quinta-feira, 24 de outubro de 2013

NÃO OLHE PARA TRÁS

A mudança é possível. Sempre.

Não falo do tipo de mudança onde restringimos nossos impulsos negativos durante algumas poucas semanas ou até meses, para logo depois voltar ao nosso velho modo de ser. Estou falando sobre mudança duradoura, que traz mais felicidade para nossas vidas e para as vidas das outras pessoas.

Você já reparou que sentimos uma infusão de energia quando nos comprometemos a fazer uma mudança de vida? Mas por que o padrão típico é que, quando esse pico inicial se esgota, voltamos novamente ao ponto zero, lutando contra as mesmas tendências com as quais estávamos brigando antes?

A Kabbalah nos ensina que existe uma receita para a mudança duradoura:

- Deixar o passado para trás e abrir mão das nossas características compulsivas e destrutivas.

- Comprometer-se a substituir esses comportamentos que não estavam funcionando para nós por outros, mais proativos.

- Resistir ao desejo de obter a energia que antes gratificava nosso ego, quando nos sentíamos em baixa, em um estado de ser mais primitivo.

Em resumo: Não olhe para trás.

Assim como um alcoólico tem sempre que resistir a beber, temos que nos enxergar como “egoólicos” em recuperação, que precisam desafiar incessantemente as tentações e armadilhas do nosso passado, para não sucumbir e voltar ao nosso velho modo de ser. Essa não é uma tarefa simples, porque o caminho mais fácil é muito mais sedutor e exerce uma atração enigmática e poderosa sobre nós.

E ainda assim, também é importante lembrar que, se nos desviamos do caminho, sempre recebemos a oportunidade de aprender com nossos erros e assumir um novo compromisso.

Agora é um bom momento para assumir esse novo compromisso. Existe uma energia poderosa no cosmo, que nos ajuda a romper os laços com todos os comportamentos negativos e egoístas que sinceramente desejamos que façam parte do nosso passado. Ela nos ajuda a lembrar da falta de sentido em trocar plenitude duradoura por aquilo que não nos serve mais.

Não olhe para trás. Seu velho ser ainda está lá.

Olhe para frente, e você verá tudo o que você está destinado a se tornar.




Rav Yehuda Berg




Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

OBSERVAÇÃO



A.M.O.R.C - GLP 
Programa "Presença & Harmonia" (7/10/13)
Tema: "Observação"

Fonte do Vídeo: http://youtu.be/c2SKdQ8fmK0

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

ESCORPIÃO - FIRMAR-SE E LUTAR

A reflexão acerca do significado interno, subjetivo do signo de Escorpião pode se iluminar se levarmos em conta o papel dos dois signos anteriores, os quais, segundo a chave psicológica que vimos utilizando, ocupariam no desenvolvimento da consciência um “momento” sutilmente prévio.

Em Virgem, o ser imbuído na matéria toma contato com a alma, a luz interna que o atrai magneticamente e o impulsiona à discriminação em busca do essencial, atividade típica do signo. Por sua vez, Libra estabiliza o que foi indagado e abre as portas para a reversão do movimento evolutivo, outorgando silêncio e uma base oculta, “substância”, “ar”, a todo esforço posterior.

Em Escorpião tudo isso é posto à prova; é a energia que faz conhecer o “inferno”, que põe à luz do dia tudo o que impede e obstrui e, assim, obriga a tomar uma decisão, que não pode ser outra senão lutar e demonstrar que a alma prevalece. Luta-se para afirmar a consciência, o que se percebe como superior, e neste processo a alma se revela cada vez mais no plano físico.

Esta expansão do fio da consciência no plano físico é de grande utilidade na vida interna, porque o triunfo é enlaçado não à luta, mas à proximidade da alma. Através do esforço nos três mundos, só o que se alcança é gerar um vazio dinâmico, uma invocação para que a alma se faça presente e inunde com sua Presença o campo de batalha da consciência, trazendo por sua própria elevação a cessação do conflito.

Em tudo isto Marte, que é o regente esotérico do signo, exerce um papel ativo; como já dissemos antes, a colocação atual de Plutão (planeta do 1º Raio de Vontade ou Poder) como regente convencional pode responder ao que o comum da humanidade já está sensível, a determinado grau de Vontade Divina, algo nunca antes experimentado. Graças a Plutão expulsa-se todo o indesejável; é um planeta de morte e destruição, agente da necessidade por parte do ser superior de alcançar uma expressão mais plena em nível mental, emocional e físico.

Marte é um planeta do 6º Raio de Devoção e Idealismo e está muito vinculado ao plano emocional; por ser “não sagrado”, seu efeito se faz sentir na matéria e não na consciência. Marte ativa a natureza inferior, coloca-a bem à mão do ser, que poderá se esquivar da batalha (é sempre uma decisão própria), mas jamais da consciência do que deve ser submetido. Isto fala de uma interessante oportunidade para o progresso interno e maior irradiação externa. No entanto, estamos dispostos a pagar o preço, a lutar?

E nos leva à relação com Touro, o oposto complementar. Este signo é regido internamente por Vulcano, outro planeta de 1º Raio, mas ao ser sagrado seu efeito tem a ver com a extensão da vontade desde a Mônada para o menos elevado da alma, de onde se pode tomar contato. Não se triunfa somente com este desejo, mas também com Vontade, e a vontade demanda antes de tudo compreensão, abertura e visão, elementos brindados por Touro.

Curiosamente, Escorpião se vincula com ele através das sucessivas “derrotas”; a superação raramente é linear, caracteriza-se por ciclos e frequentes quedas, que obrigam a começar de novo, quando nos valemos da humildade aprendida em Virgem. Cabem aqui duas citações: em primeiro lugar, Vicente Beltrán Anglada dizia que “o iniciado é um guerreiro coberto de cicatrizes”, o que nos fala claramente da inevitável passagem pelo estado de consciência de Escorpião, em que a própria alma nos coloca em uma situação de exigência, a fim de que evoquemos o mais elevado e comprovemos, a nós próprios, a Inevitabilidade do triunfo do Plano.

Por outro lado temos a frase de Napoleão Bonaparte, que tinha Escorpião como Ascendente (marcando o caminho da sua alma), e que disse: “o importante não é vencer, mas nunca se dar por vencido”. Esta conexão interna que garante a imortalidade, o dinamismo, a perene presença da alma, a própria Vida, é a que, mediante Escorpião, é vertida na consciência diurna, dotando o discípulo de uma ferramenta muito importante para o avanço espiritual. A recordação da experiência em Escorpião, ou a vivência direta, se está no Sol ou no Ascendente, é o que, de maneira potente ou silenciosa, possibilita “inclinar a balança” em momentos críticos, com plena confiança no êxito, com uma autoridade muito peculiar que emana da experiência própria.

É necessário se lançar à batalha com todas as armas que se têm, toda a aspiração e toda a vontade, sem se esquecer de que a chave está no triunfo não da personalidade, mas da alma, que se revela a si mesma através do amor e da compreensão subjacentes a todo esforço.

De alguma maneira se poderia dizer que tudo o que façamos em um nível não será senão um meio para liberar o campo e abrir um vórtice que permita a rápida irrupção da alma, pondo subitamente fim à atividade nos três mundos através da união. Isto tem uma dimensão teórica, mas fundamentalmente uma dimensão prática e psicológica: superar a “luta” nascida da separatividade, a consciência fragmentada, e ganhar o céu por direito próprio, aproximando-se do próprio centro de sabedoria que amorosamente situa-se no centro do tempo no presente.

Trata-se de uma reunião com o mais elevado de nós mesmos, através do esforço na matéria; por isso O Tibetano diz que Marte rege os cinco sentidos; se lembrarmos que é regente do signo, compreenderemos como, através da atividade nos planos mundanos, se irá levando ao limite essa identificação, para depois se tomar consciência de que o que se acreditava correto é um obstáculo para uma percepção mais direta, e despedir com o 1º Raio proveniente de Plutão e Vulcano. Ali se produz uma transformação, processo que, como se sabe na astrologia convencional, é regido por Escorpião.

Em suma, é um signo que nos ensina não tanto a lutar, mas sim a estar absolutamente dispostos a fazê-lo; é a verdadeira Jihad islâmica, a luta interna contra o inferior dentro de si mesmo. Estar dispostos a pagar o preço, a renunciar ao conhecido, é o grande desafio que nos propõe este período, e a recompensa por “surgir vitorioso da batalha” (tal o lema esotérico) é o sincero desdobramento de uma energia de realização maior em todas as dimensões da consciência, da mais grosseira à mais elevada.





Martín Dieser





Fonte do Texto e da Gravura:
LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2010/11/escorpiao-firmar-se-e-lutar.html

ESCORPIÃO - TRIUNFO INEVITÁVEL


Escorpião é o signo dos desafios e provas, dos conflitos e lutas, e acima de tudo, do triunfo. A energia de Escorpião assegura e promove a vitória do bem — dentro de cada ser humano. Tais energias estarão intensamente ativas de 23 de outubro a 21 de novembro deste ano, encorajando-nos a enfrentar as lutas e provas necessárias para o bem triunfar em nós e através de nós.

Um dos principais dons de Escorpião é a coragem. A palavra “coragem” deriva de “coração”, e coração significa centro. Geralmente, associamos coração com sentimentos, emoções, paixões, sonhos, aspirações; e realmente, o mais comum é centrarmos nossas vidas nisso tudo. Mas o verdadeiro e mais profundo centro do nosso ser é outro. Está além de todas as nossas experiências físicas, emocionais e mentais. Tem a ver com valores e princípios, ou seja, com o amor, a sabedoria, a verdade, a beleza, a justiça, a alegria etc. Ter coragem é ser capaz de permanecer no próprio centro ao enfrentar os desafios e lutas da vida; é apoiar-se em valores e princípios.

Costumamos dar um sentido excessivamente pessoal aos confrontos da vida. Vemos apenas as personalidades, e não aquilo que elas representam. Pensamos em termos de conflito entre pessoas, entre grupos, classes sociais, nações. Mas poderíamos perceber que, por trás disso tudo, há simplesmente um confronto de ideias, de valores e princípios. Assim, poderíamos manter os conflitos livres de toda a carga dos nossos afetos e desafetos, nossas paixões, ambições, medos, raiva, que apenas distorcem a questão e desviam a nossa atenção do que realmente está em jogo.

Todo conflito é, na verdade, uma oportunidade de interação, aprendizado mútuo, transformação e busca do bem maior. Não se trata de competição, de uns vencerem e outros perderem. Trata-se de os valores e princípios mais amplos e profundos prevalecerem. Quando isto acontece, todos vencem, mesmo aqueles que representavam os valores e princípios menores.

A vitória do bem sempre está garantida, desde que a verdadeira batalha seja travada. Ela acontece dentro de cada ser humano. A questão é permanecermos em nosso próprio centro, identificados com o bem maior, e não com os efêmeros e ilusórios benefícios ou malefícios pessoais.

Escorpião nos convida a submeter à prova as nossas teorias, crenças e ideais. Incentiva-nos a confrontar tudo isso com a realidade e aprender com a experiência. Habitualmente, supomos que já sabemos o que é o bem maior, já conhecemos e vivemos de acordo com os valores e princípios mais elevados. Mas, certamente, ainda temos muito a aprender e ainda podemos ampliar muito a nossa visão. A experiência nos conduzirá a isto, mas será preciso muita coragem e humildade para abandonar aquilo que não se provar útil.

Toda a humanidade é atualmente um grande campo de experimentações. As ideologias estão sendo postas em prova, as crenças (religiosas e científicas) estão sendo postas em prova. Antigas tradições, novas descobertas, teorias, experiências, hábitos — tudo está interagindo e se transformando mutuamente. Só podemos esperar um resultado: um ser humano melhor e um mundo melhor. Ele virá inevitavelmente, mas pode ser logo ou num futuro distante, dependendo da medida da nossa coragem.

Toda confronto sempre conduz ao triunfo do bem. Se o bem não triunfou, então a batalha ainda não terminou. Coragem!



Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br




Fonte do Texto e da Gravura: 
LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2010/10/escorpiao-triunfo-inevitavel.html

EGO, APEGO E OSTENTAÇÃO SÃO ATRIBUTOS RAJÁSTICOS

Vocês devem renunciar a apego, ódio e ego. São esses atributos de apego e ego que realizam estragos a uma pessoa e a lançam no atoleiro da ilusão. Ego leva à ostentação e ostentação fortalece o ego. Uma pessoa nunca pode experimentar a bem-aventurança divina enquanto for influenciada pelo ego. O Senhor Krishna revela a Arjuna na Gita: "Ego, apego e ostentação são atributos rajásicos (de natureza apaixonada). Estes três são muito perigosos e trazem o desastre! Se alguém cultiva esses hábitos, consciente ou inconscientemente, não está traindo os outros, mas está enganando a si mesmo! Decida e alcance a vitória sobre o ego. Com fé firme, faça um esforço intenso para se livrar das más qualidades. Eu os abençoo a realizarem suas convicções com sucesso e conseguirem esta vitória com maior facilidade!"



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: www.morguefile.com


COMO O SUBTERFÚGIO SE REBELA CONTRA O SUBTERFÚGIO?

Perguntaram a Osho:

Os padres, freiras e parentes responsáveis pela minha forma­ção agora estão velhos e acabados. A maioria já morreu. Parece que não vale a pena rebelar-se contra esses velhos impotentes. Agora eu sou o padre e as doutrinas. Sinto que me rebelar contra qualquer coisa que esteja fora de mim mesmo é perda de tempo e simplesmente não faz sentido. Isso faz com que a situa­ção fique muito mais frustrante e complicada. Parece que o eu tem de lutar contra o eu. Reconheço que não se trata do eu essen­cial — a face original — que tem de se rebelar. E o eu que foi edu­cado — o subterfúgio. Mas esse é o único “eu” que eu tenho ou conheço com o qual me rebelar. Como o subterfúgio se rebela contra o subterfúgio?

A rebelião de que estou falando não é para ser feita contra ninguém. Não é uma rebelião de fato, mas só uma compreensão.

Você não precisa lutar contra os padres, freiras, parentes exteriores, não. Nem tem de lutar contra os padres, freiras e parentes interiores. Porque, seja exterior ou interior, não importa, eles estão separados de vo­cê. O exterior está separado, o interior também está separado. O in­terior é só um reflexo do exterior.

Você está totalmente certo ao dizer que “parece que não vale a pena rebelar-se contra esses velhos impotentes”. Não estou falando para você se rebelar contra esses velhos impotentes. E não estou falando, também, para você se rebelar contra tudo o que enfiaram na sua cabeça. Se você se rebelar contra a sua própria mente, será uma rea­ção, não uma rebelião.

Perceba a diferença. A reação é resultado da raiva; a reação é violenta. Na reação, você fica cego de raiva. Na reação, você começa a ir para o outro extremo.

Por exemplo, se os seus pais lhe ensinaram a ter higiene e a tomar banho todo dia, e mais isto e aquilo, e você aprender desde pequeno que Deus gosta de limpeza, e um dia você começa a se rebelar, o que você vai fazer? Vai parar de tomar banho. Começará a viver na imundície. Você vai para o outro extremo.

Ensinaram-lhe que Deus gosta de limpeza; agora você acha que Deus gosta da imundície, que Deus adora a sujeira. Você foi de um extremo ao outro. Isso não é re­belião. Isso é fúria, é raiva, é vingança.

Enquanto está reagindo aos seus pais e às suas chamadas ideias de limpeza, você ficará apegado a essas mesmas ideias. Elas ainda assombram você, ainda têm influência sobre você, ainda o dominam, ainda são decisivas. Elas ainda decidem a sua vida, embora você agora seja contra elas; mas elas ainda decidem. Você não consegue tomar banho despreocupadamente; você sempre se lembra dos seus pais, que costumavam obrigá-lo a tomar banho todo dia. Agora você não toma banho nunca.

Quem está dominando você? Os seus pais, ainda. O que eles lhe fizeram, você ainda não consegue apagar. Isso é reação, não é rebelião.

Então o que é rebelião? Rebelião é entendimento puro. Você simplesmente entende o que aconteceu. Então deixa de ser neuroticamente obcecado por limpeza, só isso. Você não fica sujo. A limpe­za tem a sua própria beleza. Ninguém deve ser obcecado por ela, porque obsessão é doença.

Por exemplo, uma pessoa lava as mãos o dia inteiro — então ela é neurótica. Lavar as mãos não é ruim, mas só lavar as mãos o dia in­teiro é loucura. Mas se, em vez de lavar as mãos o dia inteiro, você co­meçar a não lavá-las nunca, a deixar para sempre de lavá-las, então vo­cê fica preso a outro tipo de loucura, o contrário do primeiro.

A pessoa de entendimento lava as mãos quando é necessário. Quando não é necessário, ela não fica obcecada com isso. Ela simples­mente lida com isso de modo natural, espontâneo. Vive com inteligência, só isso.

Não existe muita diferença entre obsessão e inteligência se você não observar com muito cuidado. Se você depara com uma cobra na estrada e dá um pulo, você pula de medo. Mas esse medo é inteligência. Se você não é inteligente, é burro, você não vai dar um pulo para trás e correrá risco inutilmente. A pessoa inteligente dará um pulo no mesmo instante — há uma cobra ali. Ela pula de medo, mas esse me­do é inteligente, positivo, benéfico.

Contudo, esse medo pode ser obsessivo. Por exemplo, você não consegue ficar sentado dentro de casa. Sabe-se lá. A casa pode vir abaixo. E as casas às vezes vêm abaixo, isso é verdade. Às vezes elas vêm abaixo; isso não está errado. Você pode argumentar, dizendo, “Se ou­tras casas vieram abaixo, por que não esta?” Agora você tem medo de viver sob um teto — ele pode despencar. Isso é uma obsessão. Agora não é inteligente.

As pessoas podem ficar obsessivas com relação a qualquer coisa. Qualquer coisa que possa ser inteligente dentro de certos limites po­de se tornar neurótica se você passar desses limites. A reação é passar para o outro extremo. A rebelião é um entendimento muito profun­do, uma profunda compreensão, de um certo fenômeno. E a rebelião sempre mantém você no meio-termo; ela lhe dá equilíbrio.

Você não está lutando contra alguém; contra as freiras, os padres, os pais exteriores ou interiores. Você não está lutando contra ninguém, porque numa luta você não sabe onde vai parar. Numa luta, a pessoa perde a consciência; numa luta, ela começa a passar para o ou­tro extremo. É fácil de ver.

Por exemplo, basta sentar-se com os amigos e, a certa altura, dizer  “Não vale a pena ver aquele filme que eu vi ontem”. Pode ser que esse tenha sido só um comentário que você fez de passagem, mas al­guém diz, “Você está errado. Também vi o filme. É um dos filmes mais belos que já fizeram”. Agora você foi provocado, desafiado; você fica com vontade de brigar. Você diz, “Ele não vale nada, é a coisa mais inútil que eu já vi!” E então começa a criticá-lo.

E, se o outro também insistir, você ficará cada vez mais irritado e começará a dizer coisas que nem sequer tinha pensado em dizer. E, mais tarde, se você fizer uma retrospectiva e analisar todo o fenômeno que aconteceu, ficará surpreso ao constatar que a menção de que não valia a pena assistir ao filme foi um comentário muito ameno, mas, ao acabar a discussão, você havia passado para o outro extremo. Você usou tudo o que sabia, todas as palavras grosseiras que conhecia. Você fez todo tipo de condenação; lançou mão de toda a sua perspicácia para condenar o outro. Mas não estava disposto a fazer isso logo de início. Se ninguém tivesse discor­dado de você, você poderia ter esquecido tudo, poderia nunca ter si­do tão mordaz nos seus comentários.

Acontece — quando começa a brigar, você tende a ir ao extremo.

Não estou ensinando você a lutar contra os seus condicionamentos. Compreenda-os. Mostre inteligência ao lidar com eles. Sim­plesmente veja como eles dominam você, como eles influenciam o seu comportamento, como moldam a sua personalidade, como conti­nuam a afetar você sem que perceba. Simplesmente observe! Medite a respeito. E um dia, quando já tiver visto o mecanismo dos seus condimentamentos, de repente você chega a um equilíbrio. A sua própria compreensão torna você livre.

Compreensão é liberdade e essa liberdade eu chamo de rebelião.

O verdadeiro rebelde não é alguém que luta; é uma pessoa de entendimento. Ela simplesmente fica mais inteligente, não com mais raiva, com mais fúria. Você não pode transformar a si mesmo ficando com raiva do passado. Assim o passado continuará dominando você, ele continuará sendo o centro do seu ser, continuará sendo o seu fo­co. Você continuará focado, ligado ao passado. Pode passar para o ex­tremo oposto, mas ainda estará ligado ao passado.

Cuidado! Esse não é o caminho do meditador, não é o caminho da rebelião pelo entendimento. Simplesmente compreenda.

Você passa ao lado de uma igreja e desperta em você um desejo pro­fundo de entrar e rezar. Ou você passa ao lado de um templo e inconscientemente se curva diante da divindade do templo. Simplesmente ob­serve. Por que você está fazendo essas coisas? Não estou dizendo para ir contra isso, estou dizendo para observar. Por que você se curva diante do templo? — porque lhe ensinaram que esse templo é o templo certo, que a divindade desse templo é a verdadeira imagem de Deus. Será mesmo? Ou simplesmente lhe disseram que era e você acreditou? Observe!

Ao ver que você está simplesmente repetindo um programa que lhe foi dado, que só está tocando uma fita na sua cabeça, que está no automático, como um robô, você pára de se curvar. Não que você te­nha de se esforçar, você simplesmente esquecerá tudo. A coisa irá desaparecer, deixará você sem deixar rastro.

A reação deixa um rastro, a rebelião não deixa; é liberdade absoluta.

E você também pergunta “Contra quem lutar?” Essa pergunta só surge se tiver de haver uma luta. Como não vai haver uma luta, essa pergunta não surgirá. Você tem simplesmente de ser uma testemunha.

E o testemunho é a sua face original; aquele que testemunha é a sua consciência verdadeira.

Aquilo que você testemunha é o condicionamento. Aquele que testemunha é a fonte transcendental do seu ser.




Osho, em "Coragem: A  Coragem de Ser Você Mesmo"




Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

TEMOS DATA E HORA CERTA PARA DESENCARNAR?

Quando encarnamos, recebemos uma carga de fluidos vital (fluido da vida).  Quando este fluido acaba, morremos. Somos como a pilha que com o tempo vai descarregando. Chegamos ao ponto que os remédios já não fazem mais efeito. Daí não resta outra alternativa senão trocar de “roupa” e voltar para a escola planetária. 

Mas a quantidade de fluido vital não é igual em todos seres orgânicos. Isso dependerá da necessidade reencarnatória de cada um de nós. Quando chegamos à Terra cada um tem uma estimativa de vida. Vai depender do que viemos fazer aqui.  

André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier, explica que poucos são completistas, ou seja, nascemos com uma estimativa de vida e, com os abusos, desencarnamos antes do previsto, não completamos o tempo estimado, isso chama-se suicídio indireto. 

Se viemos acertar as pendências biológicas por mau uso do corpo, como o suicídio direto ou indireto, nós vamos ficar aqui pouco tempo. É só para cobrir aquele buraco que nós deixamos. Exemplo: Se nossa estimativa de vida é 60 anos e nós, por abusos, desencarnamos aos 40 anos, ficamos devendo 20 anos. Então, na próxima encarnação viveremos somente 20 anos.  Mas há outros indivíduos que vem para uma tarefa prisional. E daí vai ficar, 70, 80, 90, 100 anos. 

Imaginamos que quem vira os 100 anos está resgatando débitos, porque vê as diversas gerações que já não são as suas. E o indivíduo vai se sentindo cada vez mais um estranho no ninho. Os jovens o olham como se ele fosse um dinossauro. Os da sua idade já não se entendem mais porque já faltam certos estímulos (visuais, auditivos etc.). Já não podem visitar reciprocamente, com raras exceções. Tornam-se pessoas dependentes dos parentes, dos descendentes para levar aqui e acolá. Até para cuidar-se e tratar-se. Então, só pode ser resgate para dobrar o orgulho, para ficar nas mãos de pessoas que nem sempre gostam dela. Alguns velhos apanham, outros são explorados na sua aposentadoria, outros são colocados em asilos onde nunca recebem visitas. Em compensação, outros vêm, cuidam da família, educam os filhos em condição de caminhar, fecham os olhos e voltam para a casa com a missão cumprida com aqueles que se comprometeu em orientar, impulsionar, a ajudar. Por isso, precisamos conversar com os jovens. Dizer a eles que é na juventude que a gente estabelece o que quer na velhice, se chegar lá. E que vamos colher na velhice do corpo o que tivermos plantado na juventude. Se ele quiser ter um ídolo, que escolha alguém que esteja envolvido com a paz, com a saúde, a ética, ao invés de achar ídolos da droga, do crime, das sombras. E aqueles que não tem  jovens para orientar e que estão curtindo a própria maturidade, avaliar o que fizeram da vida até agora. 

Se a morte chegasse hoje, o que teriam para levar? Se chegarem a conclusão que não tem nada para levar  lembrem que: HÁ TEMPO. Enquanto Deus nos permitir ficar na Terra, HÁ TEMPO, para fazermos algum serviço no Bem seja ao próximo ou a nós mesmos: estudar, aprender uma língua, uma arte, praticar um esporte. Enquanto respirarmos no corpo perguntemos: “O QUE DEUS QUER QUE EU FAÇA?” 

Usemos bem o fluido que nos foi disponibilizado. A vida bem vivida pela causa do Bem pode nos dar “moratória”, ou seja, uma sobrevida, uma dilatação do tempo de permanência do Espírito no corpo de carne. Então, há idosos em caráter expiatório e em caráter de moratória.




José Raul Teixeira




Fonte: Grupo de Estudo "Allan Kardec"
http://grupoallankardec.blogspot.com
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O QUE É ACUMULADO NÃO É VERDADE

Enquanto houver um experimentador lembrando a experiência, não há verdade. A verdade não é algo para ser lembrado, armazenado, registrado, e então aparecer. O que é acumulado não é a verdade. O desejo de experimentar cria o experimentador, que então acumula e lembra. O desejo funciona para a separação do pensador de seu pensamento; o desejo de vir a ser, experimentar, ser mais ou menos, gera a divisão entre o experimentador e a experiência. Vigilância com os caminhos do desejo é autoconhecimento. Autoconhecimento é o início da meditação. 


J. Krishnamurti


Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

FACULDADES MEDIÚNICAS

Existem pessoas dotadas de faculdades mediúnicas: elas captam no invisível mensagens, imagens, correntes de forças. Muitos invejam esse dom, sem terem a noção de que ele comporta riscos se essas pessoas que o têm se limitam a transmitir o que receberam sem se questionar sobre a natureza daquilo que assim captaram. Essas mensagens são verídicas ou não? Vêm do mundo da luz ou do mundo das trevas?... Eis questões que tais pessoas deveriam colocar a si próprias. Quem possui faculdades mediúnicas deve, mais do que qualquer outra pessoa, fazer um verdadeiro trabalho pelo pensamento. Só com esta condição é que as faculdades ditas extrassensoriais serão úteis para a própria pessoa e para as outras. Até aí, ela será apenas uma espécie de tubo que deixa passar, indiferentemente, água limpa ou água suja. Mas, no dia em que ela se tornar um médium consciente, será como o ramo de uma árvore, que sabe transformar a seiva bruta que recebe e com ela formar folhas, flores e frutos.



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A LAMA NÃO PODE FLUTUAR PARA SEMPRE

A meditação é um estado de clareza e não um estado da mente.

A mente é confusa, nunca está clara. Não pode estar. Os pensamentos criam nuvens a seu redor, nuvens sutis. Uma névoa é criada por eles e a clareza se perde.

Quando os pensamentos desaparecem, quando não há mais nuvens a seu redor, quando você está apenas sendo você mesmo, a clareza advém. Então é possível ver bem longe. É possível enxergar até o fim da existência, e seu olhar se torna penetrante, indo ao centro do ser.

A meditação é essa clareza absoluta da visão. Não é possível pensar sobre ela. Você deve parar de pensar.

Quando digo “parar de pensar”, não tire conclusões apressadas, pois tenho que usar este idioma para me expressar. Eu digo “pare de pensar”, mas, se você fizer um esforço no sentido de parar, estará no caminho errado, pois terá mais uma vez reduzido a meditação a uma ação.

“Pare de pensar” significa apenas: não faça nada. Sente-se. Deixe que os pensamentos se acomodem. Deixe que a mente pare por conta própria. Apenas sente-se olhando para a parede, em um canto silencioso, sem fazer nada. Relaxado. Solto. Sem esforço. Sem ir a lugar nenhum.

Como se você estivesse dormindo acordado - você está acordado e está relaxando, mas todo o seu corpo está caindo no sono. Você permanece alerta por dentro, mas todo o corpo se move para um relaxamento profundo.

Os pensamentos se acomodam sozinhos. Se você vê que a água de um riacho está lamacenta, o que faz? Pula dentro do riacho para tentar ajudar a água a ficar límpida? Você irá apenas gerar mais lama. Sente-se na margem, então.

Espere, pois não há nada a ser feito. Se alguém cruzou o riacho e as folhas caídas vieram à superfície com a lama, é preciso ter paciência. Observe, indiferente. O riacho continuará fluindo, as folhas serão levadas pela corrente e a lama irá depositar-se, pois não pode flutuar para sempre.

Após algum tempo, você irá perceber que a água está límpida novamente.

Sempre que um desejo cruza sua mente, o riacho fica lamacento. Então sente-se, sem fazer nada.

No Japão, este “sentar sem fazer nada” é chamado de zazen. Sente-se e, um dia, a meditação acontecerá. Você não a trará, ela virá a você. E quando vier, você irá reconhecê-la imediatamente.

Ela sempre esteve lá, mas você não estava olhando na direção adequada. O tesouro estava com você, mas você estava ocupado com outra coisa: pensamentos, desejos, mil outras coisas.

Não estava interessado na coisa mais importante: seu próprio ser.

Quando a energia entra - o que Buda chamou de parabvrutti, o retorno de sua energia à fonte -, subitamente a clareza é atingida. Nesse momento você poderá ver nuvens a milhares de quilômetros, poderá ouvir a música antiga das árvores.

Nesse momento tudo estará a seu alcance.



Osho, em "Aprendendo a Silenciar a Mente"



Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

PREPARAR TERRENO


Lutar com a realidade de nossas vidas faz parte da infindável preparação do solo. Às vezes preparamos bem algum pequeno pedaço de terra. Podemos ter pequenos insights, momentos que florescem. No entanto, ainda há acres de terra não preparada — então, continuamos indo, abrindo cada vez mais nossa vida.

Isso é tudo que realmente importa. A existência humana deveria ser como um voto, dedicado a desvelar o significado da vida. O significado da vida na verdade não é complicado; mas ele está oculto de nós devido ao modo como encaramos nossas dificuldades. É necessária a prática mais paciente para começarmos a ver através delas, para descobrir que as pedras pontiagudas são verdadeiras jóias.

Nada disso tem nenhuma relação com julgamento, com ser pessoas “boas” ou “más”. Apenas fazemos o melhor que podemos a qualquer momento; o que não vemos, não vemos.

Esse é o ponto da prática: alargar aquele pequeno furo que se abre às vezes, pelo qual podemos ver, para que ele fique maior e maior. Ninguém o vê o tempo todo. Eu certamente não vejo. Então, continuamos perfurando.

De certo modo, a prática é diversão: olhar minha própria vida e ser honesta sobre ela é divertido. É difícil, humilhante e desencorajador; ainda assim, por outro lado, é diversão — porque está viva. Ver a mim mesma e minha vida como realmente somos é alegria.

Depois de toda luta, fuga, negação e caminhar no sentido oposto, é uma profunda satisfação, por um segundo, estar lá com a vida como ela é. A satisfação é o próprio núcleo de nós mesmos. Quem somos está além de palavras — apenas aquele poder aberto de vida, manifestando-se constantemente em todos os tipos de coisas interessantes, mesmo em nossas angústias e lutas.

A disputa é ao mesmo tempo horrenda e benéfica. É isso que significa preparar o solo. Não temos que nos preocupar com os pequenos momentos ou aberturas que pipocam. Se tivermos solo fértil e bem-preparado, podemos jogar qualquer coisa lá que vai crescer.




Charlotte Joko Beck



Fonte: “Nothing Special”, loc. 1634
http://darma.info/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

TRADUZIR OS FATOS IMPEDE O VER

Uma mente que dá uma opinião sobre um fato é estreita, limitada, uma mente destrutiva. Você pode traduzir o fato de um modo, e eu posso traduzi-lo de outro. A tradução do fato é uma calamidade que nos impede de ver o fato real e fazer alguma coisa sobre o fato. Quando eu e você discutimos nossas opiniões sobre o fato, nada é feito a respeito dele; você pode, talvez, acrescentar mais ao fato, ver mais nuances, implicações, significação sobre o fato, e eu posso ver menos significação nos fatos. Mas o fato não pode ser interpretado; eu não posso oferecer uma opinião sobre o fato. É isto, e é muito difícil para a mente aceitar o fato. Estamos sempre traduzindo, estamos sempre dando diferentes significados a ele, segundo nossos preconceitos, condicionamentos, esperanças, medos e todo o resto. Se você e eu pudermos ver o fato sem dar uma opinião, interpretar, dar um significado, então o fato se torna muito mais vivo – não mais vivo – o fato existe por si só, nada mais importa; então o fato tem sua própria energia que leva você para a direção correta. 



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A RESPEITO DOS ESPÍRITOS

Os Espíritos não são, como frequentemente se imagina, seres à parte na criação; são as almas daqueles que viveram sobre a Terra ou em outros mundos, despojados de seu envoltório corporal. Quem admitir a existência da alma sobrevivendo ao corpo, admite por isso mesmo a existência dos Espíritos. Negar os Espíritos seria negar a alma.

Geralmente, faz-se um ideia muito falsa do estado dos Espíritos; eles não são, como alguns o creem, seres vagos e indefinidos, nem chamas como os fogos-fátuos, nem fantasmas como nos contos de almas do outro mundo. São seres semelhantes a nós, tendo um corpo como o nosso, mas fluídico e invisível em seu estado normal.

Quando a alma está unida ao corpo, durante a vida, ela tem um duplo envoltório: um pesado, grosseiro e destrutível, que é o corpo; outro fluídico, leve e indestrutível, chamado perispírito.

Há, pois, no homem três coisas essenciais: primeiro, a alma ou Espírito, princípio inteligente que abriga o pensamento, a vontade e o senso moral; segundo, o corpo, envoltório material que coloca o Espírito em relação com o mundo exterior; terceiro, o perispírito, envoltório fluídico, leve, imponderável, servindo de liame e de intermediário entre o Espírito e o corpo.

Quando o envoltório exterior está gasto e não pode mais funcionar, ele sucumbe e o Espírito dele se despoja, como o fruto se despoja de sua casca, a árvore de sua casca, a serpente de sua pele, em uma palavra, como se tira uma veste velha e imprestável: é o que se chama de morte.

A morte não é senão a destruição do envoltório material; a alma abandona esse envoltório como a borboleta deixa sua crisálida; contudo, ela conserva seu corpo fluídico ou perispírito.

A morte do corpo livra o Espírito do envoltório que o amarrava à Terra e o fazia sofrer; uma vez liberto desse fardo, ele não tem mais que seu corpo etéreo, que lhe permite percorrer o espaço e transpor as distâncias com a rapidez do pensamento.

A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o homem; a alma e o perispírito separados do corpo constituem o ser chamado Espírito.

Nota - A alma é, assim, um ser simples; o Espírito um ser duplo e o homem um ser triplo. Seria, pois, mais exato reservar a palavra alma para designar o princípio inteligente, e a palavra Espírito para o ser semi-material formado desse princípio e do corpo fluídico. Mas, como não se pode conceber o princípio inteligente isolado de toda matéria, nem o perispírito sem estar animado pelo princípio inteligente, as palavras alma e Espírito são, usualmente, empregadas indiferentemente uma pela outra; é a aparência que consiste pelo todo, da mesma forma que se diz de uma vila que ela é povoada por tantas em tomar a parte almas, um povoado de tantas casas; mas, filosoficamente, é essencial diferenciá-las.

Os Espíritos revestidos de corpos materiais constituem a Humanidade ou mundo corporal visível; despojados desses corpos, eles constituem o mundo espiritual ou mundo invisível, que povoam o espaço no meio do qual vivemos, sem disso suspeitar, como vivemos no meio do mundo dos infinitamente pequenos que não supúnhamos antes da invenção do microscópio.

Os Espíritos não são, pois, seres abstratos, vagos e indefinidos, mas seres concretos e circunscritos, aos quais não falta senão serem visíveis para assemelharem-se aos humanos, de onde se segue que, se em dado momento, o véu que os oculta pudesse ser levantado, eles formariam para nós toda uma população circundante.

Os Espíritos têm todas as percepções que tinham sobre a Terra, mas em um mais alto grau, porque suas faculdades não estão mais amortecidas pela matéria; eles têm sensações que nos são desconhecidas, vêem e ouvem coisas que nossos sentidos limitados não nos permitem nem ver, nem ouvir. Para eles não há obscuridade, salvo para aqueles cuja punição é de estarem temporariamente nas trevas. Todos os nossos pensamentos repercutem neles, que os leem como em um livro aberto; de sorte que aquilo que podemos ocultar a qualquer outra pessoa, não o podemos mais desde que ela é Espírito. (em O Livro dos Espíritos, 237)

Os Espíritos estão por toda parte: entre nós, ao nosso lado, nos acotovelando e nos observando incessantemente. Pela sua presença permanente em nosso meio, os Espíritos são os agentes de diversos fenômenos, desempenhando um papel importante no mundo moral e, até um certo ponto, no mundo físico, constituindo, assim, uma das forças da Natureza.

Desde que se admita a sobrevivência da alma ou do Espírito, é racional admitir-se a sobrevivência das afeições; sem isso as almas de nossos parentes e de nossos amigos estariam perdidas para sempre, para nós. Uma vez que os Espíritos podem ir por toda parte, é igualmente racional admitir-se que aqueles que nos amaram durante sua vida terrestre, nos amem ainda depois da morte, venham para perto de nós, desejem se comunicar conosco, servindo-se para isso dos meios que estão à sua disposição. Isso é o que a experiência confirma. A experiência prova, com efeito, que os Espíritos conservam as afeições sérias que tinham sobre a Terra, e se alegram em vir até aqueles que amaram, sobretudo quando são atraídos pelo pensamento e sentimentos afetuosos que se lhes dirige, enquanto que são indiferentes para aqueles que não lhes têm senão indiferença.

O Espiritismo tem por objetivo a constatação e o estudo da manifestação dos Espíritos, de suas faculdades, de sua situação feliz ou infeliz, e do seu futuro; em uma palavra, o conhecimento do mundo espiritual. Essas manifestações sendo confirmadas, têm por resultado a prova irrecusável da existência da alma, de sua sobrevivência ao corpo, de sua individualidade depois da morte, quer dizer, da vida futura. Por isso mesmo, é a negação das doutrinas materialistas, não mais pelo raciocínio, mas pelos fatos.

Uma ideia mais ou menos geral entre as pessoas que não conhecem o Espiritismo, é de crer que os Espíritos, só porque estão livres da matéria, devem saber tudo e possuir a soberana sabedoria. Há aí um erro grave. Os Espíritos não sendo senão as almas dos homens, estes não adquiriram a perfeição, deixando seu envoltório terrestre. O progresso do Espírito não se realiza senão com o tempo, e não é senão sucessivamente que ele se despoja de suas imperfeições e adquire os conhecimentos que lhe faltam. Seria também ilógico admitir-se que o Espírito de um selvagem, ou de um criminoso, torne-se de repente sábio e virtuoso, como seria contrário à justiça de Deus pensar que ele ficaria perpetuamente em sua inferioridade. Como há homens de todos os graus de saber e de ignorância, de bondade e de maldade, ocorre o mesmo com os Espíritos. Há os que não são senão espertos e ágeis, outros são mentirosos, trapaceiros, hipócritas, maus, vingativos; outros, ao contrário, possuem as mais sublimes virtudes e o saber em grau desconhecido sobre a Terra. Essa diversidade na qualidade dos Espíritos é um dos mais importantes pontos a considerar, porque ela explica a natureza boa ou má das comunicações que se recebem; é preciso, sobretudo, se interessar em distingui-las. (em O Livro dos Espíritos, 100, Escala Espírita; em O Livro dos Médiuns, cap. XXIV)




Allan Kardec



Fonte: do livro "O Que é o Espiritismo"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A VERDADE REVOLUCIONÁRIA

A verdade não é para aqueles que são respeitáveis, nem para aqueles que desejam o próprio crescimento, o próprio preenchimento. A verdade não é para aqueles que buscam segurança, continuidade; pois a permanência que buscam é simplesmente o oposto da descontinuidade. Estando presos na rede do tempo, eles buscam aquilo que continua, mas a continuidade que buscam não é real porque o que buscam é produto de seu pensamento. Assim, um homem para descobrir a realidade deve parar de buscar - o que não significa que ele deve se contentar com o que é. Ao contrário, um homem que se aplica na descoberta da verdade deve ser um completo revolucionário internamente. Ele não pode pertencer a nenhuma classe, a nenhuma nação, a nenhum grupo ou ideologia, a nenhuma religião organizada; porque a verdade não está no templo ou na igreja, a verdade não vai ser encontrada nas coisas feitas pela mão ou pela mente. A verdade só surge quando as coisas da mente e da mão são deixadas de lado, e deixar de lado as coisas da mente e da mão não é questão de tempo. A verdade chega para aquele que está livre do tempo, que não usa o tempo como meio do próprio desenvolvimento. Tempo significa memória de ontem, memória de sua família, de sua raça, de seu caráter particular, do acúmulo de sua experiência que constrói o 'eu' e o 'meu'. 



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

ANUGAMA - MORNING GLORY RELAXING MUSIC

Anugama - Morning Glory

Relaxing music & Nature scenes of Earth


Fonte: http://youtu.be/_y-V7whsDv8

A VERDADE NÃO TEM LUGAR PERMANENTE

A verdade é um fato, e o fato só pode ser compreendido quando as várias coisas que foram postas entre a mente e o fato são removidas. O fato é nossa relação com a propriedade, com sua esposa, com os seres humanos, a natureza, as ideias; e enquanto você não compreender o fato da relação, sua busca por Deus meramente aumenta a confusão porque é uma substituição, uma fuga e, portanto, não tem significação. Enquanto você dominar sua esposa ou ela dominar você, enquanto você possuir e for possuído, não pode conhecer o amor; enquanto você estiver suprimindo, substituindo, enquanto for ambicioso, não pode conhecer a verdade. Só conhecerá a verdade aquele que não está buscando, não está lutando, não está tentando conseguir um resultado. A verdade não é contínua, ela não tem lugar permanente, ela só pode ser vista de momento a momento. A verdade é sempre nova, por isso eterna. O que foi verdade ontem, não é verdade hoje, o que é verdade hoje, não é verdade amanhã. A verdade não tem continuidade. É a mente que quer tornar contínua a experiência que ela chama verdade, e tal mente não conhecerá a verdade. A verdade é sempre nova; ela é ver o mesmo sorriso, e ver esse sorriso de novo, ver a mesma pessoa, e ver essa pessoa de novo, ver as palmeiras ondulantes de novo, encontrar a vida de novo.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

FÉ RACIOCINADA

A tua fé será raciocinada mas não fria.

Guardá-la-ás por luz na inteligência não para identificar os males que infelicitam a vida, mas também para remediá-los tanto quanto possas.

Ouvirás discussões apaixonadas e por vezes estéreis, em nome da dúvida e da experimentação, da filosofia e da ciência, no arrazoado daqueles que continuam perguntando se eles próprios existem e, de outros, colherás o estranho argumento de que tua fé nada tem a ver com burilamento moral.

Efetivamente, não desprezarás a indagação digna, reconhecendo que o estudo é imperativo de nossa marcha em rumo certo, no entanto, conservarás no teu íntimo a certeza da própria imortalidade, qual facho inapagável de sol e, conquanto não desconheças que sublimação não é serviço de apenas um dia, honrarás os teus compromissos, guardando lealdade à reta consciência na disciplina da palavra empenhada.

Crerás na Vida Maior, aprimorando a vida menor em que encontras. Amarás a Deus, conchegando-te ao próximo, a fim de repartir com ele os dons de que o Senhor te enriqueceu. Farás de tua fé energia dinâmica a desentranhar-se da oração e da teoria, na forma de serviço ao próximo.

Aceitarás a mensagem da sobrevivência a falar-te do amanhã, por bendita orientação destinada à vivência de hoje, de modo a que faças melhor, através da convivência com teus irmãos.

À vista disso, a tua confiança na Divina Providência revelar-se-á consubstanciada no verbo com que esculpes a doutrina do amor e da verdade, na página iluminativa com que elevas o pensamento alheio, no auxílio providencial aos que sofrem, no perdão das ofensas, no esquecimento dos ultrajes ou no pão que divides com os últimos viajantes nas retaguardas da aflição.

Ser-te-á ela o arado precioso para arrotear a gleba do mundo, onde a vida te aguarda as sementes do progresso e renovação, no poder do trabalho e na força do bem.

Tua fé raciocinada constituirá, por fim, a lâmpada que Allan Kardec te colocou nas mãos, para que a chama da caridade nela flameje constantemente. Caminharás com ela e por ela atingirás a compreensão real dos ensinamentos do Cristo, aprendendo a servir com Ele, nosso Mestre e Senhor, para que o Reino de Deus se levante no coração dos homens, construindo a felicidade dos homens para sempre.



Emmanuel / Francisco Cândido Xavier



Fonte:http://chico-xavier.net/index.php?/topic/739-fe-raciocinada/
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

terça-feira, 8 de outubro de 2013

FORJAMOS O NOSSO PRÓPRIO DESTINO

A predestinação não existe; cada um de nós forja seu próprio destino.

Deus te dotou de liberdade para abrir ou fechar tuas portas a seu divino poder.

Recorda que tua fortaleza para te sobrepor às dificuldades é sempre muito maior que todos os problemas que possam se apresentar diante de ti.

Inclusive teus erros podem ser corrigidos mediante o uso da capacidade de raciocínio e a força de vontade que Deus te dotou.

A primeira coisa que deves fazer é te decidir; e, uma vez que hajas adotado uma resolução, mantenhas firme o teu propósito até havê-lo cumprido.

Disciplina-te, e te será possível despertar teus poderes espirituais até então adormecidos.

Reconquista tua divindade.

Une tua consciência a Deus, e receba tuas bênçãos diretamente das mãos divinas.




Paramahansa Yogananda




Fonte: Self-Realization Fellowship
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

TORNE-SE MADURO EMOCIONALMENTE

Se você ainda não encontrou oportunidade ou razão para meditar em torno da reencarnação, este é um momento para faze-lo.

Somente através desta lei da Natureza conseguirá você entender as desigualdades que caracterizam as criaturas humanas encarnadas na Terra. Sem a reencarnação, como seria possível explicar racionalmente a perversidade e a bondade, a sabedoria e a estultície, a inteligência e a ignorância, a injustiça, a saúde e a doença, e todos os contrastes que observamos?

Sendo Deus justo, entenda que Ele não faria distinção alguma entre os seus filhos, aos quais ama com a mesma solicitude.

Com a reencarnação, você compreenderá porque nos defrontamos com pessoas de variadas condições emocionais e espirituais. As de melhor condição são as que se fizeram a si mesmas através dos séculos sucessivos, nas várias encarnações. Os menos preparados do ponto de vista emocional/espiritual, são as almas mais jovens, que ainda não tiveram as mesmas oportunidades nos séculos transatos, ou são aquelas que não souberam ou não quiseram aproveitar bem as oportunidades.

Os espíritos mais antigos, ou os que melhor aproveitaram as oportunidades, estruturando-se, são aqueles que agora, defrontados pelas dificuldades, sentem em si mesmos que reúnem condições para vencer, e entregam-se corajosamente ao trabalho que lhes propiciará a plenitude.

Os menos evoluídos ou experientes, sendo mais imaturos, desarvoram-se diante das ocorrências. Com um baixo nível de autocontrolabilidade e de controlabilidade das ocorrências, afligem-se, desesperam-se, perdendo-se no emaranhado das situações. Sem maturidade psicológica, de conteúdo mental infantil, tornam-se instáveis e se deixam consumir pela revolta, pela amargura e pela depressão, sucumbidos ao peso das aflições.

O ser humano é o mais alto e nobre investimento da vida, momento grandioso do processo evolutivo que, para atingir a sua culminância, atravessa diferentes fases que lhe permitem a estruturação psicológica, seu amadurecimento, sua individuação, conforme Jung.

Ao atingir a idade adulta deve estar em condições de viver as suas responsabilidades e os desafios existenciais. É comum, no entanto, perceber-se que o desenvolvimento fisiológico raramente faz-se acompanhar do seu correspondente emocional, o que se transforma em conflito, quando um aspecto não é identificado com o outro. Em tal caso, o período infantil alonga-se e predomina, fazendo-se característica de uma personalidade instável, atormentada, insegura, depressiva ou agressiva, ocultando-se sob vários mecanismos perturbadores.

A maturidade psicológica poderá ser alcançada através do auto estudo, que permitirá a eleição do que convém e do que não convém ser mantido na intimidade da Casa Mental, esforçando-se por eliminar dela tudo o que for prejudicial.



Izaias Claro



Fonte: do livro "Depressão - Causas, consequências e Tratamento"
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

NÃO EXISTE GUIA PARA A VERDADE

Deus é encontrado pela procura? Você pode ir atrás do desconhecido? Para encontrar, você tem que conhecer o que busca. Se você busca para encontrar, o que você encontrar será uma autoprojeção; será o que você deseja, e a criação do desejo não é a verdade. Buscar a verdade é negá-la. A verdade não tem domicílio fixo; não existe caminho nem guia para ela, e a palavra não é a verdade. A verdade vai ser encontrada em um lugar particular, em um clima especial, entre certas pessoas? Ela está aqui e não lá? Esse é o guia para a verdade, e não o outro? Existe um guia de fato? Quando a verdade é buscada, o que se encontra só pode vir da ignorância, pois a busca em si nasce da ignorância. Você não pode buscar a realidade; você tem que findar para a realidade surgir.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.morguefile.com