sexta-feira, 13 de março de 2015

SOBRE A ORIGEM ISLÂMICA DA ROSA+CRUZ (Fama Fraternitatis)

Para saber a história da Ordem Rosa+Cruz é indispensável referir-se aos antigos documentos que atestam sua existência na Europa nos princípios do Séc. XVII.

O mais importante desses documentos e o mais antigo é chamado: Allegemeine und generale Reformation des gantzen weiten Welte, heneben der Fama Fraternitatis des löblichen Ordens des Rosenkreutzes an alle Gelehrte und Haupter Europae geschrieben. Esse é um texto anônimo de 147 páginas em "octavo", aparecido em Cassel, vindo da tipografia de Wilhelm Wessel, em 1614.

A parte essencial e original do Reformation é a Fama Fraternitatis compreendido entre as páginas 91 a 118 da edição de 1614. (1)

O Fama Fraternitatis fala de uma fraternidade secreta fundada dois séculos antes de (2) cuja vida reconto.

Nascido de uma família nobre, Christian Rosenkreutz (C.R.) ficou órfão em tenra idade. Ele cresceu em um convento do qual saiu à idade de dezesseis anos para empreender uma viagem para a Arábia, Egito e Marrocos. (Sedir, Histoire des Rose-Croix, p 42)

É durante o curso dessa viagem por países islâmicos que ele entrou em contacto com os Sábios do Leste, que lhe revelaram a ciência harmônica universal derivada do "Livro M", o qual Rosenkreutz traduziu.

É nos alicerces desse ensinamento que ele concebeu o plano para a simultânea reforma universal religiosa, filosófica, científica, política e artística. Para a realização desse plano ele se reuniu com vários discípulos aos quais deu o nome de Rose-Croix.

O fundador da Ordem Rosa-Cruz pertenceu, como afirmam seus historiadores, a uma família nobre, mas nenhum documento nos permite afirmar isso peremptoriamente. O que é realmente certo é que ele era um orientalista e um viajante.

O Fama Fratenitatis nos diz "que em sua juventude ele empreendeu viagem ao Santo Sepulcro com um irmão P.A.L. Embora este irmão tenha morrido em Chipre e não tenha visto Jerusalém, nosso irmão C.R. não retornou, mas embarcou para a outra costa dirigindo-se para Damasco, querendo continuar visitando Jerusalém, mas ele adoeceu, tendo que parar a viagem. Quando se recuperou agradeceu aos turcos por lhe terem ministrado algumas drogas (as quais não lhe eram estranhas), sendo que durante sua convalescença entrou em contacto com os Sábios de Damasco (Damcar) na Arábia...". (3)

Tornou-se familiarizado com os milagres realizados pelos Sábios e de como a natureza havia se revelado para eles. Não podendo conter sua impaciência, ele fez um acordo com os árabes para que o levassem à Damcar por uma certa quantia em dinheiro.
                                                              Emile Dantinne (Sar Hieronymus)

Admite-se que 1378 é a data de nascimento de Christian Rosenkreutz. É incontestável que o início de sua viagem pelo Oriente Médio está situada nos primeiros anos do Séc. XV, durante o período de 1389 a 1402, durante a época do Sultão Suleyman I (1402-1410) (4), mas incontestavelmente antes da grande catástrofe de 29 de maio de 1453, data da tomada de Constantinopla pelos Turcos. Antes desse fato não há dúvidas que as relações entre a Europa e os países islâmicos eram bastante normais e que um jovem sábio alemão, amante das coisas árabes, tal como C. Rosenkreutz, não teria perdido a oportunidade de ser aceito nos círculos de estudos nos países Islâmicos.

Apesar da decadência intelectual que marcou o fim do califado "as universidades do Cairo, Bagdad e Damasco eram de alta reputação". (5)

Não há nenhuma surpresa, em absoluto, que esse jovem sábio alemão tenha ido a Jerusalém e desejado conhecer a filosofia árabe, cuja influência havia influenciado consideravelmente o escolasticismo medieval, desde que Gregório IX havia suspendido a proibição de se estudar Aristóteles e os filósofos árabes. (6)

O texto do Fama Fraternitatis no que tange às relações de C. Rosenkreutz como os Sábios de Damasco não é tão clara como se pensa. Sugere Damasco? Essa aldeia na Arábia é chamada Damashqûn, além disso, a antiga capital do reino de Damaceno, capital da Síria, não é totalmente na Arábia.

Em realidade não sugere uma escola totalmente diferente? É necessário notar que a palavra Universidade ou Faculdade corresponde ao nome árabe Madrasa. O autor de History of Lebanon refere-se à "madrasat-ul-hûqûqi fi Bayrût", que quer dizer Universidade de Direito do Líbano. (7)

A palavra Damcar portanto permanece misteriosa. Eu consultei vários dicionários: Lane, Kazimirski, Richardson, Wahrmund, Zenker, Belot, Houwa, o Supplement aux dictionnaires arabes de Dozy, o Additions aux dictionnaires arabes de Fagnan, a Enzyklopädie des Islam e o Geschichte der Arabischen Literatur de Brocklemann. DMCR não é uma raiz árabe.

E, ainda, Damcar não fica próxima a Jerusalém. É em Damcar que ele fortalece seus conhecimentos da língua árabe que lhe permitiu que no ano seguinte traduzisse o "Livro M" para um excelente latim. (8)

É muito difícil saber o que o autor pretendia com o "Livro M". Talvez sugira a tradução de um livro perdido de Aristóteles, apresentando esse título, mas isso apenas parece provável. Considerando que o Fama Fraternitatis cita outros livros por meio de uma carta, pode-se deduzir que a inicial em questão corresponda à categorização que Christian Rosenkreutz  fez para os livros que havia traduzido do árabe.

Após três anos de estudos nos quais se concentrou especialmente em medicina e matemática, embarcou do Sinu Arabico para o Egito, onde ele dedicou sua atenção às plantas e animais.

Parece que não esteve no Egito por muito tempo, tendo embarcado para Fez. O que ele diz e que vale ser relembrado: "Todo ano os árabes e os africanos mandam seus deputados eleitos para debater com outros sobre as artes e saber se não há algo melhor que tenham descoberto, ou se não tiveram uma experiência que tenha enfraquecido seus princípios básicos. Então todos os anos surge algo que aperfeiçoa a matemática, a medicina e a magia." (9) Mas reconhece que "sua magia não era totalmente pura e sua Kabbalah é corrompida por sua religião." (10)

Os Sábios com quem se encontrou em Fez mantinham um contato periódico e regular com outros Sábios de diversos países islâmicos. Os "Elementaristas", que são aqueles que estudam os elementos, revelaram muitos de seus segredos a eles. (11)

Fez era, na ocasião, o centro dos estudos filosóficos e ocultistas: dentre os ensinamentos havia a Alquimia de Abu-Abdallah, Gabir ben Hayan, e o Imam Jafar al Sadiq, a astrologia e a magia de Ali-ash-Shabramallishi, a ciência esotérica de Abdarrahman ben Abdallah al Iskari. Esses estudos floresceram durante o Império dos Omayyads. (12)

De fato os segredos que são sugeridos, indicam, sem sombra de dúvidas, que eles formaram os ensinamentos das sociedades secretas. (...). Inclina-se a acreditar que C. Rosenkreutz encontrou seus segredos entre os "Irmãos da Pureza", uma sociedade de filósofos que havia se formado em Basra (Iraque), na primeira metade do quarto século depois da Hégira (622) os quais, sem serem ortodoxos, interpretaram os dogmas e aplicaram-se seriamente à pesquisa científica. Sua doutrina teve como fonte o estudo dos filósofos gregos antigos, tornando-se mais pronunciado numa direção neopitagórica. (13) Eles levaram da tradição pitagórica o hábito de examinar todas as coisas sob o aspecto numérico.

Sua interpretação do dogma permaneceu como segredo, devido à sua natureza heterodoxa.

Por exemplo, a respeito da ressurreição, eles explicam que a palavra ressurreição (qiyamah) é derivada de subsistência (qiyam ) e, quando a alma deixa o corpo, ela subsiste por sua essência, e é isso que a ressurreição consiste de fato.

Os "Irmãos da Pureza" tinham em cada localidade um lugar de reunião, onde os não-membros eram excluídos, onde pudessem discutir seus segredos juntos. Eles se ajudavam mutuamente um ao outro "como a mão e o pé trabalham para o corpo".

Há vários graus na Ordem: Mestre de Artes, Governantes ou Pastores de Irmãos; o grau de Sultão representava o poder legislativo e, finalmente, o grau supremo, chamado de Grau Real que conferia um estado de visão ou revelação...

A parte secreta do ensinamento tinha como objeto o estudo da teurgia, dos nomes divinos e angélicos, conjurações, a kabbalah (al-Jafr), exorcismos etc. (14)

Os "Irmãos da Pureza" diferiam dos sufis mas estavam unidos em vários pontos doutrinais. Ambas eram ordens místicas derivadas da teologia do alcorão. O dogma é suplantado pela fé na Divina Realidade. (15)

Os sufis evidentemente distinguiam-se dos "Irmãos da Pureza", mas as doutrinas destes tiveram alguns pontos em comum com quase todas as seitas sufis, com exceção, certamente, da admissão da metempsicosis. Seguindo os ensinamentos dos filósofos árabes neoplatônicos e kabbalistas judeus que frequentemente influenciavam os místicos, eles buscaram a ideia da metempsicosis, para representar o castigo da alma impura que deixa o corpo. (16)

Sua doutrina do Logos que deriva, evidentemente, dos evangelhos diferia da ideia cristã, mas havia entre eles um sincretismo que se descobre nos rituais rosacruzes. Na ascensão da alma para Deus, a Iluminação dos Nomes é determinada pela torah, a Iluminação dos Atributos pelos evangelhos e a Iluminação da Essência pelo alcorão. Jesus e Muhammad revelaram o mistério do Invisível. (17) Isso reflete bastante o carácter desse sincretismo.

Nota-se que os "Irmãos da Pureza" não usavam nenhuma vestimenta especial. (18) É um fato conhecido que os iniciadores se asseguravam que uma pessoa que poderia sucedê-los praticasse a abstinência, que o autor do Fama Fraternitatis traduziu através de uma imagem árabe "eles se comprometeram com a virgindade" (19), eles curaram o doente". Irei me abster de ditar os nomes dos grandes doutores árabes que são bem conhecidos.

A doutrina Rosa-Cruz da Criação que foi recentemente publicada (20), é encontrada, na sua totalidade, na filosofia de Ibn Sina (Avicena). Deus não criou o mundo diretamente, mas o Ente Necessário emana uma Inteligência Pura que é a Primeira Causa. A Causa Primeira conhece o Criador tão necessariamente quanto possível. Dessa multiplicidade de tempo introduz a si mesmo na Ordem da Criação. Essa inteligência é o intelecto ativo, o iluminador de almas. De esfera para esfera (através das dez esferas) o resplendor vai da Pura Inteligência até o nível da matéria.

Deus é então compreendido como Onipotente e criador da Primeira Causa. (...)

O Criador não criou a matéria diretamente, mas sim pelos intermediários, os anjos que se identificam com os Primeiros Princípios. (21)

É possível que C. Rosenkreutz soubesse dos ensinamentos de Ibn Sina ou Abdu'l-Qadir al-Jili (criador da Ordem Sufi Qadiryya) (22), que desenvolveu uma teoria análoga: "O mundo é co-eterno com Deus, mas na ordem lógica, a crença que Deus existe em Si Mesmo é anterior à crença que as coisas existem em Seus Conhecimentos. Ele os conhece como Ele Se conhece, mas eles não são eternos e Ele é Eterno." (23)

Mohyi-id-Din Ibn Arabi ensinou que as almas são pré-existentes ao corpo, que elas são de diferentes graus de perfeição e que elas penetram desigualmente as sombras do corpo. O ato de aprender para elas, nada mais é que uma rememoração, uma ascensão de retorno para o local de onde tinham partido inicialmente.

Ibn-Arabi que escreveu o livro "O Centésimo Nome de Deus" usou círculos para expor seu sistema, que é singularmente próximo do "Dignitates Divinae" de Raimundo Lúlio, que é considerado como um iniciado e precursor da Rosa-Cruz.

A teurgia Rosa-Cruz difere pouquíssimo da teurgia dos sufis embora esta derive de uma riquíssima angeologia baseada no alcorão. Ao lado do Querubim está o mais elevado anjo, chamado al-Nun que simboliza o Conhecimento Divino. Ele esta posicionado em frente à Tábua Celestial; sob o Trono estão localizados os anjos chamados al-Qalam (as penas) e o anjo al-Mudabbir; os anjos chamados al-Mufassil estão localizados em frente do Imamu'l Mubin (Inteligência Primeira); o Ruh (Espírito) é o objeto do Conhecimento Divino... O místico sufi quando alcança o grau de perfeição entra em contacto com os anjos. Se por eles alcança o conhecimento do mundo visível e invisível, também é por eles que ele exerce um poder supra-humano por sobre as coisas, por sobre a humanidade e por sobre os eventos, visto que os anjos aqui evocados não são simples mensageiros de Deus, mas o próprio pensamento de Deus, na medida em que emana da Divina Essência através do Primeiro Criado para a realidade metafísica das coisas. É nesse lugar que o mago supremo (al sihru'l ali) reside.

No livro "Caminho da Unidade Divina", o místico sufi Abd al-Qadir al-Jili explica como o místico obtém, através de uma fórmula, de Deus o que ele deseja. (24)




Emile Dantinne (Sar Hieronymus)





Fonte do Texto e das Gravuras:
Blog GOD ANUBYS GNOSTICISMO
http://anubysp.blogspot.com.br/2008/04/sobre-origem-islmica-da-rosacruz.html

Originally published in the review "Inconnus", 1951
Translated from the French by Elias Ibrahim,
and contributed by Dame Donna of The Order of The Grail Grand Commandery  
Tradução do Inglês ao Português feita por
ORDEM MARTINISTA SUFI




Notas:

[1] The French translation by E. Coro (Ed. Rhea, Paris 1921) comprises 63 pages . It is subtitled "The Travels of Christian Rosencrantz." The Fama is attributed to John Valentin Andrea.

[2] C. Rosencrantz is considered by many historians as a mythic personage. However Larousse gives as his dates 1378-1484.

[3] Fama, 1921, p 21-27

[4] T. Mann, Der Islam, p 116

[5] P. KELLER, La question arabe, p 17

[6] A. M GOICHON, La philosophie d'Avicenne et son influence en Europe medievale, 1944, p 105

[7] Musawir fi tarik Lûbnâ, p 28

[8] Fama, p 33-47. Does Damcar suggest a madrasat (University) whose name has been corrupted, perhaps Medina, where the occult sciences were held in honour.

[9] Fama, p 24

[10] Fama, p 24

[11] Fama, p 26

[12] C. B. ROCKELMANN Geseb. der arabischen Literatur, t II

[13] CARA DE VAUX, Les penseurs de l'Islam, t IV, p 107

[14] CARA DE VAUX, op cit. p 113

[15] R. A. NICHOLSON, Studies in Islamic Mysticism, 1921, p 79

[16] G. VADJER, Introduction a la pensee juive au moyen age, 1947, p 97

[17] NICHOLSON, op cit, p 138

[18] BOUCHET, L'esoterisme mussulman, (Museen 1910)

[19] Fama, p 38

[20] La pensee at l'ouvre de Peladan, La philosophie Rosicrucienne, 1947.

[21] GOICHON, Introduction a Avicenna, p 32

[22] He is the author of "al Insanu Kamil... (The Perfect Man in the knowledge of Origins) a sufi work.

[23] NICHOLSON, op cit , p 103

[24] NICHOLSON, op cit, p 139

RECEBER EXATAMENTE O QUE PRECISAMOS

Diz-se que os tzadikim (almas justas) nunca têm "paz" neste mundo. Estão sempre em meio a batalha cósmica entre a Luz e a escuridão, lutando em nome do restante da humanidade.

Felizmente, a maioria de nós não precisa passar a vida lutando uma batalha sem fim, porque não somos pessoas espiritualmente tão elevadas quanto essas almas justas. 

Mas o que podemos colher a partir do sacrifício delas é o entendimento de que cada dificuldade pela qual passamos e cada teste que enfrentamos - seja doença, perda de um ente querido, perda de fortuna, ou qualquer outra perda de algo que para nós é importante - é exatamente o que precisamos naquele momento para o nosso crescimento espiritual.

Se pudermos manter em mente esse entendimento com todo nosso coração e mente, quando estivermos em meio aos nossos maiores desafios, poderemos nos ancorar em nossa certeza na Luz, a qual poderá nos conduzir através desses momentos.




Karen Berg





Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 12 de março de 2015

A VERDADEIRA ESCRAVIDÃO

O Imperador Bali demonstrou pela natureza de sacrifício que aquele que sacrifica tudo atingirá moksha (liberação). O verdadeiro sacrifício envolve duas coisas: em primeiro lugar, perceber a causa de nossa escravidão nesta vida e, segundo, acabar com essa escravidão. As pessoas pensam erroneamente que riqueza, família, etc. são suas amarras e que, cortando as conexões com elas, serão capazes de sacrificar tudo e se tornarem elegíveis para alcançar moksha. Mas estas não são a verdadeira escravidão. Verdadeira escravidão é a própria ignorância em identificar-se com o corpo. Aquele que se livra deste cativeiro, como Bali fez, atingirá moksha. Para livrar-se deste cativeiro, a purificação do coração é extremamente necessária. Nesta Kaliyuga, namasmarana (constante lembrança de Deus) é a maneira mais fácil de purificar a mente; e entregar-se a Deus com uma mente pura é o caminho certo para alcançar moksha.

As pessoas pensam que desistir de casa e lar é renúncia. Isso não é o que Vairagya (desapego) significa. Tudo o que fazemos deve ser feito em um espírito de boa vontade e de serviço. Deve ser para o bem-estar da nação. E o bem-estar de todos deve ser encarado como o lema da nação. Desde tempos muito antigos, os Bharatiyas (indianos) viveram conforme o ideal: "Que todos os mundos sejam felizes!" Para defender este ideal, governantes, acadêmicos, sábios e todas as pessoas fizeram muitos sacrifícios. Hoje, o espírito de sacrifício não pode ser visto em qualquer lugar. Atualmente, o egoísmo é a raiz de toda a crueldade e violência. Tudo o que temos neste século são pelejas, disputas, tumultos e violência. Egoísmo alcançou seu ápice. Manifestações do Amor Divino! Livrem-se do egoísmo. Considerem-se membros integrantes da sociedade. Desenvolvam a fé de que o seu bem-estar está vinculado ao bem estar de todos.




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O SIMBOLISMO DAS PEDRAS PRECIOSAS

As pedras preciosas pertencem ao elemento terra. Elas são o produto de todo o trabalho que a terra é capaz de realizar, por isso foram escolhidas como símbolos das virtudes que o homem pode adquirir se aprender a trabalhar sobre a sua própria matéria.

O costume de pôr pedras preciosas nas vestes dos sacerdotes e nas coroas dos reis vem do conhecimento deste simbolismo: elas representam as qualidades e as virtudes que esses reis devem ter para exercerem condignamente o seu cargo. A cada virtude corresponde uma pedra: à sabedoria, o topázio; à paz e à harmonia, a safira; ao amor, o rubi; etc.

Não procuremos verificar se esses altos personagens merecem trazer em si tais tesouros, é o simbolismo que conta.

E os reis da terra, os papas e os cardeais têm na sua cabeça ornamentos com pedras preciosas precisamente porque há pedras preciosas colocadas na coroa do Senhor da Criação. Essas pedras são os anjos, os arcanjos, as divindades…





Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SOMENTE QUANDO NÃO EXISTE O MEDITADOR A MEDITAÇÃO ACONTECE

Em meditação, desfrute não fazer nada. Esteja em estado de perfeita passividade — então você estará em harmonia com o mundo.

As formas-de-pensamento dissolvem-se automaticamente porque elas não podem existir com a passividade total: elas são formas de uma mente viciada em atividade, e com elas o ego se dissolve — porque ele não pode existir sem formas-de-pensamento.

O ego não é nada mais que o centro de um redemoinho constantemente revolvendo formas-de-pensamento.

Permaneça na passividade, isto é, no estado absoluto de não-fazer, e a meditação se aprofunda a ponto de não existir mais o meditador; e lembre-se de que somente quando não existe o meditador a meditação realmente acontece.

Se você é, então não há meditação, e quando existe meditação você não é.




Osho





Fonte: "Uma Xícara de Chá"
http://www.palavrasdeosho.com/
Fonte da Gravura:
http://www.iosho.co.in/index.php/category/photos/

DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO

Há muitos tipos de orações e formas de rezar.

Por exemplo, existem o que consideramos "orações intelectuais". São orações escritas, têm palavras especificas, que aparecem em uma ordem específica. Os kabalistas estão familiarizados com orações intelectuais especificas que, ao serem combinadas com a intenção certa, podem destrancar os portões dos Mundos Superiores e permitir que essas orações sejam levadas pelos anjos ao Criador.

Existe também o que é conhecido como "orações do coração". Quando oramos com o nosso coração, estamos dizendo: "Ouça Deus, eu sei que provavelmente não sou merecedor disso, mas não tenho outras soluções. Por favor, Deus, me ajude... ajude meu filho... ajude minha família... Por favor, me ajude, porque estou perdido e não sei como encontrar a Luz."

Na Bíblia, quando a irmã de Moisés, Miriam, teve lepra e Moisés disse com todo seu coração: "El na refá na la" (que significa "Cure-a agora."), estas poucas e simples palavras resumiram toda a oração - e o fim da doença.

O que quero dizer com isso?

Talvez não tenhamos as palavras, e tampouco tenhamos conhecimento sobre todas as orações que existem neste mundo. Mas quando estamos vazios por dentro e pedimos ajuda ao Criador, Ele nos ouve, independente de qualquer coisa.




Karen Berg





Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

AMIZADE - ALMA - PERDÃO - GENEROSIDADE - CARIDADE

Amigo é alguém que fala ao nosso coração. Mesmo se houver uma diferença nas habilidades, papéis ou posições, há uma visão de igualdade que não permite nenhum sentimento de superioridade ou inferioridade. Há tal proximidade respeitosa que um não invade a personalidade do outro. As fraquezas são vistas como algo alheio que, na hora apropriada, deixarão de existir. Você não necessita provar-se para um amigo, pois você é amado como é, e o que você é basta.

Amizade é a base de qualquer relacionamento genuíno.  Mas eu preciso começar comigo. Eu sou gentil e amoroso comigo? Meus pensamentos, sentimentos, atitudes, palavras e ações são amigos uns dos outros? Ou eles se contradizem e saem do controle? Harmonia interior e honestidade fazem fluir a amizade entre mim e o mundo exterior – não apenas o mundo das pessoas que fazem parte da minha vida mas os mundos do tempo, natureza e matéria. Criar esse tipo de parceria, no qual eu me sinto positivamente conectado a todos os outros aspectos da vida, proporciona um sentimento grandioso chamado de realização. (Dadi Janki)

É essencial dar tempo para observar o que acontece na mente, caso contrário, nossos pensamentos, que são nossa criação, podem ter controle sobre nós. A chave é saber quem é que está criando, sentindo e levando consigo esses pensamentos. Enquanto os cientistas encontram respostas sobre o mundo exterior, precisamos nos voltar para a espiritualidade para conhecer o eu interior. Sou uma alma, um ser eterno, aquele que cria os pensamentos, processa-os em palavras e ações e vivencia seus resultados. Eu não sou os pensamentos.

Perdão é como uma pétala de flor. Ressentimento é uma doença que acaba com a paz mental. Aqueles que desejam nos prejudicar emitem uma energia poderosa cuja raiz está na sua própria dor e raiva. Na verdade eles estão prejudicando a si mesmos. Quando perdoamos, enviamos energia curativa e amorosa. Elevamos os sentimentos negativos dos outros ao lançar um raio de luz em seus corações. Esse raio reflete de volta para nós e assim nos tornamos mais fortes.

Perdão é mover-se pacificamente em direção ao que é bom e melhor. Perdão derrete a dureza do coração dos outros. Em um primeiro momento, nosso perdão poderá confundi-los. As pessoas podem até nos considerar ingênuos. Mas com o tempo, elas acabam apreciando e valorizando este supremo ato de gentileza. (BK Anthony Strano, The power of forgiveness, Purity, June 2003)

Generosidade é mais do que dar dinheiro ou coisas materiais. É dar o eu, que não tem preço. No espírito de colocar os outros na frente, aqueles que abraçam a simplicidade doam seu tempo livremente aos outros. Isto é feito com gentileza, abertura, intenções puras e sem expectativas ou condições. As sementes das ações generosas dão frutos abundantes. (BK Andatta, Being and Living as a Trustee, World Renewal, September, 2004)

Ato de caridade é ajudar outros a sair da escuridão e entrar na claridade. Lembre-se que todos são seus e ninguém é seu. Deixe que haja limpeza em seus pensamentos. Veja a necessidade e dê cooperação. Fique desperto e desperte outros. Com sua estabilidade interna, expulse os obstáculos. Seja um bom exemplo, coloque inspiração em sua vida e torne-se um instrumento para todos. Não use sua cabeça demais, use o poder do amor. Com amor verdadeiro Deus trabalhará através de você. (Dadi Janki)




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 11 de março de 2015

PARA REALMENTE FAZER O BEM

A maior parte das pessoas não são más nem mal-intencionadas, muitas desejam sinceramente ser úteis aos outros e são mesmo capazes disso. Mas os bons sentimentos e as boas intenções não são suficientes para fazer realmente o bem. Quem quer ajudar os outros deve começar por se estudar e procurar desembaraçar-se de todos os elementos que nele se opõem a esse bem que ele quer realizar. 

Com efeito, o bem e o mal estão tão intimamente intrincados em cada ser que, por vezes, há forças obscuras que conseguem aproveitar-se da sua boa vontade. E, embora ele esteja convencido de que será útil, misturam-se nas suas ações todo o tipo de elementos contrários, e as pessoas que deveriam se beneficiar dessas ações acabam por ser vítimas delas.

Quereis realmente ajudar os outros, fazer-lhes bem? Por um trabalho diário paciente, esforçai-vos por neutralizar os estados interiores que podem servir de atrativos para as correntes negativas que circulam na atmosfera. E, ao mesmo tempo, procurai intensificar os estados que atraem a vós as influências benéficas.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O RELACIONAMENTO É O ESPELHO

O relacionamento é o espelho em que podemos ver-nos como somos. Toda a vida é um movimento de relacionamento. Não existe nada vivo na Terra que não esteja relacionado com uma coisa ou com outra. Mesmo o eremita, o homem que parte para um lugar solitário, está relacionado com o seu passado, está relacionado com aqueles que estão ao seu redor. Não há como fugir ao relacionamento. Nesse relacionamento que é o espelho no qual podemos ver-nos, podemos também descobrir o que somos, as nossas reações, os nossos preconceitos, os nossos medos, depressão, ansiedades, solidão, sofrimento, dor, pesar. Podemos também descobrir se amamos ou se o amor não existe. Por conseguinte examinaremos a questão do relacionamento porque ele é a base do amor. (Mind Without Measure p 79)

Viver é estar relacionado. Portanto tenho que compreender e tenho que mudar. Tenho que descobrir como ocasionar uma mudança radical na minha relação, porque, afinal, isso produz guerras; é isso que está acontecendo neste país entre os paquistaneses e os hindus, entre os muçulmanos e os hindus, entre os árabes e os judeus. Não há , portanto, saída através do templo, através da mesquita, através das igrejas cristãs, através da discussão da Vedanta, deste e daquele e dos outros sistemas diferentes. Não há saída a menos que você, como ser humano, mude radicalmente a sua relação. Surge agora o problema: Como vou mudar, não abstratamente, a relação que está agora baseada em procuras e prazeres egocêntricos? (The Collected Works vol XVI pp 34-35)

A relação só tem um significado verdadeiro quando é um processo de autorrevelação, quando nos revela a nós mesmos na própria ação da relação. Mas a maior parte de nós não quer ser revelada na relação. Pelo contrário, usamos a relação como um meio de encobrir a nossa própria insuficiência, as nossas próprias dificuldades, a nossa própria incerteza. A relação torna-se, portanto, mero movimento, mera atividade. Não sei se repararam que a relação é muito dolorosa, e que desde que não seja um processo revelador em que você descobre a si mesmo, a relação é simplesmente um meio de fuga de si mesmo. (The Collected Works vol V p 230)

A compreensão de nós mesmos não chega através do processo de afastamento da sociedade ou através do isolamento numa torre de marfim. Se vocês e eu investigarmos realmente o assunto cuidadosa e inteligentemente, veremos que só conseguimos compreender a nós próprios na relação e não no isolamento. Ninguém consegue viver em isolamento. Viver é estar relacionado. Só no espelho da relação é que compreendo a mim mesmo, o que significa que tenho que estar extraordinariamente alerta nos meus pensamentos, sentimento e ações na relação. Isto não é um processo difícil ou um empreendimento super-humano; e como em todos os rios, enquanto a nascente dificilmente é perceptível, as águas ganham ímpeto à medida que se movem, à medida que se aprofundam. Neste mundo louco e caótico, se investigarem este processo deliberadamente, com cuidado, com paciência, sem condenar, verão como ele começa a ganhar ímpeto e que não é uma questão de tempo. (The Collected Works vol VI, pp 37-8)

Em um mundo de vastas organizações, vastas mobilizações de pessoas, movimentos em massa, temos medo de agir em pequena escala; temos medo de ser gente insignificante pondo em ordem a nossa própria parte. Dizemos a nós mesmos: “Que posso eu fazer pessoalmente? Preciso unir-me a um movimento de massas para fazer uma reforma.” Pelo contrário, a verdadeira revolução não ocorre por meio de movimento em massa mas mediante a revolução interior do relacionamento – só isso é reforma verdadeira, uma revolução radical, contínua. Temos receio de começar em pequena escala. Porque o problema é tão vasto, pensamos que temos de enfrentá-lo com grande quantidade de pessoas, com uma grande organização, com movimentos em massa. Certamente, temos de começar a procurar resolver o problema em pequena escala e na pequena escala do “eu” e do “você”. Quando eu compreendo a mim mesmo, compreendo você, e dessa compreensão vem o amor. (The Collected Works vol V p 96)

Tomemos por exemplo o mal que cada ser humano sofre desde a infância. É-se magoado pelos próprios pais, psicologicamente; depois magoado na escola, na universidade, através da comparação, através da competição, através de se dizer que tem que se ser excelente nesta matéria, etc. Durante toda a vida existe este processo constante de se ser magoado. Sabe-se isto, e que todos os seres humanos são magoados, profundamente, coisa de que podem não ter consciência, e que de tudo isto surgem todas as formas de ações neuróticas. Tudo isso faz parte da consciência da pessoa – uma consciência em parte oculta e em parte manifesta de que se é magoado. Agora, é possível não se ser de todo magoado? Porque as consequências de se ser magoado são a edificação de um muro em torno de si mesmo, afastando-se no relacionamento com os outros para não se ser mais magoado. Nisso há medo e um isolamento gradual. Agora, perguntamos: É possível não só ficar livre de males passados, mas também jamais ser magoado novamente? (The Flame of Attention, pp 87-88)




J. Krishnamurti





Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura:
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

MAESTRIA - HUMOR - PACIÊNCIA - OLHAR FRATERNO

Torne puro cada momento seu. Lembre-se de que você é o mestre da mente e do corpo. Então dê suas instruções a ambos e mantenha-os em ordem. Quando você aprende como dizer à sua mente o que fazer, velhas formas de pensar irão mudar. Você não verá mais as coisas como parecem mas como realmente são. Você reage menos, responde mais. Sua simples presença se torna um convite à verdade. Todos ao seu redor são beneficiados.

Como líderes, precisamos encontrar maneiras de ajudar as pessoas a trabalhar com paz interior, mesmo em meio ao tumulto. Experimente começar qualquer tarefa com dois minutos de contemplação silenciosa. Veja o poder que resulta desse hábito. É incrível como tudo muda quando temos esses momentos de lembrança de Deus. Ficamos mais abertos para sugestões e reclamações. E mais sábios para a tomada de decisões. Líderes que amam também escutam com humildade e sinceridade àqueles que fazem parte da organização. (Dadi Prakashmani)

Enquanto tivermos o mundo a nossa volta como nossa fonte de felicidade e alegria, nosso humor flutuará até mesmo com a mudança do tempo. Mas quando somos espiritualmente fortes, nossa alegria vem de dentro. Assim somos estáveis diante do insulto ou louvor, perda ou ganho. Ficamos no controle de nossas vidas e sentimentos. E mesmo que não possamos controlar as ondas do oceano ao nosso redor, podemos sim controlar e escolher como responder às situações e às pessoas. A vida para de ser uma montanha russa e vira um cruzeiro. Ela será mais uma brisa gentil do que uma tempestade.

Paciência é uma daquelas virtudes que pode transformar um momento de grande ansiedade em quietude, uma rápida agitação mental no fluir suave de um rio. Na presença de uma pessoa paciente somos envoltos por uma aura de calma como se entrássemos na luz tranquila da ausência de pressa dela. Mesmo quando ela está ocupada, a qualidade da sua ocupação irradia paciência. Para ser paciente, observe a natureza. A natureza está sempre pacientemente ocupada. (Mike George)

Olhar espiritual significa olhar através das janelas dos olhos na consciência de que eu sou um ser pacífico, puro e imortal chamado de alma. Com essa consciência sou capaz de me relacionar com a Fonte Suprema de paz, amor e felicidade constante. Enquanto olhando para os outros, eu olho para o centro da testa e lembro que é a alma - uma centelha de luz – que está ali. Este é o olhar fraterno.




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 10 de março de 2015

A SOCIEDADE É O PRODUTO DAS NOSSAS RELAÇÕES

Por que é que nós, seres humanos, não temos sido capazes de resolver este problema do relacionamento embora tenhamos vivido nesta Terra durante milhões de anos? É por que cada um tem sua própria imagem específica construída pelo pensamento, e o nosso relacionamento está baseado em duas imagens: a imagem que o homem cria sobre a mulher, e a imagem que a mulher cria sobre o homem? Portanto, neste relacionamento somos como duas imagens vivendo juntas. Isso é um fato. Se você se observar muito cuidadosamente, se me permite salientar, você verá que criou uma imagem dela e ela criou uma imagem, uma estrutura verbal, sua. Portanto o relacionamento dá-se entre estas duas imagens. Estas imagens foram construídas pelo pensamento. E pensamento não é amor. (The Network of Thought, p 87)

Por que temos imagens de nós mesmos? Essas imagens separam as pessoas. Se você tem uma imagem de si mesmo como suíço, ou britânico, ou francês, etc., essa imagem não só distorce sua observação da humanidade, mas também o separa dos demais. E onde quer que haja separação, divisão, tem que haver conflito – como há conflito acontecendo por todo o mundo, os árabes contra os israelitas, os muçulmanos contra os hindus, uma igreja cristã contra outra. A divisão nacional e a divisão econômica resultam de imagens, conceitos, ideias e o cérebro agarra-se a estas imagens. Por quê? (The Network of Thought, pp 40-41)

Qual é a relação entre você e a infelicidade, a confusão, tanto dentro como em torno de si? Por certo esta confusão, esta infelicidade, não surgiu sozinha. Você e eu a criamos, não uma sociedade capitalista ou comunista ou fascista, mas você e eu a criamos em nossa relação um com o outro. O que você é interiormente foi projetado no exterior, no mundo; o que você é, o que você pensa e o que você sente, o que você faz em sua existência diária é projetado exteriormente, e isso constitui o mundo. Se você está infeliz, confuso, caótico por dentro, isso, por projeção se torna o mundo, se torna a sociedade, pois a relação entre você e eu, entre eu e outra pessoa é a sociedade – a sociedade é o produto das nossas relações – e se a nossa relação for confusa, egocêntrica, restrita, limitada, nacional, projetamos isso e trazemos o caos ao mundo. (The First and Last Freedom, p 36)

A maioria de nós neste mundo confuso e brutal tenta forjar uma vida privada propriamente sua, uma vida em que possamos ser felizes e pacíficos, e, ainda assim, viver com as coisas deste mundo. Parecemos pensar que a vida diária que levamos, a vida de luta, conflito, dor e sofrimento é algo separado do mundo externo de infelicidade e confusão. Parecemos pensar que o indivíduo, o “você”, é diferente do resto do mundo com todas as suas atrocidades, guerras e motins, desigualdade e injustiça, e que isso é algo inteiramente diferente da nossa vida individual particular. Ao olhar um pouco mais de perto, não somente para sua própria vida mas também para o mundo, você verá que aquilo que você é – sua vida diária, o que você pensa, o que você sente – é o mundo externo, o mundo ao seu redor. (Talks with American Students, p 8)

Este vasto problema do mundo é seu problema e meu problema, ou é independente de nós? A guerra é independente de você? O conflito nacional independe de você, a luta comunitária independe de você? A corrupção, a degradação, a desintegração moral – essas coisas são independentes de cada um de nós? Esta desintegração está diretamente relacionada conosco, e, portanto, a responsabilidade cabe a cada um de nós. Certamente, esse é o problema principal, não é? Isto é, por outras palavras: o problema deve ser deixado para os poucos líderes, quer da esquerda quer da direita, para o partido, para a disciplina, para uma ideologia, para as Nações Unidas, para o perito, para o especialista? Ou se trata de um problema que nos envolve diretamente, o que quer dizer: Somos diretamente responsáveis por estes problemas, ou não? Por certo, essa é a questão, não é? (The Collected Works vol V, p 182)




J. Krishnamurti





Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura:
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

segunda-feira, 9 de março de 2015

DETERMINAÇÃO - VISÃO - POSITIVIDADE - RESPEITO - PACIÊNCIA


Determinação na mente torna você a personificação do sucesso. O que você pensar acontecerá. Seus pensamentos seriam positivos, certo? Você não pensaria nada negativo porque o caminho para os pensamentos negativos está fechado para sempre. Você sabe como fechá-lo? Ou às vezes ele se abre por si só assim como as portas que se abrem sozinhas durante as ventanias? Não é assim, certo? As vezes você pode pensar que fechou bem a porta mas a ventania conseguiu abri-la. Então cuide para não deixar a porta frouxamente fechada.

Nunca acredite em ninguém que diz que não podemos mudar. A visão é um dos segredos da transformação pessoal. Somos todos artistas. Nossa mente é o palco da criação e da visão. Qual é a visão que você tem de si hoje? Paciente? Descontraído? Positivo? Tenso? Pressionado? O que você prefere? Então seja criativo! A paciência se parece com que? Sinta isso! O que você sente quando está usando o seu poder de esperar? Sempre comece com uma visão, não com uma ação. Veja isso e você será isso. Seja isso e você fará isso. É assim que criamos nossa própria vida. (Mike George)

Qual é a melhor maneira de definir positividade? Positividade é algo que me leva - e os outros também - em direção a um estado de verdade, ou seja, quando há experiência das virtudes de paz, amor, alegria, pureza e força. Nesse estado, tudo que flui e irradia da alma - cada pensamento, sentimento, palavra ou ação que ela cria, fala ou faz - é preenchido com essas qualidades. Então, quando eu me aproximo e aproximo outros desse estado, isto é positividade. Se o meu pensamento, palavra ou ação tira os outros desse estado de verdade, isto é negatividade.

A necessidade de ser respeitado indica que há lacunas no senso do eu. Preencha todas essas lacunas ao continuar explorando seu verdadeiro valor espiritual. À medida que essa percepção é colocada em ação você achará fácil respeitar os outros. Quando você está completo fica fácil tornar os outros completos. Quando você está completo passa em todos os testes. E, passando em todos os testes, você se torna digno do respeito dos outros.

O trabalho do jardineiro é preparar o solo, semear e regar. Porém ele sabe que o milagre da vida ficará a cargo da natureza. Ele deve manter-se atento, certificar-se de que há água suficiente, de que insetos não irão atacar, mas ele não pode dominar o processo. O mais belo jardim é um produto da parceria entre o jardineiro e a natureza; ele alinha-se às leis dela, entendendo quando intervir para ajudar e quando esperar.




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A CONSCIÊNCIA DO SAGRADO FEMININO

Resgatando o passado, construindo o futuro

Durante os milênios da supremacia patriarcal, refletida nos valores espirituais, culturais, sociais, comportamentais e amparada pela hierarquia divina masculina, foi negada e reprimida qualquer manifestação da energia feminina, divina e humana. Resultou assim em uma cultura exclusiva e destrutiva, centrada na violência, conquista e dominação, com o consequente desequilíbrio global atual.

Os homens – como gênero – não foram os únicos responsáveis pelas agressões e atitudes extremistas a eles atribuídas; a causa pode ser atribuída à maneira pela qual a identidade masculina foi criada e reforçada pelos modelos e comportamentos de “heróis” e “super-homens”. Fundamentados em seus direitos “divinos”, outorgados inicialmente por deuses guerreiros e depois reiterados pela interpretação tendenciosa dos preceitos bíblicos, os homens foram inspirados, instigados e recompensados para desconsiderar e deturpar as milenares tradições matrifocais e os cultos geocêntricos. Em lugar de valores de paz, prosperidade e parceria igualitária, foram instaurados princípios e sistemas de conquista, exploração e dominação da Terra, das mulheres, crianças e de outros homens.

Pela sistemática inferiorização e perseguição da mulher, o patriarcado procurava apagar e denegrir os cultos da Grande Mãe, interditando os seus rituais, “demonizando” e distorcendo seus símbolos e valores. A relação igualitária homem-mulher foi renegada, a mulher declarada um ser inferior, desprovido de alma, amaldiçoado por Deus, responsável pelos males do mundo e por isso destinada a sofrer e a ser dominada pelo homem. Os princípios masculino e feminino – antes pólos complementares da mesma unidade – foram separados e colocados em ângulos opostos e antagônicos. Enalteceu-se o Pai, negou-se a Mãe e usou-se o nome de Deus para justificar e promover o código patriarcal, a subjugação e exploração da Terra e das mulheres. A tradição, os cultos e a simbologia da Deusa foram relegados ao ostracismo e paulatinamente caíram no esquecimento. Patriarcado e cristianismo se uniram na construção de uma sociedade hierárquica e desigual, baseada em princípios, valores, normas, dogmas religiosos, estruturas sociais e culturais masculinas.

As últimas décadas do século passado proporcionaram uma gradativa mudança de paradigmas nas relações e nos conceitos relativos ao masculino e feminino. No entanto, para que este avanço teórico se concretize em ações e modificações comportamentais e espirituais, é imprescindível reconhecer a união harmoniosa e complementar das polaridades e procurar novos símbolos e rituais para o seu fortalecimento e equilíbrio.

Com o surgimento progressivo de uma dimensão feminina da Divindade na atual consciência coletiva, está sendo fortalecido o retorno à Deusa e a revalorização do Sagrado Feminino. Somos nós que estamos voltando à Deusa, pois Ela sempre esteve ao nosso lado, apenas oculta na bruma do esquecimento e velada pela nossa falta de compreensão e conexão com seu eterno amor e poder.

A principal diferença entre o Pai patriarcal, celeste e a Mãe cósmica e telúrica universal é a condição transcendente e longínqua do Criador e a essência imanente e eternamente presente da Criadora, em todas as manifestações da Natureza.

A redenção do Sagrado Feminino diz respeito tanto à mulher quanto ao homem. Ao esperar respostas e soluções vindas do Céu, esquecemos de olhar para baixo e ao redor, ignorando as necessidades da nossa Mãe Terra e de todos os nossos irmãos de criação.

Para que os valores femininos possam ser compreendidos e vividos, são necessárias profundas mudanças em todas as áreas: social, política, cultural, econômica, familiar e espiritual. Uma nova consciência do Sagrado Feminino surgirá tão somente quando for resgatada a conexão espiritual com a Mãe Terra, percebida e honrada a Teia Cósmica à qual todos nós pertencemos e assumida a responsabilidade de zelar pelo seu equilíbrio e preservação.

O reconhecimento do Sagrado Feminino deve ser uma busca de todos, porém cabe às mulheres uma responsabilidade maior, devido à sua ancestral e profunda conexão com os arquétipos, atributos, faces, ciclos e energias da Grande Mãe.

Uma grande contribuição na transformação da mentalidade do passado e na expansão atual da consciência coletiva são os encontros de homens e mulheres em círculos e vivências comunitárias, para despertar e alinhar mentes, corações e espíritos em ações que visem a cura e a transmutação das feridas da psique, infligidas pelo patriarcado.

Apaziguar a si mesmo, harmonizar seus relacionamentos, vencer o separatismo, reconhecer e honrar a interdependência de todos os seres, evitar qualquer forma de violência, dominação, competição ou discriminação são desafios do ser humano contemporâneo, no nível pessoal, coletivo e global.

Incentivando a parceria entre os gêneros e a interação dos planos energéticos (celeste, telúrico, ctônico) criam-se condições que favorecem a expansão da consciência individual e contribuem para a evolução planetária.




Mirella Faur





Fonte: www.teiadethea.org
Através da Biblioteca Virtual da Antroposofia
http://www.antroposofy.com.br/wordpress/
Fonte da Gravura: Ser Revelador
Pintura de Freydoun Rassouli
http://www.rassouli.com/

domingo, 8 de março de 2015

ESAÚ E JACÓ - O SACRIFÍCIO DA DIGNIDADE EM TROCA DE PRAZERES IMEDIATOS

Esaú, esfomeado, cedendo o seu direito de progenitura ao irmão Jacob em troca de um prato de lentilhas – vós conheceis certamente este episódio do Antigo Testamento.

Evidentemente, trata-se de um relato simbólico que é preciso interpretar.

Esaú representa o ser humano pronto a sacrificar essa dignidade, simbolizada pelo direito de progenitura, que lhe atribui uma enorme importância aos olhos do seu Pai Celeste, em troca de prazeres imediatos – o prato de lentilhas –, pois a fome simboliza todos os apetites, todas as cobiças.

Há tantas outras fomes além da física que exigem ser satisfeitas e fazem os humanos perder o seu direito de progenitura, a sua dignidade de filhos de Deus!

Sempre que um ser cede a um instinto, não só à gula, mas também à sensualidade, à cólera, ao ciúme, à ambição, ao ódio… vende o seu direito de progenitura, a sua realeza interior, por um prato de lentilhas, e fica mais pobre, submete-se, torna-se escravo.

Em troca de qualquer coisa que não vale a pena, abandona um bem extremamente precioso nele: a vida divina.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

QUEM TEM MEDO DA MORTE EM VOCÊ?

A morte é uma parte da vida, orgânica e integral e é muito amigável com a vida. Sem ela a vida não poderia existir. A vida existe por causa da morte, a morte dá a sustentação. A morte é, de fato, um processo de renovação. E a morte também acontece a cada momento, como a vida acontece, porque a renovação é necessária a cada momento.

No momento em que você inspira e no momento que você expira, ambas acontecem. Inspirando, a vida acontece, expirando, a morte acontece. Por isso, quando uma criança nasce, a primeira coisa que ela faz é inspirar, então a vida começa. E quando um homem velho está morrendo, a última coisa que ele faz é expirar, então a vida se afasta. Expirando é a morte, inspirando é a vida – e ambos são como duas rodas de um carro de boi. Você vive pela inspiração na medida em que você vive pela expiração. A inspiração é a parte da expiração. Você não pode inspirar, se você parar de expirar. Você não pode viver se você parar de morrer.

O homem que compreende o que é a sua vida, permite que a morte aconteça, ele a acolhe. Ele morre a cada momento e em cada momento ele ressuscita. Sua vida e sua ressurreição estão continuamente acontecendo como um processo. Ele morre para o passado a cada momento e que ele nasce de novo e de novo para o futuro.

Se você olhar para a vida, você será capaz de saber o que é a morte. Se você entender o que é a morte, então você é capaz de entender o que é a vida. Eles são orgânicos. Normalmente, por medo, criamos uma divisão. Nós pensamos que a vida é boa e a morte é ruim.

Nós pensamos que a vida tem deve ser desejada e a morte deve ser evitada. Achamos que de alguma forma temos que nos proteger contra a morte. Esta ideia absurda cria misérias infinitas em nossas vidas, porque uma pessoa que se protege contra a morte torna-se incapaz de viver. Ela é a pessoa que tem medo de expirar, então ela não pode inalar, então ela está presa. Então ela simplesmente afunda, sua vida já não é um fluxo, a sua vida não é mais um rio. Se você realmente quer viver você tem que estar pronto para morrer.

Quem tem medo da morte em você? É a vida com medo da morte? Isso não é possível. Como a vida pode ter medo do seu próprio processo integral?

Outra coisa é que provoca o medo da morte em você. O ego tem medo em você. Vida e morte não são opostos; ego e morte são opostos. Vida e morte não são opostos; ego e vida são opostos. Ego é contra a vida e a morte. O ego tem medo de viver e o ego tem medo de morrer. Ele tem medo de viver, pois cada esforço, cada passo em relação à vida, traz a morte para mais perto.




Osho





Fonte: The Art of Dying, Talk #1
http://www.osho.com/pt/read/osho/osho-on-topics/death
Fonte da Gravura:
http://www.iosho.co.in/index.php/category/photos/

sábado, 7 de março de 2015

OS 12 APÓSTOLOS E O ZODÍACO

“Tudo o que a sua mão encontrar para fazer, faça-o com todo o seu coração.” (Jesus)

Jesus sentado no centro representa o centro do universo, caracterizando as qualidades de todos os doze signos.

Da direita para a esquerda:

O apóstolo Simão (o Zelote) representa Áries;
Judas Tadeu, Touro;
Mateus, Gêmeos;
Filipe, Caranguejo;
Tiago (o Menor), Leão;
Tomé, Virgem;
João, Libra;
Judas, Escorpião;
Pedro, Sagitário;
André, Capricórnio;
Tiago (o Maior), Aquário
Bartolomeu, Peixes.

Leonardo esquematizou a disposição dos apóstolos de acordo com a posição astronômica, da direita para a esquerda de quem vê o quadro.


Simão – Áries

Na cabeceira da mesa é Simão, que corresponde ao signo de Áries. Signo de fogo e de ação, Simão indica com as mãos a direção a tomar. Áries rege a cabeça na anatomia astrológica, e a testa de Simão é bem realçada na pintura. Sua prontidão ariana também é mostrada pelas mãos desembaraçadas, para agirem conforme a vontade e coragem cardeal de Áries.

Judas Tadeu – Touro

Ao seu lado, está Judas Tadeu, o taurino. Seu semblante é sereno; enquanto escuta Simão (Áries/cérebro) vai digerindo lentamente suas impressões, acolhendo-as com uma das mãos, revelando a possessividade de Touro (que é terra/receptivo). No corpo humano, Touro rege o pescoço e a garganta, e o de Judas Tadeu está bem destacado.

Mateus – Gêmeos

Mateus vem em seguida, correspondendo à Gêmeos, signo duplo que necessita de interação com as pessoas e de colher informações. Mateus tem as mãos dispostas para um lado e o rosto para o outro, revelando a dinâmica geminiana de querer falar e ouvir a todos ao mesmo tempo. Mateus era repórter e historiador da vida de Jesus e Gêmeos rege a casa III, setor de comunicação e conhecimento.

Filipe – Câncer

Logo após está Filipe, o caranguejo. Suas mãos em direção ao peito mostram a tendência canceriana para acolher, proteger e cuidar das coisas. Regido pela Lua, Câncer trabalha com o sentir; Filipe está inclinado, como se estivesse se oferecendo para alguma tarefa.

Tiago Menor – Leão

Ao lado de Filipe está Tiago Menor, o leonino, de braços abertos, revelando nesse gesto largo o poder de irradiar amor (Leão rege o coração e o chacra cardíaco), ele se impõe nesse gesto confiante, centralizando atenções.

Tomé – Virgem

Atrás de Tiago Menor, quase que escondido, está Tomé, o virginiano, que, apesar de modesto, não deixa de expressar o lado crítico e inquisitivo de Virgem – com o dedo em riste ele contesta diante de Jesus; foi Tomé quem quis o ver para crer.

João – Libra

Libra é simbolizada por João, o discípulo amado de Jesus. Com as mãos entrelaçadas, ele pondera e considera todas as opiniões antes de tomar posições – Libra rege a casa VII, é o setor do outro e isso requer imparcialidade e diplomacia.

Judas Iscariotes – Escorpião

Ao lado de Judas, está Judas Iscariotes, representando Escorpião. Com uma das mãos ele segura um saco de dinheiro, pois era o organizador das finanças da comunidade dos apóstolos (Escorpião rege a casa VIII, que trata dos bens e valores dos outros) e com a outra mão ele bate na mesa, protestando.

Pedro – Sagitário

Sagitário é representado por Pedro, o Pescador de Almas. Foi ele quem fez o dogma e instituiu a lei da Igreja – Sagitário rege a casa IX, setor das leis, religiões e filosofia. Seu dedo aponta para Jesus – a meta de Sagitário é espiritual – e na outra mão ele segura uma faca, representando o lado instintivo nos homens. Ele se eleva entre outros dois apóstolos, trazendo esclarecimentos (luz) à discussão.

André – Capricórnio

Ao lado de Pedro está André, que representa Capricórnio. Conhecedor das responsabilidades, com seu gesto restritivo impõe limites. Seu rosto magro e ossos salientes revelam o biótipo capricorniano. Seus cabelos e barbas brancas e seu semblante sério mostram a relação de Capricórnio com o tempo e a sabedoria.

Tiago Maior – Aquário

Os temores de André são apaziguados por Tiago Maior, aquariano, que debruça uma de suas mãos sobre seus ombros, num gesto amigável, enquanto a outra se estende aos demais. Ele visualiza o conjunto, percebendo ali o trabalho em grupo liderado pelo Mestre. Aquário rege a casa XI, que é o setor dos grupos, amigos e esperanças.

Bartolomeu – Peixes

O último da mesa é Bartolomeu, que representa Peixes. Seus pés estão em destaque (que são regidos por Peixes na anatomia astrológica). Ele parece absorvido pelo que acontece à mesa, e, com as mãos apoiado, quase debruçado, revela devoção envolvido pelo clima desse último encontro entre os apóstolos e Jesus, já que numa determinada hora as coisas ficaram um pouco confusas, pois Jesus revelou que “a mão do que me trai está comigo à mesa”.





Fonte da Gravura e do Texto:
Biblioteca Virtual da Antroposofia
http://www.antroposofy.com.br/wordpress/