações que se destinam à cura psicobioenergética das doenças, conforme atesta Joanna de Angelis.

O amor é o subsidio maior para a realização de todas as modalidades de curas espirituais, tanto quando são centradas em ações para beneficio da própria pessoa, como quando são direcionadas para a ajuda aos semelhantes. "Amor, Imbatível Amor", de Joanna de Ângelis, é um livro recomendado para entendermos esta temática.

Allan Kardec em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", p. 256, item 7, diz que "a fé não se prescreve, nem se impõe". Fala da fé cega e da fé raciocinada. A fé cega é a que aceita as coisas sem uma análise mais profunda, e afirma que somente a fé que se baseia em fatos tem o mérito da veracidade - a fé raciocinada.

A fé é uma virtude maravilhosa que ajuda sempre o ser humano, na condição de quando almeja alguma coisa para si mesmo ou para seus semelhantes, e quando atua como intermediário nas ações de cura espiritual dos doentes que o procuram, uma das razões que o doce Amigo proferiu "a fé move montanhas".

Pensamento: natureza elétrica ou quântica?

O médico e educador espiritual André Luiz, diz-nos que o pensamento também é de natureza elétrica. Sabiamente este espírito notável mostrou-se bastante prudente e de grande magnitude ética. Deixando a porta aberta, para novos conceitos que possam advir sobre tão nobre questão. 

No entanto existe quem não defenda tal postura e diga justificando que o pensamento é de natureza quântica. Vejamos: Nosso sistema nervoso analogicamente falando é como um computador cósmico. Aquele notável instrumento funciona continuamente, operando milhares de programas em simultâneo, dividindo-se em múltiplos biliões de bits de informação a cada segundo, e o que de grande beleza transcendental, sabe se conduzir. Pensar é de imediato formar padrões tão complexos e tão rápidos, e de tal variedade cientifica, quanto a própria realidade. A ciência material é limitada, não possui os instrumentos necessários para observar tal fenômeno, rico de nuances e surpreendentemente controverso em sua forma de manifestação, para além dos seus limites internos, é obra...! 

A ciência consegui apurar através dum registo de um neurônio uma velocidade surpreendente, embora, muito ainda será descoberto, devido à sua grande limitação, pois a velocidade do pensamento deverá ser igual ou maior que a velocidade da luz, e por tal razão será impossível avaliar sua velocidade, já que não existem aparelhos para tal, nem a física admite por enquanto que no nosso universo nada possa ultrapassar a velocidade da luz, tal como previsto pela teoria da relatividade, apesar de algumas especulações.

Há aproximadamente 20 anos sabe-se que existem inúmeros receptores em pontos fora do cérebro, que aliás a ciência tradicional chinesa já o sabe há séculos, como neurotransmissores e neuropeptídeos em células do sistema imunológico, chamadas monócitos, sendo surpreendente a descoberta de receptores nos leucócitos.

Já conseguimos fotografar o percurso do "pensamento", não do pensamento, em três dimensões como um holograma. Este processo é conhecido nos meios científicos como "PET" ou seja, tomografia por emissão de pósitron, (antipartícula do elétron, de massa igual, mas de carga oposta) consistindo na injeção na corrente sanguínea duma determinada percentagem de glicose em que as moléculas de carbono foram marcadas com radioisótopos. Conseguindo verificar-se as alterações orgânicas necessárias como alterações bioquímicas; em nível celular, bem como a temperatura do corpo, da pressão sanguínea, do campo visual etc. 

A manifestação mais expressiva verifica-se na carga eléctrica, demonstrando impulso eléctrico quando da emissão do pensamento. Este impulso tem dimensões bem delineadas. Se o pensamento se torna quântico em alguma das ocasiões, admitimos que sim. O pensamento como nos disse André Luiz também é de natureza electromagnética mas não será só... Allan Kardec, afirma que os fluidos, são o veículo do pensamento, e este não é mais que o gerador de toda criação, quer consciente ou inconsciente.

Sendo a energia quântica de natureza subatômica, não possibilita ela a transmissão do pensamento fora do seu campo microcósmico, porque em determinado ponto do espaço ela se torna caótica, perdida, sem direcionamento. Se o pensamento fosse de origem quântica, seria difundido no espaço-tempo de forma desconexa, por falta de um condutor. Eis o motivo por se admitir a energia electromagnética como condutora do pensamento. No entanto como Kardec afirmou, os fluidos, são o veículo do pensamento, sendo assim, sabemos hoje que o vácuo não existe, apesar de alguns ainda o afirmarem, por ignorância, O professor de Lion deixou sabiamente a porta aberta à investigação neste campo, pois a energia quântica somente necessita de um condutor para se expandir de forma ordenada, e o que a ciência sabe desses possíveis condutores, quase nada, mas, está chegando lá. Será preciso entender o que Kardec queria dizer com fluido. Pois este termo adotado pelo espiritismo, engloba muitas espécies que nada têm de fluido, cientificamente falando, pois para a física atual e de modo grosseiro um fluido é um gás ou um liquido. 

Kardec explica em "A Gênese" cap. XIV, item 2: «O fluido cósmico universal é, como já foi demonstrado, a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza. (Cap. X.) Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos: o de eterização ou imponderabilidade, que se pode considerar o primitivo estado normal, e o de materialização ou de ponderabilidade, que é, de certa maneira, consecutivo àquele. O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível. Mas, ainda aí, não há transição brusca, porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como termo médio entre os dois estados. (Cap. IV, nos 10 e seguintes.) Cada um desses dois estados dá lugar, naturalmente, a fenômenos especiais: ao segundo pertencem os do mundo visível e ao primeiro os do mundo invisível. Uns, os chamados fenômenos materiais, são da alçada da Ciência propriamente dita, os outros, qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos, porque se ligam de modo especial à existência dos Espíritos, cabem nas atribuições do Espiritismo. Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contato, os fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultaneamente. No estado de encarnação, o homem somente pode perceber os fenômenos psíquicos que se prendem à vida corpórea; os do domínio espiritual escapam aos sentidos materiais e só podem ser percebidos no estado de Espírito. (1)»

«(1) A denominação de fenômeno psíquico exprime com mais exatidão o pensamento, do que a de fenômeno espiritual, dado que esses fenômenos repousam sobre as propriedades e os atributos da alma, ou, melhor, dos fluidos perispiríticos, inseparáveis da alma. Esta qualificação os liga mais intimamente à ordem dos fatos naturais regidos por leis; pode-se, pois, admiti-los como efeitos psíquicos, sem os admitir a título de milagres.»

No entanto naquela altura o homem desconhecia o que hoje conhece, daí a confusão do termo "fluido" desta forma, repetimos este cientista - Kardec, deixou-nos sabiamente o caminho para a investigação.

A Cura pelo Pensamento - A Cura Quântica

O Pensamento é um atributo da alma e tem uma ação modeladora do organismo desde a formação do embrião.

A ação curativa faz-se através das irradiações fluídicas do pensamento ou pela utilização de formas-pensamento, feitas individualmente ou em grupo de pessoas preparadas para o mesmo objetivo.

O pensamento se propaga através do fluido universal, como o som se propaga pelo ar, e alcança distancias consideráveis em segundos, podendo ser utilizado para o tratamento à distancia. Fato documentado por vários cientistas por todo o planeta.

As curas pelo pensamento são grandemente beneficiadas com a participação de mais de uma pessoa que se reúnem e, mesmo estando distantes umas das outras, se concentram num mesmo horário para a realização do mesmo objetivo.

A cura pelo pensamento pode, portanto, ser realizada à distância sem limitações, foi o que provou a equipe de cientista chefiadas pelo norte americano Robert N. Miller, bem como tantos outros, em vários hospitais americanos e europeus.

O pensamento concentrado é dotado de poder de atuação maior do que o pensamento disperso, semelhante aos raios solares, que, concentrados por uma lente convergente, podem incendiar um objeto inflamável.

Os pensamentos positivos têm uma dupla atuação: podem ajudar a própria pessoa que os emite e os pacientes a que se destinam.

Toda criatura deve saber que a alegria dos seus semelhantes mais próximos começa muitas vezes num sorriso seu, oriundo de um pensamento bom. 

O ser que compreende essa verdade pode tornar-se um centro de irradiação de energia, uma fonte de luz e de amor, viver com saúde e alegria, e ter condições para ajudar outras pessoas, através das vibrações dos seus pensamentos retos.

A cura quântica é, essencialmente, a cura espiritual realizada pelo pensamento que é um atributo da alma e ele próprio em nossa opinião de natureza quântica, apesar de fisiologicamente falando ser eletroquímico, face à densidade cada criatura.

A cura espiritual vem sendo estudada sob um prisma cientifico, à luz dos conhecimentos atuais, que identificam um ponto de encontro entre a ciência e a realidade da alma, através do pensamento. "Observar, comparar e julgar" - Allan Kardec.

Há 150 anos, quando a ciência ainda não havia formulado as bases da teoria quântica, fazendo-se luz no inicio do século XX, Allan Kardec escreveu no livro "A Gênese", pp. 294-5, item 31, que "O Espírito, encarnado ou desencarnado, é o agente propulsor que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substancia do seu envoltório fluídico. A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã", reafirmado por Joanna de Angelis e André Luiz.

Como as moléculas são formadas de átomos, verifica-se que o sábio de Lion estava certo ao lançar as bases cientificas da cura espiritual centrada na molécula, e pode ser considerado o precursor dos conceitos modernos da atual Medicina.

O poder de curar pelo pensamento depende da forca de atuação energética, da vontade, da elevação espiritual e do interesse daquele que se propõe realizar a cura, sendo tanto mais eficaz quanto maiores forem os "quanta" de energia utilizada para tal fim.

O Dr. Deepak Chopra, no livro "A Cura Quântica", descreve a cura de doenças como o cancro utilizando a energia mental. Suas observações foram feitas na cidade de Boston, nos Estados Unidos, sob rigoroso controlo de diagnóstico e de evolução dos doentes tratados.

A cura quântica evidencia a ligação entre a Ciência e a Moral - a ciência do bem -, a Fé.

Desta maneira, já não existe razão para que a Ciência e a Fé se mantenham separadas (quando falamos de fé referimo-nos a uma fé racional, liberta de crendices, superstições e dogmas). Para tanto, vale a pena lembrar as palavras de Thomas Edison, espírito, contidas no livro "Reflexões no meu Alem de Fora", ditado por Delfos, ob. cit. p. 69, 1 parágrafo, quando afirma que a "Fé sem ciência é fanatismo; ciência sem fé pode ser loucura".

Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", cap. XIX - «A Fé Transporta Montanhas»-, podemos analisar e demonstrar sob um prima puramente cientifico o que o meigo Amigo queria nos transmitir há mais de 2000 anos: 

"Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. Jesus respondeu, dizendo: Ó raça incrédula e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino. - E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio?

- Respondeu-lhes Jesus: Por causa da vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. Mateus, cap. XVII, vv. 14 a 20.)"

Item 5. "O poder da fé se demonstra, de modo direto e especial, na ação magnética; por seu intermédio, o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível. Daí decorre que aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé, pode, só pela força da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo por que Jesus disse a seus apóstolos: se não o curastes, foi porque não tínheis fé."



Lígia Almeida
Porto – Portugal

Médica especialista em Geriatria com sub-especialização na Cardiologia Geriátrica. 
Pós-graduada em nível de Mestrado em Bioquímica e Farmácia pela Universidade de São Paulo, Brasil.

Presidente da AME Porto - Associação Médico-Espírita da Área Metropolitana do Porto


Fonte: www.ameporto.org
www.mundoespiritual.com.br/artigos.curas.espirituais.htm
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

INTERRUPÇÃO DA RAIVA


Todos nós temos, estou certo disso, tentado vencer a raiva, mas, de algum modo, isso não parece dissolvê-la. Existe uma outra abordagem para dissipar a raiva? A raiva pode surgir de causas físicas e psicológicas. A pessoa fica raivosa, talvez porque está ameaçada, suas reações defensivas estão sendo rompidas ou sua segurança, que foi cuidadosamente construída, está ameaçada e assim por diante. Todos nós estamos familiarizados com a raiva. Como vai se compreender e dissolver a raiva? Se você considera que suas crenças, conceitos, opiniões, são de grande importância, então está fadado a reagir violentamente quando questionado. Em vez de agarrar-se a crenças, opiniões, se você começa a questionar se elas são essenciais para a pessoa compreender a vida, então, através da compreensão, a interrupção da raiva acontece. Assim a pessoa começa a dissolver as próprias resistências que causam conflito e dor. Isto novamente requer severidade. Estamos acostumados a nos controlar por razões sociológicas ou religiosas ou por conveniência, mas erradicar a raiva requer profunda conscientização. Você diz que tem raiva quando ouve falar sobre injustiça. É porque você ama a humanidade, porque você é compassivo? Compaixão e raiva podem viver juntas? Pode haver justiça quando existe raiva, ódio? Você talvez esteja raivoso ao pensar na injustiça em geral, na crueldade, mas sua raiva não altera a injustiça ou a crueldade; ela apenas faz mal. Para produzir ordem, você mesmo tem que ser zeloso, compassivo. A ação nascida do ódio pode apenas criar mais ódio. Não pode haver retidão onde existe raiva. Retidão e raiva não podem estar juntas.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.angeosofia.com

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

COMPREENSÃO INTEGRADA

O que você quer dizer com ‘aflição’? É alguma coisa apartada de você? Uma coisa fora de você, internamente ou externamente, que você observa, que você experimenta? Você é meramente o observador que experimenta? Ou é diferente? Certamente esse é um ponto importante, não é? Quando digo “eu sofro”, o que quero dizer com isto? Eu sou diferente do sofrimento? Certamente essa é a questão, não é? Vamos descobrir. Há sofrimento, eu não sou amado, meu filho morreu, o que você quiser. Há uma parte de mim que pergunta por que, as razões, as causas. A outra parte de mim está agoniada por várias razões. E também há outra parte de mim que quer ficar livre do sofrimento, que quer ir além dele. Nós todos somos estas coisas, não somos? Então, se uma parte de mim está rejeitando, resistindo ao sofrimento, outra parte busca uma explicação - está presa em teorias - e outra parte de mim foge do fato; como então eu posso compreender isto totalmente? Apenas quando sou capaz de compreensão integrada pode haver a possibilidade de liberdade do sofrimento. Mas se sou levado em diferentes direções, então não posso ver a verdade disto. Agora, por favor, ouça com cuidado e você verá que quando existe um fato, uma verdade, só há compreensão disto quando posso experimentar a coisa toda sem divisão, e não quando existe a separação do “eu” observando o sofrimento.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SEU DEVER DEVE SER FEITO COM RETIDÃO (KARMA E DHARMA)

Seu dever (Karma) deve ser feito com retidão (em Dharma). Aqueles dominados pela ignorância (Thamas) fazem seu dever unicamente por causa dos seus frutos e recorrem a todo o tipo de subterfúgios, a fim de obter os resultados que desejam. Para essa categoria de pessoas, o fim justifica os meios. Aqueles dominados pela paixão (Rajas) são orgulhosos e pomposos, e se vangloriam de serem os executores, os benfeitores e os que tiveram as experiências. Aqueles governados por qualidades de calma e serenidade (Sathwa) fazem seus deveres independentemente de seus frutos e entregam o resultado ao Senhor. Eles não vão se preocupar se isso leva ao sucesso ou fracasso, sempre conscientes de seus deveres e nunca dos seus direitos. De fato, há mais alegria no esforço verdadeiro do que no resultado advindo. Essa atitude deve ser a experiência de todo buscador verdadeiro.



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

AVENTURAS MARAVILHOSAS

Sob uma forma ou outra, as aventuras de todos os seres humanos apresentam analogias com as aventuras maravilhosas relatadas nos contos. Sim, vós sois todos príncipes e princesas e tendes em vós todas as riquezas: o vosso coração, o vosso intelecto, a vossa alma e o vosso espírito são cofres cheios de ouro e pedras preciosas. E também sois mágicos: tendes uma varinha mágica, a palavra, cujos verdadeiros poderes ainda não experimentastes. Contudo, sabeis que, quando dizeis algo simpático a alguém, vedes imediatamente os resultados. Se insultardes essa mesma pessoa, também vereis imediatamente outros resultados: vós não tocastes na pessoa, não a feristes com uma faca, no entanto ela foi ferida como por uma faca. Sim, a palavra é mágica. Então, tende cuidado com aquilo que dizeis. Mas começai por estar atentos aos vossos pensamentos e aos vossos sentimentos, para que eles vos inspirem as palavras graças às quais, como os gênios bons, levareis por toda a parte o consolo, a paz e a alegria.



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O ETERNO E O TEMPORÁRIO

Jivi (alma individual) veio a este mundo a fim de revelar o esplendor da centelha da Divindade que Ela é. Um rato é atraído por um forte cheiro da pequena isca barata dentro da armadilha; ele negligencia todos os outros alimentos no celeiro e, portanto, cai presa de sua própria tolice. Da mesma forma, as pessoas ignoram e desperdiçam suas vidas na busca de riquezas mortais. Esteja atento e alerta. Viva no mundo, mas desenvolva as habilidades para inquirir e discernir entre o eterno e o temporário. Aprenda a ver através desse drama e descobrir o Diretor por trás das cenas, que nada mais é que Deus. Você pode facilmente desenvolver essas habilidades através de devoção (bhakti), com base na realização do dever sem qualquer expectativa de resultados (Nishkama Karma).



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

AS PESSOAS ESTÃO DORMINDO

Um garotinho estava brincando com seus blocos de madei­ra, quando o pai entrou no seu quarto.
“Quieto, papai, estou construindo uma igreja.”
O pai, querendo testar o conhecimento religioso do filho, disse: 
“Por que devemos estar quietos na igreja?”
“Nós devemos, porque as pessoas estão dormindo.”

O homem está dormindo. Este sono não é o sono comum, é um sono metafísico. Mesmo quando você pensa que está acor­dado, você permanece adormecido.

Com os olhos abertos, andando na rua, trabalhando em seu escritório, você permanece adormecido. Não é apenas na igreja que você está adormecido, você está adormecido em todo lugar. Você está simplesmente adormecido.

Esse sono metafísico tem de ser quebrado, esse sono metafísico tem de ser completamente abandonado. A pessoa tem do tornar-se uma chama de consciência. Somente então a vida começa a ser significativa, somente então a vida ganha significado, somente então é vida, não a vida do dia-a-dia, comum, rotina maçante - a vida tem poesia em si e mil e uma flores de lótus no coração. Então há Deus.

Deus não é uma teoria, não é um argumento. É uma expe­riência importante na vida. E a importância só pode ser sentida quando você não está adormecido. Como você pode sentir a importância da vida estando adormecido? A vida é significante, imensamente significante. Cada momento dela é precioso. Mas você está adormecido. Apenas olhos despertos podem ver essa importância, viver essa importância.

Um desses dias houve uma pergunta. Alguém indagou: Osho, você fica nos dizendo para celebrar a vida. O que há para celebrar? Eu posso entender. A pergunta é relevante. Pare­ce não haver nada para celebrar. O que há para celebrar? A per­gunta dele é a sua pergunta, é a pergunta de todo mundo.

Mas a realidade é exatamente o contrário. Há tudo para ce­lebrar. Cada momento é tão imenso, tão fantástico, cada mo­mento traz tanto êxtase. . . Mas você está adormecido. O êxtase vem, paira ao seu redor e se vai. A brisa vem, dança ao seu redor e se vai. E você permanece adormecido. As flores desabrocham e a fragrância vem a você, mas você está adormecido. Deus fica cantando de mil e uma formas, Deus dança ao seu redor, mas você está adormecido.

Você me pergunta: O que há para celebrar? O que não há para celebrar? Tudo que uma pessoa pode imaginar está aí. Tu­do que alguém pode desejar está aí. E é mais do que você pode imaginar. É em abundância. A vida é um luxo!

Pense num homem cego. Ele nunca viu uma rosa desabro­char. O que ele tem perdido? Você sabe? Você não pode sentir nenhuma compaixão por ele? Ele tem perdido algo, algo divino. Ele não vê o arco-íris. Ele não vê o nascer nem o pôr-do-sol. Ele não vê as folhagens das árvores. Ele não vê a cor. Que escura é a consciência dele! E você tem olhos e diz: O que há para celebrar? O arco-íris está aí, o pôr-do-sol está aí, as árvores verdes estão aí, uma existência tão colorida...

Mesmo assim eu entendo. Sua pergunta é relevante. Enten­do que sua pergunta tem algum sentido. O arco-íris está aí, o pôr-do-sol está aí, o oceano, as nuvens, tudo está aí — mas você está adormecido. Você nunca viu uma rosa. Você passou por ela, você olhou a rosa — não estou dizendo que não a tenha olhado, você tem olhos, assim, você olha — mas você não a viu, não meditou sobre ela, você não deu nem um único momento de sua meditação a ela, você nunca esteve em sintonia com ela, você nunca esteve ao lado dela, sentado perto, em comunhão, você nunca disse ‘oi’ para ela, você nunca participou com ela. A vida passa, você continua aí, sem participar. Você nunca está em harmonia com a vida, por isso sua pergunta é significativa. Você tem olhos mas não vê, tem ouvidos e não ouve, tem cora­ção e não ama — você está profundamente adormecido.

Isso tem de ser entendido, eis porque continuo a repetí-lo muitas vezes. Se você entende que está adormecido, o primeiro raio do despertar entra em você. Se você pode sentir que está adormecido, então você não está mais, então você está exata­mente à beira de onde o dia se rompe — a manhã, a alvorada.

Mas a primeira coisa essencial é entender que “eu estou adormecido”. Se você pensa que não está adormecido, você nunca estará acordado. Se pensa que essa vida que você tem le­vado até agora é a vida de um ser acordado, por que então você deveria buscar e procurar caminhos para acordar a si mesmo? Quando um homem sonha e sonha que está acordado, por que ele deveria tentar acordar? Ele já acredita que está acordado. Esse é o maior truque da mente e todos estão sendo enganados por ele. O maior truque da mente é dar a você a ideia de ser aquilo que você não é, é ajudá-lo a sentir que você já é aquilo.



Osho, em "Sufis: O Povo do Caminho"



Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ONDE EXISTE A POSSIBILIDADE DE DOR NÃO EXISTE AMOR

O interrogante quer saber como ele pode agir livremente e sem auto-repressão quando sabe que sua ação deve ferir aqueles que ele ama. Veja, amar é ser livre; ambas as partes são livres. Onde existe a possibilidade de dor, onde existe a possibilidade de sofrer no amor, não existe amor, existe meramente uma forma de possessão, de aquisição. Se você ama, realmente ama alguém, não existe possibilidade de lhe causar dor quando você faz uma coisa que considera correta. Só quando você quer que essa pessoa faça o que você deseja ou ela quer que você faça o que ela deseja, existe dor. Ou seja, você gosta de ser possuído; se sente seguro, a salvo, confortável; embora saiba que esse conforto é transitório, você se abriga nesse conforto, nessa transitoriedade. Assim, toda luta por conforto, por encorajamento, realmente evidencia a falta de riqueza interior; e por isso uma ação separada, apartada de outro indivíduo naturalmente cria perturbação, dor e sofrimento; e um indivíduo tem que suprimir o que ele realmente sente a fim de se ajustar ao outro. Em outras palavras, esta constante repressão, produzida pelo chamado amor, destrói os dois indivíduos. Nesse amor não existe liberdade; é meramente uma sutil escravidão.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 21 de setembro de 2013

TRILHAR O CAMINHO ESPIRITUAL (SADHANA)

Trilhar o caminho espiritual (Sadhana) é muito importante, pois os efeitos do karma devem ser removidos somente pelo karma, como um espinho só pode ser removido por outro espinho. Você não pode remover um espinho com uma faca ou um martelo ou até mesmo uma espada. O conhecimento de que o mundo é irreal foi propagado por grandes santos e almas nobres que perceberam o Divino. Mas os grandes santos como Shankaracharya continuaram em atividade no mundo irreal, por meio de auxílio aos desfavorecidos, de escrever livros e de participar de debates difíceis. Isso é para ilustrar que você não pode desistir de fazer karma. No entanto, você deve tomar cuidado para que ele seja saturado com amor e que promova o bem-estar do mundo. Mergulhe no Amor e purifique seus pensamentos e ações com Amor, então o Próprio Senhor despertará sua consciência mais elevada!



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SÓ PODE SER LIVRE A PESSOA QUE ACEITA A RESPONSABILIDADE DE SER ELA MESMA

Para ser totalmente livre, a pessoa precisa estar absolutamente consciente, pois nosso cativeiro está enraizado na nossa inconsciência; ele não vem de fora.

Ninguém pode impedi-lo de ser livre. Você pode ser destruído, mas, a menos que você deixe, a sua liberdade não pode ser tirada de você. Em última análise, é sempre o seu desejo de não ser livre que tira a sua liberdade. É o seu desejo de ser dependente, o seu desejo de negar a responsabilidade de ser você mesmo, que faz de você uma pessoa sem liberdade.

No momento em que a pessoa assume a responsabilidade por si mesma... E lembre-se de que isso não é um mar de rosas, existem espinhos também; não é açúcar no mel, existem momentos de amargura também.

A doçura é sempre contrabalançada pela amargura; elas vêm na mesma proporção. As rosas são contrabalançadas pelos espinhos, os dias pelas noites, os verões pelos invernos. A vida mantém o equilíbrio entre os opostos polares.

Assim, uma pessoa que esteja pronta para aceitar a responsabilidade por ser ela mesma, com todas as suas belezas, amarguras, alegrias e aflições, pode ser livre. Só uma pessoa assim pode ser livre.

Viva isso em toda sua agonia e em todo o seu êxtase — ambos são seus. E nunca esqueça: o êxtase não pode vir sem agonia, a vida não pode existir sem a morte e a alegria não pode existir sem a tristeza.

É assim que as coisas são — não se pode fazer nada a respeito. Essa é a própria natureza, o próprio Tao das coisas.

Aceite a responsabilidade por ser como é, com tudo o que você tem de bom e com tudo o que tem de ruim, com tudo o que tem de belo e com tudo o que não é belo. Nessa aceitação, ocorre uma transcendência e a pessoa se torna livre.



Osho, em "Liberdade: A Coragem de Ser Você Mesmo"



Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: RecadoPop.com

EDUCAÇÃO VERDADEIRA

A mente cria através da experiência, tradição, memória. Pode a mente ficar livre do armazenado, embora ele seja experiência? Você compreende a diferença? O que é preciso não é o cultivo da memória, mas a liberdade do processo acumulativo da mente. Você me fere, o que é uma experiência; eu armazeno essa ferida, isso se torna minha tradição e, a partir dessa tradição, eu olho para você; eu reajo a partir dessa tradição. Esse é o processo cotidiano de minha mente e de sua mente. Ora, é possível que, embora você me fira, o processo acumulativo não ocorra? Os dois processos são inteiramente diferentes. Se você me diz palavras ásperas, isto me fere; mas se não é dada a isto uma importância, isto não se torna a base de onde eu ajo; então é possível que eu encontre você de novo. Isso é verdadeira educação, no sentido profundo da palavra. Porque, então, embora eu veja os efeitos condicionados da experiência, a mente não está condicionada.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

LUGAR INTERNO DE SILÊNCIO

Existe uma parte em você que é perfeita e pura. 

Ela não é tocada pelas características imperfeitas adquiridas ao viver num mundo imperfeito. 

Ela é preenchida com virtudes divinas, em constante estado de criatividade e bem-estar. 

Sua total ausência de conflito e negatividade torna essa parte de você um ponto sereno; uma profunda e enriquecida experiência de silêncio. 

Dê tempo a si e pratique chegar nesse lugar interno de silêncio. 

Isso trará um benefício indescritível.




Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

LIBRA - A BUSCA DO EQUILÍBRIO


O mantra espiritual de Libra é: “Eu escolho o caminho que conduz entre as duas grandes linhas de força.”

Essas “duas grandes linhas de força” são aquilo que chamamos de espírito e matéria. Essa é a grande dualidade fundamental no universo. Espírito e matéria são forças complementares, e é a interação entre os dois que cria todas as coisas existentes. Em cada coisa, tanto espírito como matéria estão presentes, em variadas proporções. A perfeição consiste no equilíbrio entre essas duas forças, ou seja: as duas se relacionarão de maneira que cada uma desempenhe o seu devido papel, em harmonia com a outra.

O equilíbrio entre espírito e matéria é alcançado através do grande processo evolutivo que está acontecendo em nosso universo — um processo do qual somos parte. Esse processo envolve primeiro a experiência e o conhecimento da matéria, depois a experiência e o conhecimento do espírito, e finalmente o equilíbrio entre ambos. Numa analogia talvez excessivamente simples, é como se fossemos medir quanto é a metade de um objeto: para isso pegamos a ponta de uma fita métrica e encostamos numa extremidade do objeto, depois estendemos a fita até a outra extremidade do objeto, assim conhecemos o seu tamanho total e só então podemos encontrar o seu meio. Portanto, ir de um extremo ao outro faz parte do processo de conhecer o todo, para então poder equilibrar corretamente.

A consciência humana está focalizada principalmente no lado material das coisas e simplesmente desconhece o lado espiritual. Assim, mesmo que não perceba, o ser humano leva uma vida desequilibrada e parcial, uma vida na qual predomina a materialidade. O que para nós parece equilíbrio ainda não é o verdadeiro meio-termo, pois ignoramos muita coisa. Como vemos só uma parte, achamos que o equilíbrio está ali em seu meio. Se víssemos o todo, perceberíamos que o ponto médio ainda está distante.

A espiritualidade é um convite a descobrir o outro lado, para assim descobrir o todo. Uma parte já conhecemos: a material; está faltando conhecermos a outra. A espiritualidade é um convite ao equilíbrio, mas um equilíbrio cada vez mais abrangente e completo. A descoberta do outro lado é um processo gradual. Cada novo pedacinho que vemos e incluímos nos leva a reposicionar o que consideramos como o meio. Por isso, em nossa busca por equilíbrio, devemos estar atentos para não estagnarmos numa concepção fixa de como o equilíbrio é. O que consideramos como equilíbrio vai mudando à medida que a consciência se expande.

A grande dualidade universal de espírito e matéria reflete-se no plano emocional como o que é chamado de pares de opostos — prazer e dor, felicidade e sofrimento, afeto e raiva, atração e repulsão etc. Esses pares de opostos apresentam a cada ser humano o primeiro campo de treinamento em equilíbrio. Normalmente, o ser humano vive ocupado com esses opostos emocionais, lutando com eles, distraído com eles, e não percebe a dualidade principal de espírito e matéria. Quando o indivíduo compreende que esses dois opostos emocionais são ambos parte da vida, quando pode aceitar ambos e ficar indiferente diante eles, então, tendo alcançado o equilíbrio emocional, torna-se possível confrontar a dualidade principal e avançar em direção a um equilíbrio maior.




Ricardo Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br





Fonte do Texto e da Gravura: Grupo Logos
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2012/10/7-libra.html

7º TRABALHO DE HÉRCULES (A CAPTURA DO JAVALI) - LIBRA: MODERAÇÃO E EQUILÍBRIO

O trabalho de Hércules relacionado ao signo de Libra é a captura do javali de Erimanto. 

Libra é um signo de moderação e de energia equilibradora, e este trabalho representa a busca e a conquista desta notável qualidade: equilíbrio. É uma qualidade que poderia parecer simples ou banal; em verdade, é muito difícil de ser alcançada e requer elevada sabedoria.

No Monte Erimanto, um javali gigantesco devastava toda a região. Hércules recebeu a tarefa de capturar o feroz animal. No caminho para a montanha, o herói encontrou seu amigo Folo, um centauro (metade homem, metade cavalo). Hércules esqueceu-se da tarefa, e os dois ficaram a conversar e beber. Em meio à bebedeira, iniciou-se uma briga com outros centauros, e Hércules acabou matando acidentalmente o seu amigo.

Com a tragédia, o herói recordou-se de sua tarefa e retornou a ela. Ele perseguiu o javali montanha acima, de modo que a fera fugisse sempre para mais alto. No topo, o javali não tinha muito espaço para se esquivar, então Hércules colocou uma armadilha e logo capturou o animal. Hércules conduziu o javali montanha abaixo segurando as suas patas traseiras e empurrando-o como um carrinho de mão. E no caminho, todos se alegravam e riam com a cena inusitada.

No mito, Hércules representa a alma ou Eu Superior. O selvagem javali representa a nossa natureza inferior: nossos apetites, instintos, hábitos, preferências, desejos. O trabalho consiste em equilibrar estas duas partes do nosso ser, a superior e a inferior, e trazê-las a um estado de cooperação, cada uma desempenhando a sua devida função. Hércules conduzindo o javali representa tal equilíbrio e cooperação dentro do próprio indivíduo, de modo que a alma se expresse perfeitamente através do corpo.

Esta conquista acontece no alto da montanha. Com sua forma triangular, a montanha é um símbolo da consciência espiritual. Subir uma montanha significa elevar a consciência. Assim, para alcançar equilíbrio e cooperação internos, é preciso buscar uma perspectiva superior, mais ampla e sábia, que possa compreender o correto papel de cada coisa — dentro e fora de nós. Com tal visão abrangente, podemos juntar corretamente todas as peças do quebra-cabeça da vida, e compor um todo harmonioso.

Os lados opostos da montanha ficam cada vez mais próximos um do outro à medida que subimos. E no topo da montanha, já não existem lados, mas apenas um ponto de síntese. Para nos elevarmos, devemos estar dispostos a abrir mão dos extremos. É a moderação o que possibilita a elevação. Ao lidarmos conosco mesmos, com as situações da vida e com as outras pessoas, as atitudes radicais e extremistas produzem distanciamento e separação. Nós nos afastamos das pessoas e da realidade da vida, e dentro de nós mesmos as coisas também ficam desconexas. Já a moderação é uma abertura para o outro, o diferente, o novo. Ela torna possível a expansão e elevação da consciência. Mas isso também não significa ser condescendente com os outros ou conosco mesmos. 

No mito, o encontro de Hércules com Folo representa a busca do prazer independentemente do dever. Quando Hércules procurou apenas agradar o amigo e a si próprio, o resultado foi dor. Temos que estar vigilantes, pois há sempre a tentação de fazer aquilo que é mais fácil e prazeroso, em vez daquilo que é justo e direito. 

Por outro lado, com o cumprimento do dever, o mito termina em riso e alegria. Quando trilhamos o caminho da moderação, atentos ao dever, buscando equilíbrio e cooperação, o resultado é uma genuína alegria, que se irradia.



Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br



Fonte do Texto e da Gravura: Grupo Logos
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2011/10/libra-moderacao-e-equilibrio.html

LIBRA - A BELEZA DE UM SIGNO



O sentido da Luz é uma constante quando a Alma consegue despertar o seu reflexo que é a personalidade. A partir desse momento, trabalhar nela e por ela se converte em um fluir cada vez mais necessário.

Talvez não nos apercebamos – percebem mais os que nos rodeiam – como os nossos hábitos vão mudando, prescindindo cada vez mais de hábitos e necessidades. Vai se produzindo em nós um novo senso de valores e este processo não deixará de evoluir, pelo menos até que a nossa Luz seja tão potente que seja observada pelos senhores da Face Escura, e apresentem ante uma vida determinada, o espelhismo disfarçado de oportunidade que mais possa contatar com nossos ideais.

Durante as energias emanadas desta Constelação de Libra, faz-se mais patente que nunca o dom dos Senhores da Chama à humanidade: O Princípio Mental. 

Através de Libra como Signo, flui o Terceiro Raio e seu Regente Exotérico Vênus, nos conecta com o Quinto Raio. A Mente oferece durante cada mês de Libra uma oportunidade especial. Equilibrar – palavra sempre chave do Signo – a mente inferior e a superior.

O Terceiro Raio nos torna conscientes do que significa Inteligência Ativa, nos leva a ser seletivos. É o Raio do buscador, do filósofo e ativa o nosso potencial para a subjetividade, ao mesmo tempo que o concreto se torna mais sutil. O Quinto Raio faz vibrar a nossa Mente Superior.

Possivelmente sob a influência de Libra e em um determinado ciclo da vida, aparece a visão do Caminho e o projeto para o qual nos sentimos afins. Para isso o nosso sistema de valores deve ser cada vez mais revisado e trabalhado. O Mestre Tibetano o define como “o estreito caminho do fio da navalha caminhando entre duas forças”.

Libra patrocina o direito, as leis, destaca as diferenças entre o bem e o mal, entre a noite e o dia, entre Oriente e Ocidente, cujas diferenças só se equilibrarão através de uma nova visão do que consideramos Lei.

Sua relação com a beleza e a diplomacia, algo totalmente venusiano, faz nascer sob seu influxo a pessoas capazes de mediar entre conflitos.

Podemos intuir o quanto serão necessárias as vidas que nascerão sob a influência de Urano, Regente Esotérico de Libra, durante os sete anos que aproximadamente estará em Áries, estando especialmente protegido este processo pela passagem de Júpiter neste mesmo Signo.

Surgirão reformadores pioneiros nos campos em que a humanidade mais precisa. Defensores uranianos dos direitos humanos. Mudanças de paradigmas sociais. Pode ser muito importante em nível mundial tudo o que ocorrer nestes anos.

Urano emprega aproximadamente oitenta anos em trânsito no firmamento até voltar ao ponto de partida e em 1761 podemos constatar pela primeira vez a influência sobre nossa humanidade desta mistura de energias, pois como também em 2010, Urano se encontrava em Áries, compartilhando durante um ano seu caminho junto a Júpiter.

Nessa época começa a queda do império espanhol, ao perder a batalha naval contra a Inglaterra, dando vez ao princípio da influência anglosaxã. Um mundo acaba e outro começa.

Em 1845 encontram de novo Urano e Júpiter nos primeiros graus de Áries e o parlamento britânico promulga uma famosa lei que significará um passo decisivo na direção da liberação da escravidão. Podemos imaginar a intensa mudança de paradigma em uma sociedade estancada no que diz respeito aos direitos sobre outros seres humanos. O impacto sobre as relações econômicas e sociais foi muito profundo.

É curioso refletir sobre a possibilidade de que mediante a lei conhecida como a “Lei Aberdeen” e seu desejo de abolição da escravidão, hoje seja um homem de etnia negra que dirige Estados Unidos.

Em 1927, o seguinte ponto em que se encontram em Áries as mesmas energias, pela primeira vez se consegue fazer um voo sem escalas sobre o Atlântico, aproximando continentes e países. Ao mesmo tempo a revolta do exército chinês abriu caminho para o Exército Vermelho, o qual transformou a história do país. Mussolini abre as portas ao fascismo enquanto Stalin, expulsa León Trotsky e se converte em líder total do PC e da URSS.

Enquanto escrevo isto, escuto que o Prêmio Nobel da Paz, foi concedido a um dissidente chinês pela luta para conseguir direitos democráticos. Pode ser o ponto de partida de uma nova mudança em um país que não respeita os direitos humanos. Urano segue atuando ali onde se faz necessária a sua força. É um dos Três Grandes Deuses da Mudança, junto com Netuno e Plutão.

Pode-se ver historicamente, como as energias descristalizadoras e liberadoras de Urano unidas às energias arianas e ao sentido de compromisso social de Júpiter fazem finalizar umas formas de vida e dão nascimento a outras.

Observemos também a beleza e harmonia com que atuam as energias dos planetas quando Libra brilha no firmamento.

Saturno com seu sentido de lei e ordem, se exalta em Libra. Vive com maior fluidez a mensagem de responsabilidade ao mesclá-la com a ética e a diplomacia de Vênus. A Lei com coração ou unida ao amor que é o mesmo.

O Sol “cai” neste Signo. Dilui a fortaleza agressiva do Eu de Áries, para entregar seu brilho a esses “outros” que é também um dos significados de Libra.

Urano entrega sua inteligência e luz ao sentido de grupo para que este seja uma forma de viver e finalmente Marte, o Planeta da coragem, do sentido de defesa, está débil em Libra, como que respeitando a esfera de relações que o Signo representa e, ao mesmo tempo, se preparando para recolher toda a sua força e utilizá-la no Signo seguinte, Escorpião.

Em 2010 começa uma nova andadura destas energias. Urano em Áries, acompanhado durante um ano por Júpiter. Estamos vendo cair estruturas profissionais, econômicas, religiosas… tudo está cambaleando para poder deixar entrar o ar fresco e forte desta união. 

O que ocorrerá nestes tempos de oportunidade em nossas vidas?  Em principio, nos tornarmos responsáveis por tudo o que ocorre em nossas vidas. Não podemos projetar sobre as pessoas nem sobre as circunstâncias da vida o que nos acontece. Estar o mais centrados possível no coração, na paz e no silêncio, tal como nos aconselha Master Kumar, para assim podermos escutar, sentir a intuição de Urano em nossas mentes.

Identificar-nos constantemente com o que cremos que é nosso projeto de vida ou serviço. Como diz o Mestre Tibetano…“atuar como se…”. Como se realmente fôssemos discípulos aceitos, viver com esta confiança e esse compromisso.

Que toda a bendita energia de um Signo especial, compenetre nossos pensamentos com seu sentido de beleza e harmonia.



Joanna Garcia



Fonte do Texto e da Gravura: Grupo Logos
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2010/10/libra-beleza-de-un-signo.html